skip to Main Content
4 de junho de 2020 | 09:35 pm

GERALDO DEFENDE PERMANÊNCIA DO EXÉRCITO EM ÁREA DE CONFLITO

Tempo de leitura: 2 minutos
Geraldo defende anulação de estudo da Funai e permanência do Exército.

Geraldo defende anulação de estudo da Funai e permanência do Exército.

O deputado federal Geraldo Simões disse que a permanência do Exército, no sul da Bahia, é fundamental para a pacificação na área de conflito entre produtores rurais e índios e autodeclarados tupinambás. As tropas foram retiradas das bases de pacificação desde a tarde da segunda (10).
– Defendo que [o Exército] continue até o fim do processo de demarcação das terras – disse o parlamentar ao PIMENTA, que considera a região pacificada desde a chegada do Exército.
Há relatos, no entanto, de constantes ameaças de invasões e depredações a propriedades na área em litígio. Algumas das ameaças são direcionadas a pequenos produtores da região de Olivença, em Ilhéus.
O governador Jaques Wagner apresentou ontem (11) pedido para que o governo federal mantenha as tropas do Exército na região. A decisão deve sair até amanhã (13).
ANULAÇÃO DE ESTUDO DA FUNAI
Para Geraldo, a anulação do decreto de demarcação dos 47,3 mil hectares entre os municípios de Una, Buerarema e Ilhéus é parte da solução para o conflito. O estudo favorável aos tupinambás, segundo Geraldo, “está cheio de vícios”.
O parlamentar ainda fala da tragédia social que seria, na opinião dele, a retirada de mais de 20 mil famílias das terras em disputa no sul do estado. “Como retirar mais de 20 mil famílias para assentar sei lá quantos índios?”, questiona.
CASO JURACI: CRÍTICAS À POLÍCIA CIVIL
O deputado petista fez críticas, ainda, à atuação da polícia civil na investigação da morte do pequeno produtor rural Juraci Santana, assassinado na madrugada de 11 de fevereiro deste ano, no Assentamento Ipiranga.
– Na região, todos sabem os nomes dos autores, mas ninguém até agora foi preso – afirmou, complementando que a Polícia Civil precisa esclarecer o crime e concluir logo o inquérito.

DIRIGENTE DO PT DIZ QUE É "NATURAL" SAÍDA DE NINÃO DO GRUPO DE GERALDO

Tempo de leitura: < 1 minuto
Flávio Barreto diz que mudança é natural.

Flávio Barreto diz que mudança é natural.

O presidente do diretório do PT de Itabuna, Flávio Barreto, disse ao PIMENTA que considera “natural a mudança de agrupamento político” do ex-candidato a vereador Eduardo Almeida “Ninão”.
Nesta noite de quarta (26), Ninão anunciou neste blog que estava deixando o grupo do ex-prefeito e deputado federal Geraldo Simões. O rompimento político ocorre após 19 anos. Ele vai apoiar o deputado Valmir Assunção (confira entrevista concedida mais cedo).
Barreto ainda afirmou que a mudança do filiado é “movimentação cotidiana” no PT, “onde as forças se harmonizam e se movimentam democraticamente e, para tanto, são devidamente respeitadas seguindo a tradição petista”.
O deputado Geraldo Simões ainda não se posicionou quanto ao rompimento de um de seus mais antigos e até então fiéis aliados. Nos bastidores, houve tensão, pois Geraldo pensava que Ninão iria apoiar o deputado federal Josias Gomes, que tem base em Itabuna e virou algoz do ex-prefeito itabunense.

NINÃO SURPREENDE PT E ANUNCIA APOIO A VALMIR ASSUNÇÃO E JONAS PAULO

Tempo de leitura: 2 minutos
Ninão, ao centro, com Fernanda Silva e Walmir Assunção no Uruçuca Folia.

Ninão, ao centro, com Fernanda Silva e Walmir Assunção no Uruçuca Folia.

A figura de Eduardo Almeida “Ninão” sempre esteve ligada ao deputado federal Geraldo Simões. Os dois caminhavam juntos, politicamente, desde 1995. Hoje, a criatura rompeu politicamente com o criador.
Ninão decidiu apoiar o deputado federal Valmir Assunção, que tenta renovar o mandato em outubro. No plano estadual, ele apoiará o ex-presidente do PT baiano Jonas Paulo, que tentará vaga à Assembleia Legislativa. O apoio de Ninão a Valmir foi costurado pelo também petista Murilo Brito, esposo da prefeita Fernanda Silva, de Uruçuca.
Numa rápida entrevista ao PIMENTA, Ninão explica as razões para o rompimento anunciado desde o final do ano passado, quando ele não seguiu orientação de Geraldo e decidiu apoiar Everaldo Anunciação, de quem é amigo desde a década de 90, na disputa pela presidência estadual do PT. O candidato de Geraldo era o jornalista Ernesto Marques. Confira
PIMENTA – Você estava com Geraldo há quase vinte anos, por que decidiu apoiar Jonas Paulo para estadual e o deputado federal Valmir Assunção?
EDUARDO ALMEIDA (NINÃO) – A Bahia está em um novo momento. Jonas e Valmir têm muito a contribuir com o PT da baiano nessa nova caminhada.
PIMENTA – É um rompimento só no plano político?
NINÃO – Respeito e reconheço a liderança de Geraldo, mas não concordo com  maneira como o Geraldo vem se relacionando com os partidos aliados, principalmente em Itabuna. Precisamos ter uma relação mais aberta com os aliados nos planos federal e estadual. Hoje o PT de Itabuna enfrenta dificuldades com a política adotada nos últimos anos.
PIMENTA – Como fica o PT para 2016 em Itabuna?
NINÃO – Temos que pensar direito. Aqui em Itabuna, como disse, há dificuldade para se relacionar com os aliados no nível estadual. O PT terá que fazer um trabalho de reaproximação em nível municipal. Se quiser ganhar a prefeitura em 2016, tem que buscar nomes que sempre foram aliados nossos.

HELINTON, O DESAFINADO

Tempo de leitura: 2 minutos

helinton ceplacO diretor geral da Ceplac, Helinton Rocha, pode pensar em não fazer muito piseiro por essas bandas de agora em diante.
O homem, que também se faz conhecer pela alcunha de “Tom”, assumiu o cargo dizendo que tinha linha direta com a presidenta Dilma, “profunda conhecedora da Ceplac”, nas palavras dele, pisou feio na bola com os ceplaqueanos na semana passada. Mais uma vez.
Foi durante uma reunião com lideranças das diversas entidades de defesa dos funcionários do órgão, formadas por aliados dos deputados Josias Gomes e Geraldo Simões.
Para elogiar Geraldo, disse que Josias era um deputado “que não opera, e se porta de forma ambígua nas demandas da Ceplac”.
A declaração do diretor causou mal-estar para todos. “Para os aliados de Geraldo, que não precisa de uma puxada dessas, e para os de Josias, que têm consciência de que a luta pelos interesses da Ceplac fazem parte da agenda constante do parlamentar”, afirma um dos presentes à reunião.
Só para ilustrar, segundo esse ceplaqueano, foi Josias quem agendou a única reunião que o diretor teve com o ministério do Planejamento, quando ainda se falava em concurso para a Ceplac. “Logo ele, tão próximo da presidenta Dilma, não consegue sequer agendar uma reunião dessas”.
Os comentários dão conta de que, aos poucos, o diretor que chegou com a licença 007 – numa referência ao espião britânico James Bond –, vai se tornando um Zero Um, como na cena antológica do filme Tropa de Elite, de José Padilha. “Não demora e ele ‘pede pra sair’”, prevê o ceplaqueano indignado.
O problema é que na obra de Padilha, o Zero Um foi “desistido” pelo impiedoso Capitão Nascimento. Relembre a cena…

NA CÂMARA, DEPUTADO CRITICA DESCASO FEDERAL NA PROTEÇÃO A JURACI

Tempo de leitura: < 1 minuto

Além de prestar homenagem ao líder camponês Juraci Santana e prestar solidariedade à família do agricultor, o deputado federal Geraldo Simões (PT-BA) denunciou ontem, na Câmara dos Deputados, que houve descaso federal na proteção a Juraci Santana.
Segundo Geraldo, Juraci relatou as ameaças aos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Gleisi Hoffmann (então ministra da Casa Civil) e, por três vezes, à Polícia Federal, além do Incra. Mesmo assim, não obteve proteção. O petista também comentou sobre o processo de demarcação no sul da Bahia.
– A nossa região tem um processo de demarcação de terras equivocado, que joga filhos contra pais, irmãos contra irmãos e companheiros de assentamento contra companheiros de assentamento – observou o deputado.
Ele ainda enfatizou a ação violenta dos supostos tupinambás e que a Força Nacional de Segurança foi escorraçada da área do conflito. “Recolheram as armas, botaram mochila nas costas e se retiraram”. Menos de quatro dias depois da retirada da Força Nacional, o produtor foi executado. Confira o vídeo do pronunciamento.

GERALDO CULPA MINISTRO DA JUSTIÇA POR VIOLÊNCIA NO CAMPO: “ELE QUER FAZER MÉDIA COM ÓRGÃOS INTERNACIONAIS”

Tempo de leitura: 2 minutos
Geraldo critica ministro da Justiça, acusado de ser omisso em conflito no sul da Bahia.

Geraldo critica ministro da Justiça, acusado de ser omisso em conflito no sul da Bahia.

O deputado federal Geraldo Simões (PT-BA) culpou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pela nova onda de violência na área de 47,3 mil hectares disputada por agricultores e índios e autodeclarados tupinambás. Nesta madrugada, um agricultor do Assentamento Ipiranga foi assassinado (confira post abaixo). Juraci Santana havia relatado ao deputado as ameaças feitas por supostos tupinambás.
– O ministro recuou e retirou a base [de pacificação] que estava no limite do conflito, no Rio Cipó. Quando ele retirou, [o cacique] Babau fez três dias de festa e retomou as quatro fazendas [onde houve reintegração na semana passada] – disse Geraldo ao PIMENTA.
A base de segurança (ou de pacificação) foi desmontada menos de duas semanas após a sua instalação. O ministro, acusa Geraldo, ordenou o desmonte após audiência com Babau, em Brasília. A Força Nacional deixou a área na noite de sexta-feira (7).
O parlamentar petista foi ainda mais duro com José Eduardo Cardozo. “Ele não assume as suas funções de ministro. Quer fazer média com entidades internacionais. Devemos ao ministro da Justiça, que não controla os seus órgãos, como a Funai, a insegurança no meio rural”.
Geraldo citou as invasões e conflitos no Extremo-Sul do Estado e as novas invasões em Itaju do Colônia, nesta semana. “Na região de Pau Brasil e Itaju, [os índios] querem ampliar a reserva. Era 8 mil hectares, passou para 50 mil e agora querem 80 mil”. Para ele, Cardozo tem se eximido de suas responsabilidades como ministro.

FALANDO A MESMA LÍNGUA

Tempo de leitura: < 1 minuto

Geraldo Simões 3O deputado federal Geraldo Simões disse na última quarta (5) que está preocupando com a paralisação das obras de construção da Barragem do Colônia, em Itapé.
O parlamentar defende esta obra desde o seu primeiro mandato como prefeito de Itabuna (1993-1996) e conseguiu elaborar projeto na última passagem pelo centro administrativo (2001-2004).
Após comemorar o anúncio da obra em janeiro do ano passado, Geraldo agora lamenta a interrupção da mesma. A paralisação ocorre porque a construtora que venceu a licitação cobrou mais dinheiro. Alegou que o montante destinado para erguer a barragem não era o suficiente (R$ 18 milhões).
A empreiteira pediu aditivo, o que jogaria o valor para R$ 37 milhões. O governo estadual não aceitou e cogitou um destrato e nova licitação. O lenga-lenga já dura quase seis meses… e a obra parada. Geraldo defendeu, ainda na quarta (5), que governo baiano e empreiteira se entendam o mais rápido.
A obra é tida como solução para o abastecimento de água em Itabuna pelos próximos 50 anos. À grita de Geraldo, somou-se o tucano Augusto Castro (veja post abaixo). Espera-se que outros tomem reforcem o grupo, afinal a cidade tem outros parlamentares, como o petista Josias Gomes e o deputado estadual Coronel Santana – sem esquecer de Ângela Sousa, que anda fazendo piseiro em Itabuna atrás de voto.
É preciso que mais parlamentares falem a mesma língua. Pelo menos, neste caso.

AMAURI E GERALDO ESTÃO ENTRE LÍDERES DE DISCURSOS NA CÂMARA

Tempo de leitura: < 1 minuto
Geraldo está entre os primeiros em número de discursos.

Geraldo está entre os primeiros em número de discursos.

O ranking dos deputados federais que mais sobem à tribuna para expor sobre problemas nacionais ou regionais tem um baiano na liderança: Amauri Teixeira (PT).
Na sequência, levando em conta apenas a bancada baiana, aparecem Alice Portugal (PCdoB) com 119 discursos. O PT segue nas posições seguintes com Valmir Assunção (115), Geraldo Simões (114) e Afonso Florence (114).
A oposição aparece com a metade do espaço ocupado na tribuna, com Jutahy Júnior (PSDB), que discursou 57 vezes durante o ano, número próximo ao de Claúdio Cajado (DEM), 54, e Antônio Imbassahy (PSDB), 27.
BANCADA DO “SILÊNCIO”
Já a “Bancada do Silêncio” é liderada por Marcos Medrado (SDD), que não subiu à tribuna uma vez sequer em 2013. Na sequência, vêm Erivelton Santana (PSC) e Luiz Argôlo (SDD), que se pronunciaram apenas duas e quatro vezes, respectivamente. Com informações do Bahia Notícias.

DOIS BICUDOS

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

Geraldo anda dizendo que Magalhães, que é o diretor-presidente da Bahiagás, vem gastando o dinheiro da empresa na campanha para deputado federal.

O relacionamento político entre o PT e o PCdoB de Itabuna sempre foi marcado por intrigas, picuinhas, traições, falsidades, desconfianças e até ofensas pessoais.
O pega-pega é velho, vem da política estudantil na então Fespi, quando comunistas e petistas se digladiavam pelo comando do Diretório Central dos Estudantes, o cobiçado DCE.
Quando se juntam, como aconteceu em várias sucessões municipais, é por interesse e conveniência, já que a união se torna indispensável para derrotar os adversários comuns.
O PT e o PCdoB são inimigos ferrenhos quando estão separados no processo eleitoral. PCdoB versus DEM ou PT versus PSDB são confrontos civilizados quando comparados a uma disputa PT versus PCdoB.
O mais recente duelo envolve as duas figuras emblemáticas do petismo e do comunismo tupiniquins, sem dúvida o ex-prefeito Geraldo Simões e o ex-vereador Davidson Magalhães.
Geraldo anda dizendo que Magalhães, que é o diretor-presidente da Bahiagás, vem gastando o dinheiro da empresa na campanha para deputado federal.
Defensores de Davidson, irritadíssimos com Geraldo, lembram que o ex-alcaide, em vez de se preocupar com a vida alheia, deveria cuidar da sua condição de réu nos processos que tramitam na justiça.
E mais: corre à boca pequena a informação de que o PT vai reivindicar o comando da Bahiagás assim que Davidson se afastar da presidência para concorrer ao Parlamento.
Dois bicudos não se beijam. Geraldo Simões e Davidson Magalhães sequer se abraçam. É melhor assim do que abraço de tamanduá.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

SEM MIRALVA, FLÁVIO BARRETO ASSUME PRESIDÊNCIA DO PT

Tempo de leitura: < 1 minuto
Flávio fala durante ato de posse na sede do PT (Foto Josivaldo Dias).

Flávio fala durante ato de posse na sede do PT (Foto Josivaldo Dias).

O empresário Flávio Barreto tomou posse, ontem à noite, como presidente do diretório municipal do PT de Itabuna. Num ato simples, na sede do partido, Flávio disse que “o PT está de portas abertas a todo itabunense”.

O evento contou com o deputado federal Geraldo Simões e o prefeito de Ibicaraí e presidente da Amurc, Lenildo Santana, além de políticos regionais.

Mas um dos fatos que marcaram a posse foi a ausência da professora Miralva Moitinho. Ela deveria transmitir o cargo ao novo dirigente.

A ausência, aliás, tem a ver com o clima da disputa pelo diretório. A ex-presidente foi “alvejada” por mover recurso contra a posse do novo dirigente, acusado de usar recursos externos na campanha do partido.

Back To Top