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4 de junho de 2020 | 09:08 pm

A ELEIÇÃO DE 1992 QUE EU VI EM ITABUNA

Tempo de leitura: 3 minutos

Allah Góes | allah.goes@gmail.com
 
 

Se Ubaldo pudesse ter tido mais uma oportunidade de governar
Itabuna, teríamos uma cidade mais humana e melhor planejada. Faltou-lhe habilidade política, pois administrativa tinha de sobra.

 
 
Uma das primeiras eleições em que tive uma participação mais ativa, e isso com 17 anos, foi a eleição municipal de 1992, uma das mais acirradas e surpreendentes disputas da história política de Itabuna. Muitos pensavam que seria o retorno triunfal do grande gestor Ubaldo Dantas ao cargo de prefeito, mas não foi bem isso que aconteceu. Faltou “combinar com o eleitor”.
Ubaldo Porto Dantas havia governado Itabuna de 1983 a 1988, eleito por uma das sub-legendas do PMDB. Além de ter feito uma gestão proba, reunindo um dos melhores “times” de Secretários Municipais que essa terra já viu, conseguiu mudar a cara da cidade, “abrindo ruas”, criando o Sítio do Menor Trabalhador. Enfim, fazendo gestão e planejando a cidade para ser, de fato, a Capital do Cacau.
Por causa daquilo que fez em seu governo, Ubaldo se apresentava em 1992 como “o candidato a ser batido”. O prefeito de Itabuna era o atual prefeito Fernando Gomes que, por não existir a possibilidade de reeleição, havia escolhido como o seu candidato à sucessão o também ex-prefeito José Oduque Teixeira, de quem havia sido secretário de Administração.
Todos pensavam que a disputa daquele ano se daria entre esses dois personagens. Ledo engano. Correndo por fora, com pouco tempo de televisão – que até hoje é fundamental para se vencer uma eleição, também disputava a peleja o jovem técnico agrícola da Ceplac e, naquela época deputado estadual, Geraldo Simões de Oliveira. Como todos sabem, acabou sendo eleito prefeito.
Ubaldo achava que o conjunto de suas ações, durante o período em que foi prefeito, aliado ao desgaste que naquele momento vivia o prefeito Fernando Gomes, lhe garantiria uma vitória fácil, tanto que impôs como seu vice naquela disputa o seu homem de confiança, Moacir Lima, que, politicamente, nada acrescentava à chapa. A escolha e o tom imperial da decisão levaram a diversas defecções em seu grupo político.
Lembro-me de uma reunião tensa, logo após a convenção, onde fui levado pelo jornalista José Adervan. E pude ver um Nérope Martinelli, que era uma das principais lideranças do grupou ubaldista, transtornado devido à infeliz decisão acerca da escolha do vice, anunciar que estaria “deixando o Grupo”.
Conheci Martinelli quando militávamos no movimento estudantil secundarista e, naquele momento, pude testemunhar a força que o mesmo tinha, não apenas junto ao empresariado local, mas também com os desportistas e estudantes, agregando muito mais que o vice imposto por Ubaldo.
Na época em que iniciamos a reorganização da UESI (União dos Estudantes Secundaristas de Itabuna), juntamente com Adilson José, Josivaldo Gonçalves, Fabio Lima e outros, Martinelli nos ajudou bastante, chegando a incentivar a pré-candidatura de Emanoel Coelho, presidente do Grêmio do CIOMF, a Vereador, candidatura essa que não vingou por conta de sua saída do grupo ubaldista.
E assim, Ubaldo Dantas, contando apenas com seu estafe mais próximo, iniciou a campanha daquele ano em que de inicio até chegou a polarizar com Oduque, dando a entender que seria eleito, mas, por causa do acirramento da campanha televisiva, em que se utilizou de ataques pessoais, de lado a lado, acabou fazendo com que seu eleitor fosse migrando para a candidatura da “zebra” Geraldo Simões, que ali já contava com o significativo apoio de João Xavier e de Martinelli.
O resto, tudo mundo já sabe: Ubaldo e Itabuna perderam. Nada contra Geraldo Simões, o vencedor daquela eleição, e que no final fez uma boa gestão. Mas acredito que, se Ubaldo pudesse ter tido mais uma oportunidade de governar
Itabuna, por conta daquilo que se viu em sua gestão, teríamos uma cidade mais humana e melhor planejada. Faltou-lhe habilidade política, pois administrativa tinha de sobra.
Allah Góes é advogado municipalista, consultor de prefeituras e câmaras de vereadores.

A NOVELA CONTINUA

Tempo de leitura: 2 minutos

Marco Wense
 

Rui versus Geraldo. Um pega-pega de priscas eras, como diria o saudoso e inesquecível jornalista Eduardo Anunciação, meu primo predileto, hoje em um lugar chamado de eternidade.

 
Ninguém sabe o fim da novela Vai-não-Vai, tendo como protagonistas o governador Rui Costa e Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna por duas vezes.
Geraldo vai ou não assumir uma secretaria no governo do PT? As apostas continuam, agora com uma ligeira vantagem de que “Minha Pedinha” será candidato a deputado estadual.
Que o chefe do Palácio de Ondina não gosta do ex-alcaide é do conhecimento de todos. Aliás, esse péssimo relacionamento político vem desde o tempo em que Rui Costa era secretário de Relações Institucionais do então Governo Jaques Wagner.
Eu mesmo presenciei um atrito entre Rui e Geraldo. O então prefeito, candidato à reeleição, acusou Rui de ser o responsável pela perda do apoio do PHS.
Os próximos capítulos da novela Vai-não-Vai vão ficar emocionantes. E a pergunta é: Por que o governador Rui Costa não quer o empresário Newton Cruz como chefe de gabinete de Geraldo em um eventual cargo?
Teria Rui Costa algum problema com Newton Cruz, alguma queixa? Ou é só uma maneira de dizer “não” a Geraldo, que não quer o “companheiro” no primeiro escalão do governo?
Rui versus Geraldo. Um pega-pega de priscas eras, como diria o saudoso e inesquecível jornalista Eduardo Anunciação, meu primo predileto, hoje em um lugar chamado de eternidade.
Marco Wense é articulista e editor d´O Busílis.

GERALDO COMEÇA A OUVIR LIDERANÇAS E ENSAIA PRÉ-CANDIDATURA A DEPUTADO ESTADUAL

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De olho na AL-BA, Geraldo começa a ouvir lideranças

Apesar de cogitado para comandar secretaria no Governo Rui Costa a partir de abril, o ex-deputado e ex-prefeito de Itabuna Geraldo Simões começou a fazer consultas individuais a lideranças sul-baianas. Está colhendo propostas para montar as bandeiras de possível candidatura à Assembleia Legislativa. Por enquanto, ele defende temas nas áreas de Educação, Infraestrutura Hídrica e afirma já ter passado da hora de o sul da Bahia levar a sério – e cobrar do governo – a criação da Região Metropolitana do Sul da Bahia.
Ao PIMENTA, Geraldo se disse que planeja realizar, ao final de março, um encontro regional para definir as propostas para a campanha a deputado estadual. Ainda sem dizer se é realmente pré-candidato, ele afirma que a construção da Barragem do Rio Colônia, a ser inaugurada em abril, dá a Itabuna condições de se firmar como polo industrial do interior da Bahia.
O ex-prefeito itabunense desconversou, mas não negou ter recebido proposta para assumir cargo no primeiro escalão do governo. E não deixa de elogiar Rui Costa. Para Geraldo, Rui é favorito na disputa. Favoritismo que é ampliado se Lula for candidato a presidente da República.
Geraldo ainda dá pitaco quanto à candidatura de oposição na corrida ao Palácio de Ondina. Para ele, ACM Neto será candidato. Assumir o cargo de presidente nacional do DEM só reforça esse projeto, pelo menos, na leitura do ex-prefeito itabunense.
ITABUNA
O ex-prefeito ainda se mostrou preocupado com os desdobramentos da greve na rede municipal de ensino em Itabuna. Sem se prolongar em análises quanto ao governo de Fernando Gomes, Geraldo diz que muitos governos só se preocupam em investir o percentual constitucional, não atentando à qualidade da educação. “Quando prefeito de Itabuna, chegávamos a investir 32% dos nossos recursos em Educação”, disse.
Afirmou que a Educação sempre foi uma prioridade de governo e, também, dos mandatos como deputado estadual e federal. No último mandato como federal, Geraldo defendeu a instalação da reitoria da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) em Itabuna, quando o então ministro Aloizio Mercadante preferia Porto Seguro. Acabou convencendo o governo. A reitoria ficou em Itabuna.

GERALDO PARA FERNANDO: “O QUE ESTAVA RUIM, FICOU PIOR”

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Geraldo (à direita) diz que Governo de Fernando é pior do que o do antecessor, Vane do Renascer

O ex-prefeito Geraldo Simões havia imposto a si mesmo um prazo de um ano para, só então, se pronunciar em relação ao governo de Fernando Gomes. Respeitou-o. Hoje, o petista utilizou uma rede social para avaliar o primeiro ano de Fernando à frente da Prefeitura de Itabuna. E assim resumiu: “O que estava ruim, ficou pior”.

Para Geraldo, o governo de Fernando conseguiu piorar “a saúde, a educação, segurança e o desemprego” e, acrescentou, abandonou os bairros. Ainda segundo o petista, “nenhuma obra importante foi realizada em toda cidade, quando temos tantas carências. E não temos nenhuma expectativa de melhorias para o próximo ano”.

Segundo o ex-prefeito, os eleitores de Fernando agora “dizem que foram vítimas de propaganda enganosa”. Para alfinetar ainda mais, acrescenta que os mesmos que elegeram Fernando “esperam uma oportunidade” para devolvê-lo pra Vitória da Conquista, onde o agora prefeito ficou por cerca de oito anos. Feita um dia após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar Fernando Gomes no cargo, a crítica de Geraldo é ilustrada por uma grande fila da Unidade de Saúde Alberto Teixeira Barreto, da Califórnia, imagem mostrada em 1º de novembro em reportagem da TV Santa Cruz.

HOSPITAL COSTA DO CACAU É MARCO PARA A SAÚDE DO SUL DA BAHIA, AFIRMA GERALDO

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Geraldo: hospital é marco para a saúde regional

A inauguração do Hospital Regional Costa do Cacau, no próximo dia 15, é um marco para a saúde de todo o sul da Bahia, na avaliação do ex-prefeito Geraldo Simões. O ex-deputado federal vê o equipamento como “a mais importante obra na área da saúde em todos os tempos na região”.

O petista elogia o governador Rui Costa e o secretário Fábio Vilas-Boas (Saúde) pela obra e prevê uma melhora significativa no atendimento à população. O hospital foi construído em Ilhéus, à margem da Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415).

Geraldo observa que o debate que deve ser travado em torno do hospital é sobre de que forma os municípios vão se organizar e os pacientes que estão nas filas de espera vão acessar, “o mais rapidamente possível”, os serviços oferecidos.

O ex-prefeito diz que a saúde é um dos grandes gargalos das administrações municipais, não apenas de Ilhéus e Itabuna, mas de toda a região. Ele diz, porém que esse hospital vai obrigar os municípios a fazer a atenção básica que, combinado com a futura Policlínica Regional em Itabuna, possibilitará ao sistema de saúde pública atender as pessoas com mais dignidade na região.

Hospital será inaugurado dia 15 de dezembro

“Ao mesmo tempo em que olhamos para o aspecto global da saúde, com um equipamento como o Hospital da Costa do Cacau, temos certeza que a resolutividade nas localidades também vai contribuir para o pleno atendimento das demandas. Aí, os municípios terão que investir em atenção primária, para que o sistema funcione perfeitamente”, observa Geraldo Simões.

RUI, NETO E O ENLAMEADO PMDB

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marco wense1Marco Wense

 

Quando questionados sobre o PMDB, tanto Rui Costa como ACM Neto dão respostas evasivas ou fogem das perguntas como o diabo da cruz.

 

O que ainda faz o PMDB ser procurado é o invejável tempo que o partido dispõe no horário eleitoral, salvo engano quase cinco preciosos minutos.

E aí me lembro da campanha do médico Antonio Mangabeira na sucessão do prefeito Claudevane Leite. O pedetista, obviamente do PDT, tinha 22 segundos na telinha.

Foi um Deus nos acuda. Não deu nem para o vice falar alguma coisa. A turma do marketing, mesmo com esses segundinhos, deu um show de competência.

Mangabeira foi o segundo mais votado com 18.813 votos, seguido de Augusto Castro (PSDB), Capitão Azevedo (PTB), Geraldo Simões (PT) e Davidson Magalhães (PCdoB).

Fernando Gomes, então candidato do DEM, com o apoio do PT, foi eleito. É bom lembrar que Mangabeira teve mais votos do que Simões e Magalhães juntos.

Os motivos que levam o governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto a evitar comentários sobre o enlameado PMDB são um pouco diferentes.

O alcaide soteropolitano pensa no PMDB na sucessão estadual. Já o petista não quer atrapalhar as articulações do petismo com o peemedebismo na eleição presidencial.

Lula anda de namoro com várias lideranças do PMDB, inclusive com o senador Renan Calheiros, um dos responsáveis pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Com essa aproximação, os petistas jogam na lata do lixo o discurso do “golpe” e irrita os segmentos do PT que ainda se mantém com credibilidade.

Quando questionados sobre o PMDB, tanto Rui Costa como ACM Neto dão respostas evasivas ou fogem das perguntas como o diabo da cruz.

Ao ser indagado sobre sua opinião em relação a uma eventual prisão dos irmãos Vieira Lima, Rui saiu pela tangente: “Não gosto de absolver nem condenar ninguém”.

“Não tenho bola de cristal”, diz Neto sobre o futuro do PMDB, que já foi o MDB de Ulysses Guimarães e de tantos outros políticos de respeito.

Rui Costa e ACM Neto, quando o assunto é o PMDB, agem da mesma maneira. Ambos são escorregadios.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

DE PROTAGONISTA A FIGURANTE

Tempo de leitura: 3 minutos

claudio_rodriguesCláudio Rodrigues | aclaudiors@gmail.com

 

A missão de Geraldo é deixar o papel de figurante e ao menos ganhar o papel de coadjuvante nas eleições do próximo ano.

 

Todos que acompanham filmes, séries e novelas sabem que existe o artista principal. Era assim que minha avó chamava os protagonistas das tramas. Mas, no mundo do entretenimento dos filmes e novelas, não existe apenas o protagonista. Há, também, os atores coadjuvantes. E os figurantes, aqueles que fazem parte da cena apenas na figuração, entram mudos e saem calados. Ou seja, o papagaio de pirata.

Na política, também existem os protagonistas e os figurantes. Isso ficou registrado na última segunda-feira (9), quando o governador Rui Costa esteve em Itabuna para assinar o contrato para a construção da duplicação da Rodovia Jorge Amado (BR 415), que liga as duas principais cidades do sul do Estado, a Rodovia Ilhéus/Itabuna. A imagem do prefeito Fernando Gomes, neoaliado do governador Rui Costa e, consequentemente do PT, o prefeito de Itabuna era o protagonista da solenidade, recebendo todos os afagos dos políticos “capas-pretas” presentes.

No mesmo evento, o ex-prefeito e ex-deputado Gerado Simões não passava de um mero figurante no palanque armado na avenida Juracy Magalhães. Sentado nas fileiras ao fundo, Simões era apenas mais um, na cena onde Gomes, ao lado de Rui, era o artista principal, o protagonista.

Ceplaqueano e líder sindical, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores em Itabuna, Geraldo surgiu para a política da Bahia como o novo e viveu seus momentos de protagonista. Nas eleições municipais de 1988, foi o candidato a vereador mais votado, porém não assumiu o mandato em função do coeficiente eleitoral. Na eleição seguinte, assume o mandato de deputado estadual.

Eis que, em 1992, contrariando todos os prognósticos, Simões vence a eleição para prefeito de Itabuna, numa verdadeira “zebra”. De uma tacada, derrota o então imbatível Fernando Gomes, seu candidato Oduque Teixeira e, de quebra, o ex-prefeito e também candidato Ubaldo Dantas.

Durante sua gestão, Geraldo e seu grupo político sofrem perseguição implacável por parte do todo-poderoso ACM. Mesmo com todo tipo de boicote, faz uma boa administração, o que lhe garante o primeiro mandato para a Câmara Federal nas eleições de 1998. As portas estavam abertas para a volta ao comando do município no ano 2000.

Em sua segunda passagem no comando do município, Geraldo estava no ápice do sucesso político. Coordenou a campanha vitoriosa de Lula à presidência da República, em 2002, e nos bastidores era cotado para compor uma chapa majoritária ao Senado ou ao Governo da Bahia.

Derrotado na campanha pela reeleição, dois anos depois, em 2006, consegue um novo mandato de deputado federal e é convidado a assumir a Secretaria de Agricultura da Bahia, pelo então governador Jaques Wagner. Em 2008, contrariando a tudo e a todos, lança a esposa como candidata a prefeita, é derrotado. Tempos depois, não consegue renovar o mandato de deputado federal e no último pleito municipal como candidato a prefeito sofre uma derrota acachapante, obtendo pouco mais que oito mil votos.

Hoje, Geraldo Simões está sem grupo político, sem credibilidade com profissionais do mercado de comunicação e, acima de tudo, sem carisma e prestígio junto à cúpula de seu partido. A missão de Geraldo é deixar o papel de figurante e ao menos ganhar o papel de coadjuvante nas eleições do próximo ano. Uma missão quase impossível.

Cláudio Rodrigues é consultor.

RUI PARA GERALDO: “TÔ PRECISANDO DE SUA AJUDA”

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Rui fez afago público a Geraldo.

Rui: afago a Geraldo || Reprodução

Após estremecimentos na relação, o governador Rui Costa afagou o ex-deputado e ex-prefeito Geraldo Simões durante esta semana. Na segunda (24), recebeu o petista itabunense, na Governadoria, e conversaram por cerca de três horas.

Ontem (27), durante o lançamento estadual do Projeto Escolas Culturais, o afago foi público:

– Nosso ex-deputado e ex-prefeito de Itabuna, muito obrigado pela sua presença, Geraldo Simões. Quero que você me ajude, viu? Tô precisando de sua ajuda – disse no auditório do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães.

Os afagos ao ex-deputado ocorrem depois de um “gelo” em junho, quando Rui reservou cinco dias consecutivos de sua agenda para ações no sul da Bahia, inclusive dois dias em Itabuna, e Geraldo não apareceu.

Não se sabe se o chamamento de ontem foi para coordenar campanha majoritária de 2018 no sul da Bahia ou aceno para uma candidatura a deputado – federal ou estadual robusta de Geraldo…

Confira o vídeo abaixo.

O LARANJA DE CUMA E O INADIMPLENTE DA PALAVRA

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Renato Costa e Geraldo Simões em encontro em 2012, em Itajuípe || Foto Erê

Renato e Geraldo em 2012, em Itajuípe || Foto Erê

A coluna Tempo Presente, d´A Tarde, assinada pelo jornalista Levi Vasconcelos, narra uma tentativa de reaproximação entre Geraldo Simões (PT) e o ex-peemedebista Renato Costa, após as desavenças em 2002. O patrocinador da causa foi o hoje diretor-geral da Ceplac, Juvenal Maynart.

O médico tascou uma frase que até hoje persegue o petista:

– Geraldo Simões é um inadimplente da palavra.

Foi numa entrevista ao Agora, após romper com o petista.

Após a briga dos dois no governo de Geraldo, Renato decidiu concorrer à prefeitura em 2004, pleito em que Geraldo concorria à reeleição.

O médico manteve a candidatura, embora fosse improvável a sua vitória, conforme pesquisas. Isso, na análise do petista, favorecia Fernando Gomes. Geraldo então “acusou” Renato de estar a serviço de “Cuma”. Traduzindo: chamou Renato de laranja de Fernando.

Juvenal conta a Levi como foi a tentativa de reconciliação, seis anos depois.

– Geraldo, eu não tenho a menor condição de ficar com você. Você até já me chamou de laranja! – reagiu Renato.

Diante da recusa do médico e ex-deputado, Juvenal sacou argumento pra amenizar o clima…

– É para compensar o inadimplente da palavra [Renato].

Até Geraldo caiu na gargalhada, conta o colunista…

GERALDO: “A SAÍDA É A RENÚNCIA DE TEMER”

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Geraldo: eleição indireta não pacifica.

Geraldo: eleição indireta não pacifica o país.

Ex-prefeito de Itabuna e deputado federal por três mandatos, Geraldo Simões engrossa o coro por novas eleições no país, após as revelações de ontem (17). O presidente da República, Michel Temer, de acordo com O Globo, foi pego negociando o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, também do PMDB.

Diz Geraldo:

– A situação é muito grave. A saída é a renúncia [de Temer]. Eleição indireta não pacifica o país”, diz o petista.

Geraldo, porém enxerga dificuldades em realização de novas eleições, uma de ordem constitucional e outra por causa de jogador no time adversário ao do campo político dele. “É muito difícil. Eles [do campo conservador] estão sem candidato”.

Questionado se João Dória, tucano e prefeito de São Paulo, não seria esse nome, o petista completou: “acho que não”.

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