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8 de julho de 2020 | 11:46 pm

AS COLIGAÇÕES E OS PREFEITURÁVEIS

Tempo de leitura: 3 minutos

Marco Wense

A esperança de Azevedo e de Geraldo é o mandonismo que impera na cúpula estadual das legendas.

Se os diretórios municipais tivessem autonomia para decidir sobre coligações e candidatos, os partidos seriam classificados em dois blocos: o de apoio ao prefeito de plantão e o de oposição.
Não é assim. Os blocos são formados por legendas governistas e oposicionistas em relação ao governo estadual. A vontade tupiniquim é triturada pela cúpula dos partidos.
Os senhores dirigentes partidários ficam aborrecidos, tiriricas da vida, com os comentários de que eles não decidem nada. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo.
As coligações interioranas, independente do tamanho e da importância do município, estão hierarquicamente subordinadas aos interesses das lideranças que controlam as legendas.
A manchete do jornal Agora, do último fim de semana – “Azevedo rompe com o PP e adota o PTB como aliado” –, é a prova inconteste de que o comando estadual dos partidos vai interferir na eleição de 2012.
A orientação, ou melhor, a ordem de rompimento partiu da cúpula do DEM. O PP, que tem como secretário-geral Jabes Ribeiro, ex-prefeito de Ilhéus, integra a base aliada do governo Wagner (PT).
Neste quesito, quando os interesses lá de cima estão sendo contrariados, todos os partidos são iguais. São farinhas do mesmo saco ou bananas do mesmo cacho.
O prefeito José Nilton Azevedo, por exemplo, ainda acredita em uma coligação do DEM com o PMDB de Renato Costa e dos prefeituráveis João Xavier, Leninha Duarte, Juvenal Maynart e Ruy Correa.

Capitão Azevedo (DEM)

A esperança do chefe do Executivo, eleito pelo DEM, depois de derrotar a petista Juçara Feitosa com uma frente de mais de 12 mil votos, tem consistência. Não pode ser menosprezada.
O apoio do DEM ao radialista Mário Kertész na sucessão de Salvador, com o deputado ACM Neto desistindo da pré-candidatura, pode jogar o PMDB de Itabuna no colo do prefeito Azevedo.
Saltam aos olhos – e não precisam ser tão grandes como os da coruja – que entre uma candidatura própria do PMDB e a conquista do Palácio Thomé de Souza, os irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima ficam com a segunda opção.
Esse mandonismo da cúpula estadual pode também beneficiar o PT, já que o deputado Geraldo Simões aposta em uma coligação com o PSB, PDT, PCdoB, PV, PRB e PP em torno da ex-primeira dama Juçara Feitosa.
Os democratas, tendo na linha de frente a incansável Maria Alice, que preside o DEM de Itabuna, sonham com uma composição com o PSDB, PR, PTB, PPS, PTN e PMDB.
Uma coisa é certa: sem mostrar qualquer perspectiva de vitória, nenhum prefeiturável, seja do bloco governista ou de oposição ao governo Wagner, será candidato na eleição de 2012.
As exceções ficam por conta de quem não tem nada a perder no processo sucessório: os radicais candidatos do PSTU e do PSOL com suas metralhadoras giratórias.

CASTRO VERSUS ADERVAN

O deputado estadual do PSDB, Augusto Castro, além de cometer uma ingratidão inominável com José Adervan, compra uma briga desnecessária com o presidente do diretório municipal.
Adervan defende candidatura própria com o arquiteto Ronald Kalid. O parlamentar quer o apoio da legenda para a reeleição do prefeito José Nilton Azevedo (DEM).
Augusto sabe que o caminho natural do PSDB de Itabuna é não ter candidato próprio. Não precisa lançar mão da pirraça para agradar o prefeito de plantão.
Vale lembrar que Castro, quando lançou sua candidatura à Assembleia Legislativa, teve as páginas do Jornal Agora como uma espécie de cabo eleitoral sofisticado e não-remunerado da sua campanha.
Dois bicudos não se beijam, mas se bicam. O coitado do tucano, símbolo do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), vai terminar todo depenado.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

BARRAGEM SAI EM NOVEMBRO, DIZ GERALDO

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Geraldo, Bento Ribeiro, Juçara e Cícero na audiência para discutir barragem.

O contrato para a construção da barragem do rio Colônia, em Itapé, será assinado ainda em novembro deste ano, segundo o deputado federal Geraldo Simões (PT). Ele e a suplente de senadora Juçara Feitosa estiveram reunidos com o secretário de Desenvolvimento Urbano, Cícero Monteiro, e o  diretor-presidente da Companhia de  Engenharia Ambiental da Bahia, Bento Ribeiro Filho, hoje.
Eles discutiram os passos da obra, avaliada em cerca de R$ 61 milhões e é tida como solução para o abastecimento de água em Itabuna pelos próximos 50 anos. Antes havia a discussão se a obra seria executada pelo governo federal ou o estadual, mas o governo baiano comprometeu-se a investir os R$ 61 milhões para a construção da barragem.
A obra é defendida pelo parlamentar desde a segunda gestão como prefeito (2001-2004), quando o próprio município financiou o desenvolvimento do projeto conceitual da barragem. A construção da barragem foi prometida pelo governador Jaques Wagner em dezembro de 2009.
Ainda segundo Geraldo, o projeto prevê prazo de um ano para conclusão da barragem. A primeira etapa contempla a desapropriação de 3,6 mil hectares de terras entre os municípios de Itapé, Jussari e Itaju do Colônia.

PRESTÍGIO

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Do Agora na Rede
Dia desses – coisa de uns 15 dias atrás –, o deputado federal Geraldo Simões (PT) viveu situação constrangedora ao tentar convencer o músico e líder da Banda Lordão, Kokó, a filiar-se ao PT e sair candidato a vereador nas eleições do ano que vem.
Em tom de brincadeira, Kokó disse que toparia, mas só com o aval do governador Jaques Wagner.
“Não seja por isso”, disse Geraldo, ligando imediatamente para o governador.
Telefone tocou, tocou… e foi parar na caixa de mensagens.
Sem jeito, Geraldo olhou para as pessoas que estavam em volta dele e de Kokó e disparou: “o governador deve estar ocupado. Vida de governador vocês sabem, né!?”.
Dois minutos depois, foi a vez de Kokó ligar do seu próprio celular. O telefone tocou e Wagner atendeu na hora.
Sem comentários.

ACÁCIA, LENINHA E JUÇARA

Tempo de leitura: 2 minutos

Marco Wense

E as simpáticas Leninha Duarte e Acácia Pinho? Vão ter que mostrar serviço.

Por ordem alfabética, e não por posição nas pesquisas de intenção de voto, já que Juçara é a primeira colocada e Leninha se encontra na frente de Acácia, são as três mulheres pré-candidatas na sucessão de 2012.
A expectativa em torno de uma mulher comandando a prefeitura de Itabuna pela primeira vez, destronando os marmanjos, domina uma considerável parte do eleitorado.
A petista Juçara Feitosa, a pedetista Acácia Pinho e a quase peemedebista Leninha Duarte, obviamente do PT, PDT e PMDB, sabem que a condição de prefeiturável é instável.
A manutenção da pré-candidatura de Juçara depende de três importantes fatores: 1) sua posição nas pesquisas em relação ao Capitão Azevedo (DEM-reeleição). 2) coligação com os partidos da base aliada do governo Wagner. 3) o entusiasmo da militância.
As consultas populares apontam a ex-primeira dama na frente do Capitão Azevedo. Mas quando o candidato do PT é Geraldo Simões, a distância entre ele e o prefeito aumenta.
As agremiações partidárias aliadas ao governador Jaques Wagner, com exceção do PSB, ainda mantém o discurso de que Geraldo Simões quer impor o nome de Juçara.
O PCdoB, por exemplo, aceita conversar com o PT se o candidato for Geraldo Simões.  Francamente, como diria o saudoso Leonel Brizola, não entendo essa atitude dos comunistas com a ex-primeira dama.
E, por fim, a falta de entusiasmo da militância do PT com a pré-candidatura da ex-secretaria de Desenvolvimento Social. É incrível. Mas é verdade: de 10 petistas, todos os 10 acham que Juçara perde a eleição.
E as simpáticas Leninha Duarte e Acácia Pinho? Vão ter que mostrar serviço. Se não alcançar dez pontos percentuais, até junho de 2012, não serão candidatas.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

AS CARTAS DE GERALDO

Tempo de leitura: 2 minutos

Marco Wense

Todos os problemas serão resolvidos com a retirada da pré-candidatura de Juçara Feitosa.

Uma eleição polarizada entre o PT e o DEM, com o prefeito Azevedo buscando seu segundo mandato, começa a tomar contornos cada vez mais nítidos.
O PT versus DEM, disputando a cobiçada prefeitura de Itabuna, só seria abalado com uma candidatura cercada por uma forte coligação e um verdadeiro sentimento de mudança.
O nome do ex-prefeito Ubaldo Dantas é o que mais se encaixa nesse movimento que busca uma alternativa fora do petismo e do demismo. A chamada “terceira via”.
Sem o PMDB do ex-ministro Geddel, com o tempo que dispõe no horário eleitoral, fica inviável qualquer tentativa de mudar o rumo da sucessão municipal.
A empolgação do PCdoB com o lançamento de candidato próprio vai diminuindo dia após dia. O jornalista Eduardo Anunciação diria que é coisa de “priscas eras”.
As principais cartas do emaranhado jogo sucessório, consideradas como curingas, estão nas mãos do deputado Geraldo Simões e do prefeito José Nilton Azevedo.
A carta curinga do azevismo é a estrutura da máquina municipal direcionada para quebrar o tabu da reeleição, já que nenhum chefe do Executivo conseguiu o segundo mandato consecutivo.
É bom lembrar que na sucessão de 2004, o então prefeito e candidato Geraldo Simões, mesmo entusiasmado com a vinda do SAMU e do asfalto da Petrobras, terminou derrotado por Fernando Gomes.
Geraldo Simões, além do discurso da parceria com os governos federal e estadual, ambos sob a batuta do PT, com Dilma Rousseff e Jaques Wagner, tem a primeira posição nas pesquisas eleitorais.
Esse favoritismo apontado pelas consultas de intenção de voto, seja com o próprio Geraldo ou Juçara Feitosa, é fator desestimulante para outras pretensas candidaturas.
Um bom exemplo é o do vereador Vane do Renascer: se não alcançar dez pontos no prazo estabelecido pelo comando estadual do PRB não será candidato a prefeito.

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COM FERNANDO, NÃO!

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A propósito da polêmica união Geraldo Simões-Fernando Gomes, a pré-candidata Juçara Feitosa avisou ao marido e a colegas de partido que não há possibilidade de aliança com o ex-prefeito de Itabuna e antigo inimigo político.
Geraldo Simões botou panos quentes na história porque não quer melar, agora, seus negócios (políticos!) com o ex-inimigo.

CANAVIEIRAS: JOÃO BRASIL FILIA-SE AO PT

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João entra no PT de olho na prefeitura.

João Brasil, ex-vice-prefeito de Canavieiras, assina ficha de filiação ao PT no próximo domingo, às 10h, no Clube Recreativo. João Brasil entra no PT junto com outras 150 lideranças de Canavieiras.

A ficha de João será abonada pelo deputado federal Geraldo Simões, que o convidou para filiar-se à legenda. Ele entra no PT de olho na sucessão municipal de 2012.

Dentro do próprio PT, o embate será com o médico oftalmologista Dárcio Rolemberg e a advogada Lurdes Ribeiro. João acredita que dá para trabalhar para que seja um nome de consenso.

Fora do PT, os nomes ventilados até agora são os de Juarez das Mercês (PSB) e Carlos Medrado Filho, que seria o escolhido do prefeito Zairo Loureiro (DEM).

PESQUISADOR DEFENDE UFESBA NA CEPLAC; GERALDO É CONTRA

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Pesquisador da Unicamp e produtor de cacau e chocolate no Sul da Bahia, Gonçalo Guimarães Pereira é um dos defensores de que parte da estrutura da sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna, seja utilizada pela futura Universidade Federal do Sul da Bahia, que terá campus e reitoria em Itabuna e campi em Porto Seguro de Teixeira de Freitas.
O deputado federal Geraldo Simões disse que é frontalmente contrário à proposta. Ele defende que a reitoria e o campus da Ufesba sejam localizados em Itabuna:
– Houve uma grande mobilização para que se fizesse justiça com Itabuna, com a participação da bancada baiana e do governador Wagner e não há sentido em levar uma parte do campus para Ilhéus.
Confira mais no Blog do Thame

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