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26 de outubro de 2020 | 06:46 pm

GREVE DE VIGILANTES OU DE BANCOS?

Tempo de leitura: 3 minutos

walmirWalmir Rosário |wallaw1111@gmail.com

Esta greve, tida como dos vigilantes, apresenta um componente diferente, nem mesmo os funcionários de confiança dos bancos aparecem para o expediente interno.

De antemão, vou logo avisando: o título acima está correto, pois desta vez não são os bancários que protagonizam o fechamento dos bancos em todo o Brasil. Entretanto, prospera uma dúvida de quem, na realidade, pode ser responsável pelo fechamento dos bancos: os próprios banqueiros ou os sindicatos de vigilantes espalhados pelo país afora?

Na minha simples visão, são os banqueiros, que economizam milhões de reais nas contas de água, luz, telefone, horas extras dos bancários, como normalmente acontece nos movimentos paredistas. Esta greve, tida como dos vigilantes, apresenta um componente diferente, nem mesmo os funcionários de confiança dos bancos aparecem para o expediente interno.

E mais, serviço como o depósito via caixas eletrônicos estavam sendo feitos nos terminais, bem como nos correspondentes bancários (lotéricas, farmácias e outros agentes). Pela primeira vez no histórico anual de greves bancárias isso acontece (deve ser uma inovação). Entretanto, o que não “fecha a conta” é que o acontecimento se dá numa greve que não é dos bancários.

Confesso que não nunca cheguei a conversar com amigos bancários (tenho-os muitos) se realmente eles acreditam que a segurança de suas vidas pode ser creditada aos vigilantes. Tenho diversas e fortes razões para não acreditar, até mesmo pelo histórico das notícias publicadas na imprensa sobre os assaltos a bancos e carros fortes. De acordo com as notícias, as primeiras vítimas dos assaltantes são justamente os vigilantes, cuja maioria é formada por pessoal sem o devido preparo, sem armas apropriadas e estratégia de enfrentamento. Chego até a pensar que o serviço de vigilância bancária é apenas o cumprimento de alguma portaria (ou coisa que a valha) emitida pelo Banco Central para que as agências possam funcionar.

Ganham os trabalhadores, que recebem um salário para o sustento de suas famílias – mesmo que isso importe não ter a certeza de que chegará no fim do dia em casa –, se locupletam as empresas, embolsando por um serviço que nem sempre tem competência para tal. Com disse antes, são as primeiras vítimas, obrigadas a entregarem as armas, e os que assim não procedem tombam mortos no valoroso exercício da profissão.

Não sou de ir muito às agências bancárias, pois não sou um cliente do jeito que gostam os gerentes dessas instituições, daqueles que tenham muita disposição para emprestar dinheiro barato e tomar empréstimos a juros mais altos. Nem poderia, dado ao meu perfil financeiro e econômico inadequado para as operações. Mesmo assim, sempre que vou, observo atentamente a postura desses trabalhadores.

Geralmente se recusam a conversar com um cliente, mesmo que para dar uma informação, sob a alegação de que é expressamente proibido. Concordo, pois um dos requisitos do vigilante é estar atento, vigilante, para não ser pego de surpresa pelos bandidos. Contudo, esse comportamento não tem o mínimo valor, caso seja solicitado por um bancário a orientar uma fila ou coisa que valha. Como diz o ditado: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Mas voltando ao assunto, se não estou enganado, quem tem a obrigação legal de promover a segurança neste Brasil varonil – de norte a sul, leste a oeste – é o Estado e não o particular. Em nada deveria mudar o comportamento do expediente bancário numa greve de vigilantes, pois as polícias existem exatamente com essa finalidade.

Recuso-me a acreditar – e acredito que os bancários também – que estaremos mais seguros com os vigilantes do que com a Polícia Militar, cujos quadros são formados em segurança. Acredito, ainda, que o trabalho de inteligência das Polícias (militar, civil e federal) daria conta de manter os bancários, clientes e o dinheiro em segurança.

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CLIENTES ENFRENTAM AGÊNCIAS BANCÁRIAS LOTADAS APÓS FIM DE GREVE DOS VIGILANTES

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Correntista que precisou de atendimento personalizado enfrentou fila grande (Jorge Bitencourt).

Correntista que precisou de atendimento personalizado enfrentou fila grande (Jorge Bitencourt).

O correntista passou por teste de paciência, hoje, nas agências bancárias em quase toda a Bahia, após o fim da greve de nove dias dos vigilantes. A maioria das agências em Itabuna estava lotada ao reabrir depois de mais de uma semana. A greve dos vigilantes foi julgada abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Longas filas se formaram na agência principal do Banco do Brasil em Itabuna, localizada na Praça Olinto Leone. Os correntistas enfrentavam dificuldades no atendimento personalizado e para conseguir entrar na agência.

TRT JULGA "ABUSIVA" GREVE DOS VIGILANTES E DETERMINA RETORNO AO TRABALHO

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Vigilantes estavam há nove dias em greve (Foto Zeka)

Vigilantes estavam há nove dias em greve (Foto Zeka)

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-BA) determinou o retorno imediato dos vigilantes ao trabalho na tarde desta quinta-feira (7), quando foi julgado o dissídio coletivo que tratou sobre a greve dos trabalhadores. Os vigilantes exigem pagamento de adicional insalubridade de 30%, que passou a vigorar em dezembro, por meio de lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, mas até agora as empresas resistem à ideia.
O órgão considerou abusiva a paralisação da categoria, que começou no dia 26 de fevereiro. Por conta da “abusividade”, foi aplicada uma multa de R$ 50 mil, por dia – contando desde a deflagração da greve. A quantia será revertida, segundo o TRT-BA, para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e para o Conselho Tutelar da Criança do Adolescente.
O dissídio foi ajuizado no dia 25 de fevereiro pelo Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado da Bahia (Sindesp-BA), que representa os empregadores. Os trabalhadores são representados pelos sindicatos Sindivigilantes (do Estado da Bahia), Sindmetropolitano (de Camaçari e Região) e SVITABUNA (de Itabuna). A relatora foi a desembargadora Sônia França. Com informações do G1.

TRT DETERMINA RETORNO DE 50% DOS VIGILANTES

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Vigilantes cruzaram os braços na quarta e protestam por adicional (Foto Zeka)

Vigilantes cruzaram os braços na quarta e protestam por adicional (Foto Zeka)

O Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT) determinou aos sindicatos dos vigilantes na Bahia que mantenham, pelo menos, contingente mínimo de 50% dos profissionais em atividade. A categoria iniciou greve, na quarta, 26, para cobrar o pagamento dos 30% de adicional de periculosidade, previsto em lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff em dezembro do ano passado. O percentual significa, em média, R$ 200,00 a mais para cada vigilante.
A determinação de manutenção de metade dos vigilantes em atividade será válida até que o tribunal julgue a causa envolvendo o Sindicato das Empresas de Segurança Privada da Bahia (Sindesp-BA) e os vigilantes associados ao Sindvigilantes, SindMetropolitan e o SVItabuna.
A previsão é de que o dissídio coletivo dos vigilantes seja julgado na próxima quinta, dia 7. Os sindicatos também podem sofrer multa diária de R$ 50 mil se descumprirem a decisão do TRT, que também proíbe os sindicalistas de promover manifestações com “ameaças” a terceiros.

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