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12 de julho de 2020 | 11:08 pm

CERIMÔNIA RECONHECE IRMÃ DULCE COMO A SANTA DOS POBRES, O “ANJO BOM DA BAHIA”

Tempo de leitura: 5 minutos

Santa Dulce é reconhecida por milagres e grande trabalho social || Acervo Irmã Dulce

Gilberto Costa | Agência Brasil

Na primeira quinzena de agosto deste ano, a professora aposentada Miralva Tito Moreno Oliveira, 74 anos, preparava-se para um procedimento cirúrgico no Hospital da Bahia, em Salvador, para retirada de cálculos que podiam chegar ao ureter, quando o médico a informou que não seria mais necessária a operação.

“Dona Miralva, a senhora não tem a pedra mais”, disse o urologista conforme relato da paciente à reportagem. De acordo com o exame pré-operatório feito no hospital, o cálculo não estavam lá. Miralva Oliveira temia dor e desconforto se as pedras chegassem e crescessem no ureter. O risco havia sido detectado por um exame de ultrassom e confirmado por ressonância magnética.

A paciente mostrou, então, ao médico o santinho impresso da beata Irmã Dulce, que ela mantinha sobre o abdome, pedindo intercessão de Irma Dulce, a futura Santa Dulce dos Pobres. Emocionada, Miralva Oliveira descreve ter recebido “uma graça” do “Anjo Bom da Bahia” que foi canonizada hoje (13) pelo papa Francisco na Praça São Pedro, no Vaticano; e se tornou a primeira santa brasileira. A celebração litúrgica reuniu cerca de 50 mil pessoas.

A ex-paciente comemora a canonização da religiosa, “uma santa brasileira e baiana! A gente só pode ter orgulho de louvar a Deus”, diz Miralva.

SANTA DOS BRASILEIROS

Para a pesquisadora baiana Thiaquelliny Teixeira Pereira, que escreveu tese de doutorado sobre a construção social da santidade, Irmã Dulce já é considerada santa pelos brasileiros e, em especial, pelos baianos. “População brasileira é pouco entendida na questão da liturgia, é um povo de muita fé e de pouco conhecimento teológico”, observa. “[Há] Pessoas que são cultuadas pela população baiana à procura de milagres, de terem suas aflições respondidas”, revela a pesquisadora.

Conforme o jornalista Graciliano Rocha, autor da biografia Irmã Dulce, a Santa dos Pobres, são comuns relatos de fiéis, como Miralva Oliveira, descrevendo recuperação da saúde e o recebimento de outras graças após fazer orações e promessas à Irmã Dulce.

“Há um imenso mosaico de fé popular. A devoção à Irmã Dulce mobiliza todo o tipo de gente, de qualquer classe social”, descreve o biógrafo que realizou pesquisa por oito anos no Brasil, no Vaticano e até nos éEstados Unidos. Segundo ele, nos vinte anos após a morte da beata (entre 1992 e 2012) mais de 10 mil relatos de graças foram descritos em cartas de fiéis.

“É impossível não perceber beleza na devoção das pessoas”, observa o biógrafo após leitura de amostra dessas mensagens para escrever o livro. Há nas cartas “a inquietação genuína dos devotos”, principalmente de “causas ligadas à saúde”.

Dulce dos Pobres construiu um dos maiores hospitais do país || Foto Acervo Irmã Dulce

HOSPITAL EM LUGAR DE GALINHEIRO

Para o Graciliano Rocha, a vinculação à saúde tem muito a ver com o trabalho e o legado que a beata deixou após 60 anos dedicados à vida religiosa e à assistência aos mais pobres. Atualmente, as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) contabilizam 2,2 milhões de procedimentos ambulatoriais por ano, e dispõem de 954 leitos em cinco hospitais.

Segundo descreveu Maria Rita de Souza Brito, sobrinha da freira e superintendente das Osid, à agência de notícias do Vaticano, o complexo hospitalar interna, por ano, 18 mil pessoas, realiza 12 mil cirurgias, atende 11,5 mil pessoas em tratamentos de câncer.

As obras sociais tiveram início no ano de 1949, quando Irmã Dulce ocupou um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio para cuidar de 70 doentes. Onze anos depois, a futura santa cuidava de um hospital que dispunha de 160 leitos.

“Era um momento que não havia direito à saúde pública. As pessoas para serem atendidas em hospital público tinham que ter carteira de trabalho assinada. O hospital dela era o único que não rejeitava ninguém. Isso foi fundamental para que o colapso da cidade de Salvador não tenha sido pior na segunda metade do século 20. Isso é a base da santidade que ela tinha em vida”, avalia o biógrafo.

Sérgio Lopes, assessor corporativo das Osid, avalia que erguer a infraestrutura de atendimento hospitalar – e que também oferta ensino fundamental para 750 crianças e adolescentes, e fornece 1,7 milhão de refeições gratuitas por ano – “foi o primeiro milagre de Santa Dulce dos Pobres.”

O assessor crê que a canonização “vai aumentar a visibilidade” do trabalho da Osid e ajudar o fechamento das contas. O atendimento à saúde é feito graças a convênios com o Sistema Único de Saúde (SUS).  No ano passado, o dinheiro não foi suficiente. Conforme Lopes, restou um déficit de R$ 11 milhões que foi coberto posteriormente por repasses do Ministério da Saúde e doações, que equivalem a 5% do orçamento anual.

Papa Francisco na canonização de Santa Dulce dos Pobres || Foto Diego Mascarenhas

INVASÃO DE CASA

Assim como a história do galinheiro transformado em hospital, outras passagens alimentam a visão de que Irmã Dulce dedicou sua vida a acolher as pessoas mais humildes, como um menino ardendo em febre que a procurou pedindo para “não morrer na rua”. De acordo com o biógrafo Graciliano Rocha, o menino tinha 15 anos, trabalhava vendendo jornal na rua, era franzino e, provavelmente, sofria de malária. “Foi a primeira pessoa que a futura santa tirou das ruas”, relembra Graciliano.

O local era próximo à Igreja do Bonfim, e ao avistar uma casa vazia e fechada, Irmã Dulce pediu a um passante que arrobasse o imóvel, assegurando que ela assumiria a responsabilidade. A freira providenciou colchão e um candieiro para o menino passar a noite, forneceu alimento, pediu que a irmã do pároco da Igreja do Bonfim cuidasse do garoto. Ela depois voltou com o médico.

“Irmã Dulce atendeu o menino. No dia seguinte, tinha diante de si uma cancerosa, que ela atendeu. Depois apareceram mais alguns necessitados, e ela foi atendendo”, complementa Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador, em entrevista por escrito à Agência Brasil. O arcebispo ressalta que Irmã Dulce “era de baixa estatura, pesava somente 45 quilos, tinha uma saúde muito precária, dormia três ou quatro horas por noite etc. E, no entanto, foi à luta. Foi fazendo o que podia fazer, à medida em que os desafios se multiplicavam à sua frente”.

O religioso também assinala que “mais e mais as pessoas estão descobrindo a importância da vida de Irmã Dulce e do legado que nos deixou. E isso é muito importante porque o número de pobres, doentes e necessitados só aumentou e, por isso, há necessidade de muitas outras Irmãs Dulce.”

“O trabalho de Irmã Dulce era dedicado aos pobres mais pobres, aos desvalidos, aos sem casa, aos que estavam na sarjeta: o marginal, a prostituta, o bandido. Ela tinha o coração aberto a todo mundo”, comenta o advogado Antônio Gilvandro Martins Neves, que conheceu Irmã Dulce no final dos anos 1960 e teve sua ajuda para fundar uma casa de estudante em Salvador e depois manter um hospital beneficente em Paramirim, no interior da Bahia.

O biógrafo Graciliano Rocha acredita que a dedicação aos mais humildes pesou favoravelmente na decisão de canonizar Irmã Dulce. “Ela via no pobre a figura de Jesus Cristo a ser acolhido. Esse era o imperativo ético e religiosos que a movia”, comenta. Para a Thiaquelliny Teixeira Pereira, a canonização de Irmã Dulce não vai reverter o quadro social que se agrava segundo estatísticas oficiais que atestam aumento de pobreza e desigualdade, “mas é sempre bom ter em evidência alguém reverenciável que olha para os pobres”.

AMAZÔNIA PRECISA DO FOGO DE DEUS, AFIRMA PAPA FRANCISCO NA ABERTURA DE SÍNODO

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Papa Francisco na abertura do sínodo || Foto Yara Nardi/Reuters-Agência Brasil

O papa Francisco disse neste domingo (6), durante a missa de abertura da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan Amazônica, celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, que a Amazônia precisa do fogo de Deus e não do fogo ateado por interesses.

“O fogo ateado por interesses que destróem, como o que devastou recentemente a Amazônia, não é o do Evangelho. O fogo de Deus é calor que atrai e congrega em unidade. Alimenta-se com a partilha, não com os lucros.”

Na celebração, Francisco disse ainda que o fogo de Deus é também amor que ilumina, que aquece e dá vida; e não aquele que se “alastra e devora”.

“Quando sem amor nem respeito se devoram povos e culturas, não é o fogo de Deus, mas do mundo. Contudo quantas vezes o dom de Deus foi, não oferecido, mas imposto! Quantas vezes houve colonização em vez de evangelização! Deus nos preserve da ganância dos novos colonialismos.”

O papa pediu que o Espírito de Deus inspire o Sínodo para que renove os caminhos da Igreja Católica na Amazônia. “Reacender o dom no fogo do Espírito é o oposto de deixar as coisas correr sem se fazer nada. E ser fiéis à novidade do Espírito é uma graça que devemos pedir na oração. Ele, que faz novas todas as coisas, nos dê a sua prudência audaciosa; inspire o nosso Sínodo a renovar os caminhos para a Igreja na Amazônia, para que não se apague o fogo da missão.”

O Sínodo da Amazônia ocorre até o dia 27 deste mês, com o tema Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral. A celebração de abertura do evento religioso começou com a entrada de 185 padres sinodais, sendo 58 do Brasil. Estavam presentes também representantes de comunidades indígenas. Com o Vaticano News.

CANONIZAÇÃO DE IRMÃ DULCE SERÁ EM OUTUBRO, ANUNCIA O PAPA FRANCISCO

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A baiana Irmã Dulce será canonizada em outubro || Foto Divulgação

O Papa Francisco presidiu, hoje (1º), na Sala Clementina, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a Canonização de cinco Beatos, dentre os quais Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, Irmã Dulce, o Anjo Bom da Bahia. Durante o Consistório, o Santo Padre anunciou a data de canonização dos cinco beatos. Será em 13 de outubro próximo, um domingo.

Além de Irmã Dulce, serão canonizados os beatos John Henry Newman, cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; Giuseppina Vannini (no século Giuditta Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo;  Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e Margherita Bays, Virgem, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

VATICANO RECONHECE NOVO MILAGRE E IRMÃ DULCE SERÁ PROCLAMADA SANTA

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Irmã Dulce será proclamada Santa pelo Vaticano, anunciou Papa Francisco

O Vaticano anunciou nesta terça-feira (14) que a freira baiana Irmã Dulce será proclamada santa. Com o Decreto autorizado pelo Santo Padre, o Papa Francisco, reconhecendo um novo milagre atribuído à intercessão de Irmã Dulce, a beata será proximamente proclamada Santa em solene celebração de canonizações. Ainda não há data para a cerimônia.

Religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, a Beata Irmã Dulce nasceu em Salvador em 26 de maio de 1914 e ali faleceu em 22 de maio de 1992. Irmã Dulce foi beatificada em 22 de maio de 2011 e com este decreto será proclamada Santa proximamente em solene celebração de canonizações.

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ARTIGO | O PADRE SÓ PENSA NAQUILO!

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Walmir Rosário
 

Das sandálias da humildade à Hilux, mas isso não é nada em que o Bispo Diocesano não possa dar um jeito!

Assim como em boa parte do Brasil, Canavieiras passa por seus percalços na vida econômica, com reflexos diretos aos cidadãos que por aqui trabalham, habitam, ou seja, tenham vida econômica ativa. O município, há muito não recebe investimentos públicos e privados substanciais, isto é fato reconhecido por todos, ou melhor dizendo, por quase todos, e nesta exceção está a Igreja Católica, quem sabe, só o seu pároco.

Recém-nomeado vigário e pastor das não tão muitas almas fiéis ao catolicismo que devota São Boaventura como Santo Protetor, nosso padre, representante de Deus nessas terras, já iniciou uma série de exigências para cumprir sua sagrada missão, entre elas, uma Hilux novinha em folha. É certo que a área ocupada pelo município de Canavieiras é conhecida pela extensão de muitas léguas de terra, dois distritos, vários povoados, muitas capelas.

Como dizem que Deus ajuda a quem madruga, o novo vigário escolheu um veículo de preço alto, cerca de R$ 150 mil, sem os descontos de praxe, que oferece todas as comodidades e luxo de fazer inveja à plebe ignara.

Naturalmente que custeada pelos fiéis, que bancarão talões de uma rifa de uma motocicleta, vendam ou não todos os bilhetes. E, para que fique sacramentado, do alto do púlpito, incita-os a agilizar as vendas.

Também nenhum cristão há de desconhecer que as estradas não são aquelas que nossos governantes prometeram, mas não cumpriram Deus sabe lá por que motivo, mas nem de perto chegam a ser intrafegáveis nos períodos chuvosos. Bastava uma simples visita à unidade da Ceplac, para saber como nossos valentes extensionistas driblam os buracos e atoleiros para chegarem às fazendas.

Em se tratando de igreja eu até diria que é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa, logo ali na praça São Pedro no Vaticano. Um erro imperdoável de comunicação, justamente por quem vive e depende dela (além da filosofia, teologia, sociologia, antropologia, etc., etc.,) para pastorar os fiéis desgarrados do rebanho, sejam lá que motivos forem.

Mas, sem qualquer pretensão professoral, fica a dica (não sei se tão valiosa). Eu mesmo, de motu proprio, andei fazendo minhas pesquisas a respeito da realidade de nossas estradas e como fazem os moradores para se deslocarem. Na própria Ceplac, encontrei um velho colega, que me deu todas as explicações e como se deslocar por esse mundão de meu Deus que é Canavieiras: “Basta ser bom de volante e ter um Fiat Uno. Não precisa de mais nada, a não ser a proteção divina”, assegurou-me.

E acredito piamente no colega acima, que me lembrou ser o veículo utilizado pelo Padre Euvaldo Santana, um missionário, na essência da palavra, um Volkswagem Gol, que nunca lhe deixou na mão. Com o singelo carro, os católicos do interior nunca deixaram de receber os santíssimos sacramentos, do batismo à extrema unção, passando pelas missas, novenas e romarias. Nenhuma lama ou buraco atrapalhou seu mister.

Na minha pobre visão, o grande problema que hoje aflige a igreja católica é a formação dos padres, em sua maioria secular, ao contrário de antes, quando os regulares primavam no comando das igrejas. De forma rasteira, a diferença entre secular e regular está nos votos de pobreza, castidade e obediência, feitos pelos últimos, enquanto os primeiros se comprometem apenas em não contrair o matrimônio e manter o estado de solteiro.

Enquanto o regular está subordinado a uma congregação, um instituto, que administra, inclusive as finanças das paróquias, marcada pela convivência religiosa e social coletiva e obediência a um superior. Já os seculares, como disse, estão incardinados em igrejas particulares, reunidas em torno de uma diocese, arquidiocese, prelazia particular ou pessoal, com a possibilidade de fazerem fortunas, em detrimento das ações sociais.

As ações sociais são conhecidas da população pelos atos das congregações religiosas, que se preocupam, além de ministrar a palavra de Deus, o alívio da alma, também os ensinamentos para a vida, geralmente através da educação e da assistência social. As congregações religiosas mantêm colégios para todos, e seminários para a formação de novos sacerdotes. Entretanto, muitos deles após ordenados com os recursos da ordem, fazem a opção por serem seculares, com o objetivo de dirigir sua própria vida profissional.

Eu, sinceramente, não acreditava no final do mundo creditado à Bíblia Sagrada, mas, aos poucos, estamos sendo obrigados a nos conscientizar sobre as mudanças dos tempos. Parece até que voltamos aos tempos do absolutismo, em que os reis construíam palácios e exigiam dos súditos pesados impostos para mantê-los cada vez mais belos e dispendiosos, enquanto o povão de meu Deus passava fome em suas choupanas.

Das sandálias da humildade à Hilux, mas isso não é nada em que o Bispo Diocesano não possa dar um jeito!

Walmir Rosário é advogado, radialista e jornalista, além de editar o Cia da Notícia.

SERIA SÃO BOAVENTURA UM SANTO PERALTA?

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Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com
 
 

Pelo meu pensar, livre pensar, o líder desse padre de meia batina deveria ser o bispo e outras autoridades religiosas, de acordo com a hierarquia da Igreja Católica, merecedoras do nosso respeito, já que não tem o dele.

 
Não leve o título deste artigo como pejorativo. Pelo contrário. É enaltecedor das peripécias de que pode ser capaz, seja por inconformismo de sua nova casa ou pelo comportamento de seus seguidores. Há quem tenha levantado a tese de que seriam essas suas novas travessuras fruto da redução do número de devotos, haja vista o aumento geométrico dos protestantes, cada vez maior seguidores das velhas e novas denominações de igrejas.
Eu, com toda a sinceridade, não comungo esse estudo, se é que assim pode ser chamado, por não ter visto nenhuma base científica nesta pesquisa, que, de tão chula não pode, sequer, ser chamada de empírica. Acho que nem mesmo tenha saído de conversa de boteco, já quando os clientes se encontram fora do controle de suas faculdades mentais, devido aos efeitos do alto consumo das variadas bebidas alcoólicas.
Para não enrolar muito, explico nessas poucas linhas: É que me senti inconformado com o sumiço da placa de comemoração dos 300 anos de fundação da Paróquia de São Boaventura, há poucos recuados dias. E olha que não é todo dia que temos comemorações deste tipo, com a presença de altas autoridades civis e eclesiásticas, dada a importância do evento.
Acredito, mas longe de mim afirmar que o sumiço da placa tenha sido ação de oposicionistas religiosos intolerantes, do tipo do que estamos vendo todos os dias explodindo prédios e gente por esse mundo de meu Deus. Pelos meus cálculos, isso deve ser fruto de algum desses poucos ateus que habitam em Canavieiras e que agem com certa frequência conforme os ditames da anarquia.
E demonstro: Já no auge dos festejos, um painel que retratava os feitos e eventos históricos da Paróquia de São Boaventura apareceu com uma das fotos fora da ordem, ou seja, de cabeça pra baixo. Após a descoberta, não se discutiu muito o assunto, acho que por acreditarem sem importância, incapaz de levar qualquer mácula, ou pequena nódoa que seja. Tudo bem, passou em brancas nuvens, sem qualquer relevância.
Mas, com o sumiço da placa, os fiéis devotos de São Boaventura não se conformaram e passaram a questionar os pequenos atentados que devem ter a finalidade de desprestigiar tão brilhante homenagem. Mereceu até matéria jornalística investigativa do repórter Nei Amaral, da Costa Sul FM, que incomodaram setores da Igreja, e os motivaram a procurar tal profanada placa, finalmente encontrada num depósito no quintal da paróquia.
Se todos dão o caso por solucionado, volto a dizer que não comungo desse resultado. Mesmo sem ser historiador e não ter o conhecimento do mestre Durval Filho, nem dos memorialistas Raimundo Tedesco, Antônio Tolentino ou Beto Pescoço de Galinha, o que pouco passei as vistas dos acontecimentos pretéritos, a própria imagem de São Boaventura já fez algumas viagens sem a permissão dos dirigentes da Igreja.
Contam que trazida do Poxim para Canavieiras (sede), a imagem do seráfico doutor sumia da Igreja e voltava para o Poxim, caminhando pela praia, onde deixava seus passos impressos na areia. Lenda ou não, faz parte da h(e)istória e levanta a suspeita de que não estaria sendo tratado com a importância do “amável padroeiro”, daí voltando, vez em quando, para o local em que teria desembarcado do navio que o trouxe da Europa.
Ligando um ponto a outro, me lembrei da indignação de um católico fervoroso que não se conformava com o tratamento dispensado por um frade nascido em Canavieiras e que nem mesmo esperou a homilia e deixou a missa por acabar para embarcar num avião. O motivo alegado por esse padre de meia batina é que teria que embarcar para Curitiba, onde participaria de uma manifestação pro Lula, preso na Polícia Federal. Te desconjuro!
Até onde me remete os parcos conhecimentos sobre os votos e a ordenação sacerdotal, as obrigações religiosas estariam acima das mundanas, principalmente das políticas. Quem é que vai acreditar que um padre abandonou o altar para visitar um seu líder, preso por embolsar dinheiro de forma desonesta, como disse a Justiça? Mas me disseram: não ligue não, pois o Tribunal de Contas também não leva muita fé nas ações desse padre, quando na política. Tudo farinha do mesmo saco!
Pelo meu pensar, livre pensar, o líder desse padre de meia batina deveria ser o bispo e outras autoridades religiosas, de acordo com a hierarquia da Igreja Católica, merecedoras do nosso respeito, já que não tem o dele. Mas isso é assunto para o Direito Canônico e outros regulamentos religiosos resolverem se deverão ou não submeterem o dito cujo aos rigores da lei. Será que falta uma força tarefa do tipo Lava Jato na Igreja?
Para concluir, acredito piamente que esse sumiço da placa comemorativa e da colocação da foto de cabeça pra baixo no painel comemorativo foi um recado dado à população de Canavieiras pelo festejado arcebispo de Albano. Ainda mais quando ele é festejado nesta cidade em data antecipada, 14 de julho, quando a data correta é 15 de julho, que também deixou de ser comemorada por um bando de infiéis.
Castigo…na certa. Depois não reclamem das peraltices do Santo.
Walmir Rosário é advogado, radialista e jornalista, além de editor do Cia da Notícia.

DOM CESLAU STANULA É CONDECORADO NA POLÔNIA

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Dom Ceslau é condecorado por ministro no Palácio Presidencial, em Varsóvia

Bispo após condecoração na Polônia, sua terra natal

O bispo emérito da Diocese de Itabuna, Dom Ceslau Stanula, recebeu, nesta segunda (4), as mais altas condecorações concedidas pela presidência da Polônia, a Cruz de Cavaleiro e a Estrela da Restituição da liberdade. A condecoração foi entregue no Palácio Presidencial.
A solenidade aconteceu no Palácio Presidencial em Varsóvia, com a presença de familiares e amigos do religioso, nascido na Polônia, seguida de uma missa, almoço de confraternização e visita a monumentos históricos.
Ainda ontem, em cerimônia no Senado, Dom Ceslau participou de audiência e saudação no Senado. “Foi dia de muita emoção. Desejo um radiante dia com a bênção e oração”, disse a autoridade religiosa.

FREI JOAQUIM CARMELI MORRE AOS 87 ANOS

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Frei Joaquim faleceu aos 87 anos || Reprodução Diário Bahia

Frei Joaquim faleceu aos 87 anos || Reprodução Diário Bahia

O frei Joaquim Carmeli, da Paróquia Santa Rita de Cássia, no São Caetano, em Itabuna, faleceu no início da tarde desta segunda-feira (10). O religioso estava internado no Hospital Calixto Midlej Filho.

Frei Joaquim estava com 87 anos e estava com a saúde muito debilitada. Nos últimos dias, a comunidade católica fazia orações pelo restabelecimento da saúde do frei.

Joaquim Carmeli recebeu o título de cidadão itabunense em 2014. Ainda não foram divulgados local do velório nem data e horário de enterro do religioso. Redação com informações do Diário Bahia.

MARCHA COM MARIA REÚNE 3 MIL FIÉIS EM ITABUNA

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Marcha mobilizou cerca de 3 mil fiéis devotos de Maria em Itabuna (Foto Pimenta).

Marcha mobilizou cerca de 3 mil fiéis devotos de Maria em Itabuna (Foto Pimenta).

Cerca de 3 mil fiéis católicos e legionários participaram da 9ª Marcha com Maria em Itabuna, nesta segunda (1º), Dia do Trabalhador. A marcha seguiu da Catedral de São José, no centro, até a Igreja Nossa Senhora de Fátima, no Bairro de Fátima, sendo encerrada com celebração do Monsenhor Osmar Raimundo, da Paróquia de São Judas Tadeu.

A marcha anual é promovida pela Legião de Maria e busca divulgar o movimento católico e fomentar a devoção à Nossa Senhora. Paróquias de toda a diocese participam do evento. No próximo ano, a Marcha será recepcionada pela paróquia Senhor do Bonfim, no Jardim Primavera.

Milhares de fiéis participaram da marcha (Foto Pimenta).

Milhares de fiéis participaram da marcha (Foto Pimenta).

CRÍTICAS À REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Durante a celebração, que também reuniu párocos de toda a diocese, Monsenhor Osmar fez críticas à ação dos políticos nas reformas trabalhista e da Previdência.

A Igreja Católica, por meio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Papa Francisco, já se posicionou, publicamente, contra o modelo de reformas proposto pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB).

ATO MARCARÁ POSSE DO NOVO BISPO DA DIOCESE DE ITABUNA

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Dom Carlos Alberto assume diocese nesta sexta.

Dom Carlos Alberto assume diocese nesta sexta.

O novo bispo da Diocese de Itabuna, Carlos Alberto dos Santos, toma posse em ato marcado para as 17 horas desta sexta-feira (7), na Catedral de São José, em substituição a Dom Ceslau Stanula. De acordo com a Diocese de Itabuna, o ato contará com a presença de bispos e arcebispos da Bahia e Sergipe.

Hoje (6), durante a Missa da Misericórdia, Monsenhor Moizés, da Paróquia de São José, de Itabuna, disse que várias caravanas foram organizadas para a cerimônia de posse e de recepção ao novo bispo diocesano. A Diocese de Itabuna responde por 19 municípios.

O novo bispo itabunense é oriundo da Diocese Teixeira de Freitas-Caravelas, no extremo-sul baiano, onde ficou por quase 12 anos. Dom Carlos Alberto é natural de Tobias Barreto (SE), nasceu em 2 de outubro de 1955, sendo ordenado padre em 21 de maio de 1983. De acordo com a assessoria da Igreja Católica em Itabuna, o lema de Dom Carlos Alberto é Por Maria, a Eucaristia.

DESPEDIDA DE DOM CESLAU

Dom Ceslau Stanula marcou a sua despedida em concelebração ocorrida na última sexta-feira, 31 de março, na Catedral de São José. Ceslau participará do ato de posse do novo bispo. Ele segue para Salvador na próxima segunda (10). Hoje, o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Eric Ettinger Jr. publicou artigo em homenagem a Dom Ceslau (confira aqui).

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