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12 de maio de 2021 | 02:09 pm

CRISE DE A TARDE É EDITORIAL E DE GESTÃO; SAÍDA É PROFISSIONALIZAÇÃO GERAL JÁ

Tempo de leitura: 4 minutos

Raul Monteiro | politicalivre@politicalivre.com.br

A crise do quase secular jornal A Tarde é editorial. Dela, derivam todas as demais, inclusive a financeira, que está levando seu precário comando familiar a sabiamente reavaliar até sua presença na direção da empresa e submetendo-o a seu primeiro grave conflito com os jornalistas que deveriam ser o eixo de sua existência. O conceito vem, entre outras evidências, do fato de que o matutino já foi líder em circulação no Norte e Nordeste, passou a liderar apenas na Bahia e agora luta com todas as suas forças para retomar a liderança roubada pelo Correio, jornal da família do ex-senador ACM, que, por ironia, ajudou a combater politicamente em defesa da liberdade no Estado.

Foi a indefinição editorial de A Tarde ao longo da última década, especialmente depois do declínio de ACM, espécie de Muro de Berlim na história da política baiana, que acabou impedindo-o de atualizar seu modelo de interação com os cidadãos do Estado que chegou a representar visceralmente no passado e do qual extraiu forças para se tornar uma potência de comunicação temida até muito recentemente. Sem dizer o que pensa claramente, sem comunicar a que veio e sem interlocutores claros em seus diversos setores, mas principalmente no campo da redação, qualquer veículo de comunicação está fadado a patinar até acabar.

Quando os jornalistas de A Tarde decidem entrar “em estado de greve até a definição de uma linha editorial” estão ironicamente revelando, sim, que precisam saber o que podem escrever para não serem surpreendidos com uma dolorosa carta de demissão no dia seguinte ou dois meses depois, como aconteceu com o repórter Aguirre Peixoto, pivô da atual crise do matutino. Mas eles estão enfatizando, principalmente, que não conhecem a organização em que trabalham, não possuem meios para acompanhar sua lógica imprevista e, por isso, sob o ponto em que se encontram em sua estrutura, perversa.

Trata-se de uma exigência que apenas parece ingênua, porque, como empresa, um jornal nem sempre precisa dizer explicitamente a seus profissionais até onde podem ir. Mas quando toma a decisão de limitar sua atuação editorial pode fazê-lo até certo ponto abertamente, pagando, sob risco mais ou menos calculado, inclusive com sua credibilidade perante leitores e a opinião pública. O que normalmente revela a identidade de um jornal é um texto editorial diário, expressão do que pensa e acredita, em qualquer campo da atividade humana. Mas pergunte ao leitor mais fiel de A Tarde sobre o que disse o editorial de hoje e ele não terá condições de responder-lhe. Por quê? Simples. Porque ele não lhe diz nada. Não há interesse onde falta inteligência.

Se um jornal não opina, não dá um norte ao seu leitor, não o inspira com relação a uma nova idéia, não propõe a ele uma reflexão, não o instiga com relação a alguma mudança que está por vir, não critica, de que serve mesmo? Jornais não são lidos diariamente ou assinados apenas por um anúncio de emprego ou pelas manchetes que os colocam como mais um produto à venda, mas por permitirem o compartilhamento do infindável universo de informações em que se transformou o mundo, por assim gerarem pertencimento e, mais do que isso, pela capacidade de darem sentido aos acontecimentos.

A Tarde, que já foi bem maior, preferiu subtrair sua opinião, sua identidade editorial, em decorrência de uma conturbação em seu comando, fato que passou despercebido enquanto foi líder inconteste do mercado editorial baiano. Infelizmente, sua direção preferiu, pelas razões que diz respeito só a ela própria, com as consequências com que arca agora, retrair-se a marcar posição. Com isso, lançou uma questão que não quer calar: Quem finalmente manda em A Tarde? Seus leitores, seus jornalistas, seus enclaves ou seus donos, divididos em um triunvirato de primos, com poder mal delegado dos pais, que não possuem papel oficial em relação a nada na organização?

Quem, pelo amor de Deus, responde pelo jornal? É a pergunta que inquieta quem precisa do veículo, quem já foi vítima de alguma matéria injusta sua, quem quer felicitá-lo por um acerto, quem tenta desvendar seu rumo, quem necessita usar sua força para divulgar um novo conceito ou propor uma nova idéia. Para vencer o desafio de não ser tragado pelos novos tempos que ameaçam a todos indistintamente com sua dinâmica irrefreável, A Tarde terá que extrair sua opinião, se conceituar, dizer o que é e o que pretende numa sociedade baiana que, embora com atraso, também exige mudanças, provocada pelas novas tecnologias da informação.

O jornal, que não deixa de ser um patrimônio social nacional – daí também a repercussão que a demissão de um repórter de política gerou, para surpresa principalmente de seus proprietários que não perceberam a sutileza dos limites entre o privado e o público no campo da comunicação -, terá que recriar-se rapidamente, porque está surfando na inércia. Em outras palavras, A Tarde precisa entender a generosidade do apelo de seus jornalistas para que se defina editorialmente o quanto antes, admitindo seus limites, porque todos os têm. Para adquirir de novo uma fisionomia, entretanto, é necessário primeiro que, de uma vez por todas, se profissionalize. De cabo a rabo – o que significa da gestão à redação.

Passar a atuar profissionalmente com todos com que se relaciona, interna e externamente, é um imperativo óbvio para qualquer empresa que deseja permanecer. Mas é uma exigência mais do que urgente para um veículo de comunicação de 98 anos que conseguiu cruzar o tempo de uma era nova a cada momento. Com certeza, a sociedade baiana ainda lhe concederá crédito para mudar.

Raul Monteiro é jornalista, editor do site Política Livre.

A CRISE NO JORNAL A TARDE

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Funcionários do jornal A Tarde, que se encontram em estado de greve após a demissão do repórter Aguirre Peixoto, da editoria de política, realizam assembleia às 14 horas desta segunda-feira, dia 14, para deliberar sobre o caso.

Nesta sexta-feira, 11, o novo editor-chefe do diário, Ricardo Mendes, informou que Peixoto será convidado a reassumir o seu posto. Ele foi demitido após denunciar irregularidades nas obras da chamada Tecnovia, em Salvador. A dispensa teria sido solicitada por empresários atingidos pelas denúncias.

Informações do site Bahia Notícias dão conta de que o jornalista talvez não aceite retornar para A Tarde. Ele ficou de tal maneira incomodado com o episódio, que teria manifestado o desejo de deixar a Bahia.

Em nota divulgada no último dia 9, a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) considerou a postura do jornal como um “retrocesso descabido”.

VIROU ESTRELA…

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Veja como são as coisas. O vereador Ruy Machado nem bem havia acabado de ser eleito presidente da Câmara de Itabuna e já posava como estrela: disse que não daria entrevista exclusiva a veículos. “Só dou coletiva”.
Voltou atrás quando percebeu que apenas dois repórteres estavam lá, cobrindo os bastidores da lama em que se transformou a “Casa do Povo”.
Se toca, Ruy!

RADIALISTA É ASSASSINADO NO RN

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João Antonio Barros | O Globo
O jornalista e radialista Francisco Gomes de Medeiros, conhecido como F. Gomes, da Rádio Caicó (RN), foi executado a tiros por pistoleiros na calçada de casa no município de Caicó, a cerca de 180 quilômetros de Natal, a capital do Rio Grande do Norte.
O crime ocorreu na noite dessa segunda-feira e chocou a comunidade de Caicó e da Região do Seridó, segundo informou o jornalista William Robson, editor-chefe do Jornal de Fato, de Natal.
O radialista e autor do blog do F. Gomes foi morto por dois homens numa motocicleta. Ele foi levado para um pronto-socorro próximo, mas não resistiu aos ferimentos.
F. Gomes era repórter policial e, segundo jornalistas potiguares informaram no Twitter, ele sofria ameaças de morte em consequência de denúncias feitas contra traficantes de drogas e policiais envolvidos com o crime.
Em protesto contra a morte, jornalistas do Rio Grande do Norte devem vestir preto nesta terça-feira.

FOLHA TIRA "FALHA DE SÃO PAULO" DO AR

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Do Comunique-se
A Folha de S. Paulo conseguiu, por meio de uma liminar (antecipação de tutela), tirar o site Falha de S. Paulo do ar. A página foi criada a cerca de 20 dias e fazia uma paródia do jornal, com críticas à cobertura do veículo (clique na imagem ao lado para vê-la ampliada).
O site era mantido por Lino Ito Bocchini e Mario Ito Bocchini, que pretendem recorrer da decisão da 29ª Vara Cível de SP, que condena os irmãos a pagarem multa diária de R$ 1.000 caso descumpram a determinação.
A alegação da Folha de S.Paulo para mover a ação é o “uso indevido da marca” na página de paródia. O processo contém mais de 80 páginas.
Para Lino Bocchini, a atitude da Folha foi “violenta”. “Não recebemos nenhum e-mail antes, nenhuma ligação. A liminar chegou direto. É uma ação muito violenta”, afirmou. O jornalista disse ainda que o veículo se contradiz com o processo. “Eu sempre li a Folha e concordei com os editoriais que defendem a liberdade de expressão. Mas agora a Folha vai contra tudo o que ela defendeu”, criticou.
O Twitter do Falha de S. Paulo e um vídeo crítico, que satiriza uma campanha do jornal, continuam no ar, mas os autores temem que a Justiça decida retirá-los.

IMPRENSA DO MAL

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O prefeito Capitão Azevedo anda tiririca da vida com as notícias de caixa “zerado” na prefeitura. Até mesmo o salário dos servidores está a perigo.
Ontem, num jantar com economistas e empresários, abandonou seu estilo para dizer que existe em Itabuna uma “imprensa do mal”.
Foi a melhor forma encontrada pelo alcaide para evitar uma autocrítica.

FESTA EM CAMACAN

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Maior festança em Camacan, nesta terça-feira, 13. O multimídia Agnaldo Santos reúne familiares e colegas de trabalho do jornal O Tempo e da Regional Sul FM. E o motivo são os 41 anos do radialista, parte deles dedicada ao jornalismo e entretenimento. “Eu me sinto realizado por fazer parte da competente ala de profissionais de comunciação do sul da Bahia”. Os textos de Agnaldo aparecem também aqui no Pimenta com as principais notícias da região de Camacan. Parabéns!

CANALHICES

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Um leitor cheio de “boas intenções” tem utilizado o nome do assessor de Comunicação da prefeitura de Itajuípe, Ivan Júnior, para fazer comentários no Pimenta. A atitude é condenável. Desde quando fomos avisados pelo assessor de que aquelas não eram opiniões suas e estavam usando o seu nome indevidamente, deixamos de publicar as “opiniões” do pseudo “Ivan Júnior”.
São comentários jocosos, denúncias sem provas e coisas do gênero, com o nítido objetivo de prejudicar a pessoa pública. Uma atitude que se assemelha a canalhice. Atitudes assim fazem com que adotemos ainda mais rigor na liberação de comentários. Infelizmente, nem todos sabem aproveitar a liberdade. Alguns fazem uso dela para cometer barbaridades, crimes. Talvez não saibam que são facilmente identificáveis.

JOÃO SANTANA IRRITOU-SE EM ILHÉUS

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Aproveitando sua recente visita a Itabuna, onde assinou a ordem de serviço para as obras da Avenida Amélia Amado, o ministro da Integração Nacional, João Santana, esteve também na vizinha Ilhéus. Na rápida passagem, acompanhou equipe da Prefeitura numa incursão por alguns morros da cidade, nos quais existe ameaça de deslizamentos em períodos chuvosos.
Santana olhou a situação, mas – pedindo vênia pela rima – não apresentou nenhuma solução. Acabou interpelado por um repórter, que quis saber o que de concreto o ministro poderia fazer para ajudar aquela gente.
Em vez de responder, o bigodudo do ministério lulista irritou-se com o repórter, num verdadeiro ataque de mau-humor. Como se a culpa por ele não ter o que mostrar fosse da imprensa…

VÍDEO SATIRIZA BRIGA GLOBO X DUNGA

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A briga da Rede Globo com o técnico da Seleção Brasileira, Dunga, é um dos assuntos mais comentados nestes dias de Copa do Mundo. Como se sabe, o treinador canarinho mandou a boa educação pra bem longe e chamou um repórter da emissora de “besta, burro e cagão”. Confira a polêmica de uma forma bem-humorada neste vídeo. Dunga virou “Michael Dunga” no filme Um dia de fúria.

DUNGA XINGA REPÓRTER DA GLOBO: “CAGÃO!”

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A Copa das zebras também é aquela da falta de, diríamos, elegância. O treinador Dunga tomou umas aulinhas de educação com Anelka, da França, e teceu enormes elogios à careca do repórter e apresentador Alex Escobar, da rede Globo.

Durante entrevista coletiva, Dunga o interpelou enquanto Escobar balançava a cabeça em reprovação ao que o técnico (?) acabava de dizer sobre sacar Luís Fabiano do time. O repórter falava ao celular com outro colega de emissora (confira no vídeo abaixo).

E você sabe o que Anelka disse ao treinador Raymond Domenech e foi captado pelo L´Equipe

“Va te faire enculer, sale fils de pute!”.

Traduzindo, é isso mesmo que você está pensando. O jogador mandou o técnico tomar um sorvetinho…

Depois de assistir ao show de etiqueta do nosso grande treinador, lá vai a tabela desta segunda-feira (21).

Olho no relógio!

8h30min – Portugal x Coreia do Norte

11 horas – Chile x Suíça

15h30min – Espanha x Honduras

A SOBREVIVÊNCIA DO JORNAL IMPRESSO

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Do Comunique-se

Com reportagem intitulada “A estranha sobrevivência da tinta”, a respeitada The Economist destaca que os jornais impressos sobreviveram às previsões catastróficas que o cenário em 2009 traçava para o mercado. De acordo com a revista, a recuperação dos títulos americanos, lucros recordes na Alemanha e o crescimento da circulação no Brasil demonstram a força do modelo de negócio.

“O impresso vai viver mais que as pessoas imaginam”, afirmou o diretor-executivo do grupo alemão Axel Springer, Mathias Döpfner.

Em 2009, muitos analistas previam que o impresso seria extinto em breve. Gigantes do setor norte americano, como os grupos The New York Times e Tribune Co., enfrentaram dificuldades financeiras. As receitas publicitárias despencaram; a circulação caiu. Como resultado, cortes nas redações e aumento dos preços de capa. Porém, poucas publicações fecharam.

Fora dos EUA, o cenário é diferente. Na Alemanha, o grupo Axel Springer possui margem de lucro de 27%. No Brasil, destaca a revista, nos últimos dez anos a circulação cresceu em um milhão de exemplares, atingindo 8,2 milhões. Principalmente os tablóides populares, que possui atualmente cinco títulos entre os dez mais vendidos.

“A crescente classe média do Brasil gosta dos jornais baratos, que exploram os assassinatos e os biquínis”, diz a revista.

Apesar dos sinais de melhora no mercado, “a sobrevivência dos jornais não é garantida”. “Eles ainda enfrentam grandes obstáculos estruturais: continua incerto, por exemplo, se os jovens irão pagar pelas notícias”.

NA REDE E NAS BANCAS

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Além da presença na internet, agora o leitor terá o Radar Notícias nas bancas, todas as segundas-feiras. A publicação impressa terá 12 páginas, sem perder o foco no noticiário policial. Segundo o diretor, Renan Saint, a proposta é um mix de notícias de polícia, política, esporte e entretenimento.

A primeira edição já está nas bancas. O formato escolhido para a publicação foi o tabloide francês. Thais di Campos edita a publicação que tem projeto gráfico de Matheus “Pedinha” Vital, designer do Diário Bahia.

PRESIDENTE DA CÂMARA DE ITAJUÍPE VAI A JÚRI POPULAR

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Zezinnho Mansur vai a júri popular.

O presidente da Câmara de Itajuípe, José Carlos Mansur Gonzaga, o Zezinho Mansur, deve ir a júri popular por tentativa de homicídio e lesões corporais contra o jornalista Yonélio Said.

O crime foi cometido em 2003 no município de Itajuípe, quando o vereador sacou um revólver e efetuou disparo que atingiu os testículos do radialista (ação penal 169-04-2003-805-0119).

O julgamento está marcado para a próxima sexta-feira, 28, às 9h, no Fórum Desembargador Orlando Pereira Santos, em Itajuípe, em sessão presidida pela juíza Emanoele Vita Leite. A greve dos serventuários da Justiça, no entanto, ameaça a realização do júri. O promotor Yuri Lopes atuará na acusação.

DIA DA MENTIRA

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Louvável a intenção da Prefeitura de prestar homenagem  a Ricardino Batista com um concurso jornalístico batizado com o seu nome, mas foi extremamente infeliz a data do decreto que oficializou o prêmio: 1º de abril.

Nota-se que, mesmo sem querer, o presente governo tem uma atração inexorável pelo engodo.

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