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Economia & Negócios

DÓLAR ATINGE MAIOR VALOR DESDE MAIO

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (28) vendido a R$ 5,635, com alta de R$ 0,079 (+1,42%). Essa foi a maior cotação de fechamento desde 20 de maio, quando a moeda norte-americana tinha encerrado em R$ 5,69.

A divisa começou o dia em queda, mas inverteu o movimento após o anúncio de que o governo pretende usar recursos de precatórios e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para custear o Renda Cidadã, programa que pretende substituir o auxílio emergencial e o Bolsa Família.

Na máxima do dia, por volta das 13h30min, o dólar chegou a encostar em R$ 5,68. O Banco Central interveio com venda de US$ 877 milhões à vista das reservas internacionais. Esse foi o primeiro leilão do tipo desde 21 de agosto.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela tensão. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), iniciou o dia em alta, chegando a subir 1,3% com a expectativa de que a segunda parte da proposta do governo sobre a reforma tributária seja enviada ao Congresso nesta semana. No entanto, o anúncio das fontes de financiamento do Renda Cidadã fez o indicador cair e fechar aos 94.666 pontos, em baixa de 2,41%.

Depois da sessão de hoje, o Ibovespa está no menor nível desde 26 de junho. A tensão entre os investidores decorreu da utilização de precatórios (dívidas reconhecidas após decisão definitiva da Justiça) e do Fundeb para financiar o futuro programa social.

No caso do Fundeb, as despesas encontrariam uma brecha legal para violarem o teto federal de gastos, pois as transferências para o fundo estão excluídas do limite de despesas. No caso dos precatórios, haveria a postergação de débitos ordenados pela Justiça para financiar um programa permanente do governo. Da Agência Brasil.

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Pimenta na Muqueca

NEWTON (DE NOVO) PENSA EM DEIXAR GOVERNO

Uma inquietação recorrente volta a tomar conta do Palácio Paranaguá, sede do governo ilheense. Nas últimas conversas que teve com auxiliares diretos, o prefeito Newton Lima (PSB) novamente deu a impressão de que quer jogar tudo pro alto, entregar o cargo ao vice e livrar-se das incumbências para as quais ele nunca teve o menor traquejo.
Quem acompanha o prefeito diz que ele anda tristonho, murmurante e desanimado. Razão não lhe falta para tanto, porém é improvável que o homem abra mão da cocada.
Em torno de Newton Lima, orbita uma corte que tem motivos de sobra para agarrar-se ao poder. Alguns chegam a guardar razões verdadeiramente “inconfessáveis” e, em nome delas, essa turma tem convencido o prefeito a ficar sentado na cadeira.
Quem também não deseja a renúncia é a oposição, por medo de ver o jogo embaralhado como ficou em 2007, quando Valderico foi cassado e o vice (Newton!) acabou virando prefeito no meio da bagunça. Agora, o vice é Marão, que poderá ser altamente beneficiado  caso o prefeito peça o boné.