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9 de agosto de 2020 | 11:14 pm

PROCURA-SE…

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Dalva parece ter perdido o interesse, após eleições na Bahia (Reprodução).

Dalva parece ter perdido o interesse, após eleições na Bahia (Reprodução).

Dalva Sele Paiva, personagem que sacudiu a política baiana na reta final do primeiro turno das eleições estaduais, sumiu. O Ministério Público da Bahia cogita conduzi-la de forma coercitiva (acionando a polícia, pois) para que ela apresente as provas que, antes do abrir das urnas, disse possuir e atingiria, dentre outros, Rui Costa, governador eleito.
Antes falante, Dalva não mais liga para o Ministério Público nem dá entrevistas para veículos de comunicação, como o Correio da Bahia, da família do prefeito ACM Neto (Salvador).
A promotora de Justiça Rita Tourinho disse ter recebido um último contato de Dalva faz algum tempo. A dirigente da ONG informou que constituiria advogado e que o profissional procuraria o MP. Até agora, mais de um mês depois das denúncias da ex-presidente do Instituto Brasil, nada de advogado.
Estarrece o fato de Dalva citar tantas pessoas e, por enquanto, ter apresentado documentos que – nem de longe, segundo entrevista de Tourinho ao Bahia Notícias – confirmam a versão da dirigente, conforme a promotora. A denúncia de desvios para ajudar petistas foi amplamente explorada pela Revista Veja, veículos da Família de ACM Neto e pela campanha do candidato derrotado do DEM ao governo baiano, Paulo Souto.

MP NEGA QUE HAJA "ACUSAÇÃO OU INVESTIGAÇÃO" CONTRA RUI COSTA

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Certidão emitida pelo MP (clique para ampliar).

Certidão emitida pelo MP (clique para ampliar).

Uma certidão emitida pela promotora Rita Tourinho nega que o candidato ao governo baiano, Rui Costa (PT), seja alvo da ação civil pública que investiga desvio de dinheiro público via Instituto Brasil. A entidade já presidida por Dalva Sele Paiva teria desviado, segundo a própria denunciante, R$ 6 milhões para petistas ou campanhas eleitorais.
A certidão do Ministério Público informa não existir qualquer acusação ou investigação contra o deputado federal e candidato ao governo, “ainda que por citação de seu nome por terceira pessoa, em processo relacionado à Dalva Sele Paiva e ao Instituto Brasil”.
A denúncia de desvio de dinheiro foi publicada na edição do final de semana da revista Veja. Dalva, que responde a 17 processos judiciais, acusa, além de Rui, políticos como Afonso Florence e Walter Pinheiro.
Dalva diz que não denunciou os políticos antes porque passava por sérios problemas de saúde, entre 2011 e 2014. Ela não compareceu ao Ministério Público estadual quando foi convidada, segundo a promotora Rita Tourinho em entrevistas.
Apesar de estar em dificuldades financeiras e com bens bloqueados, ela teria quitado dívida superior a R$ 15 mil em condomínio e viajou no início do mês para Barcelona, Espanha, logo após a entrevista à revista. Como ela teve contratos com o governo Paulo Souto, entre 2005 e 2006, petistas acreditam que algum político financiou a denunciante. Para o governador Jaques Wagner, a matéria de Veja foi comprada, mas ele não cita nomes de quem pagou a publicação.
O candidato Rui Costa disse achar estranho que a menos de 15 dias da eleição Dalva faça denúncia. E insiste: “Misteriosamente, antes da publicação da reportagem essa senhora, que responde a 17 processos e acumula dívidas depois que seus bens foram bloqueados pela Justiça, consegue quitar todas seus atrasos financeiros e ainda ter dinheiro para viajar para a Europa. O suposto crime eleitoral deve ser urgentemente apurado pela Justiça – disse ele.
Ontem (23), Rui oficializou ao Ministério Público Estadual e à Polícia Federal pedido para acelerar a investigação e para que Dalva seja extraditada ao Brasil para comprovar as denúncias.

RUI PEDE QUE PF APRESSE RETORNO DE DALVA SELE "PARA PROVAR DENÚNCIA"

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Rui pede que PF apresse retorno de Dalva Sele ao Brasil (Foto Vaner Casaes).

Rui pede que PF apresse retorno de Dalva Sele ao Brasil (Foto Vaner Casaes).

Rui Costa, candidato petista ao governo baiano, disse em comício em Santo Amaro, no recôncavo baiano, que a oposição contratou pessoas para atingi-lo com mentiras e calúnias. Para ele, os ataques de agora, um deles envolvendo o seu nome com recebimento de mensalinho, via Instituto Brasil, são evidência do seu crescimento nas pesquisas.
“Meus pais me ensinaram que a única coisa que o pobre não pode perder é a vergonha na cara. Esse aprendizado eu tive”, disse ele ao lembrar do seu passado na Liberdade, bairro pobre de Salvador. Rui disse que pedirá à Polícia Federal para apressar a chegada de Dalva Sele Paiva, ex-presidente do Instituto Brasil ao país. Ela viajou para Barcelona, Espanha, logo após conceder entrevista à Revista Veja.
Rui diz ser vítima de uma farsa montada pela oposição e Dalva e o apoio da revista da Editora Abril. Para ele, “as coisas no Brasil precisam ser tratadas com seriedade”. E, na sequência, completou: “Não é admissível que uma revista publique acusações tão graves feitas por uma mulher sem que ela apresente nenhuma prova documental e a denunciante ainda viaje para o exterior antes mesmo da publicação, impedindo que lhe sejam cobradas as provas do que afirmou”.
O candidato apelou a um tom mais emocional para dizer que não se verga. “O que me empurra para frente é que nessas veias corre sangue de gente que nasceu na encosta, superou todas as dificuldades enfrentadas pelo povo pobre. Povo que eles esqueceram Se acham que me atacar através da televisão vai me esmorecer, estão enganados. Não vai não”, concluiu.
Sem deixar de lado o tom emocional, Rui, acompanhado da esposa, Aline, e da filha de um ano, Marina, disse que a família o motiva.”A única coisa que quero é chegar no fim do governo e olhar para meus três filhos e dizer: vocês podem se orgulhar do pai que têm. É isso que vou levar comigo como patrimônio”

RUI: "PEÇO AJUDA AO MINISTÉRIO PÚBLICO E À JUSTIÇA PARA ESCLARECER ESSA FARSA"

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Rui Costa diz querer ajuda do MP e Justiça (Foto Vaner Casaes).

Rui Costa diz querer ajuda do MP e Justiça (Foto Vaner Casaes).

Citado pela presidente do Instituto Brasil, Dalva Sele Paiva, como beneficiário no esquema de construção de moradias na Bahia, o candidato ao governo pelo PT, Rui Costa, disse que tem pressa na apuração das denúncias. Ele comentou a disposição do Ministério Público Estadual, por meio da promotora Rita Tourinho, de ouvir imediatamente a Dalva Sele.
– É preciso que esta senhora prove tudo o que disse. Ela citou o meu nome. Agora, peço ajuda ao Ministério Público e à Justiça para que esclareçam toda esta farsa que tem motivações eleitorais – reforçou.
Rui ainda lembrou da sua indignação diante da denúncia.
– Antes de ser político, sou filho, sou esposo, sou pai. Todos na minha família estão sofrendo e indignados. Todos nós sabemos exatamente de onde partiu a maldade, fruto da ganância eleitoral. Mas confiamos na justiça.
Para o candidato petista, a matéria é “inescrupulosa e a serviço do velho coronelismo baiano”. E pediu “severa investigação” por parte das autoridades.
– Eu quero muito ser governador e no final do mandato quero que meus filhos olhem nos meus olhos e me digam que se orgulham do pai ter ocupado cargos públicos com máxima integridade e dignidade. Envolver meu nome neste assunto faz parte de uma estratégia leviana e suja. Agora, eu quero que provem o meu o envolvimento nesta caso. É um desafio.
O candidato considera estar claro que adversários decidiram usar uma revista aliada, a Veja, “para fazer denúncias caluniosas, com único objetivo de repercutir no horário eleitoral gratuito”.

DONA DE ONG SOB INVESTIGAÇÃO DEIXA O PAÍS E SÓ RETORNA APÓS ELEIÇÕES

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Dalva deu entrevista à Veja e sumiu do país (Reprodução).

Dalva deu entrevista à Veja e sumiu do país (Reprodução).

O site da Rádio Metrópole, de Salvador, revela que a presidente da ONG Instituto Brasil, Dalva Sele Paiva, está fora do Brasil. Viajou para Barcelona, Espanha, em 4 de setembro.
A passagem foi comprada no dia 1º deste mês, após conceder entrevista à Veja e relatar um suposto esquema que teria desviado R$ 6 milhões de programas habitacionais na Bahia. A denúncia é de 2010. Mas, agora, Dalva adicionou um nome à lista dos denunciados, o do candidato a governador Rui Costa. Dalva será convocada para prestar depoimento ao Ministério Público baiano ainda nesta semana. O foco será a revelação feita à publicação da Editora Abril.
Diz o site da Rádio Metrópole: “Paiva, que passava por dificuldades financeiras, comprou passagem para Barcelona no dia 1º de setembro e viajou três dias depois, na quinta-feira (4)”.
Apesar de investigada, Dalva Sele Paiva ficará por mais de um mês fora do país. O retorno da viagem está previsto apenas para 11 de outubro, uma semana depois da eleição.
Se Dalva estava em dificuldades financeiras, como informa a Metrópole, quem bancou a viagem da dirigente da ONG?
EVERALDO APONTA RELAÇÕES DE DALVA COM PSDB E DEM
Ainda sobre a denúncia da presidente do instituto, o presidente do PT baiano, Everaldo Anunciação, diz que a denúncia de Dalva é, dentre outras coisas, inconsistente. A ONG, ao contrário do que ela diz, não foi criada no período petista (2007), reforça Everaldo.
O Instituto Brasil teve antes como seus clientes, no âmbito governamental, a Prefeitura de Salvador, em 2003, contratada pela gestão de Antônio Imbassahy (PSDB), e o governo baiano, em 2005, quando o então governador, Paulo Souto (DEM), contratou-0 para atuar na área habitacional na Secretaria de Combate à Pobreza.
Everaldo sustenta que “a raiva de Dalva” cresceu quando os pagamentos ao Instituto Brasil foram suspensos por causa de suspeitas de irregularidades. As acusações a petistas, principalmente a Rui Costa, candidato ao governo, seriam uma espécie de vingança. Dos seis pagamentos previstos, apenas dois ocorreram, conforme Everaldo.

ROSEMBERG DEFENDE RUI E DIZ QUE SOUTO PRECISA EXPLICAR CASO ILHA DO URUBU

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Rosemberg defende Rui Costa.

Rosemberg defende Rui Costa.

Líder do PT na Assembleia Legislativa, o deputado Rosemberg Pinto afirmou que já estava demorando a oposição baiana tentar alguma “jogada eleitoral suja” nesta campanha, referindo-se à reportagem publicada pela Revista Veja, envolvendo o Instituto Brasil.
– Isto, além de uma denúncia eleitoreira, apenas para ser usada na propaganda eleitoral, é a mais clara demonstração do desespero de quem está vendo que vai perder mais uma eleição no primeiro turno – disse Rosemberg.
O parlamentar disse que conhece Rui Costa há mais de 30 anos e por isto mesmo a bancada aliada não teme a ameaça de criação de uma CPI, como foi dito pelo deputado estadual Elmar Nascimento.
– Nós não temos medo de CPI, porque Rui é uma pessoa limpa, honesta e que nunca teve seu nome envolvido em denúncias, ao contrário do ex-governador Paulo Souto, que tem no seu histórico o caso da Ilha do Urubu (extremo sul da Bahia), que nunca foi devidamente explicado.

REVISTA ACUSA PT BAIANO. RUI DESAFIA A PROVAR ENVOLVIMENTO

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A edição da Revista Veja desta semana traz matéria em que a presidente do Instituto Brasil, Dalva Sele, revela ter desviado dinheiro da entidade para campanhas do PT e mesadas a políticos. O desvio seria superior a R$ 6 milhões por meio de programa habitacional. O instituto foi contratado pelo governo baiano no Governo Paulo Souto, em 2004.
rui costa2Dalva envolve políticos  petistas, dentre eles o candidato ao governo baiano, Rui Costa, que receberia mesada mensal de R$ 3 mil a 5 mil, segundo publicado na revista. Outros nomes envolvidos são os do senador Walter Pinheiro e do deputado federal Afonso Florence.
A matéria não traz provas, apenas o relato da presidente do Instituto Brasil. Dalva diz ter havido desvio de R$ 280 mil para a campanha de Walter Pinheiro à Prefeitura de Salvador, em 2008.
Rui Costa disse que acionará, judicialmente, a revista. “É uma iniciativa suja e leviana da revista que, às vésperas da eleição, está nitidamente a serviço dos partidos de oposição. A denúncia mostra o desespero dos partidos de oposição com o crescimento da nossa candidatura. Desafio qualquer um a provar minha relação com o caso”.
Costa promete interpelar, na Justiça, nesta semana, a revista e a acusadora.
CONTRATADA POR SOUTO, DIZ EVERALDO
O presidente do PT baiano, Everaldo Anunciação, considera a denúncia eleitoreira “e que se aproveita de uma pessoas que ficou com toda raiva justamente porque o governo do PT não deu cobertura às falcatruas que seu instituto estava cometendo”. Everaldo enfatiza que o instituto foi contratado pelo governo baiano em 2004, na gestão de Paulo Souto.
– Foi Paulo Souto quem trouxe este instituto para o governo, por meio de contrato firmado em 2004 com a Secretaria de Combate à Pobreza. Na verdade, foi o governo Wagner que tomou a iniciativa de suspender os pagamentos das prestações do contrato firmado entre a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e o instituto – disse o dirigente petista.
Ainda de acordo com o presidente do diretório estadual, “de um total de seis, só foram pagas as duas primeiras prestações e o restante foi bloqueado a partir do momento em que foram constatadas irregularidades na execução do objeto do contrato, que era a construção de casas populares”.

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