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24 de setembro de 2020 | 11:58 am

REI DO INTERMUNICIPAL, BETO OLIVEIRA QUER MAIS TÍTULOS E TREINAR A SELEÇÃO DE ITABUNA

Tempo de leitura: 12 minutos

Poucos treinadores conquistaram tantos títulos no futebol do interior da Bahia como Beto Oliveira. São seis troféus do Campeonato Intermunicipal, três deles consecutivos (2017-2018-2019), e uma conquista com equipe profissional, no comando do Itabuna Esporte Clube, em 2002, na Segunda Divisão do Baiano.  A equipe conseguiu o acesso invicta depois de 10 anos sem disputar nenhuma competição.

Em entrevista exclusiva ao PIMENTA, o treinador fala do sonho de conquistar um Campeonato Baiano e mais três títulos do Intermunicipal. Ele também comenta sobre o sufoco que passou por conta da desconfiança dos torcedores de Itamaraju durante a temporada passada, quando teve de montar uma equipe completamente diferente da que se sagrou campeã em 2018.

Beto Oliveira afirma ainda que é louco para treinar a Seleção de Itabuna e observa que o Campeonato Interbairros deveria ser no primeiro semestre, não no segundo, como é realizado hoje. O técnico também fala de Pep Guardiola, Abel Braga, Jorge Jesus e do time rubro-negro carioca: “O Flamengo de hoje é encantador”.

Veja a íntegra da entrevista.

Blog Pimenta – Sua carreira começa na década de 80 como jogador. Exatamente quando?

Beto Oliveira- Comecei na base do Itabuna Esporte Clube em 1982 e me profissionalizei três anos depois. Atuei pelo Itabuna até 87. Rodei por algumas equipes profissionais no país. Em 91 voltei para o Itabuna e um ano depois fui para o Grêmio Maringá. Em 93 encerrei a carreira como jogador de futebol e comecei a treinar a divisão de base do Itabuna, em 94, sendo técnico do time que disputou a Copa Rio daquele ano. Fiquei como treinador da equipe por três anos seguidos.

Pimenta- E no futebol profissional?  

Beto – Comecei em 2000, quando treinei o Grapiúna nos últimos quatro jogos da Segunda Divisão do Campeonato Baiano. Vencemos o Astro, Bahia de Feira, Barreiras e Jequié, salvo engano. Uma das equipes utilizou um jogador irregular, houve alteração na classificação e perdemos a chance de disputar o título naquele ano.

Pimenta – Um início de carreira de treinador empolgante, por sinal.

Beto Foi sim. Em 2001, treinei o Grapiúna que disputou a Taça São Paulo de Futebol Júnior. No retorno, voltei à equipe profissional do Grapiúna para, mais uma vez, disputar a Segunda Divisão do Baianão. Ficamos com o vice-campeonato. Perdemos o título para o Palmeiras do Nordeste, então filial do Palmeiras de São Paulo. Eles tinham uma equipe muito forte e subiram.

Pimenta – E o primeiro título na carreira?

Beto Em 2001, fui contratado para treinar a Seleção de Coaraci no Intermunicipal. Ali, ganhei o meu primeiro título. No outro ano, voltei ao futebol profissional para comandar o Itabuna Esporte Clube na Segunda Divisão. A equipe estava há 10 anos sem participar de competições. Conquistamos o título da Série B de forma invicta e garantimos vaga na elite do futebol baiano.

Pimenta – Em 2002 a sua primeira competição nacional. Foi isso?

Beto Sim. Como treinador do Colo Colo no Campeonato Brasileiro da série C. Em 2003 voltei ao profissional do Itabuna e ficamos na terceira colocação no Baianão. Perdemos a semifinal para o Vitória, que estava na série A do Campeonato Brasileiro.

Pimenta – E o seu segundo título no Intermunicipal?

Beto – Foi em 2004, com a Seleção de Itamaraju.

 

 

Já fiz uma análise e cheguei à conclusão de que ainda é cedo para parar. Quero retornar ao futebol profissional e ganhar mais títulos.

 

Pimenta – Rodou muito como treinador…

Beto – Minha carreira foi entre equipes amadoras e profissionais. E o terceiro título no Intermunicipal também foi no extremo-sul do estado. Em 2009 fechei um contrato com a Seleção de Porto Seguro por dois anos. Ficamos em terceiro lugar, mas conquistamos o título, invicto, em 2010.

Pimenta – Sete anos depois mais um título…

Beto Em 2017, com a Seleção de Eunápolis. No ano seguinte retornei à Itamaraju, onde conquistamos dois títulos consecutivos do Campeonato Intermunicipal.

Pimenta – Beto Oliveira foi um bom jogador?

Beto Tenho uma família de atletas. Danielzinho começou a carreira no Itabuna e passou por equipes como Palmeiras (na base) e Bragantino, na década de 80. Guiovaldo também tem passagem pelo Itabuna, futebol de Portugal e várias equipes no Brasil. Acho que fui um bom jogador sim. Comecei como volante e depois fui atuar como zagueiro. Nas décadas de 80 e 90, tínhamos muitos craques. Era muito difícil para o profissional do interior ser contratado por um time grande do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais ou Sul do País.

Pimenta – Já pensou em parar?

Beto Já fiz uma análise e cheguei à conclusão de que ainda é cedo. Quero retornar ao futebol profissional e ganhar mais títulos.

Pimenta – Já recebeu propostas para trabalhar neste ano?

Beto Recebi uma proposta de um dos times da Primeira Divisão do Campeonato Baiano, mas não possível o acerto por questões financeiras. Ofereceram um valor menor do que eu ganhava no Intermunicipal. Entendi ser uma desvalorização muito grande. Para trabalhar no profissional, na elite do Baiano, o técnico merece ter uma remuneração melhor.

 

 

Tenho algumas propostas. Provavelmente em março, estarei treinando uma equipe da Segunda Divisão do Baiano.

 

 

Pimenta – Você não estaria em uma vitrine melhor?

Beto No futebol profissional a cobrança é muito maior. Todos da cidade exigem uma campanha excelente. A expectativa gira em torno de vencer Bahia e Vitória e conquistar o título de campeão. Tenho algumas propostas. Provavelmente em março, estarei treinando uma equipe da Segunda Divisão do Baiano.

Pimenta – Qual foi a conquista de Campeonato Intermunicipal mais fácil e a mais difícil?

Beto Não existe conquista fácil, ainda mais em se tratando do Intermunicipal, que é disputado por 64 equipes. É uma competição que dura seis meses. Enfrentamos muitas dificuldades. Às vezes, perda de jogadores importantes no decorrer da competição.

Pimenta – O título mais marcante, então?

Beto O mais prazeroso foi primeiro, conquistado com a Seleção de Coaraci. Embora tivesse sido vice-campeão da segunda divisão com Grapiúna, chegamos sem muito conhecimento sobre o Intermunicipal, que é uma competição totalmente diferente. Peguei uma seleção formada basicamente por ex-jogadores profissionais e vividos na competição e eu sem experiência.  Achei um pouco mais difícil para impor a minha metodologia de trabalho, mas tudo deu certo.

Clique em leia mais, abaixo, e confira a íntegra da entrevista.

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NESTE 31, HOMENAGENS PÓSTUMAS PARA CHARLES HENRI

Tempo de leitura: 3 minutos

Walmir Rosário

 

Perdemos nós as suas ideias – extravagantes, para alguns pobres de espírito – e que nos faz falta pela alegria contagiante. Hoje, em seu aniversário, será tudo diferente do que ele faria: não teremos bolo, não teremos champagne, nem cantaremos parabéns.

 

Hoje, 31 de janeiro, comemoramos o aniversário de Carlos Henrique Brito do Espírito Santo, o fenomenal Charles Henri, itabunense que conquistou o Brasil com sua irreverência e modo de viver. Na minha humilde concepção, morre o homem mas fica a fama (melhor seria conceito), daí considerar a data como dia de comemoração. Fui alertado pelo Facebook, apontando, que se vivo estivesse, completaria hoje 72 anos.

Confesso que não sou bom (péssimo, aliás) para lembrar os aniversários dos amigos e familiares, o que considero de minha parte uma falta de educação ou reciprocidade com pessoas da minha estima. Muito sabem disso e nem por isso nossa amizade fica estremecida. Em nome dessa legião cito como um bom exemplo o amigo Rui Carvalho, sempre o primeiro a me felicitar, embora a recíproca não seja verdadeira. Deixa pra lá.

Charles Henri continua merecendo todas as honras no dia do seu aniversário e fora dele pelo que representou para o jornalismo itabunense e regional. Além de mudar o vocabulário que nem todos os leitores de jornais entendiam, viveu com intensidade a vida social(?), promovendo festas monumentais com todos requintes dos grandes centros do Brasil e do mundo.

Mas falar de Charles Henri referindo-se apenas às festas que promovia é uma atitude mesquinha e que não condiz com a grandeza de suas atitudes quando o assunto era a sociedade. Não me prendo à alta sociedade comumente compreendida pelos frequentadores assíduos das colunas sociais escritas por Charles e tantos outros que se dedicaram a este segmento do jornalismo.

Destaco o Charles Henri destemido que assumiu o Itabuna Esporte Clube após ter sido abandonado pelos cartolas devido aos altos investimentos que nem sempre alcançavam os resultados pretendidos. Mostrou ser possível formar uma grande equipe investindo dedicação, unindo forças antagônicas em torno de um ideal. Com a mesma determinação que solicitava recursos aos cacauicultores, reivindicava a construção do estádio.

Quando dado como “morto” o Sindicato de Jornalistas do Sul da Bahia, Charles Henri partiu para mais uma ressurreição e se lançou candidato à presidência da entidade, vencendo mais uma peleja. Suas empreitadas não tinham limite e sempre foram vencedoras por atuar com foco e denodo, conseguindo reunir pessoas diversas num mesmo ideal.

Com a mesma dedicação que organizava um evento para uma autoridade pública, para uma pessoa de posses (financeira), com todo o requinte promovia um encontro com amigos despossuídos. Muito comum receber dele o convite para participar de um almoço, jantar, enfim, qualquer evento para homenagear uma pessoa de sua (nossa) convivência dentro dos padrões do custo 0800.

Charles Henri desfilando no carnaval do Rio de Janeiro pela Escola Beija-Flor

Charles Henri vivia, de forma macro, a sociedade 24 horas por dia. Com o mesmo destaque desfilavam por suas colunas pessoas poderosas, bem como as desconhecidas do high society. Viveu todo o luxo e riqueza da época áurea do cacau, acudiu instituições no período do debacle (vacas magras), atravessou com galhardia o período de recuperação econômica com o mesmo fôlego e galhardia em que desfilava como um dos principais destaques da Escola de Samba Beija-Flor no carnaval carioca.

Em novembro de 2018 Charles Henri muda de projeto, nos deixa neste mundo e parte para o além ou qualquer lugar neste universo. Perdemos nós as suas ideias – extravagantes, para alguns pobres de espírito – e que nos faz falta pela alegria contagiante. Hoje, em seu aniversário, será tudo diferente do que ele faria: não teremos bolo, não teremos champagne, nem cantaremos parabéns.

Nos basta a lembrança desta magnífica figura humana.

Walmir Rosário é jornalista, radialista e advogado, além de editor do Cia da Notícia.

A FORÇA DO JEQUIÉ E A EUFORIA DA TORCIDA

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O Jequié conquistou a Segunda Divisão do Baiano de Futebol (Série B), no último domingo (9), aplicando 3 a 1 no Cajazeiras. Isso, após uma belíssima campanha e depois de ter brocado o time soteropolitano, por 4 a 1, lá em Salvador, na primeira partida das finais. Em 2018, o Jequié – oficialmente ADJ – estará na Série A.

A torcida fez uma grande festa para a equipe, como pode ser visto no vídeo abaixo. O repórter Fábio Sousa, um dos nomes mais respeitados do radiojornalismo esportivo do sul da Bahia, compartilhou as imagens em redes sociais e no Whatsapp com um questionamento interessante para nossos dirigentes – e torcedores, também: “Sabe quando você verá isso em Itabuna?”. A resposta está na ponta da língua de cada torcedor grapiúna. E os dirigentes, o que dizem?

JOSÉ ADERVAN – FOI O HOMEM, FICA SUA HISTÓRIA

Tempo de leitura: 4 minutos

walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

Adervan lutou pela transformação da Fespi em Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) se empenhou na criação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Mas nada disso se compara como o carinho com que recebia jovens estudantes que frequentemente visitavam o Agora.

Em 3 de março próximo José Adervan completaria 75 anos de existência, 66 deles vividos em Itabuna – sem levar em conta o período que passou em Salvador e Alagoinhas. A intenção dos amigos e família era elaborar uma edição especial do Jornal Agora para homenageá-lo, mas como ainda não conseguiram tornar a vida perene, nos deixou antes disso.

Lutou contra a enfermidade até não poder mais. E não poderia ser diferente para quem passou toda a vida superando obstáculos, sempre com a naturalidade que lhe era peculiar. Se as coisas estavam difíceis, aí era que ele apostava num salto mais alto. Contava que aprendeu isso com sua mãe, obstinada, como toda sergipana, em tornar vencer as dificuldades.

E Adervan, o mais baiano – grapiúna – dos sergipanos, costumava lembrar do dia em que chegou a Itabuna, numa data qualquer de 1951, em cima de um “pau-de-arara”, fugindo da terrível seca. Aos nove anos, o menino se deslumbrou quando o caminhão parou no terreno baldio onde hoje é o Fórum Ruy Barbosa, e resolveu fazer um reconhecimento daquela que seria a cidade do seu coração.

Mais do que sergipano de Boquim, passou a ser itabunense e cidadão da região cacaueira, título dado e passado pela população do Sul da Bahia, como reconhecimento dos seus feitos. Era um obstinado pelo desenvolvimento regional e travou uma luta constante na defesa da nossa economia, pelo cumprimento das promessas dos políticos, e pela garantia básica de direitos assegurados em nossa Constituição, como educação, saúde e cidadania.

É bom que se diga que esse estofo não nasceu do Jornal Agora, bastião da defesa regional, criado por Adervan e Ramiro Aquino, uma instituição que teima em desafiar a história, sobrevivendo por longos 35 anos. Não pensem que foi o Jornal Agora quem fez Adervan. Foi exatamente o contrário e desde os tempos de Alagoinhas que ele já se dedicava à imprensa, editando uma revista.

Dos tempos menino, quando começou a respirar o cheiro das tintas nas gráficas, ainda com tipos frios, passou pelo chumbo quente dos linotipos até as impressoras planas e a composição digital. Durante esse período, dividiu seu tempo com a política, a começar pela estudantil, elegendo-se presidente da então toda poderosa União dos Estudantes Secundaristas de Itabuna (Uesi).

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ANDRÉ GUIMARÃES PATROCINARÁ O ITABUNA

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Itabuna Esporte Clube terá patrocínio da André Guimarães (Foto Luiz Tito).

Itabuna Esporte Clube terá patrocínio da André Guimarães (Foto Luiz Tito).

O Itabuna Esporte Clube terá o patrocínio da Construtora André Guimarães na disputa da Divisão de Acesso do Campeonato Baiano de Futebol. O Azulino já disputou os três primeiros jogos da competição com a marca Cidadelle Empreendimentos.
O contrato de patrocínio entre o clube e a construtora será assinado pelos dirigentes do clube e do empreendimento imobiliário, na próxima quarta, 22, às 9h30min, no Espaço Cidadelle, na Rodovia Ilhéus-Itabuna (Jorge Amado).
A gerente de marketing da André Guimarães, Martina Teixeira, afirma que o patrocínio ao clube de futebol e o apoio a eventos culturais e esportivos em Ilhéus e Itabuna se dá porque a empresa acredita que os “eventos ajudam a desenvolver a região”.

FOCO DE INCÊNDIO NO ITABUNA ESPORTE CLUBE

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Focos de incêndio provocaram corre-corre e susto na sede do Itabuna (Foto Ricardo Farias).

Focos de incêndio provocaram corre-corre e susto na sede do Itabuna (Foto Ricardo Farias).

O ato irresponsável de queimar lixo numa das calçadas do Itabuna Esporte Clube, na Rua Luiz Oliveira, no Conceição, quase provoca tragédia nesta noite de quinta-feira, 20. De acordo com testemunhas, as chamas se alastraram para o interior da sede do Azulino.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 19h20min e conseguiu debelar os focos de incêndio na área interna do clube. A vegetação seca facilitou a propagação das chamas da calçada para o interior do clube.

PREDESTINAÇÃO?

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O Itabuna Esporte Clube curte viver perigosamente. Após sequência de resultados ruins no início do Baianão 2012, o time chamou Ferreira. Não deu certo e o técnico saiu falando cobras e lagartos da equipe. Nesta semana, Gelson Fogazzi assumiu o comando da equipe.
Sabe o que Ferreira e Fogazzi têm em comum, além de serem técnicos? Os dois passaram pelo comando do Itabuna quando o time foi rebaixado em 2010. E, assim como naquele ano, Fogazzi estreia no Azulino em jogo contra um time de Feira de Santana, o Feirense.
Há dois anos, a partida era contra o Bahia de Feira. Boa sorte em 2012, Fogazzi.

ITABUNA (BEM) NO FANTÁSTICO

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São tão poucas (raras!) as vezes em que o nome de Itabuna aparece associado a algo bom que vale a pena reproduzir, aqui, o artilheiro Wagner, do Azulino, metendo três gols no Flu de Feira e pedindo música no Fantástico, da Rede Globo.

DÓI NO BOLSO

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A fraca campanha do Itabuna Esporte Clube no início do Baianão 2012 está refletindo no bolso do time. Ontem, só 1.546 torcedores foram ao estádio, geranda renda de irrisórios R$ 13.955,00. Desse valor, o Itabuna ficará com apenas R$ 5.473,22.
Se a direção não correr atrás de patrocínios e reforços, vai ficar difícil o Itabuna manter-se na “elite” do futebol baiano.

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