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27 de novembro de 2020 | 03:19 am

JABES E O DESEMPENHO DO PP NAS URNAS

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Ex-prefeito de Ilhéus e secretário-geral do PP da Bahia, Jabes Ribeiro comentou o resultado obtido pelos progressistas no estado no último domingo. “Nós conseguimos eleger 92 prefeitos, 50 vice-prefeitos e 766 vereadores, o dobro da eleição passada”.

Ele não passou recibo quanto ao resultado em Ilhéus, onde o PP ficou em terceiro na corrida à Prefeitura, com Cacá Colchões. Foi diplomático ao comentar o resultado.

– Temos que respeitar o resultado da urnas, esse é o primado da democracia. Cacá fez uma campanha limpa, propositiva e de acordo com as normas da justiça eleitoral. No entanto, o resultado final depende do julgamento do povo”.

O QUE MARÃO TEM A MOSTRAR SE TIRAR AS OBRAS DO ESTADO?, QUESTIONA JABES

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Jabes fez questionamentos durante live com Jerberson Josué

O secretário-geral do PP baiano, Jabes Ribeiro, disse que a eleição deste ano será a oportunidade de o eleitor ilheense se perguntar o que o prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), faz com os R$ 500 milhões de receitas anuais do Município.

– Tira a ponte, tira o asfalto, tira o Hospital Costa do Cacau, o que é que tem? O que é que esse governo de Ilhéus pode mostrar [se tirar as obras do governo estadual]? – questionou Jabes durante live com o candidato a vereador Jerberson Josué (PT) na noite desta segunda (12).

Jabes, ex-prefeito de Ilhéus por quatro mandatos, diz que essas são as questões a serem enfrentadas na sucessão de 2020 pelo candidato à reeleição em Ilhéus. O secretário-geral do PP da Bahia ainda lembrou que a maioria das obras tocadas pelo estado foi iniciada ainda no seu último governo, a exemplo do hospital, a ponte estaiada e o saneamento básico da zona sul.

– [Marão tem que mostrar] isso aqui é produto dos R$ 500 milhões de arrecadação no ano. Como Marão gastou esse dinheiro da prefeitura? – provoca Jabes, afirmando que eleição em Ilhéus está aberta e cita como principais nomes, além de Marão, Valderico Junior (DEM) e Cacá Colchões (PP).

Para o ex-prefeito e secretário-geral do PP, Marão não teria obras a mostrar que tenham sido tocadas com o dinheiro arrecadado pelo município. E completa: “É saber se Ilhéus quer manter essa opção de quatro anos atrás. Se quiser manter, mantenha. Mas depois não vale chorar o leite derramado”.

AUMENTO DE PASSAGEM

O ex-prefeito disse que a conversa nos bastidores da política é de que “Marão, que ganhe ou perca”, dará aumento de passagem no final do ano. Antes, Jabes criticou o sistema de transporte na atual gestão, que ficou muito caro no Governo Marão. “O transporte ficou mal avaliado, pessimamente avaliado”, disse.

ILHÉUS: PP DE JABES PODE FECHAR COM VALDERICO JÚNIOR, DO DEM

Valderico Júnior, do DEM, pode ter apoio inesperado de partido da base aliada || Foto JBO
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Do Jornal Bahia Online

Nas últimas horas os celulares de importantes lideranças do DEM e do PP, estão demoradamente “em comunicação”. Não é uma mera coincidência. Os dois partidos intensificaram o diálogo, a partir da vinda do governador Rui Costa para a inauguração da primeira etapa das obras de saneamento da zona sul, posicionamento que pode resultar numa futura aliança do PP e do DEM em Ilhéus, visando a eleição municipal.

Ainda esta semana, novas decisões poderão ser anunciadas, de acordo com uma fonte ouvida pelo Jornal Bahia Online. O PP, que é da base aliada do governador, não está satisfeito com a condução de Rui Costa nos dias que antecedem as Convenções Municipais.  Teria deixado fora do diálogo partidos importantes da base estadual, que devem reagir ao “esquecimento”. Confira os desdobramentos no JBO.

ILHÉUS: MORRE O RADIALISTA ELIVAL SALDANHA, O “GOGÓ DE OURO”

Elival Saldanha, Gogó de Ouro, faleceu em Ilhéus, neste sábado
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O radialista Elival Saldanha faleceu neste sábado (25), aos 69 anos, em Ilhéus. Saldanha, apelidado de Gogó de Ouro, sofreu infarto e foi encaminhado para o Hospital Regional Costa do Cacau, onde faleceu no final da tarde deste sábado.

Saldanha era dos nomes mais conhecidos do rádio do sul da Bahia e na década de 90 também assumiu a comunicação da Prefeitura de Ilhéus no segundo mandato do prefeito Antônio Olímpio. O profissional também integrou a Assessoria de Comunicação Social do governo de Jabes Ribeiro no terceiro mandato do político em Ilhéus.

Saldanha também teve outra paixão profissional, o Jornal Foco Bahia, editado e dirigido por ele, junto com Marcelo Theo. Ele deixa uma filha, Luciana. O corpo de Saldanha será velado a partir das 6h30min deste domingo (26), no SAF, na Conquista. O sepultamento está previsto para as 14h de hoje, no Cemitério Reviver.

PESAR

A Associação Baiana de Imprensa (ABI-Seccional Sul) emitiu nota de pesar pela morte do radialista. Nela, externa sentimentos de solidariedade aos familiares e amigos de Saldanha. “Saldanha, carinhosamente chamado de “GogÓ de Ouro”, dedicou sua vida à comunicação e tornou-se um dos mais populares radialistas da região, nas últimas décadas, sempre atuante na defesa de Ilhéus, terra natal, que ele tanto amava”.

MARÃO ATACA JABES E FRUSTRA DESEJO DE RUI DE UNIFICAR A BASE EM ILHÉUS

Jabes, Rui e Marão: a unidade governista virou pó…
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Mário Alexandre caminhava para ter todos os partidos da base aliada do governador Rui Costa em sua chapa à reeleição como prefeito de Ilhéus. O próprio Rui estava de corpo de alma no projeto. O desejo do governador, parece, findará frustrado, segundo relata o Jornal Bahia Online.

Ontem (15), Marão foi à Rádio Gabriela FM atacar o ex-prefeito Jabes Ribeiro. Isso, porque sentia cheiro de uma união, por debaixo dos panos, de Jabes com Valderico Júnior. Passou da medida no ataque ao atribuir a Jabes a responsabilidade pela demissão de mais de 300 servidores não concursados e com mais de 30 anos de serviços ao município.

Jabes, que já cantava aquela música de Tim Maia, não gostou. Mais que isso, disse ao jornalista Maurício Maron, do Jornal Bahia Online, que se sentiu convocado para o confronto:

– O prefeito me convocou para a guerra. E o meu dever será sempre defender o meu legado – disse.

Confira os detalhes e as estratégias desta “guerra” no Jornal Bahia Online.

ARTIGO || O BALAIO DA POLÍTICA ILHEENSE

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O empresário Valderico Junior tem se destacado e se notabilizado como uma força crescente, principal opositor do prefeito e um nome a ser batido. Valderico já tem ao seu redor vários partidos da oposição ao governador Rui Costa.

Jerberson Josué

Semana passada fiz uma análise do cenário eleitoral e até hoje dá “pano pra manga”. Um amigo me contou que no PSD os pré-candidatos de menor força e popularidade foram tirar satisfações com os dirigentes, pois não sabiam que poderiam ser mulas de figurões da política, e ameaçaram promover abandono de pré-candidaturas, o que dificultaria a vida dos ditos tubarões. Vale lembrar que não existe mais tempo pra mudanças.

No PSB, a confusão é sobre o nome do ex-vereador Marcos Flávio. Ele se filiou inicialmente no dia 2 abril ao Podemos, algo normal. O problema é que no dia 4 de abril o ex-presidente da OAB se filiou ao PSB e também ao PCdoB. Qual é o destino do nobre advogado Marcos Flávio? É a pergunta geral. Tem gente achando que foi uma barbeiragem; outros acreditam que foi uma jogada do prefeito, pois o ex-vereador Marcos Flávio é aliado do prefeito e foi para o PSB com a missão de garantir o PSB na base e, de quebra, assegurar a vice e ter um fiel aliado como opção.

A filiação ao PC do B não bate com essa estratégia. Tem gente que diz que essa tática assegura caminhos a seguir e tranquilidade pra escolher a melhor opção mais a frente, no pós-pandemia. Saberemos a resposta quando Marcos Flavio falar ou agir, apontando ao TRE em que partido quer ficar. Outro movimento importante é feito pelo ex-prefeito de Ilhéus, o professor Jabes Ribeiro. Conhecido como um grande articulador, ele faz jus à fama, e nos bastidores atua fortemente pra garantir grandes apoios ao seu pré-candidato, o empresário Cacá Colchões.

O ex-prefeito Jabes conversa com capa pretas estadual de diversos partidos, de diversas correntes ideológicas. Com a saída de alguns nomes do partido na proporcional, o ex-prefeito também trouxe para fileiras progressistas lideranças dos principais e mais importantes bairros. A lista do progressista é guardada pelo ex-prefeito Jabes a sete chaves. Ele sabe muito bem do poder de convencimento da caneta de um prefeito e por isso não vai dar mole ao prefeito Mário. Alguns experientes articuladores na montagem de chapa, apontam que o progressista vem muito forte e devidamente espalhado em todos os cantos, inserido em todas as classes sociais e segmentos, ou seja, diferente do que muitos pensam, o partido do ex-prefeito vem forte sim, também, na corrida para o legislativo ilheense.

A SABER AO ABRIR AS URNAS. Na articulação para a majoritária, o sonho do ex-prefeito é ter nas fileiras de seu pré-candidato quase todos os partidos da base do governador RUI, à exceção do PSD, apesar de até no PSD ter amigos e filhos políticos. As conversas, principalmente com o PT, PSB, PCdoB e Cidadania, são contínuas e diárias. O PT segue firme com seu pré-candidato, o empresário Nilton Cruz.

Nilton Cruz anda a cidade de norte a sul, na construção de sua candidatura, além de articular nos gabinetes de Ilhéus e Salvador. Um forte aliado do empresário e pré-candidato é o deputado Rosemberg Pinto, o líder do governo na Assembleia Legislativa. Nilton Cruz, assim como Jabes, sonha em aglomerar em torno de sua campanha o máximo de partidos da base governista para atrair o governador Rui e o senador Jaques Wagner, que são de seu partido.

O prefeito Mário Alexandre PSD vive difíceis momentos, diante de desmandos e caos administrativos, confusões e fofocas de bastidores, um verdadeiro inferno astral, principalmente que os problemas da pandemia fazem estourar todo dia uma nova bomba no seu colo. Além de insatisfação de aliados, inclusive na Câmara, vereadores de sua base reclamam que não têm demandas atendidas pelo governo, e as pressões nas bases apertam mais ainda os vereadores que se sentem abandonados pelo prefeito Mário. Vale lembrar que Mário tem fama de não cumprir com o combinado e ser inadimplente da palavra.

Alguns dizem que o que ele diz sentado, não vale em pé. Diante de tanta problemática e com gigante rejeição, sua reeleição fica cada dia mais improvável. Dizem até que o grupo já pensa em um plano B, em lançar um nome novo e diferente, até de fora da política. Mário tem batido cabeça também no estado, por sua aproximação com ferozes opositores do governador, como a deputada Dayane Pimentel, do PSL, ex-partido de Bolsonaro.

O constrangimento é grande, principalmente porque bolsonaristas com cargos no governo Mario, batem no governador Rui Costa todo dia nas redes sociais. O CLIMA fica ruim quando esse assunto é discutido em Salvador, e nem os senadores Otto e Coronel, ambos do PSD e aliados do governador, conseguem defendê-lo. Principalmente, porque os senadores fazem contraponto ao governo Bolsonaro. Coronel é presidente da CPMI das FAKES NEWS. O engraçado é que essa mesma turma é vetor de retransmissão na cidade, da rede de compartilhamento investigada pela CPMI que o Coronel preside. Até onde vai esse imbróglio, só vamos saber mais à frente. Diante de tudo isso, esse é o pior momento do governo Mário.

O empresário Valderico Junior tem se destacado e se notabilizado como uma força crescente, principal opositor do prefeito e um nome a ser batido. Valderico já tem ao seu redor vários partidos da oposição ao governador Rui e avança nas articulações até com partidos da base do governador. É certo que a eleição de 2020 é laboratório para 2022. Por isso, Rui está atento ao que acontece em Ilhéus e, dificilmente, ficará de braços cruzados. Mas qual será a tendência do bem avaliado Rui Costa é a pergunta recorrente. Só não deve vacilar e mexer na peça errada do xadrez político ilheense. E assim, aguardamos os próximos capítulos.

Jerberson Josué se define como um estudante na escola da vida.

PP PROMOVE ENCONTRO ESTADUAL EM SALVADOR

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O Partido Progressista (PP) promove encontro estadual nesta segunda (30), a partir das 14h, no auditório da União das Prefeituras da Bahia (UPB), em Salvador. Na agenda a fixação de metas para crescimento da legenda com foco nas eleições municipais do próximo ano.

Os trabalhos do encontro “Progressistas em Movimento” terão as presenças do vice-governador da Bahia e presidente regional do Progressistas, João Leão, o secretário-geral do Progressistas na Bahia, Jabes Ribeiro, e o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Nelson Leal.

O Partido Progressista integra a base de sustentação política do governador Rui Costa e conta com quatro deputados federais e dez estaduais – que também estarão presentes. A reunião de lideranças interioranas com os integrantes das bancadas estadual e federal com a cúpula partidária permitirá ainda uma avaliação ampla da grave conjuntura política, social e econômica brasileira pelo conjunto da legenda no estado. Na Assembleia Legislativa, além de contar com o presidente, o PP possui a terceira maior bancada.

ILHÉUS – 137 ANOS DE CIDADANIA. O QUE COMEMORAR?

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José Nazal Pacheco Soub | nazalsoub@gmail.com
 

Continuarei com a esperança de um dia ver a cidade ser governada por alguém que realmente pense nos interesses de Ilhéus e não do próprio ou de outrem. Como já estou no amiudar da vida, talvez não veja. Porém, vive em mim a certeza de que meus filhos verão e meus netos desfrutarão de uma Ilhéus melhor. 

 
Hoje Ilhéus completa 137 anos de Cidadania, conferida pela Lei Provincial nº 2187 de junho de 1881, tendo sido instalada somente a 14 de agosto, quarenta e sete dias depois da elevação à categoria de cidade. Cidade mãe deste chão sul-baiano, de lá para cá temos diminuído, tanto no aspecto territorial quanto no político. 
Participo formalmente da vida política da Cidade desde 1º de fevereiro de 1977, quando exerci o cargo de Oficial de Gabinete no primeiro mandato de Antônio Olímpio. Naquele tempo, todos tinham a Carteira Profissional assinada. Daí em diante exerci funções comissionadas nos governos seguintes, com exceção para o segundo mandato de Antônio Olímpio, o de Valderico Reis e o último de Jabes. Aprendi muito com todos e com as experiências vividas, aumentando a cada dia o meu amor pela terra onde nasci. 
Lancei pré-candidatura a prefeito no ano de 2016 e, como é do conhecimento de todos, compus uma aliança com Mário Alexandre, colocando-me como candidato a vice-prefeito com total apoio do meu partido, a Rede Sustentabilidade. Não me contentando em ser apenas vice, assumi uma secretaria no intuito de poder colaborar na administração, sobretudo para tentar implantar uma nova política, exigência dos tempos de hoje. Deixei o cargo de secretário há sessenta dias, afastando-me completamente dos processos decisórios do atual Governo, dos quais de minha parte acabaram por ser mais de natureza administrativa e quase nenhuma política. 
Minha última participação no governo foi a de materializar a lei que delimita o território ilheense, identificando os locais indicados legalmente, onde deverão ser colocados os marcos definitivos e eu espero que sejam colocados. Vou entregar o Termo de Referência e a solicitação para a execução, juntamente com o projeto de lei para atualização dos limites distritais e ajuste dos bairros. Entendo que essa ação resguarda nosso pertencimento territorial em relevância política e administrativa, tanto para o momento atual como para momentos futuros. 
Faço esse preâmbulo para questionar a grande festa do Dia da Cidade. O que comemorar? Em minha última conversa pessoal com Mário, há uns quarenta e cinco dias, ele me afirmou que não faria festividades em razão da situação financeira. “Ótimo! Parabéns pela decisão”, foi minha resposta. Na verdade, havia uma sinalização negativa do apoio estadual, face às mudanças no quadro político, permitindo que o governo estadual fizesse um esforço menor, ante ao pleito eleitoral que se aproxima. E fiquei surpreso com o anúncio da festa. 
Convém ressaltar que não sou contra comemorações e festas, porém só faz festa quem pode pagar a conta. A Bahiatursa está ajudando, no entanto, a conta que ficará para o município arcar é igual ou maior. Mesmo que seja um pouco menor, é muito para quem não está com as contas em dia. 
Como fazer festa com a maioria dos aluguéis dos imóveis locados em atraso? Como fazer festa com o setor de atendimento aos tuberculosos faltando “copinho para exame do escarro”? Esse problema foi resolvido com empréstimo por parte da administração do Hospital Regional Luís Viana Filho. 
Como fazer festa se a Escola Municipal de Tibina está sem telhado há cinco anos e meio? Quatro anos do governo passado e um e meio desse governo. E por dever de justiça, afirmo aqui que foi o pedido prioritário da secretária de Educação. Ninguém se importou! 
Como fazer festa sabendo que a Prefeitura de Uruçuca construiu (estou dizendo construiu) uma escola na região do Lajedão, no distrito de Banco Central? Como fazer festa com o município de Uruçuca administrando uma escola na fazenda vizinha à Vila de Castelo Novo? Como fazer festa com a escola Cecília Novaes, administrada por Uruçuca dentro do território de Ilhéus? Como fazer festa com a evasão escolar e a administração de uma escola dentro de Ilhéus sob a responsabilidade do município de Itajuípe? E a repetição desse fato em Buerarema, Itabuna, Coaraci e Una?  
Ninguém se importa! Os governantes em geral não têm noção alguma de quantos alunos de Ilhéus estão sendo contados nos Censos Escolares dos municípios vizinhos. É a comodidade?! Mais fácil o outro tomar conta? Resultado: na próxima revisão territorial perderemos mais chão e, com isso, cada vez mais recursos para cuidar de nossa população! Estive em Banco Central há dez dias e me surpreendi com a quantidade de pedidos para entregarmos o distrito para Uruçuca. Não é demagogia, basta ir e conferir. 
Como fazer festa sabendo que as estradas municipais estão sem receber manutenção e conservação? E não adianta culpar qualquer um dos secretários. Deve ser uma decisão conjunta do governo, com ampliação da frota e patrulha mecânica. A exemplo de optar por não fazer festa e comprar uma motoniveladora ou um caminhão ou um rolo compressor! Um de cada vez. Aí daríamos oportunidade para o morador do campo, para o produtor, evitando inclusive o êxodo rural, com o inchaço da cidade e seus problemas correlatos! 
Como fazer festa, se as estradas não permitem um transporte escolar decente, evitando inclusive a lei ser burlada com o uso de camionetes inadequadas ao transporte, principalmente para a segurança das crianças? É ruim a qualidade do serviço prestado pela empresa contratada. Quem quiser vá conferir. Ônibus velhos e da pior qualidade. 
Como fazer festa, se cheguei a Castelo Novo e as professoras afirmaram que a merenda era biscoito e suco artificial, porque não tem água potável para servir às crianças? Ninguém sequer discute o problema. E esse fato se repete em vários locais do interior. 
Como comemorar, se o atendimento da Atenção Básica à Saúde está deficiente e insuficiente, tanto na cidade como no interior? Houve melhora? Sim, porém, muito pouca face às demandas postas. Comemorar com reforma? Fazer reforma e manutenção é obrigação, não motivo para inauguração e festividade. É básico de um governo que se envergonhe! 
Nunca na história de Ilhéus tivemos o apoio por parte do Estado na área de Saúde. Causou ciúme em gestores passados. Sabe o que aconteceu? Perdemos esse apoio. O que está sendo feito e será feito é apenas o pactuado. O que era extra e espontâneo, nós perdemos. A Unidade de Pronto Atendimento que será “inaugurada” hoje, no prédio da antiga Policlínica Halil Medauar, que já tem quase duas décadas, era para ter iniciado as atividades desde abril, absorvendo os servidores do Hospital Geral Luís Vianna Filho, que encerrou as atividades no início de março deste ano. 
Como fazer festa, se não levamos a sério a questão da coleta e destinação dos resíduos sólidos, obrigando o município a uma despesa volumosa, que poderia ser aplicada em outros serviços essenciais e na melhoria da qualidade de vida da população? Não temos Plano de Saneamento Básico, não temos Plano de Resíduos Sólidos, instrumentos legais obrigatórios para o município. Ninguém se preocupa, ninguém discute. A discussão que se iniciará após a festa da cidade é decidir quantos milhares de pessoas serão anunciadas nos releases, seguido de como será o Réveillon? Depois, como será o Carnaval? A cidade precisa de uma discussão séria, analisando os problemas de fundo, inclusive com a absoluta participação da sociedade, que na maioria das vezes se omite. 
Como fazer festa, se nada se faz para que o município possa receber as pedras que serão retiradas da obra da ponte, para serem colocadas na Sapetinga, São Miguel e São Domingos? É imperativo que os locais estejam ambientalmente licenciados. Mas não se discute o projeto. 
Não fiz campanha e não andei pedindo voto para depois ver o governo deixar de lado os verdadeiros interesses de Ilhéus. Não fiz campanha para encher os cargos de confiança com pessoas de fora, sem compromisso com Ilhéus. Para não ser injusto e por ter sido testemunha do esforço dispensado, excluo dessa lista Gilson Nascimento, que tenho visto sua dedicação exclusiva, sem medir esforços para melhorar nossos problemas no trânsito e mobilidade. Não fiz campanha para ver pessoas ocuparem os mais altos cargos e manterem compromissos com empresas que continuam ligados.
Não fiz campanha para ver uma servidora que ocupava o cargo de Tesoureira ser substituída por um indicado do ex-prefeito de Itabuna, com a alegação de que será feito “um planejamento financeiro para Ilhéus”. Não fiz campanha para ver ex-candidato de outro município ocupar cargo importante sem conhecer os verdadeiros problemas de Ilhéus. Falo isso com conhecimento de causa, pois ocupei durante três anos e meio o cargo de secretário em Uruçuca, tendo dedicado todo tempo que passei por lá a estudar e trabalhar em benefício daquela comunidade. Tenho certeza, sem falsa modéstia, que sai de lá de cabeça erguida, respeitando e sendo respeitado. Quando vou lá sou muito bem recebido. Respeitei e conquistei o respeito até da oposição ao então governo. Aqui é diferente. Quem de Ilhéus conhece os que não são daqui? Quem os vê no dia a dia da cidade? 
Quando me afastei politicamente de Jabes, externei-lhe o que mais me incomodava: governar apenas ele e mais dois. Com Newton assisti ao mesmo filme no segundo governo. Agora, revendo novamente isso acontecer, não posso aceitar. 
Para finalizar, como poderia ir à festa da Cidade, depois de ouvir essa semana (por inconfidência involuntária de um secretário) que o prefeito ia dar ponto facultativo na sexta-feira (29), emendando os feriados de hoje até segunda-feira (2) para passar uns dias nos Estados Unidos com a família? Eu pensei que a cidade seria governada pelos dois homens fortes do governo na ausência do prefeito, porém, ao terminar de escrever esse texto, recebi a informação de que haveria transmissão do cargo. O ato de transmissão foi encerrado há pouco. Informei, de frente, que este artigo estava pronto e que faria esta alteração antes de publicar. Disse também que não procederia a nenhuma exoneração, ainda que desejasse. Meu pensamento é o de que apenas exonerar por três dias não terá o efeito que desejo; se assim fosse, procederia sem titubear. 
Continuarei com a esperança de um dia ver a cidade ser governada por alguém que realmente pense nos interesses de Ilhéus e não do próprio ou de outrem. Como já estou no amiudar da vida, talvez não veja. Porém, vive em mim a certeza de que meus filhos verão e meus netos desfrutarão de uma Ilhéus melhor. 
Saúdo a todos os ilheenses, a todas e todos os que votaram em Mário e em mim, acreditando em dias melhores, saúdo de forma especial àqueles que desejam e lutam para alcançarmos um patamar de governança, cidadania e participação social, comprometidos com o verdadeiro interesse público da cidade e seu povo. 
Salve São Jorge dos Ilhéus!
José Nazal Pacheco Soub é vice-prefeito de Ilhéus.

BOA RELAÇÃO PRESERVA DIÁLOGO COM O ESTADO E FAVORECE AS CONQUISTAS NA SAÚDE

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Alcides Kruschewsky
 

Na mesa onde o atual  governo municipal senta com a comunidade e lideranças, não tem havido espaço para vaidades. Estas ficaram isoladas no início de 2017, quando iniciou o governo Mário Alexandre.

Diferente do azedume que interrompeu os entendimentos na área de saúde entre o governo da Bahia e o governo de Ilhéus,  especialmente após a nomeação do médico Claudio Moura Costa para a direção do Hospital Regional LVF, de quem o ex-prefeito é desafeto, a relação respeitosa entre os representantes estaduais e municipais favorece o diálogo e a população já consegue sentir os resultados positivos. O governo do estado vai investir mais 15 milhões de reais para reestruturar a saúde em Ilhéus.
Paralelamente a esse anúncio,  fruto da parceria entre estado e município,  a Prefeitura de Ilhéus contratou mais 20 médicos e convocou 14 profissionais concursados para melhorar o atendimento à população. Vai, também, reformar com recursos próprios-  1,1 milhão de reais-  10 postos de saúde na cidade. A expectativa é atingir a meta de 60% da atenção básica ainda em 2018.
Ilhéus ganhará uma UPA – Unidade de Pronto Atendimento,  no bairro do Malhado, totalmente construída pelo Estado e custeada 50% pelo mesmo, e um Hospital Materno/Infantil com UTIs Neonatal e Infantil, após a reforma total do Hospital Regional, onde serão investidos 9 milhões de reais.
Enquanto a UPA não fica pronta, a Policlínica Halil Medauar, na Conquista,  atenderá como pronto atendimento médico, a emergências, 24 horas. Com isso, Ilhéus  passará a contar com 4 PAs 24 horas: Zona Sul,  Hospital São José,  COCI e a Policlínica. O Estado da Bahia ainda cederá 200 servidores para reforçar a atenção básica do município.
Tudo isso tornou-se possível graças ao distensionamento  das relações políticas e pessoais entre os gestores das diferentes esferas governamentais. Com diálogo, mesmo com divergências de pontos de vista,  os resultados aparecem e a população será beneficiada.  Isto quer dizer que na atual gestão municipal o interesse público foi colocado acima das questões de preferências pessoais, políticas, gostos e simpatias ou antipatias. Acontece que, quando questiúnculas são colocadas acima das dores da população,  o bem comum sai da mesa de entendimentos e o diálogo fica truncado, e as “tabelinhas”, por vias não recomendáveis, também se revelam incapazes de produzir efeitos positivos.
Hoje, o secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas Boas, se sente à vontade para debater sobre a problemática de Ilhéus com o também médico Mário Alexandre. Mas se isso está acontecendo,  todos reconhecem que o perfil de Marão contribui muito para essa fluência. O próprio governador já demonstra que a relação entre os governantes se estreitou e ultrapassou o limite apenas institucional.
As discordâncias existem. Mas a lealdade e postura do prefeito de Ilhéus,  que tem sido duramente atacado nesse momento de transição na saúde, mas que em nenhum momento expôs o governador e o secretário Vilas Boas ou mesmo o governo do estado, bancando o ônus do desgaste com as mudanças, arrancam elogios da esfera estadual, pela serenidade e foco nas soluções dos problemas, jamais alimentando choques frontais e embates,  caminho que outras lideranças preferiram.
Assim, o perfil de Marão, expansivo, bem humorado, trabalhador e avesso a polêmicas desnecessárias, ao contrário dos que o criticam acidamente, vai dando sua inestimável contribuição para as conquistas como há muito não se via na área de saúde em nossa cidade.  O bonachão,  festivo, riso fácil,  vai comprovando a eficácia de sempre colocar o aspecto positivo na condução da gestão. Então, é aí que os efusivos abraços que distribui ao encontrar as pessoas, se revela consistente e fundamental para inaugurar outra forma de se relacionar com os poderes,  sem a mesma pretensão e a presunção que sempre nortearam as mesmas relações,  anteriormente, colocando as vaidades dos figurões acima do sofrimento e anseios da sociedade.
O tema  “tempo de alegria e trabalho” traz em si o espírito que norteia a atual gestão municipal e sintetiza com propriedade o conteúdo para o entendimento, exatamente como já tinha ocorrido com os servidores municipais, cujo diálogo com o município também se encontrava deteriorado, inexistente. Assim demonstra-se que o azedume e os choques frontais com diversos setores, aí podendo ser incluído o comércio, longe de serem esporádicos, era uma prática de governo.
Na mesa onde o atual  governo municipal senta com a comunidade e lideranças, não tem havido espaço para vaidades. Estas ficaram isoladas no início de 2017, quando iniciou o governo Mário Alexandre.
Alcides Kruschewsky é secretário de Comunicação de e ex-vereador de Ilhéus.

"QUEM APOSTAR NO ROMPIMENTO DE MARÃO E NAZAL VAI PERDER", AFIRMA ALCIDES

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Alcides afirma que aposta é na unidade do governo

O secretário de Comunicação de Ilhéus, Alcides Kruschewsky, disse há pouco que quem apostar no rompimento entre o prefeito Mário Alexandre e o vice José Nazal vai perder. Nos bastidores da política ilheense, o que se comentava era a pressão interna pela tomada de cargos da Rede Sustentabilidade no governo (reveja aqui).
Nazal, que também é secretário de Planejamento, é filiado ao partido, assim como o diretor de Meio Ambiente, Emílio Gusmão. “O governo acredita na unidade, a gente confia no grupo, confia na liderança de Mário, confia na liderança de Nazal”, afirmou o secretário de Comunicação.
Segundo ele, a disposição no governo é outra, a de empoderamento do vice-prefeito. “Entendemos que Nazal tem que assumir papel de liderar o governo em determinadas situações e circunstâncias em que Mário não estiver presente”, disse Alcides, fazendo a autocrítica de que o governo, “às vezes, peca nas organizações internas”. Ele rebate que haja tentativa dos secretários Bento Lima (Administração) e Alisson Mendonça (Governo) de pressionar o prefeito para tomar os cargos do partido do vice. A disposição, frisa, é em outro sentido.
O secretário disse enxergar “muita fofoquinha vinda de fora do governo” na tentativa oposicionista de promover a divisão entre prefeito e vice. Na crítica, Alcides alfineta os grupos do ex-prefeito Jabes Ribeiro e do ex-vereador Cosme Araújo, oposicionistas declarados da gestão municipal. “[A gente vê o] grupo do ex-prefeito, clara e notoriamente, naquele fuxico costumeiro que eles fazem. E, naturalmente, outras forças políticas”, aponta.

Alcides diz que aposta é na unidade de Marão e Nazal ||  Clodoaldo Ribeiro

Alcides reconhece que o reajuste da passagem colaborou para essa tentativa oposicionista de divisão no governo, fator que até gerou nota da Rede Sustentabilidade criticando o percentual concedido às empresas.
– Algumas situações alvoroçam os oposicionistas, que percebem determinados momentos lógicos. O reajuste da passagem é delicado para qualquer governo, mas é inevitável, por força de contrato que não foi feito no Governo de Mário. [O governo] Pode ter pecado na condução. Deveria ser consultado, mas nem sempre é assim.
O ex-vereador e secretário disse que o consensual dentro do governo é o fortalecimento de José Nazal. “Não é um secretário comum. Em determinados momentos [compromissos externos de Marão], precisa de alguém com autoridade, conhecimento, não apenas como figura referencial, mas para colocar em prática as atividades de governo”.
NAS TETAS DO ÓLEO DIESEL
O titular da Pasta da Comunicação, ainda ao comentar a condução errática do governo no reajuste da passagem, acrescentou à lista de oposicionistas que investem na divisão de Mário e Nazal o nome do empresário Valderico Júnior, que ensaia pré-candidatura a prefeito. “Quando dá reajuste, a gente vê determinadas manifestações que chegam a ser esdrúxulas. Valderico Júnior, criado nas tetas do óleo diesel, se posicionar publicamente contra cheira a oportunismo”, criticou.
Valderico Júnior é filho do ex-prefeito Valderico Reis e cunhado de Paulo e Ronaldo Carletto, ambos donos do Grupo Brasileiro. A empresa explora linhas urbanas de ônibus em Ilhéus e detém monopólio das linhas intermunicipais no sul e extremo-sul do Estado.

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