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6 de maio de 2021 | 06:18 am

SALVE O LEGADO DE JORGE

Tempo de leitura: 2 minutos

Não sou rico, meus familiares e amigos também não dispõem de grandes recursos. Porém, em sua maioria, tem algo, em comum, o gosto pela leitura, gosto esse que o inominável quer nos tirar..

Cláudio Rodrigues

Membro da bancada do Partido Comunista e eleito para a Assembleia Constituinte de 1946, o então deputado baiano Jorge Amado, eleito por São Paulo, foi autor da Emenda 2.850, aprovada naquele ano e 42 anos depois ratificada e ampliada na Constituição Cidadã de 1988. A Emenda do parlamentar e escritor grapiúna proibia a União, Estados, Distrito Federal e Municípios de criar impostos sobre livros.

Eis que o desgoverno de extrema-direita de Jair Bolsonaro em seu projeto de reforma fiscal prevê taxação sobre a aquisição de livros em 12%, com o argumento pífio de que “pobre não lê”, somente os ricos. O mesmo desgoverno que não tributa bancos, grandes fortunas e zera alíquotas para importação de armas quer dificultar o acesso aos livros, inclusive os didáticos.

O escritor Monteiro Lobato disse que um país se faz de homens e livros. Já o atual mandatário brasileiro acredita que uma arma tem mais valor que o exemplar de um livro. Não sou rico, meus familiares e amigos também não dispõem de grandes recursos. Porém, em sua maioria, tem algo, em comum, o gosto pela leitura, gosto esse que o inominável quer nos tirar.

Como pode um presidente que já assumiu que a única “obra” que leu, se é que leu, foi Verdade Sufocada, autobiografia do torturador Brilhante Ustra, e que nem bula de cloroquina, que ele receita a 3×4 para combater a Covid-19, chegou a ler. Quer dificultar o acesso dos brasileiros aos livros? Coisa que nem mesmo os militares – com seu regime de pouco mais de duas décadas de exceção – foram capazes de fazer.

Com o intuito de bajular o chefe, o “Posto Ipiranga”, cada vez com menos combustível, Paulo Guedes e os burocratas da Receita Federal criaram um argumento desprezível para dificultar que os brasileiros obtenção conhecimento e cultura literária.

Como disse Nelson Cavaquinho e Elson Soares, na letra da canção Juízo Final, “quero ter olhos pra ver a maldade desaparecer…”. Cabe aos escritores, editores, deputados, senadores e – principalmente – ao povo se unir para barrar essa proposta que extrapola o absurdo. O legado do amado Jorge irá prevalecer.

Cláudio Rodrigues é consultor.

SISU 2021: UFSB OFERECE 1.400 VAGAS EM 44 CURSOS DE GRADUAÇÃO EM TRÊS CAMPI

Ufsb oferece mais de 1400 vagas em cursos de graduação
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A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) publicou edital de ingresso em cursos de graduação para a primeira edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu 2021). São 1.438 vagas ofertadas em 44 cursos nos três campi em Itabuna (512), Porto Seguro (660) e Teixeira de Freitas (266).

Do total de vagas, 275 são destinadas à modalidade de ampla concorrência,44 para as ações afirmativas da UFSB (candidatos indígenas aldeados; origem cigana; comunidades remanescentes de quilombos ou comunidades identitárias tradicionais; transexuais, travestis e transgêneros) e 1.119 para as modalidades de políticas afirmativas constantes da Lei de Cotas.

As inscrições para o Sisu deverão ser feitas pela internet, no site sisu.mec.gov.br, de 6 a 9 de abril. A inscrição é condicionada à participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020 e a ter nota acima de 1,0 ponto na prova de redação, conforme disposto na Portaria MEC n. 391/2002.

Dos 44 cursos ofertados pela UFSB, nove são graduações de Segundo Ciclo aprovadas em 2020 e que participam pela primeira vez da oferta de vagas no Sisu. As vagas são para os campi Jorge Amado, em Itabuna; Paulo Freire, em Teixeira de Freitas; e Sosígenes Costa, em Porto Seguro.

Entre os novos cursos estão os de Jornalismo, Gestão Pública e Social, Produção Cultural, Mídia e Tecnologia e Políticas Públicas, Engenharia Civil, Engenharia Sanitária e Ambiental. Acesse todos cursos aqui.

MORRE FARIAS, QUEM TANTO CELEBROU A VIDA

Carlos Farias e Thelma
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Walmir Rosário

Notícia boa viaja a pé, já as más, a cavalo. E é exatamente nessa antiga premissa que estamos nos acostumando – mesmo com irresignação – a viver nesses últimos tempos assolados pela pandemia da Covid-19. Desta vez, a péssima notícia chega em dose dupla, pelo whatsapp de José Nazal: “Nosso amigo Faria faleceu nesta sexta-feira (12), de Covid-19, e sua esposa Thelma se encontra internada na UTI”.

Irrequieto, dinâmico, agitado, astucioso, afável – para muitos –, carrancudo – nem tanto – para outros. E neste contexto se encaixava o ilheense Carlos Farias Reis, exatamente como o pensamento de Nélson Rodrigues, para quem toda a unanimidade era burra. Eu mesmo o classificaria com mais adjetivos díspares, principalmente quando o tema era sua conduta no trabalho, no dia a dia. Ainda bem.

Meses atrás, o casal Farias e Thelma deixa Ilhéus para dar apoio à filha em Aracaju, onde o genro passou um grande tempo na UTI, lutando contra a terrível Covid-19. Trancado no apartamento, não se conformava na mudança de vida, no comportamento totalmente estranho para quem sempre foi acostumado a sair às ruas, passear pela cidade, ou simplesmente conversar com os amigos.

Por ironia do destino, o Casal Farias Reis resolve retornar a Aracaju, refazendo o trajeto anterior pela capital baiana, revendo os amigos mais chegados. Já em Sergipe, sentem-se mal e são diagnosticados com a infecção da Covid-19. O que tanto temiam que infectassem os amigos, chegou a eles sem qualquer aviso-prévio, longe de sua querida cidade natal, Ilhéus.

Farias era um apaixonado por Ilhéus, embora sempre manifestasse vontade de se mudar para Aracaju, para viver mais próximo à família, ato sempre postergado por ele e cumprido pelo Divino. Farias se foi e agora rezamos por Thelma, sua esposa, para que se livre desta doença e deixe a UTI, restabelecendo-se por completo. Um casal perfeito, separado de forma violenta.

E desde o início do ano passado que Farias tentava marcar um almoço em sua casa para homenagear o jornalista José Adervan, falecido em 12 de fevereiro de 2017. Com a epidemia, a data festiva não foi agendada, e uma das preocupações do anfitrião eram as sucessivas mortes dos convidados – acometidos da Covid-19 –, com o risco de não haver quorum para a recepção. E Farias morre exatamente quatro anos após Adervan.

Por falar em recepcionar os convidados, um dos seus chegados na legião de amigos, o saudoso Raimundo Kruschewsky (Barão da Popov), sempre foi pródigo em nomear Farias como o último dos grandes anfitriões de Ilhéus. Essa frase foi tomada emprestada do escritor grapiúna Jorge Amado, que costumava chamar seu amigo Raimundo Pacheco Sá Barreto de o último coronel do cacau.

Grande anfitrião, Farias (ou Carranca, para alguns), se preocupava de forma exagerada com os amigos, tanto que nos nossos telefonemas quase diários, dava notícia do estado de saúde de quase todos, perguntando acerca dos que não tinha notícia. Nessa lista, uma de suas inquietudes era o jornalista e escritor Antônio Lopes, seu amigo desde os tempos de escola, com direito a cadeira e litro de whisky cativo na residência de Farias.

Carlos Farias Reis era considerado um homem das antigas, embora transitasse com muita facilidade em todas as faixas etárias e sociais, às vezes dizendo verdades merecidas, outras vezes palavras de conforto, ou simples pilhérias. Em sua casa reunia amigos, sem importar a ideologia política, posição social ou financeira, e seus convidados iam de representantes do clero, passando por jornalistas, comerciantes, comerciários ou políticos.

Ao tomar conhecimento da morte de seu amigo Farias, Antônio Lopes, ainda agastando com os efeitos de um infarto, ao se refazer do choque, exclamou. “Estou arrasado, creio que perdi uma parte de mim”. O sentimento de Lopes por certo ecoou em Ilhéus e ultrapassou seus limites, dada a comoção que tomou conta de amigos tantos em Itabuna, Canavieiras, Salvador, Aracaju, dentre outras cidades.

Funcionário da Petrobras, abandonou sua merecida aposentadoria quando chamado para implantar o terminal da empresa de Itabuna, tornando a vestir o pijama listrado assim que inaugurado. Como era do seu temperamento irrequieto, prestou vestibular para Direito; formado, prestou concurso para juiz conciliador do Juizado Especial; aprovado, preferiu não assumir o cargo, deixando a vaga para os mais novos.

Em sua colação de grau, Farias não era chamado pelos amigos de formando, como natural, mas de desembargador, pela idade, o que valeu um lauto almoço, com direito a assento na mesa da diretoria. Como bem disse o amigo Antônio Lopes, com a partida de Faria todos perderam um pedaço de si – em graus diferentes –, lembrança que por certo não sairá da memória de cada um de nós.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

MOTORISTA FICA FERIDO APÓS CARRO CAPOTAR E BATER EM GRADE DE LOJA EM ITABUNA

Acidente em Itabuna nesta sexta-feira
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Um motorista de um carro ficou ferido após o veículo onde estava capotar e bater na grade de uma loja na BR-415 (Jorge Amado), em Itabuna, nesta sexta-feira (30). O nome do condutor não foi divulgado.

Conforme informações colhidas no local do acidente, o homem seguia de Ilhéus para Itabuna, quando perdeu a direção do carro ao passar por uma curva acentuada, na entrada de Itabuna. O veículo capotou na pista e bateu na grade de uma loja de produtos agrícolas.

Ele teve ferimentos e foi levado para uma unidade de saúde da cidade. Não há informações sobre o estado de saúde dele. Do G1.

ELEIÇÕES 2020: QUEM CONTINUA EM CAMPO E QUEM VAI PENDURAR AS CHUTEIRAS?

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Façamos as apostas e aguardemos a abertura das urnas no próximo dia 15, que dirá quem continuará em campo para as próximas disputas e quem, em definitivo, irá “pendurar as chuteiras”.

Claudio Rodrigues || aclaudiors@gmail.com

As eleições municipais de 2020, devido à função da pandemia do novo coronavírus, é realmente uma eleição diferente. Em  Itabuna, a decisão do juiz eleitoral Antônio Carlos Rodrigues de Moraes, proibindo algumas modalidades de eventos de campanha, deixou o processo ainda mais anormal. Mas essa eleição na terra de Jorge Amado é, também, um divisor de águas, pois poderá aposentar “velhas raposas” da política local, a exemplo do prefeito Fernando Gomes (PTC) e os ex-prefeitos Geraldo Simões (PT) e Capitão Azevedo (PP), além do quase neófito Antônio Mangabeira (PDT).

Independentemente do resultado, vencendo ou não, essa será a última campanha eleitoral de Fernando Gomes, uma vez que a idade e o fator de já estar disputando uma reeleição talvez não lhe permitam encarar outra campanha em 2024 – participar de outra disputa dependeria mais da não reeleição agora.

Os ex-prefeitos Simões e Azevedo apostam todas as fichas nesse pleito. Caso não obtenham êxito, darão adeus a uma nova disputa, uma vez que o projeto Geraldo chegará à sexta derrota consecutiva – perdeu em 2008 e 2012 com a esposa Juçara Feitosa, na tentativa de chegar ao paço municipal e o próprio Simões ficou pelo caminho nas disputas de 2010, 2014 e 2018 em campanhas para a Câmara Federal e para a Assembleia da Bahia e em 2016 ficou em sexta colocação no pleito municipal.

Já o Capitão Azevedo, que governou a cidade no período de 2009 a 2012, perdeu as disputas à reeleição em 2012 e a última em 2016, sem esquecer de uma tentativa para a Assembleia Legislativa. Caso não vença a eleição do próximo dia 15, quase certamente não veremos mais suas corridinhas e pulinhos, marcas pessoais de suas campanhas. O médico Antônio Mangabeira, que encara sua terceira eleição, tendo perdido em 2016 na disputa pela prefeitura e conquistado a primeira suplência a Câmara Federal em 2018, caso amargue uma nova derrota, dificilmente dará as caras em uma futura eleição.

Por outro lado, novos e outros nomes vão aflorar como futuras lideranças, independentemente do resultado final. Entre esses nomes, figuram o ex-deputado estadual Augusto Castro (PSD), os vereadores Enderson Guinho (Cidadania) e Charliane Sousa (MDB) e o militar e médico Dr. Isaac Nery (Avante). Há também a possibilidade de surgimento de um ou dois nomes dos 534 que buscam uma vaga na Câmara Municipal como nova liderança política.

Dentre os candidatos majoritários da disputa atual, Castro é o mais experiente, com 50 anos e dois mandatos de deputado estadual, mesmo não saindo vencedor, ainda terá gás para enfrentar novas disputas. Caso venha a ganhar a peleja de 2020, emergirá como nova liderança regional.

O companheiro de chapa de Augusto Castro nessa eleição, o jovem vereador Enderson Guinho, com sua forte penetração junto à juventude e dentro de alguns segmentos da Igreja Católica, tem muito campo a conquistar e se tornará um forte nome na política itabunense. A vereadora e única mulher na Câmara Municipal e na disputa de 2020, Charliane Souza, que tinha uma reeleição a Câmara dada como certa, mesmo perdendo a atual disputa, deixará sua marca e será nome certo na disputa por uma vaga à Assembleia Legislativa da Bahia, em 2022.

O médico e verdadeiro neófito Isaac Nery, já que disputa a sua primeira eleição, caso não consiga vencer a peleja de novembro, se tiver um discurso coerente e a depender do desempenho do futuro gestor, poderá colocar seu nome num processo eleitoral futuro. Como ainda há muita água e baronesas para passar por baixo das pontes que ligam os dois lados da cidade, façamos as apostas e aguardemos a abertura das urnas no próximo dia 15, que dirá quem continuará em campo para as próximas disputas e quem, em definitivo, irá “pendurar as chuteiras”.

Cláudio Rodrigues é consultor na área de comunicação e marketing.

SUL DA BAHIA PROMOVE FESTIVAL LITERÁRIO COM PROGRAMAÇÃO ONLINE

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Começa no próximo dia 24 o Festival Literário Sul-Bahia (Flisba), com o tema Primavera Literária e totalmente online. O evento, que se propõe a ser um espaço de intercâmbio para a promoção da literatura e dos processos criativos dos escritores regionais do sul da Bahia, é uma ação cultural que busca a difusão das artes literárias a partir de uma homenagem a Clarisse Lispector e João Cabral de Melo Neto pelo centenários de nascimento, além de resgate das obras Jorge Amado e Adonias Filho, pilares da literatura cacaueira.

“O Flisba busca vistas a estimular a leitura, difundir os escritores regionais, desenvolver a aproximação dos agentes culturais do campo da literatura e promover atividades que exercitem reflexões sobre a cultura, questões ambientais, questões ligadas à à diversidade de gênero, uso das redes sociais e tecnologias”, afirma Efson Lima.

As mesas literárias vão ocorrer pelas tardes e noites. A transmissão das mesas do evento será pelo Youtube, que será retransmitida para o Facebook. Já as Oficinas Literárias vão ocorrer no turno da manhã pela plataforma Zoom e terão suas inscrições realizadas de forma antecipada pelo Sympla com datas a serem divulgadas nas redes sociais do evento.

As pessoas que vão acompanhar as mesas online e possuem interesse em receber certificação poderão fazer a inscrição pela plataforma Sympla pelo link https://www.sympla.com.br/festival-literario-sul-bahia—-flisba__969831

O Festival Literário Sul-Bahia terá um Slam, Slam Sul Bahia, que também vai receber inscrições. O Edital e o link para as inscrições podem ser conferidos na página https://www.sympla.com.br/slam-sul-bahia—flisba__969859. Os vencedores vão receber brindes. As inscrições são gratuitas. Os participantes serão certificados pela participação no Slam.

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MAIS VISITANTES NO SUL E EXTREMO-SUL: 14 NOVOS VOOS DE SALVADOR PARA ILHÉUS E PORTO SEGURO

Voos entre terminais da Bahia e São Paulo e Rio de Janeiro deverão ser suspensos
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A partir deste mês de março, a Bahia deve receber 62 novos voos semanais. São 37 da Gol; 12, da VoePass Linhas Aéreas (antiga Passaredo); sete, da Latam; e seis da Azul.  A partir do dia 18, a Gol aumentará sua atuação regional no Salvador Bahia Airport.

Além de incorporar destinos atualmente operados pela VoePass (Barreiras, Petrolina e Vitória da Conquista), serão inaugurados novos voos entre a capital e Maceió, Aracaju, Porto Seguro e Ilhéus. De Salvador para Ilhéus serão sete frequências semanais; sete também para Porto Seguro; cinco a mais para Petrolina; seis para Aracaju; e 12 para Maceió.

A Latam também está ampliando o volume de voos no estado, com o aumento de quatro para 18 voos semanais na rota Porto Seguro-São Paulo (Congonhas) a partir de 29 de março, passando a operação a ser diária entre os destinos. Atualmente, a Latam já opera cerca de 450 voos semanais na Bahia, além dos internacionais, como o Salvador-Miami e Salvador-Buenos Aires.

“O investimento reflete a atenção permanente da Latam com as oportunidades na Bahia, onde a companhia mantém contrapartidas em acordo para a redução do ICMS sobre o combustível de aviação”, afirma a diretora de Relações Institucionais e Regulatório da companhia, Gislaine Rossetti.

Também a partir deste mês a VoePass vai interligar Teixeira de Freitas , no extremo-sul da Bahia, a Salvador e a São Paulo (Congonhas), ambas as rotas com seis frequências semanais.  Já a partir de abril, a novidade será a rota Salvador-Aracaju operada pela Azul, com seis frequências semanais.

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JORGE AMADO: UM ETERNO IMORTAL PARA ALÉM DE SUL-BAIANO

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Efson Lima || efsonlima@gmail.com

 

 

 

O escritor pertence ao mundo. É símbolo de nossa terra, nascido em Ferradas, em Itabuna, não só se imortalizou, mas imortalizou-nos na literatura universal.

 

O nosso autor sul-baiano mais destacado da literatura nacional completou 107 anos em 10 de agosto de 2019. Imortalizado na Academia de Letras de Ilhéus, Academia de Letras da Bahia e Academia Brasileira de Letras permanece vivo. Certamente continuará povoando nossas cabeças, nosso imaginário e seduzindo milhares de pessoas para a literatura, assim como eu fui atraído por Capitães da Areia e Gabriela, Cravo e Canela, entre outros clássicos. Em Ilhéus. Somou-se a Abel Pereira e a Nelson Schaun, Wilde Oliveira Lima e Plínio de Almeida, os quatro últimos membros da Comissão de Iniciativa, para fundar a Academia de Letras de Ilhéus, em 1959, que vivencia o ano diamante.

Na Academia de Letras de Ilhéus pertenceu a cadeira de n° 13, cujo patrono, Castro Alves, o influenciou na produção de suas obras. Por sinal, neste ano, a Literária Internacional do Pelourinho homenageou o poeta abolicionista, cuja FliPelô, organizada pela Fundação Jorge Amado, presta homenagem ao escritor das terras do cacau, terras essas que conferem identidade à Nação Grapiúna e ao seu povo. A cadeira de n° 13 acolheu sua esposa, Zélia Gattai, e, agora, acolhe nosso escritor Pawlo Cidade, que tem prestado significativos serviços ao campo da gestão cultural no Estado da Bahia, assim como tem construído significativamente uma vasta obra literária, cuja preocupação ambiental aparece em seus livros. Tema que se tornou hodiernamente tão emblemático, especialmente com a atual gestão federal no país, que parece não ter preocupação com as gerações do presente e muito menos com as futuras.

Na Academia Brasileira de Letras, foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira n° 23, que tem como patrono José de Alencar e por primeiro ocupante, Machado de Assis. Jorge Amado, um crítico das academias, na fase adulta, reverá seus posicionamentos, como assinalou em seu discurso de posse na ABL: “Chego à vossa ilustre companhia com a tranquila satisfação de ter sido intransigente adversário dessa instituição, naquela fase da vida, um que devemos ser, necessária e obrigatoriamente, contra o assentado e o definitivo, quando a nossa ânsia de construir encontra sua melhor aplicação na tentativa de liquidar, sem dó nem piedade, o que as gerações anteriores conceberam e construíram.” O tempo é senhor de nossas razões. E como é!

No início deste texto, disse “nosso autor”, só mesmo para ressaltar a origem. O escritor pertence ao mundo. É símbolo de nossa terra, nascido em Ferradas, em Itabuna, não só se imortalizou, mas imortalizou-nos na literatura universal. As suas obras de cunho regionalista conseguiram ter sentido no Chile, na França, em Portugal, na Itália, na antiga URSS. Conseguiu-nos orgulhar. Jorge Amado, que recebeu diversas críticas, marginalizado pela crítica do sul, continua vivo em nossas memórias e provocando críticas de diversos movimentos. Sempre que posso, pergunto-me: será que o escritor deve agradar ao seu leitor? Eu, como sou aprendiz, ainda não consigo ter clareza, mas o tempo será senhor das futuras razões.

Efson Lima é doutor em Direito pela UFBA, coordenador-geral da Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Faculdade 2 de Julho, das terras de Itapé (BA) e eterno ilheense adotivo.

QUE O SOL SEMPRE BRILHE NO TURISMO DE ILHÉUS

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Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

 

 

A Atil sempre foi forte, embora a individualidade tenha sido frequentemente seu calcanhar de Aquiles. A Atil de hoje não pode mais depender do poder público para participar dos grandes eventos turísticos, economizando migalhas como se não fosse investimento.

 

Fiquei bastante surpreso com a recepção dos segmentos do trade turístico de Ilhéus em relação à posse da nova diretoria da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), entidade com 30 anos de praia. Há bem pouco tempo ninguém ouvia falar nada sobre a Atil, nada de bem ou mal, simplesmente era ignorada, inclusive pelos seus quadros, em dia com as obrigações sociais ou não.

Numa município do porte de Ilhéus, que reúne todas as condições para bombar no turismo nacional, pouco se sobressai, atraindo apenas uma parcela ínfima dos que viajam em busca de descanso, lazer, conhecimento. Muitos do que aportam no aeroporto Jorge Amado embarcam em vans e se dirigem a outros destinos bem próximos, como Itacaré, Maraú (Barra Grande) ou Una (Comandatuba).

Esses mesmos turistas utilizam alguns equipamentos de Ilhéus, a exemplo do porto ou aeroporto, mas voltam para casa sem conhecer os atrativos de Ilhéus, incluindo as belezas naturais, seu casario colonial e da civilização do cacau, suas variadas praias, e a zona rural. Perdem eles [os turistas] por não conhecerem os atrativos, e mais, ainda, o segmento turístico de Ilhéus, essa grande oportunidade de negócio.

Se acaso fossem convidados para virem a Ilhéus, poderiam conhecer pessoalmente, ao vivo, o que leram e imaginaram nas histórias contadas por Jorge Amado, quem sabe beber um chope e comer um quibe no Vesúvio, experimentar a boa cachaça do Rio de Engenho, uma boa dose de Cauchaça, destilada do mais puro mel de cacau, conhecer as fábricas de chocolate artesanal e experimentar o verdadeiro e puro chocolate…

Se por acaso é aficionado por ecologia, pode e deve visitar a Mata Atlântica preservada por obra e graça das roças de cacau, conhecer o pé e o fruto do cacaueiro e todo o processo de transformação em chocolate e demais subprodutos. Tomar banho em cachoeiras, conhecer as famosas ilhas flutuantes, comer uma moqueca e depois se espreguiçar contemplando a deslumbrante natureza…

É pouco, tem mais: a cidade de Ilhéus foi localizada num dos pontos mais belos da costa baiana banhada pelo oceano Atlântico e rios, estes navegáveis em pequenas embarcações, próprias para se aventurar mata a dentro, visitar os manguezais. Pode, ainda, se maravilhar com o casario da época da colonização do Brasil e a linda arquitetura importada pelos coronéis do cacau, entre elas o majestoso convento da Piedade.

Quem sabe a nova direção da Atil poderá contemplar nativos e turistas estimulando o poder público com as melhorias no belvedere da Conquista, de onde se vislumbra, de uma só vez, a baia do Pontal, a praia da Soares Lopes e grande parte da cidade… Garanto que a Ilhéus dos tempos atuais é bem melhor para se visitar do que a Ilhéus das novelas, excelente para sonharmos com nossa história.

Presente à posse, o prefeito Mário Alexandre promete parceria em projetos e ações, aliás iniciadas antes mesmo da eleição e posse, com a finalidade de consolidar a Estrada do Chocolate, que liga Ilhéus a Uruçuca. No roteiro, indústrias moageiras de cacau, fazendas com fábrica de chocolate gourmet, o acervo histórico e arquitetônico construídos pelos “coronéis do cacau”, o Rio do Braço, Banco do Pedro, onde está localizada a Biofábrica do Cacau.

Que novas parcerias sejam firmadas com o interesse precípuo do desenvolvimento turístico de Ilhéus, apoiado nas experiências do passado, para que não se repitam os erros calcados no individualismo e pompas dos cargos. Mais do que nunca, compartilhar as ideias com a sociedade e construir projetos de interesse econômico e social, aglutinando forças positivas.

A Atil sempre foi forte, embora a individualidade tenha sido frequentemente seu calcanhar de Aquiles. A Atil de hoje não pode mais depender do poder público para participar dos grandes eventos turísticos, economizando migalhas como se não fosse investimento. É preciso se conscientizar do seu tamanho e seu poder, ser uma instituição determinada a promover seu próprio negócio, uma atividade sublime, a de tratar bem as pessoas.

O turismo é bem mais que uma atividade econômica. Acredito que seja um estado de espírito pelo qual ainda se tem a felicidade de ser remunerado. Se ficamos felizes por receber um parente ou um grande amigo em nossa casa, desfrutamos de sua agradável companhia, dos momentos de lazer e dos bate-papos e ainda ficamos com saudade quando eles nos deixam para voltarem às suas casas.

Se nessa condição ficamos agradecidos, imaginem se ainda tivermos as vantagens econômicas dessa relação? Uniremos o útil ao agradável: Hospedamos pessoas até então desconhecidas, recebemos um determinado pagamento pelo serviço prestado, e ainda ganhamos amigos. Serão essas pessoas que manterão nossos negócios por anos a fio, seja voltando para nos visitar ou nos indicando a amigos.

Não precisamos procurar chifre em cabeça de cavalo para verificar como qualquer negócio funciona, inclusive o turismo. Como temos que nos reinventar com frequência para enfrentar a concorrência e a dificuldade do mercado, temos que continuar tratando bem os nossos clientes e buscar os melhores técnicos da área para nos orientar no algo mais que poderemos oferecer.

Essa regra vale para Ilhéus, Rio de Janeiro, Porto Seguro, Paris, Canavieiras, Havaí ou o mais recôndito lugarejo escondido no meio das matas, na caatinga, numa praia sem acesso ou numa rua qualquer da cidade. Ilhéus somente será o point quando o negócio de cada um contribuir para tanto. Se cada um criar um diferencial no padrão de atendimento dos seus clientes, todos serão bem-sucedidos.

O que acontece com o turismo de Ilhéus é um filme já visto frequentemente com a cultura do cacau, que fracassou com a introdução da vassoura de bruxa num momento em que as plantas se ressentiam de uma seca impiedosa e da falta de atenção dos cacauicultores. Com sangue novo, tal e qual a fênix ressurgiu das cinzas e hoje deixou de ser uma simples commodities para se apresentar como um produto de excelência, com indicação geográfica.

À Atil cabe aproveitar as boas ideias, mesmo que velhas, incorporando às novas, desde que boas.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

ILHÉUS – CIDADE LITERÁRIA

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Efson Lima || efsonlima@gmail.com

Ilhéus deve perseguir o título de Cidade Literária da Unesco. Ainda não há cidade brasileira na área de literatura. Assim como Florianópolis foi a primeira cidade brasileira a conquistar seu espaço na rede Unesco de Cidades Criativas pela área de gastronomia, em 2014, a Princesa do Sul merece que seu povo se reúna e a confirme como CIDADE LITERÁRIA.

A cidade de São Jorge de Ilhéus é conhecida internacionalmente pelas belezas naturais e pela História, mas não somente essas características demarcam a cidade. A Princesa do Sul chama a nossa atenção, a dos visitantes e de diversos interessados também pela literatura. Não nos resta dúvida que o campo literário é construtor do imaginário da cidade de Ilhéus. Vários são os espaços físicos, as ruas e os alimentos que nos tocam pela literatura. A literatura oriunda das terras de Ilhéus até pode ser considerada de cunho regionalista, mas foi universalizada e alcança o mundo.

Aproveito, com a devida vênia, para sensibilizar alguns, que Ilhéus pode aproveitar a qualidade de cidade literária para fazer parte do projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) batizado de Rede de Cidades Criativas. Salvador integra no campo da música. Ilhéus pode fazer parte do clube pela via da literatura. Certamente fará bem à Princesa do Sul e à literatura regional. Certa vez, o escritor Adonias Filho perguntado sobre o que Ilhéus produzia, além de cacau. Ele respondeu: escritores.

A Rede de Cidades Criativas foi criada pela Unesco em 2004, cujo objetivo é promover a cooperação com e entre as cidades que identificaram a criatividade como um fator estratégico para o desenvolvimento urbano sustentável. A rede também está comprometida com o desenvolvimento da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030 e estão entre seus objetivos o estímulo e o reforço às iniciativas lideradas pelas cidades-membros para tornar a criatividade um componente essencial do desenvolvimento urbano por meio de parcerias entre os setores público e privado e a sociedade civil.

É transformador para os apaixonados por livros caminhar por cenários de obras e lugares onde viveram escritores. Pode se vislumbrar uma experiência romântica, alvissareira, transformadora ou até mesmo alfabetizadora… os sentimentos são os mais diferentes. Afinal, a literatura nos leva a diferentes lugares, deixa-nos curiosos para conhecer e Ilhéus desperta esse fascínio internacionalmente.

A literatura pode ser instrumento de emancipação. Lembro até hoje da minha primeira obra lida – Capitães da Areia, de Jorge Amado. Como não agradecer à professora Ana Maria, do IME. Nunca mais fui o mesmo. Obrigado!

Para uma cidade ser considerada literária, a Unesco impõe algumas exigências: que ocorram eventos literários, como festivais, a existência de bibliotecas, livrarias e centros culturais, públicos ou privados e que tenham por fim último a promoção da literatura.

A cidade de Ilhéus é também uma urbis literária pelos aspectos tão comuns ao campo literário. A cidade pertence a grandes escritores, como Jorge Amado, Adonias Filho, Sosígenes Costa, Hélio Pólvora. A cidade foi parar nos livros e se transformou em cenário e enredo. É a cidade também dos hai-kais de Abel Pereira. É a terra de coração do historiador Arléo Barbosa, personagem vivo e encantador, com seu best-seller regional Notícia Histórica de Ilhéus.

A cidade também é celeiro de jovens escritores como Fabrício Brandão, Gustavo Cunha, Marcus Vinicius Rodrigues, Carlos Roberto Santos Araujo, Geraldo Lavigne, do paulista Gustavo Felicíssimo, às vezes, alguns deles com origem extra Ilhéus, mas que burilam os textos a partir deste lugar. A cidade também é lugar privilegiado para a literatura popular. Aqui merecem registros os cordéis da Mestra Janete Lainha e a sua xilogravura que tanto abrilhanta o mundo da literatura e nos insere neste lugar de destaque.

A cidade é palco do Festival Literário de Ilhéus (FLIOS), que alcança a quarta edição em 2019. Vida longa! É lugar da Mostra Jorge Amado de Arte & Cultura. Esses eventos demarcam o lugar da literatura. A cidade é cenário para diversas obras literárias. É cidade de novela – isto soma e enriquece o aspecto literário.

A cidade possui a Academia de Letras de Ilhéus, que completa 60 anos em março de 2019, cujo lema de “Servir à pátria cultuando as letras”, e não deixa dúvida da qualidade destes abnegados que insistem e nos alimentam com a chama literária (André, Rosas, Pawlo Cidade, Maria Schaun, Maria Luiza Heine, Ruy Póvoas e tantos outros, que injustamente vou deixando de citar). Este é locus importante para a formação e promoção da cultura regional. A UESC pode contribuir para o projeto. Em seu seio está a Editus, que muito tem contribuído para as obras de escritores regionais. A própria Universidade tem desenvolvido seminários e inserido os estudos da literatura regional em seus cursos.

Não obstante, o Programa Estratégico da Cultura – Cultura 500, da Secretaria de Cultura de Ilhéus, traça um cenário para a cidade nos próximos 15 anos e lança as estratégias para Ilhéus chegar aos seus 500 anos, sendo um município referência na área da Cultura, portanto, Ilhéus, Cidade Literária é um caminho.

Por tudo isto, Ilhéus deve perseguir o título de Cidade Literária da Unesco. Ainda não há cidade brasileira na área de literatura. Assim como Florianópolis foi a primeira cidade brasileira a conquistar seu espaço na rede Unesco de Cidades Criativas pela área de gastronomia, em 2014, a Princesa do Sul merece que seu povo se reúna e a confirme como CIDADE LITERÁRIA. De fato, ela já é. Mais que um título, é a confirmação de sua contribuição para a literatura e mais uma porta para a consolidação do turismo e da cultura local. A literatura, a História de Ilhéus com suas estórias e as belezas naturais da Terra de São Jorge encantam a todos.

Efson Lima é advogado, coordenador-geral da Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Faculdade 2 de Julho, coordena o Laboratório de Empreendedorismo, Criatividade e Inovação. Organizador do Projeto Conviver – atividade responsável pela produção de livros/UFBA, além de ser doutorando, mestre e bacharel em Direito pela UFBA.

UFSB ABRE 60 VAGAS EM CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PEDAGOGIAS DAS ARTES

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Ufsb oferece vagas em curso de especialização

A Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsb) está com inscrições abertas para processo seletivo para ingresso em turmas de pós-graduação em Pedagogias das Artes: linguagens artísticas e ação cultural (EPArtes). São oferecidas 60 vagas para o sul e extremo-sul da Bahia.Acesse aqui o edital.

De acordo com o edital, são 30 para o campus Jorge Amado, em Itabuna, no sul da Bahia, outras 30 em Porto Seguro, no extremo-sul do estado. O processo seletivo será composto de exercício escrito (classificatório, com peso 1) e entrevista (classificatória, com peso 2). A inscrição é gratuita e pode ser feita aqui.

O curso tem duração mínima de 12 meses, com aulas aos sábados (períodos matutino e vespertino), no campus Sosígenes Costa (CSC) ; e no campus Jorge Amado (CJA), às sextas-feiras (período noturno) e aos sábados (período matutino e vespertino), ao longo de 2019.

A EPArtes é direcionada à formação continuada de portadores de diploma de ensino superior em qualquer área que atuem como professores, ativistas culturais, egressos das licenciaturas e bacharelados da Ufsb, educadores de espaços não-formais, mediadores, produtores culturais, além dos graduados interessados nas relações entre ensino de artes e ação cultural no sul e extremo sul da Bahia.

PIMENTA DO DIA – A PERERECA DE JORGE

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Tieta (aquela que não era mulher, mas sim “uma plantação inteirinha de xibiu”), Dona Flor, Gabriela, Jacutinga e e suas gostosíssimas quengas… Ora, nós só podemos dar justíssimos parabéns aos ilustres pesquisadores da Uesc por essa mais que apropriada homenagem. Viva a obra amadiana!

Do leitor “Juca Bala” em comentário ao post sobre a homenagem de pesquisadores da Uesc a Jorge Amado, que empresta o sobrenome à nova espécie de perereca descoberta no sul da Bahia, a Phyllodytes amadoi.

JORGE, ITABUNA E ILHÉUS: INDIFERENÇA E AMOR

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Do Blog do Thame

Se vivo fosse, Jorge Amado completaria 105 anos. Um dos mais importantes escritores brasileiros, conhecido em todo o mundo, Jorge Amado deu à chamada Civilização Cacaueira uma dimensão planetária, em obras imortais como Cacau, Terras do Sem Fim, Tocaia Grande e, principalmente, Gabriela Cravo e Canela, todas ambientadas no Sul da Bahia.

Nascido na Vila de Ferradas, na então recém emancipada Itabuna, Jorge passou parte da infância e juventude em Ilhéus, cidade em que inspirou grande parte de sua obra e onde escreveu o primeiro romance, O País do Carnaval.

Enquanto a relação dos ilheenses com o escritor é de admiração, reconhecimento e afeto, os itabunenses o tratam com olímpica indiferença.

Jorge Amado sempre se definiu como ilheense ou, no máximo, um grapiúna. Só ao completar 80 anos disse enfaticamente, num programa especial da TV Cabrália, que nasceu em Itabuna. De Ferradas, escreveu Navegação de Cabotagem, livro de memórias, que nascera “no cu do mundo”.

Óbvio que se tratava de uma brincadeira, mas os orgulhosos ferradenses receberam a blague como ofensa. E jamais o perdoaram, tanto que um busto colocado na praça principal foi retirada durante a noite e sumiu e uma estátua colocada na entrada no bairro foi alvo de vandalismo e, depois de restaurada, abrigada em segurança no campus da Universidade Federal do Sul da Bahia.

Casas de Jorge: Ponto turístico em Ilhéus; portas fechadas em Itabuna.

Casas de Jorge: Ponto turístico em Ilhéus; portas fechadas em Itabuna.

Na celebração dos 105 anos de Jorge, os contrastes que explicam a relação. A casa em que o escritor nasceu é um projeto inacabado de memorial e passa a maior parte do tempo fechada. Já a casa em que o escritor morou em Ilhéus é atração turística, com direito a uma estátua, foto obrigatória para pessoas de todas as partes do Brasil e do Exterior.

Indiferença em Itabuna, amor em Ilhéus.

Não importa. Nosso Menino Grapiúna é imortal.

Salve Jorge!!!

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EM VÍDEO, JOSÉ DELMO LEMBRA OS 105 ANOS DE JORGE AMADO

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Dos principais nomes da arte grapiúna, José Delmo recitou, em vídeo, poema para lembrar os 105 anos de nascimento do maior escritor baiano de todos os tempos, o também grapiúna Jorge Amado, que veio ao mundo em 10 de agosto de 1912, na Vila de Ferradas, em Itabuna. Pausa (e palmas!!!) para Zé, homenagem para Jorge!

Salve Zé! Salve Jorge! Eternamente amados!

O vídeo foi enviado ao PIMENTA pelo inquieto Gerson Marques.

FÃS ILHEENSES DE JORGE & MATEUS DESCONHECEM JORGE AMADO

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Jorge, o cantor, ficou decepcionado com o desinteresse de seus fãs ilheenses por Jorge, o escritor

Jorge, o cantor, ficou decepcionado com o desinteresse de seus fãs ilheenses por Jorge, o escritor

Ainda não é possível concluir que o escritor Jorge Amado seja um ilustre desconhecido em sua própria terra, mas o teste realizado ontem por outro Jorge – da dupla Jorge & Mateus – demonstrou que pelo menos os seus fãs ignoram a obra do autor nativo, traduzido em mais de 70 idiomas.

Os sertanejos se apresentaram ontem à noite em Ilhéus e o homônimo do escritor perguntou inicialmente quem ali era natural da cidade. Muitos levantaram as mãos. Depois, indagou quem havia lido Jorge Amado e somente uns gatos pingados responderam positivamente.

Diante disso, o cantor disse que daria um livro aos ilheenses: “Capitães da Areia, vocês vão gostar”.

Jorge Amado não seria a primeira celebridade a não ter reconhecimento em sua sua própria casa, mas a esperança é de que a parcela dos ilheenses que deixou de prestigiar Jorge e Mateus esteja mais afinada com a literatura nacional. Se nem isso, aí lascou!

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