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3 de março de 2021 | 09:30 am

ANTÔNIO, RUY E COLÓ

Tempo de leitura: 2 minutos

Depois de falar, parava para escutar e, a depender do que ouvia nos resmungos de Ruy, passava a xingá-lo com todos os impropérios que conhecia.

José Nazal

Em Ilhéus há duas antigas praças, muito próximas. Ambas ficam na avenida beira-mar, onde tudo acontece, denominada de Soares Lopes. As praças são dedicadas a dois ilustres baianos: o poeta Castro Alves e o jurista Ruy Barbosa.

Um velho frequentador das praças, o bancário Coló, apreciador de uma boa pinga e fumante inveterado, era apaixonado pelo “Poeta dos Escravos” e adversário ferrenho do “Águia de Haia”. Coló, no auge dos seus ‘’porres”, era o mensageiro que levava e trazia os recados entre os bustos dos ilustres homenageados. Na maioria das vezes, recados desaforados.

Coló morava próximo da praça de Antônio, nome pelo qual ele se dirigia ao ídolo e amigo íntimo, o poeta baiano Antônio Frederico Castro Alves. Diante do busto, bradava em alto e bom som: “Antônio, vim lhe dizer que o tal do Ruy desafiou você. Disse-me hoje que encontrou erros de português em seus versos! Vim aqui te dizer isso e pedir permissão para voltar lá e dizer uns desaforos a ele. Tá pensando o quê, o tal jurista? Que é mais importante que você? Vou lá e volto já”.

Partia então Coló, calmamente e num equilíbrio perfeito (com a solenidade que apenas os bêbados têm), para a praça de Ruy. Chegando, desancava o jurista com o recado que trazia a resposta de Castro Alves. Depois de falar, parava para escutar e, a depender do que ouvia nos resmungos de Ruy, passava a xingá-lo com todos os impropérios que conhecia.

Assisti a essas cenas diversas vezes. Quem não viu tem o direito de não acreditar.

José Nazal é fotógrafo, memorialista e foi vice-prefeito de Ilhéus (2017-2020).

NAZAL FAZ HOMENAGEM A LUIS ROBERTO “BOCA”, QUE MORREU ONTEM EM ILHÉUS

Vítima de AVC, Luis Roberto completaria 80 anos na próxima quinta-feira (4)
Tempo de leitura: 3 minutos

O ex-jogador de futebol Luis Roberto de Oliveira, conhecido como “Boca”, faleceu ontem (27), em Ilhéus, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Ele jogou profissionalmente nas décadas de 1950 e 1960. Atuou no Fluminense (RJ) e Colo-Colo de Ilhéus, entre outros clubes.

Em fevereiro de 1966, quando jogava na ponta esquerda do Grêmio de Maringá, fez um gol em Lev Yashin, goleiro lendário da antiga União Soviética, que visitou o time paranaense para jogo amistoso. Nessa quinta-feira (28), o ex-vice-prefeito José Nazal (REDE) publicou relato sobre uma cena protagonizada por Boca, que completaria 80 anos no próximo dia 4. Leia.

 

Lá “pras folhas tantas”, começaram a cantar um sambinha animado e, entusiasmado, eis que se alevanta Dêlibri, iniciando um samba no pé ao lado da mesa de pista onde estava. Queria apenas curtir, dançar como ele gostava.

José Nazal || nazalsoub@gmail.com

Triste com a notícia do passamento de Luis Roberto de Oliveira, Boquinha, Boca Boca, Dêlibri – dentre tantas maneiras como era conhecido. Eu me lembrei de um famoso episódio ocorrido em uma festa no Clube Social de Ilhéus. Quem estava presente deve recordar; quem não estava, passa a saber o que ocorreu.

Final dos anos 70, a dupla Antonio Carlos e Jocafi fazia enorme sucesso nas paradas musicais, com agenda concorrida para apresentação em shows por todo o Brasil, inclusive aqui em Ilhéus, terra já famosa e conhecida como a “terra do cacau”, onde havia riqueza e fartura.

Numa festa no Clube Social de Ilhéus, a dupla veio se apresentar. O salão cheio, as mesas todas vendidas para a festa dançante, com uma orquestra de baile. No meio da noite, a apresentação da famosa dupla.

Quando o relógio bateu 1 hora da manhã, a orquestra parou e foi anunciado o show, com todos os presentes sentados para assistir. Com banda própria, os dois cantores foram alegrando os presentes com seus hits mais famosos. Lá “pras folhas tantas”, começaram a cantar um sambinha animado e, entusiasmado, eis que se alevanta Dêlibri, iniciando um samba no pé ao lado da mesa de pista onde estava. Queria apenas curtir, dançar como ele gostava.

Percebendo que os olhares dos presentes estavam mais voltados para a mesa de Boca Boca do que para o palco, Jocafi, incomodado com o fato (mesmo tentando não demonstrar), parou o show e disse educadamente: “peço ao batera para ir aumentando o ritmo, para o amigo fazer o show dele e depois continuamos o nosso”. O baterista foi aumentando o ritmo e então Boca foi no embalo, gesticulando com as mãos, pedindo mais (imaginem a cena porque com palavras não consigo descrever a velocidade). Ao ver que o baterista não conseguia derrubar Boquinha, Jocafi se rendeu e disse: “companheiro, se quiser, suba para dançar no palco ou então dance aí mesmo. Você é fera no samba no pé”.

Muita gente ainda deve se lembrar dessa maravilhosa cena no Clube Social.

Essa é minha singela e sincera homenagem ao amigo Luis Roberto. Afirmo, sem a habitual complacência post mortem: das pessoas que conheci, ele foi uma daquelas que mais viveram e encararam a vida, em seus altos e baixos, com simplicidade, resiliência e alegria de viver.

José Nazal é fotógrafo, memorialista e autor do livro Minha Ilhéus (Via Litterarum); foi vice-prefeito de Ilhéus entre 2017 e 2020.

HÁ INTELIGÊNCIA NO PLANETA CACAU – FALTA DISSEMINAR

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Atuando hoje nas mais diversas áreas do conhecimento, a Uesc volta seu foco de ação para os municípios regionais, notadamente para o enfrentamento à pandemia da Covid-19, incluindo aí os planos de abertura econômica, que pode ser – ou não – referendado pelos prefeitos.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Na noite desta quarta-feira (9) tive a grata satisfação de assistir a uma live organizada pelo Laboratório de Ensino de História e Geografia (Lahige) da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Em pauta, os Impactos nas Cidades e na Economia no Contexto da Pandemia da Covid-19, debatidos pelo Magnífico Reitor Alessandro Fernandes e o vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal.

Finalmente, tivemos a felicidade de constatar que há inteligência no planeta cacau, embora a prática e a execução nem sempre chegue ao destinatário, o cidadão, que paga a conta e não recebe os benefícios. Desta vez, espero que mudem-se os comportamentos e a Uesc possa interagir com a sociedade, como reclamava o ex-professor de Economia José Adervan de Oliveira, desde os tempos de cuspe e giz.

Em duas horas e meia, o reitor Alessandro Fernandes discorreu sobre como fazer ciência na academia e repassar esses conhecimentos às instituições políticas para a aplicação nas diversas cidades da região. Sei que não é fácil esse intercâmbio, haja vista os interesses díspares entre a academia e a política. Se hoje a Uesc faz tudo para sair do Salobrinho, a realidade entre os políticos se volta para o carcomido modelo do clientelismo.

Dentre os políticos do planeta cacau destaco – sem medo de cometer qualquer pecado ou injustiça – o vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, como o único que caminha com desenvoltura por entre as instituições, sempre em busca do conhecimento para aplicar em sua cidade. Não existe em qualquer cidade do sul e extremo-sul da Bahia alguém que estude Ilhéus e região e tenha os conhecimentos acumulados como ele.

Se sobram conhecimentos a Nazal, falta-lhe a caneta, como frisou durante a live, fornecendo dados contundentes, a exemplo dos arquivos digitais de aerofotogrametria do município de Ilhéus, guardados sem que prefeitos demonstrem o menor interesse sobre eles, essenciais para organizar a cidade, prospectar investimentos. É o mesmo que comprar livros de capas duras e coloridas, guardá-los numa vistosa biblioteca, não lê-los, como se ganhasse conhecimento pelos simples olhar e, quem sabe, a osmose.

A Uesc – mais uma grande criação de José Haroldo Castro Vieira – toma seu lugar no mundo da ciência e passa a administrar parte do acervo e serviços prestados pela Ceplac, igualmente criada por José Haroldo. Esse legado também será dividido com a Embrapa e a UFSB, após a decisão da morte por inanição da maior instituição de pesquisa, ensino e extensão da cacauicultura.

Atuando hoje nas mais diversas áreas do conhecimento, a Uesc volta seu foco de ação para os municípios regionais, notadamente para o enfrentamento à pandemia da Covid-19, incluindo aí os planos de abertura econômica, que pode ser – ou não – referendado pelos prefeitos. Embora as prefeituras sejam as maiores empregadoras em seus municípios, nem sempre contam com pessoal qualificado.

E nesta realidade, a Uesc é um campo fértil para as prefeituras, que por falta de bons projetos, nem sempre conseguem prospectar recursos disponíveis em bancos de desenvolvimento e no governo federal. Outro “calcanhar de Aquiles” das prefeituras é a áreas de compras – licitações –, na qual os servidores municipais poderiam “beber em fonte limpa”, e acabar com dissabores da rejeição de contas – junto com a área contábil –, caso queiram trabalhar com técnica e lisura.

Durante a live, muitas questões sobre a região cacaueira foram levantadas, sendo uma delas a realização de um amplo diagnóstico socioeconômico – nos moldes do realizado no início da década de 1970 –, em parceria com os municípios. Como suscitou Nazal, um trabalho dessa envergadura colocaria a região numa situação privilegiada para colocar o trabalho de baixo de braço – ou mandá-la por meio digital para investidores, se transformando em recursos garantidos para investimentos variados.

A esmagadora maioria dos sul-baianos não tem a menor noção do que representa o Complexo Intermodal do Porto Sul em termos de investimentos, crescimento e, possivelmente, desenvolvimento regional. Bilhões de reais serão investidos neste projeto, e o melhor: em diversas cidades, produzindo riquezas de forma solidária à população por meio da geração de emprego e renda.

Como bem disse Nazal, a qualquer dúvida sobre Ilhéus e região ele sai em busca soluções para os problemas apresentados junto aos produtores de conhecimento, notadamente determinadas áreas dos governos federal, estadual e as universidades (Uesc e UFSB). Esse seria um bom caminho a ser trilhado pelos políticos – parlamentares e gestores municipais –, que preferem o discurso vazio eleitoreiro, daí nosso estado de pobreza.

Por tudo isso e muito mais, rogo ao Magnifico Reitor Alessandro Fernandes e aos professores Humberto Cordeiro e Gilsélia Lemos que colaborem – ainda mais – com a região, disponibilizando no site da Uesc ou outro meio de comunicação as lives produzidas. Por certo, contribuirá para melhorar o nível de informação e de interesse sobre o desenvolvimento regional.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

O NOVO CARTÃO POSTAL DE ILHÉUS

Nova Ponte de Ilhéus em foto de José Nazal
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A nova ponte de Ilhéus tornou-se cartão postal antes mesmo de ser concluída. Agora, a nova ligação entre a região central e a zona sul do município atrai milhares de admiradores e se transformou em espetáculo com a iluminação cênica. O fotógrafo e vice-prefeito José Nazal conseguiu traduzir, numa imagem, todo o frenesi causado pela obra, a primeira ponte estaiada da Bahia, inaugurada no último dia 1º.

PARA AQUELES QUE DERAM SANGUE, SUOR E VIDA

Trabalhadores da obra de construção da nova ponte || Foto José Nazal
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A eles, todo o meu respeito. Se eu pudesse, colocaria uma placa com seus nomes, para que nunca fossem esquecidos. Como não posso, estou trabalhando em um projeto para registrar as fases da construção da ponte, onde será citado o nome de cada uma das pessoas que trabalharam na obra. Deus permita que eu consiga dar conta de fazer.

 

José Nazal

Está quase chegando a hora da ponte ser entregue, depois da visita do governador Rui Costa, seguido da liberação para a abertura. Quero agradecer, em meu nome pessoal e dos meus familiares, ousando também agradecer em nome dos ilheenses e amigos que me seguiram no acompanhamento da obra pelas redes sociais, àqueles que são os verdadeiros heróis que trabalharam na obra, oferecendo cada um o seu saber, sua experiência, seu suor e sangue para que Dona Ponte pudesse se transformar de um projeto no papel na realidade que hoje vemos.

Quase seis centenas de homens e mulheres se dedicaram no trabalho da obra, estando representados nesse grupo que tive a honra de fotografar no dia 02 de dezembro de 2019.

Rendo minha homenagem a todos e todas, mas cito apenas o nome de quatro colaboradores que, mais do que suor e sangue, deram suas vidas no trabalho da obra: CARLOS AUGUSTO DOS SANTOS ALVES, NELSON BISPO DOS SANTOS, JOEL ARAÚJO DE MATOS e ROBSON SENA SAMPAIO.

Eles infelizmente perderam a vida num trágico naufrágio ocorrido no dia 19 de setembro de 2013.

A eles, todo o meu respeito. Se eu pudesse, colocaria uma placa com seus nomes, para que nunca fossem esquecidos. Como não posso, estou trabalhando em um projeto para registrar as fases da construção da ponte, onde será citado o nome de cada uma das pessoas que trabalharam na obra. Deus permita que eu consiga dar conta de fazer.

José Nazal é fotógrafo, memorialista, vice-prefeito de Ilhéus e autor de Minha Ilhéus – Fotografias do Século XX e um pouco de nossa História.

MOVIMENTO COBRA LIBERAÇÃO DA NOVA PONTE DE ILHÉUS, QUE ESTÁ PRONTA HÁ 2 SEMANAS

Ponte está concluída há duas semanas e campanha cobra liberação do trânsito || Foto José Nazal
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Campanhas nas redes sociais pedem ao governador Rui Costa a imediata liberação da nova ponte em Ilhéus. O governador, na semana passada, chegou a anunciar a vinda a Ilhéus para realizar uma visita final e autorizar seu funcionamento. Mas o cancelamento coincidiu com o anúncio de que o prefeito Mário Alexandre teria dado positivo para a Covid-19 e estaria impedido de acompanhar a autoridade estadual durante a visita. O governo, entretanto, afirmou que o cancelamento deve-se à não conclusão de serviços de urbanização do trecho.

Nas redes sociais acaba de surgir a campanha #inauguranazal. José Nazal é o vice-prefeito de Ilhéus e, na condição de ausência do prefeito, poderia acompanhar o governador na empreitada. Vale ressaltar que, com o início da pandemia, o governador Rui Costa anunciou que não iria realizar nenhuma festa para a entrega da obra e que, simplesmente, liberaria o seu funcionamento logo após a conclusão. À época, a medida foi bastante elogiada em Ilhéus. Agora, com o atraso, começaram os protestos pelas redes sociais. Confira mais no Jornal Bahia Online.

ILHÉUS: EM VÍDEO, NAZAL DESTACA EMPENHO DE RUI COSTA PARA ENTREGAR NOVA PONTE

Nazal destaca empenho de Rui para conclusão e entrega da nova ponte
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Nesta quarta-feira (27), o vice-prefeito José Nazal acompanhou a etapa final das obras de construção da nova ponte que ligará o centro e a zona sul de Ilhéus. As obras estão 99% prontas e a ponte poderá ser entregue em até 15 dias.

Do alto do pilar central, que tem 90 metros de altura, o vice-prefeito fez um vídeo em agradecimento ao empenho do governador Rui Costa para o andamento e conclusão das obras. O vídeo foi enviado diretamente para o governador.

O vídeo, disse Nazal, era para que Rui pudesse refrescar o dia com imagem que traz “alento aos que acreditam e acreditaram” na conclusão da nova ponte. Ele também parabenizou aos que trabalharam na obra.

Confira o vídeo enviado por Nazal ao governador e cedido generosamente. O vice-prefeito compõe a comissão de acompanhamento das obras da nova ponte e tornou-se espécie de fotógrafo oficial do projeto. As imagens compõem rico acervo usado pelo governador em suas redes sociais e também pelo Estado.

A NOSSA GERAÇÃO AINDA PODE SE CONSIDERAR FELIZ

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Que nossos governantes aprendam a planejar e modificar a paisagem da cidade, como mostram as fotos, com os requisitos mínimos de habitabilidade e conforto para os que realmente merecem: os que pagam seus impostos.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Quase que diariamente recebo fotos e textos explicativos e comparativos sobre a evolução do município de Ilhéus, algumas vezes de Itabuna. O vasto material – iconográfico, assim podemos chamar – faz parte do acervo de bibliotecas particulares de ilheenses ou instituições baianas traçam um perfeito Raio X de como as aglomerações e cidades eram planejadas, privilegiando a arquitetura, a estética o conforto e a segurança.

Quando comparadas com as atuais, podemos perceber claramente um choque entre o esmero de antes e a pobreza conceitual de agora, causada, quem sabe, pela falta de planejamento do poder público. É certo que tínhamos nossos vergonhosos cortiços, nos variados graus de miséria, sem as mínimas condições de higiene e habitabilidade, que ainda teimam em ficar, embora em menor escala.

Quando recebo esse material enviado pelo fotógrafo e vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, vibro com a história e o pioneirismo do que com muito sacrifício conseguiram implantar nossas cidades, com as construções de acordo com as características dos diferentes locais. Entretanto, não encontro o mesmo entusiasmo ao ver o avanço das aglomerações, que não obedecem qualquer padrão técnico ou paisagístico.

Não consigo compreender os discursos dos políticos, notadamente os ocupantes de mandatos no poder executivo, que torcem loas às administrações [suas, é claro] comemorando o crescimento de tal bairro e tal cidade. Faço esforço em acreditar na honestidade do discurso em desprezar a palavra desenvolvimento, quem sabe por total desconhecimento do que o vocábulo significa.

Analisando essa desconformidade crescente nas aglomerações, hoje chamadas generosamente de comunidade, sinto ter nascido na última geração de gente feliz, mesmo com todas as diferenças sociais da época. Basta lermos ou ouvirmos os “causos” de Jessier Quirino, para confirmarmos nossa felicidade nos bons tempos passados que não voltam mais.

Ilhéus no antes e depois em foto e acervo de José Nazal

Não nos incomodávamos com as pequenas doenças ou surtos que apareciam corriqueiramente em nosso corpo, a exemplo dos piolhos na cabeça, das impinges que apareciam e ficavam à mostra no corpo, chamadas popularmente de “ziquizira”. Era um prato cheio para as gozações no recreio da escola, no jogos de gude ou nos campinhos de futebol. E ninguém morria por isso, no máximo um xingamento da mãe e três tapas trocados.

Como não sabíamos o que significava “bullying”, essa santa ignorância nos livrava de outros males maiores e que necessitavam do auxílio dos profissionais da psicologia, psiquiatria e outros mimos que conhecíamos pelos livros. Também não existia o politicamente correto. Nos contentávamos em sentar para ouvir os programas de rádio do Rio de Janeiro e saímos em carreira para mostrar nosso conhecimento dos grandes clubes de futebol, após ouvirmos atentamente a resenha.

Ninguém se incomodava em ver os programas de televisão na casa de um vizinho, com uma enorme plateia sentada no chão da sala – os privilegiados e os mais apressados – ou olhando pelos ombros dos que se acomodavam na janela. Os chuviscos na tela faziam parte do espetáculo, bem como os mais espertos eram bem-vistos quando se ofereciam para regular a antena lá nas alturas.

Hoje, nossos objetos de desejo passaram a ser os aparelhos celulares no lançamento, que trocamos a cada seis meses, em perfeito estado, por outro ainda em pré-lançamento. Não colocamos nossos pés na lama dos campinhos de futebol, pois estamos jogando nos poderosos notebooks e a qualquer leve mudança de temperatura corremos em busca dos médicos especialistas e suas dezenas de exames.

Saudosismos à parte, prefiro os tempos em que desejávamos uma rua calçada a paralelepípedos mas não pensávamos duas vezes em tirar os sapatos para atravessar um trecho de lama. Não recebíamos merenda na escola e às vezes não trazíamos de casa, mas não dispensávamos o “baba” com uma bola de pano no recreio e chegávamos em casa sãos e salvos.

Nos tempos atuais posso assegurar que muitos de nós teria saudade de doenças como catapora, sarampo e caxumba do que conviver com as gripes virulentas importadas de outros países, que não apenas “fabricam” catarro como antigamente. Não, os vírus são exigentes e levam à morte, principalmente se o coitado já estiver acometida de doenças outras como diabetes, cardiopatias, hipertensão.

Naquela época não existia o Sistema Único de Saúde, o famigerado SUS, que abarrota de dinheiro os sacos sem fundo que se transformaram os governos estaduais e municipais de todo o Brasil. Ainda hoje muitos ainda desconheciam o SUS, destinado a atender de qualquer jeito os mais pobres, e que muitos políticos os conhecem – o SUS e os pobres – apenas por ouvir dizer.

Lembro de um ditado antigo que asseverava: “Pela entrada da cidade eu conheço o prefeito”, numa alusão aos que sabiam cuidar da comunidade, da sua gente. É triste, porém comum, que muitos políticos e servidores públicos sequer conheçam essas comunidades, simplesmente chamadas de invasão e que aparecem com frequência nas fotografias de José Nazal.

Que nossos governantes aprendam a planejar e modificar a paisagem da cidade, como mostram as fotos, com os requisitos mínimos de habitabilidade e conforto para os que realmente merecem: os que pagam seus impostos. Quem sabe a pandemia e o distanciamento social presencial seja uma importante ferramenta para podermos aprender como nos comportar como eleitor. E com o apoio das redes sociais, para a felicidade das novas gerações.

Walmir Rosário é advogado, jornalista e radialista.

NAZAL RECORRE AO MPF PARA EMBARGAR OBRA PARTICULAR NA PRAIA DA SOARES LOPES

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Do Jornal Bahia Online

O vice-prefeito de Ilhéus e ex-secretário municipal do Meio Ambiente, José Nazal, protocolou no final da tarde desta quinta (27) um pedido de embargo imediato, junto ao Ministério Público Federal (MPF), da obra que vem sendo questionada pela sociedade civil e instituições, em plena execução na praia da avenida Soares Lopes.

O mesmo documento será encaminhado nesta sexta-feira (28) para o Ministério Público da Bahia, Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e Câmara de Vereadores, contendo os questionamentos sobre a liberação da área pública, que no seu entendimento é ilegal. O documento contem 15 páginas e traz todos os questionamentos desde os primeiros passos para a liberação de um espaço público privilegiando a iniciativa privada.

No local, uma obra de construção civil foi iniciada silenciosamente, sem alardes tanto por parte de quem constrói quanto por parte do governo municipal. É uma obra de alvenaria, em frente à praça Castro Alves e ao fundo da antiga Central de Turismo do município, ocupando uma das áreas mais privilegiadas (e caras) de Ilhéus.

Obra particular em construção na Soares Lopes gerou revolta na comunidade

O acordo feito entre o governo (ou algum membro dele) e o empresário é o seguinte: a Prefeitura doou a área pública para a instalação de uma loja de produtos gelados de açaí. Em contrapartida, o empresário vai recuperar uma quadra de skate, abandonada na área há muitos anos. Terá também a construção de um parquinho infantil, um QG para a Guarda Municipal e de um quiosque para a comercialização de água mineral e açaí para dar suporte para a turma que joga vôlei, futevôlei, que faz esporte na avenida. O Termo de Permissão de uso terá a validade de 10 anos, caso o projeto seja concretizado.

CÂMARA INVESTIGA

Também nesta sexta (28), as Comissões Temáticas da Câmara vão encaminhar ofício ao prefeito Mário Alexandre, solicitando cópia do processo que resultou na cessão do espaço. O presidente da Câmara solicitou a imediata paralisação da obra até que as justificativas sejam apresentadas.

Confira a íntegra clicando aqui

ILUMINAÇÃO CÊNICA DA NOVA PONTE ENTRA EM FASE DE TESTES; CONFIRA IMAGENS

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Na noite desta quinta-feira (20), técnicos iniciaram os testes da iluminação cênica da primeira ponte estaiada da Bahia, obra que será a nova ligação do Centro com a zona sul de Ilhéus. Os testes foram acompanhados pelo vice-prefeito José Nazal, também fotógrafo, que fez registros de como ficará a ponte à noite. A iluminação cênica dá novo brilho noturno a uma das mais belas baías, a Baía do Pontal. Confira registros feitos na noite de ontem.

DONA PONTE VEM AÍ… FALTA O SISTEMA VIÁRIO URBANO

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Antes que passem a me chamar de insaciável, insatisfeito ou utópico, digo que esse sistema é uma das grandes dívidas que os outros dois entes federativos – Estado e União – devem a Ilhéus.

 

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Há mais de um ano que venho sendo presenteado pelo vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, com fotos bem produzidas sobre o andamento da obra de construção da segunda ponte que ligará o centro de Ilhéus ao bairro do Pontal e ao resto do mundo. Fotógrafo profissional de reconhecida competência, Nazal também brinda os amigos e profissionais da imprensa regional com informações importantes do ponto de vista técnico da obra.

Falar de José Nazal pelo seu amor a Ilhéus é como chover no molhado, mas, a título de informação, não poderia eu deixar de traçar poucas linhas sobre a ponte estaiada – uma novidade na Bahia –, já considerada como um dos mais belos cartões-postais de Ilhéus. A cidade, de reconhecida beleza natural, incorpora uma arte moderna à sua paisagem para contrastar com a beleza arquitetônica do casario construído em épocas distinta da história.

Tive a felicidade de acompanhar os contatos iniciais – desdes as promessas – de construção na nova ponte, primeiro como jornalista, depois como participante da equipe do então prefeito Newton Lima. E, em todas as oportunidades, José Nazal estava na linha de frente, prestando informações históricas e técnicas sobre as possibilidades da implantação desse importantíssimo equipamento para o desenvolvimento da cidade.

De início, destaco a vasta colaboração de Nazal como um marco na área da comunicação, tendo em vista que nenhum veículo de comunicação – rádio, jornal, televisão, blogs ou outros tais – teriam condições para o empreendimento. E explico: nada de novo foi feito por Nazal, que apenas reeditou o chamado setorista dos velhos tempos, acompanhando, pari passu, o andamento, enquanto um veículo faria, apenas, grandes reportagens.

Mesmo fora do governo municipal, José Nazal não se esquivou de continuar colaborando com o governo estadual (dono da obra) e com as empresas construtoras, além de informar, em tempo real, de todos os estágios da obra. Como sempre acontece – principalmente na política – existem os céticos – ou apenas adversários – que dizem não acreditar na execução do projeto, que foi ganhando corpo a cada dia.

Como toda grande obra construída no Brasil, a segunda ponte, ou a dona ponte, como a denomina Nazal, possou por alguns problemas de continuidade, por conta do envolvimento da primeira – a segunda também – com a Operação Lava Jato. Não fosse isso, já estaríamos trafegando por ela há algum tempo, portanto livres dos constantes engarrafamentos na única via de tráfego atual.

Ponte ligando o centro e a zona sul de Ilhéus será a primeira estaiada no estado || Foto Bruno Maciel

Para nós leigos em engenharia, as informações – textos curtos e fotos – fornecidas por Nazal foram bastante enriquecedoras, por não conhecermos os meandros e detalhes da construção de uma ponte estaiada. De forma didática, Nazal passava cada filigrana técnica explicada pelos técnicos responsáveis pela construção, a exemplo da rotineira colocação dos cabos de aço de sustentação.

Em poucos dias teremos a entrega da obra pela empresa construtora e caberá ao governo do estado marcar a data da inauguração da ponte, com a escolha do nome do equipamento, o que poderá render questionamentos mil. De início, vamos ao primeiro questionamento: Qual o critério para a escolha da pessoa que emprestará o nome? Caberá aos cidadãos de Ilhéus a escolha desse nome?

Certo dia, em tom de brincadeira, questionei Nazal se com a nova ponte em operação, além da melhoria substancial do tráfego entre o centro e zona sul, não poderíamos, também, ter mais um problema… E explico: Como a ponte atual é o local preferido pelos manifestantes dos vários setores para realizar os protestos, passariam, também, a atazanar a vida da população realizando-os, concomitantemente, na outra ponte?

Pois é, já antevejo a festa da inauguração – mormente num ano de eleições municipais – com presenças de políticos e autoridades todos os tipos no palanque dos governos estadual e municipal. Melhor do que se apresentarem como pais e mães da criança, prestariam um grande serviço apresentar a execução de um projeto do sistema viário do município, retirando o tráfego do centro da cidade.

São obras de custo módico, tendo em vista as pequenas distâncias entre o bairro do Banco da Vitória e os dois pontos da BA-001 nos sentido Sul – proximidades de Olivença – e Norte – lá pelos lados da Ponta do Ramo. Com isso, grande parte do tráfego, principalmente o pesado, seria desviado do centro da cidade, evitando danificar o pavimento e equipamentos enterrados de saneamento.

Antes que passem a me chamar de insaciável, insatisfeito ou utópico, digo que esse sistema é uma das grandes dívidas que os outros dois entes federativos – Estado e União – devem a Ilhéus. Sem gastar muito verbo, pois todos são sabedores da importância de Ilhéus e região como colaboradores e contribuintes dos tesouros da Bahia e Brasil. A dívida é grande, está vencida e poderá ser levada ao cartório de protesto eleitoral.

Se querem saber como fazer o sistema viário, garanto que Nazal prestará mais esse obséquio por sua terra sem qualquer dificuldade.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

“DONA PONTE” VISTA LÁ DO ALTO – E QUASE PRONTA!

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Primeira ponte estaiada da Bahia, obra deve ser concluída em março || Foto Bruno Maciel

Caminhando para a etapa de conclusão, a primeira ponte estaiada baiana deverá ser inaugurada no final de março ou em abril. Antes mesmo de concluída, ela já mostra forma e status de novo cartão postal de Ilhéus. Cravada na Baía do Pontal, ela foi aguardada por décadas. Passou a ser ainda mais urgente com a explosão do número de novos carros de passeio nas ruas nos últimos 15 anos.

A foto é arte do comandante Bruno Maciel. “Dona Ponte” é como o fotógrafo e vice-prefeito José Nazal até aqui chama uma das mais importantes obras viárias do sul da Bahia nos últimos anos. Quando inaugurada, poderá ganhar o nome de Jorge Amado. É o defendido pelo governador Rui Costa. Abaixo, um registro feito por Nazal na última quarta-feira (12).

Grua da ponte estaiada sendo desmontada, indicando conclusão das obras || Foto José Nazal

ILHÉUS: OBRAS DA NOVA PONTE CHEGAM À ETAPA FINAL; PEDRAS SÃO LEVADAS PARA ZONA NORTE

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Retirada de pedras e areia é possível com a fase final das obras da Nova Ponte || Foto José Nazal

Começou na tarde desta terça-feira (14) a retirada da areia e das pedras do caminho de serviço do acesso norte da nova ponte que ligará o Centro e a Zona Sul de Ilhéus. A retirada significa a chegada à etapa de conclusão da obra executada pela construtora OAS. Também já está sendo instalada a estrutura de iluminação cênica.

As pedras estão sendo levadas para o São Domingos, informou ao PIMENTA o vice-prefeito e membro da Comissão de Acompanhamento da Obra, José Nazal. Também nesta terça, começou a ser desmontada a estrutura de andaimes do pilar central que dá sustentação aos estais (cabos) e à ponte.

Pedras e areia usadas na obra são retiradas e levadas para São Domingos || Fotos José Nazal

José Nazal disse ao site que a obra está seguindo o último cronograma apresentado à comissão e a ponte poderá ser inaugurada dentro do prazo anunciado pelo governador Rui Costa. Segundo o gestor baiano, a solenidade de inauguração será em março. Presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, não é descartada.

A obra tem investimento de aproximadamente R$ 98 milhões, bancada pelo Governo Baiano e financiamento do BNDES e Banco do Brasil. Além da ligação do centro e com o sul do município, também estão sendo construídas pistas nos dois extremos da ponte para facilitar o acesso e evitar os tradicionais engarrafamentos, principalmente em horários de pico.

OBRAS DA PONTE NA RETA FINAL

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Primeira ponte estaiada de Ilhéus ligará o centro à zona sul da cidade || Foto José Nazal

As obras de construção da nova ponte que ligará o centro e a zona sul de Ilhéus entram na reta final com o início da instalação do 21º par de estais (cabos de sustentação) de um total de 23. A previsão máxima é de que a primeira ponte estaiada sobre a Baía do Pontal esteja concluída em fevereiro, faltando, além de mais dois pares de estais, as obras dos acessos viários nos dois extremos da ponte.

Todas as fases da construção da nova ponte têm sido registradas pelo fotógrafo e vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal. Neste final de semana, ele fez mais este registro. A ponte terá custo total estimado de R$ 99 milhões e deverá eliminar os tradicionais engarrafamentos em horários de pico na Ponte Lomanto Júnior ou nas temporadas de verão, quando a cidade recebe fluxo ainda maior de turistas.

MANCHAS DE ÓLEO AVANÇAM NO SUL DA BAHIA E ATINGEM LITORAL NORTE DE ILHÉUS

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Manchas de óleo foram detectadas nesta manhã na zona norte de Ilhéus

Uma quantidade ainda não mensurada de manchas de óleo foi encontrada nesta sexta-feira (25) no litoral norte de Ilhéus, no sul da Bahia. O registro ocorreu quase uma semana após os primeiros vestígios do material serem identificados ao sul do município, em praias de Olivença e no Cururupe. As manchas foram localizadas por volta das 5h da manhã próximo à região da Juerana, no quilômetro 7,5 da BA-001, trecho da rodovia entre Ilhéus e Itacaré (confira foto abaixo).

Homens removem manchas de óleo no litoral norte ilheense || Foto José Nazal

De acordo com o vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, a Marinha já foi comunicada nesta manhã e equipe se deslocava para a região. Equipes do município também foram acionadas, assim como do Corpo de Bombeiros e do Ibama.

Até ontem (24), o sul da Bahia registrava apenas pequenos vestígios de óleo em Ilhéus, Uruçuca e Itacaré. Mais ao norte, em Morro de São Paulo, município de Cairu, foram registradas grandes manchas de petróleo.

Área onde foram detectadas as manchas de petróleo no litoral norte || Foto José Nazal

Ontem à noite, a Prefeitura de Ilhéus emitiu alerta à comunidade e orientação para não ter contato com o material tóxico. Os telefones informados pelo município para esclarecer dúvidas e fornecer orientações foram os do Corpo de Bombeiros (Telefone 193) e da Defesa Civil do Município – (73) 98178-2255.

MANCHAS OU VESTÍGIOS EM PRAIAS DE 15 MUNICÍPIOS

Segundo levantamento da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), 15 municípios já foram impactados por manchas ou vestígios do material tóxico, dos quais seis decretaram situação de emergência. Jandaíra, Conde, Entre Rios, Esplanada, Camaçari e Lauro de Freitas estão em situação de emergência. Os demais são Mata de São João, Salvador, Itaparica, Vera Cruz, Cairú, Uruçuca, Ilhéus, Maraú e Itacaré.

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