skip to Main Content
15 de abril de 2021 | 01:27 pm

ILHÉUS VENCE DISPUTA TERRITORIAL E MANTÉM RECEITAS COM MAKRO E ATACADÃO

Tempo de leitura: 2 minutos
Área do Atacadão e Malro era disputada por Itabuna, mas Assembleia reconheceu como território ilheense (Foto Pimenta/Arquivo).

Área do Atacadão e Makro era disputada por Itabuna, mas Assembleia reconheceu como território ilheense (Foto Pimenta/Arquivo).

A Assembleia Legislativa baiana aprovou ontem a redefinição dos limites territoriais em todo o Estado e deu fim à polêmica entre os dois maiores municípios sul-baianos. Itabuna reivindicava parte do território onde estão as lojas Makro e Atacadão, no quilômetro 24 da Rodovia Jorge Amado (BR-415).

Mas os deputados estaduais confirmaram o ratificado nos estudos da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão da Secretaria Estadual de Planejamento. Com isso, a área onde estão instalados os dois atacadões continua sendo reconhecida como território ilheense.

Além disso, Ilhéus também manterá receita também com a construção do Cidadelle, o bairro planejado e de alto padrão da André Guimarães. Ilhéus, no entanto, fez concessões a Itabuna, exatamente nas imediações da Nova Califórnia (região nordeste) e nas proximidades da Fazenda Santo Antônio, onde estão sendo construídos o Atacadão Maxxi (Walmart) e os condomínios habitacionais Jardim das Hortênsias (alto padrão) e do Minha Casa, Minha Vida, este já no semianel rodoviário.

Nazal:  esforço foi recompensado.

Nazal batalhou e teve esforço recompensado.

Maior batalhador pelo reconhecimento da área de Quiricós e Rio Mutucugê como pertencente a Ilhéus, o memorialista, fotógrafo e chefe de gabinete do governo ilheense, José Nazal, disse, via redes sociais, que já estava se sentindo frustrado pela demora na aprovação da lei que redefinia os limites territoriais. Ele comemorou a vitória ilheense – que é também uma conquista pelo esforço pessoal.

“Graças a Deus, posso me despedir, deixando o governo, alcançando as principais metas que queria realizar. Essa era a mais importante. Creio que não seja a hora de tripudiar, pois ninguém perdeu, ninguém ganhou”, afirmou.

A deputada estadual Ângela Sousa (PSD), ilheense, definiu o trabalho da comissão territorial como “sério, criterioso e responsável, para evitar qualquer prejuízo financeiro, injustiça ou danos para os dois municípios”.

“AMAR AMADO” PODE TER NOVA EDIÇÃO

Tempo de leitura: < 1 minuto

Do Blog do Gusmão

O Festival Amar Amado, que comemorou o centenário do escritor Jorge Amado e agradou a nativos e turistas, pode entrar para o calendário de eventos culturais de Ilhéus.

Segundo José Nazal, chefe de gabinete do prefeito Newton Lima, a realização anual do evento está em discussão no Ministério da Cultura.

Na edição desse ano, a primeira, o festival foi financiado com verbas do ministério, captadas por meio da Lei Rouanet, e contou com o apoio do governo estadual.

O evento proporcionou, durante 8 dias, vários espaços onde foram discutidas as contribuições de Jorge Amado para a cultura contemporânea. Teatro, feiras e discussões literárias e música tiveram espaço garantido.

“MINHA ILHÉUS”

Tempo de leitura: < 1 minuto

Luiz Caetano, prefeito de Camaçari e novo presidente da UPB, esteve por Ilhéus e recebeu das mãos de Newton Lima um exemplar de Minha Ilhéus, fotografias do século XX e um pouco de nossa história, de autoria do historiador, fotógrafo e chefe de Gabinete, José Nazal.

Admirador das belezas naturais da princesinha do sul da Bahia, Caetano disse que iria aproveitar para fazer uma incursão na história de Ilhéus. E fez questão de posar ao lado do autor de Minha Ilhéus.

Caetano e Nazal: pose para fotos e incursão histórica (Foto Clodoaldo Ribeiro).

UNIVERSO PARALELO

Tempo de leitura: 7 minutos

JÂNIO QUADROS: DE PRONOMES E MINISTROS

Ousarme Citoaian

Dizia-se, com boa dose de maldade, que o presidente Jânio Quadros era melhor para colocar pronomes do que ministros. O velho JQ, com as qualidades e defeitos inerentes ao ser humano, era professor de português, gramaticista à moda antiga e, em tal condição, sabia bem de pronomes. A famosa frase “Fi-lo porque o quis” (transformada na folclórica “Fi-lo porque qui-lo”, destituída de sentido lógico) dá bom exemplo do rebuscamento com que aquele político tratava a língua portuguesa. Ele jamais diria, nem sob tortura, “Vou procurar-lhe”, mas “Vou procurá-lo” – conforme preceitua a norma culta.

LEMBRANÇA QUE SAI DE CINZAS REVOLVIDAS

Estaria este hebdomático e fatigado colunista com algum tipo de nostalgia janista? Falemos sério: Jânio não faz meu gênero e sua lembrança apenas saiu das cinzas revolvidas com o anúncio do livro Minha Ilhéus, de José Nazal. Diz o texto que a editora deseja “convidar-lhe” para o lançamento – uma construção positivamente infeliz. Alguns verbos (e, na minha memória de ex-aluno do professor Chalupp, convidar encabeça a lista) são inimigos declarados do pronome “lhe”: abraçar, beijar, adorar, procurar, amar, encontrar, ameaçar e desejar estão entre os que não gostam do “lhe”.

LEITORA: NÃO PERMITA QUE ELE “LHE” AME

Recomendamos a eventuais leitoras incautas que, se acaso um sujeito manifestar intenções de amar-lhe, desejar-lhe, adorar-lhe, abraçar-lhe (ou outras agressões freudianas e gramaticais) corra, pois ele é menos inteligente do que romântico. Livre-se do tipo, antes que ele passe a tratá-la com a mesma grosseria com que trata a gramática. Prefira alguém que lhe diga “Eu a adoro”, “Eu a amo”, “Eu a abraço”, “Eu a beijo”, “Eu a amasso” e por aí vai. E em caso de a moça declarar-se ao maluco, a regra é a mesma. Se ela grafar “Eu lhe desejo” (em vez do civilizado “Eu o desejo”) é provável que o romance dê com os burros n´água, mais cedo do que o habitual.

ANÚNCIO DE LIVRO EXIGE LÍNGUA FORMAL

No coloquial do dia-a-dia ninguém liga para o uso correto de pronomes (as exceções eram o citado Jânio Quadros e o jurista Josaphat Marinho). Mas é diferente com a língua padrão, que precisa seguir as normas gramaticais. E não me venha a CLMH (Comunidade dos Linguistas Mal-Humorados) justificar isto como linguagem do povo: o texto referido tem os nomes de um escritor, uma editora e uma academia de letras, portanto, o informal nada tem a ver com isto. O anúncio há de ser vazado em língua culta: “… alegria de convidá-lo” (ou convidá-la, é óbvio). Jamais “convidar-lhe”. Houve transgressão, sem dúvida.

NÃO É POSSÍVEL COMER O QUE É LÍQUIDO

Já acaba o espaço, mas não resisto a outra anedota sobre o ex-presidente, provavelmente inventada, e que o folclore tornou mais poderosa do que a realidade.  Então, vamos a uma das versões circulantes. Admirador das destilarias da Escócia, Jânio Quadros enfrentou o preconceito da sociedade brasileira e a bisbilhotice de um jornalista, que lhe perguntou, acintosamente: Por que o senhor bebe tanto? E JQ, com ar de compaixão diante de tamanha ignorância, foi didático no exercício do seu senso de humor absolutamente britânico: Bebo porque o uísque é líquido; se fosse sólido, comê-lo-ia, com garfo e faca.

COMENTE! »

NINGUÉM GOSTA DE PROVOCAR COMPAIXÃO

De repente, me lembro de uma situação recorrente na MPB, abordada por vários autores.  É o tema de “não dar o braço a torcer”, não demonstrar o que o poeta sente de fato, não permitir que seu sofrimento seja partilhado pelos outros. Entre a carência da solidariedade e o desdém (talvez vingança) que essa necessidade provoca, é melhor não arriscar: então, fazemos aquela cara de que está tudo bem, e quem pensava que iria rir do nosso padecer, errou. Ardemos por dentro, é verdade, mas os inimigos não terão o gostinho de saber disso. Eles só nos verão limpos, cheirosos e com um amplo sorriso no rosto. Aqui pra eles!

QUEM É BOM SOFREDOR NÃO DÁ BANDEIRA

Noel Rosa tinha uma “filosofia” que o ajudava com esse problema: “Nesta prontidão sem fim/ Vou fingindo que sou rico/ Pra ninguém zombar de mim” (Filosofia, com André Filho/1933). Pausa para lembrar que “prontidão” é gíria da época: estado de quem está sem dinheiro, pronto, duro, liso. Não quero abusar, apesar do centenário que, como fã (hoje chamam tiete!), continuo nas comemorações, mas isto aqui também é Noel (na caricatura de Luquefar): “Quem é que já sofreu mais do que eu?/ Quem é que já me viu chorar?/ Sofrer foi o prazer que Deus me deu/ Eu sei sofrer sem reclamar” (Eu sei sofrer/1937). A fórmula geral é não dar bandeira.

AS LÁGRIMAS DO POETA NINGUÉM VÊ CAIR

De Zé com Fome e Ataulpho Alves, Orlando Silva cantava: “Pra ninguém zombar,/ Pra ninguém sorrir/ É só no coração que eu sei chorar/ O pranto meu ninguém vê cair” (Meu pranto ninguém vê/1938). A dupla Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga também comparece: “Mas ninguém pode dizer/ Que me viu triste a chorar/ Saudade, o meu remédio é cantar” (Qui nem jiló/1949). Candeia (Pintura sem arte/1978), fala de sua cruel prisão à cadeira de rodas: “Mas se é pra chorar, choro cantando/ Pra ninguém me ver sofrendo/ E dizer que estou pagando” (Alcione, com aquela categoria que o mundo aplaude, regravou este samba em 1981).

AONDE A SAUDADE VAI A DOR VAI ATRÁS

Se alguém pensou que esta conversa desaguaria em Fernando Pessoa (1888-1935), tudo bem.  Aqui vai, com desculpas pela previsibilidade, a primeira quadra de Autopsicografia/1930: “O poeta é um fingidor:/ Finge tão completamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente”. Claro. Fingir é fugir (ops!) a certos gêneros de padecimentos morais. E, para finalizar, Noel (é o centenário, gente!), com uma saída muito engenhosa em Tenho um novo amor/1932 (com Cartola): “Se acaso algum dia se apagar/ do teu pensamento o meu amor/ para não chorar e não mais penar/ mando embora a saudade/ prá livrar-me da dor”.

COMENTE! »

GILBERTO GIL E O SAMBA DA “DESPEDIDA”

Os mais jovens (eventualmente, é uma grande falta de sorte ser jovem) não viram o que significou Aquele abraço, canção que Gilberto Gil fez em 1969, para se despedir do Brasil. Ele e Caetano, depois de presos e com as cabeças raspadas, foram “autorizados” a deixar o País. A música, que virou mania nacional, é rica em símbolos e sugestões: de saída, Gil louva sua aldeia, ao dedicar Aquele abraço “a Dorival Caymmi, João Gilberto e Caetano Veloso”, para mais tarde mandar um desaforo à ditadura: “Meu caminho pelo mundo/ Eu mesmo traço/ A Bahia já me deu/ Régua e compasso/ Quem sabe de mim sou eu/Aquele abraço”. Perca-se tudo, mas salve-se a dignidade.

NO FLAMENGO GIL ACHOU RIMA E SOLUÇÃO

Há outras mensagens nem sempre explícitas: Realengo não é mencionado por acaso, mas para debochar do arbítrio – foi no quartel do Exército naquele subúrbio que Gil e Caetano ficaram presos. O Flamengo é outra entrada nada casual, marca da ironia do artista com a chamada nação rubro-negra: o Fluminense havia conquistado o título carioca, ao vencer o Flamengo por 3 x 2, Gil era um dos 171 mil torcedores no Maracanã e viu a tristeza da massa. Com seu “abraço” ele está dizendo aos derrotados que “o importante é competir” (ou “consolo” semelhante). Torcedor do Fluminense, Gil encontrou no Flamengo rima (para Realengo) e solução (para tirar sarro do rival).

CHACRINHA, A ANTÍTESE DO POSITIVISMO

Depois de exaltar o dolce far niente (carnaval, futebol, banda de Ipanema) do Rio de Janeiro, que (apesar de tudo) “continua lindo”, o baiano elege para ícone e ápice da ironia o pernambucano Abelardo Barbosa, Chacrinha. O apresentador, que “continua balançando a pança”, é a outra face do positivismo pregado pela ditadura, a anarquia organizada (“Eu vim para confundir, não para explicar”), o anti-Ordem e Progresso, a bagunça, a geléia geral brasileira. Se a ditadura é a tese, Chacrinha é a antítese – e o menino Gilberto Gil (27 anos na época) é o arauto, exegeta, explicador do processo. As mensagens se sucedem, sempre com a expressão “continua”.

AOS 27 ANOS GILBERTO GIL JÁ LEVITAVA

A vida, mesmo com a violência dos que tomaram o poder à força, segue, escrachada, fora do figurino oficial verde-oliva: além de balançar a pança politicamente incorreta, o Velho Guerreiro (na charge) continua “buzinando a moça” (um duplo sentido de indiscutível bom gosto), “comandando a massa” e “dando as ordens no terreiro” – não importa o que digam, que falem, que pensem ou queiram os usurpadores, o povo parece ter outra regra e compasso. No vídeo raro, feito em 1979, Gilberto Gil em estado de graça, zen, sideral, elevado, celeste, quase levitando, puro, de uma forma que os recursos eletrônicos não mais nos permitem ver (e com um ótimo improviso no final). O eterno Gil.

(O.C.)

IMAGENS DE "OUTRA" ILHÉUS

Tempo de leitura: < 1 minuto

Não se sabe se José Nazal é mais apaixonado por Ilhéus ou pela fotografia, mas o fato é que ele soube unir com êxito as duas paixões no livro “Minha Ilhéus”, que conta a história de uma das mais belas cidades do Estado em imagens que emanam saudade e nostalgia.
Uma edição revista e ampliada do livro será lançada no próximo dia 23, às 18 horas, na sede da Academia de Letras de Ilhéus, e já desperta a curiosidade de quem entende a importância de olhar o passado para entender o futuro.
A expansão da cidade, em alguns casos agressiva (como na invasão do manguezal onde atualmente está o bairro Teotônio Vilela), merece destaque no livro.
A editora é a Via Litterarum.

Uma panorâmica de Ilhéus em 1965. Em quase meio século, muita coisa mudou

NAZAL É REELEITO PRESIDENTE DO COMDEMA

Tempo de leitura: < 1 minuto

José Nazal foi reconduzido à presidência do Conselho Municipal de Defesda do Meio Ambiente de Ilhéus (Comdema), em reunião ordinária realizada ontem no salão nobre do Palácio Paranaguá. A reunião também foi marcada pela sanção da lei 3.510, que cria o Código Ambiental de Ilhéus e habilita o município a fazer autuações e multar em casos de crimes ambientais, além de ter autorização para conceder licenças ambientais, desde que sob o crivo do Comdema. A lei foi sancionada pelo prefeito Newton Lima.

NAZAL ASSUME SECRETARIA INTERINAMENTE

Tempo de leitura: < 1 minuto

O chefe de Gabinete da Prefeitura de Ilhéus, José Nazal Pacheco, é quem assume interinamente o comando da secretaria municipal de Assistência Social e Trabalho.
Ele entra no lugar de Augusto Macedo, afastado pelo mesmo prefeito Newton Lima, por praticar irregularidades na pasta.
Mesmo com a apuração da comissão de sindicância criada para investigar o caso, a missão de Nazal é continuar com os diversos projetos sociais que não podem ser paralisados no município.
Estavam sob a responsabilidade de Augusto Macedo o setor de convênios e os projetos federais e estaduais de apoio aos portadores de necessidades especiais, à criança e ao adolescente e ao idoso.
Além deles, Augusto Macedo também era o responsável pelos serviços de promoção e desenvolvimento humano, de erradicação do trabalho infantil, projeto Sentinela, ProJovem, Bolsa Família, Credibahia, distribuição de sopa e de leite e ao Cras.

IBGE: ILHÉUS TERÁ – NO MÁXIMO – 180 MIL HABITANTES

Tempo de leitura: < 1 minuto

Não são boas as perspectivas para as finanças do município de Ilhéus, no futuro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o município terá, no máximo, 180 mil moradores ao final do Censo 2010 que está em processo de conclusão.

O contingente populacional é determinante, por exemplo, para definir quanto cada prefeitura recebe do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Há 10 anos, foram contados 219.266 habitantes na Terra de Gabriela.
Com 78% dos domicílios visitados, Ilhéus apresenta soma até aqui 170.056 habitantes, dos quais 82.327 são homens e 87.718, mulheres, segundo o coordenador local do IBGE, Sandoval Manciola, em reunião com representantes da prefeitura de Ilhéus.
Manciola conversou com o chefe de Gabinete da Prefeitura de Ilhéus, José Nazal Pacheco, e informou que falta ao instituto recensear apenas 86 setores no município. Pela sua experiência, reforçou o chefe local do IBGE, o município terá entre 175 mil e 180 mil habitantes.
O município protocolou em abril deste ano, na Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), um pedido de revisão dos limites territoriais. A SEI é uma autarquia ligada à Secretaria Estadual de Planejamento. A medida, conforme José Nazal, visa evitar perdas de terras para municípios como Itabuna, Uruçuca e Una.

OS NÚMEROS DAS ELEIÇÕES

Tempo de leitura: 3 minutos

José Nazal
Quando visitamos os arquivos que guardam os números das últimas três eleições gerais – Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Estadual da Comarca de Ilhéus, ocorridas em 2006, 2002 e 1998, podemos encontrar muitas informações que servem de indicativo para os números que serão apresentados hoje, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciar a divulgação dos resultados e que tem a conclusão prevista para as primeiras horas da madrugada de segunda-feira.
Segundo os números, o eleitorado ilheense cresceu 6,5% de 1998 para 2002; daí para 2006 o crescimento foi de 11,6% (quase o dobro da taxa anterior); e de 2006 para 2010 a taxa de crescimento voltou ao patamar de 6,4%. A Comarca Eleitoral de Ilhéus tem hoje 129.878 eleitores cadastrados nas duas Zonas Eleitorais: 25ª e 26ª.
A média da abstenção dos últimos três pleitos eleitorais – 1998, 2002 e 2006 – foi de 28,5%, sendo que no ano de 1998 alcançou o patamar de 35,8%. Se essa alta abstenção, que tem se repetido espaçadamente a cada pleito, tornar a ser alcançada podemos afirmar que menos de 100 mil eleitores se apresentarão para cumprir a exigência legal de votar.
Confira a votação para Presidente:

ELEIÇÃO DE 1998 VN % s/VV
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO 24.413 46,89
LUIZ INACIO LULA DA SILVA 18.867 36,24
CIRO GOMES 6.504 12,49
ENEAS CARNEIRO 1.227 2,36
OUTROS 1.056 2,03
ELEIÇÃO DE 2002

LUIZ INACIO LULA DA SILVA 40.678 57,12
ANTHONY GAROTINHO 15.746 22,11
CIRO FERREIRA GOMES 8.493 11,93
JOSÉ SERRA 5.980 8,40
JOSÉ MARIA DE ALMEIDA 295 0,41
RUI COSTA PIMENTA 23 0,03
ELEIÇÃO DE 2006
LUIZ INACIO LULA DA SILVA 54.562 63,55
GERALDO ALCKMIN 21.341 24,86
HELOÍSA HELENA 6.921 8,06
CRISTOVAM BUARQUE 2.655 3,09
OUTROS 379 0,44

Todos os anos aparecem candidatos que não tem nenhum compromisso com a cidade ou mesmo com a região e conseguem obter alguns votos, a partir de apoio de outros políticos ou por amizade pessoal. São os apelidados de “Candidatos Copa do Mundo”. As tabelas abaixo mostram o número de candidatos que pleitearam vaga na Câmara Federal e na Assembléia Legislativa e que conseguiram votos em Ilhéus, comparados com os de Ilhéus, Itabuna e região.

Ano CÂMARA FEDERAL Qtde Votos %
1998 Candidatos Ilhéus, Itabuna e Região 8 36.464 75,27
Candidatos de outras regiões 101 11.983 24,73
2002 Candidatos Ilhéus, Itabuna e Região 10 35.285 53,03
Candidatos de outras regiões 107 31.254 46,97
2006 Candidatos Ilhéus, Itabuna e Região 9 45.315 58,71
Candidatos de outras regiões 180 31.868 41,29
Ano ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Qtde Votos %
1998 Candidatos Ilhéus, Itabuna e Região 25 31.123 71,13
Candidatos de outras regiões 247 12.635 28,87
2002 Candidatos Ilhéus, Itabuna e Região 20 47.973 75,16
Candidatos de outras regiões 289 15.851 24,84
2006 Candidatos Ilhéus, Itabuna e Região 15 65.732 86,36
Candidatos de outras regiões 327 10.384 1364

Alguns candidatos tiveram apoio explícito de lideranças políticas locais e, por já terem obtido votos em pleitos anteriores, será mais fácil identificar e quantificar a votação transferida. Segundo dizem alguns ‘especialistas políticos experimentados’ um líder consegue transferir aproximadamente 30% dos seus votos para outros candidatos. Vamos conferir a veracidade desta ‘regra’ depois do resultado confirmado.
Espero que saibamos exercer nossa cidadania, escolhendo candidatos compromissados com os nossos problemas, com nossos pleitos. Candidatos que não sumam da cidade e só apareçam para pedir novamente nosso voto.
Uma última curiosidade: em 1998 o então candidato a Deputado Federal, Jaques Wagner obteve 23 votos em Ilhéus. Conforme mostram os números, de lá para cá melhorou muito!

O “HOSPITAL” DE JUCA KFOURI

Tempo de leitura: < 1 minuto

Ontem, leitores se emocionaram com a postagem, aqui, de um dos capítulos do livro Meninos, eu vi, do jornalista, comentarista esportivo e apresentador Juca Kfouri. O escritor lembrava da sua estada em Ilhéus e de uma inesperada visita do time do Flu do Rio, na década de 50.

Primo de Kfouri e neto do médico Pacheco, o repórter fotográfico José Nazal Pacheco leu e logo acionou o telefone. Emocionado, lembrou do avô e da árvore genealógica da família. Nazal lembrou que Juca veio para cá se tratar, deixando a São Paulo de temperaturas mais amenas e arriscadas à saúde de quem contraíra tuberculose.

Depois, o fotógrafo nos presenteou com esta panorâmica da chácara do Tio Pacheco, o “hospital” onde o comentarista esportivo ficou logo bonzinho e, claro, onde recebeu o time do Fluminense e feras como Castilho e o mágico Telê Santana. A chácara, aliás, fica ali no Alto Boa Vista, mais conhecido como Morro do Pacheco, em Ilhéus.

O "hospital" onde Juca recebeu o Flu. Na pontinha, dá pra ver o mar de Ilhéus (Foto José Nazal).

Aqui, releia o texto.

ITABUNA, ÀS 11H34MIN

Tempo de leitura: < 1 minuto

“Estava em cima de Itabuna”, brinca, ao telefone, o fotógrafo José Nazal. Era ele anunciando mais uma sessão de belas imagens dessa cidade rica por natureza e castigada pela ação (nefasta) dos homens, depois de sobrevoar esta terra de meu Deus.

A foto que segue abaixo é mais uma da lavra de um dos ilheenses que mais bem conhecem a velha Tabocas, seja de lá do alto ou daqui, em terra firme. A imagem foi capturada, clicada, precisamente, às 11h34min desta terça-feira, 20.

“A cidade tá bonita, dia ensolarado”, acrescenta, em tom poético, o dono de um olhar preciso sobre a nossa região e um clique reconhecido no país e que se faz presente em páginas de jornais ou revistas daqui e alhures.

Podemos dizer que Itabuna tem, sim, seus encantos, apesar de (e talvez por) toda a sua complexidade. E pode ser melhor.

No primeiro plano, o bairro Santo Antônio; mais à frente, o centro da cidade (Foto José Nazal).

Back To Top