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1 de março de 2021 | 07:30 am

MARKETING: VETERANOS EM CAMPANHAS FIZERAM A DIFERENÇA NA ELEIÇÃO DE AUGUSTO CASTRO

Tempo de leitura: 3 minutos

Fábio Santana, Ricardo Ozzy, Luciano Ferreira, Cláudio Rodrigues, Bernardo e Luiz Conceição

Veteranos em campanhas eleitorais, os profissionais que atuaram no marketing da campanha de Augusto Castro (PSD) fizeram a diferença na eleição municipal em Itabuna em 2020. Adotando linha propositiva, levantado os principais problemas da cidade e apontando soluções, a campanha de Augusto convenceu o eleitor itabunense e conseguiu vencer o pleito com mais que o dobro de votos a frente do segundo colocado, deixando para trás velhas raposas da política local. O ex-deputado foi quem melhor soube representar a mudança desejada pelo eleitorado.

Atuando como coordenador de produção e finalização dos programas, o itabunense Luciano Ferreira, radicado em Salvador, tem no currículo campanhas no Brasil e exterior, com destaque para trabalhos em Angola e Moçambique e as campanhas presidenciais no Brasil de Lula e Dilma. “Essa eleição teve um sabor diferente, pois ajudei a eleger o melhor entre os candidatos de minha cidade natal”, comemora Luciano.

Na produção de texto, a equipe de Castro contou com a bagagem de Bernardo Pinto, Luiz Conceição e Cláudio Rodrigues, todos com fortes ligações com a cidade. Natural de Itabuna e radicado há mais de 20 anos em Aracaju, o publicitário Bernardo Pinto, já participou de inúmeras campanhas nos estados de Sergipe, Ceará, Acre e Bahia.

Já Luiz Conceição, jornalista que atuou nas redações dos principais jornais do Estado e em outras campanhas políticas, foi o responsável pela cobertura do dia a dia do candidato, além de abastecer sites, jornais e demais mídias com as notícias da campanha.

Ao feirense Cláudio Rodrigues, itabunense por adoção, coube, além da produção de texto, resumir o plano de governo de Augusto, convertendo os pontos mais importantes para uma linguagem de fácil compreensão, a direção dos programas de rádio e planejar os mapas de mídia com inserções para a TV e Rádio.

“Essa foi a minha quarta campanha só aqui em Itabuna, onde residi por quase 30 anos. Vou torcer pelo sucesso da gestão de Augusto Castro, pois tenho a certeza que ele recolocará essa cidade no lugar de destaque que ela e sua gente merecem. Entre todas as campanhas em que já trabalhei, inclusive para o governo do Estado, essa foi uma das mais marcantes”, expressa Rodrigues.

GRAVAÇÕES NAS RUAS

Partiu do diretor de cena Ricardo Ozzy, em sua terceira campanha em Itabuna, a ideia de gravar o candidato nas ruas e não em estúdio. Ele trabalhou em 1992 na campanha de José Oduque Teixeira. Pela segunda vez, trabalha em campanha a prefeito para o próprio Augusto Castro, com quem esteve em 2016.

“Convenci os colegas de equipe e o próprio candidato que ele em estúdio, usando o teleprompter, ficava muito preso ao texto. Então, resolvemos discutir os temas antes e gravar nas ruas, onde ele falava de forma espontânea, com pleno conhecimento do problema e apontando as soluções a ser adotadas”, relembra Ozzy.

O diretor de fotografia e cinegrafista master Willan Costa e o editor master Fábio Santana, que também atuou nas duas campanhas de Dilma, também fizeram bonito na propaganda da coligação de Augusto. Ambos com vasto currículo em campanhas, contribuíram de forma significativa para a qualidade dos programas e inserções que foram ao ar na TV.

Além desses “dinossauros” do marketing político, a companha vitoriosa do prefeito eleito Augusto Castro contou com o talento feminino de Regina Lima, na produção e a voz marcante de Mariela Nunes, tanto na TV quanto no Rádio. A programação do rádio teve a edição de Tiago Gonçalves, outro veterano em campanhas.

Entre os marinheiros de primeira viagem da equipe, figuraram os designers Éricles Silva e Silas Lima, os editores Marcelo Santana e Álvaro Silva e os cinegrafistas Itan Viana e Ricardo Cavalheira. Já as redes sociais ficaram a cargo das jovens comunicólogas Júlia Rovena e Letícia Oliveira, enquanto a produção fotográfica teve à frente Lucas Matos.

RUMOS DA SUCESSÃO

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

 

Recentes pesquisas de intenções de voto apontam que 65% do eleitorado itabunense não pretende votar em candidatos que já foram prefeitos.

 

O melhor caminho para evitar uma possível polarização na sucessão de Itabuna, entre os ex-prefeitos Fernando Gomes e Geraldo Simões, é a formação de um bloco partidário.

Essa junção de forças tem que defender uma nova maneira de administrar, com respeito ao dinheiro público e sem os descalabros dos últimos governos. Não basta só ficar na fácil tarefa de apontar os erros. É preciso mostrar soluções, sob pena de o discurso virar blablablá e cair na vala comum. Ser tachado de demagógico e eleitoreiro.

Com efeito, veja o que diz o bom jornalista Waldeny Andrade no seu mais novo livro sobre as eleições de Itabuna: “(…) Geraldo Simões, ao derrotar de uma só vez José Oduque Teixeira e Ubaldo Dantas (dois ex-prefeitos), veio acrescentar seu nome ao diminuto grupo que governaria o município de Itabuna nos últimos 40 anos. A partir daí, estabeleceu-se o pingue-pongue Geraldo-Fernando, somente quebrado em 2008 com José Nilton Azevedo, mesmo assim candidato de Fernando (…). Itabuna sofreu com a invenção desta estranha alternância de poder”.

Deixando de lado o aspecto jurídico – se fulano, sicrano e beltrano serão ou não atingidos pela Lei da Ficha Limpa –, o fernandismo e o geraldismo apostam que a sucessão de 2016 será decidida pelos seus líderes.

Essas duas correntes não acreditam em mais de uma candidatura dentro do mesmo campo político. São unânimes na afirmação de que as duas maiores lideranças do petismo e do demismo, governador Rui Costa e o prefeito soteropolitano ACM Neto, vão fazer de tudo para evitar um racha na base aliada.

Nesse específico ponto, democratas e petistas estão cobertos de razão. A sucessão municipal, principalmente nos grandes redutos eleitorais, vai ser estadualizada. O escopo maior é a eleição de 2018, a disputa pelo cobiçado Palácio de Ondina.

Surge agora uma informal coligação de sete agremiações partidárias para contrapor a esse pingue-pongue: PDT-PV-SD-PSOL-PPS-PPL-PSB com seus respectivos pré-candidatos: Dr. Mangabeira, Alfredo Melo, Maruse Xavier, Zem Costa, Leninha Duarte, Otoniel Silva e Carlos Leahy.

O bloco acredita que o desejo de mudança tende a crescer ainda mais. Recentes pesquisas de intenções de voto apontam que 65% do eleitorado itabunense não pretende votar em candidatos que já foram prefeitos.

A torcida é para que o processo sucessório transcorra dentro da civilidade, da democracia e do respeito pelos adversários, que não descambe para o lado raivoso.

PS – Algumas figuras importantes do PMDB de Itabuna têm simpatia pela pré-candidatura de Antônio Mangabeira. Nos bastidores, comenta-se até que Geddel Vieira Lima, comandante-mor do peemedebismo, não vai criar nenhum obstáculo para um eventual apoio ao prefeiturável do PDT. É bom lembrar que Geddel tem um bom relacionamento com o deputado Félix Júnior, presidente estadual do brizolismo. E que o PDT faz oposição ao governo Rui Costa (PT).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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