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20 de outubro de 2020 | 08:29 am

SHOPPING PRESTA HOMENAGEM A PERSONALIDADES REGIONAIS

Tempo de leitura: 2 minutos
Caboco Alencar foi homenageado por Helenilson (Foto Daniel Thame).

Caboco Alencar foi homenageado por Helenilson (Daniel Thame).

A noite de 7 de agosto de 2015 vai ficar marcada na história da cidade com o evento realizado pelo Shopping Jequitibá, em Itabuna. Numa cerimônia tríplice, o centro de compras deu nomes às suas avenidas e praças com homenagens a personalidades regionais, inaugurou o Balcão de Justiça da Vara da Infância e da Juventude e adotou a Praça Pastor Hélio Lourenço, localizada na confluência das avenidas Aziz Maron e Félix Mendonça.

A praça será revitalizada pelo Jequitibá com projeto doado pela arquiteta Débora Santa Fé e com apoio do Grupo Sul da Bahia em Ação.

De uma lista inicial de mais de 40 nomes, foram selecionados 13 para receber as homenagens, sendo representados pessoalmente as personalidades vivas e por familiares os já falecidos. Foram homenageados Ailton Messias, Alencar Pereira, Antonio Haeckel de Faria, Calixto Midlej Filho, Clodomir Xavier de Oliveira (Ubaitaba), Conceição Lopes (Ilhéus), Euclides Neto (Ipiaú), José Firmino Alves, José Soares Pinheiro, Lourdes Lucas (Itajuípe), Manoel Souza Chaves, Otaciana Pinto e Ottoni Silva.

Dirigentes e personalidades participaram de homenagens (Foto Daniel Thame).

Dirigentes e personalidades em homenagens (Blog do Thame).

O “Cabôco” Alencar Pereira, que nomina apropriadamente a Praça de Alimentação, estava i feliz com a homenagem do shopping, de onde só saiu com a esposa Neusa, quando foi expulso porque o equipamento teve que fechar as suas portas. “Estou imensamente grato pela lembrança e muito feliz por rever tantos alunos repetentes que frequentam as aulas no ABC da Noite e vieram prestigiar o amigo”, disse o Rei do Beco do Fuxico.

O diretor do Grupo Chaves, Helenilson Chaves, destacou a iniciativa como a preservação da memória e o reconhecimento de pessoas que contribuíram com o desenvolvimento de Itabuna e da região.

Do Blog do Thame

UMA ELEIÇÃO HISTÓRICA

Tempo de leitura: 2 minutos

Marival Guedes | marivalguedes@yahoo.com.br

O inusitado não para aí. Em sete de abril de 1968, Alcântara morreu, vítima de infarto. Naquele período não havia a figura do vice.

Em 1967 a Câmara de Itabuna era composta por 13 vereadores, 12 da Arena (Aliança Renovadora Nacional), atual DEM, e um do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), hoje PMDB. Mas havia uma divisão, Arena-1, liderada pelo prefeito populista José de Almeida Alcântara, empossado em janeiro daquele ano, e a Arena-2, comandada pelo integralista José Soares Pinheiro.

O famoso advogado Raimundo Lima (19/12/1908 – 20/11/1987), ex-militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro) era o representante do MDB. Portanto, na disputa pela presidência do legislativo, teoricamente, não teria chance de vitória.

Mas os dois grupos não chegaram a um consenso e a Arena-1 decidiu apoiar Raimundo Lima, que se elegeu com sete votos contra seis. O inusitado não para aí. Em sete de abril de 1968, Alcântara morreu, vítima de infarto. Naquele período não havia a figura do vice. A lei determinava que o substituto do prefeito fosse o presidente da Câmara e Raimundo Lima recebeu “de bandeja” a chefia do executivo itabunense.

Em setembro daquele mesmo ano foi realizada nova eleição. Raimundo Lima apoiou seu correligionário Gutemberg Amazonas, que perdeu para Fernando Cordier.

Outro detalhe com relação à Câmara: a revista O Cruzeiro, de circulação nacional, destacou que o vereador mais jovem do Brasil estava no legislativo itabunense. Era o jornalista integrante da Arena-1, Eduardo da Anunciação, eleito aos 21 anos de idade.

Marival Guedes é jornalista e escreve no PIMENTA às sextas.

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