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11 de maio de 2021 | 01:59 am

"CONFRONTO DOS DESESPERADOS" NO ITABUNÃO

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Itabuna e Juazeiro rivalizam pelo título de pior time do Baianão 2012. Ambos têm 3 pontos em nove jogos, perderam seis partidas e empataram três. Não sentiram o gostinho da vitória neste ano. O aproveitamento é de apenas 11,11%. Os dois times vão se enfrentar às 20h30min desta quinta (23), no estádio Luiz Viana Filho (Itabunão).
A promessa é de jogo duro – de assistir. O ataque do Itabuna marcou 5 gols e a defesa sofreu 17 neste campeonato. O Juá até foi mais eficiente no ataque: 12 gols marcados, mas a defesa não colabora. Levou 29 gols em nove jogos, média de 3,22 gols sofridos por partida.
Às vésperas de enfrentar o Itabuna, o Juazeiro passou uma barca. Dispensou nove jogadores. O adversário tem vontade de mandar embora, pelo menos, mais quatro jogadores. O entrave: falta dinheiro.
Nem o presidente do Itabuna, Ricardo Xavier, resistiu à pior campanha do time nas edições do Baianão. Após ver sua equipe perder para o Vitória da Conquista na semana passada, perdeu a paciência, classificando-o de “time de b0$t@”.

FLU DERROTA JUAZEIRO E AJUDA O ITABUNA

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O Fluminense de Feira derrotou o Juazeiro e livrou o Itabuna de descer mais um degrau na escala para o fundo do poço do Baianão 2012. Nesta noite, o time feirense bateu o adversário por 1 a 2, no estádio Adauto Moraes, em Juazeiro.
O Flu acumula nove pontos com a vitória e salta para a sétima posição no campeonato. O Juá permanece na lanterninha com dois pontos, um a menos que o Itabuna. O líder do Estadual 2012 é o Bahia de Feira, com 16 pontos.
O Itabuna tentará a primeira vitória no campeonato no próximo domingo (12). A partida será fora de casa. O Azulino enfrentará o Feirense, no estádio Pedro Amorim, em Senhor do Bonfim, às 17h. O time ocupa a sexta colocação e vem de vitória, por 0 a 2, contra o Atlético.

VITÓRIA E ITABUNA EMPATAM (PARCIAL)

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Após duas goleadas sofridas pelo Itabuna, surpresa no estádio Manoel Barradas (Barradão) em Salvador. O Dragão do Sul está conseguindo segurar o ataque do Vitória e, por enquanto, 0x0. O jogo está no intervalo.
O Itabuna precisa vencer o Leão para escapar da zona de rebaixamento do campeonato. Hoje o time é vice-lanterna do Baianão 2012.

ITABUNA DISPENSA JOGADORES

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A diretoria do Itabuna Esporte Clube dispensou nesta sexta (27) o atacante Richard Falcão e o meia David. São os primeiros de uma lista de, pelo menos, cinco nomes que o time deverá dispensar nos próximos dias. A equipe conquistou um ponto em três jogos no Baianão 2012 e sofreu grande vexame na quarta (25) ao ser goleado pelo Bahia de Feira por 0 x 4 em pleno estádio Luiz Viana Filho.
O Azulino volta a campo no próximo domingo (29), às 17h, no Barradão, onde enfrentará o Vitória. O rubro-negro baiano vem embalado pelos dois últimos resultados no estadual, quando aplicou 6 x 1 no Juazeiro e 0 a 5 no Vitória da Conquista, no estádio Lomanto Júnior. O Vitória tem sete pontos e está na vice-liderança do Baianão, enquanto o Itabuna é o vice-lanterna, com 1 ponto.

TIGRE BATE O JUAZEIRO E GANHA FÔLEGO

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Tigre ganha oxigênio no Torneio da Morte.

O Colo Colo bateu o Juazeiro por 2 a 0, passou a lanterna do Torneio da Morte para o adversário e ganhou fôlego na luta para escapar da Segunda Divisão. O jogo foi encerrado há pouco, no estádio Mário Pessoa.

Diante de 4.480 torcedores, o time da casa abriu o placar aos 38min do primeiro tempo. Gol de Rodrigo. O alívio geral veio na segunda etapa. Peu, aos 47 minutos, fechou o placar em 2 a 0 para o Tigre Ilheense.

O resultado deixou o time na segunda colocação da “competição da agonia”, com 3 pontos, somente superado pelo Fluminense, que bateu o Ipitanga e foi a 4 pontos. O Flu de Feira é o próximo adversário do Colo Colo, sábado, às 16h, no Joia da Princesa. Ipitanga tem 3 pontos, mas perde no saldo de gols para o Colo Colo. O Juazeiro tem só um ponto.

Enquanto o profissional do Colo Colo luta para não cair para a segunda, o Sub-20 dá show no Baianinho 2011. O time bateu o Atlético de Alagoinhas por 5 a 0, na segunda fase do certame de juniores.

UNIVERSO PARALELO

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CAETANO VELOSO TEM OUVIDO PRIVILEGIADO

Ousarme Citoaian
Que João Gilberto “fala muito bonito” é avaliação de Caetano Veloso, feita há algum tempo.  “E João Gilberto fala?” – perguntei a meus botões, de forma retórica. Eles nada responderam (que querem?), nem precisava, pois João não fala, apenas exala da vitrola “aquele seu jeito encantado de cantar (…), com sua inconfundível divisão”, assim falou Rosa Passos. Talvez o mano Cae seja um desses privilegiados que têm ouvidos de ouvir a voz falada do cantor juazeirense. Ou não. Para mim, quem “fala bonito” de me deixar extasiado é outro baiano: Gilberto Gil.  Encontrei-o na revista Muito (grupo A Tarde), discorrendo sobre a velhice e outras doenças (ele tem 68 anos).

A SUBSTITUIÇÃO DA CRENÇA PELA DESCRENÇA

Ouçamo-lo: “Você passa a ter que responder a si próprio de maneira diferente, a dizer sim de maneira diferente, a dizer não mais severo, com mais intensidade, mais frequência. Passa a aceitar o sentimento da renúncia com mais resignação (…). A velhice é uma nova infância, no mesmo sentido dos cuidados específicos.” Invertendo os polos: “A juventude para mim, agora, é outra história, ela tem que se dá no sentido espiritual, da disposição para o encontro permanente com as instâncias de bem-estar, com a resignação, a capacidade de renúncia”. Interrogado sobre sua “transformação em agnóstico” disse que substituiu “a crença pela descrença”. Isto é falar bonito.

A VELHICE VISTA COM BELEZA E SABEDORIA

Ainda a propósito da questão religiosa, ele diz: “Hoje eu não creio nem descreio, não sinto necessidade da eleição dos objetos da crença, o Deus, os entes externos que habitam este mundo da transcendência. Nem preciso deles nem preciso do ateísmo. E não preciso achar, como eu achava antes, que quem acredita é melhor do que o incréu. Ou achar hoje que o incrédulo é melhor. Quem escolhe uma polaridade tende a achar que o outro não está certo, que ele é menor. É isso que autoriza o processo catequético, e eu não quero ter essa necessidade, me tornar missionário, discriminatório, juiz de nada”. Dizer que “a velhice é uma nova infância” – me soa pra lá de bonito: profundo.

OSCAR DECIDIDO ENTRE O VELHO E O NOVO

O Oscar de 2011, polêmica premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, já com mais de 80 anos, mostra neste domingo a velha dicotomia.  Os filmes favoritos – O discurso do rei e A rede social, na opinião do crítico Rubens Ewald Filho (foto) – são antagônicos em sua feitura e propostas. “O discurso… é um antiquado e muito bem feito filme inglês, com tudo direitinho, no lugar certo e com grandes interpretações; A rede social é um filme moderno, de um assunto pertinente, e tem a originalidade de o herói ser um filho da mãe, ou seja, um sacana que ganha US$ 4 bilhões. Não deixa de ser um retrato do nosso tempo” – resume o crítico.

FAROESTE PODE TER OUTRO OSCAR DE ATOR

Fã do faroeste (o gênero é a essência do cinema americano), aposto em Bravura indômita. É a saga de uma menina de 14 anos em busca de justiça, com a ajuda de um pistoleiro caolho, beberrão e mau humorado. A história é de 1969, filmada por Henry Hathaway, tendo John Wayne (Oscar de melhor ator daquele ano) e Kim Darby nos papéis principais. Agora, a direção é dos irmãos Joel e Ethan Coen, o pistoleiro é Jeff Bridges e a mocinha é a estreante Hailee Steinfeld (foto). Bravura… recebeu dez indicações, entre elas de filme, direção, ator e atriz coadjuvante (Steinfeld). Rubens Ewald Filho não gostou, é claro – disse que é “deprimente”.

BROKEBACK… OFENDEU O PALADAR CLÁSSICO

Se Bravura indômita ganhar algum Oscar (as dez indicações nada lhe garantem), junta-se à pequena relação de faroestes para os quais a Academia já se dignou de olhar. Sem pretensão de esgotar a lista, lembro: No tempo das diligências/1939 (dois), Matar ou morrer/1952 (quatro, com melhor ator para Gary Cooper), Os brutos também amam/1953 (um), Dívida de sangue/1965 (ator para Lee Marvin), Dança com lobos/1991 (o campeão, com sete prêmios) e Os imperdoáveis/1992 (filme, diretor, ator e atriz coadjuvantes). O único premiado antes dos anos noventa foi o pouco conhecido Cimarron/1931. Em 2006, Brokeback mountain, que os fãs do bangue-bangue consideram uma ofensa ao gênero, levou três estatuetas (incluindo diretor). O discurso… e A rede… são os cavalos de Rubens Ewald; Bravura…, minha zebra.

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O HOMEM QUE CONVERSOU COM A ÁRVORE

Ou o caso é de prosopopeia (também dita personificação) ou a figura tem nome que não alcanço. A mim me importa, mais do que nomenclatura, conteúdo: o sujeito conversa com uma árvore, a ela conta suas mágoas sentimentais (“Juazeiro, juazeiro,/ me arresponda por favor/ Juazeiro, velho amigo,/ onde anda meu amor?”) e ainda lembra ao pé de juá que ele tem responsabilidade no caso (“Juazeiro, meu destino/ tá ligado junto ao teu/ no teu tronco tem dois nomes/ ela mesmo é que escreveu”). E assim vai a confissão de amor ferido, num crescendo de emoção. Talvez por ser mais sensibilidade do que razão, se me eriça a pele cada vez que escuto Juazeiro (Humberto Teixeira-Luiz Gonzaga/1948).

A ESPERANÇA AMOROSA CEDE AO SOFRIMENTO

Há ali a humana dúvida (“Juazeiro, seja franco/ ela tem um novo amor?), a desconfiança (“Se não tem por que tu choras/ solidário à minha dor?”) e, com a cruel descoberta, a queda, a vitória do sofrimento sobre a esperança (“Ai, Juazeiro/eu não guento mais roer/ ai, juazeiro/ eu prefiro inté morrer”). Obra-prima de MPB romântica. Para quem se interessa por essas filigranas do falar brasileiro, digo que roer significa, em “pernambucanês”, sofrer por amor, curtir dor-de-cotovelo. Humberto Teixeira repetiria o regionalismo em Qui nem jiló/1949: “Saudade assim faz roer/ amarga qui nem jiló”. A matéria-prima do verbo roer é a ausência do ser amado, o amor não correspondido e cardiopatias semelhantes.

CULTURA NORDESTINA INTOCADA PELO JAZZ

Juazeiro é um tema adaptado por Luiz Gonzaga, a exemplo de Asa Branca. A melodia, de tristeza intensa, se aproxima do blues (não foi por acaso que a cantora Peggy Lee a gravou – com outra letra e sem os nomes dos autores). Em 2001, Dominguinhos reuniu mais de vinte artistas e com eles gravou dois CDs em homenagem ao Rei do Baião. O guitarrista Heraldo do Monte (foto) fez um arranjo primoroso para Juazeiro, retomando aquele “nhã-nhã-nhã” típico dos violeiros de feira que Gonzaga adaptou em Asa Branca. Autor e executante extraordinário, além de profundo conhecedor da cultura musical de sua terra (que não foi afetada pelo tempo em que tocou jazz nos Estados Unidos) HM nos dá, com seu arranjo, um Juazeiro novo .

A DILACERANTE TRISTEZA DE JANE DUBOC

A leitura de Dominguinhos para o texto de Humberto Teixeira mostra um homem de coração despedaçado; Jane Duboc (foto), na segunda parte, é de uma tristeza comovente – e quando diz “eu prefiro inté morrer”, eu sinto a garganta apertada (o clipe é especial para esta coluna).

(O.C.)

FEIRENSE BATE O JUAZEIRO

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Feirense e Juazeiro, no Joia da Princesa, encerraram a terceira rodada do Baianão 2011, nesta noite. O time de Feira de Santana fez valer o mando de campo e bateu o Juá por 2 a 0. Os gols foram marcados por Cril e Paulo Roberto.

O resultado deixou o Feirense com quatro pontos. O Juazeiro permanece sem marcar um ponto sequer em três jogos. A equipe enfrentará o Serrano neste final de semana. O Feirense joga contra o Atlético de Alagoinhas.

A PONTE PICOLÉ

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Da coluna Tempo Presente (A Tarde):

Por que a Ponte Presidente Dutra, que interliga Juazeiro e Petrolina, está duplicada do meio até o lado pernambucano e é pista única na banda baiana? O DEM prepara uma peça publicitária para atacar o assunto.

O povo, que não perdoa, já está chamando a Presidente Dutra de Ponte Picolé (palito baiano e sorvete pernambucano).

QUEM CEDO MADRUGA, DEUS AJUDA

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Norman Mailer

Dilma, Lula, produtor, Wagner... Cadê GV?

De branco, rosto limpo, sem óculos escuros, apenas a irreparável barba grisalha, o governador Jaques Wagner chegou cedo nesta sexta-feira (5) ao Aeroporto de Petrolina para recepcionar o presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Concedeu uma entrevista para uma emissora de rádio local e fez comentários sobre a aliança com o senador César Borges e o clima de aproximação provocado pelo presidente Lula com o PMDB baiano.

De azul claro, rosto queimado e óculos, o ministro da Integração também chegou cedo, na segunda-feira (1), a fim de organizar os preparativos da visita do presidente Lula. Por um desses despautérios da vida, Geddel só perdeu o horário desta sexta-feira. O vacilo custou caro, porque a assessoria de imprensa do governador baiano divulgava para os quatro cantos a entrevista de Wagner, que logo seria intercalada por outra do presidente Lula.

Na descida do avião, Wagner é puxado pelo companheiro de partido e acompanhado de perto pelo recém-aliado da pré-candidatura de Dilma no âmbito nacional, César Borges, do PR. Já na entrevista, Lula teceu comentário sobre os dois palanques na Bahia, e deixou claro que o desejo dele é a continuidade da aliança vitoriosa que elegeu Wagner e reelegeu o presidente em 2006.

Ainda no pátio do aeroporto, Wagner estende a mão ao ministro, que ergue a mão direta, enquanto o governador olha para o alto, como quem pede paciência aos céus e já ouviu do presidente novas recomendações para aceitar o peemedebista novamente na chapa para senador.

Conversa vai, conversa vem, ao longe, o ministro Geddel assiste atônito o presidente convidar o governador da Bahia para entrar no carro da presidência. Só Lula e Wagner. Nem Dilma acompanhou Geddel em outro veículo. O isolamento é evidente.

Sempre ao lado do presidente, Wagner visita as instalações da Codevasf. O sorriso largo não esconde a satisfação de quem arquiteta de maneira minuciosa a aproximação do PR e do senador César Borges, a corrosão do nicho do principal adversário, o ex-governador Paulo Souto, que a cada dia lamenta a saída de um corregilionário, e o isolamento de um ex-aliado refém de uma decisão precipitada e audaciosa, o ministro da integração, que não encontra sustentação nem musculatura política capazes de alavancarem uma candidatura que nasceu órfão.

A inclemência do tempo, apesar de ter tido a oportunidade de preparar o terreno da visita do presidente in loco, sorrateiramente tapeou o ministro Geddel. Os minutos e as horas desta sexta-feira (5), aparentemente correram a favor de um enredo cronologicamente definido pela equipe do governador Jaques Wagner, que transformou uma obra tocada pelo Ministério da Integração Nacional, numa iniciativa da mãe do PAC, a ministra Dilma Rousseff, a partir de uma proximidade que o governador baiano possui com o presidente Lula. Xeque.

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