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16 de junho de 2021 | 05:25 pm

ITABUNA: EMERSON OLIVEIRA É NOMEADO SECRETÁRIO INTERINO DA SAÚDE

Enfermeiro Emerson Oliveira assume a Secretaria da Saúde de Itabuna
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O enfermeiro Emerson Oliveira, diretor da Vigilância à Saúde, foi nomeado secretário interino da Saúde de Itabuna pelo prefeito Fernando Gomes. A nomeação ocorreu na tarde desta segunda (13).

À frente da Vigilância à Saúde, Emerson coordena as ações de testagem e monitoramento da covid-19 em Itabuna. Já ocupando o cargo, ele determinou o pagamento dos salários de todos os servidores da Secretaria.

O atraso de salário levou os mais de 1,3 mil funcionários da Pasta a paralisar as atividades hoje. Desde a última quarta (8), a Secretaria da Saúde estava sem comando. Contrário à reabertura do comércio, Juvenal Maynart deixou o cargo.

SECRETÁRIO DIZ QUE ITABUNA JÁ APLICOU MAIS DE 18 MIL TESTES RÁPIDOS PARA COVID-19

Itabuna já fez mais de 18 mil testes rápidos, segundo secretário
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O secretário de Saúde de Itabuna, Juvenal Maynart, disse que o município já aplicou mais de 18 mil testes rápidos para a detecção de covid-19. O município, segundo ele, ampliará as ações de diagnóstico da doença em mais categorias profissionais e em localidades onde são registradas grande incidência do vírus.

Os testes rápidos têm ajudado nas ações para identificar os casos positivos assintomáticos ou ainda no estágio inicial da doença. “É nesse momento que se traça um quadro real sobre a pandemia na cidade, com o trabalho de prevenção, e servindo de base para a reabertura da economia da cidade, cujos estudos estão sendo feitas através de uma parceria com Universidade Federal do Sul da Bahia e a Universidade Estadual de Santa Cruz”, disse.

Juvenal diz que número de testes ajuda a traçar quadro real da doença

A ampliação do teste rápido para detectar a Covid 19 é uma das principais ações desenvolvidas pela Secretaria de Saúde de Itabuna no enfrentamento à doença, já que a maioria das pessoas, não apresentam os sintomas da Covid. Os testes rápidos são uma alternativa, porque há grande dificuldade de aplicação dos testes considerados padrão ouro, o RT-PCR, que são mais precisos no diagnóstico.

Com a aplicação dos mais de 18 mil testes rápidos, afirma, foi possível identificar, isolar e fazer o acompanhamento dos pacientes positivados, evitando o contágio de outras pessoas. Além da realização de testes em casos suspeitos através de drive thru no estacionamento do Teatro Municipal Candinha Dória e de moradores do bairro de Fátima, local de maior incidência da doença, a Secretaria de Saúde vem efetuando a testagem de categorias profissionais como trabalhadores em supermercados, funcionários dos correios, bancários e servidores públicos municipais.

Segundo Juvenal, os espaços que registram casos positivos são interditados temporariamente e passam por um processo de desinfecção. A Prefeitura também fiscaliza o cumprimento das regras de higienização, distanciamento e uso de máscaras protetoras.

INFECTADOS

Ontem (5), Itabuna atingiu 2.991 casos confirmados do novo coronavírus, com 78 óbitos. Há 1.216 curados da doença, de acordo com a Secretaria de Saúde, e 1.697 casos ativos (pacientes em recuperação). O município é o terceiro em número de casos na Bahia e o segundo em mortes provocadas pela Covid-19.

ITABUNA: SECRETÁRIO FALA EM TRANSPARÊNCIA E COMO RECURSOS SÃO APLICADOS

Juvenal pede demissão após prefeito confirmar reabertura do comércio
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Juvenal Maynart, recém-empossado secretário de Saúde de Itabuna, disse ter adotado a estratégia de dar maior transparência às ações da pasta, detalhando os recursos que estão sendo repassados para a secretaria, por meio do Fundo Nacional de Saúde, e também de recursos próprios do município.

De acordo com o novo gestor, até o dia 11 de junho, véspera de assumir a pasta, havia em caixa R$ 67.252.798,80. Deste valor, R$ 3.989.301,70 depositados na Conta Caixa 0070; R$ 58.728.159,25 na Conta Caixa 2089; R$ 1.346.764,21 na Conta Caixa 2089; e R$ 3.188.573,64 na Conta BB 3445-2, referentes a recursos próprios, investimentos e custeio.

Por meio de sua assessoria, Juvenal Maynart esclarece que estão sendo obedecidas as classificações dos grupos Assistência Farmacêutica, Atenção Básica, Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar, Vigilância em Saúde, Coronavírus/COVID-19, Gestão do SUS e Investimentos por blocos de financiamento, bem como as ações detalhadas para cada finalidade.

RECURSOS COVID-19

Juvenal assumiu a Secretaria Municipal de Saúde no último dia 12. Segundo ele, dos R$ 32.913.376,58 para o combate à Covid-19, ele explicou que estes valores foi assim distribuído:

– Secretaria Municipal de Saúde recebeu R$ 26.227.728,61 (proveniente do Fundo Nacional de Saúde, sendo que destes R$ 111.294,55 referem-se às doações do Ministério Público do Trabalho (MPT);

– Já a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (Hospital Calixto Midlej Filho e Hospital Manoel Novaes) recebeu da Pasta repasse, nesta quinta-feira (18), de R$ 5.480.677,62; e

– Para a Fundação Fernando Gomes (Maternidade Ester Gomes), R$ 1.054.743,35.

Os repasses do Fundo Nacional de Saúde, informou, podem ser consultados pelo portal Portal do Ministério da Saúde, no endereço portalfns.saude.gov.br.

ITABUNA: UESC E UFSB AUXILIARÃO SECRETARIA DE SAÚDE NO COMBATE À COVID-19

UFSB abre vagas para ingresso em cursos de graduação
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As universidades Estadual de Santa Cruz (Uesc) e Federal do Sul da Bahia (UFSB) serão parceiras da Secretaria de Saúde de Itabuna no enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19). As duas instituições trabalharão com o município disponibilizando profissionais especializados em estatística, planejamento e saúde, além de auxiliar a SMS nas ações para o enfrentamento da pandemia, além dos seus impactos na mobilidade urbana, economia, meio ambiente e vida da população.

Um dos principais desafios do grupo será definir as bases científicas para a flexibilização e abertura gradual do comércio, respeitando as diretrizes e os protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS). O conhecimento técnico das universidades e a experiência do corpo técnico epidemiológico da Secretaria de Saúde proporcionarão um trabalho conjunto no enfrentamento da pandemia, no entendimento do titular da SMS, Juvenal Maynart.

pós ofício encaminhado pela Secretaria Municipal de Saúde, o reitor da Uesc, Alessandro Fernandes de Santana, indicou os professores Gustavo Lisboa, do Departamento de Ciências Econômicas; Gesil Sampaio Amarante Segundo, do Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas; e Pollyana Alves Dias Costa, do Departamento de Ciências da Saúde, para o grupo de estudos. Já a reitora da UFSB, Joana Angélica Guimarães, indicou Clara Mônica Figueiredo de Lima, Nadson Ressye Simões da Silva e Fabricio Berton Zanchi.

NOVO SECRETÁRIO, JUVENAL PROMETE PROJETO PARA A SAÚDE “DENTRO DE POUCOS DIAS”

Juvenal pede demissão após prefeito confirmar reabertura do comércio
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Juvenal Maynart assumiu a Secretaria de Saúde de Itabuna, hoje (12), com a promessa de apresentar, “dentro de poucos dias”, um projeto para a Pasta e de estabelecer relações articuladas com a comunidade acadêmica e todos os entes. Além de atenção à rede, o foco principal será as ações para conter o avanço da covid-19 e aos hospitalizados pela doença, tanto de Itabuna como de outros municípios.

Ex-diretor-geral da Ceplac e ex-presidente da Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (Fasi), mantenedora do Hospital de Base, Juvenal disse que vai buscar a comunidade acadêmica para definir ações de combate à covid-19 no município e trabalhará de forma articulada por ações na média e alta complexidade com os vários entes – municípios pactuados, Estado e União, além da rede conveniada.

Hoje, na posse, Juvenal reforçou a necessidade do trabalho em parceria com a rede conveniada ao apontar o papel desempenhado pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. “O provedor está disposto a nos prestigiar nas discussões deste processo e na construção do projeto [para a saúde]. Espero, dentre de poucos dias, apresentar projeto e discutir todas essas dinâmicas”, afirmou.

O novo secretário ressaltou o “grande trabalho” da instituição filantrópica na atenção às vítimas da covid-19. Nos três primeiros meses, os pacientes de Itabuna contavam apenas com os hospitais Calixto Midlej Filho e Manoel Novaes para atendimento médico-hospitalar, com ofertas de leitos clínicos e de UTIs. Somente no final de maio, o Hospital de Base começou a instalar equipamentos para disponibilizar leitos de UTI exclusivos para pacientes covid-19.

TESTAGEM E PESQUISA

Ainda em abril, o novo secretário participou da elaboração de proposta ao município e estado que envolvia pesquisa e ampla testagem da população itabunense como uma das ações para o controle do novo coronavírus em Itabuna. A proposta foi apresentada ao prefeito Fernando Gomes e ao governador Rui Costa pelo presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Ricardo Xavier. A proposta envolve as universidades Estadual de Santa Cruz (Uesc) e Federal do Sul da Bahia (UFSB).

 

ITABUNA: FERNANDO DÁ POSSE A 3 NOVOS SECRETÁRIOS

Fernando dá posse aos três novos secretários da Administração, da Saúde e da Sesttran
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Há pouco, o prefeito Fernando Gomes deu posse aos novos secretários municipais Alecsandro Leal (Segurança, Transporte e Trânsito), Juliana Oliveira (Administração) e Juvenal Maynart (Saúde). A solenidade ocorreu no Centro Administrativo Firmino Alves, mas, por causa da covid-19, restrita à equipe do cerimonial e do gabinete do prefeito, além do presidente da Câmara, Ricardo Xavier.

O prefeito Fernando Gomes agradeceu o empenho dos ex-secretários. Dois deles estavam lá – Son Gomes (Administração) e Valci Serpa (Sesttran). A ausência notada foi a do ex-titular da Saúde Uildson Nascimento, exonerado na última quarta (10), após críticas duras ao secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas.

Fernando ainda disse que espera resultados e lealdade dos novos secretários que assumem em plena pandemia e lembrou do período de quase sete meses de gestão que terá pela frente. O novo secretário da Saúde, Juvenal Maynart, disse sinalizou que estreitará os laços do governo com a comunidade acadêmica para buscar soluções no combate à covid-19.

O RETORNO DE JUVENAL, DE VOLTA PARA O FUTURO

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Quando Maynart deixou a direção do Hospital de Base, os interesses e as pressões do empresários da Saúde – que historicamente age sorrateiramente nos bastidores, à escondidas – falaram mais alto. No final de abril, em Itabuna não havia nenhuma morte por vocid-19. Hoje, o município é o epicentro da doença na Bahia.

Ederivaldo Benedito|| ederivaldo.benedito@gmail.com

O anúncio da posse de Juvenal Maynart como secretário de Saúde de Itabuna nos faz lembrar dois filmes que conquistaram o sucesso em meados da década de 80: O Retorno do Jedi e De Volta para o Futuro.

No primeiro, um jovem conhece a mãe – antes do casamento com seu pai – que fica apaixonada por ele e põe em risco sua própria existência. O outro, mostra a construção da Estrela da Morte, a estação bélica do Imperador Palpatine e os bandidos da galáxia.

Juvenal Maynart, ex-presidente da Fasi-Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna, instituição que administra o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, está retornando à administração Fernando Gomes. No último dia de março, ele pediu demissão fazendo duras críticas ao modelo de gestão do setor no município.

Após realizar um trabalho reconhecido por todos, Maynart queria transformar o Base numa unidade referência ao combate do coronavírus no sul da Bahia. A proposta, muito bem aceita pelo governador do Estado – que chegou a ser por anunciada ao vivo, em entrevista a Imprensa – enfrentou forte resistência de um grupo de médicos liderados pelos bolsonaristas Eduardo Fontes e Amilton Gomes, inimigos políticos ferrenhos e declarados de Rui Costa e do PT.

Com apoio do vice-prefeito Fernando Vita e da secretária de Governo, Maria Alice, o grupo, que contou com a participação dos médicos Almir Gonçalves e Isaac Nery, agiu nos bastidores e convenceu Fernando Gomes – no momento licenciado do cargo – a enviar uma carta a Rui Costa anunciando que o Base retornaria os atendimentos emergenciais, clínicos-cirúrgicos e traumáticos.

Irritado, o governador mandou o secretário estadual de Saúde ligar para Maria Alice. O conteúdo da conversa não foi nada amistoso e Fábio Vilas-Boas chegou a ameaçar retirar a gestão plena da Saúde de Itabuna. A partir daí, a relação Rui Costa-Fernando Gomes nunca mais foi a mesma. Continua estremecida e o governador apenas finge que esqueceu a desfeita do prefeito itabunense.

Em defesa de seus interesses, o grupo apresentou como opção o Hospital São Lucas, um hospital sucateado, segundo Fábio Vilas-Boas. Resultado: o Base continua enfrentando problemas, a população continua sofrendo e os empresários da Saúde continuam agindo nos bastidores, com duras críticas ao prefeito e ao governador. A crise se agrava e o São Lucas, que poderia estar aberta ao público, continua fechado.

Só o futuro dirá se Juvenal Maynart acertou ao sair ou se está errando ao retornar. Mas ele sabe que vai enfrentar as mesmas forças ocultas que agiram em abril último. Que, em Itabuna, muitos beneméritos, filantropos, abnegados, desprendidos desejam inviabilizar o pleno funcionamento do Hospital de Base. Eles pensam apenas na saúde dos seus bolsos.

Quando Maynart deixou a direção do Hospital de Base, os interesses e as pressões do empresários da Saúde – que historicamente age sorrateiramente nos bastidores, à escondidas – falaram mais alto. No final de abril, em Itabuna não havia nenhuma morte por covid-19. Hoje, o município é o epicentro da doença na Bahia.

Na manhã desta sexta-feira, dia 12, Juvenal Maynart assume a Secretaria de Saúde de Itabuna. No seu futuro está a paixão pela mãe Saúde e o amor por Itabuna; no seu retorno, o desafio de fazer o Hospital de Base referência em salvar vidas, cuidar das vítimas da pandemia do coronavírus e enfrentar os interesses dos empresários do setor, que continuam agindo nos bastidores.

Ederivaldo Benedito é radialista e jornalista, além de editor do Blog do Bené.

JUVENAL MAYNART ASSUMIRÁ A SECRETARIA DE SAÚDE DE ITABUNA

Juvenal pede demissão após prefeito confirmar reabertura do comércio
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Ex-diretor-geral da Ceplac e do Hospital de Base, Juvenal Maynart assumirá a Secretaria de Saúde de Itabuna na manhã da próxima sexta (12). Ele substituirá Uildson Nascimento, exonerado na tarde desta quarta (10) pelo prefeito Fernando Gomes.

O prefeito decidiu tirar Uildson por causa das fortes críticas feitas ao secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas. Uildson havia dito que o titular da Sesab virou as costas para Itabuna.

Fernando disse que exoneraria Uildson porque as críticas de Uldson atingiam, diretamente, um parceiro que sempre foi legal desde o primeiro ano da sua gestão, o governador Rui Costa.

Ainda diz que fará justiça a um de seus melhores quadros neste governo. Juvenal Maynart deixou a direção da fundação que mantém o Hospital de Base de Itabuna, após discordar de decisão de Fernando de fazer do hospital unidade mista para covid-19 e outras enfermidades.

À época, Fernando disse que ele ficaria onde quisesse. Juvenal declinou. Desde o ano passado, Fernando dava sinais de que poderia colocar Juvenal na SMS, caso Uildson não desse conta do recado. Administrativamente, Uildson era satisfatório para Gomes. Porém, faltou-lhe traquejo político nas entrevistas. Uma das derradeiras custou-lhe o cargo.

Em maio, Juvenal elaborou um plano de combate à covid-19 em Itabuna. Levou ao presidente da Câmara de Itabuna, Ricardo Xavier. O presidente do Legislativo apresentou este plano ao prefeito e encaminhou cópia ao governador Rui Costa. Atualizado às 18h15min.

A VISÃO DE JUVENAL PARA O PÓS-PANDEMIA

Juvenal pede demissão após prefeito confirmar reabertura do comércio
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Com a experiência de vida e dos cargos que ocupou, Juvenal Maynart fez uma leitura destes tempos e apontou cenários possíveis para o pós-pandemia da Covid-19. Foi num papo com o também experiente jornalista Levi Vasconcelos, d´A Tarde.

Maynart enxerga dois cenários, descritos por Levi em sua coluna:

1 – O governo e as prefeituras ganham a guerra e assistem ao declínio da Covid lá para julho ou agosto, como projetam, tudo que todos querem e esperam.

2 – A Covid invadiu as favelas e o governo perdeu o controle. Cenário de pânico geral, o que ninguém quer.

E vaticina:

– Se tudo correr bem, é bom lembrar que a economia não vai voltar como num passe de mágica, será algo lento, gradual.

Na entrega do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) à Assembleia Legislativa, o secretário estadual Walter Pinheiro (Planejamento) trabalhou com a previsão de declínio da covid-19 em agosto.

JUVENAL APONTA RISCOS EM DECISÃO DE FERNANDO E DEIXA COMANDO DO HOSPITAL DE BASE

Juvenal pede demissão após prefeito confirmar reabertura do comércio
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Juvenal Maynart tornou público o teor da carta em que pede a exoneração do cargo de diretor-presidente da fundação mantenedora do Hospital de Base, a Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (Fasi). Ontem (30), o prefeito Fernando Gomes decidiu que o hospital não mais atenderia apenas pacientes vítimas do novo coronavírus (covid-19), como anunciado na última sexta-feira (27). Juvenal enxerga como perigosa a decisão do prefeito.

Para Juvenal, seria mais eficaz o hospital atender a um só fim (pacientes vítimas do coronavírus), para evitar contaminação cruzada.

E exemplificou:

– Evitaríamos que um paciente entrasse com o tornozelo quebrado saísse num caixão, vítima do coronavírus, numa infecção cruzada, sem direito a velório – explicou.

Na avaliação de Juvenal, voltar a ser portas abertas, recebendo variados tipos de pacientes, muitos já infectados pelo novo coronavírus, é uma temeridade no enfrentamento de “praga tão virulenta, que não respeita fronteiras, gênero, idade ou condição social”.

E emenda com um alerta:

“Temo que muitas vidas podem ser perdidas”.

Desde o último sábado (28), o Hospital de Base passou a ser referência exclusiva para pacientes com o novo coronavírus. Os demais pacientes estavam sendo encaminhados para o Hospital Costa do Cacau, na Rodovia Ilhéus-Itabuna. A decisão foi acertada entre governo estadual e o prefeito de Itabuna. Porém, ontem, Fernando recuou, contrariando orientações de técnicos. Juvenal decidiu, então, pegar o boné ao ver que a decisão contém riscos imensuráveis, como expõem na carta.

Abaixo, o inteiro teor da carta com o pedido de exoneração de Juvenal, que faz vários alertas.

Ao Prefeito Sr. Fernando Gomes de Oliveira
C.C Secretária de Governo
Maria Alice Pereira

Juvenal Maynart Cunha, brasileiro, inscrito no CPF sob o nº 293.733.525-04, venho pelo presente formalizar à Vossa Excelência meu pedido de exoneração do cargo em comissão de DIRETOR PRESIDENTE da Fundação de Atenção a Saúde de Itabuna – FASI, que exerço em razão de nomeação pelo Decreto de nº 13.396, com data de 02 de setembro de 2019.

Sinto-me na obrigação de formalizar tal pedido por entender que a minha contribuição ao Governo e à Saúde do município já não se faz necessária, especialmente por ter, no dia de ontem (segunda-feira, 30.03), observado uma mudança de rumo muito perigosa no que se refere à condução das ações de enfrentamento ao flagelo do Coronavírus (Covid-19) no município e na região.

O Hospital de Base, senhor Prefeito, passaria à condição de Referência em atendimento a 800 mil potenciais pacientes da microrregião de Ilhéus e Itabuna. Essa mudança, lastreada nos ofícios do Governo do Estado (nº 258, da Sesab), e do próprio Município (nº 124/2020/SMS), que seguem anexos, se constituiu na esperança de um atendimento mais eficaz, porque direcionado a um só fim.

Também seria mais seguro para a comunidade em geral, visto que já não iriam ser misturados pacientes que procurassem nossa unidade por outros motivos, aos que estivessem tratando da Covid-19, dado o alto risco de contágio. Evitaríamos que um paciente entrasse com o tornozelo quebrado saísse num caixão, vítima do coronavírus, numa infecção cruzada, sem direito a velório.

Sendo uma unidade de atendimento exclusivo, teríamos aporte (habilitação) de 31 leitos de UTI, que se somariam aos nossos 9 leitos já habilitados, o que iria perfazer um total de 40 desses leitos. Como uma ação local, preparamos espaço para uma eventual expansão, com capacidade para mais 90 leitos, prontos para receber respiradores.

Esses, caso necessário, se somariam aos 60 leitos anunciados pelo Governo do Estado, perfazendo 150 leitos clínicos, todos equipados com respiradores. Todos esses leitos, habilitados, fariam de nosso Hospital de Base uma verdadeira referência – aí no sentido de importância – estadual, quiçá nacional, no tratamento desses agravos.

Não é demais lembrar que estaríamos preparados para atendimento exclusivo para os casos de infecção pelo novo Coronavírus (Covid-19) já a partir da sexta-feira (03.04), com os nossos 9 leitos de UTI, que já estão habilitados, e na segunda-feira (6), com os 60 leitos clínicos, além dos 31 novos leitos de UTI, desde que chegassem os equipamentos anunciados pelo secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas.

Seríamos, sem dúvidas, um dos hospitais mais bem equipados do interior baiano, podendo, a depender da habilidade política do futuro gestor, reter para seu patrimônio todos esses equipamentos, superada a pandemia.

Finalmente, alerto à gestão que, voltar a ser portas abertas a cerca de 160 municípios, recebendo variados tipos de pacientes, muitos desses certamente já infectados pelo coronavírus, se constitui uma temeridade do ponto de vista do enfrentamento a uma praga tão virulenta, que não respeita fronteiras, gênero, idade ou condição social. Temo que muitas vidas podem ser perdidas.

Deixo, porém, muito claro, que essa saída em nada abala meus sentimentos de amizade pessoal e admiração pelo político. Espero ter correspondido às expectativas da gestão, enquanto pude continuar no cargo.
Senhor prefeito, sabemos que é difícil chegar a esse cargo tão relevante e humanista. Sábio, porém, é saber a hora de sair.

Itabuna, 31 de março de 2020
Juvenal Maynart Cunha

“JUVENAL LUTOU PELO FORTALECIMENTO DA CEPLAC”, AFIRMA RICARDO XAVIER

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Sessão especial debateu revitalização da Ceplac em 2017

O presidente da Câmara de Itabuna, Ricardo Xavier, destacou o trabalho de Juvenal Maynart à frente da Ceplac nos últimos três anos. Juvenal deixou a direção do órgão na última sexta-feira (18).

“Juvenal é um grande técnico, lutou pelo fortalecimento da Ceplac e deixou uma marca na instituição”, disse Xavier, ressaltando que a revitalização da Ceplac é uma das bandeiras da Câmara de Itabuna.

Já em fevereiro de 2017, enfatiza Ricardo, a Ceplac fez 60 anos de criação e o Legislativo itabunense aprovou medidas visando o seu fortalecimento, durante Sessão Especial proposta, conjuntamente, por ele e pelos vereadores Charliane Sousa, Pastor Francisco e Babá Cearense.

CEPLAC GANHA NOVAS FORÇAS PARA TIRAR O CACAU DA CRISE

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Sede regional da Ceplac na Rodovia Ilhéus-Itabuna || Foto Pimenta/Arquivo

Da Tribuna da Bahia

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) acaba de ganhar novas forças para tirar o cacau da crise em que se encontra, há quase três décadas. No último dia 1º, o presidente Jair Bolsonaro assinou a Medida Provisória 870 que determina o retorno da Ceplac ‘como órgão singular autônomo’.

Dia seguinte, quarta-feira, dia 2, o presidente publicou o Decreto nº 9.667 em que ‘Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, remaneja cargos em comissão e funções de confiança, transforma cargos em comissão e funções de confiança e altera o Decreto nº 6.464, de 27 de maio de 2008, que dispõe sobre a designação e atuação de adidos agrícolas junto a missões diplomáticas brasileiras no exterior’.

A Medida Provisória 870 beneficiou, diretamente, à Ceplac, quando deu, à mesma, novas funções e cargos na sua estrutura. E, por extensão, mostrou um forte propósito em fortalecer o setor, com base na pesquisa e extensão; com foco na implantação de sistemas agroflorestais, que vão garantir a sustentabilidade futura da lavoura cacaueira. No decreto nº 9.667, foram criados cinco novos cargos, vinculados à Diretoria, em Brasília, que vão cuidar, exclusivamente, dos projetos e parcerias.

NOVA CEPLAC

Juvenal Maynart, diretor-geral da Ceplac

Representantes da instituição afirmam que a consultoria realizada no órgão, ano passado, foi definidora para esta consagradora vitória. “A Nova Ceplac” – como já está sendo denominada – foi mantida como órgão singular, porém com um viés mais voltado para a pesquisa e extensão por meio de projetos e parcerias.

“Trata-se de uma conquista significativa, que deve ser comemorada por todos os que lutaram pelo fortalecimento da Ceplac, uma instituição fundamental na retomada do crescimento no sul da Bahia”, destaca o diretor-geral, Juvenal Maynart Cunha, em entrevista, por telefone, a partir de Brasília.

Juvenal Cunha disse, ainda, que a consultoria identificou as potencialidades do órgão, bem como as suas fragilidades, em um longo estudo, que já começa a apresentar os resultados. “Em relação às superintendências, apontou diversas soluções, porém não recomendou o aumento de cargos”, sintetiza.

A partir da nova legislação criada em torno da Ceplac, os produtores estão na expectativa de um novo momento para o mercado de cacau e chocolate. Especialmente quanto à chegada de projetos consistentes para resolver o problema da baixa produtividade em algumas regiões, enquanto tratam da questão das dívidas em outras frentes.

ÁREAS DEGRADADAS

Hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia produtiva do cacau e do chocolate gira em torno de 25 bilhões de reais, gerando cerca de 180 mil empregos diretos no Brasil. Para Juvenal Cunha, “a revitalização do cacau nacional será feita usando os sistemas agroflorestais na recuperação de áreas degradadas nos biomas da Mata Atlântica e Floresta Amazônica”.

O diretor-geral da Ceplac reconhece que existem algumas questões ambientais a serem resolvidas na Bahia como o manejo do cacau Cabruca e o endividamento dos produtores. “Com a otimização e aprimoramento dos sistemas agroflorestais, será possível fazer o sistema Cabruca funcionar, não somente sob a perspectiva de lucratividade, mas, também, sob a perspectiva ambiental e os benefícios para a Mata Atlântica e para o mundo”, revela.

Na Bahia, a produção do cacau Cabruca, plantado em sub-bosque, tem um rendimento ainda pequeno. Nos 350 mil hectares utilizados se consegue apenas 250 kilos do produto por hectare; enquanto o Pará já atinge 900 kilos por hectare. Esta dificuldade no manejo é um dos diferenciais da baixa produtividade no nosso estado.

Quanto à sustentabilidade social da lavoura cacaueira, o gestor da Ceplac avisa que ela “está demonstrada no Projeto Rotas do Cacau, que tem foco no desenvolvimento local, sendo feito em parceria com o Ministério da Integração Nacional; enquanto, a sustentabilidade econômica está dentro do Plano de Expansão Sustentável da Produção que prevê um aumento na produção em 50% nos próximos 5 anos, atingindo 300 mil toneladas anuais e aumento de 100% na produção de amêndoas em 10 anos”, finaliza.

GOVERNO ACELERA DEFINIÇÃO DE NOVO MODELO DA CEPLAC; “É UMA VIRADA”, FESTEJA JUVENAL

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Sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna.

Sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna.

Juvenal Maynart, diretor geral da Ceplac

Juvenal Maynart, diretor geral da Ceplac

O ministro em exercício da Agricultura, Eumar Novacki, assinou portaria que acelera a contratação de consultoria especializada para formatar o novo modelo organizacional da Ceplac. Edital para contratar a consultoria será definido, conforme a Portaria 2.088, pela comissão de implantação de grupo de trabalho.

A comissão será composta pela Coordenação-Geral de Desenvolvimento Institucional (CGDI) e diretoria da Ceplac, tendo 45 dias para conclusão dos trabalhos, conforme a Portaria assinada pelo ministro.

O plano está sendo definido dentro de um acordo de cooperação técnica do governo com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

“Vai pintar uma modelagem bacana para a Ceplac”, afirma o diretor geral do Departamento, Juvenal Maynart, em entrevista ao PIMENTA.

A formatação jurídica da Ceplac é um dos dez pontos de relatório do Grupo de Trabalho da Ceplac. Dentre os outros pontos, o relatório aponta como urgências a pesquisa da situação do Banco de Germoplasmas do Departamento e detalhamento do Plano de Crescimento Sustentável da cadeia produtiva do cacau.

O relatório também toca em pontos importantes para o órgão e para a lavoura cacaueira, a exemplo da adequação do planejamento estratégico da Ceplac 2012-2022 e o estudo para reedição do Fungecacau, com a finalidade de financiar programa de biossegurança para a cadeia produtiva.

Juvenal acredita que a criação do grupo de trabalho e contratação de consultoria especializada são passos importantes na definição do futuro da Ceplac. “É uma virada para a região, para a Ceplac, pois define um novo modelo [para o departamento]”, reforça.

MAIOR PRODUÇÃO DE CACAU E CHOCOLATE

Ainda na entrevista ao PIMENTA, o diretor geral do Departamento ressalta a importância da lavoura cacaueira para a economia, principalmente com estudos apontando que pode faltar cacau no mundo. Um dos seus derivados, o chocolate, registrou alta produção em 2016, alcançando 13%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab).

GOVERNO ANUNCIA R$ 2,13 BILHÕES PARA O CACAU

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Juvenal festeja crédito para a lavoura.

Juvenal: crédito para a lavoura.

Governo assegura mais crédito para o cacau.

Governo: dinheiro para plantio.

A partir de 1º de julho, os cacauicultores poderão contar com R$ 2,13 bilhões em crédito de investimento para a implantação, melhoramento e manutenção de suas lavouras em sistemas florestais ou agroflorestais. O anúncio foi feito pelo governo federal.

Os recursos fazem parte do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). Antes, o plantio com incentivo do ABC só era permitido na Amazônia. Com o novo PAP, foi ampliado para as outras regiões do país, principalmente Bahia e Espírito Santo.

De acordo com o diretor da Ceplac, Juvenal Maynart, financiar o incremento da produção do cacau no sistema de Agricultura de Baixo Carbono é uma visão inovadora. O cacau, reforça, é uma árvore nativa da Floresta Amazônica e de boa convivência com as florestas nativas.

Juvenal também ressalta o papel da Ceplac, hoje departamento do Ministério da Agricultura. “A Ceplac é detentora da ciência e extensão rural na inserção produtiva, tanto na Floresta Amazônica quanto na Mata Atlântica – ressalta o diretor.

Os projetos apresentados com essas finalidades às instituições financeiras terão limite de financiamento de até R$ 2,2 milhões por produtor de cacau a taxas de juros de 7,5% ao ano e com prazo de pagamento de até 12 anos. Além do cacau, também estão contempladas as plantações de açaí, oliveira e nogueira no Programa ABC.

DESAFIO É AUMENTAR PRODUÇÃO

O Brasil é o sétimo produtor de cacau do mundo, atrás da Costa do Marfim, Gana, Indonésia, Equador, Camarões e Nigéria. Em 2017, o país importará 60 mil toneladas de amêndoas. “O grande desafio é deixar de ser importador de amêndoas africanas, para melhor atender a indústria nacional, até mesmo pelos riscos fitossanitários”, destaca Maynart.

Segundo Maynart, o governo está implementando medidas que propiciem novos investimentos para a revitalização da economia cacaueira. O Brasil tem toda a cadeia produtiva de cacau e chocolate instalada no país, estando previsto para este ano negócios da ordem de R$ 22 bilhões.

De acordo o IBGE, em 2016, a produção brasileira ultrapassou 214,7 mil toneladas de amêndoas secas de cacau, em uma área de 707,2 mil hectares. Os principais estados produtores são Bahia (116,1 mil toneladas), Pará (85,8 mil), Espírito Santo (5,5 mil) e Rondônia (5,2 mil). Atualmente, o consumo interno é de cerca de 190 mil toneladas de derivados de cacau.

JUVENAL: “A MODERNIDADE CHEGOU E ENGOLIU A VELHA CEPLAC”

Tempo de leitura: 4 minutos
Juvenal: Ceplac precisa ir além dos portões.

Juvenal Maynart.

Juvenal Maynart, ex-superintendente regional da Ceplac, tem uma visão polêmica do órgão federal que, por décadas, foi uma das principais referência para a antes pujante região sul da Bahia. Para ele, o que antes era sinônimo de região cacaueira hoje precisa se reinventar. “A modernidade chegou e engoliu a velha Ceplac”.

O ex-superintendente empolga-se ao falar de outros temas que se relacionam ao – e com o – órgão federal, a exemplo de sistema cabruca e Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Para ele, a instalação do Centro de Formação em Tecnologias Agroflorestais representa um novo paradigma, assim como a própria universidade.

Confira um papo rápido com ele, que, na segunda passada, disse rejeitar um retorno ao comando regional da Ceplac. 

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A UFSB acaba de lançar um equipamento que sequer estava previsto para Itabuna, em seu planejamento inicial. O que muda na relação institucional e como o produtor e a sociedade vão ser beneficiados?

Juvenal Maynart – Entendo que a instalação do Centro de Formação em Tecnologias Agroflorestais, numa proposta de levar domínio dessas tecnologias – com a transversalidade da sustentabilidade ao produtor, será uma revolução na ciência e na extensão rural. É a ocupação do novo paradigma. A implantação de uma visão da extensão que levará engenheiros florestais e agrônomos a núcleos regionais, em que a ciência prática será a validadora do final de cursos de cada discente (aluno), um projeto com aplicação prática será o passaporte para a conclusão do curso. É uma visão totalmente nova de extensão.

Explique o que o senhor chama de novo paradigma na ciência e na extensão. Para onde ele nos levaria, em sua visão?

Juvenal – É uma visão de extensão multiplicada com tecnologia, inovação, sustentabilidade e, acima de tudo, a matriz de cacau cabruca em usos de Áreas de Proteção Permanente (APP), a implantação de reservas legais com árvores nativas, dentro de um projeto maior, a Conservação Produtiva, que é o que foi validado na Rio+20. Aonde nos levaria? À recuperação das bacias dos rios Cachoeira e do Almada. Falei de tecnologia, uso do sistema cabruca em APP, implantação de reservas com nativas. Isso resultaria na recuperação das nascentes e das nossas bacias.

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A Ceplac ainda fala em contratar novos extensionistas para ir de porteira em porteira, chegando pela manhã e saindo à tarde, esperando o almoço do fazendeiro e pleiteando meia diária do governo.

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A UFSB vai “engolir” a Ceplac?

Juvenal – Estamos falando de uma instituição que tem, nesse campo de que tratamos, um pró-reitor que emplacou um artigo na capa da Nature. A Ceplac se tornou uma instituição analógica. Falei que a nova extensão é revolucionária, exatamente, porque prevê uma multiplicação a partir de um uso intenso da tecnologia. A Ceplac ainda fala em contratar novos extensionistas para ir de porteira em porteira, chegando pela manhã e saindo à tarde, esperando o almoço do fazendeiro e pleiteando meia diária do governo. Não há espaço para esse extensionista no modelo proposto pela UFSB.

Vai engolir?

Juvenal – A modernidade chegou e engoliu a velha Ceplac, mesmo que esta ainda não tenha sido digerida. Já a UFSB, chega antenada com a modernidade no fazer científico. O que a sociedade clama é que a Ceplac seja capaz de se ajustar ao novo paradigma, que seja mais moderna, que se insira dentro da GigaSul, a rede de banda larga que vai atender a UFSB, mas também às outras instituições. Claro, não é apenas estar dentro dessa rede, mas o que vai se fazer estando ali.

O que quer a Ceplac?

Juvenal – Na verdade, a luta do velho é pela manutenção do status quo. Quando falo do velho, falo de seu corpo diretivo. A luta do velho é apenas por um mecanismo que dá a ele plenos poderes, que é a singularidade ceplaqueana. Querem ser autônomos, distantes do Ministério da Agricultura. Será que essa singularidade é boa para a sociedade? Claro que não. Essa luta pelo velho modelo só atende a esse desejo de se manter fechado dentro daqueles portões.

Há saída?

Juvenal – Claro. Se o velho estiver disposto a se adaptar ao novo modelo, é claro que a sociedade abraça. Agora, não dá para continuar eternamente enganando. A sociedade está atenta, os produtores melhoraram seu discurso e a imprensa está acompanhando tudo.

O senhor já foi superintendente para a Bahia e foi coautor desse processo de aproximação entre Ceplac e UFSB. Voltaria a dirigir o órgão nesse momento?

Juvenal – Como agente político, em exercício pleno dessa proposta, como quadro de meu partido, [o PMDB], estou disposto a ajudar no debate. Agora, pensar numa volta à Superintendência, jamais. Me sinto realizado com o trabalho feito. Figurinha repetida não completa álbum.

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