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30 de maio de 2020 | 06:21 pm

BARRO PRETO E ITAPÉ TÊM MAIS ELEITORES QUE HABITANTES

Tempo de leitura: 2 minutos

Barro Preto é um dos 13 municípios baianos com mais eleitor que habitante || TV Santa Cruz

Itapé e Barro Preto, ambos no sul da Bahia, estão entre os 13 municípios do Estado com número de eleitores maior que o de habitantes.  De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Barro Preto possui 5.743 habitantes.
A diferença entre eleitorado e população é inferior a 100 pessoas. O município tem 5.838 eleitores aptos a comparecer à urna em outubro, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA).
Itapé também vive situação semelhante. Com 9.008 habitantes, conforme a estimativa de 2018, o município possui 9.547 eleitores, segundo a Justiça Eleitoral.
A diferença surgiu após a última estimativa populacional, divulgada pelo IBGE na semana passada. O TRE-BA divulgou o número de eleitores no primeiro semestre, após o encerramento do prazo para tirar título e mudar o domicílio eleitoral.
Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta, ainda, os outros 11 municípios com número maior de eleitores. São eles Anagé, Boa Nova, Caatiba, Guajeru, Jussiape, Lajedão, Maetinga, Maracás, Potiraguá, Ribeirão do Largo e Serra Preta.
Município | População | Eleitorado
Anagé – 18.194 | 18.348
Caatiba –  7.043 | 7.910
Guajeru – 7.239 | 7.452
Jussiape – 6.406 | 6.675
Lajedão –  3.934 | 4.821
Maetinga – 3.577 | 6.790
Maracás – 21.295 | 21.458
Potiraguá – 7.549 | 8.827
R. do Largo –  6.304 | 7.560
Serra Preta – 15.064 | 16.950

MPT RESGATA 330 CORTADORES DE CANA EM SITUAÇÃO DE ESCRAVIDÃO NO EXTREMO-SUL

Tempo de leitura: 3 minutos
Fiscais flagraram trabalhadores em condições análogas às de escravidão (Foto Osvaldo Myles Neto/MPT).

Fiscais flagraram trabalhadores em condições análogas às de escravidão (Foto Osvaldo Myles Neto/MPT).

As condições degradantes de alojamento, a falta de equipamentos de proteção à saúde e a segurança e de sanitários, além de uma série de outras irregularidades fizeram com que 330 cortadores de cana fossem resgatados de situação de trabalho análogo ao de escravos. O flagrante foi feito por força-tarefa composta por representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e governo do estado da Bahia, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em fazenda pertencente à União Industrial Açucareira (Unial), no município de Lajedão, extremo-sul baiano, na divisa com Minas Gerais.

A empresa que atua no ramo sucroalcooleiro já vem sendo investigada pelo MPT há bastante tempo e teve outros episódios de resgate em situações semelhantes. Desta vez, no entanto, o nível de degradação da dignidade humana fez com que a força-tarefa classificasse a situação dos cortadores de cana como de escravidão moderna. O superintendente da Unial na região, Edmilson Felismino de Araújo, chegou a ser conduzido à Delegacia da Polícia Federal de Porto Seguro, onde foi ouvido e foi liberado. A PF, no entanto, vai instaurar inquérito para apurar o caso.

A unidade da Unial em Lajedão, a 767 quilômetros de Salvador, é alvo de dois inquéritos civis em andamento no MPT que apuram casos de terceirização ilícita, violações à NR-31, doença ocupacional e trabalho infantil. “Os trabalhadores não tinham equipamentos de proteção, não dispunham de sanitários nem de qualquer proteção contra o sol ou a chuva nos locais de corte de cana. Além disso, o alojamento apresentava condições precárias de higiene, principalmente em relação à água usada, armazenada em um tanque com plantas e restos de produtos químicos”, relatou o procurador Ilan Fonseca, que integrou a força-tarefa.

Todos os 330 trabalhadores que estavam alojados na fazenda foram identificados por nome, mas não puderam ser retirados do local por falta de condições de transporte.

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