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22 de fevereiro de 2020 | 04:43 pm

A CANDIDATURA DE HUCK

Tempo de leitura: 2 minutos

Marco Wense
 

Agora, no maior cinismo do mundo, o tucano mais exótico, de plumas mais coloridas e bico reluzente, passa a ser o principal incentivador da candidatura de Luciano Huck.

 
O padrinho político da candidatura do global Luciano Huck ao Palácio do Planalto é Fernando Henrique Cardoso, sociólogo e ex-presidente da República.
FHC, como é abreviadamente chamado, é o tucano (PSDB) mais exótico do tucanato, sem dúvida o de plumas mais coloridas e bico reluzente.
O engraçado é que FHC dizia que o prefeito de São Paulo, João Doria, estava tendo um comportamento condenável em relação ao governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.
Doria se autoproclamava presidenciável da legenda, querendo tomar o lugar do seu criador, daquele que foi responsável pela sua eleição para o Palácio do Anhangabaú.
Alckmin, mesmo contra algumas lideranças do partido, elege o “poste”, que logo é picado pela mosca azul e começa a sabotar a pré-candidatura presidencial do chefe do Executivo estadual.
FHC, percebendo a traição de Doria, aconselha Alckmin a assumir o comando nacional do PSDB, se fortalecendo para ser o nome da legenda na sucessão de Temer.
Agora, no maior cinismo do mundo, o tucano mais exótico, de plumas mais coloridas e bico reluzente, passa a ser o principal incentivador da candidatura de Luciano Huck.
Como o anzol da infidelidade partidária só pega peixes pequenos, os tubarões ficam isentos de qualquer questionamento. Não são taxados de ingratos, traidores e oportunistas de plantão.
Fernando Henrique Cardoso, também conhecido como o “Príncipe da Privataria”, é um, digamos, João Doria mais lapidado, mais traiçoeiro.
A candidatura de Luciano Huck é o sonho de FHC, que se dane o PSDB, Alckmin e todo o tucanato.
Marco Wense é editor d´O Busílis.

FALTAM SÓ OITO MESES: DÁ TEMPO PARA INVENTAR UM CANDIDATO?

Tempo de leitura: 3 minutos

Ricardo Kotscho
 

Pontificam na cena pública tipos como Carlos Marun e Cristiane Brasil, retratos de um país que já não se dá ao respeito e, se o Judiciário serviu para tirar Lula da parada, não se mostra capaz de fabricar o candidato procurado por FHC, que joga para o eleitorado o desafio de encontrar um nome capaz de unir o país.

 
“A pátria precisa tanto de líderes como de instituições. E principalmente de um eleitorado que leve ao poder quem tenha visão de país e de mundo”.
A descoberta acima foi feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em seu artigo dominical publicado no Globo e no Estadão.
Até aí estamos de acordo, mas a pergunta que a maioria do eleitorado está se fazendo é: quem?
A apenas 250 dias de irmos às urnas, pela primeira vez desde a redemocratização estamos no breu absoluto, com o cenário eleitoral ainda absolutamente indefinido.
O país continua dividido ao meio após a segunda condenação e o provável impedimento pela Justiça de Lula, o pré-candidato que lidera todas as pesquisas, participar da disputa.
Seus adversários comemoraram a derrota do ex-presidente no TRF-4 ao verem o campo livre para eleger o sucessor de Temer, mas descobriram que estão sem um candidato competitivo, como fica claro no artigo de FHC.
Mais de um terço dos eleitores responderam aos pesquisadores do Datafolha que ainda não têm candidato ou não pretendem votar em ninguém.
Depois de afirmar que a eleição sem Lula “produz certo alvoroço para saber como se distribuirão seus votos”, o ex-presidente tucano constata o óbvio: “E assim será a cada nova pesquisa eleitoral que apareça. As eleições, entretanto, virão”. Não diga.
Os nomes até aqui testados pela direita governista _ Alckmin, Meirelles, Maia e Doria _ não conseguem passar de um dígito nas pesquisas, mesmo sem Lula na lista de candidatos.
É por isso que FHC voltou a falar tanto em Luciano Huck, que já havia desistido de concorrer, mas isso não pode ser levado a sério.
A Presidência da República não é um programa de auditório que distribui oferendas.
Não dá para inventar um candidato em tão curto espaço de tempo.
Quem for eleito vai herdar um país destroçado, tanto econômica como politicamente, a exigir medidas urgentes para evitar o caos social que já se desenha no horizonte com mais de 12 milhões de desempregados e o colapso nas áreas de saúde, educação e segurança pública.
A tal “ponte para o futuro” produziu em dois anos um retrocesso de décadas nas condições de vida da maioria da população e dos direitos dos trabalhadores.
O tal do ajuste fiscal só fez aumentar o rombo nas contas públicas confirmado no orçamento deste ano.
Até agora, nenhum pré-candidato ou partido foi capaz de apresentar programa mínimo de governo, muito menos um projeto de país.
Continuamos sendo um deserto de homens e de ideias, discutindo o varejo do poder, a distribuição de verbas e cargos.
Pontificam na cena pública tipos como Carlos Marun e Cristiane Brasil, retratos de um país que já não se dá ao respeito e, se o Judiciário serviu para tirar Lula da parada, não se mostra capaz de fabricar o candidato procurado por FHC, que joga para o eleitorado o desafio de encontrar um nome capaz de unir o país.
Este candidato simplesmente não existe até onde minha vista alcança. Bom domingo.
Vida que segue.
Ricardo Kotscho é editor do Balaio do Kotscho.

LUCIANO HUCK: “CONTEM COMIGO, MAS NÃO COMO CANDIDATO A PRESIDENTE”

Tempo de leitura: 1 minuto

Huck chegou a ser cortejado por legendas como DEM e PPS || Foto Divulgação

O empresário e apresentador de TV Luciano Huck oficializou a sua desistência da corrida presidencial em 2018, hoje (27), por meio de artigo publicado na Folha. “Contem comigo. Mas não como candidato a presidente”, escreveu.

O nome de Huck era tido como um dos principais da corrida eleitoral em 2018 dentre aqueles considerados outsiders políticos (o não político) e até recebeu convite de filiação do PPS para a corrida presidencial.

– A hora é de trabalhar por soluções coletivas inteligentes e inovadoras para o país, e não focar o próprio umbigo ou de alimentar polêmicas pueris e gritas sem sentido – justificou.

Huck afirma a necessidade da política para a solução dos problemas brasileiros. “Se não nos aproximarmos de fato da política, se seguirmos negando esse universo e refratários ao seu ambiente, ele definitivamente não se reinventará por um passe de mágica”.

APOIO A AÉCIO

Embora ainda não tenha participado como candidato em pleitos eleitorais em sua vida pública, Huck é marcado por engajamentos e apoio a nomes mais ligados ao espectro mais à direita na política nacional. Em 2014, foi um dos principais apoiadores da campanha de Aécio Neves, que acabou derrotado pela petista Dilma Rousseff na corrida presidencial. Depois do escândalo envolvendo o político mineiro do PSDB, Huck apagou postagens em redes sociais que ligavam o seu nome ao tucano.

RAFINHA BASTOS, DO CQC, É O USUÁRIO MAIS INFLUENTE DO TWITTER. TÁ PODENDO!

Tempo de leitura: < 1 minuto

Rafinha, do CQC: sucesso mundial no Twitter bate Lady Gaga e Barack Obama...

Pelo menos é o que diz um estudo da Twitalyzer publicado pelo The New York Times. O apresentador do CQC, da Band, bate até mesmo personalidades como Lady Gaga ou o presidente norte-americano, Barack Obama. O estudo levou em conta as mensagens que mais criam impacto no microblog.

Rafinha Bastos faz astros como Lady Gaga e o teen Justin Bieber comerem poeira. Aliás, estes dois nem aparecem entre os 10 mais influentes.

A lista dos twitters mais influentes ainda traz o também brasileiro Luciano Huck, apresentador global. A nota alcançada por Rafinha Bastos foi 90, ante 77 do narigudo Huck. Com informações da Folha.

Os mais influentes do Twitter no Mundo

1. Rafinha Bastos, comediante brasileiro: 90
2. Chad Ochocinco, jogador de futebol americano: 89
3. Conan O’Brien, comediante e apresentador americano: 88
4. Stephen Fry, ator e diretor britânico: 87
5. Ryan Seacrest, apresentador americano: 86
6. Snoop Dogg, rapper americano: 85
7. Barack Obama, presidente americano: 83
8. Rainn Wilson, ator americano: 83
9. Kim Kardashian, modelo, socialite e atriz americana: 81
10. Luciano Huck, apresentador brasileiro: 77

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