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27 de fevereiro de 2021 | 12:55 am

CANDIDATURA DE CHARLIANE SOUSA É PRIORIDADE DO MDB EM 2022, AFIRMA LÚCIO VIEIRA LIMA

Charliane será prioridade do MDB no sul da Bahia, segundo Lúcio Vieira
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Ex-presidente estadual do MDB da Bahia, Lúcio Vieira Lima disse hoje (7) que a ex-vereadora e ex-candidata a prefeita de Itabuna Charliane Sousa será prioridade do partido na disputa por vaga na Assembleia Legislativa em 2022 no sul da Bahia. Ao PIMENTA, o ex-deputado federal revelou os planos do MDB para a ex-vereadora.

Antes, em um grupo de WhatsApp que reúne jornalistas, empresários, políticos e profissionais do marketing, o Diálogos sem Platão, Lúcio Vieira respondeu ao colunista Marco Wense que Charliane Sousa terá todo o apoio do MDB para uma candidatura a deputada estadual. Na resposta, disse que a ex-vereadora é mulher, parda, de garra e leal.

Ao ser questionado pelo PIMENTA, por telefone, Lúcio repetiu e lembrou que Charliane tinha reeleição certa como vereadora, mas foi leal e parceira do MDB ao disputar a Prefeitura de Itabuna, lutando contra todos, “políticos e, inclusive, imprensa”.

E reforçou: – A candidatura de Charliane é um desejo do partido. Tem muita gente se mobilizando e disposta a apoiá-la em 2022. [O presidente da Câmara de Salvador,] Geraldinho Júnior, Marcelo Guimarães, que está voltando ao partido, e Luizinho Sobral [pré-candidatos a deputado federal] já se comprometeram a fazer dobradinha com ela – afirmou ao site.

Segundo Lúcio, a ex-vereadora não se limitará apenas ao sul da Bahia na corrida por uma vaga em 2022. “Não é só Itabuna e o sul da Bahia, mas regiões como as de Irecê, Salvador”, completou o ex-deputado, reforçando que CharlIane, além de ser “leal e parceira” é de uma região de grande importância política e econômica, o sul da Bahia.

LÚCIO: “DISSERAM QUE O MDB ESTAVA ACABADO. ERA CONVERSA PARA BOI DORMIR”

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Lúcio Vieira fala de Charliane, MDB, Mangabeira, Wense e eleições 2020

O MDB baiano sobreviveu aos efeitos das imagens dos R$ 51 milhões, na avaliação do ex-presidente da legenda e ex-deputado Lúcio Vieira Lima. “Disseram que o MDB na Bahia estava acabado. Era conversa para boi dormir”, afirma o emedebista mais amado e odiado – depois do irmão Geddel – em conversa com o PIMENTA.

Para ele, as discussões no estado para incluir o MDB em alianças em colégios eleitorais importantes, a exemplo de Itabuna, reforçam o peso da legenda. E, aproveita até para falar de si e da condição de condenado da justiça. “Se eu não prestava antes, passei a prestar agora”.

O ex-deputado fala do cenário em Itabuna e vê a vereadora Charliane Sousa, ainda no PTB, como aposta promissora do partido para a disputa ao governo municipal em 2020, por representar a renovação.

– Logicamente, a Charliane está dentro desse perfil. Ela é nova, combativa, falando a linguagem da população. A população, majoritariamente, está descontente com o governo.

Ele acrescenta ao fatores renovação e desempenho dela na Câmara o fato de ser oposição e Fernando Gomes, do qual o MDB é aliado, fazer governo com rejeição alta. E, para ele, as críticas a Charliane, tanto internamente como as que vêm de fora, e não deixa de fazer menção ao colunista Marco Wense, se devem ao fato de que pretendem negociar alianças e colocá-la como vice.

– Por que todo mundo não quer o MDB com candidato? Por que critica Charliane? Ela é player (jogadora/pré-candidata) importante. Na hora que o partido coloca ela como candidata, corta o sonho daqueles todos que querem negociar uma vice por espaço em governo. E a orientação do MDB nacional é que nós disputemos a eleição no maior número de municípios possível.

Segundo Lúcio, o MDB deverá ter entre 80 e 100 candidatos a prefeito em todo a Bahia, que possui 417 municípios. Apesar das mudanças na política nacional e o humor do eleitorado, Lúcio se arrisca a falar que o MDB quer sair das urnas com 15 a 25 prefeitos eleitos na Bahia. “Mas falar de números agora é “chutômetro”, pois o prazo de filiações vai até abril”, pondera.

Para este querer se tornar em poder, observa, vai depender de como os pré-candidatos emedebistas pontuarão nas pesquisas até o prazo final das eleições. “Se Charliane chega a 20% das intenções de voto para prefeito em abril, vai ter muita gente se filiando ao MDB querendo sair a vereador”, diz, apontando uma das variantes nesse “querer”.

MDB, PDT, NETO E WENSE

Lúcio ainda diz que o MDB não está impedido de fazer aliança com Mangabeira, apesar das críticas de membros do PDT. No início da semana, Lúcio respondeu a artigo do pedetista Marco Wense. “Não tenho atrito com ninguém, não tenho magoa com ninguém. Não vou transigir de ficar ouvindo toda coisa, quanto mais de um militante partidário”. Ele disse que não impede o MDB de fazer aliança com Mangabeira, PT ou DEM. “Sou amigo de Geraldo [Simões], me dou com Augusto Castro, me dou com Fernando… Mangabeira ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente”.

Segundo ele, a animosidade começou com notas que vinculavam o acordo do MDB com ACM Neto no apoio a Bruno Reis, pré-candidato a prefeito de Salvador, e a pressão para o MDB também fechar com Mangabeira, em Itabuna. “Se for para negociar como imaginam… Mangabeira nem para o DEM quis ir. Nem do DEM ele é. É muito mais fácil o Neto apoiar o MDB [em Itabuna]”.

FASE DE TRANSIÇÃO

Para Lúcio Vieira, o MDB, assim como os outros grandes partidos, está passando por fase de transição para acompanhar as mudanças da sociedade. “O partido que fez o presidente da República foi o PSL. Isso é demonstração clara de que o sistema político brasileiro está falido. O PSL não tinha história, não tinha bandeira… [O brasileiro] votou pelo fenômeno Bolsonaro e o PSL saiu elegendo bancada grande [na Câmara Federal], governadores”, completa.

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STF CONDENA IRMÃOS GEDDEL E LÚCIO VIEIRA LIMA NO CASO DOS R$ 51 MILHÕES EM APARTAMENTO

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Chefes do MDB da Bahia, Lúcio e o irmão Geddel são condenados || Foto Jornal Bahia Online

Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou hoje (22) o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, por lavagem de dinheiro, no caso relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados em um apartamento na capital baiana, Salvador, em 2017. Por estes fatos, Geddel está preso há dois anos.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou hoje (22) o ex-ministro Geddel Vieira Lima a 14 anos e dez meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa na ação penal do caso relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados pela Polícia Federal (PF) em um apartamento há dois anos. No mesmo julgamento, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel, recebeu pena de 10 anos e seis meses de prisão.

Pela decisão, Geddel deverá continuar preso em função da condenação e ainda deverá pagar R$ 1,6 milhão como pena pecuniária pela condenação. Lúcio, que responde ao processo em liberdade, também foi condenado ao pagamento de R$ 908 mil. Cabe recurso contra a decisão no próprio Supremo.

No julgamento, os ministros também condenaram Geddel e Lúcio pelo crime de associação criminosa. O ex-assessor de Lúcio Vieira, Job Brandão, e o empresário Luiz Fernando Costa Filho, sócio da construtora que recebeu investimentos de Geddel, foram absolvidos das acusações.

DENÚNCIA

A denúncia foi apresentada ao STF pela ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge. Na acusação, ela sustentou que o dinheiro apreendido seria proveniente de esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal investigados em outras ações penais. Geddel foi vice-presidente do banco. Outra parte teria sido acumulada por Lúcio Vieira Lima, que teria se apropriado de parte do salário do ex-assessor parlamentar Job Brandão.

Além do dinheiro encontrado, mais R$ 12 milhões teriam sido lavados por Geddel e Lúcio por meio de investimentos em imóveis de alto padrão em Salvador, em empreendimentos da empresa Cosbat, administrada por Luiz Fernando Machado.

Mais de R$ 51 milhões foram apreendidos em apartamento cedido a Geddel

DEFESAS

No início do julgamento, o advogado Gamil Föppel, representante da família, disse que Geddel está preso há dois anos e que o Ministério Público Federal nunca se conformou com a liberdade do ex-ministro. O advogado também criticou a perícia feita pela Polícia Federal (PF), que não teria seguido os trâmites legais ao encontrar fragmentos de digitais de Geddel em um saco de plástico que continha dinheiro.

“Tenho absoluta certeza que, se respeitadas as regras processuais, não há outra alternativa senão absolver todos os réus de todas as imputações que foram feitas”, disse.

A defesa de Job Brandão disse que ele não tinha consciência da ilicitude do dinheiro movimentado pela família de Geddel. Segundo o advogado, Brandão era somente um cumpridor de ordens ao receber recursos em dinheiro ou guardá-los.

A defesa do empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho afirmou que ele não tinha ciência da procedência ilícita dos recursos que foram aplicados pela família na empresa. Segundo o advogado César Faria, o empresário, quando recebeu dinheiro em espécie, registrou os valores na contabilidade da empresa e depositou no banco, não tendo intenção de ocultá-los. Atualizado às 21h.

O LEGISLATIVO E O GOVERNO FERNANDO GOMES

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Marco Wense

 

 

O edil do PDT desistiu de ser pré-candidato a prefeito. O do PCdoB não será candidato. Babá Cearense, do partido do presidente Bolsonaro, vai depender de uma melhora nas pesquisas de intenções de voto. Resta Charliane, cuja coragem de trocar o certo, sua reeleição, pelo duvidoso, sair vitoriosa em uma campanha para o Executivo, é elogiável.

 

Quatro vereadores são logo citados pelo eleitor quando o assunto diz respeito aos edis que fazem oposição ao governo Fernando Gomes, que pode ter como próximo abrigo partidário o PP do vice-governador João Leão.

Charliane Souza (PTB), Enderson Guinho (PDT), Jairo Araújo (PCdoB) e Babá Cearense (PSL) são os vereadores que representam o oposicionismo ao atual gestor do cobiçado centro administrativo Firmino Alves.

Quem mais se destacou, segundo pesquisa do Instituto Sócio Estatística, do sociólogo Agenor Gasparetto, foi Charliane Sousa, prestes a deixar o PTB para assumir a condição de prefeiturável por outra legenda. A edil vem namorando o MDB dos irmãos Vieira Lima, Geddel e Lúcio.

O que levou os quatro a serem os mais atuantes da Casa Legislativa foi mais o fato de ser oposição ao governo de plantão do que a própria atuação parlamentar seguindo as recomendações inerentes ao cargo.

No entanto, é o vereador comunista o mais contundente ao criticar o prefeito Fernando Gomes e sua administração. Jairo Araújo é mais incisivo e cruel.

Por que então não está na linha de frente do oposicionismo tupiniquim? O problema é que Jairo é do partido de Davidson Magalhães, que faz questão de ser fotografado ao lado de Fernando Gomes toda vez que tem um evento do governo do Estado em Itabuna.

Claro que Davidson, que é o presidente estadual do PCdoB, no exercício da sua função institucional, como secretário no governo Rui Costa, tem que marcar presença junto com o prefeito.

A grande maioria do eleitorado não entende assim. E tem suas razões. Jairo é do PCdoB, que é da base aliada do governador Rui Costa, que é aliado do prefeito Fernando Gomes.

Mas Enderson Guinho não é do PDT, legenda que também integra a base do governo Rui Costa? Acontece que o PDT de Itabuna é a única agremiação partidária da base aliada que faz oposição aberta ao governo Fernando Gomes, sem medo de retaliações por parte do comando estadual, que não anda muito satisfeito com o tratamento dado pelo chefe do Palácio de Ondina ao partido.

O edil do PDT desistiu de ser pré-candidato a prefeito. O do PCdoB não será candidato. Babá Cearense, do partido do presidente Bolsonaro, vai depender de uma melhora nas pesquisas de intenções de voto. Resta Charliane, cuja coragem de trocar o certo, sua reeleição, pelo duvidoso, sair vitoriosa em uma campanha para o Executivo, é elogiável.

No mais, esperar os acontecimentos para uma melhor análise. Mas especular é inerente ao jornalismo político, desde que dentro de uma lógica.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

CHARLIANE E O FUTURO PARTIDÁRIO

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Pré-candidata, Charliane recebeu convites de filiação de DEM, MDB e Rede

Dos 21 vereadores de Itabuna, Charliane Sousa (PTB) foi quem teve a melhor avaliação em pesquisa feita pela Sócio Estatística, no período de 28 de agosto a 1º de setembro. À pergunta “qual o vereador mais atuante na Câmara de Itabuna”, 9,08% dos 804 eleitores consultados cravaram o nome da única vereadora no legislativo itabunense, espontaneamente.

Charliane é pré-candidata a prefeita. Vive um namoro com o MDB de Geddel e Lúcio Vieira Lima. O PTB já sinalizou que libera, sem problemas, a filiação da vereadora ao partido dos Vieira Lima. Não apenas o MDB convidou a vereadora. Outros, como a Rede Sustentabilidade, abriram as portas para a parlamentar.

Analista da política itabunense vê aí o que considera um possível passo em falso de Charliane, a ida para o MDB.  O analista observa que o mandato da vereadora ganhou visibilidade, em parte, por causa de sua cruzada contra a corrupção no nível municipal.

– Não custa lembrar que o MDB é dos Vieira Lima, dos irmãos Lúcio e Geddel, hoje preso na Papuda, no Distrito Federal, por causa daquela dinheirama (entenda aqui). Não seria, no meu entender, a melhor opção – disse o analista.

O mesmo analista vê chance dessa contradição ter peso na disputa municipal e lembra que, em 2018, deputados como Pedro Tavares e Leur Lomanto Jr.  saíram do MDB para tentar a sorte no DEM, justamente por causa da imagem do partido. “O MDB baiano não elegeu um deputado estadual sequer. Depois de mais de 40 anos, a Câmara Federal ficou sem um Vieira Lima”, completou o analista. A julgar pelo flerte, Charliane pensa o contrário.

Atualização Como bem destaca o leitor “Baleia”, o MDB conseguiu eleger uma deputada estadual em 2018: Kátia Oliveira, com 27.206 votos. E só. Já em 2014, a legenda fez 5 deputados. O menos votado naquele pleito de 2014, Alex da Piatã, foi o escolhido por 45.519 eleitores.

A propósito, eis os percentuais obtidos pelos demais vereadores na pesquisa:

Ricardo Xavier – 1.87%
Beto Dourado – 0,75%
Babá Cearense – 2,61%
Manoel Jr – 0,37%
Enderson Guinho – 6,34%
Jairo Araújo – 3,86%
Chicão – 0,12%
Cavalcante – 0,37%
Milton Gramacho – 0,50%
Pastor Francisco – 1,62%
Júnior Brandão – 2,24%
Chico Reis – 1,74%
Junior do Trator – 1,12%
Nel do Bar – 0,75%
Ronaldão – 1,24%
Ninho – 0,75%
Aldenes Meira – 0%
Robinho – 0,50%
Zico – 0,12%
Alex da Oficina – 3,11%
Nenhum deles – 43,03%
Não sabe – 17,91%

LÚCIO VIEIRA ABRE O JOGO SOBRE ALIANÇA COM FERNANDO GOMES E CHARLIANE NO MDB

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Charliane é oposição a Fernando e pode ir para o partido de Lúcio, o MDB, que apoia governo

  • MDB pode ter nome da oposição na disputa à Prefeitura

O ex-deputado Lúcio Vieira Lima disse que há “choro de muitos” com a aproximação entre o MDB e a vereadora Charliane Sousa (PTB), que faz oposição ao governo do prefeito Fernando Gomes. O dirigente do MDB baiano afirmou que esse burburinho desperta ainda mais o interesse na parlamentar para a disputa pela Prefeitura de Itabuna em 2020.

“Isso é devido ao choro de muitos, com a conversa dela com o MDB, só não entendo essa fixação para que ela vá para o DEM, usando inclusive o argumento que o MDB tem o vice-prefeito, esquecendo que foi o DEM, que abriu mão do Prefeito, por isso quero pedir paciência a todos, pois não estamos tratando de objetos, mas sim do futuro de Itabuna e sua população.” disse Lúcio.

Ele disse que as conversas com a vereadora seguirão “com calma e responsabilidade”. Segundo ele, se a parlamentar mudar agora de partido, perde o mandato. “Então, vamos acalmar o coração, agitado pela paixão política, e aguardar com tranquilidade, apesar dessa discussão estar valorizando mais ainda a vereadora e o MDB”, disse.

REVIRAVOLTA DO GOVERNO FG

Atualmente, o MDB apoia o governo municipal e ganhou mais espaço com a indicação da direção da Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (Fasi), que administra o Hospital de Base. “Nós fizemos uma aliança e não uma fusão”, observou o ex-deputado.

Segundo ele, orientação do MDB nacional é de que o partido lance o maior número de candidaturas próprias às prefeituras. Continuar com Fernando, sinalizou, dependerá de reviravolta do governo. Clique e ouça trecho da entrevista a Andreyver Lima, no Programa Interativa News.

 

PARA PGR, INVESTIGAÇÃO CONTRA GEDDEL E LÚCIO VIEIRA LIMA DEVE FICAR NO STF

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Lúcio e o irmão Geddel, que está preso || Foto Jornal Bahia Online

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu em memorial enviado nesta segunda (7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a permanência na Corte da investigação sobre os R$ 51 milhões em dinheiro vivo encontrados em um apartamento, em Salvador, ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima.
No entendimento da procuradora-geral, a restrição ao foro privilegiado decidida pelo plenário do STF na semana passada não se aplica ao caso. Na última quinta-feira (3), os ministros decidiram que deve permanecer na Corte, no caso de deputados e senadores, somente os casos relacionados a crimes supostamente cometidos durante e em razão do mandato.
Geddel, seu irmão, o deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA) e a matriarca da família, Marluce Vieira Lima foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção e lavagem de dinheiro.
O processo tramita no STF devido ao cargo ocupado por Lúcio Vieira Lima, que ainda foi acusado de peculato, por supostamente ter se apropriado de 80% dos salários de um ex-assessor parlamentar. Ele nega as acusações.
O recebimento da denúncia está marcado para ser julgado amanhã (8) pela Segunda Turma do STF. Dodge defendeu que os crimes de lavagem e peculato foram cometidos por Lúcio Vieira Lima antes e depois de ele assumir o mandato de deputado federal, em 2011.
Para Raquel Dodge, na denúncia “resta demonstrado que o caso em análise envolve a prática de crimes por parlamentar detentor de foro por prerrogativa no STF, relacionados à função pública e no exercício do mandado parlamentar”.
As defesas dos acusados negam os crimes. Em relação ao dinheiro vivo encontrado em malas no apartamento em Salvador, os advogados de Geddel argumentam se tratar de simples guarda de quantia, sem origem ilícita.
Outros casos
Nesta segunda-feira, Dodge também enviou pareceres a respeito de outros casos que devem ser julgados amanhã (8). Em relação ao senador Fernando Bezerra (MDB-PE), ela defendeu o envio da denúncia contra o parlamentar para a primeira instância.
Bezerra foi denunciado por corrupção em 2016, quando foi acusado de ter recebido ao menos R$ 41,5 milhões em propina de empreiteiras que atuaram nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Os crimes teriam ocorrido entre 2010 e 2011, quando o senador era secretário estadual.

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O BODE EXPIATÓRIO DE ACM NETO

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Ladeado por Lúcio e Geddel, ACM Neto pode não disputar governo em 2018

Pelo que deixa escapar à mídia, o prefeito ACM Neto (DEM) encontrou um bode expiatório para continuar no comando da quarta mais populosa capital brasileira e não disputar a eleição a governador da Bahia.
Neto deverá jogar na conta dos irmãos Vieira Lima a culpa por não disputar o pleito estadual em 2018. Reuniu-se com o deputado federal Lúcio Vieira Lima para que o parlamentar deixasse o MDB, migrando para um partido nanico.
Lúcio estaria resistindo à ideia.
Neto quer o tempo de televisão do partido do aliado, mas não quer Lúcio no palanque. Quer evitar o desgaste de ser associado aos homens dos R$ 51 milhões apreendidos pela Polícia Federa.
Há quem imagine que, para não perder ainda mais espaço político, Neto vá disputar o Senado Federal, deixando a vaga de governador para o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, também do DEM.

A DEBANDADA NO MDB BAIANO

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Leur (à esquerda) deixa MDB e Geddel após 17 anos || Foto Jequié Repórter

O MDB perderá todos os deputados estaduais na Bahia, como já assinalou o presidente da legenda, Lúcio Vieira Lima. O último a confirmar desfiliação foi Leur Lomanto Jr., nesta terça (27). Vai, como disse ele, vislumbrar uma nova caminhada política. A debandada emedebista tem a ver com os reflexos eleitorais do “Bunker dos Vieira Lima”, aquele onde foram encontrados mais de R$ 51 milhões em dinheiro vivo.
Filho do ex-deputado Leur Lomanto, o deputado estadual teve apenas o MDB em seus 17 anos de partido. “É um ciclo que se encerra e outro que começa. Chegou o momento de partirmos juntos para uma nova caminhada”, disse ele, sem apontar a qual partido se filiará..
Leur Lomanto Jr. anunciou que, após três mandatos como deputado estadual, pretende concorrer a uma das 39 vagas na Câmara Federal. Dos parlamentares estaduais e federais na Bahia, o MDB continuará apenas com Lúcio Vieira Lima. Saem, dentre outros, Hildécio Meireles, Pedro Tavares e o próprio Leur Jr.

ACM NETO E SEUS DILEMAS

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Marco Wense
 
 

Portanto, todo cuidado é pouco com o deputado Lúcio, que já avisou que vai permanecer no MDB e que os incomodados procurem outra legenda.  

Como não bastasse a indecisão de ser ou não candidato ao governo da Bahia, o prefeito ACM Neto tem pela frente o presidente Temer e o deputado Lúcio Vieira, ambos do MDB.  
A autoridade máxima do Poder Executivo, que chegou ao cargo com o impeachment de Dilma Rousseff, tem um alto índice de rejeição, beirando aos 90%.  
O parlamentar baiano, depois do “bunker” de R$ 51 milhões, vive pelos cantos, até históricos correligionários se afastam do ex-chefe.  
O problema é que o alcaide soteropolitano não pode prescindir do bom tempo do MDB no horário eleitoral, sem falar que qualquer atitude de menosprezo a Lúcio pode provocar a ira do irmão Geddel.  
O ex-ministro não vai aceitar que Lúcio seja jogado na sarjeta. O que se comenta, nos bastidores de Brasília, é que Geddel pode insinuar uma delação se a perseguição política contra o mano se tornar um fato.  
Portanto, todo cuidado é pouco com o deputado Lúcio, que já avisou que vai permanecer no MDB e que os incomodados procurem outra legenda.  
ACM Neto vai ter que suportar essas duas “malas”. Como presidente nacional do DEM, partido que integra a base aliada do Palácio do Planalto, terá até que carregá-las.  
Saindo candidato na disputa com o governador Rui Costa (PT-reeleição), Neto tem que rezar muito para que impopularidade de Temer e Lúcio não contamine sua campanha.  
Marco Wense é editor d´O Busílis e da Coluna Wense, no Diário Bahia.

IRMÃO DE GEDDEL NO CONSELHO DE ÉTICA

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Lúcio e o irmão Geddel, que está preso || Foto Jornal Bahia Online

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) será alvo de processo disciplinar no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. A reunião que analisará o pedido de cassação do mandato será na próxima terça (27), quando também serão examinados os pedidos contra os deputados Paulo Maluf (PP-SP), Celso Jacob (PMDB-RJ) e João Rodrigues (PSD-SC).
Quem definirá o relator para cada processo, a partir de sorteio em lista tríplice, é o também baiano Elmar Nascimento (DEM), que preside o Conselho. Lúcio Vieira Lima é apontado como um dos donos dos R$ 51 milhões encontrado em imóvel emprestado ao irmão dele, Geddel Vieira Lima. Lúcio foi denunciado por lavagem de dinheiro e associação criminosa, em dezembro passado, pela Procuradoria-Geral da República.

GEDDEL E LÚCIO PODEM TIRAR ACM NETO DA DISPUTA AO GOVERNO DA BAHIA, DIZ JORNAL

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Ladeado por Lúcio e Geddel, ACM Neto pode não disputar governo, segundo jornal

Cardeais da base aliada ao DEM veem no PMDB da Bahia o grande entrave para a candidatura do prefeito ACM Neto ao governo. Caso o diretório do partido no estado continue sob controle dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, avaliam, será difícil convencer Neto a entrar no páreo. Da Coluna Satélite, do Correio24h
A nota acima foi publicada no Correio, publicação que pertence à família do prefeito de Salvador, ACM Neto. Há mais de dez dias, este blog publicou nota com avaliação de democratas. Para eles, Neto só entra na disputa em caso de Lula ser condenado e ter reduzidas chances de disputar a presidência da República. Aliado a isso, os irmãos Vieira Lima teriam que sumir do cenário. Outro desgaste para Neto é o apoio ao Governo Temer. E Lula na disputa tornaria a candidatura de Rui Costa quase imbatível (reveja).

AS MAJORITÁRIAS DE RUI E NETO

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marco wense1Marco Wense

 

Uma coisa é certa: a disputa Rui Costa versus ACM Neto vai ser acirrada. O segundo mandato do governador não é favas contadas como dizem os petistas mais eufóricos.

 

O comentário de hoje é sobre a composição das chapas da situação e da oposição, respectivamente encabeçadas pelo governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto.

Quem teria mais problemas para arrumar a majoritária sem causar graves dissidências, o alcaide soteropolitano (DEM) ou o chefe do Executivo estadual (PT)?

Pelo governismo, o maior entrave diz respeito ao PSB da senadora Lídice da Mata, que não teria espaço para sua reeleição. Vai ter que se contentar com uma eventual candidatura à Câmara dos Deputados.

Outro fato que pode complicar Lídice é a articulação nacional do PSB com o PSDB, mais especificamente com o governador de São Paulo e presidenciável Geraldo Alckmin.

Tem também o PR de José Carlos Araújo, que sempre deixa nas entrelinhas que pode romper com o governo se a legenda for preterida.

A chapa governista caminha para manter João Leão (PP) como vice e as duas vagas para o Senado sendo ocupadas por Jaques Wagner e um indicado pelo PSD do senador Otto Alencar.

PSB e o PR ficam de fora. Em relação ao Partido da República existe a remota possibilidade de Wagner se candidatar a deputado federal para solucionar o impasse.

Na oposição, obviamente com ACM Neto disputando o Palácio de Ondina, os postulantes são José Ronaldo (DEM), Jutahy Júnior e Antônio Imbassahy, ambos do PSDB, e Lúcio Vieira Lima (PMDB).

O que se comenta nos bastidores é que a vontade de ACM Neto é ter uma mulher na sua vice, já que a chapa adversária só terá marmanjos.

O pessoal do marketing acredita que a presença feminina na composição da majoritária pode ter um apelo significativo no processo sucessório.

José Ronaldo dificilmente seria defenestrado. O oposicionismo não pode deixar de fora o prefeito de Feira de Santana, o segundo maior colégio eleitoral.

Aí sobra apenas uma vaga para o Senado para ser disputada entre Imbassahy, Jutahy e Lúcio Vieira Lima. Dos três, o que tem menos chance é o primeiro.

Aliás, Imbassahy, que é o secretário de Governo de Temer, é uma espécie de “patinho feio”. Quer sair do PSDB, mas não encontra partido que lhe queira. As portas estão fechadas.

“Imbassahy está bem onde está”, diz Aleluia, presidente estadual do DEM. “O partido não é barriga de aluguel”, alfineta Lúcio, cacique do PMDB.

O trunfo do irmão de Geddel é o invejável tempo do PMDB no horário eleitoral destinado aos partidos políticos. O de Jutahy é tirar da chapa uma conotação 100% temista, já que votou pela continuidade da denúncia da PGR contra o presidente Temer.

Uma coisa é certa: a disputa Rui Costa versus ACM Neto vai ser acirrada. O segundo mandato do governador não é favas contadas como dizem os petistas mais eufóricos.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

GERALDO, DAVIDSON E ROBERTO JOSÉ

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marco wense1Marco Wense

 

Dos quatros prefeituráveis de partidos que dão sustentação política ao governo estadual, o ex-alcaide é o grande favorito. Percentualmente, diria que Geraldo tem 90% de chance, Davidson 5%, Roberto José 4% e Leahy 1%.

 

Já estou ficando repetitivo quando digo que o PT de Geraldo Simões e o PCdoB de Davidson Magalhães vão caminhar juntos na sucessão do prefeito Claudevane Leite.

A união entre petistas e comunistas é uma questão de pura sobrevivência política. O cenário aponta uma dependência que tende a ficar cada vez mais escancarada.

Se a junção é considerada como favas contadas, então podemos dizer que o candidato do governismo será Geraldo Simões, com o PCdoB indicando o companheiro da chapa majoritária.

E Roberto José, que é do PSD do senador Otto Alencar, que é aliado do governador Rui Costa, como fica? Vai aceitar passivamente a fritura em torno da sua pré-candidatura?

Ora, até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que o governador Rui Costa não medirá esforços para que a base aliada tenha um só candidato a prefeito.

Dos quatros prefeituráveis de partidos que dão sustentação política ao governo estadual – Geraldo Simões, Davidson Magalhães, Roberto José e Carlos Leahy, respectivamente PT, PCdoB, PSD e PSB –, o ex-alcaide é o grande favorito. Percentualmente, diria que Geraldo tem 90% de chance, Davidson 5%, Roberto José 4% e Leahy 1%.

É bom lembrar que a senadora Lídice da Mata, dirigente-mor do PSB, além de ter um bom relacionamento com o governador Rui Costa, comunga com a opinião de que qualquer cisão na base só faz ajudar a oposição.

Robertistas, obviamente os mais lúcidos e politizados, já defendem uma aproximação de Roberto José com o médico Antônio Mangabeira, pré-candidato pelo PDT do saudoso Leonel Brizola.

Muita coisa ainda vai acontecer na movediça areia da sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

GEDDEL EM ITABUNA

JuvenalMaynart CeplacAmanhã, sábado (28), o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o mano Lúcio Vieira Lima, cotadíssimo para substituir Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados, estarão em Itabuna para discutirem a sucessão do prefeito Claudevane Leite.

Serão recebidos pelo presidente do diretório do PMDB, Pedro Arnaldo, pelo médico Renato Borges da Costa, o pré-candidato Fernando Vita, o vereador Antônio Cavalcante e, principalmente, por Juvenal Maynart.

Digo principalmente, porque Geddel tem a oportunidade de parabenizar pessoalmente Maynart não só pelo bom trabalho realizado na Ceplac, quando superintendente do órgão, como na valorosa contribuição para a implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

CACÁ COLCHÕES NO PP

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Jabes se filiará ao PP de Jabes Ribeiro.

Jabes se filiará ao PP de Jabes Ribeiro.

O vice-prefeito de Ilhéus, Cacá Colchões, anunciou em entrevista coletiva, hoje, no Palácio Paranaguá, que está de malas prontas para deixar o PMDB. O político anunciou que se filiará ao mesmo partido do prefeito Jabes Ribeiro, o PP.

A mudança tem a ver com a nova postura do ex-padrinho Geddel Vieira Lima, dono do PMDB baiano. Já em 2014, Geddel e o irmão, Lúcio, lançaram o nome do deputado estadual Pedro Tavares à sucessão em Ilhéus.

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