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3 de dezembro de 2020 | 11:23 am

ATIVIDADES MARCAM 30 ANOS DO SINDICACAU

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Fernandes, de amarelo, entrega kit a associado do Sindicacau.

Fernandes, de amarelo, entrega kit a associado do Sindicacau.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Moageira de Cacau (Sindicacau) completou 30 anos de atividade. A entidade reúne cerca de 500 associados em Ilhéus e Itabuna, de acordo com o dirigente, Luiz Fernandes Ferreira.

Os associados trabalham nas unidades da Cargill, Barry Calebaut e Joanes. Os 30 anos estão sendo comemorados com atividades e a entrega de kits natalinos a cada um dos associados, além do sorteio de bicicletas.

– São três décadas em defesa dos trabalhadores das indústrias do eixo Itabuna-Ilhéus. Uma história marcada por lutas pela valorização tanto econômica como social dos nossos associados – afirma o dirigente.

DELEGADO DA PF EM ILHÉUS É CONDENADO A INDENIZAR SINDICALISTA

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Fernandes alega ter sido destratado por delegado.

Fernandes alega ter sido destratado por delegado.

O sindicalista Luiz Fernandes, presidente do Sindicato das Indústrias Moageiras de Ilhéus e Região (Sindicacau), venceu ação judicial contra o delegado da Polícia Federal Samuel Martins, em sentença proferida no último dia 3. No processo, Fernandes reclamava danos morais por ter sido expulso de uma reunião que teria a coordenação de Martins, em 2012.

Naquele ano, dois homens oriundos de Gana, na África, chegaram ilegalmente ao Brasil escondidos em um navio que atracou no Porto de Ilhéus. Durante as tratativas para repatriá-los, que tinha Luiz Fernandes como um dos responsáveis, o sindicalista e o delegado participariam de uma reunião para definir os detalhes da volta dos dois ganeses, na sede da Polícia Federal em Ilhéus.

Conta Fernandes que, ao entrar na sala, o delegado Samuel Martins o expulsou “de forma grosseira, utilizando palavrões e sem aparente motivação”. De pronto, o sindicalista deixou o local, para evitar maior constrangimento.

Alguns dias depois, Luiz Fernandes ingressou com ação por danos morais contra o delegado. Na conciliação, Samuel Martins sequer compareceu ou enviou representante, sendo condenado a pagar R$ 2 mil de indenização.

Fernandes comemorou a sentença, por entender que, desta forma, é possível mostrar àqueles que se consideram acima da lei que há limites em sua atuação. O sindicalista pretende doar o valor a uma entidade filantrópica.

ILHÉUS SEM ÔNIBUS ATÉ MEIO-DIA E BR-415 BLOQUEADA

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Os protestos contra o Projeto de Lei da Terceirização em todo o país levaram movimentos sociais a bloquear entrada e saída de ônibus das garagens das empresas São Miguel e Viametro, em Ilhéus, nesta quarta (15). De acordo com os líderes do movimento, a circulação de ônibus do transporte público ilheense será retomada após o meio-dia de hoje, segundo o presidente do Sindicacau, Luiz Fernandes, informou ao PIMENTA.

A Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415) também foi bloqueada, no Teotônio Vilela, em Ilhéus. O engarrafamento passava dos quatro quilômetros, nos dois sentidos, até há pouco. À tarde, por volta das 15 horas, haverá protesto no centro de Ilhéus, com a participação de várias categorias profissionais.

Ontem à tarde, a Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Adusc), aprovou paralisação nesta quarta e participação no protesto desta tarde de quarta (15), em Ilhéus. Por enquanto, o clima é tranquilo em Itabuna. Os ônibus circulam normalmente.

PL 4330/2004

Baiano Arthur Maia é o relator, e defensor, do projeto de lei na Câmara.

Baiano Arthur Maia é o relator, e defensor, do projeto de lei na Câmara.

O projeto de lei que permite a terceirização de todos os setores de uma empresa (PL 4330/2004) foi apresentado à Câmara dos Deputados pelo ex-deputado e empresário Sandro Mabel, de Goiás, o fundador da fabricante de rosquinhas Mabel. Até hoje, a terceirização numa empresa somente é permitida em atividades-meio. O relator e defensor do projeto na Câmara é o deputado baiano Arthur Maia.

Se uma empresa tem como atividade-fim a educação, ela não pode, hoje, contratar trabalhadores terceirizados (atividade para a qual foi criada), mas pode contratar empresa terceirizada para serviços de apoio (vigilância e limpeza, por exemplo). Cálculos de especialistas apontam para uma precarização do trabalho, caso o projeto seja sancionado. Ontem, a Câmara excluiu o setor público do PL. Ainda falta votação no Senado e sanção presidencial.

CARGILL LEVA NO TRT

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Para Fernandes, Cargill teve "Vitória de Pirro".

Fernandes: Cargill teve “Vitória de Pirro”.

Acostumado a vitórias na justiça trabalhista, o lado mais fraco sofre derrotas de vez em quando. Veja o caso do embate judicial na unidade moageira de cacau da Cargill em Ilhéus. Os trabalhadores da multinacional vão receber menos do que os colegas de outras indústrias do mesmo setor em Ilhéus e em Itabuna.
A campanha salarial se arrastava desde junho e a Cargill batia pé. Não aceitava o piso salarial a R$ 1.060,00 nem tíquete-alimentação a R$ 650,00, propostos pelo Sindicacau, representante dos trabalhadores.
A peleja foi parar no Tribunal Regional do Trabalho e acabou decidida na última quinta. Os desembargadores julgaram a causa. Deu empate em 2 a 2 e o presidente, Valtércio Oliveira, foi chamado para o voto minerva. Cravou pela proposta da empresa. Ou seja, piso de R$ 990,00 e tíquete a R$ 633,00.
Para o presidente do Sindicacau, Luiz Fernandes, apesar do resultado desfavorável aos trabalhadores, derrota maior sofreu a Cargill, “que teve prejuízos com a greve, com advogados e criou uma insatisfação muito grande com os trabalhadores”. Vitória de Pirro, na leitura do sindicalista. Pela sentença, a multinacional terá 30 dias para pagar toda a diferença acumulada de junho até agora.

SINDICACAU TEM NOVA DIRETORIA

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Integrantes da diretoria do Sindicacau (Foto Divulgação).

Integrantes da diretoria do Sindicacau (Foto Divulgação).

Reeleita com 98% dos votos, a nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Ilhéus, Itabuna e Região (Sindicacau) já tomou posse para mandato de três anos. Luiz Fernandes Pereira foi reconduzido à direção da entidade.
Para Fernandes, o aval que os trabalhadores deram à permanência da diretoria evidencia o importante papel da entidade na defesa dos interesses de seus filiados. O dirigente destaca, dentre os ganhos do último mandato, a manutenção dos ganhos salariais acima da média nacional, garantindo a reposição da inflação e ganhos reais, o aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a ampliação de benefícios como cesta básica.
O Sindicacau representa os trabalhadores das indústrias moageiras Cargill Agrícola, Joanes, Inaceres, Chocolate Caseiro Ilhéus e Barry Callebaut em Ilhéus e Itabuna.

SINDICALISTA DIZ QUE AQUISIÇÃO DA DELFI CACAU PREOCUPA TRABALHADORES

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A aquisição dos negócios de ingredientes de cacau da Petra Foods pela suíça Barry Callebaut representou preocupação para sindicalistas. O negócio de 950 milhões de dólares foi anunciado hoje. Presidente do sindicato que reúne trabalhadores das indústrias moageiras do sul da Bahia, o Sindicacau, Luiz Fernandes espera que a aquisição não resulte em “encolhimento” de vagas no setor na região.

A Barry Callebaut tem unidade em Ilhéus e a Delfi Cacau está sediada em Itabuna, após a Petra Foods comprar parte dos negócios de cacau e derivados da Nestlé, no início da década passada. “O histórico recente de fusões e aquisições tem revelado, na sequência, demissões de trabalhadores. Esperamos que isso não ocorra no sul da Bahia”, diz.

A compra é aposta da Barry Callebaut em mercados emergentes da América do Sul e Ásia, segundo noticia o Valor Econômico.

DEMISSÕES NA CARGILL EM ILHÉUS

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Trabalhadores ligados ao Sindicacau se movimentam para tentar demover a direção da Cargill da intenção de ampliar as demissões no parque industrial em Ilhéus. Nesta quinta, 29, a multinacional demitiu 14 trabalhadores da unidade sul-baiana.

Segundo o presidente do Sindicacau, Luiz Fernandes, haverá reunião entre dirigentes da empresa e o sindicato nesta manhã de sexta, 30. O dirigente sindical diz que trabalhadores com problemas de saúde está na lista de demissões de ontem da multinacional.

JOANES FECHA ACORDO E EVITA GREVE

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Trabalhadores aceitaram nova proposta da Joanes.

A direção da Joanes-ADM reabriu as negociações com os trabalhadores da unidade em Ilhéus e fechou valores que serão pagos a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os valores foram definidos em reunião ontem e aceitos em assembleia dos funcionários realizada durante esta quinta-feira, 13.

Os trabalhadores que recebem até R$ 1,5 mil de salário terão direito a dois salários como PLR. Acima desta faixa salarial e até R$ 2,5 mil, receberão um salário e meio de participação nos lucros. Já os que recebem acima de R$ 2,5 mil terão PLR equivalente a 1,26 de salário.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Moageiras de Cacau em Ilhéus e Itabuna (Sindicacau), Luiz Fernandes, disse que a negociação foi a esperada pelos 240 funcionários. “Conseguimos mobilizar e pressionar a indústria a reabrir as negociações e oferecer contraproposta mais interessante se levarmos em conta que os trabalhadores superaram todas as metas de resultados”, afirma.

AMEAÇA DE GREVE NA JOANES

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Trabalhadores da Joanes ameaçam fazer greve na quarta.

Os funcionários da ADM Cocoa-Joanes Industrial, em Ilhéus, podem cruzar os braços na próxima quarta, 12, a partir das 11h, caso a direção da multinacional não aceite dar continuidade às negociações na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). De acordo com o presidente do Sindicatos dos Trabalhadores das Indústrias Moageiras de Cacau (Sindicacau), Luiz Fernandes, os trabalhadores querem PLR de aproximadamente 1,26 do salário mais R$ 1.600,00.

Os trabalhadores, diz Fernandes, bateram todas as metas do período e a reivindicação pode ser “perfeitamente atendida pela indústria”. Ele antecipou que a maioria dos funcionários decidiu pela greve a partir da quarta, “se a empresa não retomar as negociações”.

O acordo coletivo com a empresa já foi fechado e os trabalhadores obtiveram reajuste salarial de 7,7% mais R$ 550 de tíquete-alimentação e hora extra de 300% nos períodos de carnaval, Semana Santa e Natal. “Só falta a indústria retomar as conversas e fecharmos a proposta da participação nos lucros”, observa o sindicalista.

IMPASSE ENTRE TRABALHADORES E DELFI CACAU

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Os trabalhadores da Delfi Cacau em Itabuna podem cruzar os braços. Eles querem 15% de reajuste salarial, aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e tíquete-alimentação a R$ 622,00.

A indústria oferece como contraproposta 7,5% de reajuste salarial e tíquete de R$ 483,75. Nova rodada de negociações entre representantes de patrões e empregos está prevista para 10 de julho.

Luiz Fernandes, presidente do sindicato dos trabalhadores, o Sindicacau, diz que a contraproposta  ficou bem abaixo do esperado pela categoria. Nesta semana, as negociações ocorrem na Barry Callebaut e Cargil, localizadas em Ilhéus.

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