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27 de outubro de 2020 | 11:42 am

“O MUNDO É DOS INTRÉPIDOS”, DISSE-ME CIDA BERGER

Tempo de leitura: 2 minutos

Cida Berger era corretora quando tomou a decisão de ir para a Europa tocar o próprio negócio e morar pertinho dos irmãos Bob e Adriana.

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Dizem os especialistas em performance que somos a média das cinco pessoas com quem mais convivemos. Logo, se essas pessoas não nos inspiram, é hora de rever essas companhias! Particularmente acredito que somos as nossas conexões, afinal ninguém nasce pronto e os dispostos acabam entrelaçando a vida de alguma forma, em algum momento. (O que torna o fim destes ciclos algo comum também, com cada um seguindo seu baile com o seu “cada qual” do momento!) Ok, concordo que falamos quase a mesma coisa, mas acrescento a possibilidade dos rompimentos como algo natural!

E foi pensando nisso tudo que escrevi esse artigo sobre os intrépidos, que são, para quem não sabe, as pessoas arrojadas e corajosas. Aprendi esse termo com minha amiga Cida Berger, natural de Itabuna, hoje empresária do ramo alimentício em Portugal.

Eu fico num orgulho “da porra” (permitam-me a gíria baiana, mas o momento pede!), quando vejo outra amiga nossa, que mora na Espanha, reclamar no WhatsApp: “Não consigo comprar os queijos Estrela do Sul porque vivem esgotando no mercado daqui!” Cida sorri e pede paciência, afinal sua fábrica já não tem dado conta realmente de abastecer os mercados dos países vizinhos, mas a expansão da produção está sendo montada.

Cida Berger era corretora quando tomou a decisão de ir para a Europa tocar o próprio negócio e morar pertinho dos irmãos Bob e Adriana. Nós dividíamos apartamento em Salvador na época (mesmo eu não podendo pagar o aluguel), e escutava diariamente a frase “Manuca, o mundo é dos intrépidos!”, enquanto assistia TV e fazia companhia a ela, que passava horas sentada na mesa da sala planejando a futura empresa.

Cida foi, naturalmente, uma das primeiras pessoas a saber o rumo que a marca Cola Na Manu estava tomando, apesar da distância física atual. “Estamos abrindo duas lojas, com marca própria de camisetas, sandálias e outras coisinhas em Porto Seguro e Itacaré. Uma marca genuinamente baiana, com a nossa cara. Será que um dia você vai passar por um turista aí em Portugal usando uma tee-shirt Cola Na Manu Store?”, questionei, sorrindo. “Manuca, o mundo é dos intrépidos!”

Manuela Berbert é publicitária.

COLA NA MANU EXPANDE PARA PORTO SEGURO E ITACARÉ, COM LOJAS

Cola na Manu expande para Itacaré e Porto com lojas || Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

“Nosso filho cresceu”, brincou a publicitária Manu Berbert nas suas redes sociais neste domingo. Ela conta que estava preparando uma ação de marketing para divulgar a expansão, mas que acabou sendo surpreendida. “Como Itacaré é muito perto, amigos começaram a fotografar e filmar a loja e jogar nos grupos”.

Cola Na Manu é uma marca de experiências, e, no ano passado, sacudiu Itabuna na versão Arraiá, com o show de Dorgival Dantas, e com a Timbalada e Jau em dezembro, na versão Cola Na Manu Show Square.

As duas primeiras Cola Na Manu Store, nas cidades de Porto Seguro e Itacaré, terão também a venda de camisetas e sandálias marca própria, com coleções que remetem à cultura baiana.

A VIDA NÃO É O QUE NOS ACONTECE. É O QUE FAZEMOS DAQUILO QUE NOS ACONTECE

Tempo de leitura: 2 minutos

O fogo que destruiu o seu “ganha-pão” foi o mesmo que acabou lhe expondo a outra vida, outras pessoas e outra forma de “apresentar” a vida aos filhos!

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Eu certamente não vou me lembrar da história exata, porque escutei há alguns anos, mas vou tentar resumir. Recém-formada, trabalhando em uma agência de marketing promocional em Salvador, viajava bastante para eventos institucionais. Sempre conversadeira, ia acumulando pessoas e causos.

Era convenção de uma grande empresa na Costa do Sauípe, e lá passei praticamente uma semana, entre montagem e desmontagem de stand do cliente, e acompanhamento do evento. Circulando, conheci um senhorzinho que me resumiu o seguinte: ele tinha uma padaria relativamente pequena e dali sustentava sua família e o status de empresário. (Vale lembrar que Empreendedor é um termo mais atual!) Um dia, ele teria sido surpreendido com a pequena padaria em chamas. O fogo teria destruído tudo! Tudo mesmo! Recomeçar seria uma opção, se ele pudesse, mas nem dinheiro para isso tinha!

Arranjar um emprego seria o mais prudente naquele momento, mas com a idade um pouco avançada, ele teria conseguido apenas uma vaga para vender um determinado produto, de porta em porta. E assim o fez. Alguns anos depois, estava ali, sentado naquele stand, tomando sorvete (todo dia eu ia lá filar um sorvetinho), enquanto me falava dos filhos, que eram, naquele momento, grandes empresários e estavam ali como tal.

A mudança e reconstrução não me impressionaram, até porque amo biografias e já li milhares assim! O que nunca esqueci foi ele me dizer que se o fogo não tivesse destruído sua pequena padaria, talvez ele não tivesse a oportunidade de se orgulhar dos seus. O fogo que destruiu o seu “ganha-pão” foi o mesmo que acabou lhe expondo a outra vida, outras pessoas e outra forma de “apresentar” a vida aos filhos!

Obs: O stand era de uma marca de móveis nacionalmente conhecida, o sorvete era apenas um receptivo e meu companheirinho estava em Sauípe praticamente a passeio! Feliz de mim que pude conhecê-lo!

Manuela Berbert é publicitária e especialista em Marketing de Conexões.

A MÁSCARA DE REGINA DUARTE CAIU. E NEM MANOEL CARLOS CONSEGUE MAIS SEGURAR

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Há muito sofrimento acontecendo no mundo para que um novo tempo comece de verdade. Um tempo baseado em clarezas, sentimentos genuínos e coletivos. Os personagens da vida real não sustentarão suas máscaras por muito tempo. 

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Gosto de gente. Sempre gostei. Observar o comportamento humano sempre foi, digamos, o meu maior fetiche. Novelas, seriados, livros, filmes e as mais simples rotinas diárias, para esta publicitária que vos escreve, só tem atrativo se tiverem personagens interessantes. Interpretados ou vivenciados. Da vida real, ou não. Suas falas, gestos, emoções, reações, seus dramas, conquistas e perdas. Suas histórias. Ninguém resiste a uma boa história.

Fui uma telespectadora apaixonada pelas novelas de Manoel Carlos, e consigo ainda sentir a emoção de quando pisei pela primeira vez no Leblon, no Rio de Janeiro. As boas histórias têm esse poder: de nos entreter e nos entrelaçar ao ponto de nos apaixonarmos por algo, alguém. Ou algum lugar. Eu me apaixonei por aquele bairro boêmio, mas também cheio de cafés e livrarias. Como me apaixonei por suas Helenas, sentimento esse facilmente estendido a Regina Duarte, excelente atriz.

Faço parte da parcela brasileira que teve vergonha ao assistir “minha Helena”, ops, a (agora, ex) “Ministra” da Cultura Regina Duarte completamente desequilibrada em uma entrevista, ao vivo na CNN, desdenhar do número de mortos durante a pandemia que estamos enfrentando. O mundo todo parou, o mundo todo segue se precavendo e lamentando tudo o que estamos vivendo, e Regina, a pessoa real, nem de longe parecia aquelas personagens todas já interpretadas, coerentes e de falas tão lúcidas.

2020 chegou trazendo muitas mudanças – e muitas delas pela dor. Há muito sofrimento acontecendo no mundo para que um novo tempo comece de verdade. Um tempo baseado em clarezas, sentimentos genuínos e coletivos. Os personagens da vida real não sustentarão suas máscaras por muito tempo. A de Regina Duarte caiu, e nem Manoel Carlos consegue mais segurar!

Manuela Berbert é publicitária.

TALVEZ 2020 SEJA UM QUEBRA-CABEÇA DE MIL PEÇAS

Tempo de leitura: 2 minutos

Escutando o noticiário, percebo que isso tem sido bem nítido na crise pandêmica. Cidades, estados e países com gestores e equipes comprometidos têm tido êxito visível e palpável, enquanto muitos lugares amargam as dores das más escolhas.

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Estou em distanciamento social. (Estamos, na verdade. Quase todos. Muitos não estão porque simplesmente não podem estar. Outros, por teimosia ou irresponsabilidade social e coletiva). Eis que me aparece, em casa, um quebra-cabeça de mil peças. Não pensei no trabalho que daria nem nas estratégias necessárias para montar aquilo tudo. Abri a caixa, joguei as peças sobre a mesa, e me sentei diante daquela infinidade de cores e texturas. Uma espécie de parque de diversões diante dos meus olhos, até, claro, as dificuldades começarem a aparecer – e com elas os insights sobre a vida.

Tudo começou, pelo menos aqui no sul da Bahia, no meio do mês de março. O fechamento do comércio foi (e é), sem dúvidas, o marco de que estamos vivendo de fato uma crise, e isso eu nem preciso explicar. Nos primeiros dias, o susto com os primeiros casos da COVID-19 surgindo. O primeiro óbito. O vírus não é visto, mas seus efeitos sentidos assustadoramente. De frente para o quebra-cabeças, entendo que sem planejamento adequado e estratégia, não avanço. Ninguém avança. Em nenhuma situação.

Inicialmente, com algumas peças já ajustadas, entendi que uma pausa me faria bem. “Preciso de outro dia. Ou de mais dias, talvez!”. E assim passei para o segundo momento. Antes de me sentar, olhei do alto. Às vezes, a gente precisa se afastar do problema para entender o seu real tamanho e tentar definir quais sentimentos estão retardando a resolutividade. Percebo, então, que a ansiedade é letal, mas a covardia e a morosidade também podem ser.

Terceiro e último dia de montagem. Me dou conta de que o combo inteligência emocional mais eficiência e eficácia fazem a diferença. E de fato, escutando o noticiário, percebo que isso tem sido bem nítido na crise pandêmica. Cidades, estados e países com gestores e equipes comprometidos têm tido êxito visível e palpável, enquanto muitos lugares amargam as dores das más escolhas.

Percebo que para fechar a “tarefa” preciso justamente arrumar a parte que ficou mais distante de mim. Coloco o desenho (praticamente montado) de cabeça para baixo e me aproximo. Por vezes, nos deparamos com situações em que é preciso enxergar por outro ângulo, reinventar a forma de fazer. Reinventar-se. Coloco a última peça do quebra-cabeça. Satisfação e sensação de dever cumprido. Não dá para ficar instintivamente feliz no meio desse caos todo, mas dá para refletir nas lições que isso tudo vem trazendo. Outubro é “logo ali”!!!

Manuela Berbert é publicitária.

MAS, AFINAL, O QUE DIFERENCIOU IVETE SANGALO DE GABRIELA PUGLIESI NO SÁBADO, SE AMBAS ESTAVAM EM CASA?

Tempo de leitura: 2 minutos

Duas mulheres, em casa, com uma arma potente nas mãos, usada de forma completamente distinta: o poder de influência.

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Sábado à noite, live de uma das maiores cantoras nacionais da atualidade, Ivete Sangalo. No meio de uma pandemia, quando os estados brasileiros começam a sinalizar um possível colapso na saúde: Atenção, Nação! O número de leitos disponíveis pode não conseguir atender à população! E o mais grave: Nosso profissionais (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas etc) estão adoecendo! É grave, e isolamento social é imprescindível!

De um lado, a cantora, na cozinha da sua casa de praia, de pijama de bolinhas, tentando levar ao país um momento de alegria, mas produzido com muito pouco: marido e filho, descalços, amendoim com casca e um prato, e um público lúdico presente, armado com brinquedos simples. Ivete é artista de massa e sabe disso. Tem a real noção de que é seguida e assistida por todas as classes, e incorporou isso majestosamente com simplicidade.

Do outro lado, uma das maiores influenciadoras digitais do país, Gabriela Pugliesi, sem noção alguma. Salvo engano, Gabriela foi uma das primeiras mulheres a postar sua rotina (lifestyle) no instagram, aqui no Brasil. Recentemente, uma das primeiras pessoas públicas a testar positivo para a Covid-19 (após o casamento de sua irmã, em um resort de luxo em Itacaré) e a divulgar. Manteve o isolamento social até a cura, mas sábado protagonizou um verdadeiro desserviço ao país: recebeu amigos em casa para uma festa e postou nas redes sociais vídeos em que os brindes eram regados a frases como “Foda-se a vida!”, que soou para todos como um “Fodam-se vocês, estou imune!”.

Ainda que a sua carreira e visibilidade não sejam comparadas à de Ivete, vê-se claramente a importância da RESPONSABILIDADE SOCIAL de cada uma em um momento tão delicado como este. Gabriela é seguida por milhares, de todas as classes sociais, e serve de inspiração para muitas empresas também, afinal é bem comum inclusive vermos marcas apresentando produtos similares aos que ela consome, mais baratos, com campanhas que abusam de frases como “baseado no produto X que a Pugliesi usa”. Não é bacana, nós sabemos, mas é a realidade da nossa população consumista, pelo menos até esta crise atual. (Depois disso, muita coisa pode e deve mudar, mas aí é pauta para outro texto.)

Duas mulheres, em casa, com uma arma potente nas mãos, usada de forma completamente distinta: o poder de influência. De um lado, a ironia e a soberba de quem vive a sua própria bolha e no fundo está pouco se importando com quem está do outro lado da tela. Na contramão e com muito bom senso, uma cantora que ainda brincou com o tamanho da “calçola” que estava usando, com empatia a quem está em casa alternando entre dias bons e ruins, instabilidade econômica e com medo do Sistema Único de Saúde, que ainda salva, mas que não sabemos até quando…

Manuela Berbert é publicitária.

A FORÇA DO BRASILEIRO É GIGANTE

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O que quero lembrar é que a força de vontade do brasileiro é gigante, e é a nossa união que vai nos fazer vencer esta guerra!

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Lembro nitidamente do que dia em que assisti uma matéria na TV sobre a China ter construído um hospital em dez dias para tratar pacientes da Covid-19. Era tudo muito distante: a distância do país em si, e a realidade, afinal sou de Itabuna, cidade conhecida nos últimos anos pelo fechamento de hospitais.

Mas a vida é mesmo imprevisível. Praticamente um mês depois me pego assistindo representantes da Organização Mundial de Saúde declararem pandemia do novo coronavírus. Na prática, o termo pandemia se refere ao momento em que uma doença já está espalhada por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas. Tomei um susto, e de lá para cá o cenário é a disseminação avançando, mas, com ela, também a coragem e a solidariedade de uma nação. Ou de boa parte dela.

A recomendação é ficar em casa, mas a verdade é que muita gente simplesmente não pode se resguardar, como os profissionais que trabalham nos hospitais, nos mercados, nas farmácias, nos postos de gasolina e em algumas outras atividades essenciais. E o brasileiro enfrenta. Improvisa equipamentos de proteção e peita o desconhecido, sabendo inclusive que a quantidade de leitos do nosso país é mínima diante do cenário que já se desenha à nossa frente. Lamentavelmente.

E mais: o brasileiro se une em campanhas de arrecadação e doação de alimentos para famílias mais carentes; ressignifica a internet como fonte de entretenimento, com as lives dos artistas; faz mutirão de divulgação dos produtos e serviços deliveries das próprias cidades etc, etc, etc. Sei que é uma visão otimista do que está acontecendo e do que ainda estar por vir, mas hoje eu soube que alguns profissionais da minha cidade já estão com os rostos marcados pelas máscaras usadas nas UTIs exclusivas para o tratamento do Covid-19 e que, ainda assim, ninguém pensa em desistir. Não preciso enumerar aqui as falhas dos governos. Isso a gente já sabe. O que quero lembrar é que a força de vontade do brasileiro é gigante, e é a nossa união que vai nos fazer vencer esta guerra!

Manu Berbert é publicitária.

A RUÍNA É UM PRESENTE. É ESTRADA PARA A TRANSFORMAÇÃO

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No fundo, é como se todos nós estivéssemos, há alguns dias, perdidos nas vielas de uma imensa cidade, gritando alto, sem se escutar. A vida parou tudo e está nos conduzindo a uma longa estrada, propondo a cada um o dom e a sabedoria de se transformar.

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Forte, esse título, não é? Também achei! E não, essa frase não é minha. Ela foi retirada do filme Comer, Rezar e Amar, que assisti, mais uma vez, no último sábado. No meio desse caos mundial e no isolamento social voluntário (ou não). A frase, para minha surpresa, é dita quanto a personagem está na Itália, um dos países mais atingidos pelo Covid-19 e um dos lugares mais lindos que já visitei nesta vida, para onde, inclusive, ainda quero voltar.

Mas Elizabeth Gilbert, personagem principal do enredo, jamais imaginou nada disso naquele momento. A frase foi usada como uma metáfora quando a mesma desbravava as ruas e ruínas de Roma, com olhar de curiosidade e medo, como geralmente é o processo de autoconhecimento. E é incrível como eu, que já tinha assistido ao filme outras vezes, e já tinha lido o livro mais de uma vez, só me dei conta disso agora.

O amadurecimento e o reconhecimento de si mesmo nos trazem inúmeros desafios, e talvez o maior deles seja enxergar beleza no caos e esperança no processo. Ainda que doa. Mais ou menos o que a personagem, intensa nas observações sobre si, estava vivendo, e o que estamos passando hoje. Afinal, ninguém sairá ileso disso tudo.

Os dias têm sido longos e curtos ao mesmo tempo, a depender do que cada um esteja se propondo a fazer. Doídos ou leves, e isso realmente tem sido bastante individual. Há pessoas rodeadas de pessoas sentindo-se só; e muitas em paz justamente por estarem quietinhas. No fundo, é como se todos nós estivéssemos, há alguns dias, perdidos nas vielas de uma imensa cidade, gritando alto, sem se escutar. A vida parou tudo e está nos conduzindo a uma longa estrada, propondo a cada um o dom e a sabedoria de se transformar.

Manuela Berbert é publicitária.

DIÁRIO DE UM ISOLAMENTO SOCIAL – CAPÍTULO 01

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É sábado à noite. Escrevo enquanto escuto um especialista explicar no Jornal Nacional, da Rede Globo, que é preciso viver um dia de cada vez para evitar o estresse e a ansiedade. Respiro fundo, mas confio na seriedade e serenidade do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Fui uma das pessoas que, ao ficar em casa voluntariamente, chamei o meu movimento de quarentena, até entender que não é isto o que estou vivendo. Estou isolada socialmente, em minha própria residência, respeitando uma medida preventiva dos Governos, na tentativa de amenizar a disseminação do COVID-19, conhecido popularmente como coronavírus.

Tenho um coração dividido, neste momento: de um lado, a tentativa de não acompanhar todas as notícias e me distanciar de sentimentos como medo e ansiedade. Do outro, uma curiosidade absurda para tentar entender o que está acontecendo de fato, e porque a Itália divulgou, há algumas horas, a morte de 793 pessoas em um único dia, inclusive ultrapassando o número de vítimas da China, onde tudo começou.

Uma das palavras que mais tenho escutado, há alguns dais, é Lombardia, região mais populosa da Itália cuja capital é Milão. A tão sonhada por tantos brasileiros! Tão sonhada quanto o Rio de Janeiro e São Paulo. Impossível não fazer a associação. Impossível não lembrar que as primeiras mortes pela infecção estão acontecendo por lá. Impossível não pensar que o COVID-19 está pontuando nas regiões da classe média e alta, e que se chegar a um barraquinho sequer de uma daquelas tantas favelas do Rio, ou na gigantesca população que mora nas ruas de São Paulo, o Brasil não terá a menor condição de contabilizar ou conter. Lamentavelmente.

É sábado à noite. Escrevo enquanto escuto um especialista explicar no Jornal Nacional, da Rede Globo, que é preciso viver um dia de cada vez para evitar o estresse e a ansiedade. Não sabemos quanto tempo tudo isso irá durar. Respiro fundo, mas confio na seriedade e serenidade do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O nosso presidente, Bolsonaro, chama a pandemia de gripe e desfaz das ações enérgicas dos Governadores dos Estados Brasileiros. Desconfiam que ele esteja negando a própria infecção. Desconfio que muitos ainda negam sua insanidade…

Manuela Berbert é publicitária.

COLA NA MANU SQUARE PROMETE SACUDIR ITABUNA COM GRANDES ATRAÇÕES, EM OUTUBRO

Tempo de leitura: < 1 minuto

Manu Berbert promete sacudir Itabuna com grandes atrações

Depois do grande sucesso do Arraiá com Dorgival Dantas e Lordão em maio, a publicitária Manuela Berbert, da MB Produções, anunciou o Cola na Manu Square, uma festa de fim de tarde em ambiente diferenciado, com palco no meio do espaço e a sugestão de que todos compareçam vestidos de branco. O evento será em 19 de outubro, em Itabuna, e a grade de atrações, com nomes tradicionais da música baiana, será anunciada em setembro.

Segundo a produtora, a versão square do Cola na Manu será uma releitura do verão de Salvador. A ideia nasceu de uma visita dela ao Candeal, neste ano, quando conheceu o projeto da comunidade da capital baiana e teve contato com um dos principais músicos brasileiros, Carlinhos Brown.

– No dia que entrei naquele espaço, vazio, lembrei das raízes do axé e da energia surreal que a nossa cultura tem. O respeito às nossas tradições foi algo que me prometi naquele momento, e imaginei realizando uma festa que nos desse orgulho de tudo que já vivemos, e que transmitisse boas vindas às estações mais quentes do ano – conta Manuela.

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