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11 de maio de 2021 | 01:29 am

BANDEIRA E O PV

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

 

Esse “ainda” do juiz aposentado Marcos Bandeira deixou nas entrelinhas que o doutor algum dia colocaria o seu nome como pré-candidato. Tanto é que o magistrado não descartou a incontida vontade.

 

 

O eminente juiz aposentado Marcos Bandeira, que tanto dignificou a magistratura, foi convidado para sair candidato a prefeito por Itabuna e Ilhéus.

Em relação a nossa vizinha e irmã cidade, não há qualquer possibilidade de Bandeira sequer pensar no convite, é só agradecer a lembrança do seu nome.

Na frente da articulação, o engenheiro Alfredo Melo, a simpática presidente do PV, Daniele Simões, e o poeta Antônio Oliveira. Tudo com o aval da executiva estadual, tendo a frente o deputado Marcell Moraes.

Em dezembro de 2014, o então juiz da Vara de Infância e Juventude negou a intenção de disputar o comando do centro administrativo Firmino Alves: “Ainda exerço o cargo de magistrado do Tribunal de Justiça da Bahia, que, por força da lei, não permite o exercício de qualquer atividade de natureza político-partidária”.

Esse “ainda” deixou nas entrelinhas que o doutor algum dia colocaria o seu nome como pré-candidato. Tanto é que o magistrado não descartou a incontida vontade: “Se Deus um dia me conceder a graça de me aposentar, aí sim poderia pensar nessa possibilidade”.

Como Marcos Bandeira acaba de se aposentar, então se deduz que ele pode aceitar o convite para se filiar ao PV e, quem sabe, ser mais um prefeiturável.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ITABUNA, 18H15MIN

Tempo de leitura: < 1 minuto
Pôr-do-sol em Itabuna em imagem captada pelo articulista - e também fotógrafo - Marco Wense.

Pôr-do-sol em Itabuna em imagem captada pelo articulista – e também fotógrafo – Marco Wense.

O articulista Marco Wense prova que também é bom no clique. Fez esta foto do pór-do-sol em Itabuna, às 18h15min desta terça-feira (2). A imagem já faz sucesso nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, como o Diálogos sem Platão, que reúne profissionais da área do Direito, empresários, jornalistas e publicitários de várias regiões da Bahia e do país.

DAVIDSON, GERALDO E O PT

Tempo de leitura: 3 minutos

marco wense1Marco Wense

 

PT e PCdoB é uma velha história de amor e ódio. Não tenho nenhuma dúvida de que estarão de mãos dadas na sucessão de 2016. A união dos vermelhinhos é imprescindível para a sobrevivência política do petismo e do comunismo.

 

 

A exoneração do coordenador do Detran em Itabuna, subtenente Gilson Nascimento, indicado pelo PCdoB, me fez lembrar da música “Pode vir quente que estou fervendo”, composta por Carlos Imperial e interpretada pelo rei Roberto Carlos e o tremendão Erasmo Carlos.

O suplente de deputado federal Davidson Magalhães, líder inconteste do comunismo no sul da Bahia, pré-candidato à sucessão do prefeito Claudevane Leite, abriu o verbo contra o PT e sua articulação política.

Davidson Magalhães parecia aquele de priscas eras, do saudoso tempo agitado da política estudantil, gesticulando e bradando em voz alta: “Isso é um absurdo, vai ter troco”.

Já fui o alvo preferencial dos seus inflamados e frenéticos discursos na então FESPI, hoje Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), quando candidato à presidência do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e do DA de Direito. Perdi no primeiro embate, mas sair vitorioso no segundo. Não foi fácil enfrentar os aguerridos meninos do PCdoB. Eu era do PDT, brizolista convicto, mas os danados diziam que eu era da “direitona”. Ser de direita naquele tempo, no ambiente estudantil, era suicídio político.

Sobre o deputado estadual petista Rosemberg Pinto, responsável pela indicação do novo diretor do cobiçado órgão, Davidson disse que “o rapaz não tem nenhuma representatividade, não teve nem três mil votos entre Itabuna e Ilhéus”.

E mais: 1) “… não vamos fazer a transferência do cargo, isso é uma agressão ao resultado da eleição de Itabuna, Ilhéus e Região, uma agressão aos 17 mil votos que tivemos”. 2) “… é por este tipo de coisa que o PT está isolado. É esse tipo de atitude que dificulta aliança com o PT”. 3) “… vai ter troco, vai ter troco”. 4) “… não tenho medo de ameaça nenhuma ao meu mandato”.

O “vai ter troco” foi o desabafo que mais pontuou no duro discurso do prefeiturável. Tiririca da vida, um pouco nervoso, Davidson lembrava um ACM versus Waldir Pires.

Qual seria o “troco” de Davidson Magalhães? Foi o questionamento mais ouvido do pós-descarrego. No início, todos pensavam que o “troco” seria o fim do diálogo com o também pré-candidato Geraldo Simões.

Davidson, no entanto, sabendo que o PCdoB precisa do PT e vice-versa, tratou logo de isentar o PT de Geraldo Simões: “O PT fez um absurdo em Itabuna, não digo que é o PT de Itabuna”.

Como uma espécie de advogado de Geraldo Simões, Davidson foi mais além: “Tem gente querendo ocupar o espaço do ex-deputado, não vão nos jogar contra Geraldo Simões aqui em Itabuna”.

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FIM DO CICLO

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marco wense1Marco Wense

Assim que veio à tona o escândalo do mensalão, Tarso Genro, um dos mais lúcidos petistas, defendeu a tese de que o PT teria que fazer uma reciclagem, uma profunda reflexão.

Tarso, ex-governador do Rio Grande do Sul, hoje articulador de uma frente nacional de esquerda, foi pisoteado pela cúpula do PT, faltando pouco para declará-lo como “persona non grata”.

O tempo passou. Agora tem o petrolão, as propinas, os mensalinhos, os “pixulecos” e, para piorar, uma justiça que só enxerga a roubalheira do PT.

Tarso diz, e com toda razão, que “o PT chegou ao fim de um ciclo, que a candidatura de Lula seria inviável com a crise do governo Dilma. Finaliza dizendo que “o partido precisa ter mais humildade de verificar, no sistema de alianças que pretende compor, se há um nome mais adequado para 2018”.

Concordo com o ilustre Tarso Genro, mas faço uma ressalva: a humildade tem que ser mostrada na sucessão municipal de 2016, sob pena do PT ficar isolado na eleição de 2018.

Só agora, depois da prisão de José Dirceu, do leite derramado, é que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala em “reflexão profunda no PT”. O creme dental quando sai do tubo não volta mais.

mangabeiraBOAS NOTÍCIAS

O pré-candidato do PDT, Antônio Mangabeira, tem recebido boas notícias para sua campanha: 1) 65% do eleitorado não pretendem votar em candidatos que já foram prefeitos de Itabuna. 2) o seminário sobre educação que o PDT vai realizar em Itabuna poderá contar com a participação do senador Cristovão Buarque 3) o partido está prestes a receber filiados do PSB insatisfeitos com o rumo da legenda na sucessão do prefeito Vane. 4) cresce o número de médicos declarando apoio a sua candidatura. 5) os 4,5% nas pesquisas de intenção de votos. Para quem começou agora, sem dúvida um bom começo. 6) a opinião, até mesmo entre os eleitores de outros candidatos, de que é um bom nome. O vereador Ruy Machado, presidente do PTB, tem razão quando diz que “Mangabeira é um candidato sem vícios”.

Augusto-Castro12-300x221COM A MESMA MOEDA

Um conhecido petista de Itabuna, quando questionado sobre a dianteira do deputado e prefeiturável Augusto Castro (PSDB) nas pesquisas, usa a mesma expressão dos tucanos em relação ao ex-presidente Lula: “Sua vez vai chegar”. O que se comenta nos bastidores é que existe uma espécie de dossiê contra o parlamentar tucano, que o documento é arrasador.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ENXURRADA DE PRÉ-CANDIDATOS

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marco wense1Marco Wense

O início do processo sucessório é um teatro a céu aberto. No frigir dos ovos, poucos serão candidatos. A maioria é de pré-candidato a candidato a vice-prefeito ou, então, a um cargo no primeiro escalão.

Para facilitar e proporcionar ao eleitor-cidadão-contribuinte um melhor entendimento da sucessão do prefeito Claudevane Leite, vamos distribuir os postulantes em cinco grupos.

Essa didática arrumação, que pode ser alterada a qualquer momento, é o primeiro passo para esclarecer o cada vez mais turvado cenário político-eleitoral.

A indefinição do chefe do Executivo, que continua enigmático em relação ao segundo mandato, se disputa ou não a reeleição, deixa a neblina mais densa.

O início do processo sucessório é um teatro a céu aberto. No frigir dos ovos, poucos serão candidatos. A maioria é de pré-candidato a candidato a vice-prefeito ou, então, a um cargo no primeiro escalão.

O engraçado é que o toma-lá-dá-cá só é vergonhoso, só é repugnante quando parte do eleitor para o candidato. Entre os senhores políticos é tudo normal, faz parte do jogo e da desenfreada luta pelo poder.

Deixando o alcaide de fora, vamos para os grupos: 1) Davidson Magalhães e Roberto José. 2) Fernando Gomes, Geraldo Simões e Azevedo. 3) Carlos Leahy, Antônio Mangabeira e Leninha Duarte. 4) Augusto Castro. 5) PSOL, PCB e o PSTU.

Grupo 1 – Representa os pré-candidatos do Centro Administrativo Firmino Alves. Davidson Magalhães, deputado federal pelo PCdoB, disputa com Roberto José, secretário de Transporte e Trânsito, o apoio de Vane. Uma composição entre eles é tida como improvável. A legenda do prefeito, o PRB, sob a batuta da Igreja Universal, já descartou qualquer possibilidade de apoiar o comunista. Tudo caminha para um inevitável e iminente racha, com a prefeitura virando um barril de pólvora.

Grupo 2 – São os ex-prefeitos querendo ser novamente prefeito. Fernando Gomes atrás do quinto mandato, Geraldo Simões do terceiro e Azevedo do segundo. Em comum o receio de que o discurso da mudança, de que é preciso renovar, possa provocar estragos nas suas pretensões políticas.

Grupo 3 – Leninha Duarte já ensaiou candidatura em outras eleições. O ex-presidente da CDL, Carlos Leahy, trabalhou no então governo Azevedo como secretário de Indústria e Comércio. Quem realmente protagoniza a verdadeira mudança é, sem dúvida, o médico Antônio Mangabeira (PDT).

Grupo 4 – Augusto Castro, até mesmo por ser deputado estadual pelo PSDB, é quem mais encarna o oposicionismo, principalmente ao PT e, por tabela, ao governo do Estado. Como o prefeito de Itabuna é aliado do governador Rui Costa, o tucano faz oposição ao governo municipal. Vale ressaltar que Fernando Gomes e Azevedo podem pertencer a este grupo.

Grupo 5 – São os prefeituráveis de legendas de pouca ou quase nenhuma representatividade no Congresso Nacional.

O traiçoeiro mundo da política pode trazer junções inimagináveis, como uma inusitada aproximação entre Fernando Gomes e Geraldo Simões ou, quem sabe, um civilizado pacto de não-agressão.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

CONSELHO PARA DILMA

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marcowenseMarco Wense

“Não sofra calada à desresponsabilização do Legislativo e do Judiciário no aumento das despesas. Vete os gastos propostos de quase R$ 80 bilhões nos próximos três anos, que nas últimas semanas foram postos no seu caminho. E vá à televisão mostrar à sociedade, com clareza, que, para desgastá-la, alguns oportunistas recusam os caminhos institucionais e ensaiam jogar o Brasil no caos financeiro”.

Se Delfim Neto, economista e ex-ministro da Fazenda, não quer dar nome aos bois, a modesta Coluna Wense diz que Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Aécio Neves, respectivamente presidente da Câmara dos Deputados, do Senado e ex-presidenciável, são os “bois” do quanto pior, melhor. São os mosqueteiros do golpismo.

A mais recente “desresponsabilização” é o projeto, já aprovado no Senado, que autoriza criação de mais de 200 municípios. É bom lembrar que a megalomaníaca proposta já foi vetada duas vezes pela presidente Dilma.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

DILMA, PT E A OPOSIÇÃO

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marco wense1Marco Wense

Os principais defensores do impeachment podem ser réus a qualquer momento.

Se existisse outra oposição, diferente dessa protagonizada por tucanos (PSDB) e democratas (DEM), o governo da presidente Dilma Rousseff estaria mais fragilizado, sem força para reagir.

Quando o assunto é a desenfreada cobiça do poder, o PT e o PSDB são a mesma coisa, comportam-se do mesmo jeito. Rezam na cartilha de que o fim justifica os meios. O petismo com o mensalão e o petrolão. O tucanato com os escândalos da reeleição e das privatizações.

Ora, não é a vontade de partidos e de lideranças pregadoras do golpismo, ainda inconformadas com o fracasso nas urnas, que vão respaldar um pedido de impeachment, e sim provas sólidas obtidas pelas instituições.

Os principais defensores do afastamento da presidente Dilma podem ser réus a qualquer momento. O presidente da Câmara dos Deputados, o incendiário Eduardo Cunha, é alvo da Operação Lava Jato.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, já é réu em processo na Justiça Federal de Brasília. O senador é acusado de ter recebido propina da construtora Mendes Junior para apresentar emendas parlamentares que beneficiavam a empreiteira.

Agripino Maia, dirigente-mor do diretório nacional do DEM, coordenador da campanha do candidato Aécio, é acusado de receber propina de R$ 1 milhão para aprovar uma lei que torna obrigatório a inspeção veicular no seu estado, o Rio Grande do Norte.

Como não bastasse, tem o depoimento do doleiro Alberto Youssef dizendo que Aécio Neves pegava mesada de US$ 120 mil. O ex-presidenciável comandava uma das diretorias de Furnas no então governo FHC.

Ainda vem o José Serra defendendo a implantação do parlamentarismo, querendo ser primeiro-ministro, como se o parlamento brasileiro, adepto do toma-lá-dá-cá, estivesse preparado para tal missão.

E, para finalizar, o sincero e corajoso depoimento de Alberto Goldman, vice-presidente do PSDB: “Os tucanos não são capazes de dizer o que fariam se tivessem vencido as eleições presidenciais. Nós não temos um projeto de país”.

Portanto, uma óbvia e inquestionável conclusão: a oposição, desprovida de credibilidade e coerência, não tem moral para acusar ninguém. É o sujo falando do mal lavado, como diria a ex-presidenciável Luciana Genro.

PS – Se a presidente Dilma Rousseff, na condição de ex-presidente da República do Brasil, resolvesse escrever um livro sobre a banda podre do PT, o título seria “Nunca vi nada igual”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

FÉLIX VERSUS FÉLIX

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marco wense1Marcos Wense

O imbróglio envolvendo o PDT e o médico Antonio Mangabeira, cada vez mais distante da legenda brizolista, vem criando um desentendimento entre pai e filho.

O pai, Félix Mendonça, que já foi prefeito de Itabuna, quer o comando do pedetismo municipal com o prefeiturável Mangabeira. O filho, Félix Júnior, insiste em manter a professora Acácia Pinho na presidência do partido.

Volto a ratificar que o PDT, se não tiver candidato próprio, vai cair no colo do também pré-candidato Augusto Castro (PSDB), junto com o PMDB de Renato Costa e o DEM de Maria Alice.

O que se espera de Félix Júnior é uma posição clara em relação a 2016. O PDT vai ou não disputar a sucessão de Claudevane Leite?

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PDT, CASTRO E MANGABEIRA

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marco wense1Marco Wense

Aquele Félix Júnior que andou declarando que queria o PDT crescendo com “honra e de forma independente” escafedeu-se. Empurra o partido para ser bengala do tucanato na sucessão municipal.

O deputado federal Félix Mendonça Júnior, presidente estadual do PDT, precisa tomar uma posição em relação ao processo sucessório de Itabuna, se a legenda vai ou não ter candidato próprio.

O parlamentar emite sinais de que o PDT ficará fora da disputa, que o partido, hoje aliado do prefeito soteropolitano ACM Neto, caminha para apoiar o tucano Augusto Castro (PSDB).

Se Félix Júnior acha que o melhor caminho para o PDT é o de papel de coadjuvante na eleição de 2016, tudo bem. Inaceitável é a falta de clareza diante de uma situação que exige certa urgência.

Aquele Félix Júnior que andou declarando que queria o PDT crescendo com “honra e de forma independente” escafedeu-se. Empurra o partido para ser bengala do tucanato na sucessão municipal.

O presidente do brizolismo baiano caminha na contramão. O PDT não pode se distanciar do eleitorado e, muito menos, destruir sua identidade para ser apêndice de outras legendas.

Félix é ele. O PDT que se dane. Que pelo menos seja sincero com o médico Antonio Mangabeira: “Olhe doutor, é melhor o senhor procurar outra legenda”.

Félix, de olho nos seus interesses políticos, vai terminar jogando fora a oportunidade de o PDT de Itabuna ter um candidato que representa a tão sonhada e imprescindível renovação política.

Nos bastidores, até os possíveis adversários reconhecem que Mangabeira é o candidato mais preparado para concorrer à sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

Não tenho nenhuma dúvida que o PDT, se não tiver candidato próprio, vai cair no colo de Augusto Castro, junto com o DEM e o PMDB.

JEITINHO BRASILEIRO

O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou a proposta de constitucionalizar a permissão para que as empresas financiem as campanhas políticas.

O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), através de uma manobra sorrateira, quebrando um acordo anterior, conseguiu recolocar em votação o financiamento.

Com 330 votos a favor, agora é permitido que as doações sejam repassadas aos partidos, que fica com a nobre função de distribuir os valores com os candidatos.

O jeitinho safadinho-descaradinho-brasileiro foi assentado na emenda do deputado Celso Russomano (PRB), aquele que é conhecido como o “Defensor dos Consumidores”.

O é dando que se recebe em dobro vai voltar com toda força. O melhor negócio do mundo, depois da institucionalização do toma-lá-dá-cá, é ser dirigente partidário.

Que país é esse? Que país é esse? Saudoso Renato Russo.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

DUAS SUCESSÕES

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marco wense1Marco Wense

O voto útil pode levar o PCdoB a apoiar o ex-prefeito Geraldo Simões.

O jornalismo político sofre com a indefinição do prefeito Claudevane Leite, cada vez mais enigmático em relação ao processo sucessório, se vai ou não disputar o segundo mandato.

De dez eleitores, dois apostam que o chefe do Executivo será candidato à reeleição. Na imprensa falada e escrita, é quase unânime a opinião de que o gestor ficará fora do confronto.

A sucessão A, com Vane candidato, além de diminuir a possibilidade de surpresas e inesperados sobressaltos, evita um pega-pega entre o PCdoB e o PRB, entre comunistas e evangélicos da Igreja Universal.

A sucessão B, com o alcaide jogando a toalha, pode provocar um fato inusitado, estranho, considerado como uma invencionice de quem quer jogar lenha na fogueira: um possível apoio do PCdoB a Geraldo Simões (PT).

Com Vane fora, o PCdoB lança o seu candidato, o vice Wenceslau Júnior ou Davidson Magalhães. O partido do prefeito, o PRB, também.

A candidatura do PCdoB não decola. O tucano Augusto Castro assume a dianteira nas pesquisas de intenção de votos. Geraldo Simões vem logo atrás.

Para evitar o comando do poder municipal nas mãos do tucanato (PSDB), os comunistas partiriam para o voto útil, assim como aconteceu na eleição de 2012, com os petistas votando em Vane para evitar a vitória de Azevedo (DEM).

É bom lembrar que o suplente Davidson Magalhães deve ao governador Rui Costa o seu assento na Câmara Federal. Um pedido do petista-mor não pode ser negado, seria uma inominável ingratidão.

Portanto, duas sucessões: A e B. Certo mesmo são as candidaturas de Geraldo Simões e do médico Antonio Mangabeira.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PDT, MANGABEIRA E A SUCESSÃO

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marco wense1Marco Wense

O comando do Partido Democrático Trabalhista (PDT), ainda neste mês de maio, será entregue ao médico Antonio Mangabeira, que é candidatíssimo na eleição de 2016.

A entrada da professora Acácia Pinho no governo municipal, do ponto de vista administrativo, é uma decisão acertada do prefeito Claudevane Leite.

A presidente da comissão provisória do pedetismo de Itabuna fez um bom trabalho como secretária de Administração do então governo Fernando Gomes, principalmente no quesito valorização do servidor público.

Politicamente, não acrescenta nada. O comando do Partido Democrático Trabalhista (PDT), ainda neste mês de maio, será entregue ao médico Antonio Mangabeira, que é candidatíssimo na eleição de 2016.

O prefeiturável rechaça, com veemência, firmeza e até com certa irritação, qualquer insinuação de que sua candidatura não vai vingar: “Vou até o fim do processo sucessório”.

A pré-candidatura de Mangabeira cresce no eleitorado que defende uma mudança radical na política itabunense, dando um basta no fernandismo, azevismo e geraldismo.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

A OPOSIÇÃO E O “JÁ GANHOU”

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marco wense1Marco Wense

Geraldo Simões no PMDB é a maior preocupação de Augusto Castro. O prefeiturável tucano, além de perder o invejável tempo no horário político, teria que enfrentar um novo e imprevisível cenário eleitoral.

Uma desmesurada euforia começa a tomar conta dos prefeituráveis de oposição ao governo Rui Costa. Todo o alvoroço é assentado em pesquisas que apontam uma crescente insatisfação com o PT.

Os pré-candidatos oposicionistas atingem o ápice do otimismo quando parte do eleitorado diz que não vota em candidato petista em hipótese nenhuma, nem que a vaca tussa.

Lá em Salvador, a reeleição de ACM Neto é dada como certa. A cúpula do Democratas fala até em uma vitória acachapante, a maior da história sucessório soteropolitana.

Puxando para Itabuna, o tucano Augusto Castro, obviamente do PSDB, não pode enveredar pelo caminho do “já ganhou”. O menosprezo aos adversários é uma inominável burrice.

Castro, reeleito para o parlamento estadual, pode até comemorar o bom resultado da consulta popular, em que aparece na frente dos ex-alcaides Fernando Gomes, Geraldo Simões e José Azevedo.

Desaconselhável é a comemoração com soberba, como andam fazendo os correligionários bem próximos do tucano, achando que sua eleição para o cobiçado Centro Administrativo é irreversível. São favas contadas.

O petista Geraldo Simões foi eleito prefeito de Itabuna pegando carona no impeachment do então presidente Collor. Augusto Castro, além da alta rejeição do governo Vane, é quem mais se beneficia com o desgaste do PT.

Vale ressaltar que muitos petistas de Itabuna, até mesmo integrantes do diretório municipal, estão mudando de opinião. Ou seja, que a saída de GS do PT já não é tão ruim como pensavam.

Geraldo tem duas opções: o PSB da senadora Lídice da Mata e o PMDB dos irmãos Vieira Lima. O segundo caminho é mais impactante, já que GS entraria no peemedebismo sob a compulsória condição de fazer oposição ao governador Rui Costa e a presidente Dilma Rousseff.

Geraldo Simões no PMDB é a maior preocupação de Augusto Castro. O prefeiturável tucano, além de perder o invejável tempo no horário político, teria que enfrentar um novo e imprevisível cenário eleitoral.

Não posso deixar de registrar que a ex-primeira dama Juçara Feitosa é a maior defensora da permanência de “minha pedinha” no petismo: “Dou risada quando falam que Geraldo vai sair do PT”.

Percentualmente, diria que GS tem 40% para permanecer no Partido dos Trabalhadores, 30% para se tornar um neogeddeliano, 20% para o PSB e 10% para outra legenda.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

O LADO PODRE

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marco wense1Marco Wense

Sem nenhum deboche, confesso que fico na dúvida sobre a banda podre que mais fede, se a do PT ou do PSDB. Se existisse um aparelho para aferir, o nome seria “Fedômetro”.

O deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB), com certeza entre os mais aguerridos parlamentares do tucanato e da oposição, sabe que “pau que dá em Chico também dá em Francisco”.

Bastava só a condição de parlamentar para obrigá-lo a esclarecer qualquer denúncia em relação a sua vida pública. Como vice-presidente da CPI da Petrobras a responsabilidade é maior.

O que se espera do tucano é uma explicação convincente sobre o desvio de R$ 166 milhões nas obras do metrô de Salvador durante sua gestão como prefeito.

Em vez de interpelar judicialmente quem o acusou, Imbassahy se defende usando o simplório argumento de que “as denúncias são vazias”. Só faltou dizer que tudo não passa de mais uma “intriga da oposição”.

Ora, ora, se são acusações sem provas, se é mentira, então processe o deputado Afonso Florense (PT) por crime de calúnia e difamação, dando um chega pra lá no “quem cala, consente”.

Bobagem é ficar dizendo que foi “reiteradas vezes escolhido o mais avaliado prefeito do Brasil”, como se um bom chefe de Executivo tivesse o privilégio da imunidade diante de qualquer acusação.

O então presidente Lula tinha uma invejável aprovação, mas era acusado pelos tucanos de ser complacente com os companheiros envolvidos no escândalo do mensalão, com a banda podre do PT, com os aloprados.

Em vez de ficar se regozijando, o tucano tem que mostrar que sua rodilha aguenta o pote, que faz parte do PSDB decente e não do tucanato da Lista de Furnas, do mensalão mineiro, da privataria tucana, metrô de São Paulo e das operações Castelo de Areia. Lava Jato e Zelotes.

Do contrário, o melhor caminho é a renúncia. A função de vice-presidente da CPI da Petrobras é incompatível com qualquer suspeita de desvio de dinheiro público.

Sem nenhum deboche, confesso que fico na dúvida sobre a banda podre que mais fede, se a do PT ou do PSDB. Se existisse um aparelho para aferir, o nome seria “Fedômetro”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

GERALDO, PT E A SUCESSÃO

Tempo de leitura: 3 minutos

marco wense1Marco Wense

A política não costuma socorrer os que dormem. Quem assim procede, termina politicamente defenestrado, sucumbido. Recomendo a Geraldo Simões uma rápida pestana, sob pena de ficar a ver navios.

Já passou da hora de Geraldo Simões ter uma conversa definitiva com o governador Rui Costa sobre sua pré-candidatura a prefeito de Itabuna na eleição de 2016.

Figuras importantes do PT, como Josias Gomes e Everaldo Anunciação, respectivamente secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia e presidente estadual da legenda, já se posicionam a favor da reeleição de Claudevane Leite (PRB).

Correligionários de GS são da opinião de que o silêncio de Rui diante do imbróglio PT versus PT, PT geraldista versus PT antigeraldista, é a prova inconteste de que o petista-mor caminha para apoiar o segundo mandato do alcaide.

O problema é que o prefeito Vane ainda não decidiu, de maneira incisiva, peremptoriamente, sem deixar nenhum resquício de dúvida, se será ou não candidato, deixando todos com a pulga atrás da orelha.

Todos, mas especificamente o vice Wenceslau Júnior, que não esconde sua pretensão de disputar o Centro Administrativo Firmino Alves. É bom lembrar que a última investida do vice foi intempestiva e atabalhoada.

Geraldo Simões, não suportando tanta fritura dos “companheiros”, não tem outro caminho que não seja o de procurar outro partido, como, por exemplo, o PSB da senadora Lídice da Mata.

E se o enigmático chefe do Executivo desistir da reeleição? Vai ficar na obrigação de apoiar o candidato do PCdoB, que teria duas opções: o vice Wenceslau ou o deputado federal Davidson Magalhães.

A pertinente e oportuna pergunta, também crucial em um futuro não muito distante, é se o comando estadual do PT e o governador Rui Costa apoiariam o pretendente comunista.

A política não costuma socorrer os que dormem. Quem assim procede, termina politicamente defenestrado, sucumbido. Recomendo a Geraldo Simões uma rápida pestana, sob pena de ficar a ver navios.

PT VERSUS PCdoB

pt-x-pc-do-b1Essa briguinha entre petistas e comunistas, pelo menos aqui em Itabuna, é de priscas eras. Tem origem na então Fespi, hoje Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), quando se enfrentavam, ou melhor, engalfinhavam em torno do comando do Diretório Central dos Estudantes, o DCE.

Eu era do PDT, e por ser de outro partido me rotulavam de direita, mesmo sendo um convicto e apaixonado brizolista. Naquele tempo, ser de direita, no movimento estudantil, era “persona non grata”.

Enfrentando as mentiras do PCdoB e do PT, consegui, depois de ser derrotado na eleição para o DCE, ser eleito presidente do Departamento Acadêmico do curso de Direito, o também desejado DA de Direito.

Voltando ao pega-pega entre petistas e comunistas, eles só se juntam por conveniência política, principalmente quando a cisão pode derrotar os dois grupos. Fernando Gomes já ganhou duas sucessões municipais em decorrência desse racha.

Os dois políticos mais importantes do petismo e do comunismo de Itabuna, sem dúvida o ex-prefeito Geraldo Simões e o deputado federal Davidson Magalhães, se detestam. Fazem teatro quando se encontram.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

O RETORNO DO POPULISMO

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marco wense1Marco Wense

As pesquisas de intenção de votos apontam Geraldo Simões e Fernando Gomes na frente.

Uma fatia considerável do eleitorado itabunense vibra quando aparece na imprensa determinados nomes que podem disputar o processo sucessório de 2016.

Esses eleitores querem um candidato a prefeito sem nenhuma ligação com tradicionais e empoeirados grupos ou correntes políticas, dando um basta na mesmice.

Não é a tal da terceira via e, muito menos, coisa parecida, quase sempre disfarçada de novidade. É mudança radical mesmo. Um prefeiturável que provoque sobressalto e uma agradável surpresa.

O problema é que a outra fatia que vota nas antigas lideranças, com destaque para Geraldo Simões, Fernando Gomes e o Capitão Azevedo, representa quase 50% do eleitorado.

Vale lembrar que Geraldo, Fernando e Azevedo, respectivamente petista e democratas, obviamente do PT e do DEM, somam sete mandatos como gestor do Centro Administrativo Firmino Alves.

GS, FG e CA não conseguiram acabar com o tabu da reeleição. Nunca se reelegeram. Fernando Gomes, sendo candidato e saindo vitorioso, vai para o seu quinto mandato.

As pesquisas de intenção de votos apontam GS e FG na frente. A volta do “Geraldo versus Fernando” é interpretado pelos “mudancionistas” como a prova inconteste de que Itabuna parou no tempo.

Como não gosto de deixar o leitor na dúvida (ou curioso), revelo que Antonio Mangabeira, Chico França e o bom juiz Marcos Bandeira são as possíveis e agradáveis surpresas da sucessão de Claudevane Leite (PRB).

Em outros tempos, em priscas eras, como diria o saudoso jornalista Eduardo Anunciação, os protagonistas da mudança eram Helenilson Chaves e Ronald Kalid.

Geraldo versus Fernando, disputando mais uma eleição, significa o triunfal retorno do populismo. Geraldistas e fernandistas vão dizer que Vane do Renascer foi eleito pelo “populismo religioso”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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