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16 de junho de 2021 | 10:49 am

GEDDEL, SOUTO E A SUCESSÃO

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marco wense1Marco Wense

 Tucanos e democratas andam assustados. Não sabem o que passa pela cabeça do temperamental Geddel Vieira Lima. O PT comemora e o PSB fica na expectativa de um “seja bem-vindo”.

O esperneio do ex-ministro Geddel Vieira Lima vai ficar para depois. Não é hora de tornar público o descontentamento com os democratas (DEM).
O presidente estadual do PMDB teve uma conduta irrepreensível durante todo processo de discussão no staff oposicionista. Jogou limpo, sem subterfúgios.
Geddel Vieira Lima não tergiversou. Desde o início escancarou sua vontade de disputar o Palácio de Ondina e ser o nome da oposição na sucessão do governador Jaques Wagner.
Por ter o entendimento e a consciência de que não poderia peitar Paulo Souto, duas vezes governador da Bahia, o peemedebista fazia a ressalva de que apoiaria o democrata caso fosse candidato.
O tempo passou. E nada de Souto dizer alguma coisa, se queria ser candidato ou não. Sequer algum sinal ou indício. O sepulcral silêncio incomodava democratas, tucanos e peemedebistas.
Geddel, com toda razão, fez chegar ao DEM sua preocupação com a frieza marmoriana de Paulo Souto. O democrata, como diria minha saudosa vovó Nair, não fazia aquilo e nem desocupava a moita.
O prefeito ACM Neto, o condutor-mor do oposicionismo, mandou dizer a Geddel que ainda estava cedo para qualquer definição, que sua cobrança era intempestiva.

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DOIS BICUDOS

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marco wense1Marco Wense

Geraldo anda dizendo que Magalhães, que é o diretor-presidente da Bahiagás, vem gastando o dinheiro da empresa na campanha para deputado federal.

O relacionamento político entre o PT e o PCdoB de Itabuna sempre foi marcado por intrigas, picuinhas, traições, falsidades, desconfianças e até ofensas pessoais.
O pega-pega é velho, vem da política estudantil na então Fespi, quando comunistas e petistas se digladiavam pelo comando do Diretório Central dos Estudantes, o cobiçado DCE.
Quando se juntam, como aconteceu em várias sucessões municipais, é por interesse e conveniência, já que a união se torna indispensável para derrotar os adversários comuns.
O PT e o PCdoB são inimigos ferrenhos quando estão separados no processo eleitoral. PCdoB versus DEM ou PT versus PSDB são confrontos civilizados quando comparados a uma disputa PT versus PCdoB.
O mais recente duelo envolve as duas figuras emblemáticas do petismo e do comunismo tupiniquins, sem dúvida o ex-prefeito Geraldo Simões e o ex-vereador Davidson Magalhães.
Geraldo anda dizendo que Magalhães, que é o diretor-presidente da Bahiagás, vem gastando o dinheiro da empresa na campanha para deputado federal.
Defensores de Davidson, irritadíssimos com Geraldo, lembram que o ex-alcaide, em vez de se preocupar com a vida alheia, deveria cuidar da sua condição de réu nos processos que tramitam na justiça.
E mais: corre à boca pequena a informação de que o PT vai reivindicar o comando da Bahiagás assim que Davidson se afastar da presidência para concorrer ao Parlamento.
Dois bicudos não se beijam. Geraldo Simões e Davidson Magalhães sequer se abraçam. É melhor assim do que abraço de tamanduá.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

DAVIDSON CONTINUA NA PISTA

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marco wense1Marco Wense

Ao ilustre filiado do PCdoB, sem dúvida uma das mais importantes lideranças da legenda, cabe a missão de não deixar que o hoje seja o amanhã.

Ainda é cedo para afirmar que a pré-candidatura de Davidson Magalhães ao Parlamento federal não vai decolar, que vai ser uma grande decepção para o PCdoB.

Essa onda de pessimismo em torno do comunista, com o nítido propósito de deixá-lo cabisbaixo, não é protagonizada somente pelo PT de Geraldo Simões.

O DEM e o PRB também torcem para que o diretor-presidente da Bahiagás fique sem gás na sua legítima e democrática caminhada rumo ao cobiçado Congresso Nacional.

Democratas, petistas, comunistas e a turma do PRB, legenda sob o comando da Igreja Universal, são adversários na eleição de 2014, com cada qual defendendo seus candidatos.

Não sei como anda a campanha do bispo Marinho, se ele vai precisar dos votos de Itabuna para se reeleger. Davidson Magalhães e os ex-prefeitos Azevedo e Geraldo dependem de uma boa votação na cidade.

Geraldo Simões, José Azevedo e Marinho, quando o assunto é o insucesso eleitoral de Davidson e, por tabela, o enfraquecimento do PCdoB, estão mais que juntos. São aliados afinadíssimos.

As pesquisas de intenção de voto, pelos menos a que eu tive acesso ou informação confiável, apontam Davidson em uma situação desconfortável, até mesmo surpreendente, já que o comunista fica bem atrás dos outros concorrentes.

E os concorrentes não se limitam a Geraldo, Azevedo e Marinho. O deputado Félix Mendonça Júnior, presidente estadual do PDT, aparece na frente do comunista.

É evidente que tudo pode mudar. As pesquisas são retratos de um momento político. A pré-candidatura de Davidson Magalhães ainda continua na pista.

Ao ilustre filiado do PCdoB, sem dúvida uma das mais importantes lideranças da legenda, cabe a missão de não deixar que o hoje seja o amanhã.

Mas mesmo decolando, melhorando nas consultas populares, sua eleição é considerada difícil. A falta de carisma de Davidson e o semblante insosso são apontados como pontos incorrigíveis.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

AUGUSTO, O PREFEITURÁVEL

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marco wense1Marco Wense

O resultado da eleição para o Palácio de Ondina pode mudar o cenário eleitoral de 2016. Se ganha Geddel Vieira Lima, o ex-prefeito Fernando Gomes vira um potencial candidato pelo PMDB.

A pré-candidatura do deputado estadual Augusto Castro à sucessão do prefeito Claudevane Leite vai depender do desempenho do tucano (PSDB) na eleição de 2014.

O primeiro passo é se reeleger. A reeleição é imprescindível para que o parlamentar consiga se viabilizar como postulante ao comando do cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves.

Mas não é só o segundo mandato que é importante. Castro pode até ter o dobro de votos do pleito anterior (31.062) e ficar sem força para disputar o processo sucessório.

Uma boa votação em Itabuna é indispensável. Em 2010, Castro obteve quase oito mil votos. Uma projeção feita por ele mesmo sem levar muito em conta as pesquisas de intenção de voto.

E qual seria a votação para credenciar Augusto Castro como pré-candidato à sucessão municipal de 2016? A resposta é não menos de 15 mil votos.

E quem seriam os adversários do tucano? A priori, salvo algum acidente de percurso, seja ele da vida ou da lei, o ex-prefeito Geraldo Simões e o atual Claudevane Leite (PRB).

Geraldo como única opção viável do PT. Claudevane buscando sua candidatura natural a um segundo mandato se não ficar impossibilitado pelo fim do instituto da reeleição.

Bom mesmo para Castro é o ex-alcaide José Azevedo ficar inelegível. Confirmada a inelegibilidade, o tucano teria o apoio de dois ex-gestores: o próprio Azevedo e Ubaldo Dantas.

O resultado da eleição para o Palácio de Ondina pode mudar o cenário eleitoral de 2016. Se ganha Geddel Vieira Lima, o ex-prefeito Fernando Gomes vira um potencial candidato pelo PMDB.

Uma coisa é certa: Augusto Castro dorme, acorda e, de tanto sonhar com a prefeitura de Itabuna, termina se esquecendo de escovar os dentes.

O REI DO CARLISMO

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Moncorvo, de blusa branca, em homenagem a Luís Eduardo Magalhães.

Onde anda Vivaldo Moncorvo? Como anda sua saúde? Vivaldo é natural de Senhor do Bonfim. Por iniciativa do então vereador Ely Barbosa, recebeu o título de cidadão itabunense (1995).

Moncorvo era o pefelista dos pefelistas. O mais fiel carlista da história política de Itabuna. Conheceu o então deputado federal Antonio Carlos Magalhães por intermédio de Ângelo Magalhães (irmão de ACM).

Do Poder Legislativo, Vivaldo Moncorvo recebeu o título de cidadão itabunense. Da modesta Coluna Wense, o “Rei do Carlismo”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

TELHADO DE VIDRO

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marco wense1Marco Wense

Geddel anda com a pulga atrás da orelha. Desconfia que o “não” do prefeito ACM Neto, quando questionado sobre uma possível candidatura, é de mentirinha.

As legendas de oposição ao governo Wagner, com destaque para o DEM, PSDB e o PMDB, apostavam em um desentendimento envolvendo o PT e os partidos aliados.

Não haveria consenso em torno do candidato ao cobiçado Palácio de Ondina. O governador Jaques Wagner perderia o controle sobre o movediço e traiçoeiro processo político.

Céu de brigadeiro, sem nuvens escuras e cinzentas, só entre democratas, tucanos e peemedebistas. O imbróglio só aconteceria no governismo, com labaredas cada vez mais intensas.

Os opositores chegaram ao ponto de imaginar um cenário catastrófico, com o PT totalmente isolado e sem nenhuma perspectiva de se manter no poder.

Parece que a mandinga virou contra o feiticeiro. O PMDB de Geddel Vieira Lima, em tom de ultimato ameaçador, quer que a oposição defina logo o candidato.

Geddel anda com a pulga atrás da orelha. Desconfia que o “não” do prefeito ACM Neto, quando questionado sobre uma possível candidatura, é de mentirinha.

É bom avisar, pelo menos para os mais incautos, que o ex-ministro da Integração Nacional tem pavio curto. Pode chutar o pau da barraca a qualquer momento.

O pega-pega agora é na oposição, principalmente entre o PMDB e o DEM, com Geddel versus Paulo Souto, já que a possibilidade do tucanato emplacar João Gualberto, ex-prefeito de Mata de São João, é zero.

Só resta ao oposicionismo a imprescindível união com candidatura única, na base do “um por todos, todos por um”, sob pena de mais uma derrota protagonizada pelo PT.

Quem tem telhado de vidro, não joga pedras no do vizinho.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

MARINA E O PT DE ANTIGAMENTE

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marco wense1Marco Wense

Tudo aquilo que a Marina não é mais, diria o jornalista Marcelo Coelho, agora não tão sobressaltado e atônito como antes, já que naquele tempo ainda se acreditava em “papai Noel”.

O jornalista Marcelo Coelho, em artigo na Folha de São Paulo, fevereiro de 2002, com o título “Tudo aquilo que o PT não é mais”, analisou o começo da derrocada ideológica do Partido dos Trabalhadores.

Na época, o PT flertava com o PL em troca de alguns minutos no horário eleitoral. O colunista dizia que “as negociações com os liberais são um caso de senilidade”. E, perplexo, perguntava: “Será que os petistas ficaram gagás?

Finaliza dizendo que “o PT buscava ser diferente, ser uma “novidade” na política brasileira: tratava-se de um partido com programa definido, com instâncias democráticas de decisão, com vocação de massas e níveis de moralidade acima da média. Podia-se concordar ou não com o PT, mas essas qualidades eram reconhecidas por todos.”

Marina, de olho no Palácio do Planalto, em uma decisão imperial, tomada em menos de 24 horas, se filia ao PSB. O PSB não é o PL, mas a condução do processo político continua o mesmo, na base do toma-lá-dá-cá sem nenhum tipo de constrangimento.

Aliados históricos estão deixando Marina e o projeto de criação da Rede Sustentabilidade, entre eles o ex-deputado federal Luciano Zica, um dos coordenadores da campanha presidencial da ambientalista em 2010.

Zica, como é mais conhecido, decepcionado, nitidamente irritado, em tom de desabafo, bracejando, disse: “Fiz papel de bobo tentando convencer possíveis aliados sobre a nova política. O PSB não tem métodos menos velhos que os outros.”

Em um eventual segundo turno, o DEM e o PSDB apoiariam Eduardo Campos contra Dilma Rousseff. No mesmo palanque, lado a lado, Marina, democratas, tucanos, toda bancada ruralista e o fundador do antigo PFL, o senhor Jorge Bornhaunsen, hoje eduardista de carteirinha.

Tudo aquilo que a Marina não é mais, diria o jornalista Marcelo Coelho, agora não tão sobressaltado e atônito como antes, já que naquele tempo ainda se acreditava em “papai Noel”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

 

GEDDEL, O OBSTINADO

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marco wense1Marco Wense

A tarefa mais espinhosa seria a de convencer o ex-governador Paulo Souto, do Partido Democratas (DEM), a disputar o Senado, deixando Geddel como candidato único da oposição ao PT e ao governo Wagner.

O ex-ministro Geddel, pré-candidato ao Palácio de Ondina pelo PMDB de Michel Temer, vice-presidente da República, não tem outro caminho que não seja o de oposição ao governo Dilma Rousseff.

A surpreendente filiação de Marina Silva no PSB, que tem o governador Eduardo Campos como presidenciável, leva Geddel a uma nova reflexão sobre o processo sucessório de 2014.

Antes de Marina virar outra Marina, se igualando a todos no modo de fazer política, Geddel estava disposto a apoiar o tucano Aécio Neves, obviamente do PSDB.

Em troca, como contrapartida, o PSDB, hoje sob o comando do deputado federal Juthay Magalhães Júnior, indicaria o candidato a vice na chapa do PMDB.

A tarefa mais espinhosa seria a de convencer o ex-governador Paulo Souto, do Partido Democratas (DEM), a disputar o Senado, deixando Geddel como candidato único da oposição ao PT e ao governo Wagner.

A candidatura de Campos, que agora precisa de um palanque na Bahia, assim como em outros Estados, obriga a senadora Lídice da Mata a disputar a sucessão estadual.

Lídice ainda não tomou nenhuma posição em relação ao seu futuro político. A possibilidade de sair candidata com o apoio do governador Jaques Wagner é nula. O sonho virou pesadelo.

Se Lídice não for candidata, e o DEM lançar Paulo Souto, o palanque de Geddel Vieira Lima pode alojar Eduardo Campos, Marina Silva, socialistas e marineiros.

Geddel aguarda os fatos e suas consequências com cautela. Não vai tomar nenhuma decisão atabalhoada. Uma coisa é certa: o obstinado Geddel Vieira Lima é candidatíssimo, independente de DEM, PSDB e PSB.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

DEMOCRACIA AMEAÇADA

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marco wense1Marco Wense

Faz-se necessária uma ação urgente, de uma urgência inadiável, em relação à criação de novas siglas partidárias com o nítido propósito da malandragem.

Pluralismo político, que é um princípio fundamental da República do Brasil, é diferente de pluralidade partidária, mesmo que um seja consequência do outro.

Poderia muito bem, sem nenhum desrespeito a Carta Magna, no tocante principalmente ao pluripartidarismo, criar regras mais rígidas para o surgimento de novas legendas.

Esse leilão de políticos é vergonhoso. Esse troca-troca de partidos é de uma promiscuidade inominável. O toma-lá-dá-cá é escancarado.

A própria legislação eleitoral incentiva a prostituição quando permite a filiação ao partido recém-criado sem perda de mandato. O instituto da fidelidade partidária é jogado na lata do lixo.

Com o ar da graça do Pros (Partido Republicano da Ordem Social) e do Solidariedade, do sindicalista Paulinho da Força Sindical, agora ex-PDT, são 32 siglas partidárias.

O Pros e o Solidariedade vão receber R$ 600 mil do fundo partidário, o mesmo valor repassado ao Partido da Causa Operária (PCO) em 2012.

Dos abarrotados cofres públicos, onde tem dinheiro meu, seu e de todos os brasileiros, já saíram para as legendas, via fundo partidário, R$ 2,36 bilhões.

O comandante do Pros é o desconhecido Eurípedes Júnior, ex-vereador de Planaltina de Goiás. Foi eleito pelo PSL, mudou para o PRP e terminou no PRTB.

A fila das siglas que coletam assinaturas para registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é enorme, assustadora e, em alguns casos, até hilariante. Segue relação abaixo.

O PLB (Partido Liberal Brasileiro), POP (Partido Ordem e Progresso), PRVP (Partido de Representação da Vontade Popular), PRD (Partido da Real Democracia), PCI (Partido da Construção Imperial), Novo (Partido Novo), Piratas (Partido Pirata do Brasil), o Liber (Libertários), PF (Partido Federalista) e o PSPB (Partido dos Servidores Públicos e dos Trabalhadores da Iniciativa Privada).

Ainda temos o Rede Sustentabilidade de Marina Silva e o Arena (Aliança Renovadora Nacional). Sem falar na briga pela sigla PMB, que pode ser Partido da Mulher Brasileira ou Partido do Militar Brasileiro.

Urgentíssimas providências devem ser tomadas para evitar a criação de partidos escancaradamente de aluguel, sob pena de uma bagunça generalizada e incontrolável.

Democracia sem disciplina, sem regras claras e punitivas, não é democracia. É simulacro.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

LÍDICE E A SUCESSÃO

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marco wense1Marco Wense

Todas as pesquisas eleitorais visando o Palácio de Ondina, encomendadas pelos dois lados, oposição e situação, apontam ACM Neto em uma posição privilegiada.

E mais: a diferença de Neto para a turma do governo, sob a batuta do governador Jaques Wagner, é considerável. Outro detalhe é que Paulo Souto e Geddel, segundo e terceiro colocados, são oposicionistas.

A fila segue com Lídice da Mata, Wálter Pinheiro, Otto Alencar, Rui Costa e Marcelo Nilo, respectivamente na quarta e oitava colocações. Todos da base de apoio ao governo estadual.

O engraçado no traiçoeiro e movediço jogo sucessório, quase sempre marcado por desconfianças recíprocas, fica por conta da senadora Lídice da Mata.

A ilustre parlamentar, que é presidente estadual do PSB e líder da legenda no Senado, quer o apoio do governador Jaques Wagner independente do cenário nacional.

“Se Eduardo Campos for candidato não impede que o governo me tenha como candidata”, diz a senadora. Campos é governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB.

Pois é. Lídice quer um palanque diferenciado, sem a presença de Dilma, que busca a reeleição, e de Lula. Quer se fortalecer com o apoio de Wagner para pedir votos para Eduardo Campos.

Lídice também criticou a articulação política do governo Dilma: “Ninguém imaginava Cézar Borges como ministro e Otto Alencar como vice de Wagner. O PT se misturou”.

Se o saudoso Gonzaguinha estivesse vivo, diria que o governador Jaques Wagner não tem “cara de panaca” e “jeito de babaca”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

SÓ NA ALEGRIA

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marcowenseMarco Wense

Quem faz política no governo Vane é o PCdoB. Faz política com pragmatismo, disciplina e perseverança. O próximo passo é a eleição de Davidson Magalhães para deputado federal. Outras metas virão.

O prefeito Claudevane Leite precisa formar um grupo político de sua inteira confiança, sob pena de ficar “amarrado” ao Partido Comunista do Brasil, o PCdoB.
Não vai também entrar no jogo da oposição, ávida por um rompimento entre o prefeito e o vice Wenceslau Júnior. A possibilidade de uma cisão é remota.
Como é remota – e não inexistente ou impossível –, o pega-pega pode acontecer. Quem sabe em 2015 ou no ano eleitoral de 2016. A torcida é para que o racha aconteça já, agora em 2013.
Quem são os oposicionistas ansiosos por um Vane versus PCdoB? A resposta é mais que óbvia: os petistas de Geraldo Simões, os demistas de Azevedo e alguns tucanos ligados ao prefeiturável Augusto Castro.
Todo chefe de Executivo tem o seu staff político, que funciona como uma capa protetora. Os ex-Fernando Gomes, Geraldo Simões e Azevedo tinham suas armaduras.
E mais: quem faz política no governo Vane é o PCdoB. Faz política com pragmatismo, disciplina e perseverança. O próximo passo é a eleição de Davidson Magalhães para deputado federal. Outras metas virão.
Hoje, o PCdoB é fiel a Vane. Amanhã, é uma grande incógnita. O apoio da legenda comunista vai depender da avaliação do governo pela opinião pública.
Não existe nenhum compromisso do PCdoB com o segundo mandato do prefeito Vane (reeleição). Outro caminho na sucessão municipal de 2016 não é descartado.
O casamento entre Claudevane Leite e o PCdoB pode até ser duradouro. Mesmo sem a promessa de fidelidade na alegria e na tristeza.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ALDENES VERSUS DAVIDSON

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marco wense1Marco Wense

Um Aldenes Meira independente, com personalidade, conduzindo a digna instituição com respeito, enfraquece a corrente do PCdoB contrária a sua legítima pretensão de se candidatar ao Parlamento estadual.

Já começou o burburinho em torno da votação das contas de 2011 e 2012 do ex-prefeito José Azevedo, ainda filiado ao Partido do Democratas, o DEM de Maria Alice.
O “ainda” é porque Azevedo quer trocar o DEM pelo PMDB do médico Renato Costa, que vai terminar vivendo o dilema do “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.”
O bicho pega porque Renato não pode ser ingrato com o ex-prefeito, seu aliado na sucessão de 2012. A dobradinha DEM-PMDB colocou Renato como candidato a vice na chapa da reeleição.
O bicho come porque o discurso da ética, que sempre norteou a carreira de Renato, com a filiação de um político que vai ser alvo de inúmeros e variados processos, fica comprometido. Desacreditado.
Alguns membros do diretório do PMDB querem que a filiação de José Azevedo fique condicionada à aprovação das suas contas pela Câmara de Vereadores.
O “condicio sine qua non” não agrada o comando estadual da legenda, já que o ex-prefeito pode ser um importante aliado de Geddel Vieira Lima na sucessão do governador Jaques Wagner (PT).
A grande expectativa fica por conta de Aldenes Meira, presidente do Legislativo municipal e pré-candidato a deputado estadual pelo PCdoB, partido sob a batuta do vice-prefeito Wenceslau Júnior.
Aldenes sabe que sua ascensão política depende do seu desempenho na Casa. E nada melhor do que a rejeição das contas do ex-alcaide para colocá-lo na mídia. Na vitrine eleitoral.

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A INTUIÇÃO DE EDUARDO

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marco wense1Marco Wense
 

Na mesma noite, Fernando saiu com Eduardo para jantar no restaurante “Baby Beef”. Um Eduardo Anunciação extremamente preocupado com o retrato equivocado que Fernando fez da oposição.

 
Eduardo Anunciação, jornalista excepcional e incomparável no seu estilo, pressentiu que Geraldo Simões seria o adversário com o qual o então poderoso Fernando Gomes deveria se preocupar.
Anunciação era muito próximo de Fernando Gomes. Além de conselheiro político, foi assessor parlamentar do ex-prefeito de Itabuna na Câmara dos Deputados.
Derrotando Renato Costa e Davidson Magalhães, na sucessão municipal de 1996, Fernando Gomes chega ao comando do Centro Administrativo Firmino Alves pela terceira vez.
Na noite de 31 de dezembro, véspera da posse, ainda comemorando a vitória, Eduardo disse: “Fernando, o seu adversário em 2000 chama-se Geraldo Simões.”
Fernando olhou para Eduardo e riu. Eduardo insistiu: “Este menino vai longe. Não mais amedronta a classe média por ser do PT. Pode costurar uma aliança com Davidson Magalhães, Ubaldo Dantas e Renato Costa.”
Fernando Gomes, no alto da sua ignorância política, continuou rindo. Segundo o próprio Eduardo Anunciação, já em um lugar chamado eternidade, “Fernando discordava dando risada, na base do deboche.”
Fernando achava que Geraldo Simões, Ubaldo Dantas, João Xavier, Renato Costa e Davidson Magalhães estavam na enfermaria política. Eram trapos políticos.
Na mesma noite, Fernando saiu com Eduardo para jantar no restaurante “Baby Beef”. Um Eduardo Anunciação extremamente preocupado com o retrato equivocado que Fernando fez da oposição.
Geraldo Simões se elege prefeito de Itabuna na sucessão de 2000, tendo Ubaldo Dantas como vice. O presságio de “Gaguinho” virou realidade.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ESFORÇO PRÓPRIO

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marco wense1Marco Wense
Quem mais ajudou Aldenes Meira na eleição para a presidência da Câmara de Vereadores de Itabuna foi o próprio Aldenes Meira.
O candidato do vice-prefeito Wenceslau Júnior era Jairo Araújo, do Sindicato dos Comerciários. Vale a lembrança que Jairo teve mais votos do que Meira.
Aldenes tem pretensões políticas. Sonha alto. Quer ser deputado estadual, federal e, quem sabe, prefeito de Itabuna. A vontade política de Aldenes preocupa Wenceslau e Davidson Magalhães.
A eleição para o Parlamento estadual fica na dependência de um bom trabalho no Legislativo municipal.  Do contrário, nem a reeleição.
BARÃO DE ITARARÉ
Nome de batismo: Fernando Apparício Torelly. Pseudônimo: Barão de Itararé. Criticava os políticos, na época do Estado Novo, com um gênio cômico sem comparação.
Segue algumas tiradas do Barão de Itararé: 1) “O voto é rigorosamente secreto. Só assim o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato”. 2) “Os vivos são cada vez mais governados pelos mais vivos”. 3) “O político brasileiro é um sujeito que vive às claras, aproveitando as gemas e sem desprezar as cascas”. 4) “O homem que se vende sempre recebe mais do que vale”.
Itabuna não tem um Barão de Itararé. Se tivesse, faria o maior sucesso. O saudoso Hélio Pitanga seria um autêntico Barão de Itararé.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ALIADOS COADJUVANTES

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marco wense1Marco Wense

Sobre o imbróglio das nomeações de azevistas e fernandistas, é preciso que as lideranças do PRB, PPS, PSC, PV e PP se juntem no esclarecimento de que tais indicações não partiram exclusivamente de seus partidos.

O óbvio ululante é afirmar que o PCdoB é a mais forte legenda do governo Vane. Como é inquestionável que Davidson Magalhães, diretor-presidente da Bahiagás, é o “cara” do comunismo grapiúna.
Essa influência do PCdoB já era esperada. Sem os comunistas, a campanha do então candidato Vane ficaria no meio do caminho. O apoio político foi importante. O financeiro imprescindível.
Todo esse toma-lá-dá-cá é inerente ao processo político. Não é coisa específica do PCdoB. Todas as agremiações partidárias agem do mesmo modo. É regra.
PRB, PPS, PSC, PV e o PP deram suas contribuições, cada um dentro de seus limites e condições. Não são coadjuvantes, como andam dizendo alguns membros do PCdoB. São também protagonistas.
Sobre o imbróglio das nomeações de azevistas e fernandistas, é preciso que as lideranças do PRB, PPS, PSC, PV e PP se juntem no esclarecimento de que tais indicações não partiram exclusivamente de seus partidos.
Querem empurrar o ônus das esquisitas nomeações para os partidos “coadjuvantes”, deixando o PCdoB de fora e, por tabela, o camarada Davidson Magalhães, pré-candidato a deputado federal.
O RETORNO DE FG
O slogan da campanha já está pronto: “O povão de Deus com Fernando”.  É Fernando Gomes em plena campanha para a prefeitura de Itabuna na sucessão de Claudevane Leite.
Os fernandistas estão eufóricos. Acreditam em um cenário favorável na eleição de 2016, com duas candidaturas se bicando: Vane (reeleição) e Geraldo Simões atrás do terceiro mandato.
Maria Alice e Raimundo Vieira são os mais entusiasmados com o retorno do “grande chefe”. Alice comanda o diretório municipal do DEM.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PIMENTA DO DIA

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Do leitor(a) que assina “Comunista da Sibéria”, em comentário ao artigo “ESQUERDA, VOLVER”, de Marco Wense:

A esquerdalização do DEM soteropolitano deve ser um ajuste natural em resposta à direitalização do PT e afins. Equilíbrio do bioma. A natureza (política) não é sábia,é sabida.

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