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18 de fevereiro de 2020 | 04:00 pm

O GRANDE DESAFIO

Tempo de leitura: 2 minutos

Jaciara Santos

 

 

É preciso coragem para sair da zona de conforto, coragem para mudar, para parar, para crescer, para estudar, se aperfeiçoar e para ter sucesso. Nesse sentido, o incitamento aqui é encontrar a estabilidade. O ponto entre o parar e esperar e o prosseguir e caminhar.

Em uma das minhas andanças pelo mundo da leitura, deparei-me com um livro de Mario Sérgio Cortella que me movimentou para refletir, pensar nas minhas ações, atitudes e como posso melhorar e evoluir.

A sorte segue a coragem. Eis um livro que descreve sobre o imediatismo que se manifesta em muitas pessoas, inclusive em mim, mas também ressalta a importância de ter atitude e aproveitar as oportunidades. Eis, então o grande desafio, que é saber encontrar o ponto de equilíbrio.

Uma frase popular que minha tia Tânia sempre profere é “Tubarão que dorme a maré leva!”. Concordo com a expressão, mas tenho aprendido ao longo dos anos que o “dormir” às vezes nos dar força para prosseguir.

Num dos capítulos, encontrei uma frase de (Cervantes, Dom Quixote), que diz: “Retirar-se não é fugir, nem esperar é cordura, quando o perigo é maior do que se esperava; e é de sábios guardar-se de hoje para amanhã e não arriscar tudo num só dia”. Parar, renovar as forças, reconhecer que precisamos desse tempo para que possamos continuar com mais vigor e energia, não é fraqueza, é sinal de sabedoria. O ócio é sim necessário, algo que venho aprendendo.

Descansar a mente, corpo e a alma para fazer bem para nós e para os que estão ao nosso redor. Em contrapartida reforço a ideia que a passividade, ver o tempo passar esperando que as coisas melhorem, ficar sentado esperando os sonhos se realizarem também não é o melhor trajeto.

Pessoas que ficam estáticas, se lamentando e dizendo “Nossa que sorte ele/ela teve” precisam perceber que não é sorte. Pode até ter uma parcela do acaso, mas o acaso sem atitude não funciona. Não fique apenas protestando que Deus se esqueceu de você!

É preciso coragem para sair da zona de conforto, coragem para mudar, para parar, para crescer, para estudar, se aperfeiçoar e para ter sucesso. Nesse sentido, o incitamento aqui é encontrar a estabilidade. O ponto entre o parar e esperar e o prosseguir e caminhar.

Que em nossas vidas saibamos que existe tempo para tudo. E precisamos mesmo é de coragem em meios às dificuldades, desilusões, sucessos e insucessos. Coragem para prosseguir, independente do tamanho do público. Coragem para parar quando necessário. Coragem para saber que os sonhos são nossos e os únicos que podem lutar por eles somos nós mesmos.

Jaciara Santos é coach.

UNIVERSO PARALELO

Tempo de leitura: 4 minutos

OS PAIS, OS CARTÓRIOS E AS INVENÇÕES

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br
Acordo 1Nomes próprios seguem a norma ortográfica, não podem ser criados como “marcas” de empresas em agência de propaganda: Anna, Manoel, Luiz, Moraes, Antonio, Helio e outros são invenções dos cartórios (e dos pais), que não devem ser seguidas. Ana, Manuel, Luís, Morais, Antônio e Hélio são as formas corretas, fixadas em 1943 e revistas em 1955. Com o Acordo Ortográfico (oficiosamente em vigor), que unifica as escritas de países lusófonos, criou-se uma dificuldade extra. As palavras Antônio, patrimônio, tônico, Amazônia, Sinfrônio, anatômico e semelhantes não foram, no Brasil, alcançadas pela mudança. Continuamos a grafar esses termos com acento circunflexo, não agudo, como em terras d´além-mar.

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Se houver dúvida, consulte Nascentes
De todas as invenções com nomes próprios, talvez a mais notável delas seja Moraes (Vinícius usava esta curiosa variante). Segundo os (bons) linguistas, a forma citada é estranha à nossa língua, uma alteração desnecessária de Morais. Para o filólogo Antenor Nascentes (1886-1972), referência nestas questões, quer se veja a origem no substantivo amoreiral, quer no adjetivo moral (no plural: amoreirais e morais), nunca se chegaria a moraes. Por coerência, teríamos de grafar pardaes, geraes, normaes, banaes, canaes – e por aí segue o lamentável andor da ignorância. Prudente de Morais é município mineiro grafado com respeito à língua; no Rio, Trajano de Morais é outro exemplo.
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Prefeitura troca o certo pelo errado
Rua Vinícius 3No Rio, a Rua Vinícius de Moraes (antes, Montenegro) cruza com a Prudente de Morais, criando-se a situação insólita de uma palavra com duas grafias. Resta dizer que a Prudente de Morais, por ter cerca de dez travessas, possui aproximadamente 40 placas, enquanto a Vinícius (que só a cruza uma vez), tem apenas quatro placas. Diligente, a prefeitura, ao perceber essa insensatez ortográfica, apressou-se em unificar as escritas. Alguém adivinha a solução encontrada? Trocou as 40 placas do presidente para Moraes, quando mais fácil e correto seria trocar as outras quatro  para Morais. O curioso relato está em A imprensa e o caos na ortografia, do filólogo Marcos de Castro.
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ESSA GENTE PATÉTICA QUE PROVOCA RISO

Ao ver certas pessoas impadas de vaidade, estourando de empáfia por possuírem fama e fortuna (ou, por mecanismos que não alcanço, se acharem “superiores”), me rio por dentro. Acho-as patéticas na sua megalomania, e procuro situá-las no meio em que vivemos. Soube que nosso universo (não este, paralelo, mas o convencional) possui cerca de 200 bilhões de galáxias, sendo a Via Láctea, onde estamos, uma delas. Teoricamente, se a nossa “estrada de leite” (do latim via lactea) não existisse, o universo nem ia perceber, pois lhe sobrariam ainda 199.999.999.999 “mundos” possíveis. Há outras razões para essa gente baixar a bola: o nosso simpático “caminho de leite” é uma galáxia pequena.
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Decadente, o sol tem os dias contados
Sol 5
Somos “apenas” uma centena de bilhões de estrelas, o que é pouco, em comparações macrocósmicas. Lembrar que entre esses bilhões de pontos luminosos encontra-se o Sol, que também não está com essa coca-cola toda, uma estrela decadente, com os dias contados. Há alguns anos, humilhado, ganhou a classificação de estrela… anã. É uma estrelinha de quinta categoria, em torno da qual giram a Terra e outras oito planetas, um conjunto condenado a desaparecer. Feliz ou infelizmente, a gentil leitora e o atento leitor certamente não assistirão a le grand finale, que ocorrerá daqui a muito tempo – os cálculos, imprecisos, variam de 3 bilhões a 50 bilhões de anos.
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O criador a serviço da criatura
Todos conhecem pelo menos uma pessoa tão enfatuada que imagina ter Deus, Oxalá, o Big Bang ou alguém mais criado o mundo para o deleite pessoal dela. O dinheiro e a cor da pele, o status social conquistado ou herdado e a escola que cursou justificam, perante tão tacanha mentalidade, o orgulho, a presunção, a vaidade e a soberba que exala. Ignora esse indivíduo ser nossa espécie (a homo sapiens) apenas uma entre mais de 30 milhões, das quais há apenas umas 10% classificadas. Antes, pensou-se que a Terra era o centro do universo; hoje, há gente que pensa ser o centro da Terra (texto baseado no delicioso livro Qual é a tua obra?, do professor Mário Sérgio Cortella).

BEMÓIS E SUSTENIDOS VINDOS DE UBAITABA

CD Roque Luy 7Num recanto da vasta internet descubro, com alegre surpresa, a ubaitabense Ceres Marylise Rebouças, dona de texto poético que a equipara aos grandes da área. Leio e ouço a vice-presidenta da Academia de Letras de Itabuna (Alita), em bemóis e sustenidos montados e cantados em CD do músico Roque Luy – e no mais adequado andamento: em tempo de forró, que passo adiante, pois o São João já nos bate à porta. O lirismo da poetisa (“Se eu soubesse do seu sonho, passarinho… Pelas paisagens do meu rosto e no caminho… Verdes prados nos meus dedos… Pés descalços cuidadosos no teu ninho”) é antídoto contra os forrós “universitários” e semelhantes que nos azucrinam.
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Aprovação de Afonso Romano de Sant´Ana

Com a gaveta cheia de poemas, Ceres Marylise, professora universitária aposentada, não tem conseguido organizar o livro que nos está devendo: o tempo é tomado pela Alita, cujo site ela montou e administra.  Em compensação, sua poesia vai integrar uma antologia feita por ninguém menos do que Afonso Romano de Sant´Ana, a sair no fim do ano. Além de saber tudo sobre poesia e design gráfico, ela esbanja inesperadas habilidades, como jogar tarrafa (reminiscência da infância banhada pelo Rio de Contas), pegar pitu em loca de pedra, cozinhar e tocar violão. Roque Luy musicou e gravou ainda os poemas Butterfly, Moonlight e Musa companheira, incluídos no mesmo CD.

(O.C.)

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