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26 de setembro de 2020 | 02:16 am

RUMOS DA SUCESSÃO

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

 

Recentes pesquisas de intenções de voto apontam que 65% do eleitorado itabunense não pretende votar em candidatos que já foram prefeitos.

 

O melhor caminho para evitar uma possível polarização na sucessão de Itabuna, entre os ex-prefeitos Fernando Gomes e Geraldo Simões, é a formação de um bloco partidário.

Essa junção de forças tem que defender uma nova maneira de administrar, com respeito ao dinheiro público e sem os descalabros dos últimos governos. Não basta só ficar na fácil tarefa de apontar os erros. É preciso mostrar soluções, sob pena de o discurso virar blablablá e cair na vala comum. Ser tachado de demagógico e eleitoreiro.

Com efeito, veja o que diz o bom jornalista Waldeny Andrade no seu mais novo livro sobre as eleições de Itabuna: “(…) Geraldo Simões, ao derrotar de uma só vez José Oduque Teixeira e Ubaldo Dantas (dois ex-prefeitos), veio acrescentar seu nome ao diminuto grupo que governaria o município de Itabuna nos últimos 40 anos. A partir daí, estabeleceu-se o pingue-pongue Geraldo-Fernando, somente quebrado em 2008 com José Nilton Azevedo, mesmo assim candidato de Fernando (…). Itabuna sofreu com a invenção desta estranha alternância de poder”.

Deixando de lado o aspecto jurídico – se fulano, sicrano e beltrano serão ou não atingidos pela Lei da Ficha Limpa –, o fernandismo e o geraldismo apostam que a sucessão de 2016 será decidida pelos seus líderes.

Essas duas correntes não acreditam em mais de uma candidatura dentro do mesmo campo político. São unânimes na afirmação de que as duas maiores lideranças do petismo e do demismo, governador Rui Costa e o prefeito soteropolitano ACM Neto, vão fazer de tudo para evitar um racha na base aliada.

Nesse específico ponto, democratas e petistas estão cobertos de razão. A sucessão municipal, principalmente nos grandes redutos eleitorais, vai ser estadualizada. O escopo maior é a eleição de 2018, a disputa pelo cobiçado Palácio de Ondina.

Surge agora uma informal coligação de sete agremiações partidárias para contrapor a esse pingue-pongue: PDT-PV-SD-PSOL-PPS-PPL-PSB com seus respectivos pré-candidatos: Dr. Mangabeira, Alfredo Melo, Maruse Xavier, Zem Costa, Leninha Duarte, Otoniel Silva e Carlos Leahy.

O bloco acredita que o desejo de mudança tende a crescer ainda mais. Recentes pesquisas de intenções de voto apontam que 65% do eleitorado itabunense não pretende votar em candidatos que já foram prefeitos.

A torcida é para que o processo sucessório transcorra dentro da civilidade, da democracia e do respeito pelos adversários, que não descambe para o lado raivoso.

PS – Algumas figuras importantes do PMDB de Itabuna têm simpatia pela pré-candidatura de Antônio Mangabeira. Nos bastidores, comenta-se até que Geddel Vieira Lima, comandante-mor do peemedebismo, não vai criar nenhum obstáculo para um eventual apoio ao prefeiturável do PDT. É bom lembrar que Geddel tem um bom relacionamento com o deputado Félix Júnior, presidente estadual do brizolismo. E que o PDT faz oposição ao governo Rui Costa (PT).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

LENINHA É A ESCOLHIDA NO PMDB

Tempo de leitura: < 1 minuto

A direção do PMDB anunciou há pouco o nome escolhido para disputar a prefeitura de Itabuna. Será mesmo o da empresária Leninha Alcântara. Ela e a presidente da AABB-Itabuna, Maruse Xavier, foram os nomes escolhidos internamente por pré-candidatos a vereador e filiados que não pretendem disputar cargo eletivo em 2012. Veio uma pesquisa de intenções de voto para o desempate.
Leninha saiu vencedora. Por enquanto, sabe-se que a empresária terá, pelo menos, o apoio do PPS para trabalhar o nome como pré-candidata a prefeita. Ela terá até maio para “viabilizar-se” eleitoralmente.
Caso não desponte eleitoralmente, o PMDB poderá marchar com Geraldo Simões ou Juçara Feitosa (PT) ou Capitão Azevedo (DEM). Ainda há a terceira via, que tem como pré-candidatos Wenceslau Júnior (PCdoB), Claudevane Leite (PRB) e Acácia Pinho (PDT).

AGORA VAI?

Tempo de leitura: < 1 minuto

Leninha e Maruse disputam pré-candidatura.

A direção municipal do PMDB promete definir, amanhã, o nome do pré-candidato do partido à prefeitura de Itabuna. Sabe-se que, na peleja, figuram agora apenas os nomes da empresária Leninha Alcântara e da bancária aposentada e presidente da AABB-Itabuna, Maruse Xavier.
Na votação interna, Leninha levou a melhor entre os pré-candidatos a vereador e Maruse levou mais de 70% dos votos dos filiados como o nome peemedebista (relembre aqui). Uma pesquisa eleitoral foi encomendada pelo partido e vai – finalmente – definir quem será a pré-candidata. Internamente, Leninha é tida como a escolhida.
O anúncio da pré-candidata sai nesta quinta, à noite, em reunião do diretório municipal.

MARUSE E LENINHA VENCEM VOTAÇÕES E DISPUTAM PRÉ-CANDIDATURA NO PMDB

Tempo de leitura: 2 minutos

Leninha e Maruse vencem votação interna. Pesquisa eleitoral definirá pré-candidatura peemedebista.

O PMDB itabunense decidirá entre Maruse Xavier e Leninha Alcântara qual será o nome do partido na sucessão municipal. A pré-candidata será anunciada ainda nesta semana, segundo o presidente do diretório municipal, Renato Costa.
Maruse Xavier obteve 71% dos votos entre os filiados não-candidatos, mas Leninha foi o nome escolhido pelos pré-candidatos a vereador pelo partido, com 82,6% dos votos. Durante todo a segunda (30) peemedebistas foram às urnas para escolher o nome da legenda para a sucessão.
O desempate virá com a ajuda de pesquisa eleitoral encomendada pelo diretório estadual do PMDB. “Estamos esperando o resultado da pesquisa e vamos estabelecer parâmetros para definir a pré-candidata”, disse Renato em entrevista ao PIMENTA.
Para o dirigente do PMDB itabunense, a legenda deu “uma lição de democracia” em que todos os quatro candidatos puderam expor ideias e disputar o voto internamente. “Foram 12 horas  de votação para dar oportunidade a todos os filiados”.
Segundo ele, o diretório municipal terá autonomia para trabalhar a pré-candidatura. Serão cinco meses para trabalhar o nome do escolhido.
Dos 23 candidatos a vereador, 19 votaram em Leninha e 3 em Maruse. Ruy Corrêa e Edmilton Carneiro tiveram um voto cada um. Entre os filiados, Maruse conquistou 43 votos. Leninha obteve 14 e os outros dois pré-candidatos registram um voto cada. “O nome sai nessa semana e todos (os pré-candidatos) se propuseram a ir à guerra [por votos]”, disse Renato.

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