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3 de julho de 2020 | 12:00 pm

OPINIÃO || AUGUSTO COMO VICE É UMA PIADA

Tempo de leitura: 2 minutos

A frente, que tem todo direito de buscar seu próprio espaço na acirrada disputa pela prefeitura de Itabuna, de se viabilizar eleitoralmente dentro das regras do jogo democrático, caminha para um inevitável esfriamento, que pode acontecer ainda mais rápido em decorrência da chegada do inverno.

Marco Wense

Pessoas bem próximas de Augusto Castro, já totalmente recuperado do covid-19, acharam graça de um certo vereador-prefeiturável que se autoproclama o líder da nova frente formada pela Rede Sustentabilidade, Cidadania, MDB e Avante.

O edil quer o apoio de Augusto, cuja pontuação nas pesquisas de intenções de voto é seis vezes maior do que a do vereador cara de pau. Das duas, uma: ou pensa que Augusto é politicamente infantil ou acha que sua sabedoria tem o poder de convencimento. Nem uma coisa, nem outra. Ledo engano.

Informações de bastidores dão conta de que o quarteto começa a desmoronar, que o principal culpado pela vida curta da frente vai ser o edil que sonha em ter Augusto, que é do PSD do senador Otto Alencar, como seu vice na chapa majoritária.

O tiro do edil terminou saindo pela culatra, provocando risadas e mais risadas no staff do ex-deputado estadual. Integrantes do diretório local do PSD estão abismados com a obsessão do vereador de querer fazer política passando por cima de tudo e de todos.

“Esse edil já tentou entrar no PSD para ser o candidato da legenda na sucessão de Fernando Gomes”, diz um importante membro da executiva municipal da sigla.

Pelo andar da carruagem, a frente, que tem todo direito de buscar seu próprio espaço na acirrada disputa pela prefeitura de Itabuna, de se viabilizar eleitoralmente dentro das regras do jogo democrático, caminha para um inevitável esfriamento, que pode acontecer ainda mais rápido em decorrência da chegada do inverno.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ITABUNA: ROSANA E MARCOS BANDEIRA DEIXAM O MDB

Marcos e Rosana Bandeira e Risomar Lima deixam o MDB de Itabuna
Tempo de leitura: < 1 minuto

O diretório itabunense do MDB sofreu grandes baixas nesta quinta-feira (2), véspera do prazo final de filiações partidárias. Hoje à tarde, Rosana Bandeira, que saiu das urnas com 855 votos na eleição à Câmara de Vereadores em 2016, e o esposo, o juiz aposentado Marcos Bandeira, entregaram carta de desfiliação da legenda.

Junto com eles, o representante comercial Risomar Lima, figura bastante querida em Itabuna e grande cabo eleitoral de Rosana, também se desfiliou do MDB.

Há cerca de 30 dias, o partido também perdeu o único vereador da legenda no município, Antônio Cavalcante, que decidiu filiar-se ao Republicamos (antigo PRB). Cavalcante presidia a legenda.

As baixas são um complicador a mais para o partido, que pretende disputar a Prefeitura de Itabuna com a vereadora Charliane Sousa, hoje presidente da legenda.

ITABUNA: VEREADOR FALA EM DITADURA NO MDB BAIANO E ANUNCIA DESFILIAÇÃO

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Vereador Cavalcante emite nota dura contra comandos nacional e estadual do MDB

Vereador e presidente do Diretório do MDB de Itabuna, Antônio Cavalcante comunicou a saída da presidência e do partido nesta manhã de quarta-feira (12). Cavalcante disse ter assumido o MDB “no momento mais turbulento do partido na Bahia”, mas que existem “donos da legenda”. E apontou forma ditatorial na condução do partido diretórios nacional e estadual, que manobram para que a vereadora Charliane Sousa, hoje no PTB, ingresse no MDB e dispute a Prefeitura de Itabuna.

– Salientando que os desgastes do partido, não partiu por conta de comportamentos dos membros de Itabuna e sim da estadual e nacional, tive a coragem de assumir a presidência, fui fiel ao mesmo em todos os sentidos, porém existem pessoas que se acham dono da legenda, estarei anunciando a minha saída do partido, não por ter nada contra a chegada da vereadora, mas por discordar da forma ditatorial na condução do partido, tanto na estadual, como na nacional, que apesar de escrever uma coisa pratica outra – disse em nota.

O vereador terminou a mensagem em tom irônico ao dizer que deseja sucesso a quem assumir a direção do MDB local. “Entregarei o partido totalmente legalizado e não terá intervenção, até porque nenhum filiado que sempre respeitou e que se respeita, não tem interesse em assumir o diretório”. Cavalcante ainda não informou o destino partidário. Confira o comunicado do vereador e agora ex-presidente do MDB de Itabuna.

COMUNICADO

Diante de alguns comentários, que o diretório municipal do MDB, perdeu a queda de braços. Não acredito em queda de braços, diante dos acontecimentos e do desrespeito do diretório estadual, ninguém queria assumir o partido em Itabuna, no momento mais turbulento do partido na Bahia. Salientando que os desgastes do partido, não partiu por conta de comportamentos dos membros de Itabuna e sim da estadual e nacional, tive a coragem de assumir a presidência, fui fiel ao mesmo em todos os sentidos, porém existem pessoas que se acham dono da legenda, estarei anunciando a minha saída do partido, não por ter nada contra a chegada da vereadora, mais por discordar da forma ditatorial na condução do partido, tanto na estadual, como na nacional, que apesar de escrever uma coisa prática outra. Desejo sucesso a todos e estarei sempre aberto para qualquer dúvida, entregarei o partido totalmente legalizado e não terá intervenção, até porque nenhum filiado que sempre respeitou o e que se respeita, não tem interesse em assumir o diretório.

LÚCIO: “DISSERAM QUE O MDB ESTAVA ACABADO. ERA CONVERSA PARA BOI DORMIR”

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Lúcio Vieira fala de Charliane, MDB, Mangabeira, Wense e eleições 2020

O MDB baiano sobreviveu aos efeitos das imagens dos R$ 51 milhões, na avaliação do ex-presidente da legenda e ex-deputado Lúcio Vieira Lima. “Disseram que o MDB na Bahia estava acabado. Era conversa para boi dormir”, afirma o emedebista mais amado e odiado – depois do irmão Geddel – em conversa com o PIMENTA.

Para ele, as discussões no estado para incluir o MDB em alianças em colégios eleitorais importantes, a exemplo de Itabuna, reforçam o peso da legenda. E, aproveita até para falar de si e da condição de condenado da justiça. “Se eu não prestava antes, passei a prestar agora”.

O ex-deputado fala do cenário em Itabuna e vê a vereadora Charliane Sousa, ainda no PTB, como aposta promissora do partido para a disputa ao governo municipal em 2020, por representar a renovação.

– Logicamente, a Charliane está dentro desse perfil. Ela é nova, combativa, falando a linguagem da população. A população, majoritariamente, está descontente com o governo.

Ele acrescenta ao fatores renovação e desempenho dela na Câmara o fato de ser oposição e Fernando Gomes, do qual o MDB é aliado, fazer governo com rejeição alta. E, para ele, as críticas a Charliane, tanto internamente como as que vêm de fora, e não deixa de fazer menção ao colunista Marco Wense, se devem ao fato de que pretendem negociar alianças e colocá-la como vice.

– Por que todo mundo não quer o MDB com candidato? Por que critica Charliane? Ela é player (jogadora/pré-candidata) importante. Na hora que o partido coloca ela como candidata, corta o sonho daqueles todos que querem negociar uma vice por espaço em governo. E a orientação do MDB nacional é que nós disputemos a eleição no maior número de municípios possível.

Segundo Lúcio, o MDB deverá ter entre 80 e 100 candidatos a prefeito em todo a Bahia, que possui 417 municípios. Apesar das mudanças na política nacional e o humor do eleitorado, Lúcio se arrisca a falar que o MDB quer sair das urnas com 15 a 25 prefeitos eleitos na Bahia. “Mas falar de números agora é “chutômetro”, pois o prazo de filiações vai até abril”, pondera.

Para este querer se tornar em poder, observa, vai depender de como os pré-candidatos emedebistas pontuarão nas pesquisas até o prazo final das eleições. “Se Charliane chega a 20% das intenções de voto para prefeito em abril, vai ter muita gente se filiando ao MDB querendo sair a vereador”, diz, apontando uma das variantes nesse “querer”.

MDB, PDT, NETO E WENSE

Lúcio ainda diz que o MDB não está impedido de fazer aliança com Mangabeira, apesar das críticas de membros do PDT. No início da semana, Lúcio respondeu a artigo do pedetista Marco Wense. “Não tenho atrito com ninguém, não tenho magoa com ninguém. Não vou transigir de ficar ouvindo toda coisa, quanto mais de um militante partidário”. Ele disse que não impede o MDB de fazer aliança com Mangabeira, PT ou DEM. “Sou amigo de Geraldo [Simões], me dou com Augusto Castro, me dou com Fernando… Mangabeira ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente”.

Segundo ele, a animosidade começou com notas que vinculavam o acordo do MDB com ACM Neto no apoio a Bruno Reis, pré-candidato a prefeito de Salvador, e a pressão para o MDB também fechar com Mangabeira, em Itabuna. “Se for para negociar como imaginam… Mangabeira nem para o DEM quis ir. Nem do DEM ele é. É muito mais fácil o Neto apoiar o MDB [em Itabuna]”.

FASE DE TRANSIÇÃO

Para Lúcio Vieira, o MDB, assim como os outros grandes partidos, está passando por fase de transição para acompanhar as mudanças da sociedade. “O partido que fez o presidente da República foi o PSL. Isso é demonstração clara de que o sistema político brasileiro está falido. O PSL não tinha história, não tinha bandeira… [O brasileiro] votou pelo fenômeno Bolsonaro e o PSL saiu elegendo bancada grande [na Câmara Federal], governadores”, completa.

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STF CONDENA IRMÃOS GEDDEL E LÚCIO VIEIRA LIMA NO CASO DOS R$ 51 MILHÕES EM APARTAMENTO

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Chefes do MDB da Bahia, Lúcio e o irmão Geddel são condenados || Foto Jornal Bahia Online

Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou hoje (22) o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, por lavagem de dinheiro, no caso relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados em um apartamento na capital baiana, Salvador, em 2017. Por estes fatos, Geddel está preso há dois anos.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou hoje (22) o ex-ministro Geddel Vieira Lima a 14 anos e dez meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa na ação penal do caso relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados pela Polícia Federal (PF) em um apartamento há dois anos. No mesmo julgamento, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel, recebeu pena de 10 anos e seis meses de prisão.

Pela decisão, Geddel deverá continuar preso em função da condenação e ainda deverá pagar R$ 1,6 milhão como pena pecuniária pela condenação. Lúcio, que responde ao processo em liberdade, também foi condenado ao pagamento de R$ 908 mil. Cabe recurso contra a decisão no próprio Supremo.

No julgamento, os ministros também condenaram Geddel e Lúcio pelo crime de associação criminosa. O ex-assessor de Lúcio Vieira, Job Brandão, e o empresário Luiz Fernando Costa Filho, sócio da construtora que recebeu investimentos de Geddel, foram absolvidos das acusações.

DENÚNCIA

A denúncia foi apresentada ao STF pela ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge. Na acusação, ela sustentou que o dinheiro apreendido seria proveniente de esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal investigados em outras ações penais. Geddel foi vice-presidente do banco. Outra parte teria sido acumulada por Lúcio Vieira Lima, que teria se apropriado de parte do salário do ex-assessor parlamentar Job Brandão.

Além do dinheiro encontrado, mais R$ 12 milhões teriam sido lavados por Geddel e Lúcio por meio de investimentos em imóveis de alto padrão em Salvador, em empreendimentos da empresa Cosbat, administrada por Luiz Fernando Machado.

Mais de R$ 51 milhões foram apreendidos em apartamento cedido a Geddel

DEFESAS

No início do julgamento, o advogado Gamil Föppel, representante da família, disse que Geddel está preso há dois anos e que o Ministério Público Federal nunca se conformou com a liberdade do ex-ministro. O advogado também criticou a perícia feita pela Polícia Federal (PF), que não teria seguido os trâmites legais ao encontrar fragmentos de digitais de Geddel em um saco de plástico que continha dinheiro.

“Tenho absoluta certeza que, se respeitadas as regras processuais, não há outra alternativa senão absolver todos os réus de todas as imputações que foram feitas”, disse.

A defesa de Job Brandão disse que ele não tinha consciência da ilicitude do dinheiro movimentado pela família de Geddel. Segundo o advogado, Brandão era somente um cumpridor de ordens ao receber recursos em dinheiro ou guardá-los.

A defesa do empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho afirmou que ele não tinha ciência da procedência ilícita dos recursos que foram aplicados pela família na empresa. Segundo o advogado César Faria, o empresário, quando recebeu dinheiro em espécie, registrou os valores na contabilidade da empresa e depositou no banco, não tendo intenção de ocultá-los. Atualizado às 21h.

CHARLIANE E O FUTURO PARTIDÁRIO

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Pré-candidata, Charliane recebeu convites de filiação de DEM, MDB e Rede

Dos 21 vereadores de Itabuna, Charliane Sousa (PTB) foi quem teve a melhor avaliação em pesquisa feita pela Sócio Estatística, no período de 28 de agosto a 1º de setembro. À pergunta “qual o vereador mais atuante na Câmara de Itabuna”, 9,08% dos 804 eleitores consultados cravaram o nome da única vereadora no legislativo itabunense, espontaneamente.

Charliane é pré-candidata a prefeita. Vive um namoro com o MDB de Geddel e Lúcio Vieira Lima. O PTB já sinalizou que libera, sem problemas, a filiação da vereadora ao partido dos Vieira Lima. Não apenas o MDB convidou a vereadora. Outros, como a Rede Sustentabilidade, abriram as portas para a parlamentar.

Analista da política itabunense vê aí o que considera um possível passo em falso de Charliane, a ida para o MDB.  O analista observa que o mandato da vereadora ganhou visibilidade, em parte, por causa de sua cruzada contra a corrupção no nível municipal.

– Não custa lembrar que o MDB é dos Vieira Lima, dos irmãos Lúcio e Geddel, hoje preso na Papuda, no Distrito Federal, por causa daquela dinheirama (entenda aqui). Não seria, no meu entender, a melhor opção – disse o analista.

O mesmo analista vê chance dessa contradição ter peso na disputa municipal e lembra que, em 2018, deputados como Pedro Tavares e Leur Lomanto Jr.  saíram do MDB para tentar a sorte no DEM, justamente por causa da imagem do partido. “O MDB baiano não elegeu um deputado estadual sequer. Depois de mais de 40 anos, a Câmara Federal ficou sem um Vieira Lima”, completou o analista. A julgar pelo flerte, Charliane pensa o contrário.

Atualização Como bem destaca o leitor “Baleia”, o MDB conseguiu eleger uma deputada estadual em 2018: Kátia Oliveira, com 27.206 votos. E só. Já em 2014, a legenda fez 5 deputados. O menos votado naquele pleito de 2014, Alex da Piatã, foi o escolhido por 45.519 eleitores.

A propósito, eis os percentuais obtidos pelos demais vereadores na pesquisa:

Ricardo Xavier – 1.87%
Beto Dourado – 0,75%
Babá Cearense – 2,61%
Manoel Jr – 0,37%
Enderson Guinho – 6,34%
Jairo Araújo – 3,86%
Chicão – 0,12%
Cavalcante – 0,37%
Milton Gramacho – 0,50%
Pastor Francisco – 1,62%
Júnior Brandão – 2,24%
Chico Reis – 1,74%
Junior do Trator – 1,12%
Nel do Bar – 0,75%
Ronaldão – 1,24%
Ninho – 0,75%
Aldenes Meira – 0%
Robinho – 0,50%
Zico – 0,12%
Alex da Oficina – 3,11%
Nenhum deles – 43,03%
Não sabe – 17,91%

LÚCIO VIEIRA ABRE O JOGO SOBRE ALIANÇA COM FERNANDO GOMES E CHARLIANE NO MDB

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Charliane é oposição a Fernando e pode ir para o partido de Lúcio, o MDB, que apoia governo

  • MDB pode ter nome da oposição na disputa à Prefeitura

O ex-deputado Lúcio Vieira Lima disse que há “choro de muitos” com a aproximação entre o MDB e a vereadora Charliane Sousa (PTB), que faz oposição ao governo do prefeito Fernando Gomes. O dirigente do MDB baiano afirmou que esse burburinho desperta ainda mais o interesse na parlamentar para a disputa pela Prefeitura de Itabuna em 2020.

“Isso é devido ao choro de muitos, com a conversa dela com o MDB, só não entendo essa fixação para que ela vá para o DEM, usando inclusive o argumento que o MDB tem o vice-prefeito, esquecendo que foi o DEM, que abriu mão do Prefeito, por isso quero pedir paciência a todos, pois não estamos tratando de objetos, mas sim do futuro de Itabuna e sua população.” disse Lúcio.

Ele disse que as conversas com a vereadora seguirão “com calma e responsabilidade”. Segundo ele, se a parlamentar mudar agora de partido, perde o mandato. “Então, vamos acalmar o coração, agitado pela paixão política, e aguardar com tranquilidade, apesar dessa discussão estar valorizando mais ainda a vereadora e o MDB”, disse.

REVIRAVOLTA DO GOVERNO FG

Atualmente, o MDB apoia o governo municipal e ganhou mais espaço com a indicação da direção da Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (Fasi), que administra o Hospital de Base. “Nós fizemos uma aliança e não uma fusão”, observou o ex-deputado.

Segundo ele, orientação do MDB nacional é de que o partido lance o maior número de candidaturas próprias às prefeituras. Continuar com Fernando, sinalizou, dependerá de reviravolta do governo. Clique e ouça trecho da entrevista a Andreyver Lima, no Programa Interativa News.

 

A POLÍTICA MINÚSCULA

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Marco Wense

 

Fico a imaginar a imagem do Brasil lá fora, lá nos estrangeiros, como diz o povão de Deus. Dois ex-presidentes presos, troca de acusações entre os Poderes da República, declarações desastrosas de gente do primeiro escalão do governo Bolsonaro e o cotidiano noticiário da corrupção.

 

 

A primeira preocupação com a prisão de Michel Temer foi em relação ao trâmite da reforma Previdenciária nas duas Casas do Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados e Senado da República.

Se o MDB, legenda do presidiário Temer, iria causar problemas ao governo Bolsonaro como forma de vingar do calabouço a que será submetido o ex-presidente. Se os parlamentares do emedebismo, mais especificamente os temistas, ficariam rebeldes e incontroláveis.

Mas logo perceberam que o MDB não era o ponto principal no tocante às reformas que o governo Bolsonaro pretende aprovar no Parlamento, cuja tradição é a política do toma lá, dá cá.

Quem passou a assumir a preocupação maior foi o também preso Moreira Franco, ex-governador do Rio de Janeiro e político influente da era temista no Palácio do Planalto.

E agora? É a pergunta entre os senhores parlamentares, se referindo ao fato de que Moreira Franco é sogro de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, que tem a prerrogativa regimental de pautar os projetos.

Outro detalhe é que o PT, pelo menos até ontem, foi a única legenda que condenou o ato da Polícia Federal, obviamente com o aval de Sérgio Moro, ministro da Justiça e da Segurança Pública. O PT emitiu uma nota se posicionando contra a prisão de Michel Temer. Só faltou a palavra solidariedade.

Teremos o “Lula Livre” e o “Temer Livre” disputando quem vai ser solto primeiro, se a maior liderança do petismo ou o articulador-mor do impeachment de Dilma Rousseff.

A prisão de Temer joga um balde de água fria no discurso de que a Justiça está perseguindo Lula. Só falta a prisão de Aécio Neves para que a água fique mais gelada. O ex-presidenciável tucano parece imune diante dos rigores da lei, do “dura lex, sed lex”.

Fico a imaginar a imagem do Brasil lá fora, lá nos estrangeiros, como diz o povão de Deus. Dois ex-presidentes presos, troca de acusações entre os Poderes da República, declarações desastrosas de gente do primeiro escalão do governo Bolsonaro e o cotidiano noticiário da corrupção.

Pois é. Eles, os políticos, os com “p” minúsculo, simulacros de homens públicos, contam com a sorte de ter um povo pacífico e acomodado, sem vontade de “arrancar” suas orelhas.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

BIG DATA/TV ITAPOAN: RUI LIDERA CORRIDA AO GOVERNO BAIANO COM 57%; JOSÉ RONALDO ATINGE 16%

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Rui Costa atinge 57% das intenções de voto no Big Data

A mais nova pesquisa Real Time Big Data sobre a disputa ao governo baiano traz Rui Costa (PT) ainda mais consolidado na corrida sucessória. Com 57% das intenções de voto, ele seria reeleito no primeiro turno, de acordo com o instituto. Principal adversário, José Ronaldo (DEM) atinge 16¨.
Marcos Mendes (PSOL) surge com 3%, enquanto João Santana (MDB) e João Henrique (PRTB) têm 1% cada um. Juntos, Célia Sacramento (Rede) e Orlando Andrade (PCO) somam 1%. Votos brancos e nulos representam 13% e os indecisos chegam a 8%, conforme o instituto.
VOTOS VÁLIDOS
Quando considerados apenas os votos válidos, segundo o Big Data, Rui alcança 72% e José Ronaldo chega a 21%. Na sequência, vêm Marcos Mendes, com 4%, e João Santana e João Henrique com 1% cada um.
O instituto informa ter ouvido 1,2 mil eleitores no dia 2. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e a pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral com o número BA-01122/2018, tem nível de confiança de 95%.

CNT/MDA MOSTRA BOLSONARO COM 28,2%; HADDAD, 17,6; E CIRO, 10,8%

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A primeira pesquisa da MDA, contratada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), traz o deputado federal Jair Bolsonaro com 28,2% das intenções de voto, seguido pelo ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) isolado na segunda posição, com 17,6%. Haddad substituiu Lula na corrida deste ano. Ciro Gomes (PDT) aparece com 10,8%.
O segundo pelotão tem Geraldo Alckmin (PSDB) com 6,1% e Marina Silva (Rede) com 4,1%. João Amoêdo (Novo) fica com 2,8% e Alvaro Dias (Podemos) com 1,9%, ambos empatados com Henrique Meirelles (MDB), com 1,7%.
Na sequência, vêm Daciolo, com 0,4%, mesmo percentual de Boulos (PSOL). Vera (PSTU) atinge 0,3%. Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL) não pontuam. Neste cenário, o percentual de votos branco e nulo chega a 13,4%, enquanto o de indecisos fica em 12,3%.
SEGUNDO TURNO
A mesma pesquisa aferiu alguns cenários de segundo turno. Bolsonaro empata com Haddad, mas numericamente à frente: 39% a 35,7%. Contra Ciro, Bolsonaro fica atrás – 37,8% do ex-governador cearense ante 36,1% do deputado hospitalizado.
Bolsonaro consegue vencer, com facilidade, Alckmin e Marina. Contra o tucano, seria 38,2% a 27,7%. Marina teria 28,2% e Bolsonaro venceria com 39,4%. Num confronto Ciro e Haddad, o pedetista venceria o petista por 38,1% a 26,1.
A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e 95% de nível de confiança. Segundo a MDA, a pesquisa foi realizada no período de 12 a 15 de setembro em 137 municípios. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04362/2018, e ouviu 2.002 pessoas.

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