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5 de agosto de 2020 | 06:55 pm

ITABUNA, 110 ANOS: ENCARAR DESAFIOS, SUPERAR CRISES E SE REINVENTAR ESTÁ NO DNA GRAPIÚNA

Itabuna completa 110 anos de emancipação com o DNA da superação || Foto José Nazal
Tempo de leitura: 5 minutos

Daniel Thame

Itabuna chega aos 110 anos de emancipação no momento em que o mundo vive uma das piores crises sanitárias de sua história, com impactos devastadores na economia. Por causa da pandemia da Covid-19, a cidade paralisou as atividades comerciais e empresariais não essenciais por mais de cem dias e só agora inicia um processo gradual de reabertura, seguindo rígidos protocolos de segurança determinados pela Organização Mundial de Saúde.

A crise afeta diversos segmentos de Itabuna, mas a capacidade de se reinventar, superar crises e dar a volta por cima, está no DNA do itabunense, desde os pioneiros que iniciaram a transformação da então Vila de Tabocas na Itabuna com ares de metrópole, até os tempos atuais, em que o espírito empreendedor prevalece em meio a dificuldades que estão aí para serem superadas.

Fernando diz acreditar na capacidade de superação do itabunense

Itabuna atravessou as crises cíclicas do cacau, encarou a pior das crises até então, com o apocalipse gerado pela vassoura-de-bruxa e as crises econômicas nacionais. Mas sempre se superou, como vai superar os impactos ainda não mensuráveis da Covid-19 no sul da Bahia.

É assim, por exemplo, que pensa o prefeito Fernando Gomes, em seu quinto mandato à frente do município. Mesmo com foco na saúde, para preservar vidas. “Ao assumir a Prefeitura de Itabuna decidi olhar para frente e não reclamar do passado. E assim fiz e tenho feito. Confio na força de trabalho dos itabunenses, acredito na capacidade de superação e tenho confiança no futuro, porque Itabuna é uma cidade que sempre superou obstáculos para se consolidar como um dos polos da Bahia e do Nordeste” afirma.

ESPÍRITO EMPREENDEDOR

Duas gerações de empreendedores, Helenilson e o filho Manoel Chaves Neto

Implantar em Itabuna o primeiro shopping do Sul da Bahia no ano 2000, em meio a uma crise devastadora provocada pela vassoura-de-bruxa, parecia algo impensável. Não para Helenilson Chaves, visionário e empreendedor nato, um apaixonado pela cidade, que fez nascer um shopping que se transformaria num marco da consolidação da Itabuna como o maior polo comercial, prestador de serviços, lazer/entretenimento, saúde e ensino superior da região.

Jequitibá é um dos símbolos do comércio sul-baiano

Aos 20 anos, o Shopping Jequitibá, hoje dirigido por Manoel Chaves Neto, passa por um processo permanente de ampliação, modernização e ampliação do mix de produtos/serviços. Mesmo com o shopping fechado por 120 dias por causa da pandemia, Neto mantém o otimismo. “Quando ocorreu o fechamento das operações do Jequitibá por força da pandemia, decidimos encarar a avassaladora consequência da Covid-19, com foco na adequação do shopping ao novo normal, buscando alternativas e soluções para o empreendimento como um todo”.

“Reabriremos o Jequitibá com seis novos projetos sendo implementados. Essas ações são um exemplo da educação e ensinamentos de meu pai e a nossa eterna crença na capacidade de Itabuna superar crises. Continuamos e estamos convictos do potencial mercadológico de Itabuna, do sul da Bahia e por contar disto, em breve vamos anunciar relevantes novidades” ressalta Manoel Chaves Neto.

Leahy: comércio unido na travessia

A FORÇA DO COMÉRCIO

Além do comércio, Itabuna também se consolidou como polo regional de serviços na área da saúde, com centenas de leitos hospitalares, de clínicas e consultórios médicos das mais diversas especialidades, e no setor educacional, com universidades públicas e centros universitários privados. Seu raio de influência atinge 120 municípios e uma população superior a um milhão de habitantes.

Carlos Leahy, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itabuna fala do otimismo e esperança nos 110 anos do município. “Itabuna sempre foi um celeiro de grandes empresários, com um comércio de abrangência regional. Vamos atravessar juntos essa situação inesperada e unidos vamos dar a volta por cima, saindo mais fortalecidos, porque essa essas são marcas do itabunense, empreender, não desistir nunca e olhar para o futuro com otimismo”.

Margotto fala de aspirações e força do itabunense

Para Edimar Margotto Junior, advogado, empresário e agropecuarista, “a terra de Jorge Amado, de Firmino Rocha, de Candinha Doria, de Cyro de Mattos, de Zélia Lessa e de Valdirene Borges” tem tudo para surfar a onda do desenvolvimento sustentável. “Superamos a vassoura-de-bruxa e somos referência pujante em comércio e em tecnologia, a 8ª economia da Bahia, com mais de 5.000 empresas e um PIB anual superior a R$ 3 bilhões”, afirma.

Segundo Margotto, com um orçamento anual que supera os R$ 600 milhões, Itabuna pode viver dias melhores, com direito a educação de qualidade e em tempo integral, com saneamento básico e despoluição do Rio Cachoeira, com ambiente propício ao empreendedorismo, um plano de mobilidade urbana”. “Podemos vivenciar um novo momento, com uma cidade mais humana e mais justa, sobretudo para as pessoas mais necessitadas”, finaliza.

Rafael Andrade: superação e mutirão que é exemplo para o mundo

EXEMPLO DE SOLIDARIEDADE

Idealizador e coordenador do Mutirão do Diabetes de Itabuna, maior evento de prevenção e tratamento da doença no mundo, o médico oftalmologista Rafael Andrade, do Hospital Beira Rio, afirma que uma importante característica da cidade é se superar perante grandes adversidades, com o que ela tem de melhor, a sua gente. “Quantas crises passamos e quantos vezes nos levantamos, ainda mais fortes?”. “Enchentes, secas, crises da vassoura-de-bruxa, muitas crises econômicas, mesmo assim seguimos em frente com este povo de fé que não se entrega” diz.

“Minha história é a prova deste solo fértil grapiúna. Aqui nasceu, cresceu e se expandiu para todo o Brasil, o Mutirão do Diabetes, que se mistura com a história da minha vida, que começou em 2004 atendendo pouco menos de 200 pessoas, e durante 15 anos vem atendendo dezenas de milhares de pessoas.”

Julius Kaeser, ex-diretor da Nestlé em Itabuna, fala da avidez do grapiúna em aprender

HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

Julius Kaeser, que foi diretor da Nestlé em Itabuna no período de 1985 a 1998, hoje radicado em Portugal, testemunhou a bonança provocada pela alta do cacau e também da crise gerada pela vassoura-de-bruxa. “Algo que sempre me chamou positivamente a atenção com relação a comunidade grapiúna foi a forma fraternal no tratamento com as pessoas, o espírito empreendedor. A formação profissional dos colaboradores que trabalhavam na empresa também foi surpreendente. A avidez de querer aprender cada vez mais e se superar era até comovente”, diz.

“Foi um enorme prazer poder ter tido a oportunidade de liderar um grupo de pessoas tão motivadas. Foi uma lição de vida para mim e tenho a certeza de que mais uma vez a cidade vai ser recuperar e sair ainda mais fortalecida”, ressalta.

MUTIRÃO DO DIABETES DE ITABUNA JÁ É REFERÊNCIA PARA 30 CIDADES BRASILEIRAS

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Rafael, ao centro, e participantes do congresso em São Paulo

O Mutirão do Diabetes de Itabuna, maior do gênero em todo o país, já é referência para eventos de prevenção e tratamento da doença em 30 outros municípios brasileiros, segundo o médico Rafael Andrade. Presidente da ONG Unidos pelo Diabetes, de Itabuna, o médico apresentou o modelo do mutirão no 24º Congresso Brasileiro Multidisciplinar de Diabetes, em São Paulo, no final do de julho.

O mutirão itabunense já integra o calendário da Federação Internacional do Diabetes. O congresso em São Paulo, promovido pela Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes (Fenad) e a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes, reuniu oftalmologistas e equipes de saúde de vários estados brasileiros, que realizam ou querem realizar mutirões inspirados no modelo Itabunense. A iniciativa itabunense tem foco principal na prevenção, com exames do olho, pé e rim diabético e ações educativas.

Rafael Andrade foi um dos coordenadores do congresso em São Paulo. Segundo ele, o mutirão em Itabuna realiza cerca de 15 mil procedimentos ao ano, entre ações de prevenção na Praça Rio Cachoeira e atendimento médico no Hospital de Olhos Beira Rio, reunindo cerca de mil voluntários e envolvendo diversos segmentos da sociedade organizada.

– O modelo Itabunense já foi implantado em cerca de 17 cidades brasileiras e que com o apoio da Fenad está sendo possível multiplicar o projeto a cada ano já se encaminhando para 30 cidades – disse Rafael.

Entre as cidades que já realizam mutirões, estão São Luís, Petrolina, Fortaleza, Belém, Porto Velho, Itabuna, Vitória da Conquista, Belo Horizonte, Janaúba, Uberlândia, Goiânia, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Blumenau, Joinville, São Gonçalo, São Paulo, Presidente Prudente, Sorocaba, Ribeirão Preto, Araçatuba e Aracaju. Criada em 2018, a ONG Unidos pelo Diabetes está disponibilizando o know-how do projeto Itabunense em vários estados brasileiros, contribuindo para prevenir uma doença com elevado índice de letalidade e amputação de órgãos.

PEDALADA AZUL REÚNE MIL CICLISTAS EM ITABUNA

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Pedalada Azul reuniu mil ciclistas em Itabuna no feriado || Foto Pedro Augusto Benevides

A chuva que vem caindo nos últimos dias deu uma trégua no feriado de 15 de novembro e as ruas do centro de Itabuna e dos bairros São Caetano e Pontalzinho foram tomados pela cor azul. Evento de mobilização para o Mutirão do Diabetes, a Pedalada Azul reuniu cerca de mil ciclistas, conciliando atividade física com ações de prevenção da doença. O mutirão será realizado no dia 25, na Praça Rio Cachoeira.

“É importante estar aqui, mostrando que a cidade está unida em torno de uma causa que resulta em qualidade de vida para milhares de pessoas”, disse o bioquímico Erick Ettinger. Para Antonio Marques Oliveira, morador da Califórnia, que convive com o diabetes, as atividades mostram como é importante praticar exercícios e levar uma vida saudável. Já a estudante Karina Macedo, ressalta a necessidade de seguir as orientações. “Venho todos os anos e faço questão de seguir as orientações para prevenir o diabetes”, afirmou a estudante Karina Macedo.

A  Pedalada Azul teve  o apoio de grupos de ciclismo como  Pedal Bom, Ciclo Bike Grapiúna, Amigos das Trilhas, Pé de Cana e Pedal Livre, com suporte do Corpo de Bombeiros, Samu e da Águia Branca. Durante todo o trajeto, um minitrio forneceu orientações sobre a prevenção à doença, com distribuição de material informativo à população. A pedalada  foi encerrada com atividades culturais na Praça Rio Cachoeira.

Ciclista levou filho e um guarda-chuva para protegê-lo em dia que São Pedro colaborou para o sucesso da Pedalada Azul || Foto Pimenta

O coordenador e idealizador do Mutirão do Diabetes, Rafael Andrade, destacou o engajamento cada vez maior da comunidade em todas ações de mobilização. “Itabuna está dando um exemplo para todo o Brasil, já que o modelo do mutirão está sendo replicado em várias cidades”, disse ele. “Temos orgulho de ver essa iniciativa consolidada e ampliando cada vez mais o atendimento a portadores de diabetes de toda a região”, ressaltou.

O Mutirão do Diabetes de Itabuna  é promovido pelo Hospital de Olhos Beira Rio,  Asdita e ONG Unidos pelo Diabetes.

MUTIRÃO CONTRA O DIABETES MOBILIZA ITABUNENSES

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Cidadãos de várias faixas etárias fazem exercícios no mutirão.

Maior evento de tratamento e detecção precoce do diabetes no Brasil, o Mutirão do Diabético de Itabuna será realizado neste sábado, 10, a partir das 7h30min, na Praça Rio Cachoeira (Beira-Rio), em frente ao Hospital de Olhos Beira-Rio (HOBR).

A programação será aberta com atividades físicas para todas as idades. Serão oferecidos procedimentos gratuitos como dilatação de pupila e exames de mapeamento de retina e do “pé diabético”.

No espaçao, o cidadão poderá participar da Feira da Saúde, que disponibilizará serviços como exames de glicemia, hipertensão arterial, avaliação da saúde, orientação jurídica e previdenciária, automonitorização do diabetes e orientação a bestantes.

O médico Rafael Andrade, do HOBR, diz que o Mutirão do Diabético “é uma maneira de levar a um número cada vez maior de pessoas a maneira de conviver com o diabetes, uma das doenças que mais vítimas fazem em todo o mundo”. No ano passado, o evento prestou cerca de 13 mil atendimentos.

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