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11 de maio de 2021 | 02:06 am

VITÓRIA AMBIENTAL CONTRA CHAFIK LUEDY

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Adriano: acusado de chacina e fazenda desapropriada.

FAZENDEIRO BAIANO É ACUSADO DE COMANDAR A CHACINA DE FELISBURGO (MG)

A medida é considerada inédita no País. A fazenda Nova Alegria foi desapropriada pelo presidente Lula há uma semana, sob a acusação de crime ambiental. A propriedade está localizada em Felisburgo (MG), região do Vale do Rio Jequitinhonha, onde ocorreu massacre que resultou na morte de cinco sem-terra e tentativa de homicídio contra outros 12, em 20 de novembro de 2004. O dono da fazenda é o sul-baiano Adriano Chafik Luedy, de Itajuípe.

A desapropriação saiu no Diário Oficial do último dia 21 e se deve a seguidas agressões ao meio ambiente, e não tem relação direta com o massacre do qual Adriano Luedy é acusado. Por este crime contra os sem-terra, o fazendeiro e mais cinco pistoleiros serão levados a júri popular nos próximos meses.

Adriano e seis pistoleiros chegaram a ser presos por mais de um ano. Hoje, respondem ao processo em liberdade. De acordo com as investigações do Ministério Público Estadual mineiro, o fazendeiro ‘importou’ armamento pesado e pistoleiros de Itajuípe e do sul da Bahia para promover o massacre. Ele fugiu após o crime, mas acabou preso em São Paulo.

MARAÚ: PRESO POR DEFENDER SUA FLORESTA

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Algemado, Hess foi parar na delegacia por tentar 'impedir o progresso'

Algemado, Hess foi parar na delegacia por tentar 'impedir o progresso'

A prisão do ex-secretário de Meio Ambiente de Maraú, Norberto Hess, chamou a atenção da imprensa nacional semana passada. Motivo: Hess tentou impedir que tratores da Coelba avançassem sobre a reserva particular de patrimônio natural (RPPN), de sua propriedade.

Hess afirma que a derrubada das árvores da sua RPPN é irregular. A Coelba se ampara em decisão judicial para avançar sobre a mata. Desde 2006, Hess e a companhia de eletricidade negociam a área que, segundo a Coelba, precisa ser derrubada para a passagem de uma linha de transmissão de energia.

A linha vai expandir o sistema elétrico da região de Itacaré e da Península de Maraú. De acordo com o Blog do Planeta, da revista Época, a Coelba defende a obra por se tratar de uma área de grande apelo turístico. Segundo a empresa, a área já teria sido declarada pela Agência Nacional de Energia Elétrica como linha de utilidade pública.

Uma alternativa seria desviar os cabos para que a linha de transmissão passasse fora da reserva, mas a Coelba diz que um desvio na rota de 3 ou 4 quilômetros seria economicamente inviável.

Biólogos identificaram na reserva a presença de macuquinhos baianos, uma ave rara e ameaçada de extinção. Outras aves em risco de extinção também foram identificadas lá, além de outras espécies ameaçadas, como o preguiça-de-coleira, macaco-prego-do-peito-amarelo e o bugio.

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