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12 de maio de 2021 | 01:44 pm

BARONESAS NO CENÁRIO

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Cenário da bela Baía do Pontal foi modificado pelas baronesas.

Cenário da bela Baía do Pontal foi modificado pelas baronesas.

A chuva dos últimos dias na região sul modificou o cenário de uma das mais belas paisagens de Ilhéus, a Baía do Pontal. Toneladas de baronesas foram levadas para a baía com a cheia do Rio Cachoeira. A chuva deu uma paradinha, porém o grande volume de água tem carreado ainda mais material orgânico para Ilhéus. Já em Itabuna, um grande tapete verde se formou na Ponte do Marabá, como quase sempre ocorre a cada cheia do rio que corta a cidade e desemboca no município vizinho. A foto é de Luiz Fernandes Ferreira.

ALUNO DA UESC É PREMIADO COM TRABALHO SOBRE PERDA DE CARBONO NA MATA ATLÂNTICA

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Ramiris, à esquerda, teve trabalho premiado em evento internacional.

Ramiris, à esquerda, teve trabalho premiado em evento internacional.

Jonildo Glória

O estudante Ramiris Moraes, do doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), teve seu trabalho premiado na primeira edição da School of Advanced Science on Nitrogen Cycling, em São Paulo. Em seu trabalho, Ramiris discutiu como a perda de floresta pode alterar a dinâmica de nutrientes na Mata Atlântica.

O pôster apresentado sugere que a porcentagem de floresta numa determinada área é um forte descritor das mudanças no estoque de carbono. O doutorando apontou que as áreas com elevado índice de desmatamento perderam aproximadamente 80% dos seus estoques de carbono, se comparadas com áreas mais conservadas.

O trabalho ainda alertou para a possibilidade de essa alteração afetar o carbono do solo, o que seria mais um fator de emissão de CO2 para a atmosfera. Durante o evento, foram apresentados 105 trabalhos de estudantes de vários países, dentre os quais apenas seis receberam o referido prêmio.

CARTA ESCRITA EM 2070 É DESTAQUE NO MOMENTO

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Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

 

A mensagem da Carta escrita no ano 2070 registra a precariedade da vida na Terra, pela escassez não somente de água, mas de oxigênio, elementos essenciais, em falta no ambiente, pela escassez, também, de árvores na paisagem terrestre.

 

A Carta escrita no ano 2070, publicada no ano 2002, na revista Crónicas de Los Tiempos, apresenta fortes características proféticas, realidade no Sudeste brasileiro, no Sul e Extremo sul da Bahia, regiões sem antecedentes de seca.

Sentindo a iminência da tragédia, o cronista externa sua aflição que aos desatentos parece besteira. Limitam-se, eles, a rotularem de ecochatos os que recomendam parcimônia no uso da água potável, ou de qualquer outro bem natural. Aqui, trechos da referida Carta antecipam as consequências da irresponsabilidade com o único líquido que cria e robustece todos os seres vivos do planeta:

“[…] Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém ligava; pensávamos que a água jamais acabaria. […] Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. […] Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. […] Alterou-se a morfologia dos espermatozoides de muitos indivíduos, e como consequência, crianças nascem com insuficiências, mutações e deformações […]”. A Carta faz, pois, referências às consequências ora constatadas.

Fontes idôneas dão conta de que as regiões brasileiras perdem, todos os anos, milhões de toneladas de água, e que as chuvas escassas, provocam acentuados prejuízos no cenário socioeconômicoambiental nacional.  Aliás, os eventos climáticos têm ganhado contornos severos. Em alguns lugares, chuvas torrenciais interferem abruptamente na vida em suas dimensões; em outros, a seca aniquila impiedosamente todos os cantos.

O serviço de meteorologia promete chuva para o sul da Bahia, em imagem que anima a todos os afetados pela ausência dela. Tem sido assim. Logo começa forte ventania que desvia as nuvens carregadas, e no outro dia, céu de brigadeiro, sem chance de água para as tarefas domésticas e para umedecer a lavoura que adorna as feiras livres com alimentos diretos da agricultura familiar.

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HOTEL EM PORTO É ACIONADO POR DESRESPEITO A NORMAS AMBIENTAIS

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Resort em Arraial D´Ajuda, Porto Seguro, é acionado pelo MPF (Foto Zarpo/Divulgação).

Resort em Arraial D´Ajuda, Porto Seguro, é acionado pelo MPF (Foto Zarpo/Divulgação).

O empreendimento turístico Arraial D’Ajuda Ecoresort, localizado no distrito de Arraial D’Ajuda, município de Porto Seguro, recebeu notificação do Ministério Público Federal na Bahia (MPF) em Eunápolis (BA) por não atender a normas ambientais.

A empresa, de acordo com o órgão, estaria despejando resíduos de sua estação de tratamento de esgoto em um rio de domínio da União, sem autorização da Agência Nacional de Águas.

O estabelecimento deve, no prazo de 90 dias, realizar as medidas necessárias a fim de adequar a sua estação de tratamento de esgoto às normas ambientais vigentes. Caso não acolha a recomendação do MPF, o Arraial D’Ajuda Ecoresort estará sujeito a medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.

A MENSAGEM DA ÁGUA E A OBSESSÃO DO MOSQUITO HOMICIDA

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Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

 

As populações, em tímida mobilização no combate ao inimigo, ávidas estão pelo consumismo, pelo uso das tecnologias, e pela competitividade em ritmo acelerado, mas desatentas estão à alta produção de resíduos expostos no meio ambiente.

 

O cientista japonês Masaru Emoto comprova por meio de minuciosos experimentos, que “a água está profundamente conectada à consciência individual e coletiva dos seres humanos, fornecendo uma nova luz à evolução humana”. Suas experiências dão conta de que a água submetida a palavras amenas ou grosseiras apresenta características próprias a essas situações.

Essa constatação sugere que patologias mentais, individuais e/ou coletivas, como a violência diversificada e exacerbada, emitida pelos humanos, estariam contaminando os mananciais. Não seria esta a causa de epidemias, como dengue, chicungunya, zika e outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, cujo suporte de reprodução é a água?

Verdade é que, em igual proporção ao recrudescimento dos distúrbios sociais – corrupção e outras inúmeras ferocidades humanas contra a própria espécie, nas últimas décadas, doenças provenientes do mau manuseio da água tem se proliferado e se tornado cada vez mais invasivas e resistentes.

Considere-se que um simples mosquito existe desde que o mundo é mundo, como elemento transmissor da malária, da febre amarela e de outras doenças, em muitos casos letais, mas passíveis de tratamento e cura. A preocupação com suas larvas, popularmente conhecidas como cabeças-de-prego, sempre houve. Nada mais do que isso, até elas se replicarem em batalhões de mosquitos que voam da água parada e limpa, prontos para o ataque.

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ITABUNA: SECA, ÁGUA SALGADA E INCONVENIÊNCIAS

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Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

Setembro passou, outubro e novembro/ já estamos em dezembro, meu Deus, o que é de nós? (…) Sem chuva na terra, descamba janeiro, depois fevereiro, o mesmo verão (…). Apela pra março que é o mês preferido/ do santo querido Senhor São José/ Mas nada de chuva, tá tudo sem jeito (…).

O lamento épico na voz do sanfoneiro Luís Gonzaga descreve exatamente a situação atual do sul da Bahia, cujo clima em nada se assemelha ao sertão nordestino. Em crise hídrica desde agosto de 2015, que registrou um inverno de poeiras de chuva, adentramos abril de 2016 sem sinais claros de que em breve mataremos a saudade de um banho de chuveiro com água insípida. Além do banho salgado e limitado, toalhas e roupas lavadas com essa água propiciam prejuízos, ao organismo humano, e aos outros organismos vivos.

Nesse cenário, Itabuna parece ser a cidade mais castigada de todas da região: falta d’água, violências várias, lixo jogado a esmo nas ruas, odor fétido por toda parte; ilhas de calor que concentram altas temperaturas, em decorrência de devastada cobertura vegetal na área urbana e entorno; concentração de gases nocivos à saúde e alta infestação de doenças provenientes do aedes.

Os rios da Bacia do Leste e bacias circunvizinhas, impossibilitados estão de matar a sede de ecossistemas e populações que vão do sul ao extremo sul do estado, todas elas atingidas pela seca persistente e atípica. Os municípios e suas respectivas sedes e comunidades regionais se encontram no mesmo problema, sem solução em curto prazo, mas estão livres da água salgada.

O dito aqui não é novidade, porém nada se diz do que passa a população ribeirinha do Almada, ao longo do trecho banhado pelas marés, até a estação de tratamento da Emasa em Castelo Novo. Não somente humanos, mas plantações, criações, fauna, flora e ictiofauna são afetadas pela água salgada que adentra o rio e afluentes, quase sem vida, atingindo severamente essas populações. Um tipo de invasão que lembra um pouco a tragédia de Mariana, uma vez que ambas as situações deveriam ter sido evitadas ou minimizadas.

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ITABUNA TERÁ SEMINÁRIO SOBRE DESAFIOS NA ÁREA DE SANEAMENTO

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Cidade despeja mais de 80% de seu esgoto no Rio Cachoeira

Cidade despeja mais de 80% de seu esgoto no Rio Cachoeira

O Observatório de Saneamento da Bahia realiza no próximo dia 29, no auditório da FTC, o Seminário “Desafios e o futuro do saneamento básico em Itabuna”.  O evento acontece no momento em que a cidade enfrenta a pior crise de abastecimento de água de sua história, além da já conhecida falência de seu sistema de esgotamento sanitário.

O assunto será abordado pelo sociólogo Edson Aparecido da Silva, coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento, e pelo professor Luiz Roberto Morais, que possui extenso currículo na área de engenharia sanitária e ambiental

O seminário começa às 18 horas e será aberto ao público. Apoiam a iniciativa o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado (Sindae), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU).

O Observatório de Saneamento foi criado pelo grupo de pesquisa em Saneamento e Saúde Ambiental do Mestrado em Meio Ambiente, Águas e Saneamento da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O objetivo é promover articulação e ação conjunta para defender a garantia do direito ao saneamento básico de qualidade para todos.

CACHOEIRA DE ESGOTO

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No detalhe, é possível perceber melhor o vazamento que cai direto no Rio Cachoeira (foto Pimenta)

A Emasa precisa tomar alguma providência para acaba com um vazamento na tubulação que leva esgoto da estação elevatória situada próximo ao Príncipe Hotel até a estação de tratamento do bairro São Judas.

O cano está danificado há um bom tempo e a Emasa tem conhecimento do problema. O mais grave é que os dejetos caem diretamente no Rio Cachoeira, cada vez mais poluído e quase morto no trecho que corta Itabuna.

O PIMENTA entrou em contato com a assessoria da empresa, mas não havia informações sobre essa situação. O setor se comprometeu a buscar esclarecimentos com técnicos da Emasa.

TIMIDEZ NA PEDALADA PELADA BAIANA

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Bom comportamento na Pedalada Pelada de Salvador (foto divulgada nas redes sociais)

Bom comportamento na Pedalada Pelada de Salvador (foto divulgada nas redes sociais)

Em junho de 2004, ciclistas de várias partes do mundo saíram às ruas para chamar a atenção sobre os danos causados pelo uso de veículos movidos a combustíveis fósseis, além de pedir mais respeito e civilidade no trânsito. Para não passar despercebidos, eles pedalaram sem roupa, daí o nome do movimento: “pedalada pelada”.

Ontem, após quase 12 anos de seu lançamento mundial, a Pedalada Pelada teve sua versão na capital baiana, mas, quem diria, de uma maneira um tanto tímida. Enquanto na Austrália, Estados Unidos e até na Rússia os ciclistas vão às ruas com tudo de fora, na quente, animada e supostamente desinibida Salvador a maioria optou por um nudes parcial.

Não se sabe se foi medo de chocar a sociedade ou ser enquadrado no crime de ato obsceno, o fato é que poucos participantes radicalizaram e a manifestação “pecou” pelo bom comportamento… Logo na Bahia!

Pode-se dizer que todo mundo fica tímido da primeira vez, mas de qualquer maneira o recado foi dado.

JACARÉ É CAPTURADO NA UCSAL

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Jacaré foi capturado no campus da Ucsal (Foto Divulgação).

Jacaré foi capturado no campus da Ucsal (Foto Divulgação).

Um jacaré de dois metros foi capturado, na manhã desta sexta-feira (12), no campus de Pituaçu da Universidade Católica do Salvador (Ucsal). O animal da espécie Paleosuchus palpebrosus (Jacaré-anão) foi encaminhado para o centro de pesquisas biológicas da universidade, também em Pituaçu, informação d´A Tarde.

 

LAMA DA SAMARCO PODE TER CHEGADO AO EXTREMO-SUL DA BAHIA

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Tragédia em Mariana deixou rastro de destruição (Foto Antônio Cruz/Ag. Brasil).

Tragédia em Mariana deixou rastro de destruição (Foto Antônio Cruz/Ag. Brasil).

A presidente do Ibama, Marilene Ramos, afirmou nesta quinta-feira (7) que a lama dos rejeitos de minérios que vazou das barragem da Samarco, em Mariana (MG), pode ter chegado ao Parque Nacional de Abrolhos, no sul da Bahia.

O incidente, ocorrido em novembro de 2015, liberou grande quantidade de rejeitos minerais na bacia do rio Doce, que percorreram o rio e foram lançados no mar, no Espírito Santo. Segundo ela, com o vento a mancha chegou ao Arquipélago de Abrolhos, a 250 km da foz do rio Doce, o que teria sido verificado visualmente por técnicos do Ibama durante sobrevoo feito hoje na região.

“Nessa área foi constatada a presença de lama. A observação em campo dá indícios de que muito provavelmente (a mancha) está ligada à lama que saiu do rio Doce”, disse o presidente do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), Cláudio Maretti. O órgão é responsável pelo Parque Nacional Marítimo de Abrolhos.

Segundo ele, foram coletadas amostras para verificar se a lama é realmente resultante da barragem de rejeitos de minério. O Arquipélado de Abrolhos é a área de maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. A região reúne recifes de corais, algas, tartarugas e baleias jubarte.

Em novembro, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, havia dito que a lama com rejeitos não deveria chegar ao parque por conta das correntes marítimas.

Hoje, mais três praias do litoral norte do Espírito Santo foram interditadas pela Prefeitura de Linhares por causa da lama de rejeitos da mineradora: as praias de Pontal do Ipiranga, Degredo e Barra Seca. Elas se juntam a Regência, Povoação e Comboios, que tem suas áreas interditadas desde a chegada da lama.

O Ibama aguarda a análise da água coletada no local para ter certeza de que a mancha, já bastante diluída, é proveniente da lama da barragem da Samarco, que pertence a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton. Isso porque, a 60 km do arquipélago há a foz do rio Caravelas, que eventualmente lança no mar sedimentos resultantes de erosões.

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O IMPACTO AMBIENTAL DOMÉSTICO

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juremaJurema Cintra Barreto | falecomjurema@gmail.com

 

Vemos enchentes e secas em locais impensados há 50 anos atrás, avanço do mar em todo o mundo, degelo das calotas polares e geleiras. Bem perto de nós, em Ilhéus, o mar avança na Orla Norte, afetando moradores e o turismo.

 

Sou uma pessoa preocupada com questões ambientais. Costumo dizer que sou “ecochata”, mas não sou “ecoboba”. Algumas pessoas acham chato falar de meio ambiente, como se fosse um assunto apenas de ambientalistas, biólogos e geógrafos. Em dezembro deste ano, será realizada a COP-21. Chefes de Estado e Governo de todo o  mundo inclusive o Brasil estarão presentes em Paris para discutir a redução na emissão de gases de efeito estufa.

Se os governos, os países estão pensando em como reduzir essa emissão por causa das graves consequências macroestruturais, devemos pensar também nas questões microestruturais. O que posso fazer em minha residência, em minha casa, no meu trabalho? Como posso envolver família e amigos? O impacto ambiental das famílias também tem grande relevância nesta discussão e assumir o problema para si é o primeiro passo.

Pensar o Global e pensar o Local, essa união de esforços é fundamental para um planeta equilibrado e vivo. Em poucos anos, vemos enchentes e secas em locais impensados há 50 anos atrás, avanço do mar em todo o mundo, degelo das calotas polares e geleiras. Bem perto de nós, em Ilhéus, o mar avança na Orla Norte, afetando moradores e o turismo.

Mudança de mentalidade, perceber que o problema é coletivo, de todos e adotar práticas sustentáveis, acredite você, poupa o meio ambiente e o seu bolso agradecerá muito.

Primeiro faça o cálculo de quantas toneladas de CO2 você emite  (clique aqui).

1- Faça coleta seletiva. Entregue num galpão de reciclagem ou combine com o(a) catador(a)de sua rua um dia certo para recolhimento

2- Tenha baldes separados para lixo seco(plástico/metal/papel) e lixo úmido(resíduos orgânicos)

3- Faça compostagem; Conheça a forma de fazer: http://www.juremacintra.com/compostagem-em-casa-passo-a-passo/

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LICENÇA IRREGULAR

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A Prefeitura de Coaraci está sendo acusada de, sem anuência, emitir licença ambiental uma empresa extrair areia do Rio Almada. A área em questão, de acordo com consultores, estaria dentro da APA Lagoa Encantada e Rio Almada.

A empresa beneficiada é a Bahia Brita Business Brasil Mineração Importação e Exportação Ltda. Para o ato, a prefeitura necessitaria da anuência do órgão gestor da APA.

ADVOBIKE CHAMA ATENÇÃO PARA A MOBILIDADE URBANA

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Advobike 2015A quarta edição do Advobike será realizada em 22 de setembro em Itabuna. O passeio ciclístico que chama atenção para a mobilidade urbana, prática esportiva e consciência ambiental é promovido há quatro anos pela subseção da OAB em Itabuna. A partida será às 19 horas, da sede da entidade, na Avenida Ruffo Galvão, centro, 200 metros depois do Fórum Ruy Barbosa.

Antes da partida, os ciclistas participam de coffee break natural e energético para os ciclistas. Depois, percorrem as principais vias do centro da cidade, com o apoio logístico da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Transporte e Trânsito (Settran).

A presidente da Comissão Comissão de Cultura Esporte e Lazer da OAB Itabuna, Lorena Matos, diz que o evento chama a atenção do poder público e da sociedade para importância da mobilidade urbana e da prática esportiva. “O Advobike busca mostrar para a população que é possível se locomover pela cidade sem carro ou moto e que essa prática (ciclismo) só faz bem para o corpo, a mente e o meio ambiente”.

ATRAVECITY
A novidade deste ano é que o Advobike apoiará o AtraveCity, gincana ciclística fotográfica que está programada para acontecer em todo país e faz parte da Semana Nacional do Trânsito. Itabuna é a segunda cidade do Nordeste a receber essa gincana e a primeira da Bahia.

O Atravecity será em 20 de setembro e abordará “temas diversos e transversais ao mesmo tempo e tem como objetivo principal propagar a utilização da bicicleta como forma de lazer e transporte na cidade. A gincana ciclística propõe, em seu lado lúdico, o redescobrimento da cidade, por meio de busca de seus prédios históricos, praças e monumentos”.

De acordo com Andirlei Nascimento, presidente da OAB Itabuna, a Ordem sempre será parceira de iniciativas que visam melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. “Desde o inicio da gestão de nossa diretoria a frente da OAB grapiúna é que nós estamos na vanguarda de projetos assim. Lutamos pela recuperação do nosso Rio Cachoeira, pela arborização de nossa cidade, pela criação das ciclovias e por tudo que possa dar um ganho na qualidade de vida das pessoas, pois esta também é uma das nossas funções como voz constitucional da população”, disse Andirlei.

A CAMINHO DO CEMITÉRIO

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Jackson LessaJackson Lessa | jacksonslessa@hotmail.com

O primeiro passo para fugir do pesadelo é acordar. Caso contrário, teremos que parafrasear Paulinho da Viola e dizer “Rio Cachoeira, foi um rio que passou em nossas vidas”.

Estamos diante de um problema sem precedentes na cidade de Itabuna, a morte de um rio. É um pesadelo prestes a se tornar realidade, também tornando inquestionável a urgência em enfrentar esse problema. Essa crise não se limita ao aspecto natural, envolve também a história e cultura do município. Enfrentar a crise é olhar para o futuro. Precisamos trazer o tema para o centro do debate, seria o ponto de partida para um verdadeiro programa de salvação do Cachoeira.

É necessário criar uma agenda local para garantir uma gestão racional desse recurso hídrico, um projeto que envolva também os municípios vizinhos. Que estejam incluídos, seus afluentes, mata ciliares, famílias que vivem da pesca, da agricultura e da criação de gado.

O rio desaparecerá se nada for feito. Devemos entender que a intervenção na gestão do rio também tem relação com a luta contra a pobreza e a melhoria das condições econômicas e ambientais da região. Será que temos a capacidade de enfrentar essa crise?

O grande obstáculo para solucionar essa questão é assumir a responsabilidade. As pessoas da cidade reclamam da estética, se incomodam com o mau-cheiro, se lamentam da presença de mosquitos, falam sobre a possibilidade da proliferação de doenças, mas não tomam nenhuma atitude realmente efetiva para “ressuscitar” o rio. Não podemos mais esperar pela ação do poder público, nossos governos, em sucessivas gestões não planejaram nada referente à recuperação do rio e se milagrosamente planejaram erraram na execução. Dessa forma, passa a ser dever dos cidadãos a iniciativa de lutar pela existência de nosso Cachoeira.

Sabemos que há um distanciamento do governo com o povo, o que provoca a redução da participação cidadã e consequentemente um esvaziamento dos processos democráticos. Infelizmente, os partidos políticos não conseguem definir prioridades para o município e muito menos assimilar as manifestações organizadas pela população ou movimentos sociais.

Precisamos da atuação de grupos que ajam de forma paralela ao mundo da política, associações que organizem debates, universidades, escolas, igrejas. É fundamental contar com o apoio de toda a sociedade, porém precisamos informá-la, transferir responsabilidades, democratizar a gestão.

O primeiro passo para fugir do pesadelo é acordar. Caso contrário, teremos que parafrasear Paulinho da Viola e dizer “Rio Cachoeira, foi um rio que passou em nossas vidas”.

Jackson Lessa é professor de Geografia e Atualidades em escolas e cursos pré-vestibulares de Itabuna e região.

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