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4 de junho de 2020 | 04:09 am

BOLSA FAMÍLIA SUSTENTA 21% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Tempo de leitura: < 1 minuto

Bolsa Família sustenta mais de 20% da população brasileira

Os beneficiários do Bolsa Família representam mais de um terço da população de 11 Estados brasileiros, todos das regiões Norte e Nordeste. No Brasil, 21% da população vive com os benefícios do programa.
Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) a pedido do Valor e evidenciam a importância dos recurso para a população daquelas regiões.
O Maranhão é o Estado com a maior relação entre a população e quem vive dos valores do Bolsa Família. De acordo com o ministério, 48% da população do Estado recebe os recursos. Piauí e Acre vêm a seguir, ambos com 41%.

GRUPO COM CRIANÇA DE 3 ANOS VIVE DEBAIXO DE PONTE

Tempo de leitura: < 1 minuto Branca Magalhães
Um grupo de mais de dez pessoas, dentre elas uma criança de três anos, vive em condições precárias, debaixo da Ponte Nova, às margens do Rio Cachoeira, em Itabuna. Segundo Jilvan Soares, de 30 anos, todos estão neste local há oito meses. Viraram moradores de rua, após desentendimento com familiares e o uso constante de drogas e bebidas.
Sem ter para onde ir, abrigaram-se debaixo da ponte, onde já serviu de moradia para outras pessoas que se encontravam nas mesmas condições. Improvisaram um barraco no local com algumas tábuas e dividem o lugar com porcos e ratos, e sofrem com esgoto a céu aberto, fome e frio, que tem sido cada vez mais intenso.
Jilvan diz, ainda, que passou um período com um parente próximo, mas, segundo ele, em um determinado dia, o mesmo vendeu a casa e desapareceu. Todos que dividem o espaço sobrevivem de doações e reciclagem, tirando uma média de R$ 30,00 por mês. O dinheiro é gasto com bebidas e drogas, que conseguem comprar a R$ 5,00 nos bairros Califórnia e Santa Inês.
A esposa de Jilvan, Ediléia Maria, disse que funcionários da Secretaria de Assistência Social de Itabuna já estiveram no lugar. Houve promessa de solucionar o problema. Porém, nunca mais retornaram, revelando o despreparo dos órgãos públicos para o enfrentamento de problemas sociais e urbanos.
Branca Magalhães é estudante de Jornalismo da Unime Itabuna.

UNIVERSO PARALELO

Tempo de leitura: 4 minutos

LUIZ GONZAGA FAZIA ACORDES, NÃO VERSOS

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br
1Asa BrancaFindo 2012, quando foi comemorado o centenário de Luiz Gonzaga, saltou-me aos olhos certo equívoco, perpetrado pela mídia. No afã de prestigiar o Rei, salientaram-lhe qualidades que ele nunca teve. Numa muito criativa matéria de tevê (creio que na Globo) esmiuçou-se a asa branca (uma espécie de pomba, em extinção) e que deu título à música famosa. Lá pras tantas, a repórter danou-se a louvar a “literatura” de Luiz Gonzaga, os “poderosos versos” sobre o sertão, o nordestino, o vaqueiro, a seca e por aí vai, esbanjando um desconhecimento que não se permite a nenhum profissional do gênero: para ser grande (e por ser grande), o Rei nunca se apropriou da qualidade de seus letristas. Ele não fazia “literatura”, fazia acordes.

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Os grandes letristas quase esquecidos

“Era excelente musicista”, atesta o respeitável especialista em Direito Municipal (e ex-roqueiro de igual respeito) Adylson Machado. As comemorações deixaram Humberto Teixeira em quase completo esquecimento, o que me pareceu grande injustiça com quem escreveu um monte de “clássicos” cantados pelo Rei. Cito de memória (além de Asa branca) várias outras, algumas delas obras-primas do gênero, no meu modesto entender: Juazeiro, Qui nem jiló, Estrada de Canindé, Paraíba, Assum preto, Respeita Januário, Mangaratiba, No meu pé de serra, Lorota boa… De Zé Dantas falei em outras colunas: Vozes da seca, A volta da asa branca, Letra i, Riacho do Navio, Cintura fina, Paulo Afonso. A ignorância vigente na mídia é de espantar.
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SEM MISÉRIA, NÃO HÁ JAZZ “DE VERDADE”

3Doris DayPromessa é dívida. Voltamos aos best-sellers do jazz, em que seus integrantes, tal qual os escritores, são acusados de vender muito e… ganhar dinheiro. As listas que todos conhecem são integradas por meia dúzia de grandes artistas negros, mas não incluem Nat King Cole, Frank Sinatra, Doris Day, Fred Astaire. Óbvio: além de serem quase todos brancos, esses venderam muito e, consequentemente, fizeram “concessões”, ficando marcados como “comerciais”.  O senso comum diz que lhes falta desgraça e miséria suficientes para sentir o blues na própria pele – sem o que não se canta o jazz autêntico. Quem é jazzman (ou jazzwoman) de verdade morre com o estômago pregado às costas, mas concessões ao mercado, jamais.

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“Num quarto sujo, cheio de percevejos”

Este raciocínio, segundo Ruy Castro (no livro Tempestade de ritmos), foi montado pelos franceses, lá pelos anos trinta/quarenta, e de forma eficiente, “porque até hoje há quem acredite nele”. A teoria tenta preservar o músico de jazz como o tipo “bom selvagem” de Rousseau: negro, pobre, injustiçado, escravo do jazz, do álcool e da heroína, mas firme e incorruptível. Diante das “concessões” que levam à boa vida, escolhe vegetar num quarto sujo, cheio de percevejos (vide os filmes ´Round midnight e Bird, já referidos nesta coluna). “Duke Ellington, a caminho do seu alfaiate, tremia de medo dessa teoria”, ironiza Ruy Castro. Confesso que esse tipo me fascina – creio que fui formado nessa escola romântica.
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5Cole EspanholNo fim, boleros derramados, em espanhol

Para ficar apenas num nome (que o espaço é tão pequeno para tanto amor), citemos o velho Nathaniel Adams Coles (1919-1965): pianista, tornou clássica a formação piano-guitarra-baixo, era cultuado pelo seu trio de jazz “autêntico”. Foi assim até resolver cantar canções “comerciais”, quando passou a ser execrado pela crítica. Esta jamais o perdoou por gravar e vender Mona Lisa, Unforgettable, Blue Gardenia e (aí nem eu aguentei!) uma enxurrada de boleros derramados, em espanhol. De ternos bem cortados, e dono de muitos dólares, Nat King Cole era discriminado no bairro rico onde residia. A gorda conta bancária não foi bastante para ofuscar o racismo, contra o qual ele era combatente.
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(ENTRE PARÊNTESES)

Quase destruída física e moralmente, Itabuna aguarda ansiosa as ações do seu novo Messias. Nunca se viu um prefeito com tantas sugestões de nomes. Seu sobrenome é Renascer, mas ele poderia, sem desdouro, chamar-se Reconstruir, Reformar, Refazer, Remontar, Recuperar, tais são as expectativas criadas. É aceitável também, Salvador da Pátria, Fada Madrinha, Salvação da Lavoura, Houdini, Magoo e, se queremos algo mais abrangente, Panaceia. Mas que não seja o Mágico de Oz, pois de impostores já andamos cheios. A frase batida (do filme O fabuloso destino de Amélie Poulain) cabe aqui: “São tempos difíceis para os sonhadores”.
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EU VOLTAREI TÃO LOGO A NOITE ACABE

“Meu amor, eu não esqueço,/ não se esqueça, por favor,/ que eu voltarei depressa,/ tão logo a noite acabe,/ tão logo esse tempo passe,/para beijar você” – são versos de Para um amor no Recife, de Paulinho da Viola. A música foi feita para Dedé (Maria José Aureliano), uma professora pernambucana que hospedou Paulinho no Recife em 1971, quando ele foi lá apresentar-se durante três dias e ficou (graças à acolhida calorosa) quase um mês. No fim, Dedé chamava o cantor de filho (para isso, pedira e obtivera “autorização” da verdadeira mãe dele, no Rio). Mas Para um amor…, um grito contra a ditadura militar, esconde outra história menos “família”, menos lírica, menos divulgada.
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Feridas abertas e sangue derramado

Em A vida quer é coragem (do jornalista Ricardo Amaral), biografia da presidenta Dilma, surge a uruguaia Maria Cristina no capítulo intitulado “Tão logo a noite acabe”. Amaral conta que Cristina ligou-se à guerrilha no Brasil, devido à paixão que tinha pelo militante Tarzan de Castro, do PCdoB, preso em 1969, e amigo do ex-marido de Dilma, Carlos Araújo. As duas dividiram a mesma cela, em São Paulo, por oito meses. Quando a uruguaia, levada para as sessões de tortura, retornava, Dilma tratava das dores e lhe chamava a atenção para a letra de Paulinho, como uma espécie de bálsamo, ao cantar “Fechar a ferida e estancar o sangue”. Sentiam-se menos sós e desamparadas: lá fora, uma voz lírica dizia que a iniquidade não era eterna.

(O.C.)

AVENIDA DE CONTRASTES

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Foto Luiz Tito

Moradores de rua dormem sobre a calçada da avenida do Cinquentenário, em Itabuna, durante o período de folia momesca – e de liquidações. Em tempo de queima de estoque, um exemplo nítido de exclusão social num dos cartões-postais do comércio grapiúna. À direita, faixa que anuncia “vale-compra” é usada para aquecer o super-herói… da vida. A foto é de Luiz Tito/Agência A Tarde.

AGORA EM ILHÉUS

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Na foto que o leitor do PIMENTA tirou com o celular, flagrante do "artista" em frente ao BB em Ilhéus

pouco mais de um mês o PIMENTA informou a situação de um jovem que abordava motoristas no semáforo do cruzamento próximo ao edifício Gêmini, em Itabuna. Quase sempre de joelhos e às vezes até de Bíblia na mão, o rapaz despertava a piedade de muitas pessoas, embora outras tantas soubessem que se tratava de um larápio contumaz.

O fato é que, após a nota postada aqui no blog, diversas vítimas e também gente que conhece a verdadeira atividade “profissional” do elemento  o denunciaram em nossa seção de comentários. Resultado: acabou o teatro que o moço encenava em Itabuna.

Um ilheense, entretanto, registrou imagem do mesmo sujeito atuando no centro da terra da Gabriela, mais precisamente na entrada do Banco do Brasil do calçadão da rua Marquês de Paranaguá. Está lá no exercício de seu mister e com o mesmo “modus operandi”, de joelhos, simulando deficiência, embora saiba correr como ninguém quando precisa.

O RAPAZ DA JURACY MAGALHÃES

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Leitores do PIMENTA têm procurado o blog para lamentar a situacão degradante de um rapaz que costuma ficar nas imediações do cruzamento das avenidas Juracy Magalhães com a Amélia Amado. Sempre de joelhos, sujo, sob sol ou chuva, o jovem clama à piedade dos transeuntes e a situação é realmente de fazer pena.

Informações obtidas pelo blog, no entanto, dão conta de que o sujeito tem know how de finíssimo batedor de carteira e não se pode vacilar com ele. Em todo caso, seja mendigo ou larápio, o caso requer intervenção das autoridades competentes.

MULHER SE ALIMENTA DE CALANGOS, COBRAS E RATOS

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Dona Branca vive em condições subumanas (foto Ubatã Notícias)

É absolutamente degradante a situação em que vive uma senhora de 60 anos, conhecida como “Branca”, em pleno centro de Ubatã, cidade situada no sul da Bahia, a 367 quilômetros de Salvador.
A sujeira da casa, que já está em vias de ser coberta pelo matagal, não é o que mais chama atenção na vida dessa mulher. Segundo informações de vizinhos e nota publicada no site Ubatã Notícias, Dona Branca se alimenta de cobras, calangos e ratos. Os animais, ela captura no quintal e até mesmo dentro da própria casa.
A situação comoveu uma professora da rede municipal de ensino de Ubatã, que diz ter ficado chocada. “Ela arma ratoeiras e caça animais nojentos. Fiquei assombrada e perplexa com a situação”, relata a professora.

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