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14 de julho de 2020 | 08:18 pm

PELO DIREITO À MOBILIDADE

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aldenesAldenes Meira
 

Apesar dos problemas que afetam a qualidade do serviço, alguns dos quais fogem à competência das empresas, é impressionante a reação diante de qualquer tentativa de favorecer a parte mais vulnerável nessa relação, que é o usuário.

 
As manifestações que ocorreram em todo o Brasil em meados de 2013 tiveram como principal mote a luta por um transporte público eficiente e com preço justo. Encabeçada pela juventude, aquela mobilização reflete o anseio geral de uma camada significativa da população que utiliza o ônibus e outros meios coletivos para se deslocar, mas sofre historicamente com a precariedade do serviço.
Basta conversar com os moradores de bairros periféricos de Itabuna sobre o transporte público para se ouvir relatos lamentáveis. Para muitos, o que se oferece são ônibus em péssimo estado de conservação, pelos quais se tem que esperar às vezes mais de uma hora, algo que atormenta e humilha cidadãos e cidadãs diariamente. Isto sem falar nas condições ruins de muitas vias de acesso, além da falta ou precariedade dos abrigos destinados aos passageiros.
Apesar dos problemas que afetam a qualidade do serviço, alguns dos quais fogem à competência das empresas, é impressionante a reação diante de qualquer tentativa de favorecer a parte mais vulnerável nessa relação, que é o usuário. Em junho, foi somente à base de muita pressão popular que essa equação injusta começou a ser modificada, mas um espírito de retrocesso ainda paira no ar.
Foi esse espírito que infelizmente levou o prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, a vetar o projeto de nossa autoria que institui o direito à meia passagem no transporte coletivo, para todos, aos domingos e feriados. O prefeito apoiou-se em dois argumentos básicos, porém equivocados: o de que a proposta atinge o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos e o de que a matéria é da competência privativa do Executivo.

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PREFEITO DE SP ANDA DE BUZU

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haddadAlguns dirão que é demagogia, mas o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), adotou o hábito de ir para o trabalho de ônibus. Segundo a colunista Mônica Bergamo (Folha de São Paulo), a atitude do gestor paulistano é uma tentativa de dar exemplo, já que o governo municipal faz campanha para que a população troque o carro próprio pelo transporte coletivo.

Haddad, de acordo com a colunista, não alterna horários nem os pontos onde pega o ônibus, o que produz calafrios em sua segurança. De qualquer maneira, o prefeito pensa em baixar decreto determinando que secretários municipais e assessores mais próximos igualmente deixem o carro na garagem e adotem o “buzu”.

A postura leva a uma necessária reflexão sobre a mobilidade urbana, inclusive em cidades de porte médio, como é o caso de nossa Itabuna. Com uma frota superior a 60 mil veículos em circulação, acrescida dos que afluem de suas circunvizinhas, a cidade precisa urgentemente priorizar o transporte coletivo, o que implica em melhorar a qualidade do mesmo. “Ir de bike”, como se tem pregado em algumas cidades, é também uma boa solução para reduzir o caos urbano.

VANE DE OLHO NA GRATUIDADE

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Vane recebeu representantes de movimentos sociais nesta terça-feira (foto Pedro Augusto)

Vane recebeu representantes de movimentos sociais nesta terça-feira (foto Pedro Augusto)

Na reunião que teve nesta terça-feira, 25, com representantes de movimentos sociais que pedem melhoria nos serviços públicos, principalmente no transporte coletivo, o prefeito de Itabuna, Claudeavane Leite (PRB), deixou claro que uma das medidas com as quais o governo pretende reduzir a pressão sobre as passagens será a revisão da gratuidade. A impressão do gestor é de que o número de passageiros que viajam de graça é superior ao dos que efetivamente têm esse direito.
“Estamos investigando”, declarou o prefeito durante a reunião, referindo-se à gratuidade. Vane também anunciou medidas para melhorar a qualidade do transporte, a exemplo da instalação de uma estação de transbordo ao lado do terminal rodoviário, no Centro Comercial.  Segundo ele, o equipamento reduzirá “pela metade” o tempo de espera nos pontos de ônibus e os gastos dos usuários com a passagem.
O secretário de Transportes e Trânsito, Clodovil Soares, falou sobre outras medidas relacionadas à mobilidade urbana. Entre elas, a instalação de ciclovias no centro da cidade, cortando as avenidas Amélia Amado, Inácio Tosta Filho e Ilhéus. Disse ainda que aumentará a fiscalização sobre o cumprimento de horários pelas empresas de ônibus.

MOBILIDADE URBANA

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Rui CostaRui Costa
 

Em Salvador, o sistema de transporte tornou-se caótico pela ausência de um sistema de transporte de massa que oferecesse um serviço de qualidade e pelo impacto de milhares de novos automóveis sem requalificação da infraestrutura viária.

 
As transformações socioeconômicas que o Brasil viveu na última década, com significativo crescimento da renda das famílias e a entrada de imensas parcelas da população no mercado de consumo de massa, afastando-as do limiar da pobreza e do consumo para a subsistência, tiveram, nos centros urbanos, como um efeito colateral negativo, a rápida deterioração das condições de mobilidade.
Em Salvador, o sistema de transporte tornou-se caótico pela ausência de um sistema de transporte de massa que oferecesse um serviço de qualidade e pelo impacto de milhares de novos automóveis sem requalificação da infraestrutura viária. Trajetos que antes se realizavam em 10 ou 15 minutos passaram a ter a duração de horas.
O Governo do Estado vem agindo para a melhoria da mobilidade em Salvador. O Complexo 2 de Julho trouxe solução definitiva para o acesso ao Aeroporto, à BA-526 e a Lauro de Freitas. A Via Expressa, maior obra viária urbana realizada no Brasil nos últimos anos, trouxe um grande alívio para os engarrafamentos das Avenidas Barros Reis, Heitor Dias e do Acesso ao Cabula, com os viadutos da Rótula do Abacaxi. Ela ligará – ainda em 2013 – a BR-324 ao Porto de Salvador, eliminando o tráfego de passagem de caminhões pesados no Acesso Norte e na Avenida Bonocô.

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ARMENGUE NA SOARES LOPES

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A Avenida Soares Lopes, em Ilhéus, está prestes a sofrer uma alteração que a afasta ainda mais do velho e decantado projeto concebido pelo urbanista Burle Marx. Nesta segunda-feira, 05, a Prefeitura anunciou que promoverá intervenções para transformar o trecho da avenida entre a Catedral de São Sebastião e a Praça Rui Barbosa num estacionamento para 600 veículos.
O secretário de Transportes e Trânsito, Marcelo Barreto, diz que a mudança tem como objetivo melhorar a mobilidade na área central da cidade. A preocupação com o vai-e-vem no centro contrapõe-se ao desmazelo com a avenida que ainda é um dos pontos mais bonitos de Ilhéus, local apropriado ao lazer e à prática de esportes.
Barretão, como o secretário é mais conhecido, já mandou fincar os mourões no seu estacionamento. Não se conhece o projeto nem se sabe se ele existe, mas  – pelo que se nota – a Soares Lopes está sendo alvo de um verdadeiro armengue.

JW FALA SOBRE O MODAL DE TRANSPORTE ESCOLHIDO PARA SALVADOR

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Em seu programa de rádio semanal, o governador Jaques Wagner destacou a escolha do metrô como o modal de transporte escolhido para a Copa de 2014 em Salvador. Segundo Wagner, a nova linha, que integrará os sistemas da Avenida Paralela até a Rótula do Abacaxi, deve não apenas melhorar o trânsito na cidade, como aponta para uma possível ampliação no futuro, a fim de atender a Região Metropolitana.
O governador informou que os preparativos para a licitação da obra estão em fase final e o projeto será apresentado até a próxima quinta-feira,11, por ele e o prefeito da capital baiana, João Henrique.
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MOBILIDADE URBANA, DIREITO DE TODOS

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Ângela Góes

Historicamente, o acesso das pessoas com deficiência aos sistemas de transporte urbano é associado à adaptação dos veículos, tendo como símbolo o acesso do usuário de cadeiras de rodas, por meio de elevadores, aos diversos tipos de veículos utilizados no Brasil. Essa visão impediu uma abordagem mais adequada do problema, desconsiderando os outros tipos de deficiência existentes e suas necessidades específicas.

A acessibilidade não se resume na possibilidade de se entrar em determinado local ou veículo, mas na capacidade de se deslocar pela cidade, através da utilização dos vários meios existentes de transporte, organizados em uma rede de serviços e, por todos os espaços públicos, de maneira independente.

Tão importante quanto adequar os espaços públicos para garantir a circulação dessas pessoas, eliminando-se as barreiras existentes, é evitar que se criem novas dificuldades. Além de garantir a mobilidade das pessoas com deficiência pela cidade, também deve ser promovido o acesso a prédios públicos, estabelecimentos de comércio, serviços e áreas de lazer.

O resgate da cidadania não é feito somente com o trabalho de setores e gestão isolados e, sim, através dos esforços combinados que envolvem uma administração pública, juntamente com a participação social, norteados por uma visão de sociedade mais justa. Trata-se de fomentar um amplo processo de humanização do espaço urbano e o direito à cidade a partir do respeito às necessidades de todas as pessoas que a usufruem.

Ângela Góes é educadora e cadeirante.

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