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24 de novembro de 2020 | 02:28 pm

ILHÉUS: “EU, O GOVERNADOR E O DEPUTADO RESEMBERG APOIAMOS A REELEIÇÃO DE MARÃO”, AFIRMA NILTON CRUZ

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Rifado pelo PT ilheense, Nilton confirma apoio à reeleição de Marão

O ex-prefeiturável pelo PT de Ilhéus, o empresário Nilton Cruz, reafirmou nesta terça-feira (29) o apoio à reeleição do atual prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD). “Tomamos a decisão, em comum acordo com parte dos membros do Partido dos Trabalhadores em Ilhéus, de apoiar o candidato do governador Rui Costa e do líder do Governo na Alba, deputado Rosemberg Pinto”, afirmou, após ser rifado pelo comando local do PT. Em Ilhéus, o partido indicou Everaldo Anunciação, que será o vice do prefeiturável do PP, Cacá Colchões.

De acordo com o petista, a decisão de apoiar o atual gestor ilheense, integrante da base de sustentação do governo estadual, que conta com a prerrogativa de tentar dar continuidade à gestão do município do Litoral Sul da Bahia, segue a orientação do líder baiano e de sua articulação política, que busca o fortalecimento da aliança que tem garantido o desenvolvimento, não só de Ilhéus, mas de toda a região.

“Estamos seguindo a orientação do governador Rui Costa. Um governador que fez investimentos em Ilhéus de mais de meio bilhão de reais. Obras estruturantes que capacitam Ilhéus para às próximas décadas, entre elas, o Complexo Intermodal. Um trabalho que teve início com o ex-governador Jaques Wagner e efetivação com Rui”, disse o empresário, ao cravar: “Nilton Cruz e seu grupo em Ilhéus apoiam a chapa vitoriosa de Marão e Bebeto Galvão”.

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO DE ILHÉUS

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Caros e caras ilheenses,

Esta carta aberta tem o objetivo de esclarecer alguns fatos a respeito de minha saída estratégica das eleições municipais de 2020, para a qual me apresentei como pré-candidato a prefeito.

Prestar estes esclarecimentos faz-se necessário em respeito a todos que, desde o início desta caminhada, abraçaram nossa pré-candidatura. Quem conhece minha história sabe que sempre encarei grandes desafios impostos pela vida. Não seria diferente agora.

Compreender a complexidade de administrar nossa cidade e buscar apresentar as saídas para os setores mais carentes como saúde, educação, infraestrutura, geração de emprego e renda e meio ambiente era o que me motivava. Ilhéus sempre é lembrada pelo seu potencial.

Contudo, historicamente, nunca foi devidamente explorada e ver revertida à população os benefícios deste desenvolvimento. Portanto, nossa pré-candidatura era a oportunidade de fazer o melhor para o nosso povo e, em especial, os jovens e mais carentes.

A aceitação deste desafio teve início com a aderência do PT. Houve uma unanimidade para que o PT tivesse uma candidatura própria, sendo o meu nome escolhido para enfrentar este grande desafio. Não custa acrescer que todas as esferas da agremiação endossaram e estimularam nossa participação. Todas as classes sociais, representadas no PT e também por onde passei, apostaram na ideia.

Entretanto, nos últimos dias fomos surpreendidos por mudanças no cenário político de Ilhéus. Tomei conhecimento que os dirigentes do Diretório local do PT haviam fechado um acordo com o ex-prefeito Jabes Ribeiro. Como contrapartida conhecida indicará o vice de Cacá Colchões (PP).

Amigas e amigos, tal acordo foi feito à minha revelia. Sempre afirmei, em meus pronunciamentos pela internet (lives e redes sociais) e às pessoas que me acompanharam e acompanham, que o meu projeto seria de uma candidatura a prefeito e não a vice.

Consabido também que afirmei jamais seria óbice à política de nosso governador Rui Costa. Um governador que faz um excelente trabalho não pode ter percalços na construção e coroação de seu trabalho. Embasado nisso é que jamais me opus a qualquer composição da base aliada, pois entendo que os interesses de Ilhéus e sua população estão acima de interesses pessoais. Como membro do PT, ao qual devo lealdade, apesar dos pesares, abro mão de uma eventual pré-candidatura a vice-prefeito e desejo sorte ao Diretório na escolha do nome que comporá esta aliança com Cacá Colchões. Fatídica pelo fato de tornar o PT apenas um adereço.

Deixo de concorrer ao cargo executivo nestas eleições, mas não estarei fora do cenário político, pois meu desejo é de colaborar com a cidade e com as pessoas. Por fim, quero agradecer ao grupo que sempre esteve comigo e me ajudou tomar todas as decisões que encampamos até agora. Nossos pré-candidatos a vereadores, líderes do Partido dos Trabalhadores, em especial ao Deputado Estadual e líder do Governo, Rosemberg Pinto, Deputado Federal Jorge Solla, Senador Jaques Wagner, Governador Rui Costa. Sabem que podem sempre contar comigo. Agradeço também a todos que acreditaram em nossas propostas. Deixo claro que não é uma desistência, mas um adiamento de um projeto coletivo de desenvolvimento de Ilhéus. Continuaremos na luta, combatendo o bom combate e agindo com honradez, transparência, ética e compromisso com Ilhéus e os ilheenses.

Ilhéus, 15 de setembro de 2020.

Nilton Cardoso da Cruz
Vice-presidente do Partido dos Trabalhadores de Ilhéus

O JOGO DE PARTE DO PT DE ILHÉUS PARA RIFAR NILTON CRUZ

Nilton Cruz: nome rifado por conhecidos nomes do PT ilheense
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O PT de Ilhéus ferve, nas últimas horas, com a possibilidade de indicar o candidato a vice na chapa do prefeito e candidato à reeleição, Mário Alexandre, “Marão”, do PSD. A composição é defendida pelo governador Rui Costa.

Nilton Cruz, filiado ao PT há 30 anos, dono de sucesso na área empresarial e bem relacionado com a cúpula nacional do seu partido e também com o prefeito, seria o nome natural petista para a vice. Foi o nome posto no diretório para disputar a prefeitura e teve a pré-candidatura oficializada em julho último.

Seria o nome. Porém…

Nos bastidores, o comentário é que o presidente municipal do PT, Ednei Mendonça, teria trabalhado por outros nomes para a vice de Marão, dentre eles a ex-vereadora Professora Carmelita e até o ex-presidente estadual do PT Everaldo Anunciação, este afastado da política ilheense há quase 30 anos.

A movimentação, ao gosto de Everaldo e Ednei, gerou descontentamento interno. Nilton Cruz ainda não se pronunciou publicamente, mas pessoas próximas dizem que ele reagirá à movimentação dos companheiros de partido. Falará publicamente nos próximos dias e antes da convenção do PT, programada para dia 16. 

BASE ALIADA EM ILHÉUS PODERÁ TER 3 CANDIDATURAS; PC DO B SE DISTANCIA DE MARÃO

Rodrigo Cardoso diz que PCdoB pode trabalhar por uma candidatura de esquerda
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A base aliada do governador Rui Costa poderá contar com três candidaturas em Ilhéus. A tão sonhada unidade ficou ainda mais distante quando o prefeito Mário Alexandre (PSD) foi a uma emissora de rádio e atacou o grupo do ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP), o que reforçou ainda mais a ideia de candidatura de Cacá Colchões, também do PP. Nesta quinta (3), o PCdoB praticamente jogou a toalha quanto a compor com Marão e pode fechar com o PT, caso o nome de Nilton Cruz seja mantido, ou com Cacá.

Rodrigo Cardoso (PCdoB), que retirou a pré-candidatura em junho (reveja aqui), disse ao PIMENTA que “unificar a base do governo estadual seria muito positivo” para não haver ameaça de a oposição levar a disputa. Em Ilhéus, o nome antagônico ao projeto de Rui Costa é do empresário Valderico Júnior (DEM), apoiado pelo prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto. “A gente considera que ainda cabe um esforço [em torno da unidade]”, completou.

“REJEIÇÃO A MARÃO”

Rodrigo diz que o nome do prefeito ganhou força na disputa de 2020 impulsionando pelas ações do governador Rui Costa em Ilhéus, com grandes obras e cita o maior exemplo a nova ponte que liga o centro a zona sul de Ilhéus. “O nome de Marão ganhou impulso, mas a gente sente rejeição expressiva nas ruas ao nome dele. A população ainda não decidiu se ele merece mais quatro anos”, observa.

O líder do PCdoB ilheense credita essa rejeição a Marão a vários erros administrativos, a exemplo da demissão de centenas de servidores. “Ele tem virtudes e defeitos”, acrescenta.

PANDEMIA

Segundo Rodrigo, o PCdoB havia decidido deixar a oposição ao governo municipal e assumir posição de independência devido à pandemia. “Ilhéus ainda vive situação muito difícil. São mais de 200 óbito, o que representa mais de 0,1% da população. A situação da pandemia exigia posicionamento [para combatê-la]”, diz, justificando a desistência em junho. “Deixamos o campo de oposição para adotar posição de independência”.

500 ANOS DE ILHÉUS

O dirigente diz que há espaço para construção de candidatura mais ligada ao campo de esquerda ainda nestas eleições, unindo PCdoB e PT, que apresentou o empresário Nilton Cruz como candidato, mas também pode compor com o prefeito. “Precisamos discutir a cidade e prepará-la para o futuro. Ilhéus está próximo de completar 500 anos, falta pouco tempo”, acrescenta. Atualizada às 10h21min.

RODRIGO CARDOSO RETIRA PRÉ-CANDIDATURA A PREFEITO; PC DO B PODE APOIAR MARÃO

Rodrigo Cardoso retira pré-candidatura a prefeito de Ilhéus
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Um dos principais nomes do PCdoB de Ilhéus e do sindicalismo regional, Rodrigo Cardoso retirou a sua pré-candidatura a prefeito de Ilhéus. A decisão foi informada por meio de nota pública, nesta manhã de quinta (4). A pré-candidatura à sucessão do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), havia sido aprovada em conferência do partido no final de outubro do ano passado.

Rodrigo diz que dialogava com os seus pares há algumas semanas quanto à necessidade de reavaliar a tática eleitoral. “Penso que é necessário concentrar esforços na organização de ações de solidariedade, no debate sobre as políticas públicas e na luta por unidade da resistência democrática, tarefas que, particularmente, posso exercer melhor enquanto cidadão, militante social e político do que como pré-candidato a prefeito”, justificou.

PCdoB E O APOIO A MARÃO

O caminho mais natural do partido depois da desistência de Rodrigo será o apoio à reeleição do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), que é da base do governador Rui Costa, disse ao PIMENTA o presidente do diretório ilheense do PCdoB, Josenaldo Cerqueira, Jô. “Estamos conversando com quem apoia a base do governador Rui Costa e é contra a política de Bolsonaro”.

Jô afirmou que não está descartado o apoio do PCdoB ao prefeito Mário Alexandre. “Não descartamos. Estamos saindo da oposição ao governo do município. Agora é importante ajudar a salvar vidas com esta pandemia no município. Temos de ter responsabilidade [diante da crise de saúde provocada pela pandemia]. Se os partidos não ajudarem na crise de saúde, o governo sozinho não sai”, disse Jô. Abaixo, confira a íntegra da nota de desistência de Rodrigo Cardoso.

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ARTIGO || O BALAIO DA POLÍTICA ILHEENSE

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O empresário Valderico Junior tem se destacado e se notabilizado como uma força crescente, principal opositor do prefeito e um nome a ser batido. Valderico já tem ao seu redor vários partidos da oposição ao governador Rui Costa.

Jerberson Josué

Semana passada fiz uma análise do cenário eleitoral e até hoje dá “pano pra manga”. Um amigo me contou que no PSD os pré-candidatos de menor força e popularidade foram tirar satisfações com os dirigentes, pois não sabiam que poderiam ser mulas de figurões da política, e ameaçaram promover abandono de pré-candidaturas, o que dificultaria a vida dos ditos tubarões. Vale lembrar que não existe mais tempo pra mudanças.

No PSB, a confusão é sobre o nome do ex-vereador Marcos Flávio. Ele se filiou inicialmente no dia 2 abril ao Podemos, algo normal. O problema é que no dia 4 de abril o ex-presidente da OAB se filiou ao PSB e também ao PCdoB. Qual é o destino do nobre advogado Marcos Flávio? É a pergunta geral. Tem gente achando que foi uma barbeiragem; outros acreditam que foi uma jogada do prefeito, pois o ex-vereador Marcos Flávio é aliado do prefeito e foi para o PSB com a missão de garantir o PSB na base e, de quebra, assegurar a vice e ter um fiel aliado como opção.

A filiação ao PC do B não bate com essa estratégia. Tem gente que diz que essa tática assegura caminhos a seguir e tranquilidade pra escolher a melhor opção mais a frente, no pós-pandemia. Saberemos a resposta quando Marcos Flavio falar ou agir, apontando ao TRE em que partido quer ficar. Outro movimento importante é feito pelo ex-prefeito de Ilhéus, o professor Jabes Ribeiro. Conhecido como um grande articulador, ele faz jus à fama, e nos bastidores atua fortemente pra garantir grandes apoios ao seu pré-candidato, o empresário Cacá Colchões.

O ex-prefeito Jabes conversa com capa pretas estadual de diversos partidos, de diversas correntes ideológicas. Com a saída de alguns nomes do partido na proporcional, o ex-prefeito também trouxe para fileiras progressistas lideranças dos principais e mais importantes bairros. A lista do progressista é guardada pelo ex-prefeito Jabes a sete chaves. Ele sabe muito bem do poder de convencimento da caneta de um prefeito e por isso não vai dar mole ao prefeito Mário. Alguns experientes articuladores na montagem de chapa, apontam que o progressista vem muito forte e devidamente espalhado em todos os cantos, inserido em todas as classes sociais e segmentos, ou seja, diferente do que muitos pensam, o partido do ex-prefeito vem forte sim, também, na corrida para o legislativo ilheense.

A SABER AO ABRIR AS URNAS. Na articulação para a majoritária, o sonho do ex-prefeito é ter nas fileiras de seu pré-candidato quase todos os partidos da base do governador RUI, à exceção do PSD, apesar de até no PSD ter amigos e filhos políticos. As conversas, principalmente com o PT, PSB, PCdoB e Cidadania, são contínuas e diárias. O PT segue firme com seu pré-candidato, o empresário Nilton Cruz.

Nilton Cruz anda a cidade de norte a sul, na construção de sua candidatura, além de articular nos gabinetes de Ilhéus e Salvador. Um forte aliado do empresário e pré-candidato é o deputado Rosemberg Pinto, o líder do governo na Assembleia Legislativa. Nilton Cruz, assim como Jabes, sonha em aglomerar em torno de sua campanha o máximo de partidos da base governista para atrair o governador Rui e o senador Jaques Wagner, que são de seu partido.

O prefeito Mário Alexandre PSD vive difíceis momentos, diante de desmandos e caos administrativos, confusões e fofocas de bastidores, um verdadeiro inferno astral, principalmente que os problemas da pandemia fazem estourar todo dia uma nova bomba no seu colo. Além de insatisfação de aliados, inclusive na Câmara, vereadores de sua base reclamam que não têm demandas atendidas pelo governo, e as pressões nas bases apertam mais ainda os vereadores que se sentem abandonados pelo prefeito Mário. Vale lembrar que Mário tem fama de não cumprir com o combinado e ser inadimplente da palavra.

Alguns dizem que o que ele diz sentado, não vale em pé. Diante de tanta problemática e com gigante rejeição, sua reeleição fica cada dia mais improvável. Dizem até que o grupo já pensa em um plano B, em lançar um nome novo e diferente, até de fora da política. Mário tem batido cabeça também no estado, por sua aproximação com ferozes opositores do governador, como a deputada Dayane Pimentel, do PSL, ex-partido de Bolsonaro.

O constrangimento é grande, principalmente porque bolsonaristas com cargos no governo Mario, batem no governador Rui Costa todo dia nas redes sociais. O CLIMA fica ruim quando esse assunto é discutido em Salvador, e nem os senadores Otto e Coronel, ambos do PSD e aliados do governador, conseguem defendê-lo. Principalmente, porque os senadores fazem contraponto ao governo Bolsonaro. Coronel é presidente da CPMI das FAKES NEWS. O engraçado é que essa mesma turma é vetor de retransmissão na cidade, da rede de compartilhamento investigada pela CPMI que o Coronel preside. Até onde vai esse imbróglio, só vamos saber mais à frente. Diante de tudo isso, esse é o pior momento do governo Mário.

O empresário Valderico Junior tem se destacado e se notabilizado como uma força crescente, principal opositor do prefeito e um nome a ser batido. Valderico já tem ao seu redor vários partidos da oposição ao governador Rui e avança nas articulações até com partidos da base do governador. É certo que a eleição de 2020 é laboratório para 2022. Por isso, Rui está atento ao que acontece em Ilhéus e, dificilmente, ficará de braços cruzados. Mas qual será a tendência do bem avaliado Rui Costa é a pergunta recorrente. Só não deve vacilar e mexer na peça errada do xadrez político ilheense. E assim, aguardamos os próximos capítulos.

Jerberson Josué se define como um estudante na escola da vida.

NO TABULEIRO DA SUCESSÃO EM ILHÉUS, ESQUENTAM AS ARTICULAÇÕES DE BASTIDORES

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Jerberson Josué

 

 

 

 

Em 2020, os 130 mil eleitores ilheense terão a certeza da disputa mais aberta da nossa história. Muitas são as possibilidades… inclusive para não mudar nada. Ou aparecer um nome arrasador como o doutor em 2016.

 

No tabuleiro da sucessão municipal de Ilhéus, esquentam as articulações de bastidores.

Há um grande número de pré-candidatos já sinalizados por seus respectivos partidos e outros, nem tem filiações, ou definições partidárias. E existem aqueles que nem grupos, ou liderança possuem e são pretendentes de seus próprios interesses e devaneios.

Ainda assim todos possuem direito de concorrer e merecem respeito. Afinal, depois de Bolsonaro, qualquer cidadão, ou cidadã pode surpreender e se eleger, contrariando todos prognósticos e avaliações de pesquisas de opinião pública.

Basta saber fazer as coisas acontecer e aproveitar as oportunidades.

Voltando a Ilhéus e aos ilheenses, segundo sondagens recentes, mais de 70% dos eleitores, não tem ou não querem saber, nem pensam em candidatos.

Isso deixa o jogo aberto e com muitas possibilidades em aberto.

Os mais experientes não ousam arriscar prognósticos sobre o resultado do pleito. Alguns apontam que no frigir dos ovos, só o prefeito e um seu opositor, polarizarão a disputa. Mas não há no panorama atual, a definição de quem seria esse desafio.

O prefeito segue atuando e se empenhando para reduzir a rejeição a que está submetida sua gestão e talvez esteja aí, seu maior obstáculo eleitoral.

As oposições seguem sem emplacar uma alternativa convergente.

Cada movimento de bastidores e avançar dos dias, resultam em possibilidades que vislumbram esperanças, ou desmotivam candidaturas proporcionais e majoritárias.

Um ator importante nesse tabuleiro, é o governador Rui Costa. Mas não está claro até onde e por quem ele pretende participar na eleição ilheense.

A aprovação de 80% e ausência de oposição em Ilhéus, deixam o governador em situação confortável.

Outro ator importante no jogo local é o ex-prefeito Jabes Ribeiro. Silencioso e calculista, raros foram os momentos em que o professor foi traído pela sorte nos últimos 40 anos de política em Ilhéus.

Até pra quem perder, o professor costuma escolher.

O calouro do pleito é o jovem Júnior Reis, que segue tentando ser a terceira via. Já ouço seu nome nas classes predominantes. A dúvida é se isto será uma tendência ou apenas um “balão de ensaio”! Essa trinca dá o norte até essa hora.

A noiva predileta para esses três grupos acima citados é o PT, que segue com o empresário Nilton Cruz, lutando e se esforçando para viabilizar sua candidatura. Os adversários do PT, querem ele ao lado para herdar a força da máquina estadual e influência do governador mais bem avaliado do Brasil.

Ao PT, resta saber qual caminho melhor lhe convém. Seguir no projeto Nilton Cruz e fazer uma boa bancada para Câmara Municipal, ou aliar-se ao que melhor lhe convier.

Na avaliação de especialistas, o apoio do PT é promissor e preponderante para quem quiser se eleger, ou reeleger!
Eu, como militante e pré-candidato a vereador, torço pelo projeto Nilton Cruz.

O jogo só está no início, no primeiro chute. Todavia, dezenas de pré-candidatos estão rodando, andando, conversando e articulando.

Em 2020, os 130 mil eleitores ilheense terão a certeza da disputa mais aberta da nossa história. Muitas são as possibilidades… inclusive para não mudar nada. Ou aparecer um nome arrasador como o doutor em 2016. Porém, entretanto, todavia, vida que segue…

Eu sou Jerberson Josué, um aprendiz na escola da vida.

NILTON CRUZ É REELEITO PRESIDENTE DA ACILHÉUS

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Jorge Brito, José Leite, Nilton Cruz e Libério Menezes integram diretoria (Foto Ed Ferreira).

Jorge Brito, José Leite, Nilton Cruz e Libério Menezes compõem nova diretoria (Foto Ed Ferreira).

O empresário Nilton Cruz, da Amazon Bahia e do Complexo Itaísa, foi reeleito para um novo mandato à frente da Associação Comercial de Ilhéus (ACIlhéus). Nome de consenso, Nilton será mantido no comando da entidade até 2015.
Ele comemora o resgate da imagem da ACIlhéus e ressalta o papel dos dirigentes da associação. “Acredito muito nessa equipe que estará engajada em intermediar as questões que dizem respeito a Ilhéus e ao sul da Bahia”, disse.

PT (É CLARO) SE DIVIDE NA SUCESSÃO DE NEWTON LIMA

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Pouco importa que o prefeito de Ilhéus, Newton Lima (PT), tenha proclamado que o seu candidato à sucessão será pinçado da “lista tríplice” formada pelo deputado federal Josias Gomes, o secretário de Governo Alisson Mendonça e a vereadora Carmelita Ângela (confira). O fato é que nada está certo e o ninho petista em Ilhéus se encontra no mais completo alvoroço.
Em disputa, as correntes ligadas a Josias Gomes, de um lado, e ao também deputado Geraldo Simões, do outro. Até aí, nenhuma novidade. Porém, novo mesmo é que o grupo de Geraldo vislumbra artimanhas do arco da velha na proclamação de Inema.
A interpretação do grupo geraldista é de que a lista tríplice é cortina de fumaça e faz parte de uma estratégia pela qual o nome petista para a sucessão será o da vereadora Carmelita. Mas não para a cabeça de chapa e sim para (aí vem bomba!) ser a vice de Jabes Ribeiro (PP).
“Mas como?”, perguntarão petistas espantados, principalmente porque Ribeiro tem dito cobras e lagartos da companheirada e afirmado que os vê quase como leprosos com os quais não arriscaria sequer um cumprimento, quanto mais uma chapa. Além de tudo, o artífice da manobra, Josias Gomes, enfrentaria resistências em seu próprio grupo para emplacar o apoio.
Como em política até o impossível é relativo, os petistas ortodoxos (se é que ainda existem) que se cuidem. Geraldo Simões, que é pós-graduado nessas tretas, já tomou as providências dele. Diz que seu grupo mantém o nome de Alisson Mendonça e ainda apresenta novamente o empresário Nilton Cruz, que caminhava para fora do páreo.
A briga vai ser feia!

DE MÃOS DADAS

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Marco Wense
O ex-prefeito Fernando Gomes, o comprador João Botti e o deputado federal Geraldo Simões. Sem dúvida, os principais protagonistas da transação comercial envolvendo a Rádio Difusora.
Nilton Cruz, presidente da ACI de Ilhéus, e Tiago Feitosa, filho do parlamentar, ficam como coadjuvantes. Raimundo Vieira foi o articulador, o articulador-mor da inusitada aproximação dos ex-prefeitos, que agora são aliados na sucessão de 2012.
PS – A coordenação política da nova Rádio Difusora vai ficar sob a batuta dos jornalistas Eduardo Anunciação e Daniel Thame, profissionais de inteira confiança do deputado Geraldo Simões.
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BOATOS

Com a proximidade do dia da eleição, os boatos, que são inerentes ao processo eleitoral, vão crescer em projeção geométrica.
O último é que Tom Ribeiro, do programa Alerta Total, na telinha da TV Cabrália, teria sido convidado para ser o vice na chapa encabeçada pela petista Juçara Feitosa.
Tom é filiado ao PRB, o mesmo partido do prefeiturável Claudevane Leite, o vereador Vane do Renascer. Na política, existe o boato e o “boato”.  Com e sem aspas.
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AZEVEDO, CASTRO E SANTANA

Na medida em que o deputado Geraldo Simões se aproxima de Fernando Gomes, o prefeito José Nilton Azevedo fica cada vez mais refém dos deputados estaduais Augusto Castro (PSDB) e do coronel Santana (PTN).
Uma coligação com o PMDB do médico Renato Costa passa a ser imprescindível para o projeto de reeleição do demista. O PSDB continua firme com a pré-candidatura de Ronald Kalid.
Santana e Castro vão pedir o céu ao chefe do Executivo. O céu tem que ser de brigadeiro. Nada de nuvens cinzentas.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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