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12 de julho de 2020 | 08:04 am

JUSTIÇA BLOQUEIA BENS DE JAQUES WAGNER

Jaques Wagner tem bens bloqueados pela Justiça de Salvador || Foto Pimenta/Arquivo
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Por determinação do juiz Glauco Dainese de Campos, titular da 7ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, o ex-governador e atual senador baiano Jaques Wagner (PT), teve expedido o congelamento dos seus bens na manhã desta sexta-feira (19).

A decisão faz parte de uma ação desmembrada da Lava Jato que abriu investigação para apurar doação ilegal visando a campanha eleitoral do Partido dos Trabalhadores em 2014, informa o site Política Livre. A doação de R$ 3,5 milhões teria sido efetuada pela Odebrecht, por intermédio da cervejaria Petrópolis

OPERAÇÃO LAVA JATO PRENDE EX-SECRETÁRIO NACIONAL DE JUSTIÇA NO GOVERNO TEMER

Ex-secretário nacional de Justiça no Governo Temer, Astério Pereira é preso
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Equipes da Força Tarefa da Lava Jato cumprem hoje (5), no Rio de Janeiro, 6 mandados de prisão preventiva e outros 3 de prisão temporária. Sete pessoas já foram presas, entre elas um ex-procurador da Justiça e ex-secretário Nacional de Justiça e Cidadania no Governo Michel Temer Astério Pereira dos Santos.

Os agentes da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) cumprem também 32 mandados de busca. Todas as pessoas são acusadas de participar de um esquema de pagamentos de propina a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e de lavagem de dinheiro através de contratos na Secretaria estadual de Administração Penitenciária.

Segundo a PF, esta rede seria organizada por empresários e agentes públicos com apoio de dois escritórios de advocacia. E envolvia laranjas e familiares dos acusados. Com informações da Agência Brasil.

SERES NEFASTOS

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Cláudio Rodrigues

 

 

 

Será que o “deus” dele e de seus colegas é o mesmo Deus misericordioso que foi capaz de dar seu filho para a remissão dos nossos pecados?

 

 

Ao tomar conhecimento da morte do pequeno Arthur, neto do ex-presidente Lula, fui ao encontro do meu sogro e dei a notícia. Ele é um octagenário com uma dúzia de neto, e muito apegado ao caçula da turma, que tem seis anos.

Ao receber a notícia, ele parou por alguns segundo e me disse: “me vi no lugar do Lula. Um homem não foi feito para enterrar um filho, muito menos um neto”. Hoje, ao ler mais uma matéria da série Vaza Jato, do The Intercept Brasil em parceria com o UOL, sobre a forma debochada e repugnante com que os procuradores da Força Tarefa da Lava Jato trataram as mortes dos familiares do ex-presidente, me veio um misto de vergonha e nojo.

Vergonha por pertencer a mesma raça que eles, e nojo por saber que existem pessoas com os sentimentos mais primitivos que se possa ter na face da terra. Que tipo de sentimento têm esses sujeitos capazes de ironizar as mortes de uma esposa, de um irmão e até de um neto de sete anos de idade?

Imaginar que alguns dos membros do Ministério Público Federal fazem da religião uma de suas bandeiras, a exemplo do procurador-chefe da força-tarefa, Deltan Dellagnol. Será que o “deus” dele e de seus colegas é o mesmo Deus misericordioso que foi capaz de dar seu filho para a remissão dos nossos pecados?

Não quero entrar no mérito se o ex-presidente Lula é culpado ou vítima de uma perseguição política patrocinada pelo Poder Judiciário. O que veio à luz dos atos com as divulgações dos diálogos dos procuradores e do ex-juiz Sérgio Moro é que servidores públicos do alto escalão do judiciário usaram e usam seus poderes para tripudiar de um réu e fazer da dor da morte uma ferramenta para expressar o ódio que sentem pelo ex-presidente Lula.

Os procuradores do MPF e o hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, envolvidos na operação Lava Jato, passaram para a opinião pública que eram os “heróis” do Brasil. Exemplos de moralidade e ética com a coisa pública. Mas tudo que já foi divulgado na Vaza Jato nos mostra que eles manipularam, alguns fizeram bons negócios, protegeram políticos, empresários e banqueiros amigos e foram responsáveis pelo exército de desempregados que assola o país ao levar à quase falência uma gama de construtoras.

Dentre do que já foi levado a público pelo The Intercept Brasil e seus parceiros, as mensagens de hoje deixam claro que o preconceito e o ódio estão enraizados nesses senhores e senhoras. Ao desdenhar das mortes de familiares do ex-presidente Lula, esses procuradores mostram que são capazes de praticar os atos mais repugnantes em busca de seus objetivos. Não sei o que a história reserva ao ex-presidente Lula, mas de uma coisa tenho certeza. Nem o lixo da história vai aceitar esses seres nefastos.

Cláudio Rodrigues é consultor.

MARIA GADÚ DEFENDE “LULA LIVRE” EM SHOW NO FESTIVAL GASTRONÔMICO DE ITACARÉ

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Maria Gadu durante show defendeu liberdade de Lula || Reprodução

A cantora Maria Gadú, um dos maiores nomes da nova geração da MPB, causou frisson em Itacaré ao defender a liberdade do ex-presidente Lula, preso desde abril do ano passado em Curitiba (PR) depois de condenado em investigações da Operação Lava Jato. A artista se apresentava em show gratuito na orla do município sul-baiano, durante o Festival Gastronômico de Itacaré, quando soltou o grito por”Lula Livreeê”.

“Em nome do nosso direito de comer, de plantar, de cultivar, de votar, de parir, de cuidar, de votar, de odiar, manifestar, de se arrepender… Em nome do nosso direito de se arrepender, em nome do nosso divino direito de amar, Lula livreeeê”, soltou a cantora durante apresentação na orla urbana. A cantora foi ovacionada.

Um dos principais destinos turísticos do Nordeste brasileiro, Itacaré realiza anualmente o festival gastronômico, atraindo nativos e turistas e mobilizando mais de 40 bares e restaurantes. Maria Gadú foi a principal atração musical deste ano, com show público. Confira o vídeo abaixo.

PARA WAGNER, DIÁLOGOS REVELAM ARMAÇÃO E QUE A OPERAÇÃO LAVA JATO ATROPELOU A LEI

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Wagner vê armação e intenção da Lava Jato de prejudicar pessoas || Foto Pimenta

O vazamento de conversas de procuradores federais e o ex-juiz Sérgio Moro revela, na opinião do senador Jaques Wagner (PT-BA), uma armação e atropelo da lei de atores da Operação Lava Jato para prejudicar, deliberadamente, algumas pessoas, dentre elas o ex-presidente Lula.

Wagner esteve na abertura do Festival Internacional do Chocolate e Cacau, em Ilhéus, nesta quinta (18). Os diálogos de procuradores com o ex-juiz e hoje ministro da Justiça no Governo Bolsonaro vêm sendo revelados em reportagens do The Intercept, Folha de São Paulo e a revista Veja, além da Rádio Band.

Para o ex-governador baiano e senador, a revelação das conversas de procuradores federais, como Deltan Dallagnol, com Moro deixa claro que “a lei foi atropelada” e a “armação” contra pessoas, notadamente políticos do PT ou próximos à legenda. Ontem (18), novos trechos de diálogos de Moro e procuradores revelam a interferência do ex-juiz e hoje ministro na negociação de delações, segundo a Folha.

O senador citou, ainda, a tentativa de Dallagnol de promover uma operação da Lava Jato contra ele, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial do ano passado, para prejudicar o petista Fernando Haddad.

– Não tenho nenhuma dúvida de que todo esse processo foi feito para prejudicar algumas pessoas e não para fazer justiça –  disse ao PIMENTA durante a visita ao festival em Ilhéus, no sul da Bahia.

Para o senador baiano, com o que já foi divulgado das conversas, mostrando diálogos de combinações entre procuradores federais e o então juiz da Operação Lava Jato, Sergio Moro,  a Justiça não terá outra opção a não ser soltar o ex-presidente Lula. “Esses fatos são inquestionáveis”, afirmou Wagner.

ITABUNA E ILHÉUS REGISTRARAM ATOS EM DEFESA DE MORO E BOLSONARO

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Ato em defesa de Moro e Bolsonaro reuniu dezenas de pessoas em Ilhéus || Foto Ilhéus24h

O domingo (30) teve manifestações em apoio ao ministro da Justiça, Sergio Moro, em 88 cidades brasileiras, dentre elas Ilhéus e Itabuna. Cerca de 100 pessoas participaram do ato na Alameda da Juventude, em Itabuna, enquanto em Ilhéus a manifestação ficou concentrada na Praça Castro Alves, no Centro.

Além da defesa do ministro Sergio Moro, os atos no sul da Bahia e pelo Brasil defendiam a Reforma da Previdência e o presidente da República, Jair Bolsonaro, além da Operação Lava Jato. O ato em Ilhéus ocorreu à tarde, com discursos em cima do Trio Pilequinho. Em Itabuna, a manifestação foi puxada pelo Movimento Itabuna Livre (MIL).

As manifestações em defesa de Moro foram agendadas após o site The Intercept Brasil publicar conversas de membros da operação e do ex-juiz federal Moro. O vazamento é criticado pelo ministro e procuradores, que dizem não reconhecer os diálogos publicados. Dos procuradores, um reconheceu a autenticidade dos diálogos, na condição de anonimato, ao Correio Braziliense.

“COISA DE MOLEQUE”, DIZ EVERALDO SOBRE ATUAÇÃO DE DALLAGNOL CONTRA WAGNER

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Everaldo faz críticas a Dallagnol, que atuou contra Wagner

O presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, qualificou como ‘coisa de moleque’ a atitude do procurador do MPF, Deltan Dallagnol, trazida nas revelações, deste sábado (29), pelo site The Intercept Brasil na coluna de Mônica Bergamo da Folha de São Paulo. Nas conversas, o integrante da Operação Lava Jato atua para fazer, “por questão simbólica”, busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner antes de sua posse no Senado.

“Os diálogos desse procurador Dallagnol mostram a desfaçatez de um capacho a serviço da eleição de Bolsonaro. Moro já havia negociado seu prêmio, o Ministério da Justiça, ele certamente estaria buscando seu lugar ao sol nessa aliança lesa-pátria”, afirmou Everaldo, defendendo a imediata expulsão do procurador.

Para o dirigente, Dallagnol locupletou-se do cargo para perseguir, de forma dissimulada e em conluio com o juiz e o TRF-4. “Para eles, não bastava a prisão de Lula. Tinham que impedir o avanço de qualquer símbolo da resistência, nesse caso o senador Wagner, que representa a experiência exitosa na Bahia de políticas públicas voltadas para o social”, destacou.

LAVA JATO: “É MUITO GRAVE”, AFIRMA RUI COSTA SOBRE REVELAÇÕES DO “THE INTERCEPT”

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Rui Costa considera muito graves revelações trazidas pelo “The Intercept”

Rui Costa, governador da Bahia, se pronunciou, há pouco, quanto às revelações de diálogos do ex-juiz, hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, com procuradores da Lava Jato (confira em nota abaixo). “O que o site The Intercept divulgou é muito grave. Provoca profunda indignação. É fundamental que todo o conteúdo seja esclarecido”, escreveu Rui em sua conta no microblog Twitter.

Segundo ele, o país “precisa saber de toda a verdade”. E continua: “Caso contrário o País continuará sem oferecer segurança Jurídico Institucional, Credibilidade e Confiança”. Apoiador do ex-presidente Lula, um dos alvos da Lava Jato e preso desde abril de 2018 depois de ser condenado pelo então juiz Moro e ter sentença confirmada em segunda instância, Rui Costa emenda com uma alfinetada:

– Chega de mentir e perseguir. Chega de mentir e perseguir. É preciso retomar a credibilidade em nossas instituições.

“THE INTERCEPT” REVELA CONVERSAS DE MORO COM PROCURADORES DA LAVA JATO

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Conversas de Moro (foto) com procuradores da Lava Jato é revelada por site

O clima na República deve esquentar, nesta segunda-feira (10), após a revelação, pelo site The Intercept, de conversas em chats privados do ex-juiz da Lava Jato e hoje ministro da Justiça, Sergio Moro, com procuradores da Operação, dentre eles Deltan Dallagnol.

Os conteúdos das conversas foram divulgados nesta noite de domingo e geraram reações de políticos e de procuradores, além do ministro. A matéria do The Intercept foi repercutida por alguns dos principais veículos do país, entre jornais, redes de TV e sites.

Algumas das conversas revelam antecipação de operações da Lava Jato e supostas combinações entre procuradores e o ex-juiz. Num dos diálogos, o procurador Deltan Dallagnol tinha dúvidas quanto à solidez das provas contra o ex-presidente Lula, condenado e preso desde abril do ano passado. Todo o conteúdo da matéria do The Intercept pode ser acessado aqui.

STF REJEITA AÇÃO DA LAVA JATO CONTRA ADVOGADOS ILHEENSES

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Segunda Turma do STF rejeitou ação contra advogados baianos

Do Agravo
Por unanimidade, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou nesta terça-feira (26) inquérito do Ministério Público Federal que acusava os advogados ilheenses Fernando Hughes Filho e Sidney Neves, por prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia decorreu de fatos investigados na Operação Lava-Jato.
Segundo a denúncia, em outubro de 2014 o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria solicitado R$ 2 milhões à UTC Engenharia, na pessoa do empresário Ricardo Pessoa, e junto com os demais acusados, teria recebido os valores de duas formas: R$ 1,5 milhão em espécie, que teriam sido repassados de maneira fracionada pelo doleiro Alberto Youssef por meio de Rafael Ângulo Lopes, através de contratação fictícia de escritório de advocacia Hughes & Hughes, que tem o advogado Fernando Hughes como sócio, intermediado pelo advogado Sidney Neves.
De acordo com o MPF, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria oferecido a Ricardo Pessoa, como contrapartida sua atuação como integrante da cúpula do PP para favorecer a UTC Engenharia em obras ligadas ao Ministério das Cidades e ao governo do Piauí.
O relator do inquérito, o ministro Edson Fachin, também rejeitou a denúncia contra os advogados ilheenses. “A rejeição das imputações relativas ao subitem 4.b., consistentes nos supostos recebimentos de vantagem indevida por meio da celebração de contratos supostamente fictícios de prestação de serviços com banca e advocacia para posterior repasse ao real destinatário, em relação aos acusados Ciro Nogueira Lima Filho, Fernando de Oliveira Hughes Filho e Sidney Sá das Neves e Ricardo Ribeiro Pessoa. É como voto”.
Ministro Dias Toffoli acompanhou o relator pela rejeição da denúncia, assim como os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Para Toffoli, as informações não comprovam a materialidade dos delitos imputados aos acusados, trazendo apenas inferências e ilações de que os envolvidos mantinham contatos. Esses elementos, segundo o ministro, não são suficientes para comprovar os fatos descritos como crimes.

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