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15 de julho de 2020 | 04:46 am

COLUNISTA DO PIMENTA APLAUDE LEITOR QUE NOS CONDUZ À MITOLOGIA AFRICANA

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vergerO colunista Ousarme Citoaian, deste blog, agradeceu ao leitor Yan Santos “pela ajuda quanto a Pierre Verger e à condução de todos nós à mitologia africana”.  Por telefone, O. C. disse ao Pimenta que o candomblé ainda é motivo de práticas preconceituosas, e que se orgulha de sua coluna servir como espaço de reação. “Não frequento nenhum tipo de religião, mas entre a ideia de um Deus único, poderoso e concentrador, e deuses com funções específicas (como na mitologia greco-romana e no candomblé), prefiro esta última fórmula”.

O. C.dedicou atenção a todos os comentários. A alguém que o elogiou, disse: “E se mais não falo é porque a modéstia me sufoca”. Depois, destacou que ser chamado de mestre na mesma edição (“e adeus, modéstia”) “é muito mais do que minha santa mãezinha sonhou para mim”.

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COLUNISTA PERGUNTA SE A INTERNET REPRESENTA O FIM DA GENEROSIDADE

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LipovetskyO colunista Ousarme Citoaian, que assina aqui no Pimenta, aos domingos, o Universo Paralelo, afirma que os comentários em blogs “são feitos sem luvas de pelica, às vezes com aguilhões, espinhos e vitríolo”. Ele se pergunta se a internet acabou com a generosidade, tirando dos leitores “a hipocrisia que é usada em sociedade”.

Em resposta aos comentários desta semana, ele registra a observação de um leitor que acha os textos “acadêmicos demais”, destaca um comentário sobre o filme Paris à Meia-Noite e emprega palavras do mesmo leitor, ao dizer que a soma jazz+Paris, feita por um diretor genial, “é uma celebração da vida e dos sonhos”.

Sobre a leitora “Lúcia Menezes”, que fez um texto político (protestando na área das artes), ele se disse “surpreso” com a referência ao filósofo francês Gilles Lipovetsky, guru da hipermodernidade. Diz O. C. que “só por tais descobertas já vale trabalhar”.

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LUIZ GONZAGA: O REI NORDESTINO E NEGRO (OU PARDO) QUE O POVO DO BRASIL ELEGEU

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chuckEm sua conversa semanal com os leitores, Ousarme Citoaian (que assina a coluna UNIVERSO PARALELO aqui no Pimenta) diz que, na questão do preconceito, “o Brasil esteve bem à frente dos EUA”, pois “elegeu um Rei do Baião, negro (ou pardo) e nordestino chamado Luiz Gonzaga”. O colunista se referia às relações históricas entre Elvis Presley e Chuck Berry – para muitos críticos, o verdadeiro “pai” do rock. Só que o mercado fez o gênero “fugir das mãos de Chuck Berry e ir parar no colo de Elvis Presley, feito Rei do Rock”.

Especialistas apostam que Berry perdeu a parada por ser negro, enquanto Elvis,“bem apessoado”, tinha o perfil “adequado” para subir os degraus da glória. Entre nós, para felicidade geral da Nação, Luiz Gonzaga – apesar de muita gente torcer o nariz para pardos e nordestinos, foi em frente e construiu fama.

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O COLUNISTA E AS CONFRATERNIZAÇÕES: “ENCONTRO DE MAIS DE TRÊS É COMÍCIO”

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Amália RodriguesConcordando com um leitor que abomina certas confraternizações natalinas, Ousarme Citoaian, da coluna UNIVERSO PARALELO, aqui no Pimenta, se disse “não muito chegado” a ajuntamentos e que, “quase sempre, encontro de mais de três é comício”. Mas reconheceu que se dá bem em algumas reuniões em que “os chatos não foram convidados” e “ninguém fala me segurando, como se eu pretende fugir (será que advinham?)”.

Sobre linguagem, ele defende uma forma que utilizou (“a mim me encantam”), que considera “uma deliciosa redundância, mais ao gosto lusitano do que ao nosso”. E lembra de outra, “irmã gêmea”, igualmente saborosa, ouvida em Foi Deus (fado que Alberto Janes fez para Amália Rodrigues): “… e deu-me esta voz a mim”.

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COLUNISTA FAZ DEFESA DE “BEST-SELLERS”

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Na contramão da crítica literária convencional (que costuma torcer o nariz a todo autor que vende muito), o colunista Ousarme Citoaian, do UNIVERSO PARALELO, disse nada ter contra os “best-sellers”. Ele destacou, entre estes, Os sete minutos, de Irving Wallace (grande êxito de vendas nos anos setenta), tratando da liberdade de expressão, em torno de um livro proibido por ser obsceno.

Para O. C., ninguém tem de prender-se à lista oficial dos críticos (da mesma forma com a lista dosmais vendidos), mas permitir-se o prazer da própria descoberta. Ao Pimenta, o colunista disse já ter lido “quase tudo” de Agatha Cristie, muito Connan Doyle (Sherlock Holmes), Raymond Chander, Ross Macdonnald e outros. “Nem só de Hemingway, Sthendal, Guimarães Rosa, Dostoiévski e Machado de Assis se faz o prazer da leitura”, brincou.

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UNIVERSO PARALELO

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DA IMPENSADA VANTAGEM DE NASCER ADULTO

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

Volto à leitora não atendida. Afinal, quem é Ousarme Citoaian? – ela pergunta. E eu riposto: sou uma criação meio insana de jornalista desempregado, uma inutilidade que deu certo. Feito personagem de ficção, já nasci adulto, de barba na cara, o que foi um golpe de sorte, pois não sofri os achaques típicos: sarampo, catapora, acne juvenil, adolescência e outras mazelas, como bilu-bilu de senhoras ociosas. A criação não recebeu incenso e mirra (que querem?), mas ganhou tantos elogios que quase fica irremediavelmente estragada. O criador teve de puxar-lhe as orelhas (em sentido figurado, é óbvio, que a Lei da Palmada não é graça!), a fim de lhe dar uma pitada de juízo e modéstia.

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Para os realistas, a Fênix é só um mito

Você saiu de um hino… Deve ser a prova provada da doce insanidade do meu “pai”, que se gaba de umas tinturas francesas. Sou a pronúncia figurada de Aux armes, citoyens! (Às armas, cidadãos!) – grito de guerra tirado d´A Marselhesa. Quer dizer que seu criador é um guerreiro, um incendiário? Menos, menos. Ele se define como um cangaceiro domesticado, mas é, aqui pra nós, um romântico. Tanto isso é verdade que, às vezes, deseja tocar fogo no mundo, na doce ilusão de que das cinzas será possível nascer algo que preste. Eu, mais realista, sei que a Fênix é só um mito. Afinal, Ousarme Citoaian é pseudônimo ou heterônimo? Até parece que eu mergulho a profundidades tais…

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Duas escritas e uma só crítica no mundo

Mas creio que minha escrita é outra: também crítica do mundo, porém mais cuidada, mais “erudita”, mais (se posso dizê-lo) elegante. Visto assim, sou um heterônimo, pois faço uma “literatura” diferente dele. Como eu disse, sou seu “outro eu”, um tantinho metido a gato mestre, sem esconderijo de falso nome, o que, de resto, não é novidade. Vasta é a linhagem de pseudônimos/heterônimos identificados: Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto), Aloísio de Carvalho (Lulu Parola), Alberto Hoisel (Zé… ferino e outros), Alceu Amoroso Lima (Tristão de Ataíde), Aurore Dupin (George Sand) e, encerrando minhas lembranças, Fernando Pessoa (Ricardo Reis, Álvaro de Campos e vários outros).

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TITULAR É REUNIR TERMOS INCOMPATÍVEIS

Falamos aqui há dias da “arte” de combinar palavras para obter o efeito desejado. Mas deixamos de mostrar exemplos, o que fazemos agora, lembrando alguns títulos de livros. Bons títulos parecem, na maioria das vezes, associações de termos incompatíveis à primeira vista – e talvez por isso causem belo efeito. Aqui está uma listinha modesta, a que a gentil leitora e o atento leitor (se cultivam essa já quase extinta paixão pelos livros) acrescentarão os de sua preferência. Vamos à “mistura”: Telmo Padilha denominou sua primeira publicação (1956) de Girassol do espanto; Jorge de Souza Araújo ganhou importante prêmio nacional com Floração de imaginários, Cyro de Matos é autor de O mar na rua Chile.

“As luas obscenas” de Hélio Pólvora

Titulação é arte. Euclides Neto, bom escritor, titulava mal – o que explica um romance chamado Machombongo. Marcos Santarrita fez Danação dos justos (vale citar também A solidão do cavaleiro no horizonte), Hélio Pólvora estreou em romance com Inúteis luas obscenas. O “gringo” Raduan Nassar escreveu poucos livros, mas é mestre em títulos: Lavoura arcaica e Um copo de cólera. Um estudo de Monique Le Moing sobre as deliciosas memórias de Pedro Nava chamou-se A solidão povoada, o espanhol Carlos Ruiz Zafón escreveu o best-seller A sombra do vento, e os leitores desta coluna, todos, leram Cem anos de solidão, de Garcia Márquez. Penso que estas poucas referências são suficientes para chegar ao nosso cqd.

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GUIMARÃES ROSA E SUA INFLUÊNCIA NA MPB

Descobri Luiz Cláudio, cantor, compositor e pesquisador das coisas de Minas, lá pelos anos setenta e fiquei abismado com a “parceria” dele e Guimarães Rosa:
“O galo cantou na serra/ da meia-noite pro dia/ o touro berrou na vargem/ no meio da vacaria/ coração se amanheceu/ de saudade que doía”. O galo cantou na serra só era novidade para minha ignorância. Em 2008, a historiadora Heloísa Starling (da Universidade Federal de Minas Gerais), após longa pesquisa, afirmou que o autor de Sagarana talvez seja o escritor de maior influência sobre a canção brasileira. “Há música espalhada por toda a obra de Rosa”, diz a professora.

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“O capeta tocando viola rio abaixo”

Para Heloísa Starling, essa musicalidade de JGR vem do próprio sertão, dos sons da natureza, do silêncio “e até do capeta tocando viola rio abaixo”, além do uso que ele faz da linguagem. Em Rosa, as palavras não têm apenas significado, mas sons e ritmos. Canções com influência roseana são muitas, nem sempre explícitas à primeira audição. Heloísa cita, além de O galo cantou…, Assentamento (de Chico Buarque para o MST), Travessia (Milton Nascimento-Fernando Brant), A terceira margem do rio (Caetano Veloso-Milton Nascimento), Sagarana (João de Aquino-Paulo César Pinheiro), Língua (Caetano Veloso) e Matita perê (Tom Jobim-Paulo César Pinheiro).

Um sujeito bom como cheiro de cerveja

Não encontrei menção da pesquisadora a Desenredo, a minha preferida nessa “parceria” de Rosa com a MPB. É letra do grande Paulo César Pinheiro, com melodia de Dori Caymmi, baseada no conto revolucionário, renovador do gênero, que tem este nome (está em Tutameia – Terceiras estórias). É a história de amor de Jó Joaquim, um sujeito “quieto, respeitado, bom como o cheiro de cerveja”. No vídeo, não sei o que mais me umedece os olhos: o ousado arranjo vocal (como sempre) do Boca Livre, a beleza suave, doce e dolorosamente jovem de Roberta Sá em harmonia com os “velhinhos” do grupo, os lindos versos ou a melodia compatível. Talvez, o conjunto da obra.

(O.C.)

COLUNISTA SE DIZ “LAVADEIRA CUIDADOSA”

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Ao responder a um comentário, Ousarme Citoaian (signatário do UNIVERSO PARALELO, publicado semanalmente pelo Pimenta) afirmou não ser “uma hábil lavadeira”, como dissera o leitor (empregando uma expressão de Graciliano Ramos), mas “uma lavadeira cuidadosa”, no trabalho com o texto. “Se percebo uma mancha, lavo de novo, querendo que minha frase ´saia da oficina sem um defeito´”, a conhecida receita de Olavo Bilac para o verso parnasiano.

Ele acrescenta que o erro por imperícia é perdoável no profissional, mas o erro por preguiça, não. Sobre a conceituação “literalmente fantástica” de um mundo paralelo, apresentada por uma leitora, O. C. classificou como “genial” a ideia de “um grupo de baratas correndo e gritando, com medo das mulheres”.

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FALANDO DE PRESUNÇÃO, COLUNISTA DIZ QUE “NO CEMITÉRIO TODOS SE IGUALAM”

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Ao responder a uma leitora sobre as incertezas da vida, o colunista Ousarme Citoaian (que assina a coluna UNIVERSO PARALELO aqui no Pimenta) disse que também ele emprega expressões do tipo “penso”, “parece” e semelhantes, por não ter “propriedade sobre as tais certezas certas”. O jornalista “pensa” que quem não duvida de si mesmo se transforma em morada da presunção – sendo esta “irmã siamesa da arrogância e da empáfia, e inimiga inconciliável da humildade”.

O titular do UP repete o conselho que um amigo seu ouviu do pai: “ao se sentir cheio de afetação e superioridade, visite o cemitério, para ver como, no final das contas, ali todos se igualam” – e lembra um curioso diálogo de José Lins do Rego e Graciliano Ramos, sobre o pessimismo deste.

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“VINTE SÉCULOS NÃO BASTAM PARA SEPARAR SÓCRATES E DESCARTES”, AFIRMA COLUNISTA

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Em resposta aos leitores, sobre questões metafísicas como “quem sou, o que sou, o que faço no mundo?”, o colunista Ousarme Citoaian (que assina a coluna UNIVERSO PARALELO, aqui no Pimenta) diz que “buscar-se é próprio do homem”. Como a querer provocar os filósofos, ele cita, a propósito, o “Conhece-te a ti mesmo”, de Sócrates (que teria vivido lá pelos anos 450 a. C.), para lembrar que Descartes, nascido mais de dois mil anos mais tarde, pregou um “Penso, logo, existo”. As duas frases, tão distanciadas no tempo, soam próximas, segundo o colunista, “no sentido de levar o indivíduo a investigar-se”.

Ele mesmo se confessa surpreso com essa proximidade entre dois pensamentos tão díspares, e conclui com uma brincadeira: “Eu imaginava que Descartes fosse… cartesiano!” O. C. ainda “conversa” com seus leitores sobre jazz, literatura (festeja o lançamento de uma pesquisa sobre Marighella, “o inimigo número um da ditadura militar”) e assuntos difusos, como os diabinhos (sorridentes e cheirando a enxofre) que se escondem dentro dos computadores.

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COLUNISTA DEFENDE AS ORIGENS E A BUSCA DO UNIVERSAL, OU ‘EL CIELO COMO BANDERA’

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Um comentário sobre redes e sua utilização pouco convencional no Nordeste de  outrora – levar defuntos à “última morada”, na expressão de João Cabral de Melo Neto – gerou dúvidas sobre a opinião do colunista Ousarme Citoaian (que assina o UNIVERSO PARALELO aqui no Pimenta). “O leitor não lê o autor, lê a si mesmo, no texto do autor”, disse O. C., citando Marcel Proust, mas considerando que, em comunicação, se o receptor não entende a mensagem, a responsabilidade é do emissor. “Fui mal”, admite, antes de esclarecer que é nordestino, sim senhor e sim senhora. “Se fugi da seca, feito ave de arribação, segui o destino secular da minha gente; se perdi o sotaque, não perdi o jeito ´intelectual´, absorvido dos cegos da feira de Flores, às margens do rio Pageú, e dos livretos de literatura popular”, esclarece. E finaliza: “mesmo sem renunciar às origens, a busca do homem é pelo universal, ´el cielo como bandera´”.

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