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14 de abril de 2021 | 02:39 am

WAGNER DEFENDE PEC PARA AFASTAR BOLSONARO E DIZ QUE PRESIDENTE É “INSTÁVEL, INSANO”

Wagner defende emenda que permita afastar Bolsonaro
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu hoje (23) a adoção de emenda que permita remover presidentes da República do cargo em situações extremas como a da condução errática do governo federal na pandemia da Covid-19. A medida, uma cópia da 25ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, permite a substituição do presidente pelo seu vice, desde que este peça e tenha apoio interno.

Hoje, a emenda, no Brasil, permitiria ao Congresso afastar ou destituir Jair Bolsonaro, com o general Hamilton Mourão assumindo o cargo. Wagner justificou a proposta e disse que o seu gabinete já começou a recolher assinaturas.

– Precisamos salvar o Brasil do ponto de vista sanitário e deixar ele [Bolsonaro] pra lá. É um desgovernado. Negou a doença [covid-19], negou vacina, negou a máscara. É incompatível com a necessidade do cargo [de presidente] e tem instabilidade emocional – afirmou o senador pela Bahia em entrevista à A Tarde FM na manhã desta terça.

Para o senador baiano, a adoção deste mecanismo é caminho “para o país se ver livre” da instabilidade provocada pelos atos do presidente, principalmente nas medidas contra o avanço da covid-19.

Ainda durante a entrevista, Wagner afirmou que verá qual o nível de adesão à proposta no Parlamento. “Só quero esclarecer que sou presidencialista convicto. Portanto, na minha opinião, você precisa dar estabilidade. Essa ideia veio na minha cabeça pelo que estamos vivendo [na pandemia]“, afirmou, classificando Bolsonaro de “insano”. E justificou: “Tudo que [ele] faz é para estimular conflito na sociedade . É um homem sem projetos, sem ideias”.

SINTESI SE POSICIONA CONTRA ABERTURA DO COMÉRCIO DE ITABUNA NESTE FIM DE SEMANA

Município permitiu abertura do comércio neste final de semana
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Representante de entidade com assento no Conselho Municipal de Saúde, Raimundo Santana defendeu maior restrição às atividades econômicas em Itabuna devido ao avanço do novo coronavírus. 

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi), Raimundo lembra que o município registrou 30 mortes causadas pela covid-19 no período que vai de domingo até ontem (11) e os hospitais registram pré-colapso no estado e, principalmente, em Ilhéus e em Itabuna. 

– Parece que naturalizamos a morte pela covid-19, quando  poderíamos evitar mais óbitos e mais centenas de internações provocadas pela doença. Não é momento para estimular a movimentação, mas diminuir o volume de pessoas nas ruas para tentar frear o avanço da doença nesta segunda onda – disse Raimundo.

O dirigente do Sintesi também reforça que há, ainda, o esgotamento físico e mental dos profissionais, conforme levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde, e a abertura do comércio sem restrições é sobrecarga. “Manter as restrições, pelo menos em final de semana, seria uma forma de demonstrar mais respeito a esses profissionais que já sofrem com a sobrecarga provocada pela pandemia”, acrescenta.

O dirigente do Sintesi pondera que, nem de longe, julga ser ilegítima a luta dos comerciantes para que seus estabelecimentos abram no sábado e no domingo. “A gente entende o pleito, mas estamos numa situação grave em que a preservação da vida se sobrepõe”, diz.

Raimundo ainda acrescenta outro detalhe: a abertura do comércio no final de semana ocorre poucos dias depois de o prefeito Augusto Castro assinar decreto de calamidade pública em Itabuna. “Enquanto os municípios da Região Metropolitana de Salvador fazem duas, três semanas de restrições das atividades não essenciais, nós abrimos durante a semana e, agora, vamos abrir também em final de semana. Não é decisão lógica nem racional”, afirma Raimundo.

DA LUTA AO ‘LUTO’, OS DESAFIOS DOS BRASILEIROS DEPOIS DE UM ANO DO INÍCIO DA PANDEMIA

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Enquanto isso, em meio ao alto índice de infecções e óbitos, o ‘luto’ vai se tornando verbo, uma luta árdua vivida pela sociedade brasileira.

Lucas França || jornalistalucasfranca@gmail.com 

Um ano após o primeiro caso de Covid-19, o país registra mais de 268 mil mortos e vive o pior momento da pandemia. O sistema de saúde colapsando e na maioria das cidades brasileiras, governadores e prefeitos, com exceções, fazendo o que podem para conter a tragédia da impossibilidade de atendimentos nos casos de internação, agravamento e UTI.

Em todo o país, uma onda de revolta, protesto e insurreição. Empresários e manifestantes começam a se rebelar contra as medidas restritivas, e surgem convites para manifestações contra governadores e prefeitos e as medidas de toque recolher (lockdown) e demais restrições impostas.

Durante os protestos, se quer mencionam a pandemia, o colapso na saúde, os índices de contágio e mortes, e tampouco a falta de vacina para imunizar mais de 210 milhões de brasileiros. Empresários acusam governadores e prefeitos de falirem suas empresas, e de serem os responsáveis por demissões.

Cada categoria afirma que o seu setor não é responsável pelo crescimento do contágio. Fechar o comércio não é solução. Fechar bares, restaurantes, academias não é solução. A questão hoje no Brasil, no entanto, não é ouvir o que não é a solução, mas saber qual é a alternativa ao fechamento das coisas.

Em alguns estados, o número de mortes nos dois primeiros meses deste ano já supera o total de vidas perdidas no ano passado, então, qual é a medida mais eficaz para conter o vírus, as mortes e o colapso nas redes de saúde? A situação do Brasil é singular, no sentido de ser uma das piores possíveis.

Como não bastasse, até mesmo o financiamento de leitos Covid que o Governo Federal mantinha está sendo cortado drasticamente. Não há dinheiro para abrir centenas de leitos e mantê-los, e mesmo se houvesse, já há falta de profissionais de saúde disponíveis e habilitados para atuar com os infectados.

Já se ouve rumores que, se a média de agravamento dos casos se mantiver no patamar que temos visto de janeiro pra cá, a indústria farmacêutica brasileira pode não ser capaz de produzir medicamentos sedativos suficientes para os entubados nas Unidades de Terapia Intensiva.

Diante da perplexidade efusiva, qual é, quais são as medidas propostas por quem acusa governadores e prefeitos por medidas de restrição? O que deve ser feito? Esperar o vírus se alastrar? Ver o surgimento de variantes mais severas e mais letais? Pagar para ver crescer o número de óbitos?

A imprensa, por sua vez, também vive sob uma condição crucial. Não é pequena a quantidade de brasileiros que se queixam de jornais, telejornais, rádios, sites. E então? Vamos ignorar que somos o segundo país do mundo em mortes, além de todas as dificuldades que enfrentamos?

O que assistiremos nos próximos episódios dessa ficção serão as controvérsias que tomarão as ruas, radicalizando a polarização, a politização da pandemia, a demonização dos gestores face à condução da crise e o estímulo à violência entre grupos, que veem a gestão da Covid de modos distintos entre si.

Houve um tempo em que o mundo ficou horrorizado com os mortos no campo de extermínio Dachau, na Alemanha Nazista. Se compararmos os números oficiais do campo de extermínio por gás, com o campo de extermínio de Covid no Brasil, por aqui já morreram o equivalente a oito Dachaus em apenas 1 ano.

Enquanto isso, em meio ao alto índice de infecções e óbitos, o ‘luto’ vai se tornando verbo, uma luta árdua vivida pela sociedade brasileira.

Lucas França é jornalista, publicitário e estrategista de marcas.

DECRETO AUTORIZA BAHIA X SANTOS NA FONTE NOVA

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O confronto entre Bahia e Santos, na Arena Fonte Nova, nesta quinta-feira (25), é a única partida de futebol autorizada no território baiano. Os demais jogos de campeonatos de futebol, profissionais e não profissionais, estão suspensos em todo o estado, segundo anúncio feito há pouco pelo governo baiano. As medidas integram ações para tentar inibir o avanço da covid-19 no Estado.

A decisão será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (25), como atualização do decreto nº 19.586, que regulamenta as medidas de enfrentamento à Covid-19. A partida entre Bahia e Santos faz parte da última rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol e deve ser realizada sem público presente, em horário previamente agendado, com respeito aos protocolos sanitários estabelecidos.

Atualização às 7h48min (25/02) – Ao contrário do informado pela Secretaria de Comunicação do Estado, os jogos do Baianão 2021 e do Nordestão não serão suspensos. Sobre o assunto, a Secom emitiu a seguinte nota:

“Diferentemente do que foi informado pela Secretaria de Comunicação do Estado, na noite de quarta-feira (24), a Secom esclarece nesta quinta (25) que os jogos de futebol dos campeonatos Baiano e Copa do Nordeste não serão suspensos.

Ajustes futuros poderão ser feitos e serão amplamente divulgados caso sejam consolidados. O tema poderá envolver discussão com outros estados da região.”

ITACARÉ INICIA ANO LETIVO 2020/21 COM AULAS REMOTAS

Itacaré inicia ano letivo
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O município de Itacaré iniciou nesta segunda-feira(22) o ano letivo contínuo 2020/2021 da rede municipal de educação com aulas remotas nas mais diversas unidades escolares. A medida faz parte do calendário escolar aprovado pelo Conselho Municipal de Educação e discutido com os mais diversos segmentos, incluindo os pais, alunos, APLB-Sindicato, professores, servidores e escolas públicas e particulares.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Eliane Camargo, o sistema de aulas remotas seguirá o modelo com atividades online, material impresso, vídeo-aulas e redes sociais, tanto no Facebook como também grupos de WhatsApp. Ela explica que os alunos que não possuem acesso à internet receberão o conteúdo impresso, com o acompanhamento da equipe pedagógica.

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, explicou que tudo está sendo feito para garantir aos estudantes a conclusão do ano letivo 20201/2021, num sistema totalmente dentro da legislação em vigor e de forma a garantir o conteúdo aos alunos. O desejo de todos, segundo o prefeito, era iniciar o ano letivo com as aulas presenciais, mas nesse momento da pandemia do coronavírus é preciso garantir a saúde de todos. A expectativa é que logo tudo isso venha a passar e as escolas possam receber os alunos com abraços e a alegria do ambiente escolar.

Já no primeiro dia foram ministradas as aulas remotas, com várias escolas realizando atividades onlines. Os professores, pais e alunos que estão tendo dificuldades com o acesso às aulas devem procurar a rede social de cada unidade escolar para solicitar o apoio sobre o passo a passo para ter acesso aos conteúdos escolares. As unidades escolares que também apresentarem dificuldades podem procurar a Secretaria Municipal de Educação e solicitar o apoio tecnológico.

MATRÍCULAS

Mesmo com o início das aulas, a Prefeitura de Itacaré, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), realiza até o dia 28 de fevereiro as matrículas dos estudantes para o ano letivo 2020/2021. Nesse período deve ser feita a rematrícula para alunos de Educação Infantil e Ensino Fundamental, bem como as novas matrículas dos egressos e provenientes de outras redes de ensino.

O cronograma de matrículas faz parte do calendário letivo aprovado por unanimidade pelo Conselho Municipal de Educação, que prevê ainda as datas da jornada pedagógica, início das aulas, recesso escolar e o término do ano letivo 2020/2021. A previsão para aulas presenciais será a partir de julho e o término do Ano Letivo em 22 de dezembro de 2021.

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SHOPPING JEQUITIBÁ FUNCIONARÁ EM NOVO HORÁRIO DURANTE TOQUE DE RECOLHER

Toque de recolher: Shopping funcionará em novo horário por uma semana
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O Shopping Jequitibá, de Itabuna, divulgou, nesta manhã de quarta (17), que fechará uma hora mais cedo devido às restrições decretadas pelo governo estadual hoje. Agora, as lojas abrirão às 10h e fecharão às 21h enquanto durar o toque de recolher.

O empreendimento ressaltou que “vem reforçando os protocolos determinados pela Organização Mundial da Saúde para a prevenção da Covid 19” para garantir a segurança de lojistas, clientes e colaboradores. Dentre as medidas, o shopping cita, em nota, a instalação de termômetros digitais para temperatura corporal em que a própria pessoa faz a medição, acompanhada por um profissional do empreendimento.

Desde o ano passado, o Shopping disponibilizou dispensers com álcool gel 70% por todo o mall e pias para lavagem das mãos nas entradas e praça de alimentação. Cliente, lojistas e colaboradores também são obrigados a usar máscaras, respeitando o determinado pelo Poder público.

Há sinalização para o distanciamento social, higienização permanente dos espaços, capacitação de colaboradores e orientações sobre prevenção em banners nos corredores, e mídias sociais. “Os protocolos adotados pelo Jequitibá são referendados pela Associação Brasileira de Shopping Centers, validadas por especialistas do Hospital Sírio Libanês”, reforça.

MARKETPLACE

No início deste mês, o Shopping Jequitibá lançou o Marketplace, uma plataforma com lojas do empreendimento em que o cliente, a qualquer hora do dia ou da semana, pode comprar produtos ou serviços sem a necessidade de se deslocar até o estabelecimento. A compra é feita pela internet, no site www.jequitibaonline.com.br ou por meio do aplicativo do Shopping Jequitibá.

GOVERNADOR BAIANO DIZ QUE “MOMENTO NÃO ESTÁ FÁCIL” PARA RETORNO DAS AULAS

Governo da Bahia publicou prorrogação neste sábado
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A Bahia registrou, em 24 horas, 47 óbitos causados pela covid-19, conforme o boletim epidemiológico desta quinta (11), recorde de mortes causadas pelo vírus nos últimos quatro meses. Também nesta quinta, o governador Rui Costa se reuniu com prefeitos e equipes técnicas para discutir critérios para o retorno das aulas presenciais nas redes pública e privada.

O governador voltou defender que as taxas de ocupação de leitos e de mortalidade pela covid-19 serão determinantes para a escolha de um momento de reinício das atividades escolares. “Queremos o retorno das aulas, entendemos que é fundamental para o desenvolvimento de nossos jovens, mas o momento não está fácil e, infelizmente, estamos constatando pelo número de leitos ocupados, óbitos e de crescente demandas nas UPAs é que a doença não está diminuindo, pelo contrário. É um problema grave que requer todo o nosso foco antes que possamos pensar num retorno” afirmou.

A reunião deu continuidade a duas outras que foram realizadas nos dias 5 e 8 de fevereiro, nas quais ficou previsto que, em um primeiro momento, o retorno irá ocorrer seguindo um modelo híbrido, em que as turmas serão divididas em 50%, com aulas em dias alternados. No dia em que o estudante não estiver na escola, ele terá material pedagógico digital e impresso para utilizar em casa.

Uma nova reunião será marcada na próxima semana com representantes do Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública e do Tribunal de Justiça da Bahia para apresentar os dados que já foram discutidos.

BAHIA RECEBE MAIS DE 550 MIL DOSES DE VACINAS CONTRA A COVID-19

Bahia recebe mais de meio milhão de vacinas contra a covid-19 || Foto Mateus Pereira/GovBA
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Com nova remessa de 54,6 mil doses da Coronavac recebida no final da tarde dessa segunda (25), a Bahia atingiu 550.700 doses de imunizantes contra o novo coronavírus desde a semana passada. A terceira remessa chegou em um voo comercial no fim da tarde desta segunda-feira (25), no Aeroporto Internacional de Salvador.

A carga seguiu para a Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), em Simões Filho, para que possa ser distribuída para todos os municípios baianos. Esta nova leva faz parte do segundo pedido para uso emergencial da CoronaVac feito pelo Butantan à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A autorização foi dada pelo órgão federal na última sexta-feira (22).

MEIO MILHÃO DE VACINAS

A chegada deste novo lote ocorre exatamente uma semana após a primeira remessa de vacinas desembarcar na Bahia, com 376.600 doses da CoronaVac, no fim da noite da última segunda-feira (18).

Já a segunda leva de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde para imunizar baianos de Salvador e de todas as cidades do interior chegou na manhã deste domingo (24) e foi composta por 119.500 doses da vacina Oxford/Astrazeneca.

MEC IMPÕE ENEM NO NOVO PICO DA PANDEMIA E MILHÕES FARÃO PROVA NESTE DOMINGO

Resultado final será publicado nesta segunda-feira|| Foto Marcello Casal Jr.
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Milhões de estudantes de todo o país fazem hoje (17) a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Os portões serão abertos às 11h30. Os estudantes podem entrar no local de prova até as 13h, no horário de Brasília. Por causa da pandemia do novo coronavírus, a recomendação é que seja mantido o distanciamento entre as pessoas, mesmo fora dos locais de aplicação.

Quem for diagnosticado com covid-19, ou apresentar sintomas dessa ou de outras doenças infectocontagiosas até o momento do exame, não deverá comparecer ao local de prova e sim entrar em contato com o Inep pelo telefone 0800-616161. Esses estudantes terão direito a fazer a prova na data de reaplicação do Enem, nos dias 23 e 24 de fevereiro.

As provas começam a ser aplicadas às 13h30min. Neste domingo, os participantes fazem as provas objetivas de linguagens e ciências humanas, com 45 questões cada, e a prova de redação. Os estudantes terão cinco horas e 30 minutos para resolver as questões. A prova termina às 19h.

O QUE LEVAR

Para fazer o exame alguns itens são obrigatórios. Neste ano, além do documento oficial de identificação com foto e da caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, itens obrigatórios também nos exames anteriores, a máscara de proteção facial passa a integrar essa lista. Os participantes que não estiverem com máscara de proteção facial não poderão ingressar no local de prova. (Veja dicas para este dia clicando no leia mais, abaixo)

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ENEM TERÁ REGRAS PARA TENTAR EVITAR CONTÁGIO PELO CORONAVÍRUS; VEJA

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Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 devem estar atentos às regras para evitar o contágio pelo novo coronavírus. As medidas que devem ser adotadas tanto na aplicação do Enem impresso quanto do Enem digital estão previstas nos editais dos exames, e o descumprimento poderá levar inclusive à eliminação dos candidatos.

A máscara de proteção facial será item obrigatório nesta edição do Enem. Além de precisar apresentar um documento oficial original com foto e de ter uma caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, quem não estiver de máscara não poderá fazer a prova.

Dentro de sala, os estudantes deverão permanecer com a máscara durante toda a realização do exame. O edital prevê que a máscara deve ser usada da maneira correta, cobrindo o nariz e a boca. Caso isso não seja feito, o participante será eliminado. Os candidatos poderão levar máscaras para trocar durante a aplicação, seguindo a recomendação de especialistas da área de saúde.

O equipamento de proteção poderá ser retirado apenas para a identificação dos participantes, para comer e beber. Toda vez que retirarem a máscara, os participantes não devem tocar na parte frontal dela, e devem, em seguida, higienizar as mãos com álcool em gel próprio ou fornecido pelo aplicador. As mãos devem ser higienizadas também quando os participantes forem ao banheiro e no decorrer do exame.

Outra regra é o distanciamento social. As salas, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), estarão dispostas de forma a assegurar a distância entre os participantes.

Quem for diagnosticado com covid-19 ou apresentar sintomas da doença, ou de outra infectocontagiosa até a realização do exame deve comunicar o Inep pela Página do Participante e pelo telefone 0800 616161. Esses candidatos terão direito de participar da reaplicação do Enem nos dias 23 e 24 de fevereiro.

PANDEMIA

A realização das provas em um momento de aumento de dos casos e das mortes por covid-19 em todo o país preocupa professores, estudantes, autoridades e especialistas. “É um risco grande mobilizar milhões de pessoas em um momento desses”, diz o professor titular de epidemiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Medronho. Em todo o país, cerca de 5,8 milhões de estudantes estão inscritos para fazer o Enem, de acordo com o Inep.

Segundo Medronho, as medidas anunciadas ajudam a controlar a transmissão, mas não há um cenário completamente seguro. “Garantia não há. O ideal é suspender o exame. Mas, posso dizer que vai minimizar de forma razoável o risco”, diz.

De acordo com Medronho, os participantes podem também se proteger evitando aglomerações nos portões do local exame, mantendo um distanciamento de pelo menos 1,5 metro das pessoas ao redor, mesmo antes de entrar na prova. Devem também, mesmo que não seja obrigatório, levar máscaras para trocar ao longo do exame. “Recomendo que levem duas máscaras e que na metade da prova troque pela máscara nova. Com isso, estarão protegendo a si mesmos e protegendo os colegas”, orienta.

PEDIDOS DE ADIAMENTO

Com o agravamento da pandemia, surgiu nas redes sociais um novo movimento pedindo o adiamento do Enem. O Brasil bateu a marca de 200 mil pessoas mortas pela covid-19. O número diário de óbitos ultrapassou a marca de 1 mil por dia.

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SÍNDROME DA CABANA: PANDEMIA E ISOLAMENTO PODEM GERAR MEDO DE VOLTAR À ROTINA

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Se, por um lado, muita gente não vê a hora de transitar com liberdade; por outro, um parcela se sente cada vez mais coagida a se expor a um realidade que considera perigosa.

Carolina Loureiro

A Síndrome da Cabana não é considerada uma doença. Trata-se de um fenômeno natural do nosso corpo que está relacionado a mudanças bruscas na rotina ou no comportamento. Tal síndrome surge quando a pessoa precisa se adaptar a uma nova realidade de forma rápida e, geralmente, sem que ela tenha total controle da situação. Ou seja, o indivíduo se vê em uma circunstância na qual é obrigado a sair da sua “zona de conforto” de maneira abrupta, adequando-se a um contexto diferente e, muitas vezes, incerto.

Essa transformação causa alterações significativas nas emoções e no modo de agir. Entretanto, a Síndrome da Cabana não pode ser confundida com problemas como depressão, ansiedade e consumo de álcool ou outras substâncias afins. Por tal razão, sempre que você sentir uma alteração intensa no seu comportamento ou no de pessoas próximas, a recomendação é buscar o suporte de um profissional da saúde.

Apenas uma avaliação neuropsicológica poderá identificar se você está vivenciando a Síndrome da Cabana ou se existem outras patologias e diagnósticos associados à sua situação.

Que sintomas estão relacionados à Síndrome da Cabana?

Alguns especialistas da área de saúde relacionam a Síndrome da Cabana com a Síndrome do Pânico. A diferença fundamental é que, na segunda, o indivíduo só se sente seguro isolado, enquanto que, na primeira, é o isolamento que leva a pessoa a ficar angustiada.

Entre os principais sintomas de quem está com Síndrome da Cabana, alguns chamam mais atenção. A seguir, destacamos os principais relatos vinculados ao problema:

Sentimento de angústia;
Perda ou ganho de apetite;
Inquietação;
Falta de motivação;
Irritabilidade;
Dificuldade de concentração;
Dificuldade para dormir ou excesso de sono;
Desconfiança das pessoas;
Tristeza persistente;
Taquicardia;
Sudorese;
Tontura; e
Falta de ar.

Vale destacar que muitos desses sintomas podem indicar outros problemas relacionados à saúde mental. Por isso, é fundamental reconhecer o que você está sentindo e o quanto tais sentimentos estão afetando a sua vida

Qual é a relação entre a síndrome da cabana e a pandemia?

A pandemia da Covid-19 pegou todas as pessoas de surpresa. Muito embora circulassem notícias pelo mundo, ninguém imaginou que a situação chegaria a tal ponto. O isolamento social foi imposto em vários países, e o Brasil foi um deles. Pessoas tiveram de mudar a sua rotina de um dia para o outro, deixando os escritórios e se isolando em suas residências, envoltos de incertezas sobre o que aconteceria a seguir.

Nesse cenário, a Síndrome da Cabana se manifestará quando a pessoa, mesmo sem uma ameaça próxima ou imediata, já não se sentir segura fora de casa. Ainda protegida ela tem dificuldade de voltar à rotina. Uma angústia e um medo paralisante a impedirão de manter o seu dia a dia, o que intensifica o problema.

Como procurar ajuda?

Se você identificar que os desafios estão sendo complicados demais e simples atividades estão mais difíceis de superar no seu cotidiano, então é hora de buscar a ajuda de um psicólogo.

Além de fazer um diagnóstico adequado, os profissional vai acompanhar a sua evolução, mostrando como lidar com sentimentos e pensamentos que o paralisam.

O momento é delicado para todas as pessoas, e os efeitos da pandemia ainda devem ser sentidos por um longo período de tempo. Precisamos nos adaptar à realidade que nos foi imposta e estabelecer formas de conviver com a situação.

Como você pôde ver, junto à pandemia vieram muitos desafios, inclusive a Síndrome da Cabana. Esse é um problema que pode atingir qualquer pessoa, mas é possível de ser tratado. Se você tiver sentimentos paralisantes ou dificuldade de lidar com este momento, busque o apoio de um profissional. Lembre-se de que você não está sozinho

Enquanto as cidades se planejam para uma reabertura gradual de suas atividades, tentando conciliar a retomada da economia com a segurança da população, parte das pessoas que têm vivido meses confinadas em casa se vê agora invadida pelo temor de voltar ao convívio social. Tomadas por uma sensação de vulnerabilidade, para elas o novo normal não é só um conjunto de medidas de prevenção, mas uma realidade cheia de ameaças e, consequentemente, uma grande preocupação sobre como seguir em frente com suas vidas.

Se, por um lado, muita gente não vê a hora de transitar com liberdade; por outro, um parcela se sente cada vez mais coagida a se expor a um realidade que considera perigosa.

A saída do confinamento está anexada a contínuos informes sobre a expansão do contágio e do número de mortos e constantes informes sobre uma segunda e até mesmo de uma terceira onda. Resumindo, o chamado novo normal está nascendo em meio a uma confusão de expectativas de mudanças e inseguranças coletivas. Toda a vivência determinada pela pandemia é muito estressante, e essa saída é um item a mais na pauta desse estresse.

No contexto atual, o medo da contaminação também se agrega à necessidade de viver em uma realidade profissional e econômica, que entrou em um período de acentuada mudança.

Nem todas as pessoas se adequam a um uso massivo de insumos cibernéticos, muitas pessoas estão profundamente machucadas pelo confinamento, muitas relações sofreram pesados estremecimentos pela mesma razão, muitos foram economicamente afetados. Esses aspectos desafiadores não são superáveis por decreto, precisam de um ambiente mais tranquilo e seguro que garanta à todos nós um tempo de recomposição, restauração e recuperação.

O mal-estar causado pela retomada das atividades tem até colocado em evidência o termo ‘Síndrome da Cabana’, utilizado desde o início do século passado, com origem nos Estados Unidos, para falar da angústia e receio diante da ideia de sair às ruas após ficar isolado. Criado para explicar um problema que acometia trabalhadores que passavam longos períodos em cabanas, esperando o inverno passar.

Profissionais de saúde preferem não generalizar e nem transformar essa expectativa em uma doença, apesar de reconhecerem que a sensação aflige hoje grande parte da população.

É natural sentir ansiedade. Foi uma mudança brusca, precisou de todo um período para as pessoas se adaptarem ao papel do isolado. A gente sofreu com isso, mas não teve como fugir. Agora a dificuldade é inversa. Como dar conta de fazer as coisas que nos esperam? O medo é natural. Ele nos protege. Quem tenta negar isso acaba sendo negligente com a própria segurança. Afinal, vamos ter que nos reinserir, dar conta, correr atrás do prejuízo. Nossa tendência é sempre se acomodar na segurança. É inevitável sentir isso, mas o que vai nos ajudar nessa hora é não dar apenas um sentido negativo para esse medo, mas sim, entender que ele não é uma doença, mas que faz parte de um processo de transição. Lembrar que com qualquer mudança a gente também pode aprender e crescer.

Caroline Loureiro é psicóloga.

VACINAS, CIÊNCIA E COVID-19

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A vacinação é um bem coletivo que pertence a humanidade. Ela pode ser até vendida em prateleiras, mas os governos do mundo não podem negá-la às gerações atuais e as futuras gratuitamente.

Efson Lima || efsonlima@gmail.com

O Brasil tem um histórico polêmico quando o assunto é vacinação. Talvez, o mais marcante seja a Revolta da Vacina, em 1904, no Rio de Janeiro, quando a vacinação foi proposta de forma obrigatória pelo médico-sanitarista Osvaldo Cruz em favor da modernização do Rio de Janeiro, que era a capital do país. Somente agora diante dos embates para a vacinação massiva em face do coronavírus que o tema é relembrado. E quem diria, uma parte considerável da população mesmo diante do risco de morte e das sequelas da COVID-19 teme em tomar a vacina.

A experiência humana com a vacina é datada do século XVIII, foi o médico inglês Edward Jenner que adotou a técnica da vacina para prevenir a contaminação por varíola. A varíola é considerada a primeira doença infecciosa que teve sua erradicação alcançada por meio da vacinação em massa.

Quiçá, seja justificável, na virada do século XIX para o XX, o receio sobre a vacinação, afinal, o debate sobre cientificismo e a própria afirmação da ciência eram perenes e as dúvidas sobre a produção de vacinas e fármacos eram elevadas. Mas em pleno século XXI, depois de uma longa trajetória das vacinas e os protocolos clínicos, a “explicação” para tamanha resistência esteja pautada na polarização em torno de uma ideologia fundada na pequenez humana. As explicações podem ser várias para a recusa em tomar a vacina, mas nenhuma delas encontra no plano da moralidade justificativa plausível para torcer contra o sucesso das vacinas e muito menos que as autoridades não assegurem com eficiência o acesso ao serviço de humanização e que a vacina não esteja gratuita ao povo. É dever do gestor público e das pessoas públicas sinalizarem a favor da vacinação.

O acesso à vacina deve ser pleno, que seja rápido para que possa respeitar os grupos prioritários e os indivíduos que queiram tomar a vacinar possa fazer em um prazo razoável. O governo federal não pode com base na estrutura e na operacionalização do maior programa nacional de humanização público do mundo desdenhar e apostar nos mais de 25 mil postos de vacinação e na experiência do SUS, corremos risco de grave agitação social.

Estamos diante do maior desafio de nosso tempo. A sociedade conseguiu deter duas guerras mundiais, acalmou as potências com suas ogivas nucleares e convive com os dissabores da crise imobiliária-financeira de 2008, mas não temos certeza se as sequelas física, psíquica e financeira de uma geração que enfrenta a pandemia de COVID-19 será amenizada. A vacinação é um bem coletivo que pertence a humanidade. Ela pode ser até vendida em prateleiras, mas os governos do mundo não podem negá-la às gerações atuais e as futuras gratuitamente.

Efson Lima é doutor em Direito (UFBA), especialista Gestão em Saúde (Fiocruz), professor universitário e advogado.

PSICÓLOGA FALA DOS EFEITOS DA PANDEMIA E DÁ DICAS PARA SUPERAR ISOLAMENTO

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Quais são os reflexos causados pelo confinamento imposto pela pandemia da covid-19 para o ser humano? A neuropsicóloga Carolina Loureiro diz que o confinamento em si traz a perda da sensação de liberdade, o senso temporal e a própria rotina, que é alterada. “O nosso cotidiano entra em uma quebra”, afirma Carolina.

A neuropsicóloga comentou os prejuízos decorrentes do isolamento ao notar repique no número de casos da Covid-19. Somente neste final de semana, a Bahia registrou 7,2 mil novos casos da doença e mais de 40 mortes foram confirmadas.

Carolina descreve, inicialmente, os efeitos do confinamento. “Muitas vezes a solidão pode ser angustiante para muitas pessoas, algumas dessas podem apresentar transtornos de ansiedade ou outras síndromes que requerem uma atenção especial.

Ela observa que, além da perda da sensação de liberdade, o confinamento também gera incertezas e inseguranças com relação ao tempo de duração, frustração financeira pela ausência do trabalho, tédio por dificuldade de gerir esse momento e, em alguns casos, existe também o aumento de violência doméstica, principalmente entre casais.

Para Carolina loureiro, “quanto mais longo o tempo de isolamento maior poderá ser a repercussão desses fatores na saúde mental”. Ela acrescenta que a ausência de contato social acaba elevando no organismo os índices de cortisol, o hormônio do estresse. “Isso pode interferir em sentimentos depressivos, abuso de substâncias alcoólicas e obesidade, entre outros fatores”.

A profissional também faz outro alerta: o número de pessoas com medo de serem contaminadas tende a aumentar e esse medo causa ainda mais estresse. “Isso gera uma série de fatores que influenciam significativamente na qualidade de vida das pessoas”.

CONECTADOS

Carolina também alerta para a necessidade de estar atento ao tempo dedicado à tecnologia. Com o isolamento social, a tendência de ficar mais tempo conectado à internet aumenta. “Estar conectado a todo momento pode nem sempre ser a solução, pois isso pode também proporcionar um excesso de informações desnecessárias e falsas sobre a pandemia. Algumas dessas informações podem provocar, inclusive, uma paranoia coletiva”.

A profissional propõe uma abordagem baseada no afeto. “Tomemos como base o amor: assumir o amor que temos pelos próximos e por nós mesmos. O amor é uma fonte de energia que nos proporciona extrema sensação afetiva, de pertencimento, união e solidariedade. E a busca por um amor próprio é encarar nossos estigmas, encarar “falhas” e comportamentos que nos fazem repetir conteúdos que não nos evoluem espiritualmente”.

Carolina ensina que, com a distância, devemos buscar conexões para sorrir, dançar, cantar, conversar. “O cuidado com o próprio corpo também é prova de amor, com exercícios físicos, ioga, ginásticas aeróbicas. Assim diminuímos a concentração de cortisol no corpo, o hormônio de estresse”.

COMO LIDAR COM O ISOLAMENTO

Algumas técnicas, afirma, liberam ocitocina e endorfina no corpo, como abraços nas pessoas que estão com você no confinamento, o contato corpo a corpo. Isso diminui a frequência cardíaca em crises de ansiedade. “Caso você esteja atravessando essa pandemia sozinho, entre em contato com pessoas que ama e troque mensagens, estimulando o hábito do companheirismo e a sensação de possuir uma conexão profunda com alguém”.

“Nessa pandemia permita que a psicologia possa entrar em ação. Essa crise, essa pandemia, não é apenas viral, mas também psicológica, pois causa sofrimento psíquico. Assim, o confinamento gera desequilíbrio mental, que por sua vez gera problemas na saúde mental”.

TERAPIAS A DISTÂNCIA

As terapias a distância, sugere Carolina, podem gerar um acolhimento positivo durante o isolamento. “Elas facilitam o enfrentamento de alguns conflitos psíquicos e aumentam seu bem-estar geral, porque o processo terapêutico visa a busca da saúde mental”, explica. “É importante se conectar com os próximos, mas se conectar com especialistas é fundamental para lidar com sofrimentos e problemas mais profundos”, complementa.

Especialista em avaliação psicológica e em hipnose clínica, Carolina ainda reforça o papel da psicologia na pandemia, oferecendo o auxílio que muitas pessoas precisam para lidar com a “montanha russa de sentimentos e emoções”.

BAHIA REGISTRA 8,2 MIL PACIENTES EM ISOLAMENTO OU INTERNADO PELA COVID-19

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A Bahia registrou 1.870 novos casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,5%) nas últimas 24 horas, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). No período, o número de curados saltou para 1.702 recuperados (+0,5%).

Dos 382.164 casos confirmados desde o início da pandemia, 365.848 já são considerados recuperados, 8.255 encontram-se internados ou em isolamento, informa a Sesab.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (25,22%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (9.077,85), Itabuna (6.783,98), Madre de Deus (6.774,76), Almadina (6.698,39) e Aiquara (6.657,67).

boletim epidemiológico contabiliza ainda 781.098 casos descartados e 94.688 em investigação até as 17 horas desta sexta-feira (20). Na Bahia, 30.577 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

ÓBITOS

O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 23 óbitos. O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 8.061, representando uma letalidade de 2,11%. Dentre os óbitos, 56,27% ocorreram no sexo masculino e 43,73% no sexo feminino.

CELULAR É A PRINCIPAL FERRAMENTA DE ESTUDO E TRABALHO NA PANDEMIA

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O celular é o principal dispositivo usado tanto por estudantes, para acompanhar aulas remotas, quanto por trabalhadores que tiveram que migrar as atividades para a internet por causa da pandemia. Os dados são da 3ª edição do Painel TIC covid-19 do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A ênfase desta edição foi ensino remoto e teletrabalho. 

A pesquisa, divulgada hoje (5), foi feita com base em entrevistas com 2.728 usuário de internet de 16 anos ou mais, entre 10 de setembro e 1º de outubro deste ano, pela web e por telefone.

Entre os estudantes, 37%, o maior percentual, usam o celular para realizar atividades e acompanhar aulas, 29% usam notebooks e 11%, computadores de mesa. Entre os trabalhadores, 41% usam o celular, 40% notebook e 19%, computadores de mesa.

Embora ajude a ampliar o acesso à internet, o celular tem uma série de limitações, de acordo com a analista de informação no Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), vinculado ao CGI.br, Daniela Costa: “Aqueles que contam com computador em casa, que contam com tablet e uma diversidade maior de dispositivos têm melhores oportunidades de realização desse trabalho ou desse ensino remoto”.

Há diferenças entre as classes sociais. O celular é mais usado como ferramenta de estudos e trabalho pelas classes D e E do que pelas classes A e B. Entre os estudantes, 54% das classes D e E usam celulares e apenas 10%, notebooks. Nas classes A e B, o percentual dos que usam notebooks aumenta, passando para 45%, enquanto aqueles que usam celulares cai para 22%.

Entre os trabalhadores, nas classes D e E, 84% usam celulares, enquanto nas classes A e B, esse percentual é 22%. O computador, seja notebook ou de mesa, é usado por 77% dos trabalhadores usuários de internet das classes A e B.

“Algumas pessoas utilizam planos de dados limitados, que não permitem que acessem a internet de forma completa. Acessam, na verdade, determinados aplicativos. Se precisam fazer pesquisas escolares, não conseguem acessar sites de maneira ilimitada, acessam aplicativos, às vezes de mensagem instantânea ou redes sociais”, diz Daniela.

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