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19 de setembro de 2020 | 12:52 pm

LIXO NA RUA PODE SER CAMPANHA SUJA… LITERALMENTE!

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Itabuna amanheceu com lixo espalhado em toda parte, pois não houve coleta na noite de ontem (07). Trabalhadores da empresa responsável pelo serviço, a Biosanear, paralisaram as atividades devido ao atraso dos salários, problema que decorre da impontualidade da Prefeitura, já há três meses sem pagar um centavo à empresa.

No governo, há quem atribua a suspensão da coleta de lixo a uma sabotagem política. Seria uma forma de, por assim dizer, empanar o brilho do lançamento da pré-candidatura do deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB) a prefeito.

Fonte do governo diz que não é a primeira “coincidência” do tipo. Servidores comissionados, que esperavam receber o salário de fevereiro na última sexta-feira (04), não viram nada cair na conta. No mesmo dia, o prefeito Claudevane Leite reuniu seus cargos de confiança para anunciar apoio ao comunista.

VANE PARA UM LADO, O PRB PARA O OUTRO

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Prefeito apoia pré-candidato do PCdoB, mas seu partido busca outros caminhos

Prefeito apoia pré-candidato do PCdoB, mas seu partido busca outros caminhos

Após a solicitação do prefeito de Itabuna para que os cargos de confiança sejam desocupados por aqueles que não apoiam a pré-candidatura do deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB), aguarda-se com expectativa as próximas edições do Diário Oficial do Município.

Pelas movimentações de grande parte dos servidores indicados politicamente, haverá uma debandada geral. Curiosamente, a rejeição ao comunista se dá com maior força entre os aliados mais próximos do prefeito, e especialmente de seu partido, o PRB.

O Pastor Francisco Edes, que comanda a Secretaria de Assistência Social, é um que deverá pedir o boné para reassumir sua cadeira na Câmara de Vereadores. Francisco não só rejeita a candidatura de Davidson, como já tem mantido conversas com outros pré-candidatos. Por ele, o nome pode ser o do apresentador Tom Ribeiro, do professor Roberto José e até do deputado Augusto Castro. Seu cardápio só não inclui antepasto de cururu.

Não é de hoje que o prefeito tem enfrentado rebelião em sua cozinha. Há alguns meses, o vereador Manoel Júnior (PRB), suplente do Pastor Francisco, assinou requerimento para abertura de uma Comissão Especial de Inquérito com o objetivo de investigar um caso de plágio na produção do Plano Municipal de Saneamento. A CEI não vingou, mas por esse episódio Claudevane já teve uma ideia de que possui correligionários de comportamento pior que o dos adversários.

Possível pré-candidato pelo PRB, Tom Ribeiro tem feito críticas duras ao governo e acusado o prefeito de não saber comandar. “Existem erros na administração, pois o prefeito não tomou a iniciativa como deveria ter feito e a caneta ficou o tempo todo na mão do vice (Wenceslau Júnior, do PCdoB)”, dispara Ribeiro. Ou seja, com uma cajadada só, o apresentador bateu no “irmão” Claudevane e no comunista.

Alguns analistas acreditam que o apoio pessoal de Claudevane, em um governo sem coesão, é pouco significativo para Davidson. Aliás, a situação faz lembrar um episódio relado por Lira Neto na biografia do ex-presidente Getúlio Vargas, quando este venceu as eleições de 1950 com apoio do velho PSD. Detalhe: o PSD tinha candidato oficial, o mineiro Cristiano Machado, porém as alas mais influentes do partido eram ligadas a Getúlio.

Segundo Lira Neto, surgiu daí na política brasileira um novo sentido para o verbo “cristianizar”, quando uma legenda declara apoio formal a determinado candidato, enquanto na prática seus correligionários passam a trabalhar por outro. No caso de Davidson, não há sequer apoio da legenda, apenas do prefeito, mas ele corre o sério risco de ser “cristianizado”.

VANE ANUNCIA PRÉ-CANDIDATO NA SEGUNDA

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davidson - pimentaDepois de reunir secretários e demais ocupantes de cargos de confiança para informar que Davidson Magalhães (foto), deputado federal do PCdoB, será o candidato oficial à sucessão, o prefeito de Itabuna, Claudevane Leite (PRB), fará o mesmo anúncio nesta segunda-feira (07), dessa vez em um “encontro de lideranças”.

O evento acontece às 18 horas, no salão social da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). Segundo o convite, que está sendo distribuído via redes sociais, estarão no encontro os presidentes do PCdoB nas esferas nacional e estadual, respectivamente, os deputados federais Luciana Santos e Daniel Almeida.

Será uma verdadeira festa comunista.

“NÃO VOU PERMITIR DUAS CANDIDATURAS”, DIZ VANE AO ANUNCIAR APOIO A DAVIDSON

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Vane anuncia apoio a Davidson em evento para cargos comissionados (Foto Divulgação).

Vane anuncia apoio a Davidson em evento para cargos comissionados (Foto Divulgação).

O prefeito Claudevane Leite (PRB) deu um ultimato a secretários e demais ocupantes de cargos de confiança, nesta tarde de sexta (4), durante encontro no Centro de Cultura Adonias Filho. “Eu não vou permitir, no governo, duas candidaturas. A candidatura do governo é uma só”, afirmou,  logo após dizer que definiu seu apoio a Davidson Magalhães (PCdoB) na sucessão municipal deste ano. O outro nome na disputa era o do presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), Roberto José, que pode entregar o cargo até a próxima semana.

O prefeito cumpriu o script anunciado há cerca de duas semanas em entrevista exclusiva ao Pimenta, quando disse que o nome do governo seria anunciado entre o final de fevereiro e início de março. Também na entrevista, já antecipava que era irrevogável a decisão de não disputar reeleição.

O apoio a Davidson será oficializado em encontro público, na próxima segunda (7), às 18 horas, no salão nobre da AABB. A missão de Vane, após o apoio a Davidson, será trabalhar pela unidade na base de apoio ao governador Rui Costa. Na base do governo, há ainda a pré-candidatura do ex-deputado federal Geraldo Simões.

Também em entrevista exclusiva ao Pimenta, o secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, disse acreditar que o nome da base governista em Itabuna será definido até abril.

Roberto José: dissidente.

Roberto José: dissidente.

DISSIDÊNCIA

Com a opção do prefeito em apoiar Davidson Magalhães, o policial civil e geógrafo Roberto José deverá entregar o cargo de presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc) para disputar a prefeitura fora da base de Vane. Ainda filiado ao PSD do senador Otto Alencar, Roberto José pode migrar para o PRB, atual partido do prefeito, mas tem propostas do PMDB e do PPS.

Hoje cedo, o filósofo e professor Fernando Caldas sugeriu, em artigo, uma chapa composta por Davidson e Roberto José. A sugestão não caiu bem na Ficc. Um dos assessores de Roberto José disse que o policial civil e geógrafo não aceita ser vice nem ter Davidson como vice. Roberto ainda não se posicionou publicamente sobre a decisão de Vane.

HOJE É O “DIA DO FICO” NA PREFEITURA DE ITABUNA

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Vane exigirá apoio integral ao candidato comunista (Foto Pimenta).

Vane exigirá apoio integral ao candidato comunista (Foto Pimenta).

O prefeito de Itabuna, Claudevane Leite (PRB), reunirá seus secretários hoje (03) para anunciar o candidato oficial do governo à sua sucessão. O nome, como já se sabe, é o do deputado federal Davidson Magalhães, do PCdoB, para quem Vane exigirá apoio integral.

A mensagem do gestor será clara: os secretários que desejarem ficar no governo deverão firmar compromisso com a candidatura do comunista. Caso contrário, o convite para bater em retirada estará oferecido. A expectativa é de que nesta sexta-feira (04) o prefeito reúna os ocupantes de cargos de confiança para repetir o mesmo recado.

No governo, há ainda a pré-candidatura do presidente da Ficc, Roberto José (PSD), que já tentou convencer o prefeito a também apoiá-lo, deixando a escolha definitiva para outro momento, no qual seria levado em consideração o nome mais competitivo. Vane recusou a proposta, por entender que é necessário unir o governo.

Roberto já colocou seu cargo na Ficc à disposição do prefeito.

VANE, REELEIÇÃO E GERALDO

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marco wense1Marco Wense

 

Como não acredito em nenhuma rebeldia por parte de Geraldo Simões, o mínimo que o ex-prefeito pode fazer é corpo mole na campanha ou, então, tentar indicar o vice na chapa majoritária.

 

E como fica Geraldo Simões? É a primeira pergunta que é feita quando o assunto é a possibilidade do prefeito Claudevane Leite disputar o segundo mandato.

Os que não acreditam na candidatura do alcaide usam até argumentos religiosos, dizendo, por exemplo, que o chefe do Executivo é evangélico e, como tal, não iria voltar atrás na sua decisão de não enfrentar as urnas.

Os irmãos, no entanto, sejam do mesmo templo ou não, concordam em um ponto: toda movimentação para que Vane dispute à reeleição é a prova inconteste de que a cúpula do PT não quer Geraldo Simões.

E quem mais tenta convencer o prefeito para que pegue a toalha do chão e enfrente mais um round é o governador Rui Costa, mesmo sabendo do preocupante índice de rejeição.

Rui sabe que a tão decantada unidade, que é imprescindível tanto pelo lado da oposição como do governismo, só será alcançada com o prefeito buscando o segundo mandato.

Davidson Magalhães e Roberto José, prefeituráveis do PCdoB e do PSD, legendas da base aliada do governo, já declararam que abrem mão das suas pretensões se Vane for o candidato.

Carlos Leahy, que é outro postulante pelo PSB, partido que tem cargos de primeiro escalão no governo estadual, fica numa posição de dúvida. A senadora Lídice da Mata, que preside a legenda, é aliada de primeira hora do governador.

Como não acredito em nenhuma rebeldia por parte de Geraldo Simões, o mínimo que o ex-prefeito pode fazer é corpo mole na campanha ou, então, tentar indicar o vice na chapa majoritária.

A conclusão de todo esse emaranhado, de todo esse imbróglio, é que o governador Rui Costa não tem um bom relacionamento político com Geraldo Simões.

PINÓQUIO

Tinha um fulano de tal, lá de Salvador, espalhando na cidade que o doutor Mangabeira teria desistido da candidatura. Veio a Itabuna somente com essa missão. Espalhou o boato e retornou a capital. Não adianta espernear, o prefeiturável do PDT só vai deixar de ser candidato depois do dia 2 de outubro. Deixem o homem se candidatar. Que coisa, hein!

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ITABUNA: NOME DA BASE SERÁ DEFINIDO ATÉ ABRIL, DIZ JOSIAS GOMES

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(Foto Pimenta)

(Foto Pimenta)

O governador Rui Costa espera haver unidade da sua base nas eleições municipais de Itabuna, lançando apenas um nome para disputar a sucessão no maior município sul-baiano. No último final de semana, o secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, se reuniu com o ex-prefeito Geraldo Simões, pré-candidato a prefeito de Itabuna, e o presidente do PT baiano, Everaldo Anunciação, para costurar essa unidade.

Ao Pimenta, Josias disse que as negociações envolvem outros nomes do arco de alianças – Davidson Magalhães (PCdoB) e Carlos Leahy (PSB). “Esse processo será conduzido com calma. O nome da base deve sair até abril”.

Segundo Josias, o prefeito Vane do Renascer, que desistiu da reeleição, ajuda no processo de construção da unidade da base. Confira principais trechos da entrevista.

Blog Pimenta – O senhor se reuniu com petistas, o prefeiturável Geraldo Simões entre eles. Já existe uma definição do nome da base?

Josias Gomes – Conversamos com Geraldo e vamos construir essa unidade da base, identificar o melhor nome. Esse processo será conduzido com calma. O nome deve sair até abril. Estamos conversando com Vane, que ajuda nesse processo. Além de Geraldo, vamos também conversar com os outros candidatos da base, Davidson Magalhães e Carlos Leahy.

Pimenta – E Roberto José?

Josias – O que estamos propondo são as condições para que nossos partidos tenham uma candidatura. Nesse sentido, é de nosso interesse que ele consiga entender o propósito. E acho que dá para fazer isso muito bem. Vou aí [em Itabuna] para conversa com Davidson e, em seguida, fazer esse caminho.

Pimenta – O PSD apoiará o nome da base?

Josias – Otto [Alencar] tem sido um grande parceiro nosso. Temos estado com ele, já analisamos uma série de questões como, por exemplo, onde o partido tem interesse. Estamos muito alinhados. O PSD, assim como todos da base, tem sido parceiro. Nenhum [partido] tem se colocado em situação de confronto. Agora, é claro que cada partido tem um interesse eleitoral, ampliar número de prefeitos e vereadores.

Pimenta – E o PT, como se coloca nesse processo?

Josias – O presidente estadual do PT me disse que o partido deve apoiar aliados em mais de 300 municípios. E vai concorrer em pouco mais de 100. Ou seja, o partido vai apoiar, abrir mão na maioria dos municípios. Estamos buscando essa construção.

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PINHEIRO DE SAÍDA – Na visão dele próprio, seu ciclo no PT já se encerrou. E temos conversado no sentido de contribuir. É um grande parlamentar, é uma opção.

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Pimenta – O senador Walter Pinheiro deixará o PT? De fato, irá para o PSD?

Josias – Ele me disse que ainda não havia decidido. Na visão dele próprio, seu ciclo no PT já se encerrou. E temos conversado no sentido de contribuir. É um grande parlamentar, é uma opção. Ele deve ir para um partido da base [governista]. Conversou com o PDT, teve com Otto e com o pessoal da Rede.

Pimenta – Ou vai para a base de ACM Neto, como já foi especulado?

Josias – Eu não sei se houve isso, essa conversa. Seria uma coisa tão extravagante para a história dele fazer uma movimentação dessa… Não está no horizonte dele. Para mim, ele sempre negou [a ida para a base de Neto]. Pinheiro em 2010 não era o queridinho [do partido, quando foi eleito senador]. Teve nosso apoio. Fomos para cima e foi o escolhido com 80% dos votos da minha corrente [no PT, sendo depois eleito senador].

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CARMELITA, JABES E BEBETO – Como são nomes da base, preferimos que os partidos discutam, definam. Diferente de Itabuna. Estive com Carmelita, com Bebeto. Tenho conversado bastante.

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Pimenta – Falando da disputa no eixo Ilhéus-Itabuna, Professora Carmelita (PT) é candidata?

Josias – É sim. Lá, em Ilhéus, temos situação diferente da de Itabuna. Existem as candidaturas de Jabes e Carmelita. Podemos ter, também, Jabes e Bebeto. Carmelita pode fazer movimentação no sentido de apoiar Bebeto ou receber apoio do PSB. Pode resultar nisso: PT e PSB contra Jabes, esse tipo de situação. Como são nomes da base, preferimos que os partidos discutam, definam. Diferente de Itabuna. Estive com Carmelita, com Bebeto. Tenho conversado bastante. Demora um pouco mais pra definir em Itabuna.

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PESQUISA ELEITORAL EM ITABUNA – É o tipo de situação que não recomenda fazer projeção. Rui é um exemplo disso. Acabou eleito. Hoje, o que há é um sentimento. E pesquisa quantitativa não consegue identificar isso.

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Pimenta – O que as pesquisas sinalizam em Itabuna?

Josias – Não temos trabalhado com pesquisa quantitativa. Hoje, em fevereiro, não faz muita diferença para a eleição, que ocorre em outubro. Em 2012, [Jaques] Wagner pedia a desistência de Carmelita no início daquele ano. No período da campanha, chegamos a ter 32% a 30% entre ela e Jabes. É o tipo de situação que não recomenda fazer projeção. Rui é um exemplo disso. Acabou eleito. Hoje, o que há é um sentimento. E pesquisa quantitativa não consegue identificar isso. Em Itabuna, há o sentimento de setores da sociedade de que, isoladamente, sem ter esse diálogo com Estado e sem União, o prefeito não vai resolver as grandes questões daí.

Pimenta – E Salvador?

Josias – Há essa movimentação de PT mais PCdoB, PSD. Tem a candidatura de Sargento Isidório. Se esses partidos se entenderem para fazer confrontação política e ideológica com o Neto… Isso, espero que a gente consiga construir. Essa eleição não é fácil para Neto. Não se iluda. Sem ter contraponto, é fácil. Essa eleição em Salvador ainda tem desdobramentos. Rui é bem avaliado aqui. Teremos um confronto político bem interessante.

JOÃO GUALBERTO E A MÁXIMA DE QUE “ÁGUA E ÓLEO NÃO SE MISTURAM”

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Tucano diz que diferenças entre PSDB e PCdoB são inconciliáveis (Foto Gabriel Seixas)

Tucano diz que diferenças entre PSDB e PCdoB são inconciliáveis (Foto Gabriel Seixas)

“Água e óleo não se misturam”… Está aí uma verdade cientificamente comprovada, mas que nem sempre vale na política nacional, onde a luta pelo poder costuma fazer com que muitos deixem de lado certas diferenças.

Há cerca de 15 anos, a frase que abre esta nota foi proferida num discurso em Itabuna, pelo ex-senador César Borges. À época, Geraldo Simões (PT) disputava a eleição com Fernando Gomes, então no PTB, partido este que se encontrava na órbita do extinto PFL (hoje DEM). Borges usou a máxima para frisar o inconciliável antagonismo entre os respectivos grupos, mas quem diria que ele mesmo viria, em futuro não tão distante, aliar-se ao antes execrado PT. Ou seja, nos jogos de interesse e mandraquismos da política, água e óleo…

Agora, o mesmo dito é afirmado com veemência pelo presidente estadual do PSDB, deputado federal João Gualberto, para rechaçar qualquer possibilidade de união entre tucanos e comunistas na próxima disputa municipal em Vitória da Conquista. Já o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), sem medo de ser pragmático, diz que aceitaria “de bom grado” o apoio tucano ao correligionário Fabrício Falcão.

Outra máxima muito apreciada na política é a de que “os inimigos de hoje serão os amigos de amanhã”. Em um ambiente governado pelos interesses, nem sempre republicanos, há muito mais exemplos para confirmar isso do que para atestar a veracidade do que dizem os Borges e os Gualbertos.

ROBERTO JOSÉ NO PROS?

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Roberto José de olho no PR (Foto Thiago Pereira).

Roberto José de olho no PR (Foto Thiago Pereira).

Diz o semanário A Região, em sua Malha Fina, que o presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), Roberto José, está de malas prontas para o PROS. A decisão teria sido tomada ao saber (definitivamente) que o seu partido, o PSD, não terá candidato a prefeito no município, por decisão do senador Otto Alencar.

Verdade ou não, o PROS é o partido que foi para a base (?) do Governo Vane para, justamente, garantir uns dois minutos de televisão ao projeto de candidatura do deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB). E, claro, assegurou uma secretaria, exatamente a então ocupada por Roberto, a de Transporte e Trânsito (Settran).Fi

PRB DEFINE NOME DE TOM RIBEIRO PARA DISPUTAR PREFEITURA DE ITABUNA

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PRB define nome de Tom Ribeiro para disputar prefeitura de Itabuna.

PRB define nome de Tom Ribeiro para disputar prefeitura de Itabuna.

O PRB quebrou a resistência de Tom Ribeiro e o apresentador deverá ser candidato a prefeito de Itabuna. A presidente estadual da legenda, Tia Eron, disse ao comunicador que ele terá todo o apoio para a disputa. Para ela, conforme relato, “o tempo do PRB é outro”, nem tão difíceis (financeiramente) como em 2012.

A frase de efeito da deputada federal e dirigente do partido visou amolecer o coração de Tom diante de observações, do próprio apresentador, quanto às dificuldades enfrentadas pelo prefeito Vane do Renascer em 2012. Naquela eleição, o hoje prefeito Vane dependeu do PCdoB – financeiramente – para ser eleito, enquanto o PRB só oferecia a legenda.

A mensagem agora é outra. O partido quer mostrar que está levando o projeto de candidatura a sério – e está cacifado. Já ocorreram duas reuniões, em Salvador, para tratar do assunto. Tom, conforme avaliação interna, dispõe de grande visibilidade e carisma.

A visibilidade é garantida pelas aparições como apresentador do Balanço Geral, da TV Cabrália, que lidera audiência no horário das 12h às 13h45min, de segunda a sexta. Além do assédio de Tia Eron, o grupo do deputado estadual José de Arimatéia também tem trabalhado pela candidatura de Tom.

Procurado pelo Pimenta.blog, Tom evitou comentar sobre pré-candidatura. Apenas confirmou ter participado de reuniões, porém se negou a falar do conteúdo das mesmas. “Estamos conversando, sim. O prefeito Vane é do PRB e é natural esse desejo do partido [de novamente ter um candidato a prefeito]”.

A decisão do PRB estadual pela candidatura de Tom levou o pré-candidato a prefeito pelo PSDB, Augusto Castro, a procurar a legenda e também o apresentador, querendo-o como vice.

Em contato com o site, por meio de sua assessoria, a presidente do PRB baiano disse que a posição oficial do partido quanto às eleições de 2016 será divulgada “em momento oportuno”. A nota do blog foi publicada conforme relatos, mas a deputada, frisando não ter concedido entrevista, diz não ter falado das dificuldades de 2012 durante as reuniões, embora fonte presente às reuniões digam o contrário. Atualizado às 16h12min.

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