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2 de junho de 2020 | 10:13 am

SECULUS E COMPET EM SILÊNCIO

Tempo de leitura: < 1 minuto

Dois dos institutos de pesquisa que prestaram serviços a candidatos ou empresas em Itabuna no período eleitoral ainda não se posicionaram sobre as diferenças entre os resultados aferidos no campo e os registrados nas urnas.

O Instituto Seculus, de Jequié, cravou reeleição de Capitão Azevedo com vantagem superior a 13 pontos percentuais – a diferença seria ainda maior se fossem considerados apenas os votos válidos. Como se sabe, a vitória foi do candidato Vane do Renascer (PRB) pela diferença de um ponto percentual.

A maior barbeiragem, no entanto, foi do Instituto Compet, que se envolveu em grande polêmica em 2008 ao ser acusado de manipular resultados para favorecer o então peemedebista Capitão Fábio. Neste ano, o instituto cravou empate técnico entre Capitão Azevedo e a petista Juçara Feitosa (35,82% a 33,44%, com o vencedor Vane aparecendo com apenas 23,08%).

Nas urnas, Vane teve 41,62% dos votos válidos, Azevedo somou 40,61% e Juçara ficou com 15,36%. Dentro da margem de erro, apenas o Instituto Gasparetto acertou o resultado.

Por enquanto, apenas silêncio da Compet e do Instituto Seculus.

AS PESQUISAS ELEITORAIS

Tempo de leitura: 3 minutos

Allah Góesallah.goes@hotmail.com

A Lei Eleitoral não limita a responsabilidade por divulgação de pesquisa sem o prévio registro (e/ou a divulgação de enquete sem o devido esclarecimento), apenas às entidades e empresas que as realizarem.

Nesta semana que passou, alguns veículos de comunicação divulgaram uma enquete eleitoral onde, através do levantamento de opiniões colhidas, comentaristas emitiram ilações sobre como estaria o quadro eleitoral em Itabuna e, consequentemente, sobre o que se poderia esperar da campanha eleitoral deste ano.

Como esta enquete não possuía número de registro na Justiça Eleitoral, até porque a mesma não foi registrada, muitos chegaram a afirmar que esta seria ilegal, e tornaria quem a divulgou passível de receber sanções previstas na legislação eleitoral.

Ocorre que, somente se estaria passível de punição se, em vez de ser uma “enquete e/ou sondagem”, que é realizada sem nenhum método científico, o levantamento de opiniões realizado fosse “pesquisa eleitoral”, categoria diferente da que foi utilizada, vez que deve atender aos requisitos formais e metodológicos exigidos pela Justiça Eleitoral.

Uma pesquisa eleitoral deve possuir metodologia capaz de selecionar corretamente a amostragem, indicar a margem de erro e os instrumentos de coleta e análise dos dados. Já a enquete, pode apresentar resultados muito distantes daqueles obtidos por uma pesquisa eleitoral, vez que não faz uso correto dos procedimentos metodológicos.

A enquete e/ou sondagem não se confunde com a pesquisa eleitoral, vez que esta é um mero levantamento de opiniões, sem controle de amostra e sem método científico para sua realização, até porque feito sem rigor técnico, sem responsabilidade de estatístico, dependendo apenas da participação espontânea do interessado.

Deve-se ter cuidado na divulgação dos dados obtidos através de uma enquete, vez que, obrigatoriamente, deverá ser esclarecido ao público que não se trata de pesquisa eleitoral (ato este realizado na sondagem em questão), pois do contrário, se estaria ferindo o §2º do artigo 2º da resolução 23.364/11 do TSE, bem como o artigo 33 da Lei 9.504/97.

Ademais, o artigo 18 desta mesma resolução estabelece multa no valor de até R$ 106.410,00 para quem desobedecer este “cuidado”, sendo acrescida da pena de detenção de 6 meses a 1 ano se a pesquisa for considerada fraudulenta, razão pela qual se deve ter muito critério na divulgação destes dados.

Recentemente, o PSDB ajuizou representação (REspe 212-27.2010.6.23.0000-RR), contra o senador Mozarildo Cavalcanti, em razão da suposta divulgação de pesquisa/enquete eleitoral sem prévio registro durante entrevista concedida a uma rádio de Roraima em 24.01.2010. A representação foi julgada procedente e o senador foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 53.205,00, tudo porque, quando da entrevista, este não deixou claro que se tratava, não de pesquisa, mas de uma enquete.

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SÓCIO-ESTATÍSTICA APRIMORA CONTROLE DE PESQUISAS

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A Sócio-Estatística e a Gasparetto Pesquisa, ambas do sociólogo Agenor Gasparetto, vai aprimorar ainda mais o controle externo sobre as pesquisas feitas pelo grupo. As empresas decidiram informatizar a coleta de dados. Entrevistadores agora vão a campo com terminais eletrônicos com sistema Android.

Os terminais começam a ser utilizados nas pesquisas eleitorais feitas nesta semana, segundo Alda Pereira, da Sócio-Estatística. Como os terminais possuem sistema de localização GPS, é possível saber, com exatidão, se o questionário foi mesmo aplicado – e onde -, por exemplo.

A informatização também é forte aliada em períodos eleitorais, quando qualquer pesquisa é ou pode ser contestada.

PESQUISAS ELEITORAIS E CENSO

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Institutos de pesquisa ainda parecem ignorar os dados do último censo do IBGE. Talvez isso explique porque tanta diferença entre os levantamentos já divulgados até aqui.

Na sul-baiana Coaraci, um instituto foi às ruas aferir intenções de voto para prefeito. Do universo pesquisado, 55,1% era formado por homens e 44,9% de mulheres. Deu Jadson Galvão (PR) na frente. O segundo instituto inverteu: 55,1% de mulheres e 44,9% de homens. Deu Josefina Castro (PT) na liderança. Ambas foram registradas.

Agora, de acordo com o Censo 2010, o município é formado, em sua maioria, por mulheres: 51% a 49%.

PESQUISAS, POLÍTICOS E PARTIDOS

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Marco Wense
Os que fazem oposição ao projeto de reeleição do governador Jaques Wagner, com destaque para as lideranças do DEM, PSDB e PMDB, estão tiriricas da vida com os institutos Ibope e Vox Populi.
Somente o Datafolha ficava de fora do tiroteio verbal e das insinuações de manipulação de dados a favor do candidato do PT. Agora, nem mesmo o Datafolha consegue escapar da ira dos oposicionistas.
A irritação dos democratas, tucanos e peemedebistas só vai acabar quando a consulta popular apontar uma melhora na posição de Paulo Souto e do ex-ministro Geddel Vieira Lima na disputa pelo Palácio de Ondina.
Mas lá, lá no estado de São Paulo, o tucanato só faz elogiar o Ibope, Datafolha, Sensus e o Vox Populi. O candidato do PSDB ao governo, Geraldo Alckmin, tem o dobro de intenções de voto em relação ao segundo colocado, o petista Aloizio Mercadante.
Quando sai uma pesquisa no maior colégio eleitoral do país, colocando o candidato do PSDB na dianteira, os tucanos vibram, soltam fogos e apostam na eleição de Alckmin logo no primeiro turno.
Aqui na Bahia, os institutos de pesquisa, na opinião de tucanos, democratas e peemedebistas, fazem o jogo do PT. “Sensus, Ibope e Vox Populi não são institutos da minha confiança”, diz o deputado João Almeida, líder do PSDB na Câmara Federal.
A verdadeira pesquisa, pelo menos no imaginário dos peemedebistas, é a que aponta uma situação de empate técnico entre Geddel e Paulo Souto. Já os soutistas apostam em uma diferença abaixo de 10 pontos (%) entre Wagner e Souto.
O Ibope, Sensus, Vox Populi e o Datafolha têm um novo concorrente no mercado: o Instituto Imaginário Oposicionista.  Coisas da política.
COISA FEIA
O que deixa a gente triste, triste mesmo, é quando a podridão, com seus tentáculos, toma conta de uma instituição que representa o arcabouço do sistema democrático e do estado de direito.
A atual Câmara de Vereadores, que é o Poder Legislativo municipal, já está na boca do povo como a pior da história política de Itabuna. A Casa Legislativa, ou melhor, a “Casa da Mãe Joana”, é uma vergonha.
Alguns vereadores acham que depois das canetadas do presidente, tendo como alvo principal Roberto de Souza, a Casa deixou de ser de “Mãe Joana”. É agora a do “Pai Loiola”.

PESQUISA X ENGODO ELEITORAL

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Walmir Rosário | wallaw2008@hotmail.com
Como acontece em todos os anos de eleições, o coitado do eleitor fica atônito sem saber em quem confiar. Sim, estou falando dos políticos candidatos e nas informações prestadas pelos seus marqueteiros e coordenadores de campanha, responsáveis pela barafunda de resultados de pesquisa de intenção de votos.
Os institutos de pesquisa também não deixam por menos e aumentam a confusão na cabeça do eleitor a cada resultado publicado, embora as aferições tenham sido realizadas nos mesmos dias e lugares. Mas, diriam, ou dizem os entendidos: “Cada pesquisa detecta um momento, daí os resultados díspares”.
A cada rodada de pesquisas nos deparamos com resultados cada vez mais esdrúxulos com diferenças abissais – próximas de 10 pontos percentuais – entre os dois principais candidatos à Presidência da República. Quem realmente está à frente nas pesquisas: Serra ou Dilma? Ninguém sabe, ou melhor, poucos sabem.

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