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28 de março de 2020 | 12:19 pm

AZEVEDO, JUÇARA E VANE

Tempo de leitura: 2 minutos

Marco Wense

É bom lembrar que o Capitão Azevedo e Vane não concordam com esse intempestivo e desaconselhável “já ganhou”. O mesmo que derrotou a então candidata Juçara Feitosa na sucessão de 2008.

A campanha eleitoral, tendo como alvo a cobiçada prefeitura de Itabuna, começa sem nenhuma surpresa. Tudo dentro do previsível. Do mais que esperado.

Não há motivo para tanto oba-oba com o crescimento da candidatura de Vane do Renascer (PRB). Qualquer outro nome que representasse uma “mudança” estaria na mesma situação.

A posição dos candidatos nas pesquisas de intenção de voto só terá consistência depois dos debates, das entrevistas e, principalmente, com o início da propaganda eleitoral pela TV.

O próximo prefeito – ou prefeita – será o que errar menos durante o processo sucessório. O que se mostrar mais competente para resgatar a autoestima do povo itabunense.

Portanto, sem pestanejar, digo que ainda é muito cedo para o “já ganhou” protagonizado pelo azevismo e, agora, por alguns eufóricos vanistas.

É bom lembrar que o Capitão Azevedo e Vane não concordam com esse intempestivo e desaconselhável “já ganhou”. O mesmo que derrotou a então candidata Juçara Feitosa na sucessão de 2008.

DUAS VELAS

Segundo o blog Resenha da Cidade, o tenente Gilson Nascimento, ex-secretário de Administração do governo Azevedo, conversou com o prefeito de Itabuna na última terça-feira, 24.

Gilson, hoje diretor do Ciretran, foi pedir a liberação de uma liderança política do bairro São Pedro para apoiar a reeleição de Ruy Machado, presidente da Câmara de Vereadores.

Gilson, ex-DEM, é filiado ao PCdoB e um dos principais coordenadores da campanha de Vane do Renascer (PRB). Vale Lembrar que o vice de Vane é o vereador comunista Wenceslau Júnior.

Ruy Machado é do PTB, legenda que apoia a reeleição do chefe do Executivo. O engraçado é que a coligação do candidato Vane entrou com pedido de impugnação da candidatura do prefeito Azevedo.

Um irritado candidato a vereador, recém-chegado ao PCdoB, não se conforma com o fato de Gilson estar pedindo votos para um candidato de outra agremiação partidária. E, o que é pior, de outra coligação.

Para o neocomunista, o tenente Gilson “acende uma vela para o santo e outro para o diabo”.

Marcos Wense é articulista do Diário Bahia.

RÁDIO VIRA COMITÊ PRÓ-SERRA

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Da fachada à programação, Difusora mergulhou na campanha tucana (foto Pimenta)

Em Itabuna, a Rádio Difusora AM foi transformada em comitê avançado da campanha do tucano José Serra. Além de ostentar uma grande imagem do candidato na fachada do prédio onde funciona o seu estúdio, a Difusora recheou sua programação com referências ao presidenciável: algumas abertas e escrachadas e outras subliminares.
Quem tem sintonizado a rádio por esses dias certamente já ouviu algum apresentador proclamando que, no dia 31 de outubro, “vamos subir a serra”, ou coisa parecida. A música “Serra do Jequitibá”, do macuco Marcelo Ganem, também nunca foi tão executada na rádio do ex-prefeito Fernando Gomes.
A valorização do artista regional é altamente louvável, mas a intenção de repetir o nome do candidato evidencia claramente a propaganda indevida. É crime eleitoral com todas as suas características.

A ESPERTEZA DE CÉSAR BORGES

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O senador César Borges apelou. Nas inserções gratuitas na programação das emissoras de tevê, ainda usa informações do Datafolha de agosto para dizer que está à frente.
Diz o comercial do republicano: – No Datafolha, César tem nove pontos a mais que o segundo colocado.
E aí, entra gráfico com o nome de César com 31% de intenções de voto e o “segundo colocado” com 22%. A inserção vem sendo exibida em alguns canais de televisão, a exemplo da TV Cabrália/Rede Record, como ocorreu no intervalo das 12h40min desta quarta.
Detalhe: o Datafolha aponta mesmo César com 31%, mas o “segundo colocado” – Lídice da Mata – tem exatos 28% e o terceiro, Walter Pinheiro, tem 26%.

A FARRA DA PROPAGANDA IRREGULAR

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Para Geddel, valor da multa do TRE só faz cócegas (foto Max Haack)

Na presente campanha eleitoral, o que mais se vê é candidato infringindo a legislação no que se refere à propaganda. Estímulos para isso não faltam e dois bastante fortes são os seguintes: a irregularidade tornou-se praxe em praticamente todas as candidaturas, portanto quem não a comete perde competitividade; a outra razão é que as multas são tão leves que vale a pena correr o risco.
A propósito, o último a levar um “beliscão” do TRE foi o peemedebista Geddel Vieira Lima, candidato ao governo baiano, condenado por encher a Avenida Paralela de propaganda indevida, na semana que antecedeu a convenção do PMDB.
Geddel, disparado o mais rico entre os candidatos, vai pagar multa de R$ 15 mil por “avançar o sinal”. Para ele, é troco.

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