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26 de outubro de 2020 | 12:21 pm

CONTRA BOLSONARO, RUI COSTA ADMITE ALIANÇA DO PT COM DEM E PSDB

Rui Costa, governador da Bahia
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O governador Rui Costa admitiu, em entrevista ao Globo, que sentaria com adversários históricos do PT numa composição eleitoral contra o projeto do presidente da República, Jair Bolsonaro. O petista disse que já sentou para discutir temas com os governadores tucanos João Doria (São Paulo) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). “Não tenho nenhum problema em sentar com eles e conversar sobre pilares necessários à nação brasileira, o futuro deste país. Democracia, transformação política e social você só faz com diálogo e com entendimento de conteúdo, de projeto. Se não você vai ficar eternamente refém de bancadas do “toma lá da cá””. Como hoje o governo federal, está fazendo. Criticava tanto e está fazendo., respondeu.

Rui até traçou o que seria essa “união” contra o bolsonarismo. “Não vejo nenhum problema em sentar com Doria, com Eduardo Leite. No futuro, é possível construir um só nome? Não é possível, então vamos de dois, vamos de três com o compromisso de quem tiver o maior reconhecimento popular e comporá uma coalizão para governar. E se não for possível no primeiro, que se faça (aliança) envolvendo eventualmente no segundo turno. Defendo esse diálogo. Acho que isso é algo didático que a população vai atender e nós vamos mostrar coesão, unidade”.

Na entrevista, o governador também aborda temas caros ao PT, como a corrupção, e o estilo Jair Bolsonaro. “Eu não deposito expectativa num padrão civilizatório do presidente. O padrão dele é estimular a agressão, o ódio e as ofensas a todos”, disse em referência às declarações do presidente contra a imprensa.

A BASE ALIADA E O PDT DE MANGABEIRA

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Marco Wense

 

 

Como o governador petista Rui Costa é aliado do alcaide Fernando Gomes, os partidos da base de sustentação política ficam com receio de magoar o chefe do Palácio de Ondina. Alguns até temem um puxão de orelha.

 

Das legendas que integram a base aliada do governador Rui Costa, só o PDT, sob o comando do médico Antônio Mangabeira, faz oposição declarada ao governo Fernando Gomes, ainda sem partido depois que rompeu com ACM Neto (DEM).

PCdoB de Davidson Magalhães, PSB de Renato Costa, PR, PP, PSD e outras legendas de menor expressão, estão silenciosas em relação a gestão municipal. Os senhores dirigentes fogem da crítica como o diabo da cruz.

Como o PCdoB tem seu representante na Câmara de Vereadores, o edil Jairo Araújo, que faz oposição ao governismo municipal, termina amenizando o cruzar dos braços e a inércia do comunismo tupiniquim.

O PSB fica sem saber o que fazer, já que tem figuras importantes do partido no primeiro escalão do governo estadual, hoje aliado de Fernando Gomes, que em priscas eras era um ferrenho inimigo do petismo.

Mais cedo ou mais tarde, o eleitorado vai querer saber qual é a posição dos comunistas e socialistas no tocante ao governo FG. O limite para o atucanismo, obviamente ao modo PSDB, tem um prazo. Ou seja, não se consegue ficar em cima do muro por muito tempo.

Essa indefinição, que atinge quase todas as agremiações partidárias de Itabuna, é que faz Mangabeira crescer nas pesquisas de intenções de voto, ficando em uma situação confortável em relação ao segundo colocado.

Queiram ou não, o PDT é, pelo menos até agora, o único partido de oposição escancarada ao governo Fernando Gomes, sem fazer arrodeios e sem adotar a política do assopra pelo dia e morde pela noite.

Como o governador petista Rui Costa é aliado do alcaide Fernando Gomes, os partidos da base de sustentação política ficam com receio de magoar o chefe do Palácio de Ondina. Alguns até temem um puxão de orelha.

O prefeiturável Antônio Mangabeira, que em duas eleições – prefeito e deputado federal – obteve 20 mil votos em Itabuna, com essa escassez de oposição a FG, só faz ficar cada vez mais favorito na sucessão de 2020.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

JUIZ DETERMINA PRISÃO DO EX-GOVERNADOR MARCONI PERILLO

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Perillo foi preso, preventivamente, na tarde desta quarta || Foto Marcelo Camargo/AB

O ex-governador de Goiás e ex-senador Marconi Perillo (PSDB) foi preso, na tarde desta quarta-feira (10), quando prestava depoimento à Polícia Federal em Goiânia. A prisão foi determinada pelo juiz Rafael Angelo Slomp, da 11ª Vara Federal Criminal da capital goiana no âmbito da Operação Cash Delivery, que investiga o pagamento de propina para suas campanhas eleitorais. A prisão é preventiva, ou seja, não tem prazo para acabar.
A defesa do ex-governador, que perdeu a disputa ao Senado no último domingo (7), anunciou que vai entrar com pedido de habeas corpus. Marconi foi delatado por executivos da Odebrecht, que alegam que repassaram R$ 10 milhões em propina para ele entre 2010 e 2014 em troca da execução de obras em Goiás.
No último dia 28, a Operação Cash Delivery cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador e prenderam cinco pessoas próximas a ele, como o coordenador financeiro de sua campanha, Jayme Rincón. Marconi chegou a ter sua prisão decretada na ocasião, mas a ordem não foi cumprida devido a restrições do calendário eleitoral em relação aos candidatos. Leia mais aqui.

CNT/MDA MOSTRA BOLSONARO COM 28,2%; HADDAD, 17,6; E CIRO, 10,8%

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A primeira pesquisa da MDA, contratada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), traz o deputado federal Jair Bolsonaro com 28,2% das intenções de voto, seguido pelo ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) isolado na segunda posição, com 17,6%. Haddad substituiu Lula na corrida deste ano. Ciro Gomes (PDT) aparece com 10,8%.
O segundo pelotão tem Geraldo Alckmin (PSDB) com 6,1% e Marina Silva (Rede) com 4,1%. João Amoêdo (Novo) fica com 2,8% e Alvaro Dias (Podemos) com 1,9%, ambos empatados com Henrique Meirelles (MDB), com 1,7%.
Na sequência, vêm Daciolo, com 0,4%, mesmo percentual de Boulos (PSOL). Vera (PSTU) atinge 0,3%. Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL) não pontuam. Neste cenário, o percentual de votos branco e nulo chega a 13,4%, enquanto o de indecisos fica em 12,3%.
SEGUNDO TURNO
A mesma pesquisa aferiu alguns cenários de segundo turno. Bolsonaro empata com Haddad, mas numericamente à frente: 39% a 35,7%. Contra Ciro, Bolsonaro fica atrás – 37,8% do ex-governador cearense ante 36,1% do deputado hospitalizado.
Bolsonaro consegue vencer, com facilidade, Alckmin e Marina. Contra o tucano, seria 38,2% a 27,7%. Marina teria 28,2% e Bolsonaro venceria com 39,4%. Num confronto Ciro e Haddad, o pedetista venceria o petista por 38,1% a 26,1.
A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e 95% de nível de confiança. Segundo a MDA, a pesquisa foi realizada no período de 12 a 15 de setembro em 137 municípios. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04362/2018, e ouviu 2.002 pessoas.

DEPUTADO JOÃO GUALBERTO DESISTE DE TENTAR A REELEIÇÃO

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Gualberto anuncia desistência de reeleição

O tucano João Gualberto anunciou, nesta terça (14), a desistência de reeleição a deputado federal. O empresário e ex-prefeito de Mata de São João havia tentado disputar o Palácio de Ondina, porém foi rifado para que o partido dele, o PSDB, do qual é presidente estadual, formasse aliança com o DEM e apoiasse a candidatura a governador de José Ronaldo.
“Não vou ser mais candidato a deputado. Não é de hoje. Fui prefeito, gostei, mas Câmara… É ambiente ruim, chato, horroroso. Fiquei contrariado lá. Foi para o meu extremo”, disse ele numa entrevista ao Bahia Notícias, para quem afirmou ter remoído a decisão até anunciá-la. Gualberto deverá ser mantido no comando do PSDB baiano e apoiará a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin.

CACÁ LEÃO: PP BAIANO NÃO DESCARTA APOIAR ALCKMIN

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PT e PP podem seguir caminhos opostos na disputa à presidência da República na Bahia, segundo o deputado federal Cacá Leão em entrevista ao PIMENTA. O PP baiano deverá ficar com o PT na disputa nacional se o candidato a presidente for Jaques Wagner ou o ex-presidente Lula, essa uma candidatura com possibilidades remotas por causa do Judiciário.
Ex-prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad foi descartado, condição em que o nome do PP na Bahia à presidência poderá ser o do tucano Geraldo Alckmin. Cacá faz um ressalva: a posição dos progressistas dependerá de para onde vá o ex-governador Jaques Wagner. “A gente precisa esperar quais são os movimentos. Principalmente, qual é o movimento do nosso homem maior da política da Bahia, o Galego, Jaques Wagner, vai fazer”.
PIMENTA – Qual vai ser a posição do PP na Bahia em relação à disputa nacional?
CACÁ LEÃO – A gente está aguardando. O PP nacional já anunciou apoio a Geraldo Alckmin, mas teremos a convenção nacional dia 2 de agosto, quando a gente vai discutir esse propósito. A gente está analisado para ver qual é o movimento, principalmente do PT. Se for Wagner, não há hipótese de o partido não estar com ele. Depois, a gente vai decidir.
PIMENTA – Se for Haddad?
CACÁ – Aí é difícil. A gente vai procurar candidatura que una todos os aspectos nossos. Acredito que, neste momento, a gente precisa mais de união do que de disputa. A gente está com uma raiva, uma falta de respeito de opinião contrária muito forte. Eu, particularmente, sempre defendi a candidatura de Rodrigo Maia (DEM), que já faz esse trabalho [de união] na Câmara, mas com a desistência dele, não consigo enxergar esse outro nome em Alckmin. A condição é de que seja essa pessoa, de união. Se ele se mostrar lá na frente, pode ser que a gente se coloque. O nosso ex-governador Jaques Wagner é um nome que tem essas qualidades [de união], mas aí vai passar por ele, pelo Partido dos Trabalhadores, ex-presidente Lula.
PIMENTA – O sr. acredita na viabilidade jurídica da candidatura do ex-presidente Lula?
CACÁ – É difícil. Infelizmente, acho que é difícil. Particularmente, eu sou contra a prisão em segunda instância. A Constituição Federal diz que é trânsito em julgado, aí seria STJ (Superior Tribunal de Justiça). Mas acho que hoje com a Lei da Ficha Limpa e com o massacre que está aí, o ex-presidente Lula não tem ainda essa condição.
PIMENTA – O PP baiano não descarta apoio a Geraldo Alckmin?
CACÁ – Não descarta. Não descarta, por enquanto, apoio a ninguém.
PIMENTA – Mesmo se levarmos em conta a conjuntura baiana?
CACÁ – Não, claro que não. Uma coisa independe da outra. É claro que nós jamais estaremos em cima de outro palanque. Claro que se Alckmin vier à Bahia nós jamais estaremos juntos com eles (DEM baiano), mas a gente precisa esperar quais são os movimentos e, principalmente, qual é o movimento do nosso homem maior da política da Bahia, o Galego, Jaques Wagner, vai fazer.

FINAL PREVISÍVEL

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Marco Wense
 
 

A estrondosa rejeição de Temer, detectada nas pesquisas como a maior da história da República, vai contaminar a campanha do tucano. Se a verdade pegar, que o candidato de Temer é Alckmin, o tucano vai ter muitas dificuldades para passar de dois dígitos nas pesquisas de intenção de votos.

 
Um final de novela previsível: o centrão, formado pelo DEM, PR, PP, SD e o PRB, vai apoiar   o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), que passa agora a ser o candidato de Michel Temer e do seu governo.
É esse ponto que deve ser explorado pelos adversários do continuísmo. Aliás, a torcida no “blocão” é pela manutenção da candidatura de Henrique Meirelles pelo MDB, o que serviria para disfarçar o apoio do presidente Temer e da sua turma ao ex-governador de São Paulo.
A notícia de que o centrão (ou blocão) vai ficar com Alckmin foi efusivamente comemorada no Palácio do Planalto. Aos partidos de esquerda e centro esquerda, cabe a responsabilidade de uma urgente reflexão para se chegar a um consenso em torno da imprescindível união, sob pena de um segundo turno sendo disputado entre dois nomes que representam o campo ideológico inverso.
PT, PDT, PSB e o PCdoB precisam sentar na mesma mesa e buscar um consenso em torno do melhor caminho que devem percorrer. Se Ciro Gomes errou em procurar o centrão (ou blocão), o PT, PSB e o PCdoB também cometeram seus erros, principalmente o PT quando fez de tudo para isolar Ciro na corrida presidencial. Resta agora  a busca urgente por um diálogo. O que passou, passou.
Problema maior é o que já começa a atormentar Alckmin: o tucano é o candidato do presidente Michel Temer e do MDB de Eduardo Cunha, Cabral, Geddel, Moreira Franco, Romero Jucá, Eliseu Padilha e companhia Ltda.
A estrondosa rejeição de Temer, detectada nas pesquisas como a maior da história da República, vai contaminar a campanha do tucano. Se a verdade pegar, que o candidato de Temer é Alckmin, o tucano vai ter muitas dificuldades para passar de dois dígitos nas pesquisas de intenção de votos.
Finalizo dizendo que é bom que as coisas comecem a ficar transparentes, com a definição de quem é quem, o que querem e de que lado estão.
Marco Wense é articulista político.

ÁLVARO DIAS ADMITE CONVERSA COM O DEM E REJEITA ALIANÇA COM PSDB E MDB

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Álvaro Dias (c) falou de projetos e de aliança com o DEM || Foto Jorge Bittencourt/Pimenta

O senador e presidenciável Álvaro Dias (Podemos) admitiu nesta sexta-feira (4), em Itabuna, no sul da Bahia, que existem conversas iniciais com o DEM sobre uma possível aliança nacional para disputar às eleições de outubro.  “O que há é um desejo de muitos de estabelecer uma convergência mais ao centro. Sempre surge essa discussão e partidos que podem buscar uma aliança, concentrando o apoio em determinado candidato. Mas essa é uma conversa muito incipiente”, disse ao PIMENTA.
Além do DEM, o senador acenou que pode conversar com o PRB. “Ainda estamos no campo da preliminar, porque temos que esperar algumas etapas e respeitar as candidaturas dos outros partidos. O Rodrigo Maia (DEM), Flávio Rocha (PRB) são pré-candidatos de partidos que estão muito próximos. Nós não somos obstáculos a um entendimento. Estamos dispostos a facilitar uma convergência, mas somente o tempo dirá”.
Álvaro Dias disse que a convenção do Podemos será dia 22 de julho e que até lá muita coisa é possível. O senador descartou qualquer chance de alianças com partidos como MDB e PSDB, e afirmou que, se eleito, irá enxugar a máquina pública e uma das primeiras medidas será reduzir o número de ministérios para 15, no máximo.
Ele veio ao sul da Bahia participar do 3º Encontro Regional do partido, que na Bahia conta com os deputados Bacelar (federal) e Jânio Natal (estadual). Além dos dois parlamentares, o evento contou com a participação da presidente nacional da sigla, a deputada federal Renata Abreu, vereadores, prefeitos e pré-candidatos a deputado, além do presidente do diretório municipal, Rafael Moreira.

SAIBA QUEM SÃO OS DEPUTADOS MAIS FALTOSOS DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA EM 2018

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Tucano e petista são os mais faltosos na AL-BA || Foto Divulgação

Luan Santos
Os deputados estaduais Augusto Castro (PSDB) e Fátima Nunes (PT) foram os mais faltosos na Assembleia Legislativa (Alba) desde fevereiro, quando os trabalhos em 2018 foram iniciados. O tucano não marcou presença em 11 das 33 sessões ordinárias realizadas no período, enquanto a petista se ausentou em 10 delas. Em seguida, com oito faltas cada, aparecem Jurandy Oliveira (PRP) e Robinho (PP).
Outros quatro parlamentares vêm logo atrás com sete ausências: Angela Sousa (PSD), Gika Lopes (PT), Jânio Natal (Pode) e Soldado Prisco (PSC). O levantamento foi realizado pela Satélite com base em dados disponíveis no site da Alba. O deputado Paulo Câmera – que tem 20 faltas – não foi considerado por estar em processo de recuperação de um grave problema de saúde.
Nenhuma das sessões teve a presença dos 63 deputados baianos. O dia de plenário mais cheio foi 3 de abril, quando só um parlamentar faltou. Já o mais vazio foi registrado em 12 de abril, quando 32 deles se ausentaram.
OS MAIS ASSÍDUOS
Cinco deputados marcaram presença em todas as sessões e são os mais assíduos: Carlos Geilson (PSDB), David Rios (PSDB), Eduardo Salles (PP), Zé Neto (PT), além do presidente da Casa, Angelo Coronel (PSD). Com apenas uma falta estão Bobô (PCdoB), Carlos Ubaldino (PSD), Euclides Fernandes (PDT), Fábio Souto (DEM), Hildécio Meireles (PSC), Joseildo Ramos (PT), Rosemberg Pinto (PT) e Targino Machado (DEM).
Da Coluna Satélite, Correio24h

A CANDIDATURA DE HUCK

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Marco Wense
 

Agora, no maior cinismo do mundo, o tucano mais exótico, de plumas mais coloridas e bico reluzente, passa a ser o principal incentivador da candidatura de Luciano Huck.

 
O padrinho político da candidatura do global Luciano Huck ao Palácio do Planalto é Fernando Henrique Cardoso, sociólogo e ex-presidente da República.
FHC, como é abreviadamente chamado, é o tucano (PSDB) mais exótico do tucanato, sem dúvida o de plumas mais coloridas e bico reluzente.
O engraçado é que FHC dizia que o prefeito de São Paulo, João Doria, estava tendo um comportamento condenável em relação ao governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.
Doria se autoproclamava presidenciável da legenda, querendo tomar o lugar do seu criador, daquele que foi responsável pela sua eleição para o Palácio do Anhangabaú.
Alckmin, mesmo contra algumas lideranças do partido, elege o “poste”, que logo é picado pela mosca azul e começa a sabotar a pré-candidatura presidencial do chefe do Executivo estadual.
FHC, percebendo a traição de Doria, aconselha Alckmin a assumir o comando nacional do PSDB, se fortalecendo para ser o nome da legenda na sucessão de Temer.
Agora, no maior cinismo do mundo, o tucano mais exótico, de plumas mais coloridas e bico reluzente, passa a ser o principal incentivador da candidatura de Luciano Huck.
Como o anzol da infidelidade partidária só pega peixes pequenos, os tubarões ficam isentos de qualquer questionamento. Não são taxados de ingratos, traidores e oportunistas de plantão.
Fernando Henrique Cardoso, também conhecido como o “Príncipe da Privataria”, é um, digamos, João Doria mais lapidado, mais traiçoeiro.
A candidatura de Luciano Huck é o sonho de FHC, que se dane o PSDB, Alckmin e todo o tucanato.
Marco Wense é editor d´O Busílis.

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