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22 de fevereiro de 2020 | 05:30 pm

AS DIFICULDADES DE KALID

Tempo de leitura: 2 minutos

Marco Wense

O caminho para a formação de uma boa coligação é complicado. As legendas da base aliada do governo Wagner estão descartadas.

O arquiteto Ronald Kalid, ex-secretário municipal de Viação e Obras do então governo Ubaldo Dantas, é um bom nome para a sucessão do prefeito José Nilton Azevedo (DEM).
Não há nenhuma voz que ponha em dúvida a capacidade, honestidade e, principalmente, a sua coerência diante do emaranhado jogo político, onde o interesse pessoal prevalece sobre o público.
Ronald Kalid, em que pese o apoio incansável e entusiasmado de José Adervan, presidente do PSDB de Itabuna, tem inúmeros obstáculos, alguns até intransponíveis.
O primeiro entrave é a cúpula estadual do tucanato, ainda indecisa sobre o lançamento de candidatura própria na disputa pelo cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves.
O caminho para a formação de uma boa coligação é complicado. As legendas da base aliada do governo Wagner estão descartadas. As que fazem posição – DEM, PPS, PR e o PMDB – não vão se juntar ao PSDB.
O DEM de Maria Alice, se não houver nenhuma surpresa, deve apoiar a reeleição do prefeito Azevedo. O PPS é uma gigantesca interrogação. O PR do vereador Roberto de Souza quer distância do PSDB de Adervan. O PMDB de Renato Costa quer Ubaldo Dantas como candidato.
É evidente que os diretórios municipais não têm autonomia para uma decisão definitiva. Os partidos vivem sob a batuta autoritária do comando estadual. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Para complicar, ainda tem o deputado tucano Augusto Castro contrário a qualquer iniciativa de candidatura própria pelo PSDB, já que é aliado do prefeito Azevedo.
Como não bastassem todas essas dificuldades, o prefeiturável Ronald Kalik tem pela frente a opinião dos amigos que acham sua candidatura uma loucura de Adervan.
PS – A “loucura” de Adervan lembra a dos ceplaqueanos quando lançaram Geraldo Simões na disputa pela prefeitura de Itabuna. Deu no que deu: o petista virou chefe do Executivo por dois mandatos.
UBALDO DANTAS
O comando estadual do PMDB, tendo a frente o deputado Lúcio Vieira Lima, presidente estadual da legenda, vai conversar com o ex-prefeito Ubaldo Dantas sobre a sucessão municipal.
Lúcio, irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, gostou da lembrança do nome de Ubaldo para a disputa da prefeitura de Itabuna na eleição de 2012.
O nome de Ubaldo causou um rebuliço no processo sucessório. Para muitos, a candidatura de Ubaldo elimina qualquer chance de vitória do PT, seja com Juçara Feitosa ou Geraldo Simões.
Marco Wense é articulista da Contudo.

SUCESSÃO MUNICIPAL

Tempo de leitura: 3 minutos

Marco Wense

Quando Geraldo é questionado sobre essa inusitada e estranha aliança com o peemedebismo, diz que tem um bom relacionamento com Lúcio Vieira Lima, seu colega na Câmara Federal.

Se não fosse a provável candidatura própria do PCdoB na eleição de 2012, Geraldo Simões não estaria correndo atrás de uma coligação do PT com o PMDB.

Se o PCdoB desse um sinal positivo para os petistas, indicando novamente o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Juçara Feitosa, Geraldo evitaria uma aproximação com o partido do ex-ministro Geddel.

É bom lembrar que o PMDB de Itabuna, além do médico Renato Costa na presidência da legenda, tem o ex-prefeito Fernando Gomes de Oliveira como presidente de honra.

Renato, que já foi aliado de Geraldo, não cansa de dizer que o deputado é um “inadimplente da palavra”. O outro, que já comandou a prefeitura por quatro vezes, é inimigo pessoal do petista.

Quando Geraldo é questionado sobre essa inusitada e estranha aliança com o peemedebismo, diz que tem um bom relacionamento com Lúcio Vieira Lima, seu colega na Câmara Federal.

Lúcio Vieira, irmão de Geddel, é o presidente estadual do PMDB. Aquele que na última sucessão municipal chamou a então candidata Juçara Feitosa de “farofeira”.

Geraldo quer o PMDB longe do PCdoB. Os preciosos minutos que o partido tem no horário eleitoral são indispensáveis para qualquer candidatura.

Davidson Magalhães é o prefeiturável do PCdoB que mais preocupa o petista. O diretor-presidente da Bahiagás, além do bom discurso político e administrativo, é o mais próximo do PMDB e do PSDB.

Uma iminente coligação PCdoB/PSDB/PMDB, com Davidson Magalhães encabeçando a chapa majoritária, tem a simpatia de Renato Costa e do jornalista José Adervan, presidente do tucanato local.

Se a reeleição do Capitão Azevedo não decolar, o voto do azevismo – o chamado voto útil – vai para o candidato do PCdoB.

O Partido Comunista do Brasil pode atrair o PSB, PP, PR e o PDT. E mais: se a reeleição do Capitão Azevedo não decolar, o voto do azevismo – o chamado voto útil – vai para o candidato do PCdoB.

As pesquisas de intenções de voto, direcionadas para os três pretendentes do PCdoB, colocam Davidson na terceira posição. Luis Sena e Wenceslau Júnior estão tecnicamente empatados.

Mas a opinião de que Davidson Magalhães pode crescer mais do que Sena e Wenceslau durante o processo eleitoral, com a possibilidade de polarizar com um dos adversários, é quase unânime entre os analistas políticos.

Petistas e comunistas já defendem um acordo entre os partidos. O fim do instituto da reeleição é quase certo para 2016. A legenda que lançasse o prefeiturável de 2012 apoiaria o candidato do outro partido na sucessão de 2016.

O problema é que entre o PT e o PCdoB existe uma histórica, enraizada e recíproca desconfiança. É como se o dono do galinheiro deixasse uma faminta raposa tomando conta das suas galinhas.

O PT e o PCdoB só se juntam pela conveniência eleitoral, por medo de perder as benesses inerentes ao poder. A sobrevivência política fala mais alto. O resto é blablablá. Conversa oca. Conversa fiada.

Se um chegar ao poder sem a ajuda do outro, coitado de quem ficar de fora. O massacre é inevitável.

Marco Wense é articulista da Contudo.

AUGUSTO CASTRO FICA NO PSDB

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O tucano Augusto Castro negou que esteja partindo para abrigar-se no PSD de Otto Alencar e Gilberto Kassab. “Sou tucano e assim pretendo permanecer”, rebateu, reafirmando ainda a sua condição de vice-líder do bloco PSDB/PR na Assembleia Legislativa baiana. No último final de semana, eram fortes os rumores de deserção tucana (reveja aqui).

O parlamentar lembra do seu “excelente relacionamento” com o deputado federal Félix Jr., que estaria fazendo a ponte entre Augusto e o PSD. O tucano diz que Félix não fez nenhum convite para ingresso no novo partido. “Ele sabe do meu compromisso com o PSDB e do meu interesse em contribuir para que ele se torne um partido ainda mais forte em nosso estado”.

PSD NAMORA TUCANO AUGUSTO CASTRO

Tempo de leitura: < 1 minuto

Félix Jr. puxaria Augusto Castro (de amarelo) para o PSD.

Algumas legendas, principalmente de oposição, começam a contabilizar perdas com a fundação do Partido Social Democrático (PSD). No sábado, o PCdoB foi sacudido com a saída do deputado federal Edson Pimenta para a nova legenda e correu para segurar o deputado estadual Jean Fabrício Falcão, que tem base em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano.

E as notícias que correm nos bastidores da política sul-baiana apontam para uma deserção no PSDB em nível estadual. Com o apoio do deputado e parceiro Félix Jr., o deputado estadual Augusto Castro estaria deixando o ninho tucano para abrigar-se no PSD, de Otto Alencar.

Os passos do deputado sul-baiano, aliás, apontam para uma saída, embora esteja bem acomodado no PSDB. A mudança teria mais a ver com as possibilidades abertas ao estar, de fato, na base governista – e ao lado do vice-governador Otto Alencar, xerifão do recém-criado PSD.

Félix Jr. negou ao PIMENTA que tenha dialogado com o tucano sobre essa possibilidade. “Com ele [Augusto Castro], não conservei nada”, diz o deputado federal. Pelo sim, pelo não, Félix complementa no Twitter, de forma enigmática: – Partidos querem ser donos dos deputados e eleitos. A Reforma Política deve resolver este assunto! Um eleito não pode ser escravo de partido!

É algo na linha do “para bom entendedor”…

WENCESLAU E O PMDB

Tempo de leitura: 2 minutos

No mesmo palanque, portanto, Wenceslau Júnior, Fernando Gomes, Lúcio Vieira Lima e o mano Geddel. Todos no mesmo barco e com o mesmo objetivo: derrotar o PT.

Marco Wense

O presidente do PCdoB de Itabuna, o vereador-prefeiturável Wenceslau Júnior, sonha com uma grande composição de partidos em torno do seu nome na sucessão municipal de 2012.

Diz que está “mexendo os pauzinhos” para reunir na mesma mesa o PMDB, PV, PSB, PDT, PRB, PTB, PMN e o PHS. Vai também convidar o PT e até o PSDB.

Pois é. Wenceslau só deixou de fora o DEM. A inclusão do PMDB na coligação do comunista, que anda eufórico com a votação que teve na eleição para deputado estadual, causou certo espanto.

Como o PMDB de Itabuna vai seguir o caminho traçado por Fernando Gomes, que é o presidente de honra da legenda, o PCdoB de Wenceslau vai ter uma conversa com o ex-prefeito.

No mesmo palanque, portanto, Wenceslau Júnior, Fernando Gomes, Lúcio Vieira Lima e o mano Geddel. Todos no mesmo barco e com o mesmo objetivo: derrotar o PT, com Juçara Feitosa ou Geraldo Simões.

O ex-alcaide Fernando Gomes, em conversas reservadas, já disse que na sucessão do prefeito Azevedo só não apoia o próprio Azevedo (reeleição) e o candidato do PT.

A modesta Coluna Wense, agora na revista Contudo, não sabe informar a posição de Davidson Magalhães e Luís Sena diante da inusitada aliança do PMDB com o PCdoB.

Marco Wense e articulista da revista Contudo.

BICADAS ENTRE TUCANOS

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Não é apenas em Itabuna que os tucanos têm distribuído bicadas entre si. Presidente do diretório nacional do PSDB, o senador pernambucano Sérgio Guerra lançou abaixo-assinado “em favor do próprio si”, ou seja, defendendo a sua própria recondução à presidência.

A autopromoção do senador foi criticada por diversos correligionários e até o xará Sérgio Passos, deputado estadual na Bahia, desferiu a sua bicada.

“Trata-se de uma atitude precipitada e imatura, e que não se coaduna com o espírito democrático que norteia as decisões dentro do PSDB”, bicou o tucano da boa terra.

POR QUE FRACASSA A TERCEIRA VIA?

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Fred Cabala | fredericocabala@gmail.com

Para além dos óbvios paralelos e resguardadas as proporções, as realidades do município itabunense e da nação brasileira possuem como perceptível semelhança o fato de há tempos ambas se encontrarem enclausuradas e reféns de um sistema de polarização do campo político que a poucos satisfaz.

Enquanto o Brasil assiste ao jogo de forças entre PT e PSDB desde 1994, quando Fernando Henrique Cardoso levou a cabo o plano antiinflacionário Real, a terra grapiúna se destaca por ser solo fértil para o conveniente passa-repassa entre petistas e democratas desde que Geraldo Simões emergiu nas eleições de 1992.

Com o passar de quase duas décadas, a perspectiva de um diferente cenário político minguou a cada eleição e se transformou na naturalização do atual dualismo partidário. Todas as tentativas de caminho alternativo e implementação de uma terceira via acabaram sempre fracassando.

Em síntese, pode-se atribuir o fiasco da terceira via, tanto no Brasil quanto em Itabuna, ao fato de nenhuma alternativa e novidade substanciais terem sido verdadeiramente discutidas e apresentadas com clareza aos cidadãos. Para desespero do ideólogo do conceito, o cientista social britânico Anthony Giddens, que pensava o terceiro setor como um “centro radical” com traços que chamassem atenção pelo aspecto diferencial e cujo objetivo seria uma completa reforma do Estado.

Ora, o que tem se visto nos âmbitos municipal e nacional é a via alternativa promovendo o próprio funeral exatamente por confundir-se com os dois blocos ao invés de delimitar firme posição. A ausência de um discurso original que deveria se sobrepor aos polos já desgastados cedeu lugar à ideia do continuísmo e revela falta de personalidade política.

Em uma análise séria, é certo afirmar que esse transtorno bipolar da política muito contribui para que grande parte das pessoas sinta náuseas quando o assunto eleições se aproxima. O mal é grave.

Fred Cabala é itabunense e estuda jornalismo na Universidade Federal de Viçosa.

NÃO ACABA BEM

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A cisão no tucanato itabunense promete capítulos de forte tensão. Decidido a tomar as rédeas da legenda, o deputado estadual Augusto Castro enfrenta a birra do atual presidente do diretório municipal, o empresário José Adervan (confira).

Ao perceber Castro estufando a plumagem, Adervan passou o recibo. Acusa o correligionário de ingratidão, alegando ter aberto as portas de sua empresa para a campanha dele.

O deputado não reconhece a fatura e confidenciou a amigos que não ganhou nada do empresário em sua campanha, que teria sido custeada exclusivamente com o suor de seu próprio rosto. Gente próxima ao parlamentar eleito diz que realmente ele produziu algum material de campanha na gráfica do empresário, porém foi “mais para ajudar o próprio Adervan”.

Apesar do entrevero, Castro não pretenderia rifar o empresário da executiva tucana. Quer mantê-lo, mas com as asas prudentemente cortadas. Adervan não aceita a tesoura, até porque deseja assegurar o controle do PSDB para tentar um novo voo eleitoral em 2012.

Sim, o empresário ainda sonha com a Prefeitura de Itabuna.

NÃO ACABA BEM 2

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Outro motivo para os desentendimentos entre Augusto Castro e José Adervan atende pelo nome de Geraldo Magela, o novo secretário da Saúde de Itabuna. Castro o indicou para o cargo e Adervan teria reclamado de que a iniciativa foi isolada, sem discussão no PSDB. Mais: o presidente do diretório tucano queria emplacar outro nome no cargo.

O deputado eleito não tomou conhecimento. E as relações se azedaram ainda mais.

CURTO-CIRCUITO NO PSDB ITABUNENSE

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Augusto (à esq.) quer mais e Adervan sente cheiro estranho no ar.

O empresário José Adervan Oliveira reagiu ao saber das intenções do futuro ocupante do gabinete 102 da Assembleia Legislativa, Augusto Castro, que ensaia tomar a direção do PSDB itabunense.

Pessoalmente e pelas páginas do Agora, o presidente do diretório fez um alerta ao deputado: não gostaria de ser um Júlio César itabunense… Nem enxergar no deputado eleito um novo Brutus (ou Augustus) da história.

A amigos próximos, Adervan não deixa de lembrar que abriu as suas empresas para a campanha de Augusto – e não toleraria uma punhalada pelas costas.

O empresário ameaça sair do partido.

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