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14 de agosto de 2020 | 05:37 pm

O "ACORDÃO" NA CPI DA PETROBRAS

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Comentários desairosos pintaram aqui no blog ao reproduzirmos nota do conceituado jornalista Josias de Souza, da Folha e do portal UOL, dando conta de um acordão entre governo e oposição na CPI da Petrobras.
Talvez ainda incrédulos, alguns leitores questionaram a notícia e passaram a atacar o blog por reproduzir “notícia distorcida”. Outros, ensandecidos, passaram a falar da primavera e do verão
O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) até que tergiversou (!), mas confirmou o acordão que excluía da convocação à CPI da Petrobras nomes de políticos. Por este acordo, foram convocados apenas agentes com cargos na petrolífera, suprimindo políticos que tiveram seus nomes citados nas delações premiadas da Operação Lava-Jato.
É interessante ler toda a matéria publicada pela Folha (aqui).

DILMA, O PT E A OPOSIÇÃO

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marco wense1Marco Wense

Cabe ao PT a tarefa de bombeiro, e não de incendiário. Apagar o fogo com água e não com gasolina como querem alguns aloprados. Qualquer provocação é de uma burrice inominável.

Quando um petista se queixa das dificuldades que cercam a presidente Dilma Rousseff, eu tento acalmá-lo dizendo que é assim mesmo, que faz parte do jogo político.
Dependendo do “paciente”, recomendo até um chá de paquetá, feito com capim santo, limão, água de flor e açúcar. Nada de sal ou qualquer outro ingrediente.
Enfrento a crescente lamúria com um forte e consistente argumento: seria pior, muito pior, se Dilma fosse derrotada. Aí, nem tico, nem taco, como diz o ditado popular.
A oposição, deixando de fora os imbecis que uivam por uma interferência militar ou pelo “fora Dilma”, faz o seu papel. Tem legitimidade e todo o direito de se opor, reclamar e espernear.
Quem não deve criar problemas para o governo Dilma é o PT, sob pena de virar o principal aliado do oposicionismo. Tem que ajudar na construção do diálogo com os diversos segmentos da sociedade e, principalmente, com o Congresso Nacional.
A discussão sobre a candidatura de Lula em 2018 é intempestiva, só faz oxigenar o radicalismo de uma oposição ainda atônita e inconformada com a derrota.
Cabe ao PT a tarefa de bombeiro, e não de incendiário. Apagar o fogo com água e não com gasolina como querem alguns aloprados. Qualquer provocação é de uma burrice inominável.
Tudo que o tucanato deseja é que o Partido dos Trabalhadores e suas lideranças caiam na sua armadilha, na arapuca do “quanto pior, melhor”.
É bom lembrar que Lula desceu do palanque assim que soube da vitória de Dilma. O Lula agora é outro. É o Lulinha paz e amor.
Do outro lado, um Aécio Neves apelando até para o demônio, dizendo que “o diabo se envergonharia da campanha do PT”. Xô, satanás! Sangue de Cristo tem poder.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

COMO NOS PAMPAS

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augusto castroNota publicada hoje (8) na coluna de Levi Vasconcelos (A Tarde) compara as eleições municipais itabunenses às estaduais do Rio Grande do Sul. Por uma questão básica: em ambas, os candidatos à reeleição não têm vida fácil.
Itabuna jamais reelegeu um prefeito e o Rio Grande nunca reconduziu um governador ao poder.
A partir dessa comparação, o colunista menciona o deputado estadual reeleito Augusto Castro (PSDB) como o nome carimbado da oposição para disputar a Prefeitura, hoje sob o comando de Vane do Renascer (PRB).
Castro, que teve 12.270 votos na cidade (segundo mais votado, atrás do ex-prefeito Capitão Azevedo, do DEM), está, como se diz, “na muda”, e não diz nem que sim nem que não.
É tucano do tipo que gosta de estudar bem o terreno para ver se há condição de pouso.

PT E PSDB FAZEM ACORDO EM CPI DO PETROBRAS

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petrobrasJosias de Souza | Blog do Josias
Sob refletores, Aécio Neves fez um pronunciamento de mostruário no plenário do Senado. Peito estufado, soou enfático: “Chamo a atenção desta Casa e dos brasileiros para o que vou dizer.” As frases saltavam-lhe dos lábios embebidas de sangue. “Qualquer diálogo tem que estar condicionado especialmente ao aprofundamento das investigações e exemplares punições daqueles que protagonizaram o maior escândalo de corrupção da história desse país, já conhecido como petrolão.”
Com loquacidade ensaiada, Aécio aproveitou os mais de 51 milhões de votos que recebeu dos brasileiros para elevar a estatura da oposição. Longe dos holofotes, no entanto, o PSDB dialogou com o PT para rebaixar o teto na CPI da Petrobras. A portas fechadas, tucanos, petistas e Cia. definiram o que não desejam investigar. No melhor estilo uma mão suja a outra, tiraram de cena políticos e operadores que estão pendurados de ponta-cabeça no noticiário sobre o escândalo da Petrobras.
Pelo lado do PT, foi à gaveta o requerimento de convocação do tesoureiro João Vaccari Neto, acusado de fazer o traslado da propina da Petrobras até as arcas do petismo. Enfurnaram-se também as convocatórias da senadora Gleisi Hoffmann e do seu marido, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações). Ela foi delatado como beneficiária de uma youssefiana de R$ 1 milhão para a campanha de 2010. Ele foi apontado como uma espécie de agenciador.
No jogo de proteção mútua, o tucanato tirou de cena um potencial depoente chamado Leonardo Meirelles. Trata-se do empresário que, investido da autoridade de laranja do doleiro Alberto Youssef, declarou à Justiça Federal ter repassado propinas extraídas de negócios da Petrobras para o deputado pernambucano Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB federal, já morto.
Os acertos que transformaram o discurso de Aécio em palavras cenográficas foram feitos numa reunião a portas fechadas, antes do início da sessão da CPI. O repórter Gabriel Mascarenhas conta que o deputado petista Marco Maia, relator da comissão, achou tudo normalíssimo: “Gente, foi um acordo político, feito por todos os presentes, que se resolveu, em função da falta de densidade das denúncias, não produzir nenhum tipo de oitiva neste momento.”
O deputado tucano Carlos Sampaio dançou conforme a música, um chorinho bem brasileiro: “Decidimos excluir os agentes políticos e os citados nas delações premiadas. Abrimos mão de ouvir Gleisi e Vaccari. Todo mundo concordou.” Repita-se, por eloquente, a última frase: “Todo mundo concordou”. Espanto! De novo: “Todo mundo concordou”. Pasmo! Mais uma vez: “Todo mundo concordou”. Estupefação.”

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QUE OS SENHORES DESÇAM DO PALANQUE

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marco wense1Marco Wense

A vontade popular não pode ser ameaçada pelos que uivam por ditadura.

Antes de comentar o artigo de hoje, devo dizer que fui criticado por leitores contrários à minha declaração de voto na reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Faço também um devido, oportuno e necessário esclarecimento: não sou da imprensa. Apenas um modesto e esforçado colaborador do Diário Bahia e do Blog PIMENTA.
Respeito quem acha que jornalista que escreve sobre política não deve dizer que vai votar em fulano ou sicrano, sob pena de perda de credibilidade.
Tenho outra opinião: prefiro o jornalista que tem lado, que defende sua posição com firmeza, sem tapeação e, principalmente, sem o deplorável e nojento puxa-saquismo.
Voltando ao comentário, confesso que cheguei a rascunhar sobre o que diria em uma eventual vitória de Aécio Neves (PSDB), já que o tucano, com mais de 70% das urnas apuradas, estava com cinco pontos percentuais na frente de Dilma.
Resolvi escrever um parágrafo – que seria o primeiro do artigo – que servisse tanto para Aécio como para Dilma, era só tirar do texto o nome do perdedor. Segue abaixo, literalmente.
“A eleição acabou. A vitória maior é da democracia, em que pese um processo eleitoral mais agressivo do que propositivo. Agora é descer do palanque e torcer para que (Aécio ou Dilma) faça um bom governo”.
Ledo engano. O palanque continua armado. Não querem aceitar o incontestável resultado das urnas. Apostam na instabilidade política e na desarrumação institucional. São adeptos do quanto pior, melhor.
O que se espera de todos é responsabilidade, respeito aos Poderes da República, ao Estado democrático de direito, ao povo brasileiro e a nossa Constituição.
Que os senhores desçam do palanque. Não há mais espaço para os golpistas de plantão. A vontade popular não pode ser ameaçada pelos que uivam por ditadura.
Dilma Rousseff foi democraticamente reeleita. Ponto final.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

FUSÃO DO DEM COM PSDB É DETONADA POR ALELUIA, QUE ATACA ACM NETO

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Aleluia diz que fusão é abertura para infiéis (Foto Bocão e Max Haack).

Aleluia diz que fusão é abertura para infiéis (Foto Bocão e Max Haack).

O presidente estadual do DEM, José Carlos Aleluia, aproveitou a conquista do mandato de deputado federal para mandar recado para ACM Neto, de quem era subordinado há poucos meses, antes de deixar a Secretaria Municipal de Urbanismo e Transporte. Não se sabe o que motivou o sempre beligerante, mas assim ele se pronunciou quanto à ideia de fusão do DEM com o PSDB ou outra legenda do campo de oposição ao governo federal:
Fusão significa abertura de porta à infidelidade para quem quer ir pro governo. Não existe esta história de que os partidos mantém a totalidade de suas bancadas numa fusão. Para evitar essa evasão, no Congresso, há a ferramenta do ‘bloco parlamentar’ que permite a  construção de alianças, preservando os partidos – disse Aleluia por meio da assessoria da presidência estadual do DEM.

Há poucos dias, ACM Neto disse que o DEM tende a sumir, tornar-se inexpressivo, por causa do seu tamanho diminuto e, por isso, sugeria a fusão com o PSDB, por exemplo. O partido tinha a expectativa de ganhar o poder na Bahia com Paulo Souto, mas acabou sofrendo a terceira derrota seguida para o PT de Jaques Wagner e Rui Costa, este eleito governador baiano em primeiro turno.
Nos últimos dias surgiram boatos de que ACM Neto estaria com o pé no PMDB, justamente para tornar-se mais próximo do governo e fazer deslanchar alguns dos seus projetos de governo.

CHORORÔ DOS TAPETEIROS

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marco wense1Marco Wense

Os chorões sonham com um “terceiro turno” e com outra bombástica e arrasadora manchete na revista Veja: “ Dilma confidenciou a Lula que vai acabar com o Bolsa Família e o Pronatec”.

O PSDB sabe que o resultado da eleição presidencial é incontestável. Não há nada que possa servir de elemento para solidificar qualquer tipo de questionamento.
O pedido de auditoria especial protocolado no TSE, instância maior da Justiça Eleitoral, só tem um único e sórdido objetivo: bagunçar o ambiente democrático.
A intenção dos tapeteiros, ainda inconformados com a inconteste derrota nas urnas, é deslegitimar a vitória de Dilma Rousseff, criando um cenário de instabilidade política.
Os chorões sonham com um “terceiro turno” e com outra bombástica e arrasadora manchete na revista Veja: “ Dilma confidenciou a Lula que vai acabar com o Bolsa Família e o Pronatec”.
Daqui a quatro anos tem outra eleição, em que pese ter o ex-presidente Lula como candidato. Pelo andar da carruagem, vão terminar engolindo novamente o “sapo barbudo”, como diria o saudoso Leonel Brizola.
VANE, O PT E A REELEIÇÃO
Vane entrevista Pimenta 6 Foto Gabriel OliveiraO melhor conselho para o prefeito Claudevane Leite, em relação ao seu retorno ao Partido dos Trabalhadores, é deixar o assunto em compasso de espera.
Qualquer decisão agora, aceitando ou não o convite do presidente estadual Everaldo Anunciação, com o endosso do governador eleito Rui Costa, seria intempestiva, precipitada e politicamente atabalhoada.
O chefe do Executivo, sob pena de arrependimento de difícil reparo, deve esperar os pontos da reforma política que serão legitimados pela consulta popular, seja através de plebiscito ou referendo.
E qual seria o ponto decisivo para o prefeito? Sem dúvida, o instituto da reeleição. Duas perguntas são pertinentes: 1) a reforma política vai acabar com o direito de disputar o segundo mandato consecutivo? 2) o fim da reeleição vai alcançar a próxima sucessão municipal?
Se a reeleição continuar valendo para 2016, o prefeito deve ir para o PT e ser o candidato natural da legenda, independente da vontade, calundu, birra ou arrufo de Geraldo Simões.
O PT de GS vai reivindicar, como contrapartida pelo apoio ao segundo mandato, em uma disputa com o PC do B, a indicação do vice na chapa encabeçada pelo gestor do Centro Administrativo.
Alguns secretários, defensores da permanência do chefe no PRB, partido do bispo Márcio Marinho, representante-mor da Igreja Universal, temem uma recaída do alcaide ao petismo.
Qualquer desentendimento entre vanistas, petistas e comunistas, com o agravante do PCdoB lançar Davidson Magalhães, fortalece a irreversível candidatura do prefeiturável Augusto Castro (PSDB).
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ALIADO DE DILMA, SARNEY VOTA EM AÉCIO (VÍDEO)

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Imagens captadas pela equipe de reportagem da TV Amapá (Rede Globo) sugerem que o senador José Sarney (PMDB-AP) cravou voto em Aécio Neves (PSDB), apesar de “apoiar” a reeleição de Dilma Rousseff (PT). A assessoria do senador, que anunciou aposentadoria política, disse que o vídeo faz parte do “jogo sujo” da política…

DO MESMO JEITO

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marco wense1Marco Wense

Mais engraçado ainda é que Aécio Neves foi derrotado no Rio Grande do Norte, terra natal de Agripino. A diferença a favor da candidata do PT foi de 39,92 pontos percentuais.

Que coisa, hein! Nem mesmo a lição das urnas consegue mudar o discurso preconceituoso de algumas lideranças oposicionistas.
Veja, por exemplo, o que disse o senador Agripino Maia, presidente nacional do DEM, sobre o resultado da eleição: “O Brasil moderno, que produz, deu vitória a Aécio Neves”.
Pois é. Chega a ser até hilariante. Quer dizer que o Nordeste, os Estados de Minas e do Rio de Janeiro e outros que deram vitória a Dilma Rousseff são improdutivos? Só faltava esse besteirol para fechar a tampa do caixão.
Mais engraçado ainda é que Aécio Neves foi derrotado no Rio Grande do Norte, terra natal de Agripino. A diferença a favor da candidata do PT foi de 39,92 pontos percentuais.
E aí, caro leitor, não tem como deixar de fazer duas pertinentes perguntas: o Estado do nobre senador é atrasado, faz parte do Brasil velho? O povo de lá é desinformado, ignorante?
Com calma, senador!
BARBA, CABELO E BIGODE
A expressão popular “barba, cabelo e bigode” significa dizer que o serviço foi completo. Os partidos baianos de oposição ao DEM e ao PSDB fizeram a barba com Rui Costa, o bigode com Otto Alencar e o cabelo com a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Teve também os eleitores que perderam em tudo, votando em Marina Silva, Paulo Souto, Geddel Vieira Lima, Capitão Fábio e Azevedo. No segundo turno no tucano Aécio Neves.
Pé frio uma ova, como diria Luciana Genro. É pé congelado.
O INÍCIO DA DERROTA
O candidato tucano Aécio Neves, do PSDB, partido do deputado estadual e prefeiturável Augusto Castro, começou a perder a eleição quando chamou a presidente da República, Dilma Rousseff, de leviana.
Antes de chamar a candidata do PT de leviana, Aécio já tinha chamado Marina Silva de “metamorfose ambulante” e apontado o dedo para o rosto de Luciana Genro.
O outro desastre foi dizer que o insensível Armínio Fraga seria seu ministro da Fazenda. A pá de cal veio com a declaração do economista de que “o salário mínimo era muito alto no Brasil”.
Juntou uma coisa aqui, outra acolá, terminou dando o que deu: o tucanato novamente derrotado pelo PT.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ANALISANDO COM SANGUE FRIO

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Geraldo MeirelesGeraldo Meireles

Do nosso lado ficaram apenas os mais pobres, os mais conscientes, os mais sonhadores e os mais teimosos. Não foi o Aécio quem perdeu a eleição, foram os brasileiros que venceram.

“Não troco ofensas com ninguém, mas discuto ideias com todos”, disse um tempo atrás a alguém no Face que não estava preparado para uma conversa civilizada sobre política.
Passados os momentos de emoção da disputa eleitoral, quero registrar o que vi de mais importante durante os embates da campanha, porque as lições foram tão preciosas que não merecem cair no esquecimento depois da vitória.
Em primeiro lugar, vi a desconstrução da imagem da “presidenta” e do PT ser iniciada e patrocinada pela grande mídia e pelos demais partidos opositores com as manifestações de junho/2013.
O Brasil tornou-se um palco de guerras urbanas, sem controle e sem sentido, em que os patrimônios público e privado ficaram à mercê de “manifestantes” financiados por interesses escusos, posteriormente revelados por causa da morte de um cinegrafista da Band e acalmados pelo pacto de paz com a visita do Papa Francisco. Por conta disso, vi um bando de “coxinhas” vaiarem a maior autoridade do nosso país diante do mundo, ofendendo-a com palavras e gestos impublicáveis, talvez comuns em suas mesas de jantar e convívio familiar, mas ofensivos às demais famílias brasileiras. Ainda bem que a fraca seleção do Felipão venceu a Copa das Confederações, caso contrário a Dilma e o PT seriam culpados.
Vi o grito de que “não vai ter Copa” tomar as ruas, os “analistas midiáticos” e os políticos de ocasião decretarem que o Brasil passaria vergonha na Copa, porque nada funcionaria, as obras de mobilidade urbana inacabadas seriam um obstáculo intransponível ao acesso dos torcedores, os aeroportos travariam, os estádios não ficariam prontos, a internet não atenderia às exigências da mídia estrangeira. A única coisa que eles apontavam como pronta e inatacável era a seleção do da Felipão, já que Dilma não era a treinadora.
Atendendo o clamor das ruas, num clima de forte comoção, vi políticos envolvidos no chamado “mensalão do PT” (registre-se nem todos eram do PT) serem julgados, presos, ridicularizados e expostos como troféu anticorrupção. Enfim, vi o fim da era PT profetizado por aqueles que não suportavam a simples menção dos nomes do Lula e da Dilma.
Para contra-atacar, a Dilma lançou mais programas sociais, anunciou o “Mais Médicos” priorizando a entrada de médicos brasileiros no programa e, depois, estrangeiros de várias nacionalidades, inclusive cubanos. Incrementou mais recursos para o “Minha Casa Minha Vida” e sentenciou que teríamos a “Copa das Copas” – o que foi comprovado por toda imprensa estrangeira, pela FIFA e pela grande mídia do nosso país que destinou todos os créditos ao povo brasileiro, ignorando as ações do governo. Aliás, para uma parte da mídia, o PT já havia comprado a Copa e o Brasil seria, inexoravelmente, campeão.
Vi a “Máfia do Jaleco Branco” mobilizada numa campanha “nunca vista antes na história deste país”, cuja palavra de ordem era “Fora Dilma e leve o PT junto”. Para eles, pobre tinha que morrer sem assistência médica básica, porque quando a Atenção Básica funcionar adequadamente, seus Planos de Saúde, suas clínicas e seus hospitais terão menos lucro.
Vi o Brasil entrar dividido num processo eleitoral, de um lado aqueles que representavam o mercado, a grande mídia e o projeto de estado mínimo que, anos atrás, havia colocado o país de joelhos diante do mundo; do outro lado, o PT odiado, estigmatizado como partido da corrupção, ferido mortalmente em seus alicerces e os aliados que lhe restaram. No meio disso tudo, vi surgir uma terceira via, uma alternativa de escolha para quem não queria retornar ao passado sombrio e havia perdido a confiança no PT. Só que essas duas alternativas ao PT não demonstravam viabilidade eleitoral, porque o que restava do PT ainda era consistente, o povo não abriria mão de suas conquistas por causa de promessas sem garantia.

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