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6 de junho de 2020 | 12:27 am

1968: O ANO QUE INSISTE EM NÃO TERMINAR

Tempo de leitura: 4 minutos

Cláudio Rodrigues
 
 

Durante a campanha eleitoral, o presidente eleito afirmou desejar um Brasil “semelhante ao que tínhamos há 40, 50 anos atrás”. Se voltarmos 50 anos, cairemos em 1968. Precisamos ter a esperança de que o futuro ministro da Justiça não faça como o colega e também ex-ministro Gama e Silva

 
 
1968 foi um ano conturbado, marcado por fatos que viraram de ponta cabeça o Brasil e o mundo. O jornalista e escritor Zuenir Ventura é um estudioso do referido ano. Em seu livro 1968: O Ano que não Terminou (Nova Fronteira – 1989), Zuenir cita importantes personagens, obras e músicas que fizeram parte do período.
Figuras emblemáticas como a atriz italiana e esquerdista Claudia Cardinale, o militante do MR-8 César Benjamin, “Cesinha”, que participou da luta armada, e Carlos Lamarca, “O Capitão da Guerrilha”, que militava na VPR e do MR-8 são personagens da obra de Zuenir. O livro faz referência a artistas que tiveram papel de suma importância nos anos que se passaram, a exemplo de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Geraldo Vandré, que agitavam os festivais com suas músicas. Já o teatro era a representação do momento peças como Roda Viva. Atraíam uma geração com muita fome e sede de cultura.
Na política, o Brasil vivia uma grande tensão, passados quatro anos do Golpe Militar. A censura, punições, cassações, tortura, exílio e repressão eram a marca do governo dos generais. Diante do Regime, os estudantes inspirados no movimento Maio de 68, que acontecia em Paris, sentiram a necessidade de criar um movimento estudantil articulado politicamente e crítico em relação à Ditadura Militar.
Ao movimento estudantil os militares responderam com mais e mais repressão, e em 13 de dezembro de 1968, no governo do general Artur da Costa e Silva, o seu ministro da Justiça Luís Antônio da Gama e Silva, foi o redator e locutor do Ato Institucional nº 5. O AI-5 foi o golpe dentro do golpe: fechava o Congresso Nacional, autorizava o presidente da República a cassar mandatos e a suspender direitos políticos, o habeas corpus deixava de existir, a censura estava oficializada e outras medidas repressivas foram adotadas.
Gama e Silva foi jurista, juiz do Tribunal de Contas, professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e reitor da mesma USP. Enquanto reitor da USP, elaborou a lista com nomes de professores universitários, colegas seus, que viriam a ser processados no Inquérito Policial Militar da USP, entre os quais Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso. Pelo papel de dedo-duro de Gama e Silva foi agraciado com o cargo de Ministro da Justiça.
Outubro de 2018! O deputado e capitão reformado do Exercito Brasileiro Jair Messias Bolsonaro é eleito presidente do Brasil, na oitava eleição direta pós-Ditadura Militar. O presidente eleito escolhe para chefiar a futura super pasta da Justiça o juiz de direito Sérgio Fernando Moro. Moro tornou-se uma espécie de “herói nacional” depois de ser o juiz da Operação Lava-Jato, que desvendou um esquema de corrupção que envolvia políticos e seus partidos, empreiteiros e grandes empresários.
Juiz de primeira instância, Sérgio Moro usou e abusou da prisão preventiva, sem previsão, para obter delações premiadas. As delações tinham aceitação e valia rápida quando envolvia pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores. Dessa forma o “juiz herói”, mandou para a cadeia figuras de proa do PT, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista era líder nas pesquisas de intenções de voto e maior nome da esquerda na América Latina, em uma ação muito questionada por juristas do Brasil e do exterior, inclusive o Comitê de Direitos Humanos da ONU.
Mesmo preso e impedido pela justiça brasileira de disputar o pleito de outubro último, o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores lançaram seu candidato e a apenas a seis dias da disputa do primeiro turno das eleições o “juiz herói”, liberou parte da delação do ex-ministro dos governos petistas Antônio Palocci, delação rejeitada pelo Ministério Público Federal e aceita pela Policia Federal e o juiz Sérgio Moro. A divulgação da delação de Palocci fez a festa dos opositores do PT e por pouco o capitão reformado não levou a disputa já no primeiro turno.
Passado a eleição, o “juiz herói” é agraciado com o convite para assumir o Superministério da Justiça. Mais: o capitão reformado e presidente eleito diz, em entrevista à imprensa, que o trabalho do “juiz herói” o ajudou a crescer politicamente. Já o vice-presidente eleito, o general Hamilton Mourão, que não tem papas na língua, soltou que o convite ao juiz foi feito ainda durante a campanha, o que deixa uma imensa suspeita no ar em relação ao papel do “juiz herói” no processo eleitoral.

Durante a campanha eleitoral, o presidente eleito afirmou desejar um Brasil “semelhante ao que tínhamos há 40, 50 anos atrás”. Se voltarmos 50 anos, cairemos em 1968. Precisamos ter a esperança de que o futuro ministro da Justiça não faça como o colega e também ex-ministro Gama e Silva, uma vez que existem algumas semelhanças nos “méritos” que os levaram a chefiar a pasta. Zuenir Ventura acertou: 1968 é o ano que insiste em não terminar.

Cláudio Rodrigues é consultor e colaborador de Pimenta.

DATAFOLHA: BOLSONARO ATINGE 56% E HADDAD VAI A 44%; VANTAGEM CAI 6 PONTOS

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Vantagem de Bolsonaro para Haddad cai de 18 para 12 pontos percentuais

A mais nova pesquisa Datafolha, encomendada pela TV Globo e Folha, mostra queda na vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) para Fernando Haddad (PT), de 18 para 12 pontos percentuais. Agora ele tem 56% dos votos válidos contra 44% de Haddad. Na pesquisa do dia 18, estava 59% a 41%.
Nos votos totais, Bolsonaro oscilou de 50% para 48%, enquanto Fernando Haddad saiu de 35% para 38% no comparativo com a pesquisa da quinta da semana passada. O percentual de brancos e nulos oscilou de 10% para 8%. O de indecisos, de 5% para 6%.
O levantamento também mostrou que a rejeição a Bolsonaro subiu, de 41% para 44%. O universo dos que talvez votassem nele oscilou de 48% para 46%, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. A rejeição a Haddad oscilou de 54% para 52%. O universo dos que votariam com certeza no petista cresceu acima da margem: saiu 33% para 37%.
A pesquisa Datafolha foi feita ontem e hoje (24 e 25) e ouviu 9.173 eleitores. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-05743/2018.

PESQUISA CNT/MDA: BOLSONARO TEM 57% DOS VOTOS VÁLIDOS CONTRA 43% DE HADDAD

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Bolsonaro mantém liderança da corrida presidencial contra Haddad || Montagem Correio24h

Nova pesquisa do Instituto MDA traz o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) com 57% das intenções dos votos válidos e o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) com 43%. O levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) à MDA.
Nos votos totais, Jair Bolsonaro aparece com 48,8% das intenções de voto ante 36,7% de Haddad. Brancos e nulos somam 11% e o percentual de indecisos chega a 3,5%.
A pesquisa também aferiu que 51,4% dos entrevistados rejeitam Haddad e 42,7% não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro.
A pesquisa foi feita nos dias 20 e 21, ouvindo 2.002 eleitores em 137 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00346/2018.

ROSEMBERG SE TORNA O DEPUTADO ESTADUAL MAIS VOTADO DA HISTÓRIA DO PT NA BAHIA

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Rosemberg, entre Wagner e Rui, se tornou deputado do PT mais bem votado na Bahia

O deputado estadual Rosemberg Pinto obteve a maior votação já conquistada por um parlamentar estadual em toda a história do PT na Bahia. No domingo (7), o ex-líder do partido na Assembleia Legislativa teve 101.945 votos. Entre todos os eleitos ou reeleitos para a AL-BA neste ano, ficou em segundo lugar e é considerado nome dos mais fortes para presidir a Casa em 2019.
Além de Rosemberg, o governador Rui Costa (PT) também recebeu o título de mais votado da história, com 5,09 milhões de votos. O ex-governador Jaques Wagner (PT) obteve 4,2 milhões de votos na corrida ao Senado. Foi o mais bem votado para a Câmara Alta.
“Quero agradecer a cada um que ajudou a demonstrar a importância do nosso projeto, que me elegeu como o segundo mais votado do estado da Bahia. A nossa tarefa continua, com uma responsabilidade maior no âmbito da educação, da cultura e do desenvolvimento regional, essencialmente na geração de emprego e renda”, agradeceu Rosemberg.
HISTÓRICO DO VOTO PARA A AL-BA
O primeiro membro do Partido dos Trabalhadores na Bahia que sentou em uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa (Alba) foi Alcides Modesto, deputado estadual constituinte, eleito em 1986 com 15.059 votos. Em 1990, o PT no estado assegurou três cadeiras no Parlamento: Edival Passos, com 8.238, Geraldo Simões, com 8.151 votos, e Nelson Pellegrino, com 6.838 votos.
Em 1994, Pelegrino (PT) foi o mais votado com 23.171 votos. Quatro anos mais tarde, a atual prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), se tornou a postulante a deputada estadual mais votada da sigla, com 19.210 votos. Em 2002, Moema repetiu o desempenho nas urnas e manteve o título de mais votada da legenda, com 45.485 sufrágios.
Já em 2006, foi a vez de Waldenor Pereira (PT), atualmente deputado federal, assumir o posto de mais votado, com 68.302. Em 2010 e 2014, com 81.223 mil e 88.817 mil votos respectivamente, quem garantiu o título foi o atual líder do Governo na Casa, Zé Neto (PT), eleito deputado federal nas eleições deste ano.

BIG DATA/TV ITAPOAN: RUI LIDERA CORRIDA AO GOVERNO BAIANO COM 57%; JOSÉ RONALDO ATINGE 16%

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Rui Costa atinge 57% das intenções de voto no Big Data

A mais nova pesquisa Real Time Big Data sobre a disputa ao governo baiano traz Rui Costa (PT) ainda mais consolidado na corrida sucessória. Com 57% das intenções de voto, ele seria reeleito no primeiro turno, de acordo com o instituto. Principal adversário, José Ronaldo (DEM) atinge 16¨.
Marcos Mendes (PSOL) surge com 3%, enquanto João Santana (MDB) e João Henrique (PRTB) têm 1% cada um. Juntos, Célia Sacramento (Rede) e Orlando Andrade (PCO) somam 1%. Votos brancos e nulos representam 13% e os indecisos chegam a 8%, conforme o instituto.
VOTOS VÁLIDOS
Quando considerados apenas os votos válidos, segundo o Big Data, Rui alcança 72% e José Ronaldo chega a 21%. Na sequência, vêm Marcos Mendes, com 4%, e João Santana e João Henrique com 1% cada um.
O instituto informa ter ouvido 1,2 mil eleitores no dia 2. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e a pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral com o número BA-01122/2018, tem nível de confiança de 95%.

CNT/MDA MOSTRA BOLSONARO COM 28,2%; HADDAD, 17,6; E CIRO, 10,8%

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A primeira pesquisa da MDA, contratada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), traz o deputado federal Jair Bolsonaro com 28,2% das intenções de voto, seguido pelo ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) isolado na segunda posição, com 17,6%. Haddad substituiu Lula na corrida deste ano. Ciro Gomes (PDT) aparece com 10,8%.
O segundo pelotão tem Geraldo Alckmin (PSDB) com 6,1% e Marina Silva (Rede) com 4,1%. João Amoêdo (Novo) fica com 2,8% e Alvaro Dias (Podemos) com 1,9%, ambos empatados com Henrique Meirelles (MDB), com 1,7%.
Na sequência, vêm Daciolo, com 0,4%, mesmo percentual de Boulos (PSOL). Vera (PSTU) atinge 0,3%. Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL) não pontuam. Neste cenário, o percentual de votos branco e nulo chega a 13,4%, enquanto o de indecisos fica em 12,3%.
SEGUNDO TURNO
A mesma pesquisa aferiu alguns cenários de segundo turno. Bolsonaro empata com Haddad, mas numericamente à frente: 39% a 35,7%. Contra Ciro, Bolsonaro fica atrás – 37,8% do ex-governador cearense ante 36,1% do deputado hospitalizado.
Bolsonaro consegue vencer, com facilidade, Alckmin e Marina. Contra o tucano, seria 38,2% a 27,7%. Marina teria 28,2% e Bolsonaro venceria com 39,4%. Num confronto Ciro e Haddad, o pedetista venceria o petista por 38,1% a 26,1.
A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e 95% de nível de confiança. Segundo a MDA, a pesquisa foi realizada no período de 12 a 15 de setembro em 137 municípios. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04362/2018, e ouviu 2.002 pessoas.

VOX POPULI: HADDAD LIDERA DISPUTA PRESIDENCIAL QUANDO NOME É ASSOCIADO A LULA

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Haddad tem recorrido à imagem de Lula para convencer eleitorado || Foto Ricardo Stuckert

Uma pesquisa do Instituto Vox Populi, encomendada pela CUT, mostra o petista Fernando Haddad liderando a corrida presidencial, quatro pontos percentuais à frente de Jair Bolsonaro (PSL), quando associado ao ex-presidente Lula. O levantamento foi divulgado nesta quinta (13), dois dias depois de Haddad ser anunciado como o candidato do PT. O presidenciável visitará a Bahia no próximo sábado (15), quando deverá fazer caminhadas em Vitória da Conquista e Jequié, ambos no sudoeste do Estado.
Haddad chega a 22% das intenções de voto quando colocado como apoiado por Lula, enquanto Bolsonaro atinge 18%. Terceiro, Ciro Gomes (PDT) atinge 10% neste cenário, enquanto Marina Silva (Rede) vai a 5% e Geraldo Alckmin (PSDB) atinge 4%. Os demais candidatos, somados, atingem 5%, conforme o instituto. O percentual de brancos e nulos chega a 21% e o de indecisos 16%.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em 121 municípios, no período de 7 a 11 de setembro, segundo o Vox Populi, e tem margem de erro de 2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01669/2018.

FG E SEUS CANDIDATOS

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Marco Wense
 

É evidente que Wagner não criaria nenhum obstáculo para essa iniciativa de aproximá-lo do chefe do Executivo. Pragmático como é, não vai contrariar a máxima de que todo apoio é bem-vindo.

 
Só falta um nome para o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, sem partido depois que deixou o DEM, fechar sua chapa nas eleições de 2018.
Para o governo da Bahia, o alcaide vai votar na reeleição de Rui Costa (PT). Deputado federal e estadual, respectivamente Jonga Bacelar e Sérgio Gomes. Para o senado da República, em Ângelo Coronel.
O candidato de FG à presidência da República é Jair Bolsonaro, do PSL, que é também do vice-prefeito Fernando Vita e da maioria do secretariado do Centro Administrativo Firmino Alves.
O sólido antipetismo da campanha bolsonariana e a defesa do porte de armas são os pontos que são mais elogiados no staff fernandista.
Aliás, o próprio Fernando Gomes não cansa de dizer que seu único compromisso é com o governador Rui Costa, que quer distância do PT.
Seria uma inominável ingratidão se o prefeito tivesse outro comportamento com o governador, que o apoiou na última sucessão municipal, tanto no campo político como no jurídico.
Como são duas vagas para senador, fica faltando um voto do alcaide. A única certeza é que FG já descartou Jaques Wagner. As apostas giram em torno do Irmão Lázaro e Jutahy Júnior.
O único pedido que Fernando faz, de maneira mais incisiva, principalmente entre os que ocupam cargos de confiança, é em relação ao filho Sérgio Gomes, postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa.
A cobrança de FG está sendo ignorada por alguns secretários simpatizantes da candidatura de Rafael Moreira, hoje neopetista e muito próximo de Josias Gomes, ex-secretário estadual de Relações Institucionais.
Nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, a informação é de uma articulação para aproximar o prefeito do ex-governador Jaques Wagner.
É evidente que Wagner não criaria nenhum obstáculo para essa iniciativa de aproximá-lo do chefe do Executivo. Pragmático como é, não vai contrariar a máxima de que todo apoio é bem-vindo.
Não se sabe a opinião de FG sobre a tentativa de fazer as pazes com o responsável direto pela eleição de Rui Costa ao Palácio de Ondina.
Somente o governador Rui Costa pode ter sucesso nessa difícil missão, dizem os correligionários mais próximos do prefeito.
Marco Wense é articulista e editor d´O Busílis.

GERALDO FALA DE ELEIÇÕES E ALFINETA FERNANDO: "ITABUNA PARECE QUE FOI BOMBARDEADA"

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Foto Pimenta 28.07.2018

(Foto Pimenta)

O ex-deputado e ex-prefeito de Itabuna Geraldo Simões (PT) deverá ter o nome confirmado em convenção do PT, no próximo sábado (4), em Salvador, como um dos nomes do partido na disputa por vagas à Assembleia Legislativa. Ao PIMENTA, ele afirmou que pretende fazer uma campanha regional, focando em Itabuna, Ilhéus e no sul da Bahia. Numa rápida entrevista, o ex-deputado falou de eleições 2018, Lula, gestão do adversário histórico, Fernando Gomes, e de Rui Costa. Confira abaixo.
PIMENTA – O “bloco” já está na rua?
GERALDO SIMÕES – Começamos a andar na última semana, atentos à nova legislação. Vamos levar nosso nome à convenção do partido, no sábado (4), e aí a campanha deslancha. Nossa proposta é de uma candidatura regional. Sempre fui favorável ao voto distrital. Vou centrar minha campanha em Itabuna, Ilhéus e no sul da Bahia.
PIMENTA – Como avalia a gestão em Itabuna?
GERALDO – Estou muito preocupado com violência altíssima, saúde a mesma dificuldade, educação não funciona. A cidade parece que foi bombardeada. Tem buraco em tudo que é lugar. Semana passada um carro caiu em um buraco no centro da nossa cidade. Aquilo é o retrato de uma Itabuna que está sem perspectiva. A administração local está nesse desastre inteiro e não está pior ainda por conta do apoio que o governador Rui Costa está dando à gestão. Apoio é coisa que nunca tive nos meus dois governos, quando o pessoal do DEM governava o Estado.
PIMENTA – Avaliando a disputa nacional e estadual, o PT deve insistir com Lula?
GERALDO – Lula é inocente. Está preso porque a elite não gosta de governos que trabalham pela população. Foi assim com Getúlio Vargas, João Goulart e Juscelino Kubitschek. E, por último, com a presidenta Dilma Rousseff. Nós vamos registrar a candidatura de Lula no dia 15 de agosto e vamos provar que Lula é inocente e, portanto, tem direito a ser candidato.
PIMENTA – Apesar de todos os sinais no Judiciário, o sr. acredita que ele possa disputar e, vencendo, assumir a presidência?
GERALDO – As pesquisas mostram até Lula ganhando em primeiro turno. O meu desejo é que aconteça. O povo está com Lula. Quem está contra? A grande imprensa e o Judiciário.

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Rui está sendo um bom governador para a Bahia e o melhor governador da história para a nossa região.

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PIMENTA – José Dirceu diz que Wagner seria bom candidato do PT. Há o nome de Fernando Haddad. Não avalia como possíveis substitutos?
GERALDO – Meu candidato é Lula. Se lá na frente tiver alguma coisa, a gente para e analisa.
PIMENTA – E a disputa estadual?
GERALDO – Rui está sendo um bom governador para a Bahia e o melhor governador da história para a nossa região sul da Bahia. Com essas obras importantes, Barragem do Colônia, Hospital da Costa do Cacau, duplicação da estrada Ilhéus-Itabuna, que começa a qualquer momento – nós precisamos romper com essa dificuldade lá no TCU -, a nova ponte nova em Ilhéus e outras ações…. Tudo isso dá a Rui o título de melhor governador que o sul da Bahia já teve.

CACÁ LEÃO: PP BAIANO NÃO DESCARTA APOIAR ALCKMIN

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PT e PP podem seguir caminhos opostos na disputa à presidência da República na Bahia, segundo o deputado federal Cacá Leão em entrevista ao PIMENTA. O PP baiano deverá ficar com o PT na disputa nacional se o candidato a presidente for Jaques Wagner ou o ex-presidente Lula, essa uma candidatura com possibilidades remotas por causa do Judiciário.
Ex-prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad foi descartado, condição em que o nome do PP na Bahia à presidência poderá ser o do tucano Geraldo Alckmin. Cacá faz um ressalva: a posição dos progressistas dependerá de para onde vá o ex-governador Jaques Wagner. “A gente precisa esperar quais são os movimentos. Principalmente, qual é o movimento do nosso homem maior da política da Bahia, o Galego, Jaques Wagner, vai fazer”.
PIMENTA – Qual vai ser a posição do PP na Bahia em relação à disputa nacional?
CACÁ LEÃO – A gente está aguardando. O PP nacional já anunciou apoio a Geraldo Alckmin, mas teremos a convenção nacional dia 2 de agosto, quando a gente vai discutir esse propósito. A gente está analisado para ver qual é o movimento, principalmente do PT. Se for Wagner, não há hipótese de o partido não estar com ele. Depois, a gente vai decidir.
PIMENTA – Se for Haddad?
CACÁ – Aí é difícil. A gente vai procurar candidatura que una todos os aspectos nossos. Acredito que, neste momento, a gente precisa mais de união do que de disputa. A gente está com uma raiva, uma falta de respeito de opinião contrária muito forte. Eu, particularmente, sempre defendi a candidatura de Rodrigo Maia (DEM), que já faz esse trabalho [de união] na Câmara, mas com a desistência dele, não consigo enxergar esse outro nome em Alckmin. A condição é de que seja essa pessoa, de união. Se ele se mostrar lá na frente, pode ser que a gente se coloque. O nosso ex-governador Jaques Wagner é um nome que tem essas qualidades [de união], mas aí vai passar por ele, pelo Partido dos Trabalhadores, ex-presidente Lula.
PIMENTA – O sr. acredita na viabilidade jurídica da candidatura do ex-presidente Lula?
CACÁ – É difícil. Infelizmente, acho que é difícil. Particularmente, eu sou contra a prisão em segunda instância. A Constituição Federal diz que é trânsito em julgado, aí seria STJ (Superior Tribunal de Justiça). Mas acho que hoje com a Lei da Ficha Limpa e com o massacre que está aí, o ex-presidente Lula não tem ainda essa condição.
PIMENTA – O PP baiano não descarta apoio a Geraldo Alckmin?
CACÁ – Não descarta. Não descarta, por enquanto, apoio a ninguém.
PIMENTA – Mesmo se levarmos em conta a conjuntura baiana?
CACÁ – Não, claro que não. Uma coisa independe da outra. É claro que nós jamais estaremos em cima de outro palanque. Claro que se Alckmin vier à Bahia nós jamais estaremos juntos com eles (DEM baiano), mas a gente precisa esperar quais são os movimentos e, principalmente, qual é o movimento do nosso homem maior da política da Bahia, o Galego, Jaques Wagner, vai fazer.

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