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22 de fevereiro de 2020 | 04:16 pm

WAGNER NA FRENTE

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marco wense1Marco Wense

 

Para os partidos políticos – e aí não tem exceção, são todos iguaizinhos –, pesquisa boa é a que coloca os seus candidatos na frente.

 

 

Na coluna de ontem, comentei sobre a sondagem do instituto Paraná Pesquisas que aponta ACM Neto (DEM) na dianteira na disputa pelo Palácio de Ondina.

Disse que a consulta foi boa para a oposição, que passa a acreditar que a reeleição de Rui Costa não é favas contadas, e para o governismo, que deve colocar os pés no chão e frear o desaconselhável “já ganhou”.

Assim que saiu o resultado da enquete, o PT tratou logo de desqualificar a empresa, que a Paraná Pesquisas não tem credibilidade.

Quando os petistas souberam que Jaques Wagner lidera as intenções de voto para o Senado, amenizaram as críticas. O instituto passou a ser confiável.

O desdém inicial rapidamente se transformou em uma incontida vontade de saber a posição do ex-governador, principalmente em relação ao senador Otto Alencar (PSD).

Para os partidos políticos – e aí não tem exceção, são todos iguaizinhos –, pesquisa boa é a que coloca os seus candidatos na frente.

Vale lembrar que o levantamento da Paraná Pesquisas foi encomendado pela Rede Record. Só falta dizer que a televisão é antipetista e cabo eleitoral de ACM Neto.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

AGUENTA O TRANCO, BRASIL!

Tempo de leitura: 3 minutos

walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

 

Mas não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE.

 

A partir da tarde desta terça-feira (6), mais uma vez, o Brasil terá posto a prova a vida das instituições democráticas, com o julgamento das contas de campanha da chapa Dilma-Temer, referentes à eleição presidencial de 2014, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado, ainda imprevisível para nós mortais, por certo será objeto de muitas lutas no judiciário.

Seja qual for o placar, a decisão será questionada no próprio TSE e, posteriormente, no Supremo Tribunal Federal (STF), encarregado das questões constitucionais. Nessas idas e vindas processuais, advogados, representantes do Ministério Público Federal e magistrados (ministros) dessas cortes ainda terão muito o que decidir.

E a cada movimento processual uma imensa torcida (pró e contra) também fará manifestações – seja nos bastidores dos poderes ou nas ruas, no sentido de mobilizar o país. Pelo que temos visto (espantados, é claro), os interessados diretos nessa briga lutam apenas pela sobrevivência política, no sentido de se manterem encastelados no poder.

O Brasil como Nação pouco importa para a maioria esmagadora deles, que tem meios e artifícios para ficar na “crista da onda”, seja qual o resultado. PT, PSDB, DEM, ou que sigla sobreviver, contará com a pronta adesão dos políticos, sempre dispostos a fazer um enorme sacrifício pela governabilidade, conforme dizem nos meios de comunicação.

Esse tal de espírito altruísta tão em voga nesses momentos nem sempre se encontra à disposição no dia a dia da vida política brasileira, na qual costuma prevalecer o interesse financeiro individual. Não fosse a “teimosia” de membros do Ministério Público, da Polícia Federal e de alguns juízes, os que hoje habitam, ou estão prestes a serem conduzidos às prisões, estariam fazendo discursos patrióticos para brasileiro ver.

O julgamento do TSE tem a finalidade de descobrir se a chapa Dilma-Temer usou de meios ilícitos para vencer a eleição, como movimentar a campanha com dinheiro escuso, resultado de propina solapada de instituições públicas. Mais do que ferir a lei eleitoral, sem a observância dos trâmites legais de doações, as “ricas ajudas” eram feitas com recursos resultantes de corrupção.

Para os simples mortais, a quem interessa o julgamento da chapa Dilma-Temer, cuja primeira mandatária já se encontra fora do poder, por conta de um processo de impeachment? É que agora, além da possibilidade de manter Dilma inelegível (o que o Senado não o fez), o julgamento poderá condenar o seu companheiro de chapa, Michel Temer, afastando-o do poder.

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Não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE.

Mas não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE. Nesse julgamento pode acontecer de tudo, inclusive nada, embora provas não faltem para tanto, amealhadas durante a Operação Lava Jato.

Questões objetivas e subjetivas são levantadas constantemente pelos vários grupos interessados e com as teses mais distintas, como se o roubo não fosse roubo só pela inteligência e elucubrações dos senhores juristas. Questões mais escabrosas ainda serão levantadas nas chamadas preliminares, com a intenção de fazer parar o processo, sem qualquer julgamento.

Enquanto os interessados em se manter no poder continuam guerreando nos mais altos tribunais, nós, do Brasil de verdade, simplesmente esperamos que o Brasil nos dê mais uma demonstração de que as nossas instituições são realmente democráticas. Esperamos que a economia continue dando com vida própria, confirmando que existe uma população que depende do trabalho para sobreviver.

E é justamente essa parcela da população que sofre com as indefinições que afetam a economia, pois não tem como se defender dos constantes aumentos de preços, principalmente nos supermercados. Esperamos que os nossos magistrados julguem com independência e rapidez necessária; que nossos parlamentares legislem com a consciência de Nação; e que o Executivo (seja quem for) continue tocando a máquina governamental com segurança e transparência.

Afinal, é assim que um grande país funciona no regime democrático, mesmo que um ministro peça vistas ao processo, o que não irá arrefecer os ânimos dos sofridos brasileiros.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

PARTIDOS MUDAM NOME; PT DESCARTA ALTERAÇÃO

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camaleaoDo Blog do Levi Vasconcelos

O PTdoB virou Avante, o PSL Livres e o PTN Podemos. Não é por acaso. A ideia básica é fugir do mix partidário dos tempos da Lava Jato, todos mal afamados diante da opinião pública e, segundo o deputado Lúcio Vieira Lima, presidente da Comissão da Reforma Política, a tendência é generalizada.

— A grande maioria dos partidos deve mudar de nome. Imagine você que o PSDB em Minas teria muitas dificuldades de se apresentar depois do episódio de Aécio.

Lúcio diz que as mudanças devem acelerar no rastro da reforma política, até porque, com a implantação do “distritão”, uma fórmula provisória, o voto de legenda perde importância.

O PT fica – Embora tenha sido o partido mais bombardeado com a Lava Jato, o PT deve permanecer PT. O deputado Rosemberg Pinto diz que nunca se cogitou tal mudança.

— O PT tem um legado. E se tivesse de mudar, seria lá atrás, não agora.

A DELAÇÃO DE GEDDEL

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marco wense1Marco Wense

 

Geddel não é um José Dirceu, hoje o maior herói do PT, mesmo que nenhuma liderança do partido, incluindo aí o próprio Lula, queira tirar uma foto ao seu lado.

 

Saiu na imprensa que o ex-ministro Geddel Vieira Lima, comandante-mor do peemedebismo da Bahia, caminha a passos largos para uma delação na Lava Jato.

O depoimento de Geddel cria grandes expectativas em decorrência de ter ocupado importantes cargos nos governos Lula, Dilma e Temer.

A cúpula palaciana não acredita na hipótese de uma delação que possa piorar a situação do ainda presidente Michel Temer.

O problema é que delação que não envolve Lula e, agora, Temer, não é uma boa delação. O anzol da Lava Jato gosta de fisgar peixes graúdos, principalmente no campo político. São eles que dão manchetes nos grandes jornais.

É bom lembrar que Geddel não é um José Dirceu, hoje o maior herói do PT, mesmo que nenhuma liderança do partido, incluindo aí o próprio Lula, queira tirar uma foto ao seu lado.

CONTINUA O MESMO
tucano

Os petistas andam dizendo, em tom de deboche com ingredientes provocativos, que o PSDB é o partido mais democrático do Brasil.

A provocação é mais acentuada no tucanato baiano, que está dividido entre o “Fica Temer”, “Fora Temer” e o “em cima do muro”.

Na frente do “Fica Temer”, garantindo o seu emprego, o deputado licenciado Antônio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo.

Protagonizando o “Fora Temer”, o também parlamentar João Gualberto, cotado para ser o candidato da legenda ao Palácio de Ondina em caso de desistência de ACM Neto (DEM).

E, por último, seguindo o que é de verdade o PSDB, a marca da agremiação, o outro federal Jutahy Magalhães sendo porta-voz do “em cima do muro”.

O PSDB continua o mesmo. Sempre na incerteza e cada vez mais sem identidade.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia e editor d´O Busílis.

GERALDO: “A SAÍDA É A RENÚNCIA DE TEMER”

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Geraldo: eleição indireta não pacifica.

Geraldo: eleição indireta não pacifica o país.

Ex-prefeito de Itabuna e deputado federal por três mandatos, Geraldo Simões engrossa o coro por novas eleições no país, após as revelações de ontem (17). O presidente da República, Michel Temer, de acordo com O Globo, foi pego negociando o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, também do PMDB.

Diz Geraldo:

– A situação é muito grave. A saída é a renúncia [de Temer]. Eleição indireta não pacifica o país”, diz o petista.

Geraldo, porém enxerga dificuldades em realização de novas eleições, uma de ordem constitucional e outra por causa de jogador no time adversário ao do campo político dele. “É muito difícil. Eles [do campo conservador] estão sem candidato”.

Questionado se João Dória, tucano e prefeito de São Paulo, não seria esse nome, o petista completou: “acho que não”.

EM CONQUISTA, MAIS QUE UM “FORA, TEMER”

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A reação ao Governo Temer foi ampliada em Vitória da Conquista, como registrado nesta foto do Blog do Anderson. Por lá, o movimento pede algo além da saída do presidente da República. A citação ao PMDB não é à toa. É, também, o partido do prefeito do município, Herzem Gusmão, que sucede o petista Guilherme Menezes.

A reação ao Governo Temer foi ampliada em Vitória da Conquista, como registrado nesta foto do Blog do Anderson. Por lá, o movimento pede algo além da saída do presidente da República. A citação ao PMDB não é à toa. Trata-se do partido do prefeito do município, Herzem Gusmão. Conquista, uma das economias do estado que mais crescem, foi governada pelo PT de 1997 a 2016.

CUNHA E A DELAÇÃO PREMIADA

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marcowenseMarco Wense, d´O Busílis

 

Pobre país que tem um presidente da República sendo encurralado por um Eduardo Cunha da vida.

Já disse aqui que Eduardo Cunha não pretende ser um José Dirceu e se transformar em “herói” do PMDB como o petista é para o PT.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, um dos protagonistas do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, já mandou vários recados ameaçando uma delação premiada.

A última advertência foi em forma de anedota contada aos agentes penitenciários do Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

“Era uma vez cinco irmãos. Um virou presidente, três viraram ministros e um foi preso”, disse Cunha.

O que virou presidente é Michel Temer, o preso é o próprio Eduardo Cunha e os ministros são Eliseu Padilha, Moreira Franco e Romero Jucá.

Pois é. A próxima bravata, na iminência de acontecer, pode ser através de uma musiquinha, quem sabe até em ritmo de São João.

Pobre país que tem um presidente da República sendo encurralado por um Eduardo Cunha da vida.

Marco Wense é editor do site O Busílis.

A ESTRATÉGIA DE ACM NETO PARA 2018

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Neto traça estratégias para 2018.

Neto traça estratégias para 2018.

Uma viagem do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), esta quinta-feira, a Vitória da Conquista, inaugura uma série de visitas de “caráter cirúrgico” a municípios estratégicos do interior dentro de um plano que sua articulação política preparou tendo em vista a sucessão estadual de 2018, segundo o Política Livre.

Neto deve ir a muitas outras cidades sempre, no entanto, sob o carimbo de agenda administrativa para não caracterizar desde já que está em campanha para suceder o governador Rui Costa (PT). A iniciativa se junta a algumas outras com o mesmo objetivo.

Estão, entre elas, cita o site “a decisão do prefeito de reservar um espaço na agenda para receber, em Salvador, prefeitos e vereadores do interior, além de montar um grupo de trabalho com o objetivo de discutir os problemas do Estado, com participação de gente tanto de fora quanto de dentro do governo”.

SENADORA DEIXA O PT

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Ângela decidiu se filiar ao PDT de Ciro Gomes.

Ângela decidiu se filiar ao PDT de Ciro Gomes.

O PT sofreu baixa em sua bancada no Senado Federal. Ângela Portela, de Roraima, comunicou que está deixando o partido. A senadora decidiu filiar-se ao PDT para disputar a reeleição.

Ângela estava no PT desde 2007, no qual ingressou após ser eleita deputada federal pelo PTC. Concorreu ao Senado em 2010, sendo eleita.

UNIDADE DEMOCRÁTICA: CAMINHO PARA SUPERAÇÃO DAS CRISES

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rosivaldo-pinheiroRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

A melhor saída para estabelecermos um novo momento para o Brasil seria uma nova eleição, mas essa saída não permitiria sobrevida para a maioria das atuais lideranças nacionais, que constroem na calada dos bastidores uma eleição em lista, caminho protetivo para escaparem do julgamento sumário dos eleitores.

A mais recente delação de Marcelo Odebrecht colocou mais lenha na fogueira em que hoje está a política brasileira. Vivemos um momento de muita agitação, instabilidade institucional e uma crise econômica de grande repercussão na vida das famílias. Saímos divididos das urnas da última eleição presidencial e as forças opositoras decidiram que aquele era o melhor momento para criar resistência à governabilidade da presidente reeleita.

Com a agenda de obstáculos então imposta nas Casas Legislativas, no mercado financeiro e em outros setores, como parte da mídia, houve a tomada do controle político do país por essa coalizão, a união Cunha, Aécio e Temer construiu as pautas bombas, até chegarem à tese das pedaladas fiscais, que dias depois do impeachment foi “regularizada” num circo nacional. Deram o golpe de mestre.

O desejo de extirpar a corrupção acabou sendo o pano de fundo para levar parcela significativa da população às ruas. Uma ofensiva política e midiática construiu o senso comum de que a causa e o efeito de todos os males nacionais era o PT, partido hegemônico, que liderava as forças que comandavam o governo central há 12 anos e que tem alguns nomes inseridos na corrupção. O resultado desse processo, todos sabemos, além da queda da presidente, foi termos nossas maiores empresas atingidas, produzindo uma massa de desempregados que, segundo o Dieese, passam de 13,5 milhões de pessoas.

Os autores da tese para chegarem ao poder se deleitam no governo central sem apresentar uma saída para a crise. Ao contrário, diante da crise política que virou crise econômica, eles tentam modificar a estrutura de Estado, construída a partir da Constituição de 1988 e ampliada pelas políticas públicas de inserção socioeconômica implantadas no ciclo do PT.

Esse esforço trouxe de volta as políticas neoliberais e a tese do estado mínimo, programa diferente à escolha que o povo fez nas urnas. Por outro lado, a Operação Lava Jato, por mais que sofra críticas de ser seletiva, não pode ser paralisada, e os que antes atacavam o governo, usando a bandeira de combate à corrupção, se vêm agora expostos e citados nas delações. A extensão da crise política não fora dimensionada pelos idealizadores do impeachment.

Na saga pelo poder, pensaram que uma vez tomando posse do Planalto conseguiriam afogar a Lava Jato. Erram duplamente: esqueceram-se de mensurar as novas ferramentas (redes sociais) que retroalimentam e pressionam as instituições a seguirem em frente no cumprimento dos seus papéis, e a perda de apoio popular em função das medidas de retiradas de direitos.

A melhor saída para estabelecermos um novo momento para o Brasil seria uma nova eleição, mas essa saída não permitiria sobrevida para a maioria das atuais lideranças nacionais, que constroem na calada dos bastidores uma eleição em lista, caminho protetivo para escaparem do julgamento sumário dos eleitores.

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades pela Uesc.

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