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9 de julho de 2020 | 03:15 pm

JORNALISTAS LAMENTAM A MORTE DE WALDENY ANDRADE

Waldeny Andrade deixa contribuição ao desenvolvimento sul-baiano || Foto Luiz Conceição
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia (Sinjorba) e a Associação Baiana de Imprensa (ABI) Seccional Sul emitiram nota de pesar pela morte do escritor, radialista e jornalista Waldeny Andrade. Dos maiores nomes do rádio baiano, Waldeny faleceu no final da noite de ontem (3), no Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus, onde estava internado há cerca de 20 dias.

As duas entidades ressaltaram o perfil ético do profissional da comunicação no sul da Bahia e prestou solidariedade aos amigos e familiares de Waldeny, além de ressaltar a contribuição dele para o imprensa e o desenvolvimento regional. “Profissional sério, competente, ético e de relevante atuação social, contribuiu de forma efetiva para a defesa e fortalecimento da imprensa e para o desenvolvimento do Sul da Bahia”, ressalta a nota, cuja íntegra pode ser conferida abaixo.

Nota de Pesar

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia e a Associação Baiana de Imprensa (ABI) Seccional Sul vêm, em nome de todos os associados, manifestar imenso pesar pelo falecimento do radialista, jornalista e escritor Waldeny Andrade, aos 85 anos, ocorrido na noite de quarta-feira, dia 3 de junho, no Hospital Regional Costa do Cacau, onde se encontrava internado. Além de vereador no município de Ilhéus, onde também atuou como radialista, Waldeny dedicou sua vida à comunicação no Sul da Bahia, tendo sido, por várias décadas, diretor do Diário de Itabuna e da Rádio Jornal de Itabuna, veículos que revelaram inúmeros talentos na região. Profissional sério, competente, ético e de relevante atuação social, contribuiu de forma efetiva para a defesa e fortalecimento da imprensa e para o desenvolvimento do Sul da Bahia. Aos parentes, amigos, colegas de imprensa e familiares, externamos nossos sentimentos de solidariedade.

Itabuna, 04 de junho de 2020.

As Diretorias

A NOSSA GERAÇÃO AINDA PODE SE CONSIDERAR FELIZ

Tempo de leitura: 4 minutos

Que nossos governantes aprendam a planejar e modificar a paisagem da cidade, como mostram as fotos, com os requisitos mínimos de habitabilidade e conforto para os que realmente merecem: os que pagam seus impostos.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Quase que diariamente recebo fotos e textos explicativos e comparativos sobre a evolução do município de Ilhéus, algumas vezes de Itabuna. O vasto material – iconográfico, assim podemos chamar – faz parte do acervo de bibliotecas particulares de ilheenses ou instituições baianas traçam um perfeito Raio X de como as aglomerações e cidades eram planejadas, privilegiando a arquitetura, a estética o conforto e a segurança.

Quando comparadas com as atuais, podemos perceber claramente um choque entre o esmero de antes e a pobreza conceitual de agora, causada, quem sabe, pela falta de planejamento do poder público. É certo que tínhamos nossos vergonhosos cortiços, nos variados graus de miséria, sem as mínimas condições de higiene e habitabilidade, que ainda teimam em ficar, embora em menor escala.

Quando recebo esse material enviado pelo fotógrafo e vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, vibro com a história e o pioneirismo do que com muito sacrifício conseguiram implantar nossas cidades, com as construções de acordo com as características dos diferentes locais. Entretanto, não encontro o mesmo entusiasmo ao ver o avanço das aglomerações, que não obedecem qualquer padrão técnico ou paisagístico.

Não consigo compreender os discursos dos políticos, notadamente os ocupantes de mandatos no poder executivo, que torcem loas às administrações [suas, é claro] comemorando o crescimento de tal bairro e tal cidade. Faço esforço em acreditar na honestidade do discurso em desprezar a palavra desenvolvimento, quem sabe por total desconhecimento do que o vocábulo significa.

Analisando essa desconformidade crescente nas aglomerações, hoje chamadas generosamente de comunidade, sinto ter nascido na última geração de gente feliz, mesmo com todas as diferenças sociais da época. Basta lermos ou ouvirmos os “causos” de Jessier Quirino, para confirmarmos nossa felicidade nos bons tempos passados que não voltam mais.

Ilhéus no antes e depois em foto e acervo de José Nazal

Não nos incomodávamos com as pequenas doenças ou surtos que apareciam corriqueiramente em nosso corpo, a exemplo dos piolhos na cabeça, das impinges que apareciam e ficavam à mostra no corpo, chamadas popularmente de “ziquizira”. Era um prato cheio para as gozações no recreio da escola, no jogos de gude ou nos campinhos de futebol. E ninguém morria por isso, no máximo um xingamento da mãe e três tapas trocados.

Como não sabíamos o que significava “bullying”, essa santa ignorância nos livrava de outros males maiores e que necessitavam do auxílio dos profissionais da psicologia, psiquiatria e outros mimos que conhecíamos pelos livros. Também não existia o politicamente correto. Nos contentávamos em sentar para ouvir os programas de rádio do Rio de Janeiro e saímos em carreira para mostrar nosso conhecimento dos grandes clubes de futebol, após ouvirmos atentamente a resenha.

Ninguém se incomodava em ver os programas de televisão na casa de um vizinho, com uma enorme plateia sentada no chão da sala – os privilegiados e os mais apressados – ou olhando pelos ombros dos que se acomodavam na janela. Os chuviscos na tela faziam parte do espetáculo, bem como os mais espertos eram bem-vistos quando se ofereciam para regular a antena lá nas alturas.

Hoje, nossos objetos de desejo passaram a ser os aparelhos celulares no lançamento, que trocamos a cada seis meses, em perfeito estado, por outro ainda em pré-lançamento. Não colocamos nossos pés na lama dos campinhos de futebol, pois estamos jogando nos poderosos notebooks e a qualquer leve mudança de temperatura corremos em busca dos médicos especialistas e suas dezenas de exames.

Saudosismos à parte, prefiro os tempos em que desejávamos uma rua calçada a paralelepípedos mas não pensávamos duas vezes em tirar os sapatos para atravessar um trecho de lama. Não recebíamos merenda na escola e às vezes não trazíamos de casa, mas não dispensávamos o “baba” com uma bola de pano no recreio e chegávamos em casa sãos e salvos.

Nos tempos atuais posso assegurar que muitos de nós teria saudade de doenças como catapora, sarampo e caxumba do que conviver com as gripes virulentas importadas de outros países, que não apenas “fabricam” catarro como antigamente. Não, os vírus são exigentes e levam à morte, principalmente se o coitado já estiver acometida de doenças outras como diabetes, cardiopatias, hipertensão.

Naquela época não existia o Sistema Único de Saúde, o famigerado SUS, que abarrota de dinheiro os sacos sem fundo que se transformaram os governos estaduais e municipais de todo o Brasil. Ainda hoje muitos ainda desconheciam o SUS, destinado a atender de qualquer jeito os mais pobres, e que muitos políticos os conhecem – o SUS e os pobres – apenas por ouvir dizer.

Lembro de um ditado antigo que asseverava: “Pela entrada da cidade eu conheço o prefeito”, numa alusão aos que sabiam cuidar da comunidade, da sua gente. É triste, porém comum, que muitos políticos e servidores públicos sequer conheçam essas comunidades, simplesmente chamadas de invasão e que aparecem com frequência nas fotografias de José Nazal.

Que nossos governantes aprendam a planejar e modificar a paisagem da cidade, como mostram as fotos, com os requisitos mínimos de habitabilidade e conforto para os que realmente merecem: os que pagam seus impostos. Quem sabe a pandemia e o distanciamento social presencial seja uma importante ferramenta para podermos aprender como nos comportar como eleitor. E com o apoio das redes sociais, para a felicidade das novas gerações.

Walmir Rosário é advogado, jornalista e radialista.

MORRE EX-VEREADOR E APRESENTADOR ROBERTO DE SOUZA

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Roberto de Souza faleceu na madrugada desta terça

O ex-vereador de Itabuna, radialista e apresentador de TV Roberto de Souza faleceu na madrugada desta terça-feira (17), após um ano de luta pela vida. O comunicador e ex-parlamentar foi diagnosticado com câncer em 2018.

Roberto foi vereador de Itabuna por quatro mandatos consecutivos, no período de 1997 a 2012. Por várias vezes membro das mesas diretoras da Câmara e na Casa conseguiu aprovar a Lei Roberto de Souza, que obriga o município a divulgar, com 30 dias de antecedência, o reajuste de serviços como a tarifa de água e esgoto ou da passagem de ônibus.

Ele comandou por duas décadas um dos programas de maior audiência no rádio grapiúna, o Resenha da Cidade, sempre aos sábados e, por alguns anos, também de segunda a sexta. O Resenha da Cidade foi ao ar nas três emissoras AMs de Itabuna – Difusora, Jornal e Nacional, onde ele chegou a apresentar o programa ainda neste ano, mesmo já debilitado pela doença.

Apaixonado pelo microfone, era dono de bordões como “Beleza, beleza, beleza” e “Confusão, confusão, confusão” para cumprimentar os ouvintes ou abrir novos blocos do programa ou até anunciar uma entrevista quente.

Entrevistar era sua maior arte no rádio. Nos mais de 20 anos de microfone, Roberto pautava o noticiário regional a partir de entrevistas feitas em seus programas. Sabia ser contundente nas perguntas sem ser agressivo ou ofender o entrevistado. O estilo e a grande audiência no rádio levaram Roberto para a telinha, com um programa semanal na TVI, após convite do diretor Barbosa Filho.

Nascido em Itabuna em 30 de outubro de 1961, Roberto Tadeu Pontes de Souza, além de radialista e apresentador de TV, formou-se em Agronomia. Deixa esposa, a advogada Sandra Ramalho, e os filhos Roberto Ramalho, Paulo e Natália.

VELÓRIO

O corpo de Roberto de Souza está sendo transladado de Salvador para Itabuna, onde deverá chegar no final da tarde desta terça-feira (17) a Itabuna. O velório será no plenário da Câmara de Vereadores. O enterro está previsto para às 10h desta quarta-feira (18), no Cemitério Campo Santo.

GOVERNO FIXARÁ PRAZO DE MIGRAÇÃO DE EMISSORAS DE RÁDIO AM PARA FM

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O governo federal anunciou que vai publicar decreto estipulando prazo de 180 dias para que proprietários de emissoras de rádios solicitem migração da faixa AM para a FM. Até o momento, das 1.781 rádios AM no Brasil, 1,5 mil solicitaram a mudança. Para fazer esta migração, os radiodifusores vão ter que pagar entre R$ 8,4 mil e R$ 4,4 milhões, que é o valor da diferença entre as outorgas de AM e de FM.
Além disso, as emissoras também terão que adquirir equipamentos para a transmissão do novo sinal. Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, o governo abriu linhas de financiamento para que as empresas comprem esses equipamentos e consigam fazer a migração. Para ele, a partir de agora, todos vão ter a oportunidade de fazer esta mudança.

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RÁDIO SOCIEDADE TEM NOVO DIRETOR EXECUTIVO

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Luciano é o novo diretor executivo da Rádio Sociedade

Luciano é o novo diretor executivo da Sociedade

A Rádio Sociedade da Bahia terá novo diretor executivo. Luciano Araújo, ex-Rádio Guaíba, assumiu o cargo e terá o desafio de dar continuidade ao processo de modernização da emissora baiana. A reestruturação da emissora passou pela migração do AM para FM, além de ações no jornalismo, esporte e entretenimento.

Novo diretor executivo, Luciano Araújo é graduado em Administração e dirigiu uma das mais tradicionais emissoras de rádio do país, a Guaíba, de Porto Alegre (RS). Também passou por experiências no Rio de Janeiro e Recife.

ROBERTO DE SOUZA NA RÁDIO NACIONAL

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Roberto estreia dia 26 na Rádio Nacional

Roberto estreia dia 26 na Rádio Nacional

Roberto de Souza deixou a Rádio Difusora e já está de casa nova. O radialista e ex-vereador estreará, na próxima quarta (26), na Rádio Nacional 870AM.

A estratégia da emissora com a nova aquisição e algumas mudanças é recuperar a audiência perdida por erros sucessivos de administração nos últimos dez anos, alguns dos quais fora do ar.

A aquisição tem peso. Quando na Difusora, Roberto era considerado líder de audiência no horário das 13h às 14h, de segunda a sexta, e das 10h às 12h dos sábados.

A Nacional passa por mudança não apenas na programação. O estúdio sai do Zildolândia para a Avenida Princesa Isabel, no Banco Raso, em um antigo imóvel da Minas Aço. A emissora pertence à família do ex-deputado Daniel Gomes.

HORÁRIO

Em tempo, o Resenha na Nacional será das 12h30min às 14h, de segunda a sexta. No sábado, das 10h às 14h. Atualizado às 15h26min

LINHO COSTA DE VOLTA AO RÁDIO

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linhocostaO publicitário Linho Costa volta ao rádio 18 anos após deixar a Morena FM para pilotar a Costha Fera Comunicação. A partir da próxima terça-feira (6), ele comandará o Você em Pauta, na Interativa FM (93,7).

O programa irá ao ar das 6h às 8h da manhã e será um mix de informação, entretenimento e prestação de serviço. O Você em Pauta terá, ainda, na equipe Carlos Maluta e Ricky Mascarenhas.

A Interativa migrou do AM para o FM e reforçou a equipe. A grade da programação conta com nomes como Lilian Casas, cantora, cursando Jornalismo e filha de um dos ícones do rádio baiano, Lucílio Bastos. Atualizado às 14h30min.

PROGRAMA VOLTADO AO DIREITO SERÁ DESTAQUE NA RÁDIO NACIONAL

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Andirlei Nascimento é o idealizador do programa

Andirlei Nascimento é o idealizador do programa

A Rádio Nacional de Itabuna volta ao ar após mais de um ano sem transmissões e anuncia a estreia de um programa especializado em direito como um dos destaques de sua grade. “A Voz do Direito” será apresentado de segunda a sexta-feira, das 8 às 9 horas, um dos horários mais disputados do rádio local.

O idealizador do programa é o advogado Andirlei Nascimento, que, no período em que presidiu a subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil, criou o programa de rádio “OAB Cidadania”, que se propunha a ser um canal entre os profissionais do direito e a sociedade.

A nova atração da Nacional não terá um âncora. “A cada dia, haverá discussão sobre um tema, com a presença de um ou dois advogados”, afirma Andirlei. Segundo ele, o programa será retransmitido pela Rádio Uesc.

CRAQUES DO RÁDIO

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Seleção do Rádio no início da década de 80, na antiga Desportiva (Foto Arquivo Aleilton Oliveira).

Seleção do Rádio no início da década de 80, na antiga Desportiva (Foto Arquivo Eilton Oliveira).

Funcionário aposentado do Banco do Brasil, Eilton Oliveira coleciona fotos raras dos tempos em que atuava no rádio grapiúna, junto com figuras como o hoje publicitário Sílvio Roberto. Uma dessas raridades é a imagem acima. Foi clicada no início dos anos 80, na antiga Desportiva, segundo o jornalista Valdenor Ferreira. Nela, estão grandes craques do rádio itabunense.

“O uniforme é da equipe da Rádio Jornal, mas reunia colegas de outras emissoras. Formávamos a Seleção do Rádio”, diz Sílvio Roberto, que não aparece na foto, mas jura que jogava um bolão.

A ordem dos craques (da comunicação) na foto é a seguinte:

Em pé, a partir da esquerda, aparecem Jorge Eduardo, Orlando Cardoso, Lucílio Bastos, Nivaldo Reis, Cacá Ferreira, Eduardo José e Welington Oliveira.

Agachados, a partir da esquerda, estão Valdenor Ferreira, Valter Barbosa, Jota Borges, Henrique Queiroz, Eilton Oliveira (o colecionador de raridades e hoje em Brasília) e o grande Biro-Biro.

Muitos deles já estão em um outro plano, mas deixaram exemplo de profissionalismo e de domínio do microfone, a exemplo de Lucílio Bastos e Jorge Eduardo.

AS CRÍTICAS DE ROBERTO DE SOUZA

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Roberto-289x300Chova ou faça sol, o radialista e ex-vereador Roberto de Souza não deixa de abordar um assunto em seu programa na rádio Difusora. Aliás, ele não deixa de atacar uma pessoa: o presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Aldenes Meira (PCdoB).
O mais recente ataque de Roberto tem como alvo o concurso público que se encontra em gestação na Câmara. A casa, como se sabe, tem sido há muitos anos um belo cabide de emprego, chegando a ter mais de 90% de seu quadro formado por indicados políticos.
A aberração tende a acabar após o concurso público, cujo edital está para ser publicado. Procurado para se manifestar sobre as críticas de Roberto de Souza, Aldenes disse estranhar que uma medida que visa moralizar a Câmara seja condenada pelo ex-vereador.
“Esse moço foi vereador por três mandatos, sempre fez parte da mesa diretora, mas nunca sugeriu que se fizesse um concurso público ou que se promovesse qualquer outra medida para organizar a Câmara. Talvez esse nervosismo todo seja despeito”, afirma Aldenes.

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