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4 de junho de 2020 | 01:20 pm

TANTO BARULHO PELO SILÊNCIO

Tempo de leitura: 3 minutos

Foto KVKaroline Vital | karolinevital@gmail.com

 

Toda essa confusão a respeito do nível de dificuldade do tema da redação do Enem me fez refletir sobre como a população surda vive à margem da sociedade brasileira. Nós, ouvintes, investimos em dominar outros idiomas, a exemplo do inglês e do espanhol, mas não nutrimos qualquer interesse em aprender o básico sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras), segundo idioma oficial do país.

 

Desde 2004, ganho a minha vida escrevendo. Já fiz redação para rádio, jornal, internet. Em 2011, obtive 960 na redação do Enem. E, em 2012, marquei 100 pontos no concurso da Polícia Militar da Bahia. Portanto, posso não ser a melhor escritora do mundo, mas entendo alguma coisinha sobre como produzir um bom texto.

Neste ano, fui presenteada com a grata oportunidade de ganhar minha vida ajudando os outros a escrever. Quem me abriu essa possibilidade foi o professor Emenson Silva, após nos conhecermos quando fui contratada para escrever sobre o segredo do sucesso do Curso Gabaritando. E tem sido uma incrível experiência de partilha, pois sinto que estou aprendendo muito mais do que tenho mediado.  

Ao longo das aulas de redação, trabalhei com os estudantes do Pré-Enem os temas apontados pelos grandes cursos do país como os mais prováveis a cair no certame deste ano. Mais do que entregar uma redação pronta, tentei mostrar maneiras de extrair ideias dos textos motivadores, sempre frisando: vocês devem estar preparados para escrever sobre qualquer coisa. Portanto, mantenham a calma, reflitam sobre o tema, construam a estrutura da dissertação, escrevam e revisem.

Todavia, a preocupação com o tema sempre pareceu maior do que o domínio das técnicas de redação. Na busca por uma fórmula pronta, alguns estudantes chegaram a propor que eu escrevesse uma dissertação sobre o tema que considerado mais provável para ser usada como modelo. Respondi que, se tinham tanta certeza sobre o assunto, investissem em pesquisas para embasar seus argumentos. Afinal, muito mais do que a capacidade de escrita, o Enem avalia a leitura dos candidatos, a aplicação dos conhecimentos adquiridos das mais várias áreas, incluindo do Grande Livro do Mundo, como diria Descartes.

Porém, o tema da prova discursiva do Enem 2017 passou uma rasteira nos palpites dados pelos grandes conglomerados da educação brasileira. Ninguém esperava a proposta do Inep: “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”. Quando divulgaram o tema, a celeuma tomou conta da internet. O Guia do Estudante – “bíblia” dos educandos e educadores brasileiros, pertencente ao Grupo Abril – publicou em sua página do Facebook: “Tema de redação é considerado complexo por professores e leitores”. Claro que não poderiam gostar! Afinal, o mais perto que chegaram do tema foi quando citaram a probabilidade de cair algo sobre acessibilidade. Apenas isso.

A confusão sobre o nível de dificuldade do assunto seguiu assim que o MEC divulgou o tema na internet. Particularmente, não considerei nada absurdo. Afinal, o Enem costuma abordar questões relacionadas à promoção da cidadania e à inclusão dos surdos no processo educacional segue tal vertente.

Assim que vi os textos motivadores, os quais ajudam a nortear a construção da tese e dos argumentos dos candidatos, deparei-me com quatro belas inspirações: um trecho da Constituição Federal sobre o direito à educação da pessoa com deficiência; um gráfico demonstrando a queda do número de matrículas de surdos na Educação Básica; uma peça publicitária abordando a falta de oportunidades no mercado de trabalho para pessoas surdas e, por fim, um breve histórico do acesso dos surdos à educação. Diante de tantas informações disponibilizadas, só pude pensar: “Se alguém não tiver a mínima capacidade de desenvolver algo sobre isso a partir de tantas informações, infelizmente, o problema está com a interpretação de textos, não com o assunto”.

Segundo o IBGE, o Brasil possui quase 10 milhões de pessoas com alguma deficiência auditiva. Então, onde essas pessoas se escondem, uma vez que tanta gente afirma ser complicado falar a respeito da inclusão dessa parcela da população nos processos educacionais?

Toda essa confusão a respeito do nível de dificuldade do tema da redação do Enem me fez refletir sobre como a população surda vive à margem da sociedade brasileira. Nós, ouvintes, investimos em dominar outros idiomas, a exemplo do inglês e do espanhol, mas não nutrimos qualquer interesse em aprender o básico sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras), segundo idioma oficial do país. Não conseguimos considerar qualquer tipo de relação com colegas surdos ou com qualquer nível de deficiência auditiva na escola, na igreja, no trabalho ou em qualquer outro círculo social.  Foi tanto barulho por conta dessas quase 10 milhões de pessoas que, não apenas vivem no silêncio, mas também invisíveis aos olhos da maioria dos seus compatriotas.

 Karoline Vital é comunicóloga e Mestre em Letras: Linguagens e Representações.

REVISÃO PARA O CONCURSO DA PM E CORPO DE BOMBEIROS

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gustavohaunO sábado (5), véspera do concurso da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, será de revisão de Redação do curso Tropa de Elite. A revisão começa às 16 horas, no Colégio Luís Eduardo Magalhães, no Lomanto, em Itabuna, com Gustavo Haun, professor e especialista em Redação há quase 20 anos.

O professor e editor do Blog de Redação diz que haverá atividade prática e discussões sobre temas de redação para o exame. A revisão custa R$ 30,00. Informações pelo telefone (73) 99167-7734.

PROVAS

As provas serão aplicadas no domingo (6). O concurso tem mais de 120 mil inscritos e oferece vagas em Ilhéus e Itabuna. Em todo o estado, são 2.750 vagas para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

O TEMA DA REDAÇÃO DO ENEM 2016

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redacaoenem
GUSTAVO HAUNO professor Gustavo Haun, editor d´O Blog de Redação, traz alguns assuntos que podem ser tema de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano.

Segundo ele, as sugestões se baseiam no que veio à baila entre o final de 2015 e o primeiro semestre deste ano e que são interessantes como propostas de redação do exame ou de outros vestibulares e concursos.

“Entre eles, destaco abaixo os mais importantes e prováveis, de acordo com o histórico do Enem, de pedir temas sociais, políticos, ambientais e culturais:

  • Crise hídrica afetando a economia do Brasil;
  • Regulação da mídia;
  • Doenças epidêmicas;
  • Alimentação saudável e sustentável;
  • O jovem e o alcoolismo;
  • A intolerância e o discurso de ódio;
  • Trabalho social voluntário;
  • A corrupção generalizada;
  • Racismo no esporte;
  • Legado da Olimpíada do Rio;
  • Formação da mentalidade política;
  • Limite de humor e bulliyng;
  • Urbanismo/mobilidade urbana;
  • Conceito moderno de família;
  • Desigualdade étnica e de gênero;
  • Evasão escolar;
  • Liberdade de expressão;
  • Justiça com as próprias mãos.

Gustavo reforça que estas são apenas sugestões. E brinca: “Pode ser que caia algum, mas pode ser também que seja um grande chute fora do gol! Não sou vidente nem tenho mutreta lá com os “homens” do Inep”.

ENEM 2015: APLICATIVOS PARA CORREÇÃO DE REDAÇÃO AUXILIAM CANDIDATOS

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Sites e aplicativos auxiliam com dicas e correção de redações (Reprodução).

Sites e aplicativos gratuitos auxiliam com dicas e correção de redações (Reprodução).

Yara Aquino | Agência Brasil

Fazer mais de uma redação por semana, para treinar, é recomendação frequente de professores aos estudantes que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como nem sempre os candidatos têm acesso a professores para corrigir os textos e dar dicas para melhorar a escrita, surgem como opções os aplicativos e sites para correção de redações.

O serviço é pago e a proposta é que os estudantes usem os aplicativos para enviar os textos, por foto ou digitados, e a redação é corrigida seguindo os critérios do Enem. O estudante recebe a nota e comentários dos corretores com análise do texto, indicando correções. Os preços variam e há opções de pacotes, nos quais quanto maior o número de redações, menor o valor por unidade corrigida.

Entres os aplicativos disponíveis, está o Redação Online, pelo qual o estudante escolhe o tema, dentre os sugeridos, e também pode escrever sobre outros assuntos. O texto é digitado na plataforma ou o estudante envia uma foto da redação, e os corretores dão retorno em até três dias. É preciso informar se a intenção é se preparar para o Enem ou vestibular para que o corretor adote os critérios de cada caso. Cerca de 90% da procura é de quem vai fazer Enem. A assinatura básica, de R$ 9,90, dá direito à correção de quatro redações, e o pacote de oito correções sai por R$ 15,90.

Pelo aplicativo Imaginie, o estudante pode enviar uma foto da redação e o texto corrigido é devolvido em até sete dias. A primeira correção é gratuita, e para as demais o custo é de R$ 9,90. Para o pacote de dez redações o custo unitário fica R$ 6,99. Outra opção é o Redação Nota 1000, plataforma online em que o texto deve ser digitado no site e enviado para correção, com resposta em até cinco dias, ao custo de  R$ 14,90.

O coordenador de cursinho e criador do Redação Online, Otávio Auler, diz que os aplicativos são uma boa oportunidade de treino, sobretudo para quem não tem acesso fácil a professores e vive em cidades sem cursos preparatórios.

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ALUNO DE ESCOLA DA REDE ESTADUAL OBTÉM NOTA MÁXIMA NO ENEM

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Enem 20142O estudante Fernando José da Glória Santos, 18 anos, aluno do 3º ano do ensino médio no Colégio Estadual Antônio Balbino, em Madre de Deus, foi um dos 250 brasileiros com nota 1.000 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014, pontuação máxima da prova. Assim como ele, outros estudantes da rede estadual também de destacaram no exame e são exemplos para os colegas.

Fernando tira a nota máxima em redação pela segunda vez. Também foi assim em 2013, quando cursava o 2º ano do ensino médio. “Esse momento representa uma conquista e o resultado de muito esforço. Eu estudei em casa, busquei informações na escola e na internet, comprei livros e os professores também me ajudaram bastante”, disse.

Com média geral de 869 no Enem, o estudante foi aprovado no curso de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), “sempre sonhei em cursar uma universidade pública, e agora vou poder realizar esse sonho”.

Para o diretor do Colégio Estadual Antônio Balbino, Ivan Lima, o desempenho do estudante é reflexo da sua dedicação e do comprometimento da unidade escolar. “Nós podemos ter bons resultados, desde que haja um esforço coletivo e o envolvimento de toda a comunidade escolar”, afirmou o diretor do Colégio Estadual Antônio Balbino, Ivan Lima.

Além de Fernando, a unidade também é o local de estudos de Fernanda Maria da Glória Santos, 18 anos, 3º ano do ensino médio, irmã gêmea de Fernando. “A escola ajudou especialmente na disciplina de língua portuguesa, mas eu me esforcei muito. Estudei em casa, com o meu irmão, e a gente se ajudou”, contou a estudante, que atingiu a nota 915 na redação.

Em Itapetinga (450 km de Salvador), os estudantes Brenda Correia, 20 anos, e Brendo Washington, 17 anos, ambos alunos do 3º do ensino médio, também são motivo de orgulho para o Colégio Agro Industrial de Itapetinga, com redações nota 960 e 900, respectivamente.

“Esses meninos se tornaram exemplo para os outros estudantes. Eles são resultado da nossa busca pela melhoria da aprendizagem na escola pública. Quando se destacam, acabam influenciando os outros”, disse a diretora da unidade escolar, Maria Aparecida Viana Eloi.

CAI DESEMPENHO DE ESTUDANTES EM REDAÇÃO E MATEMÁTICA NO ENEM

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enem 2014 1Os concluintes do ensino médio têm queda de 7,3% no desempenho da prova de matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014, em relação a 2013. Em redação, a queda foi de 9,7%, segundo dados divulgados hoje (13) pelo Ministério da Educação (MEC). Do total de 6.193.565 candidatos que fizeram as provas, em novembro do ano passado, 1.485.320 concluíram o ensino médio no final do ano. Nas demais disciplinas avaliadas no Enem, houve melhora no desempenho: ciências humanas teve melhora de 5,4%; ciências da natureza, 2,3%; e linguagens e códigos, 3,9%.

MEC e Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ainda não têm uma avaliação clara do porquê da piora. Segundo o ministro da Educação, Cid Gomes, cabe à academia analisar os dados.

Gomes disse que pretende discutir a utilização dos resultados no Enem para elaborar políticas públicas para o ensino médio. A intenção é incluir o Enem como parte dos indicadores, junto com avaliações como a Prova Brasil, a cada dois anos. “Não dá para fugir, tentar camuflar Não dá para dizer que o ensino público brasileiro é bom, está muito aquém do desejável”, disse.

A chamada Média ProUni, calculada sobre a soma de todas as notas das provas e da redação, dividida por cinco, foi 499 em 2014 e 504,3 em 2013 para os concluintes do ensino médio – uma queda, portanto, de 1%. Percentual considerada estável pelo ministro. A Média ProUni da rede federal foi 588,8; da estadual, 477,7; da municipal, 494,8; e da privada, 556,7.

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CONFIRA TEMAS QUE SÃO APOSTAS DE PROFESSORES PARA REDAÇÃO DO ENEM

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enem 2014 1Da Agência Brasil
Na reta final de estudos para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que serão aplicadas no próximo fim de semana, ainda dá tempo de os candidatos estudarem temas que são apostas de professores para o exame. Entre eles estão fatos históricos que podem ser relacionados a acontecimentos recentes.
O professor de história do curso online QG do Enem Marcelo Tavares diz que uma das apostas é estudar os fatos que este ano completam “aniversário redondo”, como o movimento “Diretas Já!”, encerrado em 1984 e que completa 30 anos, além do apartheid na África do Sul, que terminou em 1994, e os 100 anos da 1ª Guerra Mundial.
“O ‘Diretas Já!’, porque juntamos o ano eleitoral e o aniversário de um movimento que foi determinante para o retorno das eleições diretas para presidente. Foi um movimento derrotado, mas que mostrou a iniciativa da sociedade brasileira em favor do restabelecimento do voto direto”, explica o professor, lembrando que a mobilização pelas diretas já levou milhares de pessoas às ruas para pressionar em favor do voto direto.
Como 2014 marca os 20 anos do fim do apartheid, o professor Marcelo diz que coloca o tema como referência obrigatória. “Quando você fala de apartheid, fala de um regime de segregação racial que durou da década de 40 até 1994 e fala de Nelson Mandela, que ficou anos preso por se mobilizar contra aquilo”, explica.
Ele também cita como boas apostas a ditadura militar, a Guerra do Vietnã, o coronelismo, o governo de João Goulart e a Constituição de 1988.
O professor de geografia do pré-vestibular Galois, Leonardo Dreher, acredita que a prova do Enem vai cobrar bastante temas ligados à questão ambiental. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabeleceu prazo até agosto último para que os municípios acabassem com os lixões e criassem aterros sanitários, é uma das apostas do professor.
“Neste ano venceu o prazo, e a política acabou não sendo bem implementada já que nem todos os lixões foram fechados e os aterros sanitários instalados. O estudante precisa conhecer o tema sob a perspectiva das responsabilidades políticas, ver a questão do lixo não só como responsabilidade do Estado, mas também do empresariado e da sociedade civil”, diz.
A falta de água, que tem sido problema recorrente em cidades brasileiras e coloca em debate a importância do manejo dos recursos hídricos, as fontes de energia disponíveis no Brasil e as implicações do uso crescente das usinas térmicas, pode aparecer em textos e questões, na avaliação do professor Leonardo. Ele diz que os estudantes devem ficar atentos também aos conflitos agrários envolvendo, por exemplo, garimpeiros, indígenas e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, já que esse tem sido tema recorrente no Enem.

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MEC LIBERA DIA 20 ACESSO À REDAÇÃO DO ENEM 2013

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ENEM 2013O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou no Twitter que os candidatos terão acesso ao espelho das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)  corrigidas no próximo dia 20.
O acesso às provas, mais de dois meses depois do resultado do exame,  tem caráter meramente pedagógico, pois os alunos não podem recorrer. Mais de 5 milhões de candidatos fizeram o Enem em 2013 nos dias 26 e 27 de outubro.
Após polêmicas relacionadas à correção da redação de 2012, quando um candidato conseguiu nota máxima na redação mesmo inserindo um trecho de receita de macarrão no texto, a prova passou por mudanças. Nesta edição do Enem, o Ministério da Educação (MEC) definiu que se fossem inseridos trechos indevidos na redação, o candidato seria eliminado.
COMPETÊNCIAS AVALIADAS
A redação do Enem é avaliada por dois corretores, sem que um saiba a nota atribuída pelo outro. No texto, são avaliadas cinco competências dos candidatos: domínio da norma culta da língua portuguesa, compreensão e desenvolvimento do tema usando várias áreas do conhecimento; defesa de um ponto de vista; argumentos e proposta de intervenção para o problema e respeito aos direitos humanos, segundo o Guia de Redação para o Enem.
O candidato recebe de 0 a 200 pontos por cada competência. A soma vai resultar na nota total, que pode chegar a mil pontos. A nota final do candidato será a média aritmética das notas totais concedidas pelos dois avaliadores.
Se entre as notas totais dos dois corretores houver diferença superior de 100 pontos ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das cinco competências, a redação segue para um terceiro avaliador. Nesse caso, a nota final é a média aritmética das duas notas totais que mais se aproximarem. No caso de a discrepância continuar depois da terceira avaliação, a redação é corrigida por uma banca com três professores, que dá a nota final.
O MEC estima que 52% das redações do Enem 2013 passaram por um terceiro corretor. Para dar conta desse volume, o número de avaliadores contratados subiu de 5,6 mil em 2012 para 9,5 mil este ano.

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OFICINA DE REDAÇÃO PARA O ENEM

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GUSTAVO HAUNO professor Gustavo Haun ministrará oficina de redação específica para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2013, dia 25, às 17h, no auditório da AFI (Itabuna). A oficina oferecerá revisão de dissertação, atividade prática e avaliação das competências exigidas em redações do Enem.

A inscrição custa R$ 20,00 e deve ser feita no local e dia da oficina. Formado em Letras pela Uesc e com especialização em Leitura e Produção Textual, Gustavo Haun é também editor do Blog de Redação (oblogderedacao.blogspot.com).

Mais informações podem ser obtidas por telefone (73-9944.3171) ou email (g_a_haun@hotmail.com).

A NOVA REGRA ORTOGRÁFICA VEM AÍ…

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Gustavo Haun | g_a_haun@hotmail.com

 

Apesar de toda a polêmica criada pelos patrícios d’ além-mar, a regra ortográfica unificada tende a ser irreversível, pois é necessária para se tornar um dos idiomas oficiais da ONU.

 

Os oito países lusófonos ou Comunidade de Países de Língua Portuguesa – CPLP, (são eles Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor Leste) estão tentando implantar a regra ortográfica única desde 1990. Porém, Brasil e Portugal tentam desde 1931 uma uniformidade.

A regra ortográfica vigente até agora no Brasil foi instituída pelos militares, no ano de 1971, e ficou conhecida por eliminar o acento circunflexo (êle, sôbre, etc.). Antes dessa, já havia tido outra reforma feita em 1943.

A última reforma ortográfica de Portugal data de 1945, ou seja, em termos linguísticos, muita coisa mudou de lá para cá.
Mesmo com os portugueses criando o maior entrave – por exemplo, o prêmio Nobel José Saramago era um ardoroso inimigo – com a implantação da nova regra ortográfica, porque temiam/temem o “abrasileiramento” da língua de Camões (Portugal mudaria 1,6% e Brasil 0,57% do léxico), o Parlamento Português aceitou o pedido dos demais países, cedendo a pressões, como a do governo brasileiro, responsável por 190 milhões de falantes. No total são 240 milhões de falantes do português no mundo, o que faz a L. P. ser a quinta língua mais falada.

Então, ficou acertado que, no Brasil, haveria 04 anos de adaptação (de 2009 a 2012) e, a partir de 1º de janeiro de 2013, tornar-se-ia obrigatória para todas as instâncias do país.

Mas não foi unanimidade entre os países esse tempo de transição. Portugal, Guiné-Bissau, Timor Leste e São Tomé e Príncipe estenderam o prazo para 2015. Angola e Moçambique são os mais atrasados e ainda não estipularam o período de transição.

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