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10 de julho de 2020 | 07:09 pm

OPINIÃO || AUGUSTO COMO VICE É UMA PIADA

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A frente, que tem todo direito de buscar seu próprio espaço na acirrada disputa pela prefeitura de Itabuna, de se viabilizar eleitoralmente dentro das regras do jogo democrático, caminha para um inevitável esfriamento, que pode acontecer ainda mais rápido em decorrência da chegada do inverno.

Marco Wense

Pessoas bem próximas de Augusto Castro, já totalmente recuperado do covid-19, acharam graça de um certo vereador-prefeiturável que se autoproclama o líder da nova frente formada pela Rede Sustentabilidade, Cidadania, MDB e Avante.

O edil quer o apoio de Augusto, cuja pontuação nas pesquisas de intenções de voto é seis vezes maior do que a do vereador cara de pau. Das duas, uma: ou pensa que Augusto é politicamente infantil ou acha que sua sabedoria tem o poder de convencimento. Nem uma coisa, nem outra. Ledo engano.

Informações de bastidores dão conta de que o quarteto começa a desmoronar, que o principal culpado pela vida curta da frente vai ser o edil que sonha em ter Augusto, que é do PSD do senador Otto Alencar, como seu vice na chapa majoritária.

O tiro do edil terminou saindo pela culatra, provocando risadas e mais risadas no staff do ex-deputado estadual. Integrantes do diretório local do PSD estão abismados com a obsessão do vereador de querer fazer política passando por cima de tudo e de todos.

“Esse edil já tentou entrar no PSD para ser o candidato da legenda na sucessão de Fernando Gomes”, diz um importante membro da executiva municipal da sigla.

Pelo andar da carruagem, a frente, que tem todo direito de buscar seu próprio espaço na acirrada disputa pela prefeitura de Itabuna, de se viabilizar eleitoralmente dentro das regras do jogo democrático, caminha para um inevitável esfriamento, que pode acontecer ainda mais rápido em decorrência da chegada do inverno.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

ITABUNA: REDE SUSTENTABILIDADE DEVERÁ TER CANDIDATURA PRÓPRIA A PREFEITO EM 2020

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Ellen Prince fala em candidatura própria da Rede em 2020 em Itabuna

O partido Rede Sustentabilidade está se organizando para a sucessão municipal de 2020. A sigla estava ainda em fase de estruturação no município em 2016, quando não teve candidatura própria a prefeito e apoiou Augusto Castro. Agora, a expectativa é outra, segundo a porta-voz da Rede Sustentabilidade em Itabuna, Ellen Prince.

De acordo com ela, já estão ocorrendo reuniões com alguns nomes para definir composição para o pleito do próximo ano. A prioridade, afirma, é construir nomes dentro dos valores do partido que estejam aptos a participar do processo eleitoral, não só na disputa para o Executivo, mas também para o Legislativo.

Ellen sinaliza outra postura para o pleito de 2020. “Não ficaremos nos bastidores em 2020. A Rede Sustentabilidade está se fortalecendo cada dia mais com a adesão de novos filiados e pré-candidatos”, disse a porta-voz. “Temos nossas dificuldades, mas acreditamos ser possível fazer a diferença e temos trabalhado muito para isso. Não abriremos mão de participarmos efetivamente das eleições municipais em 2020”, diz.

MARÃO É PRESSIONADO PARA TOMAR CARGOS DA REDE SUSTENTABILIDADE

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Bento e Alisson pressionariam Marão contra a Rede Sustentabilidade

O prefeito Mário Alexandre (Marão) está sendo pressionado para tomar os cargos ocupados pela Rede Sustentabilidade, partido do vice-prefeito José Nazal. Os secretários Alisson Mendonça (Relações Institucionais) e Bento Lima (Administração) são apontados como os líderes da ação contra o partido aliado.
Os principais cargos ocupados pela Rede são o de secretário de Planejamento e Sustentabilidade e o de superintendente de Meio Ambiente, ocupados, respectivamente, por Nazal e Emílio Gusmão.
A pressão já era grande no ano passado e ganhou corpo de ontem para hoje (3), quando a Rede Sustentabilidade emitiu nota pública com críticas ao reajuste de mais de 12% da passagem de ônibus em Ilhéus. A tarifa saltou de R$ 3,10 para R$ 3,40. Na nota, a Rede Sustentabilidade reafirma apoio a Marão, mas informa não ter sido consultado sobre o aumento.

REDE REAFIRMA APOIO A MARÃO, MAS CRITICA REAJUSTE DA PASSAGEM DE ÔNIBUS

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Marão é criticado pelo tamanho do reajuste concedido às empresas || Foto Clodoaldo Ribeiro

Numa nota pública assinada pela Comissão Provisória municipal, a Rede Sustentabilidade criticou o percentual de reajuste de mais de 12% concedido às empresas de ônibus pelo prefeito Mário Alexandre. A tarifa saltou de R$ 3,10 para R$ 3,50 no último sábado (30). O partido, que tem entre os seus filiados o vice-prefeito José Nazal, também aponta que não participou da decisão tomada pelo prefeito.
“Reconhecemos que a tarifa deveria ser majorada levando-se em conta a inflação dos últimos 12 meses, ou, o índice geral de preços. Dessa forma, discordamos do índice aplicado”, cita a nota assinada pelos porta-vozes municipais Juliana Santos Rocha e Eustacio Lopes de Oliveira Filho.
A nota, porém reafirma o apoio ao governo de Marão (“acreditamos no atual governo e reconhecimentos seus méritos”) e diz confiar na gestão, além de ressaltar “total apoio ao vice-prefeito, José Nazal, principal liderança da Rede Sustentabilidade em Ilhéus”.  Confira a íntegra da nota aqui.

NAZAL ESTÁ ENTRE OS NOMES DA REDE PARA DISPUTAR GOVERNO DA BAHIA EM 2018

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Nazal está entre nomes da Rede para pleito de 2018 || Foto Maurício Maron

O Elo Estadual da Rede Sustentabilidade escolheu três pré-candidatos ao governo do Estado da Bahia nas eleições de 2018. Tratam-se do vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, da vereadora de Irecê Meirinha, e de uma das porta-vozes do elo estadual Iaraci Dias, liderança de Camaçari, informa o Blog do Gusmão.

O partido definiu a lista de forma coletiva, no último sábado (25), durante reunião no Hotel Fiesta, em Salvador. O ato contou com a presença de lideranças de mais de 30 municípios, além da ex-senadora Heloísa Helena.

Membro do Elo Estadual, o superintendente do Meio Ambiente de Ilhéus, Emílio Gusmão, também participou do encontro. “Os três pré-candidatos não entraram numa disputa interna. Os seus nomes foram indicados pelas lideranças que participaram da reunião. O vice-prefeito José Nazal não lançou pré-candidatura, essa foi uma escolha do partido. Ele aceitou porque acredita no novo projeto político que estamos construindo e propondo à Bahia e ao Brasil”, explicou Gusmão.

PR E REDE ANUNCIAM COLIGAÇÃO EM ITABUNA

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Dirigentes do PR e do Rede

Dirigentes do PR e do Rede definem coligação.

O PR e o Rede Sustentabilidade fecharam coligação tanto para as eleições majoritárias como proporcionais, de acordo com seus dirigentes. A união para as eleições municipais ficou decidia em reunião ontem à noite. A coligação tem – até agora – o ex-secretário Roberto José como pré-candidato a prefeito. O “até agora” se deve à possibilidade de união do PR com o prefeiturável Capitão Azevedo (PTB).

De acordo com Roberto e o presidente do Rede em Itabuna, Irland Santana Correia, a junção tem as bênçãos dos dirigentes estaduais José Carlos Araújo (PR) e Júlio Rocha (Rede). Irland diz que a união tem a ver com “uma visão sistêmica de gestão pública e de desenvolvimento sustentável e fará a diferença”.

A “noiva” Roberto José elogia o Rede Sustentabilidade, enfatizando o perfil da legenda, que possui “pessoas sérias e comprometidas com o desenvolvimento de Itabuna”. O prefeiturável vê, no Rede, propostas similares às suas para Itabuna.

CONTRA IMPEACHMENT, DILMA TEM APOIO DE PDT, PSOL E REDE DE MARINA

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Partidos anunciam posição contra impeachment de Dilma.

Partidos anunciam posição contra impeachment de Dilma.

A presidente Dilma Rousseff obteve, oficialmente, o apoio de três partidos contra a proposta de impeachment feita por opositores. Após o Rede, de Marina Silva, posicionar-se contra o impedimento da presidente, o PSOL e o PDT também disseram ser favoráveis à manutenção de Dilma no poder.

As razões dos partidos neste caso se assemelham, dentre elas o vício de origem no pedido aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Líder do PSOL na Câmara, o deputado Chico Alencar já avisou que a legenda votará contra o impeachment.

– O PSOL não apoia o contexto e o conteúdo desse processo de impeachment. Votaremos contra na comissão e no plenário – disse, observando que o processo foi também usado pelo presidente da Câmara para livrar-se de julgamento que pode desapeá-lo do poder.

– Para nós, no mérito, pedalada em si é insuficiente para produzir impedimento de governante, até porque ela está dentro de uma concepção de orçamento, de ajuste fiscal, de meta superavitária, que para nós não é dogma absoluto.

O presidente nacional do PDT, Carlos Luppi, assumiu discurso governista ao anunciar a posição da legenda brizolista. “O PDT diz não ao golpismo e reitera que vai lutar contra ele, com todas suas forças”. A nota do PDT também faz menção aos pepinos de Eduardo Cunha, acusado de chantagear o Palácio do Planalto.

– Não faz sentido que um deputado que está sendo processado pela Comissão de Ética da Câmara dos Deputados e está na mira dos ministérios públicos do Brasil e da Suíça – inclusive por manter contas bancárias ilegais no exterior – queira com uma simples canetada tirar a legitimidade de um mandato popular conquistado nas urnas através de milhões de votos dos brasileiros – cita a nota do PDT.

TSE APROVA CRIAÇÃO DO REDE SUSTENTABILIDADE, DE MARINA SILVA

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Partido de Marina é aprovado pelo TSE.

Partido de Marina é aprovado pelo TSE.

Da Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em sessão realizada na noite de hoje (22), o registro do partido Rede Sustentabilidade, idealizado ex-senadora Marina Silva. Todos os ministros acompanharam o voto do relator, ministro João Otávio Noronha.

O partido teve o registro negado pelo TSE, em outubro de 2013, por não ter reunido o número mínimo de assinaturas exigido pela Justiça, de 484.169. Em maio deste ano, a direção do Rede entregou mais 56 mil assinaturas, chegando a 498 mil signatários.

O ministro Gilmar Mendes chegou a arrancar aplausos dos presentes durante a leitura de seu voto. Ele se referiu a Marina como “uma candidata que teve, por duas vezes, mais de 20 milhões de votos em eleições presidenciais”, mas o registro de seu partido foi negado, enquanto “legendas de aluguel logram receber esse registro, para constrangimento desse tribunal”.

Mendes criticou a decisão de 2013 do TSE e, sem citar nomes, falou na dificuldade de Marina se candidatar a presidente da República nas eleições de 2014, o que acabou ocorrendo após a morte de Eduardo Campos, de quem era candidata a vice-presidente.

“O partido sofrera um notório abuso e era preciso que nós reconhecêssemos e deferíssemos o registro naquelas circunstâncias. Tanto fizeram para evitar que essa mulher fosse candidata e ela acabou sendo candidata, em circunstâncias trágicas. Marina perdeu as eleições, mas ganhou a nossa admiração. Portanto, perdeu ganhando”, disse o ministro.

A votação serviu para motivar uma discussão sobre o sistema de criação de partidos no país e negociação de tempo de TV entre partidos durante campanhas eleitorais. O presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, lembrou que, com a criação da Rede, o Brasil conta com 34 partidos. Ele disse ainda que se o sistema não for rediscutido “cada deputado vai querer ser um partido político”.

“Uma vez não tendo sido alterado o nosso sistema eleitoral, o que vai ocorrer é que cada deputado vai querer ser um partido político. Com a distribuição do tempo de TV dessa forma, cada deputado vai querer ser um partido político e de 34 passaremos a 500”, disse Toffoli, referindo-se à “necessidade de reflexão” sobre o tema.

REDE SUSTENTABILIDADE FAZ REUNIÃO PÚBLICA EM ILHÉUS

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A coordenação executiva do partido Rede Sustentabilidade em Ilhéus convocou reunião pública para esta quinta (10), às 18h30min, no auditório do Ilhéus Praia Hotel, para começar a organizar a legenda.

De olho em 2016, o partido, que tem como fundadora e garota propaganda a ex-presidenciável Marina Silva, pretende incorporar novos militantes simpáticos à ideia no município.

Em Ilhéus, figuras como o ex-vice-prefeito José Henrique Abobreira e o agrônomo e historiador José Resende Mendonça contribuíram com a coleta de assinatura para formalização da legenda.

No último mês de agosto, o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, se manifestou favorável à concessão de registro para a Rede Sustentabilidade.

Em parecer protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Aragão afirmou que a nova legenda não precisa cumprir uma nova exigência aprovada neste ano pelo Congresso para obter a autorização da Justiça Eleitoral.

MARINA E O PT DE ANTIGAMENTE

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marco wense1Marco Wense

Tudo aquilo que a Marina não é mais, diria o jornalista Marcelo Coelho, agora não tão sobressaltado e atônito como antes, já que naquele tempo ainda se acreditava em “papai Noel”.

O jornalista Marcelo Coelho, em artigo na Folha de São Paulo, fevereiro de 2002, com o título “Tudo aquilo que o PT não é mais”, analisou o começo da derrocada ideológica do Partido dos Trabalhadores.

Na época, o PT flertava com o PL em troca de alguns minutos no horário eleitoral. O colunista dizia que “as negociações com os liberais são um caso de senilidade”. E, perplexo, perguntava: “Será que os petistas ficaram gagás?

Finaliza dizendo que “o PT buscava ser diferente, ser uma “novidade” na política brasileira: tratava-se de um partido com programa definido, com instâncias democráticas de decisão, com vocação de massas e níveis de moralidade acima da média. Podia-se concordar ou não com o PT, mas essas qualidades eram reconhecidas por todos.”

Marina, de olho no Palácio do Planalto, em uma decisão imperial, tomada em menos de 24 horas, se filia ao PSB. O PSB não é o PL, mas a condução do processo político continua o mesmo, na base do toma-lá-dá-cá sem nenhum tipo de constrangimento.

Aliados históricos estão deixando Marina e o projeto de criação da Rede Sustentabilidade, entre eles o ex-deputado federal Luciano Zica, um dos coordenadores da campanha presidencial da ambientalista em 2010.

Zica, como é mais conhecido, decepcionado, nitidamente irritado, em tom de desabafo, bracejando, disse: “Fiz papel de bobo tentando convencer possíveis aliados sobre a nova política. O PSB não tem métodos menos velhos que os outros.”

Em um eventual segundo turno, o DEM e o PSDB apoiariam Eduardo Campos contra Dilma Rousseff. No mesmo palanque, lado a lado, Marina, democratas, tucanos, toda bancada ruralista e o fundador do antigo PFL, o senhor Jorge Bornhaunsen, hoje eduardista de carteirinha.

Tudo aquilo que a Marina não é mais, diria o jornalista Marcelo Coelho, agora não tão sobressaltado e atônito como antes, já que naquele tempo ainda se acreditava em “papai Noel”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

 

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