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19 de janeiro de 2021 | 10:14 pm

O FIM DAS FESTAS RELIGIOSAS E PROFANAS

Tempo de leitura: 4 minutos

Desde o despertar em Canavieiras – com a alvorada de fogos – que assisto ao filme da minha vida, lembrando da infância, dos amigos presentes e os que se foram, sempre rogando por uma vida melhor. Não podemos mudar o rumo da vida, mas sempre é bom pedir a proteção de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e as bênçãos do seu filho para atravessarmos os perigos deste mundo. Mesmo sem festa, vamos vivendo.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Acordei às 5 da manhã desta terça-feira (8) com o espocar de fogos, o que não é nenhuma novidade aqui nesta Canavieiras de São Boaventura, acostumada à pirotecnia para comemorar de tudo, ou até mesmo nada. Olhos ainda entreabertos, perguntei à minha mulher em que dia estávamos, com a simples finalidade de tentar descobrir o que comemorávamos, uma data festiva, uma data religiosa, enfim, o porquê dos fogos.

Dia 8 de dezembro. Imediatamente passou um filme pela minha cabeça, quando ainda na juventude acordava de madrugada e me preparava para a comemoração de nossa Santa Padroeira, Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Era um tempo próspero para o bairro da Conceição, em Itabuna, em virtude da chegada dos frades capuchinhos – freis Isaías, Justo e Apolônio – com a missão de construir uma igreja em sua homenagem.

Quando disse tempo próspero, não me enganei. O propósito de transformar uma simples capelinha de madeira em uma grande igreja era um desafio a ser vencido pelos capuchinhos e a singela comunidade. Aos poucos passamos a conviver com os três religiosos como se fossem de nossas famílias, dada a integração e o jeitinho de pedir todos os tipos de colaboração para a concretização da obra.

Para nós meninos – dos sete, oito, 10 anos – acompanhar as obras e as funções religiosas era uma vida nova, uma atividade bem diferente, a qual complementava o período de estudos, os jogos de futebol, gude e todos os tipos de brincadeiras. Passamos a conviver com operários de outros lugares, ávidos – como nós – a ouvir e contar histórias, muitas delas vindas do nosso imaginário. Creio que deles também.

Com mais pessoas circulando, o nem tão acanhado comércio do bairro passou a vender mais e a cada momento chegava um caminhão com pedra, areia, cimento, tijolos e até um bate-estaca, equipamento nunca visto por nós. Admirávamos o operador a manejar aquela máquina, subindo e descendo aquele enorme cilindro para cavar os fundos buracos onde seriam levantadas as potentes colunas.

Nas horas vagas, ajudávamos a carregar material de construção [não era crime o trabalho infantil, mesmo voluntário], conversávamos com os frades que nos cobravam bons resultados nas aulas de catecismo ministrada pela professora Maria Zélia e prometia lugar nas funções religiosas na atividade de coroinha. Fui o primeiro a vestir a batina branca com gola e faixa azuis de coroinha – cores de Nossa Senhora da Conceição. Uma glória!

Após alguns anos, Igreja Matriz pronta e inaugurada, nossa autoestima nas nuvens, nos igualávamos com os moradores de outros bairros e do centro da cidade, pois já gozávamos de privilégios tais como uma igreja, ruas calçadas com paralelepípedos e até água encanada em algumas ruas. Com a igreja pronta, os frades iniciaram a construção de um grande colégio. Passamos a nos sentir itabunenses de verdade.

Àquela época convivíamos harmonicamente com os “crentes” de todas as denominações, isso após ver o bom relacionamento entre os frades e os pastores. E foram frei Justo, frei Isaías e frei Apolônio os incentivadores sociais da comunidade. Durante a novena em homenagem à Nossa Senhora da Imaculada Conceição, as barraquinhas com quermesses, bingos, comidas e bebidas típicas (doadas) reunia toda a comunidade.

E com nossa vida religiosa em alta, as vocações sacerdotais afloravam e, mais uma vez, fui o primeiro a ir para o seminário. Primeiro, Vitória da Conquista, em seguida, Feira de Santana, nas quais recebi educação escolar, moral e religiosa exemplar. Aos poucos vou recebendo os amigos de infância no seminário, não sei se por vocação ou por terem se inebriado com minhas visitas a Itabuna vestido com a batina de São Francisco.

Brincadeiras à parte, os frades capuchinhos foram responsáveis diretos pela transformação do bairro da Conceição, uma localidade acanhada e jocosamente chamada de Abissínia (em alusão ao país africano – Etiópia – em guerra), para um bairro charmoso e próspero. A igreja continua lá, altaneira, com seus ministros religiosos pregando a paz entre os povos.

Entretanto, este ano a Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição não pode realizar, como sempre fez, a festa em homenagem à Padroeira devido à pandemia da Covid-19. Se por um lado perde a convivência social, quem sabe do religioso contribui para o fortalecimento dos laços afetivos entre os moradores e fiéis, tão necessário nesses tempos difíceis, mas superáveis.

Desde o despertar em Canavieiras – com a alvorada de fogos – que assisto ao filme da minha vida, lembrando da infância, dos amigos presentes e os que se foram, sempre rogando por uma vida melhor. Não podemos mudar o rumo da vida, mas sempre é bom pedir a proteção de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e as bênçãos do seu filho para atravessarmos os perigos deste mundo. Mesmo sem festa, vamos vivendo.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

QUANDO VAMOS ABRIR O COMÉRCIO?

Tempo de leitura: 3 minutos

Um bom termômetro para saber a hora de abrir o comércio e medir a confiança das pessoas, um método bastante eficiente, seria perguntando aos pais: “Se as escolas abrissem hoje, você mandaria seus filhos as aulas?”.

Gerson Marques || gersonlgmarques@gmail.com

A vontade dos comerciantes de abrirem suas lojas é uma legítima. A vontade dos ambulantes irem às ruas venderem seus produtos, idem. O medo dos trabalhadores perderem empregos com as empresas fechadas, também. Estes sentimentos não podem ser desprezados nem varridos para o campo ideológico.

Não é factível três, quatro, cinco meses de vidas paradas, isolados, nem econômica, social ou fisicamente. As consequências são inúmeras e as econômicas são só parte do problema.

Dito isso, reafirmo: Nada é mais legítimo que a vida, o direito de viver, e o direito de não perder a vida. Esta legitimidade se sobrepõe às demais.

A pandemia é uma força da natureza, de origem mais poderosa que a capacidade humana de se defender, ainda que consigamos uma defesa parcial. Assim como uma tsunami, um terremoto ou acontecimentos ainda maiores como um choque com meteoritos, cuja evidências dizem sobre a extinção de grande parte da vida no planeta em outras eras, uma pandemia tem uma lógica imprevisível – e só por isso se torna uma ameaça existencial, um infausto.

E se o vírus passar por uma mutação e adquirir características ainda mais agressiva? E se o simples fato de tê-lo mesmo que assintomático não nós imunizar? E se a vacina ou terapias não forem encontradas? Existem diversas doenças sem cura, não é mesmo? E qual será o custo humano até circular por todo planeta? Não temos respostas para isso.

Portanto, estamos enfrentando uma situação colocada em um patamar acima da lógica da vida. Pelo menos, das nossas vidas, e com isso não sabemos lidar adequadamente, apesar de não ser a primeira vez que ocorre na história da civilização humana.

Buscar respostas nas ideologias é como buscar respostas nas religiões. Conforta, mas não resolve. Simplesmente, elas não respondem racionalmente, porque estes acontecimentos estão fora da dinâmica existencial e fora da lógica temporal, histórica e sociológica de nossa existência.

Acho muito ignorante a politização da doença, do vírus, de suas consequências, mas não posso dizer o mesmo sobre a politização do debate sobre as formas de enfrentar, sobre as políticas de governo para proteger a população ou não, e suas ações para resolver a questão central e suas consequências. Aí, sim, é legítimo o debate político, no campo social e econômico, na construção das saídas.

Por isso, é muito ruim quando os comerciantes defendem seu legítimo sentimento de abrir o comércio usando um discurso ideológico, baseado no negacionismo, ou na relativização do que se vê em outros países, e dos parâmetros científicos.

Quem perde com esta linha de defesa são os próprios comerciantes, que assustam a população ao demostrar os interesses financeiros acima da vida, inclusive de seus funcionários e clientes, também por não entenderem que a questão básica, mesmo depois de terminada a fase do distanciamento social, se chama confiança. Sem esta, sem segurança de não se contaminar, de pouco adianta a loja estar aberta. Ninguém terá coragem de brigar de esconde-esconde com um vírus de comportamento desconhecido e agressivo e medicação inexistente.

Um bom termômetro para saber a hora de abrir o comércio e medir a confiança das pessoas, um método bastante eficiente, seria perguntando aos pais: “Se as escolas abrissem hoje, você mandaria seus filhos as aulas?”.  Faça essa pergunta a você mesmo e veja o grau de confiança. E olhe que as crianças, teoricamente, ressalto, só “teoricamente”, não são do grupo de risco. Quando a resposta for sim, tá na hora de reabrir o comércio.

E as questões econômicas? Vejam como as outras nações estão resolvendo. É o estado. É pra isso que existem os estados: amparar, subsidiar, alimentar, isentar, oferecer, liberar, ajudar, minimizar, combater… Existem dezenas de verbos tipicamente estatais. É aí que está a política, é neste ambiente que cabe a opinião, a ideia, o protesto, a pressão…

Na pandemia, no vírus, na UTI, na terapia, nos procedimentos preventivos, não. A única autoridade aí é a ciência e ciência não se faz com palpites. Muito menos palpites ideológicos.

Gerson Marques é produtor de cacau e chocolate.

CONTRA CORONAVÍRUS, IGREJA BATISTA TEOSÓPOLIS ADIA FESTEJOS DOS 64 ANOS

Igreja Batista Teosópolis mantém suspensão de cultos presenciais
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Uma das mais tradicionais igrejas evangélicas do sul da Bahia, a Igreja Batista Teosópolis, em Itabuna, decidiu adiar, para o segundo semestre, as comemorações dos 64 anos de fundação. Os festejos estavam programados para começar na próxima sexta (20), com encerramento no domingo (22).

De acordo com a IBT, “a decisão se pauta no cuidado pela segurança de todos que estariam presentes ao evento, em virtude dos riscos de propagação do COVID-19 (Coronavírus), considerando que teríamos convidados de outros estados do país e diversas cidades da Bahia”. Por enquanto, a igreja decidiu manter as demais atividades, inclusive cultos.

FÉ E ADORAÇÃO NO PRIMEIRO LOUVOR LIVRE, EM ILHÉUS

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Evento reuniu multidão na Soares Lopes, na Sexta Santa

O feriado da Sexta-Feira Santa (19)  foi marcado por fé e alegria na primeira edição do Louvor Livre, realizado na Avenida Soares Lopes em Ilhéus. “O Louvor Livre é um projeto realizado por jovens cristãos, e não poderia deixar de dar total apoio, pois vim de um lar cristão, onde a Bíblia sempre foi o nosso refúgio e fortaleza, e sei do poder da palavra na vida de cada um”, ressalta o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre.

O projeto Louvor Livre, com o tema “Um novo tempo se inicia”, promoveu o encontro de famílias, com shows musicais do Ministério 3 em 1 e o Ministério Marcados por Cristo, além de sorteios de brindes e prêmios.

O principal objetivo foi proporcionar um espaço de adoração e união, para enaltecer o amor de Deus, conforme  enfatiza Hismael Thomas, organizador do projeto. “Graças a Deus, conseguimos alcançar nossas metas, e superamos o público estimado em quatro vezes mais. Agradecemos especialmente a Deus, e também ao prefeito Marão que nos deu total apoio para a realização dessa primeira edição do projeto, que foi um sucesso”, enaltece Hismael.

O evento contou ainda com a participação de um intérprete de libras, proporcionando a interação dos deficientes auditivos. O evento contou com o apoio da Prefeitura, através da Secretaria de Cultura (Secult), Superintendência Municipal de Trânsito e Mobilidade (Sutram), Guarda Civil Municipal (GCM) e Superintendência de Meio Ambiente.

Marcos Meirelles, vocalista do Ministério 3 em 1, considerou sua participação no evento, uma alegria imensurável. “Ensaiamos muito, para levar o nosso melhor ao público presente, e ver todo aquele povo animado com os louvores, isso é muito gratificante e emocionante”, complementa Meirelles.

EM ITABUNA, CATÓLICOS FAZEM "ARRASTÃO" EM HOMENAGEM A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

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Comunidade também celebra os 60 anos de construção da Igreja da Conceição

Um “arrastão” às 18h desta quarta-feira (28) abrirá as comemorações do Novenário de Nossa Senhora da Conceição, no Bairro Conceição, em Itabuna. O evento religioso percorre várias ruas do Conceição e é formado por coordenadores de Pastorais, Grupos, Movimentos, Serviços e fiéis. O Novenário começará nesta quinta (29) e vai até 8 de dezembro, com a missa campal. Neste ano, o Novenário terá como tema “Bem-Aventurada Virgem Maria, mostra-nos o caminho da santidade!”.
Construída em 1958, a Igreja pertencia à Paróquia de São José e passou a ser Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em 1960. Por isso comemora, agora em 2018, seus 60 anos de construção, trabalhando na formação religiosa e social dos seus fiéis, fortalecendo a fé e crença no Deus vivo e igual para todos.
“Desde sua fundação, a Paróquia de Nossa Senhora acompanha o dia a dia dos seu fieis, orando e acalentando-os através do Evangelho, do exemplo de vida que é nossa Padroeira e os ensinamentos do nosso Deus. Esse acompanhamento, deve-se também, aos nossos párocos anteriores homenageados nesse Novenário”, ressaltou Padre Adriano Fernandes.
Devido às reformas deste ano, haverá quermesse todas as noites, logo após a Santa Missa, com barracas de alimentação e artesanatos, sonorização, música ao vivo e muitos atrativos, no intuito de arrecadação financeira para cobrir as despesas da reforma.

A ARTE GRAPIÚNA PERDE PAULO CARDOZO

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Cardozo diante da escultura Equilíbrio, restaturada em 2014 || Foto Eric Souza-Ficc/Arquivo

O artista plástico Paulo Cardozo faleceu ontem à tarde (11), no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna, após sofrer traumatismo craniano. Ceplaqueano aposentado, casado e pai, além de diácono da Igreja Católica em Ilhéus, Cardozo tem entre suas obras mais famosas a escultura Equilíbrio. A obra em ferro tem o formato de colher, numa alusão ao ex-prefeito de Itabuna José Almeida Alcântara.
A homenagem com a escultura no Jardim do Ó foi prestada a Alcântara pelo também ex-prefeito Geraldo Simões, na década de 90. Ilheense de nascimento, Cardozo tem obras espalhadas em praças de municípios na Bahia e em outros estados. Sua arte também conquistou o continente europeu. Era um quadro de Cardozo que também compunha uma das mais agitadas redações da Bahia, a do Jornal A Região, na Praça Manuel Leal, Centro de Itabuna.
O corpo de Paulo Cardozo será velado no SAF, na Rua Juca Leão, em frente ao Grapiúna Tênis Clube, a partir do meio-dia desta sexta (12), e será enterrado amanhã, no Cemitério Campo Santo, em Itabuna. “Faleceu nosso diácono Paulo. Deus lhe dê o descanso eterno. Rezemos por sua esposa e filhos”, escreveu o bispo Dom Mauro Montagnolli, da Diocese de Ilhéus, onde o religioso atuava.

DEFINIDA A POSSE DO NOVO BISPO DE ITABUNA

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Dom Carlos Alberto assume diocese em abril.

Dom Carlos Alberto assume diocese em abril.

A Igreja Católica definiu a data de posse do novo bispo da Diocese de Itabuna. No último dia 1º, o Vaticano aceitou a renúncia de Dom Ceslau Stanula e nomeou Dom Carlos Alberto dos Santos como seu sucessor.

Dom Ceslau ainda comandará o novenário e as homenagens ao padroeiro itabunense, São José. A posse do novo bispo será no dia 7 de abril. O Dia de São José é 19 de março.

Natural de Tobias Barreto, Sergipe, Dom Carlos Alberto deixa a Diocese de Teixeira de Freitas-Caravelas, no extremo-sul da Bahia, após 12 anos.

Já Dom Ceslau, renuncia ao posto depois de quase 20 anos à frente da diocese itabunense. A autoridade religiosa assumiu o posto em 26 de outubro de 1997, respondendo por 19 municípios. Atualizado às 15h20min (09.02)

LÁ SE FOI O “CARDEAL DA ESPERANÇA”

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Dom Paulo Evaristo Arns morreu nesta quarta (Reprodução Rádio Vaticano).

Dom Paulo Evaristo Arns morreu nesta quarta (Reprodução Rádio Vaticano).

Morreu no final da manhã hoje (14), em São Paulo, o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Ele estava internado desde o dia 28 de novembro com broncopneumonia, no hospital Santa Catarina. Ontem (13), o estado de saúde do arcebispo emérito da Arquidiocese de São Paulo havia piorado. Ele estava na UTI em função de problemas na função renal.

Dom Paulo tinha 95 anos, 71 anos de sacerdócio e 76 anos de vida franciscana. Ele era cardeal desde 1973 e foi arcebispo metropolitano de São Paulo entre 1970 e 1998. O velório terá início no final da tarde na Catedral da Sé.

O trabalho pastoral de Arns foi voltado principalmente aos habitantes da periferia, aos trabalhadores, à formação de comunidades eclesiais de base nos bairros e à defesa e promoção dos direitos humanos. O portal Memórias da Ditadura, do Instituto Vladimir Herzog, relata parte da atuação do cardeal, que ganhou destaque já em 1969, quando passou a defender seminaristas dominicanos presos por ajudarem militantes opositores.

BIOGRAFIA

Dom Paulo Evaristo Arns nasceu no dia 14 de setembro de 1921 em Forquilhinha (SC) e ingressou na ordem franciscana em 1939. Foi ordenado presbítero em novembro de 1945 na cidade de Petrópolis (RJ). Frequentou a Sorbonne de Paris, onde estudou patrística (filosofia cristã) e línguas clássicas. Foi professor e mestre dos clérigos e chegou a atuar como jornalista profissional. Trabalhava como vigário nos subúrbios de Petrópolis quando foi indicado bispo auxiliar de Dom Agnelo Rossi, em São Paulo, em 1966. Foi nomeado arcebispo de São Paulo em outubro de 1970, aos 49 anos.

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RELIGIOSOS CRITICAM CITAÇÕES A DEUS NA SESSÃO QUE VOTOU IMPEACHMENT

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DeusAs referências à religião e a Deus nos discursos de parte dos deputados que decidiram, no domingo (17), pela abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff incomodaram religiosos. Em defesa da separação entre a fé e a representação política, líderes de várias entidades criticaram as citações e disseram que os posicionamentos violam o Estado laico.

Durante a justificativa de voto, os parlamentares usaram a palavra “Deus” 59 vezes, quase o mesmo número de vezes que a palavra “corrupção”, citada 65 vezes. Menções aos evangélicos aparecem dez vezes, enquanto a palavra “família” surgiu 136, de acordo com a transcrição dos discursos, no site da Câmara dos Deputados. Ao votar a favor do prosseguimento da ação, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, evangélico, proferiu os dizeres: “Que Deus tenha misericórdia desta Nação”.

Para o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), composto pelas igrejas Evangélica de Confissão Luterana, Episcopal Anglicana do Brasil, Metodista e Católica, que havia se manifestado contra o impeachment, assim como a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ligada à Igreja Católica, as menções não surpreenderam. A presidenta da entidade, a pastora Romi Bencke, disse que as citações distorcem o sentido das religiões. “Não concordamos com essa relação complexa e complicada entre religião e política representativa”, afirmou. Da Agência Brasil

BAHIA NO G-4 COM A BÊNÇÃO DO PAPA

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Postagem do Bahia no Facebook teve quase 9 mil curtidas em 4 horas (Reprodução Pimenta).

Postagem do Bahia no Facebook teve quase 9 mil curtidas em 4 horas (Reprodução Pimenta).

O torcedor do Bahia não cabe em si de felicidade, após o retorno ao G-4, o grupo dos times que sobem para a elite do futebol nacional. Torcedores católicos – e supersticiosos – estão agradecendo à “forcinha” do papa Francisco.

Hoje, o Bahia postou em seu Facebook a foto do governador Rui Costa mostrando a camisa do Esquadrão ao papa, no Vaticano: – MANTO SAGRADO!!! O Papa abençoou na quarta e o G4 voltou! –

Rapidinho, a postagem “bombou”, com mais de 2 mil compartilhamentos e 9 mil curtidas. Torcedor do Vitória aproveitou para uma cornetada: – Deu pra recorrer até o Papa, não bastou o Sr do Bonfim?

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