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29 de março de 2020 | 05:16 am

ELEIÇÕES 2020: PSD SE INTEGRA A FRENTE COM PT, PCdoB E PSB EM ITABUNA

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Membros de PSD, PSB, PT e PCdoB discutem frente para eleições de 2020

O PSD decidiu se incorporar a frente partidária formada por PCdoB, PT e PSB na construção de programa de gestão para Itabuna. O foco é a eleição a prefeito do próximo ano. Os três partidos de esquerda já vinham se reunindo com frequência para definir um programa para as eleições de 2020 no maior município baiano e, agora, ganhou o reforço da legenda de Otto Alencar e que tem o ex-deputado Augusto Castro como pré-candidato a prefeito.

Todas as legendas possuem nomes para colocar à disposição da frente, na avaliação de membros de PT, PCdoB e PSB, mas eles dizem que, no atual momento, a prioridade é discutir conceitos políticos e administrativos que unam as legendas.

O PT tem Geraldo Simões e Júnior Brandão e o PCdoB definiu Jairo Araújo como pré-candidato. O PSB tem à frente o ex-deputado Renato Costa, que também já foi vice-prefeito de Itabuna, e pode apresentar como pré-candidato o vereador Aldenes Meira.

Os partidos se comprometeram a promover seminários temáticos para debater com a sociedade “os desafios para a construção de uma cidade melhor para se viver”. Na próxima sexta (20), os partidos farão um almoço de confraternização.

SUCESSÃO DE ITABUNA

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Marco Wense

 

O problema é juntar o, digamos, “hibridismo político” no mesmo palanque. Todos de mãos dadas: Geraldo Simões, Fernando Gomes, Augusto Castro, Davidson Magalhães, Claudevane Leite, os médicos Eric Ettinger Júnior e Renato Costa, Roberto Minas Aço e etc .

 

Os articuladores políticos do PT, quando a pauta é a sucessão do prefeito Fernando Gomes, são unânimes em afirmar que a união das legendas da base aliada do governo Rui Costa é imprescindível para derrotar os que eles acham que não farão campanha para o candidato do partido na eleição de 2022.

O comando estadual da legenda, ainda sem o aval do governador, já se posicionou, pelo menos informalmente, mas de maneira incisiva e intransigente, que o lançamento de candidatura própria para o cobiçado Palácio de Ondina é decisão irrevogável.

Os petistas, mais especificamente os mais vistosos, que exercem uma certa liderança sobre os demais, estão preocupados com o fato de que os três prefeituráveis que estão na frente nas pesquisas de intenções de voto não são politicamente confiáveis, não vão rezar pela cartilha dogmática do partido.

Mangabeira, do PDT, é quem mais causa arrepio no staff petista. Vale lembrar que o governador Rui Costa apoiou Fernando Gomes, então candidato do DEM, no pleito de 2016. O alcaide pretende disputar o sexto mandato tendo Rui novamente do seu lado.

O capitão Azevedo, do PTB, vem conversando com o prefeito ACM Neto sobre sua possível filiação ao DEM. O problema do ex-gestor é sua instabilidade política, o que termina colocando algumas pulgas atrás das orelhas do chefe do Palácio Thomé de Souza.

O outro é o ex-tucano e ex-deputado estadual Augusto Castro, hoje filiado ao PSD do senador Otto Alencar. Além de ser um histórico antipetista, que fazia oposição dura aos governos do PT, defende a candidatura de Otto na sucessão de Rui Costa. Como não bastasse, não quer nem ouvir falar do “Lula Livre”.

O problema é juntar o, digamos, “hibridismo político” no mesmo palanque. Todos de mãos dadas: Geraldo Simões, Fernando Gomes, Augusto Castro, Davidson Magalhães, Claudevane Leite, os médicos Eric Ettinger Júnior e Renato Costa, Roberto Minas Aço e etc .

Obviamente que o candidato de ACM Neto, também postulante a ser o morador mais ilustre do Palácio de Ondina, vai ser aquele com mais chances de derrotar a opção que surgirá dessa difícil missão de buscar um nome de consenso da base aliada do governador Rui Costa.

O ex-prefeito Geraldo Simões, hoje uma espécie de “patinho feio” na cúpula do PT, assim que soube da aliança de Rui Costa com Fernando Gomes, a definiu como “casamento de cobra com jacaré”.

Pelo andar da carruagem, parece que Geraldo se enganou. O governador e o prefeito estão tendo um bom relacionamento político. No staff fernandista, tem até quem aposte que o apoio de Rui ao sexto mandato de FG é favas contadas.

PS – Correligionários mais próximos de Fernando Gomes não descartam a possibilidade de ter Azevedo como vice. Esperam, ansiosamente, o resultado da conversa do capitão com ACM Neto.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

O LARANJA DE CUMA E O INADIMPLENTE DA PALAVRA

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Renato Costa e Geraldo Simões em encontro em 2012, em Itajuípe || Foto Erê

Renato e Geraldo em 2012, em Itajuípe || Foto Erê

A coluna Tempo Presente, d´A Tarde, assinada pelo jornalista Levi Vasconcelos, narra uma tentativa de reaproximação entre Geraldo Simões (PT) e o ex-peemedebista Renato Costa, após as desavenças em 2002. O patrocinador da causa foi o hoje diretor-geral da Ceplac, Juvenal Maynart.

O médico tascou uma frase que até hoje persegue o petista:

– Geraldo Simões é um inadimplente da palavra.

Foi numa entrevista ao Agora, após romper com o petista.

Após a briga dos dois no governo de Geraldo, Renato decidiu concorrer à prefeitura em 2004, pleito em que Geraldo concorria à reeleição.

O médico manteve a candidatura, embora fosse improvável a sua vitória, conforme pesquisas. Isso, na análise do petista, favorecia Fernando Gomes. Geraldo então “acusou” Renato de estar a serviço de “Cuma”. Traduzindo: chamou Renato de laranja de Fernando.

Juvenal conta a Levi como foi a tentativa de reconciliação, seis anos depois.

– Geraldo, eu não tenho a menor condição de ficar com você. Você até já me chamou de laranja! – reagiu Renato.

Diante da recusa do médico e ex-deputado, Juvenal sacou argumento pra amenizar o clima…

– É para compensar o inadimplente da palavra [Renato].

Até Geraldo caiu na gargalhada, conta o colunista…

RENATO COSTA RETORNA AO PSB

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Renato deixa o PMDB e retorna à antiga legenda.

Renato deixa o PMDB e retorna à antiga legenda.

Após a Quarta-Feira de Cinzas, o ex-deputado estadual Renato Costa retornará ao PSB, de onde saiu há 11 anos. O político deixou o PMDB no ano passado, quando a legenda controlada pelos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima decidiu apoiar o então candidato a prefeito Fernando Gomes.

– Diante dos acontecimentos, não tinha mais lugar pra mim no PMDB, nem em Itabuna nem no Brasil; o PMDB que eu participava não era o de hoje, era o de Ulisses Guimarães, Paulo Brossard. Foi uma hora boa pra sair, há males que vêm pra bem – disse ele em entrevista ao Diário Bahia.

Renato vai para o partido, mas, segundo ele, não há planos de candidatura. “Está na hora de investir em nomes novos, quero dar essa contribuição para reorganizar e expandir o partido pela região. Tem nomes em outros partidos que já sinalizaram que vão para o PSB, se eu for”, completou.

OS CAMINHOS DO PMDB NA SUCESSÃO ITABUNENSE

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Eduardo Kowalski é cotado para vice em possível composição entre PSDB e PMDB

Eduardo Kowalski é cotado para vice em possível composição entre PSDB e PMDB

O PMDB de Itabuna está em uma encruzilhada na sucessão municipal. Um caminho, que parece pouco provável, conduz ao nome de Fernando Vita como pré-candidato a prefeito. Uma segunda via, defendida em articulações de bastidores pelo presidente do diretório, Pedro Arnaldo, leva ao apoio da sigla ao ex-prefeito Capitão Azevedo (PTB). A terceira, propagada abertamente pelo ex-deputado Renato Costa, tem como destino a aliança com Augusto Castro (PSDB).

Pelo que se observa, os peemedebistas devem se limitar às duas últimas opções. E, segundo fontes do partido, há uma tendência mais forte de coligação com o tucano, o que dependeria apenas de composições que vêm sendo negociadas em outros dois municípios.

No caso de uma possível composição entre PSDB e PMDB, a surpresa poderá ser o surgimento de um novo nome no cenário sucessório. Trata-se do médico Eduardo Kowalski, que é vice-presidente do diretório municipal do PMDB e pode acabar se tornando vice também em futura chapa majoritária.

Kowalski ainda não disse sim, mas seu nome teria a preferência de Renato Costa.

FÉLIX VERSUS FÉLIX

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marco wense1Marcos Wense

O imbróglio envolvendo o PDT e o médico Antonio Mangabeira, cada vez mais distante da legenda brizolista, vem criando um desentendimento entre pai e filho.

O pai, Félix Mendonça, que já foi prefeito de Itabuna, quer o comando do pedetismo municipal com o prefeiturável Mangabeira. O filho, Félix Júnior, insiste em manter a professora Acácia Pinho na presidência do partido.

Volto a ratificar que o PDT, se não tiver candidato próprio, vai cair no colo do também pré-candidato Augusto Castro (PSDB), junto com o PMDB de Renato Costa e o DEM de Maria Alice.

O que se espera de Félix Júnior é uma posição clara em relação a 2016. O PDT vai ou não disputar a sucessão de Claudevane Leite?

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

RENATO, PMDB E A POLÍTICA

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marco wense1Marco Wense

 

Posso afirmar, com todas as letras maiúsculas, que Augusto Castro será candidato a prefeito com o apoio do PMDB, DEM, PPS, PV e, pelo andar da carruagem, do PDT.

 

No campo moral, o médico Renato Costa é impecável: nada que macule sua vida pública, sempre sólida e ilibada. No movediço mundo político foi inseguro e instável.

Renato passou por várias agremiações partidárias e diferentes correntes políticas: fernandismo, geraldismo e, por último, o azevismo, sendo o vice do Capitão Azevedo na sucessão de 2012.

Como deputado estadual, pelo PSB, teve uma atuação marcante. Foi eleito o melhor parlamentar da Assembleia, não só pelos colegas como pela imprensa soteropolitana.

Renato Borges da Costa deixa o comando do diretório municipal do PMDB de Itabuna para o primeiro vice, o advogado e empresário Pedro Arnaldo Martins.

“Em quatro anos (duas gestões) consegui organizar o PMDB e criar um clima de companheirismo, de fraternidade. O partido se reúne toda semana”, diz o satisfeito Renato Costa.

Discordo de Renato quando diz que o PMDB vai ter candidato a prefeito na sucessão de Claudevane Leite (PRB), colocando seu próprio nome à disposição do peemedebismo.

A possibilidade do PMDB disputar o Centro Administrativo Firmino Alves é zero. O partido, seguindo orientação da estadual, vai apoiar o deputado Augusto Castro (PSDB). A contrapartida é indicar o companheiro de chapa do tucano.

Posso afirmar, com todas as letras maiúsculas, que Augusto Castro será candidato a prefeito com o apoio do PMDB, DEM, PPS, PV e, pelo andar da carruagem, do PDT.

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BARBA, CABELO E BIGODE

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marco wense1Marco Wense

O fernandismo quer fazer barba, cabelo e bigode: a eleição de Paulo Souto, a não reeleição da presidente Dilma Rousseff e o fracasso eleitoral do Capitão Azevedo.

A cada passo, atrás de cada gesto, um obsessivo pensamento: ser prefeito de Itabuna pela quinta vez. É o incansável Fernando Gomes de olho na sucessão de 2016.
FG sai do PMDB do médico e político Renato Costa e retorna ao DEM da fiel escudeira Maria Alice, dirigente-mor do diretório municipal e coordenadora da campanha de Paulo Souto ao Palácio de Ondina.
Gostem ou não, Maria Alice é pessoa indispensável para o processo eleitoral dos democratas. É quem faz tudo: organiza, articula e busca o apoio de outras legendas.
Como não bastasse o retorno ao partido que pode eleger o próximo governador da Bahia, Fernando Gomes vai apoiar José Carlos Aleluia para deputado federal, que é o presidente estadual do DEM.
Não satisfeito, achando pouco, FG espera uma decisão de Paulo Souto em relação a Fábio Souto. Ou seja, vai apoiar o filho do ex-governador se ele sair candidato a deputado estadual, desistindo da reeleição para o parlamento federal.
No DEM, FG passa a ser adversário do também ex-prefeito Azevedo, que precisa de uma eleição – deputado estadual ou federal – para ganhar corpo diante de um FG revigorado.
O fernandismo quer fazer barba, cabelo e bigode: a eleição de Paulo Souto, a não reeleição da presidente Dilma Rousseff e o fracasso eleitoral do Capitão Azevedo.
Geraldo Simões, o PT e os petistas ficam para depois. O PCdoB fica por conta do governo Vane e do PRB do bispo-deputado Márcio Marinho.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PRETENSÕES POLÍTICAS

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marcowenseMarco Wense
Já temos um bom número de pré-candidatos a deputado estadual. Todos querendo marcar posição e de olho na sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).
Aposta bem quem diz que o pretenso candidato é um, digamos, aspirante de prefeiturável. Sonha diariamente com a cobiçada prefeitura de Itabuna.
É evidente que entre os “prefeituráveis” tem os que entram na disputa só para negociar a pré-candidatura. São conhecidos como prostitutas do processo eleitoral.
Não é o caso, por exemplo, citando apenas quatro nomes, da professora Acácia Pinho e dos médicos Renato Costa, Antonio Vieira e Edson Dantas, respectivamente pelo PDT, PMDB, DEM e PSB.
Cabe ao eleitor, além de votar em candidatos da região, principalmente com domicílio eleitoral em Itabuna, separar o joio do trigo, sob pena de enterrar de vez a tão lamentada falta de representatividade política.
A eleição de 2014 passa a ser uma espécie de teste para a sucessão municipal de 2016. Quem tiver uma votação bem abaixo do esperado fica automaticamente descartado.
O governo Vane será também um importante indicador. Um prefeito forte, disputando o segundo mandato, inibe os pretendentes. Os mais vistosos são os ex-alcaides Fernando Gomes e Geraldo Simões.
PS – Para alguns leitores, a discussão sobre a sucessão de Claudevane Leite é prematura e intempestiva. Para outros, não. O processo sucessório já começou.
VANE E O PODER

(Foto Pimenta)

(Foto Pimenta)

Confesso que torço – e muito – para que o prefeito Claudevane Leite faça um bom governo. E o motivo é um só: Itabuna não suporta mais uma administração desastrosa e irresponsável. Seria o caos.
O problema é que fica parecendo que o chefe do Executivo não está gostando do que faz. Fazer gostando, seja na vida pública ou privada, é imprescindível.
A prova maior da falta de apetite político do prefeito é a dúvida em relação a sua presença nos eventos. Se Vane vai comparecer ou vai mandar o vice Wenceslau representá-lo.
Força, Vane. Acreditamos em você. Que Deus te ilumine.

ALDENES VERSUS DAVIDSON

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marco wense1Marco Wense

Um Aldenes Meira independente, com personalidade, conduzindo a digna instituição com respeito, enfraquece a corrente do PCdoB contrária a sua legítima pretensão de se candidatar ao Parlamento estadual.

Já começou o burburinho em torno da votação das contas de 2011 e 2012 do ex-prefeito José Azevedo, ainda filiado ao Partido do Democratas, o DEM de Maria Alice.
O “ainda” é porque Azevedo quer trocar o DEM pelo PMDB do médico Renato Costa, que vai terminar vivendo o dilema do “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.”
O bicho pega porque Renato não pode ser ingrato com o ex-prefeito, seu aliado na sucessão de 2012. A dobradinha DEM-PMDB colocou Renato como candidato a vice na chapa da reeleição.
O bicho come porque o discurso da ética, que sempre norteou a carreira de Renato, com a filiação de um político que vai ser alvo de inúmeros e variados processos, fica comprometido. Desacreditado.
Alguns membros do diretório do PMDB querem que a filiação de José Azevedo fique condicionada à aprovação das suas contas pela Câmara de Vereadores.
O “condicio sine qua non” não agrada o comando estadual da legenda, já que o ex-prefeito pode ser um importante aliado de Geddel Vieira Lima na sucessão do governador Jaques Wagner (PT).
A grande expectativa fica por conta de Aldenes Meira, presidente do Legislativo municipal e pré-candidato a deputado estadual pelo PCdoB, partido sob a batuta do vice-prefeito Wenceslau Júnior.
Aldenes sabe que sua ascensão política depende do seu desempenho na Casa. E nada melhor do que a rejeição das contas do ex-alcaide para colocá-lo na mídia. Na vitrine eleitoral.

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