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20 de setembro de 2020 | 02:18 pm

DOENÇA RENAL CRÔNICA ATINGE 10% DA POPULAÇÃO

Tempo de leitura: 2 minutos

rins coração matériaA doença renal crônica atinge 10% da população mundial e afeta pessoas de todas as idades e raças. A estimativa é que a enfermidade afete um em cada cinco homens e uma em cada quatro mulheres com idade entre 65 e 74 anos, sendo que metade da população com 75 anos ou mais sofre algum grau da doença. Diante desse cenário, no Dia Mundial do Rim, lembrado hoje (12), a Sociedade Brasileira de Nefrologia defende que a creatinina sérica e a pesquisa de proteína na urina façam parte dos exames médicos anuais.

O risco de doença renal crônica, de acordo com a entidade, deve ser avaliado por meio de oito perguntas: Você tem pressão alta? Você sofre de diabetes mellitus? Há pessoas com doença renal crônica na sua família? Você está acima do peso ideal? Você fuma? Você tem mais de 50 anos? Você tem problema no coração ou nos vasos das pernas (doença cardiovascular)? Se uma das respostas for sim, a orientação é procurar um médico.

Os principais sintomas da doença renal crônica são falta de apetite, cansaço, palidez cutânea, inchaços nas pernas, aumento da pressão arterial, alteração dos hábitos urinários como urinar mais à noite e urina com sangue ou espumosa.

As recomendações das entidades médicas para reduzir o risco ou para evitar que o quadro se agrave incluem manter hábitos alimentares saudáveis, controlar o peso, praticar atividades físicas regularmente, controlar a pressão arterial, beber água, não fumar, não tomar medicamentos sem orientação médica, controlar a glicemia quando houver histórico na família e avaliar regularmente a função dos rins em casos de diabetes, hipertensão arterial, obesidade, doença cardiovascular e histórico de doença renal crônica na família.

Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que 100 mil pessoas fazem diálise no Brasil. Atualmente, existem 750 unidades cadastradas no país, sendo 35 apenas na cidade de São Paulo. Os números mostram ainda que 70% dos pacientes que fazem diálise descobrem a doença tardiamente. A taxa de mortalidade para quem enfrenta o tratamento é 15%.

RINS – OS PEQUENOS NOTÁVEIS

Tempo de leitura: 2 minutos

Neyde Vinhático

Estes pequenos notáveis executam o seu trabalho de forma silenciosa para a maioria de nós, e mal nos damos conta da sua existência, a não ser aquele agradável arrepio ao final da micção.

Quando, no início do curso de Medicina, comecei a estudar a função dos rins fiquei impressionada com aqueles pequenos órgãos gêmeos que, medindo 13 centímetros e pesando apenas 150 gramas cada um, recebem por dia 180 litros (!!!) de sangue para processar…uma pequena caixa d´água. Eles filtram todo este sangue para retirar do organismo o que foi ingerido e já não tem mais utilidade para o organismo ou que lhe é tóxico, eliminam estas substâncias concentradas em apenas dois litros de urina e reabsorverem os 178 litros restantes. Além de filtro poderoso, os rins também secretam hormônios.

Estes pequenos notáveis executam o seu trabalho de forma silenciosa para a maioria de nós, e mal nos damos conta da sua existência, a não ser aquele agradável arrepio ao final da micção, por isso, nem lembramos que temos ureter, bexiga, uretra.

A vida segue … os líquidos entram, saem … a vida flui e os rins continuam ali cumprindo o seu papel, belanceando sais, ácidos, bases, potássios, cálcio, magnésio…aqui liberando o excedente.

O tempo passa, a vida flui … por isso as doenças de longa evolução e que podem comprometer este delicado sistema são as causas mais comuns de disfunção dos rins, como pressão alta, diabetes. Felizmente, grandes avanços ocorreram recentemente no controle destas doenças, que nos permitem atenuar e até reverter as agressões aos rins. O transplante renal é um deles, uma das justificativas para a necessidade de maior conscientização sobre a importância da doação de órgãos. Assim, o importante é cuidar cedo e sempre.

Neyde Vinhático é médica nefrologista e coordenadora do Serviço de Transplante Renal da SCMI.

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